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terça-feira, 11 de julho de 2023

Foguete da SpaceX coloca em órbita a primeira fábrica espacial da história

Foguete da SpaceX coloca em órbita a primeira fábrica espacial da história

Projeto tem o objetivo de produzir medicamentos mais estáveis aproveitando a gravidade zero.

sábado, 16 de janeiro de 2021

Um foguete lançado pela NASA na década de 1960 pode estar de volta à Terra

Um foguete lançado pela NASA na década de 1960 pode estar de volta à Terra

Ao observar um pequeno objeto capturado pela órbita terrestre, pesquisadores da NASA ficaram surpresos. 

terça-feira, 27 de março de 2018

Este é o plano de Elon Musk para colonizar Marte e de como pagar por isso


Este é o plano de Elon Musk para colonizar Marte e de como pagar por isso



Elon Musk é bem conhecido por seu desejo de colonizar Marte, tendo dado diversas entrevistas sobre o assunto.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Falcon Heavy - Por que o lançamento do foguete mais potente do mundo pela Space X é importante


Falcon Heavy - Por que o lançamento do foguete mais potente do mundo pela Space X é importante


Elon Musk publicou em dezembro fotos da construção do Falcon Heavy (Foto: SpaceX)

Elon Musk lançou nesta terça (06/02/2018) um foguete com o dobro da capacidade de propulsão de qualquer outro, uma missão que pode dar início a um novo capitulo da empreitada rumo à primeira missão tripulada a Marte.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Nasa comprova que "motor impossível" funciona - EMDrive


Nasa comprova que "motor impossível" funciona - - EMDrive


EmDrive é visto como uma possível revolução em viagens espaciais

EmDrive produz movimento sem interagir com nada. Livros de física terão que ser reescritos para explicar como é uma máquina simples: emite-se um feixe de microondas dentro de uma câmara de ressonância – um cone truncado de metal, fechado em todos os lados.

terça-feira, 8 de março de 2016

A terrível arma alemã que poderia ter mudado o curso da história


A terrível arma alemã que poderia ter mudado o curso da história


O foguete nazista V2 não chegou a ter influência na Segunda Guerra Mundial, mas potênciascomo Rússia, França, Inglaterra e EUA fizeram o possível para se apropriar dessa tecnologia. 

sábado, 29 de novembro de 2014

Cientistas transformam fezes e urina em combustível para foguete


Cientistas transformam fezes e urina em combustível para foguete

Pesquisador Pratap Pullammanappallil posa em seu laboratório com o biodigestor anaeróbico usado para produzir metano a partir de fezes e urina (Foto: UF/IFAS Communications/Divulgação)

Nasa encomendou projeto pensando em missões de longo prazo.
Técnica permite que dejetos de astronautas sirvam para abastecer foguete.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Delta Clipper: Este foguete vai e volta - Aeronaútica

DELTA CLIPPER: ESTE FOGUETE VAI E VOLTA - Aeronaútica


O primeiro veículo espacial retornável tem um único estágio e faz verdadeiras acrobacias. Fica parado no ar como um helicóptero, voa de lado e, por incrível que pareça, pousa. Inteiro. Sem perder nenhum pedaço no caminho. 

sábado, 20 de julho de 2013

Expedição afirma que motor encontrado no mar é da Apollo 11


Expedição afirma que motor encontrado no mar é da Apollo 11

Peça de foguete que pertencia à Apollo 11, no fundo do oceano (Foto: Bezos Expeditions/AP)

Material resgatado do fundo do oceano em março foi identificado agora.
Expedição particular foi montada pelo presidente da Amazon, Jeff Bezos.

O presidente da Amazon, Jeff Bezos, afirmou nesta sexta-feira (19) que o motor de foguete que sua expedição particular resgatou das profundezas do Oceano Atlântico é mesmo do foguete Apollo 11, a primeira a levar o homem à Lua, em julho de 1969.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Fábrica de Foguetes -Tecnologia

FÁBRICA DE FOGUETES - Tecnologia



Sem as naves que o levaram até o espaço, o homem não saberia tanto sobre o Universo e a própria Terra. Construir foguetes para voar além da atmosfera, sob duras condições, requer eficiência e precisão.

