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segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Religiões extraterrestres - conheça as mais estranhas

Religiões extraterrestres - conheça as mais estranhas


O ser humano acredita em algo superior porque quer ou porque necessita, para responder perguntas que não têm respostas visíveis, para confrontar a falta de sentido e para compreender seu papel no cosmos. 

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Fatos curiosos sobre o Universo

Fatos curiosos sobre o Universo

A Via Láctea é uma galáxia de formato espiral, seu 
diâmetro é da ordem de 100 mil anos-luz.

Nosso Universo é fascinante e guarda consigo uma grande quantidade de curiosidades e conhecimentos a serem descobertos.

sábado, 24 de março de 2018

POEIRA DAS ESTRELAS - DOCUMENTÁRIO


POEIRA DAS ESTRELAS - DOCUMENTÁRIO



Os mistérios da natureza, a dança da criação e destruição que rege o cosmo, as descobertas e teorias científicas, as invenções, os primórdios da astronomia. As respostas da ciência moderna a muitas questões que desde os princípios da história intrigam a diversas culturas, como qual o sentido da existência. Em 'Poeira das Estrelas', Marcelo Gleiser mostra a beleza do mundo natural e como ela é revelada pela ciência.

Segue abaixo o documentário POEIRA DAS ESTRELAS exibido pelo FANTÁSTICO na REDE GLOBO no ano de 2006. São 12 episódios postados no YOUTUBE que foram exibidos aos DOMINGOS nesta ordem original.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Velocidade Máxima - Astronomia


Velocidade Máxima - Astronomia



O anúncio parece bíblico, mas vem da ciência: o Universo nunca terá fim. Ele se expande num ritmo tão alucinante que continuará a crescer para sempre, mesmo depois que a luz de todas as galáxias se apagar.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Estrela Partida - Astrofísica


Estrela Partida - Astrofísica



O brasileiro Augusto Damineli revela que sob a nuvem de gás e poeira que envolve a gigantesca Eta Carina não existe apenas uma, mas duas estrelas. É a dupla estelar mais poderosa já vista no Cosmo.

domingo, 17 de janeiro de 2016

E Carl Sagan foi para o céu - Divulgação científica


E Carl Sagan foi para o céu - Divulgação científica


Na natureza, como ensinou Lavoisier lá no século XVIII, nada desaparece: tudo se transforma. Carl Edward Sagan, morto aos 62 anos, no dia 20 de dezembro de 1996, de mielodisplasia, em Seattle, nos Estados Unidos, transformou-se em conhecimento. O que ele sabia, e era muito, ensinou para milhões de semelhantes. Vivo, era uma estrela boa, de luz intensa. Morto, parece que continua assim. Vamos aqui nos permitir uma licença poética, ou melhor, científica. Vamos dizer que Sagan foi para o céu. Ele iria gostar disso.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Vão-se os anéis, ficam as luas - Saturno


VÃO-SE OS ANÉIS, FICAM AS LUAS - Saturno


O senhor dos anéis ficou de banda para a Terra. Foi em maio e agosto de 1995 e em fevereiro de 1996. Depois de analisada, a foto do fato foi divulgada, em comemoração aos seis anos de atividade do Telescópio Espacial Hubble. Os anéis aparecem de perfil porque a imagem foi obtida no momento em que a Terra estava alinhada exatamente com o plano equatorial de Saturno. Desse ângulo, eles ficam praticamente invisíveis. Fininhos demais para refletir a luz do Sol, não ofuscam a visão das regiões próximas do planeta. 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Arthur Stanley o pai das estrelas Eddington


ARTHUR STANLEY O PAI DAS ESTRELAS EDDINGTON


O homem que conduziu o primeiro teste bem-sucedido da teoria da Relatividade, em 1919, foi também o primeiro a suspeitar que os grandes corpos celestes são como balões, inflados por um maciço vento de luz.

