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quinta-feira, 12 de outubro de 2017

7 Crianças que mudaram o mundo para sempre


7 Crianças que mudaram o mundo para sempre


A pouca idade não foi um impedimento para que algumas delas ajudassem a dar um novo rumo à humanidade, elas são (ou foram) inventoras, ativistas, escritoras ou ícones de um período conturbado da nossa história. Conheça sete crianças mais do que especiais a seguir:  

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O Ecoterrorista - Jerry Vlasak

O ECOTERRORISTA - Jerry Vlasak



Seria durante uma passagem pela Grã-Bretanha que o médico e ativista americano Jerry Vlasak explicaria à Super suas opiniões sobre a luta pelos direitos dos animais. A entrevista ocorreria na Inglaterra, durante um encontro promovido por ativistas da Europa e dos Estados Unidos. Mas o texano radicado na Califórnia nem teve oportunidade de arrumar as malas. O governo britânico negou seu pedido de visto, alegando que suas "opiniões perigosas" não são bem-vindas no país.

Ao conversar com a revista por telefone, Vlasak mostrou por que quando abre a boca assusta autoridades, aterroriza a indústria farmacêutica e recebe críticas da maior parte da comunidade científica. Suas idéias são uma amostra do que muita gente chama de ecoterrorismo. Acha, por exemplo, "moralmente aceitável" o assassinato de cientistas que utilizem cobaias de laboratório. "As mortes só ajudariam a causa", afirma.

Quando não está atendendo vítimas de acidente de trânsito, tiros e facadas num hospital de Los Angeles, Vlasak dá assessoria científica a entidades como Speak e Shac, duas das mais radicais organizações antitestes com animais. Atualmente, os grupos tentam impedir a construção do novo laboratório de cobaias na Universidade de Oxford e varrer do mapa a Huntingdon Life Sciences, empresa especializada em pesquisas químicas e farmacêuticas. Entre os objetivos dos inimigos de Vlasak estão a busca de tratamentos para doenças como o câncer, diabetes, mal de Parkinson e de Alzheimer.



Por que você julga ser aceitável atacar cientistas que estão usando cobaias para desenvolver novos medicamentos?

Qualquer coisa que detiver essas pessoas é moral e necessária. Não estamos falando de gente inocente. Eles torturam animais em laboratórios todos os dias. Não adianta eu parar numa calçada com um cartaz pedindo o fim dos experimentos. Ninguém vai me ouvir. E a verdade é que nossas táticas funcionam. A Universidade de Cambridge desistiu de construir um laboratório porque ficou com medo dos ativistas - eles também acharam que o sistema de segurança ficaria muito caro. Uma empresa especializada em pesquisas já perdeu 63 clientes e fornecedores. Nossa pressão também já fechou uma fazenda que criava gatos e um canil que fornecia cães da raça beagle para laboratórios. Nelson Mandela dizia que a não-violência é uma estratégia, não um princípio moral. Nós temos o dever moral de fazer o que dá resultados.



Você vê algum limite ético nesse dever?

Não existem limites. Qualquer tática que funcione é legítima. Alguns cientistas só vão acabar com os experimentos se temerem pela própria vida. É uma pena que seja assim. O que fazemos não é muito diferente de assassinar nazistas como Hitler, Himmler ou Goebbels. Se matássemos os três e salvássemos 6 milhões de judeus, ninguém diria que é errado. Creio que o mesmo raciocínio vale para animais. Matar dois, três, cinco ou dez (pesquisadores) e salvar milhões de vidas inocentes é moralmente aceitável.



Como a morte de um cientista será capaz de trazer benefícios aos animais?

Observe qualquer movimento de luta contra a opressão, como o combate ao apartheid na África do Sul e a escravidão nos Estados Unidos. Sempre que uma força exerce pressão sobre outra, a mais fraca recorre à violência. E os resultados acontecem. Até agora ninguém morreu, mas isso ainda vai acontecer. Não estou pedindo isso, apenas prevendo. Você não pegaria em armas para impedir que crianças no jardim de infância fossem torturadas até morrer em laboratórios? Se aceitamos fazer isso por pessoas, mas não por animais, estamos adotando o especismo, ou seja, acreditar que seres humanos são superiores a outras espécies. Sou contra o especismo da mesma maneira que sou contra racismo, machismo e homofobia.