Ao saltar do Módulo Lunar Apolo e colocar os pés na Lua , o astronauta americano Neil Armstrong virou celebridade mundial. Ao vivo, pela televisão, 520 milhões de pessoas-então 15% da população do planeta-testemunharam na noite de 20 de julho de 1969 aquele histórico "pequeno passo para um homem, gigantesco salto para a humanidade". Ao voltar para a Terra, o Módulo de Comando Apolo despencou sobre o Oceano Pacífico, completando a missão com sucesso. Hoje, as viagens dos ônibus espaciais tripulados, que não mais despencam do céu mas aterrissam comportadamente em pistas, como aviões, já não prendem telespectadores boquiabertos à frente do aparelho. Ir ao espaço se tornou uma viagem sem mistérios. Desde que os foguetes começaram a subir mais alto além da atmosfera, depois do fim da Segunda Guerra Mundial, muito mais se soube sobre o espaço, os planetas e a própria Terra. Satélites em órbita, levados por foguetes lançadores, ajudam a navegação, o estudo do clima e a previsão do tempo, e transmitem sinais de comunicação. Foguetes de sondagem carregam instrumentos para realizar pesquisas científicas como a obtenção de dados sobre o Sol ou a radiação espacial. O espaço permeado por campos gravitacionais, radiação eletromagnética, raios cósmicos e campos magnéticos de distribuição desconhecida só pôde ser estudado com maior confiabilidade depois que os foguetes voaram acima da atmosfera terrestre, que tudo distorce.
Embora hoje seja comum subir ao espaço, construir um veículo para voar além da atmosfera não é tão simples quanto fabricar um aviso, embora alguns princípios sejam semelhantes. Sujeitos a duras condições, inexistentes na Terra, como o vácuo ou as extremas variações de temperatura, os foguetes e ônibus espaciais são projetados, construídos e testados em função das condições espaciais. Lá em cima, eles nem sequer se comportam como objetos terrestres. "No espaço, os foguetes obedecem às leis que regem os corpos celestes", conta o engenheiro aeronáutico Jayme Boscov, chefe do projeto do Veículo Lançador de Satélites  brasileiro, em construção no Centro Técnico Aeroespacial.
Da aprovação do projeto ao lançamento, a construção de um foguete pode durar oito anos. Esse é o tempo previsto para que fique pronto o primeiro dos nove da série Ariane 5, a ser lançado em 1995 pela Agência Espacial Européia. Uma fábrica de foguetes utiliza as mesmas ferramentas de base que uma de aviões, e não envolve muitos processos automatizados, sendo a maior parte do trabalho feita com instrumentos manuais. "A diferença é que existe muito menos margem de segurança na construção de um foguete do que na de um avião", compara Patrick Eymar, chefe de estudos da Direção de Programas de Transporte Espacial francesa. A nave espacial funciona sempre no limite, como um carro de Fórmula 1 em relação a um carro comum-é mais eficiente, mas tem mais chance de falhar.Leveza e resistência são condições básicas em naves nascidas para atravessar os 160 quilômetros de atmosfera. chegar ao vácuo e ainda entrar em órbita, o que só conseguem quando atingem a velocidade de 27 000 quilômetros por hora. Até na hora do lançamento, os ônibus espaciais precisam ter força suficiente para agüentar as fortes vibrações provocadas pelos foguetes lançadores em plena propulsão. Um foguete como o Ariane, da Agência Espacial Européia, é feito em 98% de ligas de alumínio, mesmo material empregado nos ônibus espaciais.Não é o que de mais leve existe em disponibilidade nessa indústria-a fibra de carbono é mais leve e mais resistente. O problema é o custo pois a fibra de carbono é tão cara, que seria economicamente inviável construir um foguete inteiro com esse material, que só é empregado em lugares especiais, como o nariz e as partes mais altas do foguete. Além disso, materiais compostos não-metálicos não resistem tão bem a trabalhos pesados.
No foguete de sondagem brasileiro Sonda IV, a estrutura que aloja o motor e o propelente é feita em aço de alta resistência, porque precisa agüentar as enormes pressões e temperaturas causadas pela queima do combustível. Já no VLS, o quarto estágio, aquele que carrega o satélite até o momento da entrada em órbita, é feito de kevlar e resina epóxi, materiais muito leves, mas que sofrem mais deformações do que os metálicos. Há risco de descolamentos e fissuras no bloco de propelente (combustível sólido, uma mistura à base de resina, perclorato de amônio e pó de alumínio), causando assim a explosão do propulsor. Mesmo mais frágil, vale a pena utilizá-lo ali, porque cada quilo a menos no último estágio do foguete significa 1 quilo a mais de carga útil que ele pode levar. É por essa razão que os foguetes e ônibus espaciais nunca chegam lá em cima do mesmo jeito que saíram: os estágios mais pesados, com mais combustível e motores poderosos, são desconectados do ônibus ou do estágio que leva a carga útil assim que cumprem seu papel de empurrá-los acima da atmosfera.
Em pontos críticos das naves. onde o calor é muito forte, as ligas de alumínio não dão conta do recado. É quando entram em cena as cerâmicas, capazes de resistir a temperaturas muito maiores. Nos foguetes Ariane, a cerâmica é empregada especialmente nos cilindros externos do fundo do motor do foguete principal. No lançamento, os gases expelidos na queima do combustível (hidrogênio e oxigênio líquidos) pelo motor estão a temperaturas muito elevadas, em torno de 3 000°C. Para evitar que esses gases subam e atinjam a parte posterior da nave, um escudo com cerâmica é instalado para protegê-la.
O calor da queima também deve ser mantido apenas dentro do compartimento do motor, para não se espalhar pelo resto da estrutura da nave. Por isso o compartimento é revestido de materiais resistentes e isolantes. Nos foguetes brasileiros, tecidos de amianto silício e carbono impregnados com resinas fenólicas (originárias do fenol, um derivado de petróleo), fazem esse serviço. Apesar de resistentes, os tecidos são consumidos aos poucos quando submetidos a altas temperaturas, e devem portanto ser projetados numa espessura que dure até acabar a queima. Porém, no bocal de exaustão não pode acontecer esse consumo de material, pois o foguete sobe justamente em reação à força com que os gases são expelidos pelo bocal. Alterando-se as características do bocal, a propulsão fica comprometida. Na parte mais estreita do bocal, denominada garganta da tubeira, são usados então grafites especiais de alta densidade, e carbono-carbono, materiais que resistem mais tempo à ação do calor.
Além da temperatura interna, as naves espaciais têm que enfrentar também alguns, problemas quentes do lado de fora. E o coquetel explosivo que acontece quando se misturam atmosfera e velocidade. Conforme os foguetes aceleram, o choque com as moléculas que formam o ar é cada vez mais violento e produz mais calor. Para foguetes como os lançadores, que sobem largando os estágios mais pesados pelo caminho- apenas entre 2 e 5% da massa total do foguete no momento da decolagem entram em órbita-e atingem a velocidade máxima já muito acima da atmosfera, o problema não é tão grave. Complicada mesmo é a vida dos ônibus espaciais, que atravessam a atmosfera na ida e na volta.
