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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Cartas na mesa - O Baralho


CARTAS NA MESA - O Baralho



Para chegar às nossas mesas de jogo, o baralho percorreu um longo caminho entre vários povos. As cartas de hoje contam um pouco da história e da cultura de muitos jogadores



1. Jogador chinês

O baralho chinês influenciou o europeu e, portanto, o nosso. As cartas, finas e longas, lembravam um dominó. Os naipes eram desenhos de moedas ou, segundo outras descrições, círculos e bambus. Um baralho podia ter até 150 cartas



2. Jogador árabe

Árabes adaptaram os naipes chineses ao seu cotidiano, ilustrando-os como bastões e moedas, e incluíram dois novos: taças e espadas. Além de cartas numeradas, havia cartas simbolizando pessoas da corte, indicadas apenas pelo nome (as leis islâmicas proibiam a representação humana). Foi por intermédio dos árabes que as cartas chegaram à Europa, durante o século 14



3. Jogador espanhol

O baralho espanhol tinha quatro naipes que, supostamente, representavam a sociedade da época: moedas de ouro para os comerciantes, taças para o clero, espadas para os soldados e militares, e bastões (ou "paus") para os camponeses. As três figuras masculinas da corte - valete, cavaleiro e rei - passaram a ser ilustradas



4. Jogador italiano

No século 19, surgiu na Itália o primeiro baralho de tarô, com 78 cartas. 56 eram divididas em quatro naipes, com quatro figuras cada: valete, cavaleiro, rainha e rei. As outras (chamadas hoje de tarô) eram formadas por 21 cartas numeradas mais o Louco. A carta "rebelde", sem naipe ou número, deu origem ao nosso curinga



5. Jogadora francesa

O baralho francês se difundiu pela Europa a partir do Renascimento, definindo um novo padrão para as cartas européias. Suas principais características eram a carta da dama (que substituiu o cavaleiro) e os naipes: corações, losangos, trevos e pontas de lança (ou pinhões)



Olha o naipe

Os naipes foram mudando até chegar à forma estilizada de hoje. Antes de a versão francesa se espalhar pela Europa, cada país usava figuras típicas de sua cultura, como os pinhões na Alemanha



Brasileirinho

Em Portugal, misturaram-se naipes franceses (jogadora 5) com nomes espanhóis (jogador 3). Ou seja, herdamos um baralho bem bagunçado. Para aumentar a confusão, no Brasil, as figuras usam iniciais em inglês: K (king), Q (queen) e J (jack)



Ás de espadas

No século 18, o comprovante do imposto inglês cobrado por baralho vendido era impresso no às de espadas. Com o fim da tarifa, a marca do fabricante passou a ser impressa nesta carta, hábito que persiste até hoje



Fácil de usar
O baralho com imagens espelhadas foi criado na Itália, no século 18. No século 19, os naipes foram parar no lado superior esquerdo e no inferior direito de cada carta. Agora era possível fazer um leque de cartas na mão



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C=66988
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quinta-feira, 24 de junho de 2010

Após empate, cidade americana decide eleição em jogo de cartas

19/06/09 - 19h59 - Atualizado em 19/06/09 - 20h01

Após empate, cidade americana decide eleição em jogo de cartas
'Que jeito de ganhar --ou perder-- uma eleição', disse McGuire.
Constituição permite que eleição seja decidida em jogo de azar.

A cidade de Cave Creek, no estado do Arizona (EUA), gosta de manter a tradição. E, por isso, após o empate na eleição para uma cadeira para a Câmara de Vereadores, a vaga foi decidida em um jogo de cartas, segundo o jornal "New York Times".




O juiz George Preston embaralha as cartas, observado pelos candidatos Thomas McGuire (à esq.) e Adam Trenk. (Foto: The New York Times)
Adam Trenk, de 25 anos, ficou com a vaga na Câmara Municipal de Cave Creek, após tirar um rei de copas, enquanto seu adversário, Thomas McGuire, de 64, conseguiu um seis de copas. O juiz George Preston foi o responsável por embaralhar o baralho --fez isso seis vezes.

A cidade de Cave Creek, que tem por volta de 5 mil habitantes, não tinha conseguido definir um vencedor entre Trenk e McGuire no pleito tradicional. Depois de uma recontagem, cada um recebeu 660 votos. Por isso, a cidade optou pela tradição para escolher o futuro vereador.

"Que jeito de ganhar --ou perder-- uma eleição", disse McGuire.

O cantor de música country Marshall Trimble é uma das pessoas favoráveis ao método utilizado para decidir o pleito. "Somos muito ligados às nossas raízes, ou pelo menos nós gostamos de pensar assim", afirmou ele.

Segundo o "New York Times", a constituição do estado permite que uma eleição seja decidida em um jogo de azar. Além disso, os dois candidatos concordaram com um jogo de cartas.