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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Arthur Stanley o pai das estrelas Eddington


ARTHUR STANLEY O PAI DAS ESTRELAS EDDINGTON


O homem que conduziu o primeiro teste bem-sucedido da teoria da Relatividade, em 1919, foi também o primeiro a suspeitar que os grandes corpos celestes são como balões, inflados por um maciço vento de luz.

Amante da concisão, seja na Matemática ou na linguagem comum, o astrofísico inglês Arthur Stanley Eddington ficou muito contente pela maneira como foi apresentado a uma conferência de cientistas na Universidade Harvard, Estados Unidos, em 1936. Entre solene e prático, o reitor da escola restringiu-se a dizer, em breves linhas, que estava diante de um pesquisador capaz de, ao mesmo tempo, acompanhar a expansão do Universo e espiar para dentro dos átomos - abarcando, portanto, os extremos do infinitamente grande e do infinitamente pequeno. Trata-se de uma frase realmente feliz, pois resume os próprios desafios da ciência no século XX, com os quais a obra de Eddington se mistura. Foi, sem dúvida, por sua visão abrangente que ele se tornou o primeiro a olhar para o interior das estrelas e a definir de que material eram feitas. No início do século, tal proeza representava uma invejável aventura no desconhecido, pois as estrelas pontilhavam o vazio como habitantes de um mundo largamente desconhecido. Basta ver que o Universo era ainda confundido com o mero conjunto de estrelas da Via Láctea - que é apenas uma entre incontáveis outras galáxias do céu. Eddington, no entanto, estava entre aqueles que suspeitavam desse fato, que ampliava espantosamente os horizontes da ciência. Não é difícil entender o motivo, já que no reino das galáxias distantes valem as leis do espaço e do tempo curvos, recém-deduzidas, nessa época, por meio da teoria da Relatividade do alemão Albert Einstein.