Num ônibus espacial como o Discovery, só entra em órbita a nave propriamente dita. Os outros três componentes na hora do lançamento-um gigantesco tanque de combustível e dois foguetes lançadores-são deixados para trás. Os lançadores participam apenas dos dois minutos iniciais do vôo. Depois são separados do tanque externo, a uma altitude de 45 quilômetros, e caem no mar, em pontos predeterminados, para poderem ser recuperados. O tanque, carregado de hidrogênio e oxigênio líquidos, acompanha a nave até poucos segundos antes de sua entrada na órbita, quando se separa e volta à atmosfera. O impacto com o ar e o calor provocado pelo atrito destroem o tanque, cujos escombros se espalham por uma área até 18 500 quilômetros do local de lançamento.
O problema maior das naves com a resistência do ar ocorre na faixa entre 10 e 30 quilômetros de altitude. Abaixo disso, embora a densidade do ar seja grande, a velocidade ainda é baixa. Acima, em altíssima velocidade, a densidade do ar é mínima. Na zona crítica, são grandes tanto a velocidade quanto a densidade. O ônibus Hermès, projeto da Agência Espacial Européia com o primeiro vôo orbital previsto para 1998, deverá reentrar na atmosfera a uma velocidade de 20 Mach (vinte vezes a velocidade do som, ou cerca de 25 000 quilômetros por hora).
O impacto provocará temperaturas de até 2 000°C no bico e nas extremidades das asas, as partes mais expostas à resistência do ar. Para que esses pedaços da nave não derretam, o Hermès, a ser construído essencialmente em alumínio, será protegido por carbono-carbono inoxidável. O resto do ônibus leva uma cobertura de "mantas" de fibra de quartzo na parte superior e carbono-silício na parte inferior. Os ônibus espaciais americanos mais novos, como o Endeavour, já não são mais revestidos com cerâmicas, mas são cobertos com carbono-carbono, especialmente no bico. Ainda que enfrentar altíssimas temperaturas seja inevitável, é sempre possível diminuir a resistência do ar dando aos veículos formas aerodinâmicas, como num avião."O ônibus espacial é basicamente um avião atracado a um foguete", compara o engenheiro da NASA Karl Kristoíferson. Difere em concepção o desenho da nave, feito para que ela deslize no espaço sem precisar de nenhum motor poderoso, ao contrário do avião, projetado para ter força. Os testes aerodinâmicos das naves espaciais realizados no ONERA (sigla em francês de Agência Nacional de Estudos e Pesquisas Aeroespaciais) são exatamente iguais aos efetuados em aviões, com a diferença de que, nos túneis de vento, a velocidade é muito maior do que a empregada em testes de maquetes de aviões.Uma das formas mais comuns de testar a aerodinâmica é por analogia hidráulica. "A baixas velocidades, o comportamento da água é idêntico ao do ar", explica o assessor de comunicações do ONERA, Serge Baume. Uma maquete exatamente igual à nave é colocada dentro de um túnel vertical, no anal se faz passar uma massa de água. Pequenos tubos colocados em locais específicos da nave soltam fios de líquidos coloridos. A água carrega esses líquidos e mostra o comportamento do ar em volta da carcaça da nave. Num teste com o Ariane 5 e o Hermès, as duas naves foram recobertas com uma tinta sensível ao calor. Com a velocidade do vento no túnel, a resistência do ar aquece, como numa situação real, o bico e as extremidades das asas, que escurecem. Quanto mais escura a tinta, maior a temperatura à qual está submetida a carcaça da nave.
Vencido o problema da atmosfera, tudo o que foi concebido em sua função, como a aerodinâmica perde a validade. Um satélite, por exemplo, não lembra nem em sombra o formato de um avião. A questão a ser resolvida, lá em cima, é a falta de ar-o vácuo. "É preciso, primeiro, que todos os instrumentos que foram concebidos aqui embaixo na presença de ar funcionem lá em cima da mesma forma", afirma Patrick Eymar, da AEROSPATIALE. Qualquer bolha de ar dentro de um aparelho tenderá a explodir, por causa da menor pressão dentro de uma nave em órbita do que na superfície.Por isso são feitas as chamadas qualificações no solo, ou a demonstração ainda em Terra de que tudo funcionará fora da atmosfera. São feitas de duas formas: por cálculo, inclusive com simulações por computador, ou por testes, realizados com materiais idênticos aos que vão voar em caixas de vácuo. Fora da atmosfera. o calor também preocupa, embora de forma diferente de quando há presença de ar. Na Terra, um aparelho submetido a alta temperatura troca calor com a atmosfera; é o que se chama de conveção natural do ar, como se ele "levasse" o calor.Isso cria dificuldades quando o ônibus espacial fica exposto à radiação solar. O lado da nave exposto ao Sol pode atingir 200°C, enquanto o outro lado, na sombra, pode descer abaixo de zero grau. Não só os materiais precisam suportar a variação de temperatura, como às vezes é preciso provocar um esfriamento da nave, se o calor for muito forte. A radiação solar, fonte muito poderosa de vários tipos de raios, como os raios X pode também perturbar a vida dos aparelhos eletrônicos a bordo, sobretudo dos computadores. "Esses aparelhos são muitas vezes blindados antes do embarque, para que a radiação não mude, por exemplo, os bits de uma calculadora". diz Patrick Eymar.
A segunda geração da eletrônica embarcada nos ônibus espaciais americanos subiu a bordo há poucos anos. É um novo sistema de computação, o AP101S, da IBM, que pesa a metade dos anteriores, é muito mais fácil de operar e processa em velocidade três vezes maior. São cinco computadores a bordo, quatro para o controle de vôo e um para tarefas domésticas. Todas as decisões tomadas pelos astronautas são calculadas pelos quatro computadores. Em seguida, comparam o resultado para certificar que todos chegaram ao mesmo resultado. Caso um deles apresente uma conclusão diferente, os outros não perdoam o erro: não só rejeitam sua decisão, como também o expulsam do processo de julgamento. Quando isso acontece, o computador que antes cuidava das tarefas domésticas é intimado a participar do controle de vôo.Antes que qualquer nave seja lançada ao espaço, é feita uma série de testes para controle de qualidade, uma preocupação maior desde que a Challenger explodiu segundos depois do lançamento, em 1986. No projeto do Ariane 5, só o motor do primeiro estágio deverá passar por 500 testes antes de ser acoplado à nave, totalizando 90 000 segundos de funcionamento, quando em vôo só trabalhará por 600 segundos. A maioria dos testes, porém, é realizada por computadores, que permitem a visualização das forças de pressão e temperatura atuantes sobre as naves. Nos Estados Unidos, sob orientação da NASA, a Martin Marietta, fabricante do tanque externo dos ônibus espaciais, desenvolveu um protótipo de sistema de inspeção de solda computadorizado, em que cada milímetro do tanque é testado com raios X sob controle de um computador. Tudo em nome da máxima eficiência e da segurança. "Não pode existir mais de uma chance em 10 milhões de que uma máquina dessas mate um homem", diz Patrick Eymar.