Melhorar a saúde dos humanos não justifica os testes com animais?

Na Alemanha nazista, judeus eram utilizados como cobaias em campos de concentração. Graças a testes assim, cientistas obtiveram informações úteis. Eu acho errado matar de frio um judeu para estudar o combate à hipotermia. Da mesma maneira, sou contra matar animais. Não me interessam os benefícios que essas pesquisas trarão.



Para desenvolver antibióticos, os cientistas valeram-se de testes em cobaias animais. Como médico, você receita esse tipo de remédio a seus pacientes?

Claro que sim. Mas o fato de um idiota ter enfiado droga goela abaixo de um animal para verificar a eficácia do tratamento não prova que esse ato seja necessário. É bom lembrar que novos remédios precisam sempre ser testados também em seres humanos.



E como a medicina pode avançar sem experimentar suas novas tecnologias em cobaias de laboratório?

Animais são forçados a viciar-se em cocaína, anfetaminas, cigarros e outras substâncias que todos sabem que são prejudiciais. Em outros experimentos, filhotes são separados de suas mães para estudar o que acontece com pessoas criadas sem afeto. A forma como esses animais sofrem não tem nada a ver com os humanos. Não há razão para isso. A maior parte das informações úteis para seres humanos é obtida em testes clínicos com seres humanos. Estudamos grandes amostras de pessoas, vemos o que acontece e detectamos padrões. Também podemos usar técnicas como autópsias, a análise de tecidos, testes em culturas de células humanas e modelos matemáticos. Experimentos assim são muito mais confiáveis do que dar drogas a ratos, coelhos ou outros animais. Quando aplicamos drogas numa fêmea podemos ter efeitos diferentes daqueles verificados num macho. Acreditar que o que você deu ao rato terá o mesmo efeito num ser humano é estúpido. Não faz qualquer sentido. Não funciona. Na verdade, a utilização de animais pode até atrapalhar esse processo. O desenvolvimento da vacina contra pólio, por exemplo, atrasou dez anos porque o modelo animal não produziu os resultados desejados. Gastam-se centenas de milhões de dólares em pesquisas envolvendo animais e pelo menos 90% dos estudos vão para o lixo. E de tudo que é publicado, no máximo 1% ou 2% realmente tem alguma utilidade.



Se os experimentos em cobaias são mesmos inúteis, por que a indústria farmacêutica gasta tanto dinheiro com eles todos os anos?
Testes com animais servem como arma para disputas judiciais. Se o remédio fizer mal, alega-se inocência com base nos testes da droga em muitas espécies. Também há muita gente ganhando dinheiro com pesquisas financiadas por recursos públicos, incluindo as indústrias farmacêuticas. Além disso, governos exigem a realização de testes em animais. Isso é um erro, mas não surpreende. A indústria farmacêutica tem dois lobistas para cada membro do congresso americano. Foi por causa desse tipo de lobby que o meu visto de entrada na Grã-Bretanha foi negado.



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domingo, 9 de maio de 2010

Internet é palco de manifestos para o 'dia do orgulho nerd'

25/05/09 - 09h30 - Atualizado em 25/05/09 - 20h20

Internet é palco de manifestos para o 'dia do orgulho nerd'
Data faz referência à estreia do primeiro filme da série 'Star wars', em 1977.
Vídeos e comunidades defendem os direitos da 'categoria'.




Foto: Reprodução Sociedade de Promoção Geek distribui emblemas para identificar membros em sites e redes sociais (Foto: Reprodução) Entusiastas de tecnologia de todos os cantos do planeta comemoram nesta segunda-feira (25) o Dia Mundial do Orgulho Nerd - de preferência, conectados. A iniciativa, criada em 2006 na Espanha e também conhecida como Dia Mundial do Orgulho Geek, foi a forma bem-humorada encontrada para lutar pelo direito de uma pessoa ser nerd, sem sofrer preconceito.

