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sábado, 14 de março de 2020

PANDEMIA 2020 - Coronavírus - Por Que Você Deve Agir Agora

PANDEMIA 2020 - Coronavírus - Por Que Você Deve Agir Agora



Políticos, Líderes Comunitários e Líderes de Negócios: O que você deve fazer e quando?

quinta-feira, 12 de março de 2020

Simulação de pandemia de coronavírus feita há três meses previa 65 milhões de mortes

Simulação de pandemia de coronavírus feita há três meses previa 65 milhões de mortes



Há cerca de três meses, um cientista dos Estados Unidos fez uma simulação de um surto de coronavírus com alcance de pandemia mundial. 

sexta-feira, 4 de março de 2016

Eles voltaram - Micróbios - Medicina


Eles voltaram - Micróbios - Medicina


Um mundo cada vez mais infeccionado
O médico americano Anthony Fauci ainda se lembra dos tempos de infância, quando tinha a impressão de que para todo  mal havia remédio. Não é à toa, ele nasceu em 1940 e cresceu na mesma época em que os antibióticos se desenvolveram. "O mundo inteiro achava que nunca mais veria pandemias como a da gripe espanhola no início do século", disse ele. 

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

A Gripe do Ano - Saúde


A GRIPE DO ANO - Saúde


Neste inverno, parece que todo mundo ficou gripado. No Sudeste do Brasil, o vírus da doença reapareceu mais forte. E, nos Estados Unidos, os médicos já se preparam para uma epidemia avassaladora, que pode explodir no final do segundo semestre.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Atchiim Grito de Guerra


ATCHIIIM! Grito de Guerra


Gangues de vírus preferem bombardear o organismo durante o inverno, provocando as gripes e os resfriados. Ao sofrer esses atentados, o melhor é ficar sob as cobertas. Ou bandidos muito mais perigosos podem entrar em ação.

Era uma noite fria e (por isso) tenebrosa. Bandidos das piores espécies estavam de tocaia. A vítima parecia pressentir o perigo, já que sua face empalidecia, enquanto o nariz ia se tornando cada vez mais vermelho, como o de um palhaço. Porque o sangue corria para se concentrar ali, naquela área empinada do perfil, oferecendo todo o seu calor. Era necessário aquecer o ar aspirado, senão, a menos de 36 graus Celsius, ele danificaria os pulmões. Além disso, o jato de gás frio estava atrapalhando o desempenho de milhões de cílios, espalhados pelo corredor que conduzia à nobre região pulmonar, aonde nenhum estranho deveria ter acesso. Em condições normais de temperatura, feito excelentes policiais, esses cílios expulsaram diversos microorganismos intrusos. No entanto, surpreendidos pela mudança do clima, eles começavam a vacilar - era a hora ideal para os vírus do resfriado e da gripe atacarem. E, no rastro deles, talvez viessem inimigos muito mais ardilosos.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O Inimigo público número 1 - O Vírus.

O INIMIGO PÚBLICO NÚMERO 1 - O Vírus.



Do mais banal resfriado ao flagelo da AIDS, o culpado é sempre a mesma criatura: o vírus.