Para saber mais: 
A conquista européia 
(SUPER número 2, ano 4)
 A casa do espaço 
(SUPER número 12, ano 6)

Corrida contra o destino

Na corrida espacial, além do desafio tecnológico, o Brasil precisa vencer os concorrentes pouco interessados nas suas conquistas. Em mais de vinte anos de pesquisa e desenvolvimento desses veículos, o país domina a área de foguetes de sondagem, que levam como carga útil equipamentos para experiências científicas. O passo seguinte, a construção do Veículo Lançador de Satélites, está parado em dois obstáculos: as restrições impostas pelos países desenvolvidos, que se recusam a cooperações tecnológicas, e as dificuldades econômicas do próprio país. O projeto do VLS começou há seis anos, mas ninguém tem idéia de quando estará concluído.Desde a Guerra do Golfo, uma situação que já vinha complicada piorou ainda mais. Receosos de que a tecnologia de fabricação de foguetes possa ser usada para fins militares, países como os Estados Unidos chegaram ao boicote contra o VLS brasileiro. Lá, por um contrato, vinha recebendo tratamento térmico o aço de alta resistência usado no revestimento dos propulsores. Seguindo orientação governamental, as empresas que prestavam serviços como esse simplesmente não vão mais cumprir os contratos.Mesmo com todos os reveses, o projeto VLS continua sendo desenvolvido no Instituto de Aeronáutica e Espaço do Centro Técnico Aeroespacial, em São José dos Campos, São Paulo. "Não podemos jogar fora vinte anos de trabalho com pesquisas espaciais", defende o chefe do projeto, engenheiro aeronáutico Jayme Boscov. Continuar na corrida espacial não é capricho de país terceiro- mundista. A tecnologia de ponta que ela exige melhora a qualidade das indústrias que trabalham para ela. Só no VLS, há 130 indústrias nacionais envolvidas. "O programa espacial desenvolve tecnologia de ponta, recursos humanos de alto nível e tem inclusive aplicação industrial" afirma Boscov.


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

A Conquista Européia - Espaço


A CONQUISTA EUROPÉIA - Espaço



Com o lançamento de novos satélites e sondas, foguetes mais poderosos e um laboratório em órbita, a Europa se prepara para competir com os americanos e soviéticos fora da Terra.