Amante da concisão, seja na Matemática ou na linguagem comum, o astrofísico inglês Arthur Stanley Eddington ficou muito contente pela maneira como foi apresentado a uma conferência de cientistas na Universidade Harvard, Estados Unidos, em 1936. Entre solene e prático, o reitor da escola restringiu-se a dizer, em breves linhas, que estava diante de um pesquisador capaz de, ao mesmo tempo, acompanhar a expansão do Universo e espiar para dentro dos átomos - abarcando, portanto, os extremos do infinitamente grande e do infinitamente pequeno. Trata-se de uma frase realmente feliz, pois resume os próprios desafios da ciência no século XX, com os quais a obra de Eddington se mistura. Foi, sem dúvida, por sua visão abrangente que ele se tornou o primeiro a olhar para o interior das estrelas e a definir de que material eram feitas. No início do século, tal proeza representava uma invejável aventura no desconhecido, pois as estrelas pontilhavam o vazio como habitantes de um mundo largamente desconhecido. Basta ver que o Universo era ainda confundido com o mero conjunto de estrelas da Via Láctea - que é apenas uma entre incontáveis outras galáxias do céu. Eddington, no entanto, estava entre aqueles que suspeitavam desse fato, que ampliava espantosamente os horizontes da ciência. Não é difícil entender o motivo, já que no reino das galáxias distantes valem as leis do espaço e do tempo curvos, recém-deduzidas, nessa época, por meio da teoria da Relatividade do alemão Albert Einstein.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Novas descobertas sobre o nascimento das Galaxias - Cosmologia


NOVAS DESCOBERTAS SOBRE O NASCIMENTO DAS GALÁXIAS - Cosmologia



Mapas da época em que o Universo andava de calça curta espantam os teóricos pela rapidez com que se formam os grandes turbilhões de estrelas

"Eu não estou interessado neste ou naquele fenômeno. Eu quero saber como Deus criou o  mundo, quais são os seus pensamentos. O resto é detalhe" - Albert Einstein
Quando Einstein começou a investigar a origem do Universo, em 1915, tinha apenas uma vaga idéia a respeito daquilo com que estava lidando. Basta ver que os personagens principais das suas equações eram as galáxias, formidáveis redemoinhos cósmicos, contendo bilhões de astros, e milhares de vezes mais distantes que as estrelas do céu. Mas, até então, conhecia-se apenas uma - a Via Láctea, à qual pertencem o Sol e as estrelas visíveis. E, embora os astrônomos e o próprio Einstein estivessem certos da existência de muitas outras, esse fato só seria comprovado dez anos mais tarde, em 1925. Isso mostra que muitas vezes é melhor confiar em uma boa idéia e deixar de lado os detalhes. Mais cedo ou mais tarde, porém, os detalhes tornando-se importantes - é o  que está acontecendo agora, quando, segundo se estima, nada menos que 35 bilhões de galáxias se encontram ao alcance dos mais avançados instrumentos. Em vista disso, embora a visão geral dos teóricos esteja correta, surgiram inúmeros detalhes que não se encaixam adequadamente na história do Cosmo. 

A própria origem das galáxias é um desafio - em princípio, as estrelas deveriam espalhar-se de maneira uniforme por todo o espaço. Que força as teria confinado nesses vótices, criando, ao mesmo tempo, imensos vazios entre eles? Para piorar, quando se reúnem milhares de galáxias numa única imagem (veja foto), descobre-se que também existem galáxias de galáxias - amontoados cada vez maiores de matéria, num processo que parece não ter fim. "Simplesmente, não sabemos como reproduzir esse fenômeno em nossas equações", resume a astrofísica Margat Geller, do centro de pesquisas Harvard-Ssmithsoniam, Estados Unidos. Ela diz que é difícil seguir as novas encontradas nos confins do Cosmo. Numa primeira escala, as galáxias reúnem-se em grupos de algumas dezenas; depois, em aglomerados de centenas; por fim, erigem super aglomerados contendo milhares de objetos (veja ilustração).Além disso, as distâncias aumentam sem parar. Dois grupos simples geralmente encontram-se a alguns milhões de anos-luz (cada ano-luz mede cerca de 10 trilhões de quilômetros), mas dois superglomerados podem estar separados por vazios de centenas de milhões de anos-luz. Até bem pouco tempo, esses amontoados não chegavam a dar dor de cabeça nos pesquisadores. Numa analogia reconfortante, eram comparados com grãos de areia numa caixa. Vistos de perto, dependendo do lugar que se observa, os grãos parecem formar montes em alguns pontos e vales em outros. À distância, porém, o conjunto de montes e vales pode acabar distribuindo-se democraticamente, pois o que falta em um ponto é compensado por excesso, em outro.O mesmo  problema, portanto, poderia estar prejudicando as primeiras fotografias amplas do céu: como não abarcavam porções suficientemente grandes da caixa (ou seja, o Universo), não permitiram avaliar a verdadeira distribuição dos grãos de areia (as galáxias). A ironia, no entanto, é que, quanto mais os cientistas ampliam o seu campo de visão, mais granuloso e esburacado torna-se o Cosmo. Por outro lado é quase certo que no início dos tempos não era assim. Por incrível que pareça, antes de as estrelas nascerem, os átomos espalhavm-se pelo Universo com regularidade impecável. Pelo menos é o que mostram espantosas investigações com a do satélite americano Cobe. Sua façanha, realizada no final do ano passado foi medir a radiação remanescente do próprio Big Bang, a explosão primordial que deu início ao Universo, há quinze bilhões de anos.