O maior inimigo da vida não mede mais que trinta milionésimos de milímetro. Causa gripe, sarampo, paralisia infantil, varíola, AIDS - entre muitas outras agressões à saúde. Esse inimigo é tão peculiar que, além de microscópico, tem um lado vivo e um lado morto.
Como não se alimenta nem respira nem produz coisa alguma, não faz parte do mundo dos vivos. Mas,como é formado por um material genético básico - o ácido nucléico - e é capaz de multiplicar-se, não se pode
negar-lhe a condiçào de criatura viva.
Essa criatura é o vírus, cuja única razão de existir parece ser a própria reprodução. Para isso, aproveita-se dos mecanismos das células onde se hospeda. Depois as sacrifica.
O vírus surgiu antes do homem, vencendo todos os obstáculos naturais à seleção das espécies. E ainda vence muitas batalhas na guerra sem quartel que a ciência moderna lhe move. São conhecidas cerca de mil espécies diferentes de vírus, responsáveis por 60 por cento das doenças em animais e plantas.
A cada passo descobre-se a presença de vírus onde não se suspeitava.
Em 1980, por exemplo, o imunologista norte-americano Robert Gallo - um dos descobridores do vírus da AIDS- identificou um vírus, existente no Japão, na África e nas Ilhas do Caribe, que causa leucemia. Não é um caso isolado : sabe-se que cerca de 40 vírus tem a ver com certos tipos de câncer. O vírus pode até atacar a mente humana.
Médicos do Instituto de Saúde Mental dos Estados Unidos desconfiam que a esquizofrenia- um dos tipos mais comuns de loucura - pode ter causas viróticas. Um vírus foi encontrado no líquido espinhal de dezessete dos cinquenta esquizofrênicos examinados no início deste ano. Outra doença que talvez seja provocada por vírus é a esclerose múltipla - degeneração incurável do sistema nervoso, caracterizada por perda de memória e de coordenação motora.
No sangue de algumas pessoas, os cientistas identificaram um anticorpo então desconhecido muito parecido com o da AIDS. Os anticorpos são uma arma do organismo contra agentes estranhos como os vírus.
Pode-se compará-los a mísseis teleguiados: são feitos sob medida para determinado alvo - portanto, um anticorpo diferente supõe a existência de um vírus diferente.
Na pesquisa, a maioria das pessoas com o novo anticorpo tinha sintomas de esclerose múltipla. Isolado o novo vírus, batizado Smon, verificou-se que ele existia no líquido espinhal de um terço dos esclerosados.
Fica muito difícil, porém, diagnosticar se um vírus é de fato novo ou se nova é apenas a sua descoberta. É que o vírus é formado por um ácido nucléico, base de qualquer célula. Tais ácidos formam as chamadas moléculas de aminoácidos. Estas reunidas, constroem as proteínas de que são feitos os seres vivos.
Nas células existem dois ácidos nucléicos: o DNA, ou ácido desoxirribonucléico, que guarda toda a bagagem hereditária daquele organismo; e o RNA, ou ácido ribonucléico, responsável pelo bom funcionamento dos componentes das células. Mas com o vírus é diferente: só possui ou DNA ou RNA. Ele, na verdade, nada mais é que um novelo de um único ácido nucléico, envolvido numa fina capa de proteínas. Não se sabe se surgiu antes dos seres considerados vivos - sendo então uma forma primitivíssima de vida-ou se é resultado de uma espécie de retrocesso.
"Dizer quem chegou primeiro é discutir sobre a origem do ovo e da galinha", compara o professor Renato Mortara, da Escola Paulista de Medicina, que passou cinco anos na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, estudando essas minúsculas criaturas. Mortara, um paulista de 32 anos, admite que "o vírus poderia ter surgido a partir do próprio homem?". Não é impossível: assim como a doença chamada câncer é uma reprodução descontrolada das células, uma célula poderia passar por um processo de mutação, até restar apenas a unidade básica da forma original, ou seja, o seu ácido nucléico.
Essa "fantasia", como diz o professor Mortara, é um exemplo das teorias segundo as quais os vírus seriam conseqüência de um processo de regressão da vida. Seja como for, vírus e seres humanos convivem há muito tempo. A múmia de Ramsés II, faraó do século XIII a.C., mostra cicatrizes de varíola doença causada por vírus, que geralmente ataca crianças e hoje pode ser evitada com vacina.
Assim como a varíola, as doenças viróticas em geral permaneceram um mistério até a invenção do microscópio eletrônico na década de 40. Com seus raios luminosos, o equipamento permite ver o vírus. Mas o homem desconfiava da existência do vírus antes de conseguir enxergá-lo.
Em 1892, 0 microbiologista russo Dmitry Ivanovsky (1864-1920), ao estudar uma doença na planta do tabaco, ficou espantado ao verificar que, injetando a seiva filtrada de uma planta doente em outra sadia, esta última também adoecia.
O complicado processo de filtragem pelo qual passou a seiva deveria ter contido todas as bactérias. Mas, se mesmo filtrada a seiva continuava infecciosa, deveria existir algo ainda menor que as bactérias - até então os menores seres vivos que se conhecia. Ivanovsky falou em ultrabactérias. Outros cientistas, que também fizeram experiências semelhantes em plantas e animais, começaram a falar em "líquido infeccioso vivente". Eles não tinham como ver que o líquido era, na realidade, uma supensão contendo milhares de vírus. Em 1917, o microbiologista canadense Félix d´ Herelle observou no microscópio que placas de bactérias de repente começavam a desaparecer. Concluiu que existiam criaturas ainda menores que as bactérias por elas destruídas: foram chamadas bacteriófagas.