Hermes, que na mitologia grega era filho de Zeus e mensageiro dos deuses, é agora um microônibus espacial criado pela Agência Espacial Européia para dar apoio e servir de leva-e-traz na futura estação tripulada que será construída em órbita da Terra. Como os ônibus espaciais americanos Columbia, Discovery e Atlantis, e o soviético Buran, o pequeno Hermes sobe como um foguete, mas desce planando para pousar como um avião comum numa pista de aeroporto. Ele será lançado em 1996, se tudo correr de acordo com o cronograma, pelo Ariane-5, um foguete tamanho  família capaz de colocar dezenas de toneladas de carga em órbita. O Ariane -5 e o Hermes são trunfos poderosos dos europeus na acirrada competição com os americanos e soviéticos pela conquista do espaço. Uma competição em que eles reconhecem estar em terceiro lugar, até porque investem apenas uma quarta parte do que a agência americana NASA gasta no espaço. "Nossa estratégia é compensar com maior eficiência os avanços das outras potências", entusiasma-se o engenheiro francês Frédéric d´Allest, diretor-geral do CNES (Centro Nacional de Estudos Espaciais), um dos responsáveis pelo sucesso dos foguetes antecessores do Ariane-5, que renderam à Europa 50 por cento do mercado mundial de lançamento de satélites. Enquanto chineses e japoneses ainda engatinham no espaço e os americanos mal definiram suas prioridades depois do acidente do Challenger, os europeus já têm a receita para conquistar sua completa independência tecnológica e um lugar assegurado no Cosmos. Se der certo, o sucesso chegará em dez anos no mínino.
Em primeiro lugar, a ESA pretende continuar com os lançamentos da série Ariane, iniciados em 1979 da base de Kourou na Guiana Francesa. Depois, vão colocar em órbita o Hermes, capaz de enviar uma tripulação até o Columbus, o laborátorio europeu que será acoplado à estação americana Freedom. 
O desenvolvimento desses três projetos prevê um investimento de 13 bilhões de dólares, 10 bilhões de dólares a menos do que a NASA pretende gastar apenas com a construção da Freedom. Nenhum dos países europeus poderia desenvolver por sua própria conta um programa dessas proporções. Ele será financiado pelos trezes membros da ESA - Alemanha Ocidental, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Inglaterra, Itália, Irlanda, Holanda, Noruega, Suécia, Suíça e principalmente a França, que desde a década de 60 desenvolve um programa autônomo no espaço. Além desse plano a longo prazo, a ESA pretende continuar com os lançamentos que já vem fazendo de satélites de observação meteorológica, para orientação de navegação marítima e aérea, telecomunicações e coleta de informações científicas. Visando à maior eficiência pregada por d´Allest, a ESA criou o Grande Simulador Espacial em Noordwijk, na Holanda, onde os satélites são submetidos às mesmas condições de quase ausência de gravidade, bombardeio de radiação e choque térmico existentes no espaço.
Já passou pelo simulador e deve entrar em órbita até o fim do ano o satélite ERS-1, para sensoriamento remoto. A exemplo dos seus colegas da linha Spot, também europeus, ele servirá para fotografar a Terra, mais na faixa de microondas. Isto significa que suas imagens vão revelar a superfície do planeta sob a cobertura de poluição ou de chuva, o que é de extrema importância, por exemplo, nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, que estão sempre encobertas por nuvens. A ESA também prosseguirá o seu programa de lançamento de satélites meteorológicos da série Meteosat, estacionados a 36 mil quilômetros em órbita equatorial. As imagens desses satélites são muito utilizadas porque cobrem extensas áreas e chegam a cada trinta minutos à Terra. Também está previsto para junho deste ano o lançamento do Olympus, o mais novo modelo de satélite de comunicação que pretende a integração, via televisão, de todo o território europeu.
No que se refere à pesquisa do sistema solar, os europeus participam, junto com os americanos, da missão Cassini, que prevê o lançamento de uma nave em direção a Saturno em 1996. Uma sonda européia deve analisar a atmosfera e a composição do solo de Titã, um satélite do planeta que tem as mesmas características ambientais que a Terra apresentava antes do início da vida, há cerca de 2 bilhões de anos. A nave Ulisses, também resultado da colaboração com os americanos, tem lançamento previsto para o próximo dia 5 de outubro. Ela deve ficar na órbita do Sol e passar pelos seus pólos, sempre em posição impossível de serem observados da Terra. Depois da Ulisses, subirá a Soho, em 1995. Ela estacionará a uma distância segura do Sol, perto o suficiente para poder analisar o seu comportamento. E em seguida os Cluster, quatro pequenos satélites que observarão a interrelação do plasma solar com o campo magnético terrestre. Mas a base que sustenta o cenário europeu de independência espacial é o Ariane-5, cujo lançamento está previsto para 1995. Com esse foguete, de mais de 50 metros de altura, será possível competir com os Titãs americanos e o soviético Energia. Ele é um veículo de três estágios que usa um motor de hidrogênio e oxigênio líquido capaz de colocar 4,5 toneladas de carga em órbitas muito altas, ou seja, qualquer tipo de satélite. Ele também poderá carregar 20 toneladas de equipamento em órbita baixa, ou o microônibus Hermes, que levará tripulantes e material para a estação espacial. Com o Ariane-5, os europeus podem realizar todos os seus projetos sem depender de carona nos propulsores das grandes potências.
Mesmo os foguetes Ariane-4, usados atualmente, são importantes substitutos dos ônibus espaciais, embora tenham a desvantagem de carregar metade da carga. Em 8 de agosto do ano passado, um modelo do Ariane-4 colocou em órbita o satélite Hipparcos, que deveria elaborar um catálogo da posição das estrelas com uma precisão cinqüenta vezes maior do que a dos observatórios terrestres. O lançamento foi bem-sucedido, mas o satélite apresentou um problema ao se posicionar em órbita. Se ele sobreviver mais alguns meses, poderá cumprir uma parte de sua missão. O contratempo, no entanto, serviu para mostrar os riscos do programa espacial, em que "é preciso aprender com as derrotas e partilhar os benefícios", como afirmou diplomaticamente o engenheiro Frédéric d´Allest, do CNES.Nos próximos dois anos será a vez de enviar o ISO (Observatório Espacial Infravermelho, em inglês) também a bordo de um Ariane-4. Ele deverá captar as menores fontes de calor emitidas por corpos longínquos. Se tudo correr bem dessa vez, o ISO terá duas missões: aperfeiçoar a cartografia do infravermelho, já realizada pelo satélite IRAS, que funcionou de janeiro a novembro de 1983, e descobrir astros ainda desconhecidos. Para coroar a sua programação, a Europa Ocidental pode construir e lançar com seus próprios meios uma estação espacial com tripulação permanente, caso os Estados Unidos decidam novos cortes nas verbas destinadas à Freedom. "Se a cooperação com os americanos ficar impossível, temos a capacidade para desenvolver nosso projeto de forma autônoma", aposta o diretor do Centro Espacial Francês, Jean-Marie Luton. Mas a princípio ele calcula que o laboratório Columbus, de forma cilíndrica e medindo 13 metros, será acoplado ao núcleo principal da Freedom e servirá para pesquisas científicas. Está prevista também a construção de um outro módulo, chamado Eureca, mantido a cerca de 50 quilômetros da estação para ser usado em experiências que não podem sofrer perturbações pela presença constante de tripulantes. Será construída outra plataforma, a DRS, para a ligação entre a estação, as torres retransmissoras terrestres e as naves intermediárias como o Hermes. A primeira missão do Hermes será levar a tripulação de espaçonautas - como os europeus orgulhosamente gostam de chamar os seus homens no espaço, para diferenciar dos austronautas americanos e cosmosnautas soviéticos - à Columbus. A nave mede 16 metros de comprimento. A cabine de comando, que pode ser ejetada em caso de acidente, tem espaço para três tripulantes. Atrás dela há um compartimento pressurizado que serve de dormitório, cozinha, laboratório e área de exercício, e junto da cauda funciona a câmara de onde se pode sair para passeios no espaço.
O desenho do Hermes foi modificado para permitir que a nave seja acoplada à Mir, onde os soviéticos costumam bater recordes de permanência no espaço. Como fazem com os americanos, os europeus realizam programas conjuntos com os soviéticos. Foi na antecessora da Mir, a Salyut-7, por exemplo, que o francês Jean Loup Chrétien passou uma temporada em 1982. Mas a direção da ESA está convencida de que, assim que começar a funcionar, o Columbus vai permitir "mais independência e um aumento radical da capacidade de trabalho e de experimentação do homem no espaço". Depois disso, ela espera que sua obstinação seja recompensada e a Europa se torne finalmente uma potência espacial do primeiro time.