 Descoberta por acidente, em 1964, e denominada radiação de fundo, ela pode ser ouvida como um estranhíssimo ruído de rádio, vindo ao mesmo tempo de todos os pontos do universo. Não importa em que direção se dirija uma antena, o som se faz ouvir sempre com a mesma freqüência. Também tem sempre a mesma temperatura, o que dá uma medida de sua energia. E o fato de ela não se alterar tem um significado preciso: quer dizer que a matéria do universo, no momento da explosão, era altamente homogênea, ou muito pouco granulosa.Para se ter uma idéia, basta ver que a temperatura da radiação é de -240,4 graus celsius. A missão do cobe era checar se, em alguma direção do espaço, essa medida apresentava alguma variação por menor que fosse. Mas, embora seus  instrumentos estivessem preparados para denunciar uma diferença até 25 000 vezes menor que 1 grau, nada registraram. Do ponto  de vista das equações cosmológicas - que regem a evolução do universo -, trata-se de um resultado entusiasmante, pois elas pressupõem que, no início dos tempos, a matéria fosse homogênea.É o que se diz o astrofísico david schramm, um ex-campeão de luta greco-romana, atualmente a serviço da universidade de chicago, "o big bang está em grande forma e tem sido aprovado em todos os testes a que é submetido". No entanto, ele reconhece que a  situação é crítica - ou, como diz o  veterano james peeble, da universidade princeton, "as coisas estão confusas". Afinal, justamente porque já se sabe muito, maior é a expectativa por uma explicação. "finalmente, podemos dizer que temos um verdadeiro mapa do cosmo", garante margaret geller. É certo, por exemplo, que os superaglomerados de galáxias já eram conhecidos há dez anos. Mas não existem números precisos sobre o seu tamanho, sua massa, ou a quantidade de luz que emitem. Em suma, as informações disponíveis eram pobres."agora, graças à estatística, estamos em condições de avaliar com exatidão os dados que colhemos", anima-se o matemático Will Saunders, atualmente alocando no departamento de física da universidade oxford. Autor de um trabalho de grande impacto, publicado recentemente na revista  nature (3/1/91), saunders estendeu a todo espaço medidas que até agora eram mais ou menos isoladas. Comprovou, assim, que tão comuns estruturas do tipo da grande muralha, uma imensa concentração de galáxias, descoberta por margaret geller e john hucha, também do harvard-smithsonian (superinteressante número 4 ano 4). Situada na direção da  constelação de virgem, essa verdadeira cordilheira cósmica tem a descomunal extensão de meio bilhão de anos-luz.Para compensar tais massas, os astrofísicos vinham encher os vazios cósmicos com algo invisível - isto é,  com matéria que não emite luz,  por ser muito fria, e que isso não pôde, até hoje, ser detectada. Esses ingredientes existem, com certeza, antes de mais nada, na forma de gás e poeira. E, de fato, parecem construir a maior parte da matéria existente, como se pode verificar de maneira indireta: sem eles,  por exemplo, não se conseguiria explicar a velocidade de rotação do sol em  torno do centro da via láctea. Se a galáxia reunisse apenas estrelas e outros corpos luminosos, sua massa seria muito pequena e o sol giraria mais devagar do que efetivamente gira. Portanto, deve haver um grande halo de matéria escura envolvendo-a, talvez numa proporção de vezes maior que a matéria luminosa.Extrapolamos para o reto do universo, esses dados garantiriam que a homogeneidade inicial continua em vigor: apenas não está à vista. Mesmo porque, além de gás poeira, a matéria invisível também pode incluir partículas subatômicas, como os neutrinhos, produzidos com grande abundância pelo sol e as outras estrelas (superinteressante número 12, ano 4). Imagina-se  que inúmeras outras partículas, ainda não descobertas, poderiam completar o cardápio. No entanto, trata-se renhida disputa para saber se tal extrapolação é suficiente para entupir os abismos da geografia cósmica. As mais recentes dificuldades surgiram após o vôo do extraordinário satélite europeu iras, capaz de observar matéria em temperaturas muito baixas.Apesar de ter voado em 1983 só agora seus dados estão terminando de ser analisados - saunders, por  exemplo, utilizou-os em seus cálculos. Esse número não são a última palavra, mas sugerem que não há no meio intergalático matéria escura em quantidade suficiente para dar conta das estruturas cósmicas. Em vista disso, inúmeros cientistas -antes entusiasmados com a matéria escura - mudaram de idéia. Pensam que seria melhor tentar uma outra solução; por exemplo, uma velha hipótese, concebida pelo próprio einstein e depois abandonada. Trata-se de constante cosmológica, uma força antigravidade que agiria apenas em escala cósmica - por isso não se faz sentir na superfície da terra.Embora esse esquema possa funcionar, é visto, de antemão, com certo desagrado,  pois parece artificial, ou forçado. Einstein abandonou-o por esse motivo, depois de considerá-lo o maior erro que cimeteu. David schrann é ainda mais enfático e perseverante. ´só porque não sabemos explicar certos  fenômenos, não podemos abandonar nossas idéias básicas", argumenta. É até provável que, nos próximos anos, a confusão geral aumente sem precedentes no volume de novos dados sobre o cosmo. Mas isso não é mau sinal, entre eles pode estar a pista para se compreender melhor como funciona o universo. E nenhuma boa pista se deixa desvendar logo à primeira vista. É mais ou menos assim que margaret geller vê as atuais atribulações. "um dia, quando tivermos colocado todas as peças no lugar, vamos nos perguntar por que não pensamos nisto antes".