Na verdade, o que existe são vírus que preferem a célula de determinada bactéria a qualquer outra. Mas d´Herelle, no seu microscópio comum, que aumentava apenas 360 vezes, não conseguia vê-los. Trezentos anos antes, em 1617, o biólogo holandês Van Leeuwenhoec, que descobriu as bactérias, impressionou a todos ao afirmar que algumas centenas de bactérias caberiam num grão de areia. Pois bem: dentro das menores bactérias existentes cabem cerca de cem vírus da poliomielite ou dez vírus da gripe.
Os vírus- palavra que em latim significa veneno - foram isolados e fotografados pela primeira vez na década de 50. Desde então, a pesquisa na área da virologia caminha em ritmo acelerado. Logo se descobriu que se trata de entes ao mesmo tempo primitivos e sofisticados, diante dos quais o organismo também revelou uma surpreendente capacidade de defesa. Na presença do vírus o corpo transforma-se em campo de batalha. E, como em toda guerra, a vitória costuma ser de quem tem a melhor estratégia. Cada vírus tem a sua. Por isso, em virologia, cada caso é um caso.
Um organismo pode ser comparado a uma fábrica de luvas: produz desde luvas microscópicas até gigantes, com diferenças milimétricas entre um tamanho e outro. Cada luva - ou anticorpo - veste perfeitamente um vírus ou antígeno- e só aquele. Muitos anticorpos vivem e morrem ingloriamente sem encontrar o antígeno para o qual foram feitos e travar com ele uma batalha de vida ou morte. Não se trata, porém de um desperdício da natureza: para o organismo é melhor ter um de cada a ter vários só de alguns.
Se assim é, qual a vantagem de se vacinar contra uma doença para a qual já se tem defesa? A vantagem está na velocidade. Ou memória, como dizem os virologistas. A vacina é composta sempre de vírus inativados (mortos) ou atenuados (um segmento do vírus). Se fosse composta de vírus ativos e inteiros, a pessoa vacinada pegaria a doença, o que seria um contra-senso. A função da vacina é chamar a atenção do anticorpo que, despertado, briga com o "falso vírus" da vacina - o suficiente para ter na memória (dai o termo) a estratégia adequada quando entrar em cena um vírus autêntico: uma forma de multiplicar-se rapidamente para defender o organismo a tempo.
Chegar a tempo significa combater o vírus antes que ele alcance o núcleo da célula, quando domina a situação. Todo vírus é um especialista - tem preferência por determinado tipo de célula. Assim, o vírus da hepatite sai em busca das células do fígado; o vírus do resfriado prefere as células do aparelho respiratório. Essa especialização se deu ao longo da evolução: o capsídio que envolve o ácido nucléico do vírus se encaixa perfeitamente apenas na cavidade de um único tipo de célula.
Desprevinida, a célula recebe o vírus amigavelmente, sem perceber que ele - tão parecido com ela mesma - é um estranho cheio de más intenções. Assim, o hóspede, hipócrita e insidioso, trai o anfitrião: corre para o núcleo, uma espécie de cérebro da célula, e lhe toma os comandos. A célula passa a fabricar compulsivamente mais e mais vírus - até que de tão cheia ela estoura e os filhotes invadem as células vizinhas.
No caso dos vírus que possuem RNA, os chamados retrovírus, há um servicinho extra: uma enzima, localizada dentro do invólucro do vírus tem de transformar o RNA em DNA, pois este é o único ácido capaz de entrar no núcleo. Drogas hoje muito faladas como a AZT, buscam dificultar a vida do retrovírus da AIDS, eliminando essa enzima. Sem ela, o retrovirus leva muito mais tempo até ser traduzido para DNA e assim invadir o núcleo da célula.
Qualquer vírus deixa rastros, como pedaços do seu capsídio presos na membrana celular. O organismo, ao sentir a presença estranha, envia glóbulos brancos do sangue, chamados macrófagas que literalmente engolem a célula infectada. Se for tarde, ou seja, se a área infectada já tiver crescido muito (o vírus da poliomielite produz cem filhotes em três horas, por exemplo), as células T existentes no sangue começam a fabricar os anticorpos sob medida, que matam ou neutralizam os vírus. A produção desses anticorpos demora de três a sete dias. Só que o vírus da AIDS corta o bem pela raiz: ataca justamente as células T.
Quando isso acontece, abre-se o espaço para uma série de infecções oportunistas. Elas não apareceriam caso as células T funcionassem normalmente. Por exemplo, elas fabricam anticorpos contra os vírus da herpes, que ficam hibernando com apenas cinco de seus setenta genes em funcionamento. Às vezes, fatores tão diversos como queimaduras solares ou estresse acordam os vírus da herpes. Mas, no caso da AIDS. os vírus acordam por falta da vigilância implacável dos anticorpos.
"A AIDS deve ter surgido pela mutação de um vírus já existente", opina o doutor Alexandre Vranjac, diretor do Centro de Controle Epidemológico de São Paulo. A mutação, segundo ele, é um recurso de sobrevivência do vírus ." 0 vírus da gripe é um dos mais mutantes" , exemplifica. De fato, quanto mais comum o vírus, maior o número de pessoas imunizadas por terem contraído a doença. Logo, ou o vírus muda, alterando um pouco a ordem de seus genes, ou está condenado a desaparecer.
O vírus da AIDS é ainda mais mutante que o da gripe. Cada geração não dura sequer um mês . Portanto, para se produzir uma vacina contra ele, seria preciso saber qual a sua próxima forma. "A vacina", explica Vranjac, "só é eficaz quando tomada antes". É isso o que mais intriga nos vírus - estão sempre prontos a trocar de máscara e nos enganar de novo.