quinta-feira, 17 de março de 2011

Brasil prepara lançamento inédito de foguete em 2012, mas uso é incerto

17/02/2011 13h04 - Atualizado em 17/02/2011 15h37

Brasil prepara lançamento inédito de foguete em 2012, mas uso é incerto
A capacidade de carregamento de satélites do Cyclone-4, fabricado na Ucrânia, é questionada por especialistas.

O Brasil prepara, para 2012, um feito inédito em seu programa espacial: pela primeira vez, irá colocar no espaço, a partir do seu próprio solo, um foguete com um satélite a bordo. Trata-se do Cyclone-4, foguete de fabricação ucraniana que deve ser lançado no ano que vem da base de Alcântara (MA), em uma parceria que começou a ser orquestrada em 2003. Pelo acordo, o Brasil entra com a base, e a Ucrânia, com a tecnologia do foguete.

Um lançamento bem-sucedido pode elevar o status dos dois países no cenário espacial global. No entanto, um dos dilemas do programa é quanto ao uso que o Brasil poderá dar ao Cyclone-4. Alguns especialistas ouvidos pela BBC Brasil consideram "altamente questionável" sua viabilidade comercial.


Maquete do Cyclone-4, foguete a ser lançado em 2012 (Foto: BBC)Uma questão-chave é a capacidade limitada de carga do Cyclone-4: para a chamada órbita geoestacionária, em que o satélite fica a 36 mil km de altitude e parado em relação a um ponto na superfície da Terra, o foguete só consegue levar carga de 1,6 mil quilos, o que é considerado insuficiente para muitos satélites de comunicação.