Não por coincidência, a data escolhida faz referência à estreia do primeiro filme da série Star Wars, em 25 de maio de 1977, um fenômeno mundial, principalmente entre nerds e geeks.

Nessa mesma linha, o vídeo “I am a geek!” é um projeto colaborativo produzido pela Sociedade de Promoção Geek (Society of Geek Advancement, em inglês), com o objetivo de apoiar o público antenado com as novas tecnologias.

O vídeo, recentemente publicado no YouTube, informa que, na gíria norte-americana, a palavra geek significa uma pessoa com interesse em tecnologia, especialmente computação e novas mídias. Alguém que "busca habilidades e imaginação, e não aceitação social da maioria".




O vídeo 'I am a geek' faz uma defesa da 'categoria' (Foto: Reprodução)

Nerd ou geek?
Muita gente acha que nerd e geek são sinônimos. Os aficionados por novas tecnologia, no entanto, gostam de diferenciar essas duas "espécies". No sentido geral, nerd é uma palavra em inglês que se refere a alguém que estuda excessivamente. E, apesar de o gosto por bits e bytes não estar necessariamente ligado ao significado original do termo, geralmente os nerds são conhecidos pelo seu interesse acima da média em computadores e tecnologia, além de conteúdo acadêmico.

Ainda na área tecnológica, o nerd – por ser geralmente mais introvertido - é um pouco menos geek. Os próprios geeks enfatizam que não são apenas competentes na parte técnica - como os nerds -, como também se saem bem na interação social.

Já de acordo com o dicionário de língua inglesa Webster, a palavra geek geralmente se refere a "pessoa de personalidade incomum ou esquisita", que não dispensa novidades, sendo que a maioria adora computadores. Em uma descrição bastante simplificada, os geeks são os "jogadores, fãs de ficção científica, de filmes como Star Wars e Star Trek, programadores", entre outras figuras encontradas por aí com certa frequência.

Ainda segundo o dicionário, como as pessoas estão se tornando cada vez mais dependentes da tecnologia, os geeks acabam se destacando na sociedade. Enfim, o geek é um nerd mais 'descolado', uma figura mais popular, com uma vida social mais ativa e interesses mais variados.

A vingança dos nerds (e dos geeks)
E, se no início muitos tinham vergonha em serem chamados de nerd ou geek, hoje em dia essa denominação traz muito orgulho aos aficionados por tecnologia. Afinal, como eles fazem questão de frisar, muitos dos homens mais ricos e poderosos do mundo atualmente fazem parte desse grupo: Bill Gates (Microsoft), Steve Jobs (Apple), Mark Zuckerberg (Facebook), Biz Stone (Twitter), Sergey Brin e Larry Page (Google), por exemplo.

Como diz a letra cheia de humor da música “Escolha já seu nerd”, do grupo Os Seminovos, “o nerd de hoje é o cara rico de amanhã”. Segundo a banda, a canção é tanto “um hino em louvor aos nerds”, como “uma dica importante para todas as garotas que procuram o homem ideal!”.




Grupo lançou a música 'Escolha já seu nerd' no YouTube. (Foto: Reprodução)
Já o cantor "Weird Al" Yankovic satiriza o universo nerd na letra de "White and nerdy" ("Branco e nerd", em português), cujo clipe já teve mais de 4,3 milhões de acessos em um dos endereços disponíveis no YouTube.

No fim do ano passado, uma "boy band" dos nerds também fez sucesso com "Computer friends", um clipe engraçadinho repleto de referências a gigabytes, memória RAM, firewall, e disco rígido. “Já vi diversas camisetas do tipo ‘amo nerds’ e conheço mulheres que gostam desse estilo. Acho que isso faz sentido, porque uma pessoa inteligente é sempre mais interessante do que um idiota”, disse ao G1 Barry Flanagan, um dos integrantes da dupla "Sniper twins".

Assim, os geeks vão ampliando seus domínios não só no terreno da tecnologia, como também na indústria do entretenimento.Como diria o grupo The Faint, na canção “The Geeks were right”, "eu vi o futuro, e os geeks estavam certos”.