Sob pressão da AIDS

Como só costuma acontecer em situações de crise, a busca da cura para a AIDS mobiliza cientistas no mundo inteiro. Surgem novas teorias e técnicas - algumas delas verdadeiramente fantásticas. O físico alemão Jonathan Tennenbaum, que trabalha para o governo norte-americano, anunciou em setembro último a criação de um aparelho a laser, capaz não só de realizar 1200 testes por dia mas também de localizar qualquer microorganismo invasor existente no corpo, lendo a forma das células através da pele. O microrganismo ou bactéria, inclusive o da AIDS-é identificado por um computador. "Conseguimos ver a impressão digital do vírus", diz Tennenbaum.

Sem dúvida, a área mais quente nas pesquisas é a da engenharia genética , que tenta fazer do virís um aliado. Inoculando dois vírus inofensivos em animais, os cientistas já provaram que podem originar um terceiro vírus, fatal. Agora, formulam-se teorias sobre a possibilidade de se criar uma espécie de antivírus.

O professor da Escola Paulista de Medicina. Renato Mortara, acha que isso só será possível daqui a décadas. "Por enquanto", receia ele, "com tantas incógnitas sobre vírus, poderíamos criar um antivírus para a AIDS que por sua vez provoque outra doença qualquer." Já o doutor Alexandre Vranjac, do Centro de Controle Epidemiológico de São Paulo, é mais otimista: "Nessa teoria está o daqui-pra-frente da virologia".

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Praga no game 'World of warcraft'

27/04/09 - 16h42 - Atualizado em 27/04/09 - 16h57

Praga no game 'World of warcraft' dá lição sobre pandemia de gripe
Acidente com epidemia virtual em 2005 contaminou população do jogo.
'Foi a 1ª praga online descontrolada a afetar milhões', dizem especialistas.



Foto: Divulgação Evento imprevisto no jogo 'World of warcraft' espalhou epidemia pela população virtual em 2005 (Foto: Divulgação) Nos calabouços de Zul'Gurub, frequentados por entusiastas dos jogos on-line, uma serpente alada chamada Hakkar, a Flageladora de Almas, pode oferecer importantes pistas aos epidemiologistas que tentam prever o impacto de uma pandemia.

Casos de gripe suína pelo mundo
Em setembro de 2005, uma praga chamada "Sangue Corrompido" causou tumulto no popular RPG on-line "World of warcraft". O que aconteceu em seguida ilustra a espécie de questão que as autoridades terão de enfrentar, à medida que um surto letal de gripe suína se espalha no México e em outros países.