"O programa foi inicialmente proposto como uma empreitada de cunho comercial, e que deveria se sustentar com a venda dos serviços de lançamentos de satélites. Mas sua evolução não corrobora essa hipótese", disse José Nivaldo Hinckel, coordenador do departamento de mecânica espacial do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Fontes ligadas à ACS, empresa binacional criada pela parceria Brasil-Ucrânia, admitem que será necessário encontrar um 'nicho de mercado' para o Cyclone-4, já que muitos satélites públicos e privados não cabem no foguete. Mas a empresa diz que já está participando de concorrências internacionais e que negocia qual satélite participará do lançamento inicial do foguete.

Vantagem geográfica
Para Carlos Ganem, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), o programa com a Ucrânia "inaugura um tempo novo" para o Brasil e permitirá que o país usufrua de sua vantagem geográfica.

Como Alcântara fica próxima à Linha do Equador, lançamentos feitos ali permitem o uso eficiente do movimento de rotação da Terra, gastando 30% a menos de combustível no envio de foguetes ao espaço.


Ucrânia é parceira do Brasil no projeto (Foto: BBC)Além de serem considerados importantes pelo uso em telecomunicações, os satélites são muito usados para coletar informações sobre clima, navegação, ocupação de solo e monitoramento da região amazônica.

"São essenciais para que o Brasil exerça sua autonomia", opinou Ganem, dizendo que o país ambiciona ter satélites feitos em parceria com Argentina e África do Sul que possam ser lançados em Alcântara.

Para Hinckel, do Inpe, porém, "é difícil justificar um programa espacial autônomo (como o do Cyclone) sem que o segmento de comunicações geoestacionárias seja contemplado".

Fernando Catalano, professor de engenharia aeronáutica da USP de São Carlos, disse achar importante o desenvolvimento proporcionado à base de Alcântara, mas considera improvável que o lançador traga lucros de curto prazo para o Brasil ou que elimine a dependência do país para lançamentos de satélites.

Preparativos
Do lado brasileiro, a ACS diz que está preparando a parte estrutural de Alcântara para o lançamento do Cyclone-4.

Já do lado da Ucrânia, 16 empresas estão contribuindo para a construção do foguete, na cidade de Dnipropetrovsk (centro-leste do país). Segundo os projetistas, essa versão do Cyclone terá alta precisão e um aumento de 30% na capacidade de carregar combustível. O artefato terá vida útil estimada de entre 15 e 20 anos.

Para Ganem, trata-se de "um lançador confiável, da escola soviética". Para Catalano, é um foguete não muito grande nem muito caro, e a família Cyclone, existente desde 1969, tem um histórico bem-sucedido (em 226 testes de lançamento, houve apenas seis falhas).


Dezesseis empresas ucranianas contribuem para construção do foguete (Foto: BBC)Segundo a ACS, outro ponto importante é que não haverá contato humano com o foguete na base. Isso impediria a repetição do ocorrido em 2003, quando uma explosão no VLS (Veículo Lançador de Satélites) resultou na morte de 21 técnicos em Alcântara.

No entanto, Hinckel cita preocupações com o combustível propelente "altamente tóxico" que será usado no lançamento. A ACS alega que não haverá manuseio do combustível - que virá da China, via navio -, apenas de seu recipiente.

Tecnologia
Em aparente mostra da preocupação com a viabilidade comercial do projeto, telegramas diplomáticos divulgados pelo site WikiLeaks apontaram recentemente que a Ucrânia sugeriu aos Estados Unidos que lançassem seus satélites a partir de Alcântara.

Os documentos indicam que os americanos condicionaram seu interesse pela base à não transferência de tecnologia ucraniana de foguetes ao Brasil.

O embaixador ucraniano em Brasília, Ihor Hrushko, disse à BBC Brasil (em entrevista prévia ao vazamento do WikiLeaks) que formalmente não há acordo para a transferência de tecnologia no Cyclone-4, mas sim expectativa de que a parceria bilateral continue "para que trabalhemos em conjunto em outros processos".

Ele disse que transferir tecnologia não é algo de um dia para o outro, "é um processo duradouro, de anos".

Mas ele afirmou que o Brasil é o "sócio mais importante" da Ucrânia no continente - tanto que, em 10 de janeiro, o presidente do país, Viktor Yanukovich, telefonou à presidente Dilma Rousseff para falar sobre a expectativa de criar uma "parceria estratégica" com o Brasil a partir do foguete. Os dois presidentes esperam estar presentes no lançamento do artefato.


Base de Alcântara quer apagar lembrança do acidente em 2003 (Foto: BBC)A ACS, por sua vez, afirmou que a expectativa de transferência de tecnologia existe, mas ressaltou que não é esse o objetivo do tratado binacional.

Ainda que o intercâmbio tecnológico seja considerado importante para os especialistas consultados pela BBC Brasil, alguns destacam que a não transferência acabou estimulando o desenvolvimento de tecnologias brasileiras.

É o caso do satélite CBERS-3, que será lançado na China em outubro, com o objetivo de monitoramento ambiental e controle da Amazônia: suas câmeras foram produzidas em São Carlos (SP), com tecnologia nacional da empresa Opto.




quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Foguete de médio porte é lançado em Alcântara

12/12/2010 17h39 - Atualizado em 12/12/2010 18h21

Foguete de médio porte é lançado em Alcântara
Foguete alcançou 241,9 km de altura e levou experimentos de universidades.
Lançamento ocorreu no início da tarde deste domingo (12).