Cerca de quatro milhões de jogadores foram afetados pela pandemia e, quando ela chegou ao final, cidades virtuais inteiras estavam recobertas pelos ossos dos mortos e a maioria dos sobreviventes havia fugido das áreas urbanas em busca da relativa segurança oferecida pelo campo.

Os epidemiologistas e encarregados de combater desastres tentaram por anos construir
modelos realistas sobre como uma doença altamente virulenta pode se espalhar e afetar a sociedade mundial e a economia.

Mas a praga do Sangue Corrompido acidentalmente ofereceu algo sem precedentes --uma chance de estudar uma pandemia seguramente, em um ambiente virtual unicamente complexo no qual milhões de indivíduos imprevisíveis tomavam decisões por conta própria.

Pandemia virtual
Em um artigo na revista "Lancet Infectious Diseases", em 2007, Nina Fefferman e Eric
Lofgren, da Tufts University School of Medicine, disseram que o incidente "suscitava a possibilidade de conteúdo científico valioso a ser adquirido devido a um erro acidental em um jogo", o que ofereceria percepções sobre pandemias no mundo real.



A Blizzard Entertainment, criadora de "World of warcraft", não tinha a intenção de que a epidemia escapasse ao controle dessa maneira.

Inicialmente, o problema só seria encontrado por jogadores relativamente avançados, quanto penetrassem nas profundezas de um novo calabouço oferecido como parte de uma atualização de software. Entre os muitos poderes de ataque de Hakkar, entre os quais "sugar sangue" e "causar insanidade", estava a capacidade de espalhar a praga do sangue corrompido.

Em 2005, jogadores infectados se transportaram de um calabouço para cidades no jogo 'World of warcraft'; as vítimas mais fracas logo começaram a cair como moscas (Foto: Divulgação) A maioria dos jogadores que haviam chegado a esse nível eram fortes o bastante para sobreviver, e não havia a intenção de permitir que a praga se espalhasse a tal ponto. Mas como acontece com muitos eventos do mundo real, as coisas não seguiram de acordo com os planos.

"Ao contrário de 'pragas virtuais' do passado, planejadas oficialmente, isso foi um efeito local que escapou ao controle --um surto virtual de ocorrência natural", disse Ran Balicer, da Ben-Gurion University, em Israel, para a revista Epidemiology.

O "World of warcraft" permite que os jogadores se "teletransportem" entre diferentes
locais. E alguns jogadores infectados se transportaram do calabouço para cidades, onde vítimas mais fracas logo começaram a cair como moscas. O jogo também permite que os jogadores tenham animais de estimação, que podem ser banidos e convocados a gosto. Os animais de estimação também desempenharam papel crucial em difundir a praga fora do calabouço.

Embora "teletransporte" e animais de estimação mágicos sejam parte do mundo de fantasia, esses desdobramentos inadvertidamente imitaram possíveis características de pandemias reais, dizem os dois estudos.

Pandemia real
Os riscos de que pandemias se espalhem por meio de sistemas rápidos de transporte mundial e de transmissão entre espécies são fatores cruciais que podem bem afetar surtos no mundo real.

Balicer disse que o impacto dos sistemas de transporte sobre "World of warcraft" era
"semelhante ao papel das viagens aéreas na rápida transmissão mundial da síndrome
respiratória aguda severa (SARS)", enquanto os estragos causados por animais infectados ecoam o papel desempenhado por patos assintomáticos na difusão da gripe aviária entre populações de aves.

A doença não demorou a se espalhar pelo mundo virtual.
"A doença logo atingiu as capitais densamente povoadas, causando índices elevados de
mortalidade e, o mais importante, o caos social que costuma acompanhar um surto em larga escala de uma doença mortífera", escreveram Fefferman e Lofgren.
"Aspectos aparentemente inócuos do mundo virtual, cada qual refletindo diretamente um aspecto da epidemiologia no mundo real, permitiram que aquilo que deveria ser um ponto de interesse relativamente menor em uma pequena área do jogo... se tornasse o primeiro exemplo de uma praga online descontrolada a afetar milhões de norte-americanos, europeus e asiáticos em seus lares", escreveram Fefferman e Lofgren.