Foguete de médio porte foi lançado neste domingo
(Foto:Centro de Lançamento de Alcântara)Um foguete de médio porte foi lançado ao ar neste domingo (12), com sucesso, do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão.

O lançamento, realizado às 12h35 (13h30 no horário de Brasília) ,faz parte do programa de lançamentos de foguetes de sondagem, coordenado pela Agência Espacial Brasileira (AEB).

Desenvolvido por técnicos brasileiros, o foguete VSB-30 foi projetado para ter uma autonomia de voo de 250 quilômetros e carregar até 400 quilos.

Segundo a assessoria do CLA, o foguete brasileiro atingiu uma altura máxima de 241,9 quilômetros.

O foguete levou dez experimentos de universidades, institutos de pesquisas e alunos do ensino fundamental que integram os programas desenvolvidos pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), para serem submetidos a testes no ambiente de microgravidade (valores de gravidade próximos de zero), que se encontra a partir dos 100 quilômetros de altura. Os experimentos são nas áreas de bioquímica, ciências de materiais, ciências térmicas, genética e posicionamento global.

Por volta das 15 horas (de Brasília), depois do sucesso de lançamento e retorno do VSB-30 à Terra, foi iniciado o processo de recuperação da carga útil do foguete. Ou seja, os dez experimentos que foram submetidos ao ambiente de microgravidade caíram no mar e estão sendo resgatados numa operação que envolve helicópteros da Aeronáutica.

De acordo com a assessoria de imprensa do CLA, por ter experimentos, a carga útil do foguete não pode ficar no mar. Os resultados sobre como se comportaram os experimentos no ambiente de microgravidade serão conhecidos posteriormente.


Sala de controle do Centro de Lançamento de Alcântara, de onde foi lançado o foguete (Foto: Divulgação/Centro de Lançamento de Alcântara)

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Nasa lança foguete Atlas V rumo à Lua

18/06/09 - 20h14 - Atualizado em 18/06/09 - 21h12

Nasa lança foguete Atlas V rumo à Lua
Nave não-tripulada vai viajar durante quatro dias.
Sonda começa a preparar futuras viagens do homem ao satélite.


A Nasa lançou com sucesso nesta quinta-feira (18) as sondas lunares LRO e LCROSS a bordo do foguete Atlas, na base de Cabo Canaveral, na Flórida.

O foguete saiu da plataforma às 18h12 de Brasília, 20 minutos após o horário inicialmente previsto, porque inicialmente as condições meteorológicas estavam desfavoráveis.

Foto divulgada pela Nasa mostra o lançamento do foguete Atlas V rumo à Lua, ocorrido na tarde desta quinta-feira (18) em Cabo Canaveral, na Flórida. (Foto: AFP)

O lançamento foi o primeiro passo para o retorno do homem à Lua.

O foguete leva duas cápsulas, que terão missão de explorar a existência de elementos que ajudem a manter uma presença prolongada do homem no satélite natural da Terra.

A partida do foguete também ocorreu no momento em que a Nasa inicia os preparativos para lembrar o 40º aniversário de 20 de julho de 1969, dia em que o astronauta Neil Armstrong se tornou o primeiro homem a chegar à Lua.

O foguete instalará em órbita da Lua as cápsulas Orbitador de Reconhecimento Lunar (LRO, em inglês) e o Satélite Sensor e de Observação de Crateras Lunares (LCROSS).

A principal tarefa do LRO será buscar possíveis pontos de aterrissagem para as naves tripuladas que partirão à Lua a partir das próximas décadas.

Já o LCROSS dirigirá o segmento superior do foguete Atlas em uma trajetória de impacto sobre a superfície do satélite em uma zona próxima a um de seus pólos.

O objetivo é causar uma esteira exploratória que será analisada com os espectrógrafos da cápsula para determinar a possível presença de água nos pólos lunares.

Também determinará a existência de elementos como hidrogênio e oxigênio que poderiam apoiar a presença de futuras missões tripuladas ao satélite natural da Terra.

Essa esteira será examinada pelo LCROSS e os telescópios em Terra e até pelo observatório espacial Hubble.

No contraste com a luz solar, o teste determinará a presença de gelo nas zonas polares e aumentará o conhecimento sobre a estrutura mineral das crateras mais remotas, onde a luz do Sol nunca chegou.

"Estamos ansiosos para fazer com que grande parte do público participe da espetacular chegada do LCROSS à Lua na busca por água", comentou Dan Andrews, diretor do projeto no Centro Ames de Pesquisas da Nasa, em Moffett Field (Califórnia).

"Essas duas missões proporcionarão valiosa informação sobre a Lua, nosso vizinho mais próximo", disse Doug Cooke, administrador do setor de missões de prospecção da Nasa, ao ficar conhecida a missão conjunta no início deste ano.

Segundo ele, as imagens que serão transmitidas pelos satélites terão uma resolução tão boa que permitirá distinguir um metro sobre a superfície solar, e seus instrumentos Darão informação sobre os usos potenciais que poderia ter a Lua.

De acordo com a Nasa, os instrumentos do LRO ajudarão a confeccionar um mapa tridimensional e de alta resolução da superfície lunar, além de um exame do espectro ultravioleta do satélite.