Fósseis cósmicos

Aos 30 anos, graduado Galaxia em Matemática Pura e mestre em Astronomia, o inglês Will Saunders, da Universidade de Oxford, projetou-se precocemente entre os astrofísicos pelos mapas que elaborou sobre as maiores estruturas do Universo - os superaglomerados de galáxias. Mas o exaustivo trabalho científico não o impede de pensar em outros assuntos, como a fome no mundo, ou a defesa do meio ambiente. "Se a ciência não me tomasse tanto tempo, eu provavelmente me alistaria numa organização ecológica", declarou a nós, em Londres, durante uma entrevista na qual fala de suas idéias e de sua emoção ao estudar o Cosmo

P - Você declara que está estudando os restos fósseis do Universo quando este era jovem. O que quer dizer com isso?
R - Atualmente podemos mapear uma quantidade assombrosa de galáxias, a uma distância enorme da Terra - cerca de meio bilhão de anos-luz. Isso significa que as estruturas formadas por elas não tiveram tempo de mudar, desde o tempo que o Universo nasceu. Daí o motivo da expressão "restos fósseis". A luz que agora chega à Terra foi emitida quando as galáxias eram muito jovens. Para se ter uma idéia, na época da emissão nem os dinossauros haviam surgido nesse planeta.

P - O que mostram os mapas que elaborou?
R - Eles indicam quantas galáxias existem neste ou naquele ponto do espaço. Primeiro é preciso calcular quantas galáxias. em média, existem numa imagem; em seguida, verifica-se cada ponto da imagem para avaliar se o número de galáxias é maior ou menor que a média. Mesmo com boas técnicas matemáticas, o trabalho demora anos, pois é preciso contar milhares de galáxias.

P - A evolução das galáxias é explicada pela teoria da matéria escura, que agora está sendo questionada O que você pensa disso?
R - Creio que ela não basta para explicar os fenômenos que vemos. De acordo com ela, a matéria distribuía-se de maneira muito uniforme, no início dos tempos. Mas já continha pequenas imperfeicões. Por meio de um computador, e possível analisar como elas crescem com o tempo e desse modo simular a criação das galáxias. É uma técnica incrivelmente bem-sucedida, mas não explica as estruturas que vemos. Alguns cientistas até exageram: o Universo, com todas as irregularidades, ainda é muito, mais uniforme. Entretanto, para que a teoria estivesse certa, ele teria que ser ainda mais uniforme do que é.

P - Como você encara o seu trabalho?
R - Eu penso que é maravilhoso descobrir o que existe no Universo. Eu me sinto como os grandes navegadores que, no passado, exploraram a África e descobriram a América. Mas também acho que é um pouco estúpido passar três anos contando galáxias. Quero dizer que, afinal, o Universo pode tomar conta de si mesmo. E existem assuntos mais urgentes que deveriam ocupar mais o tempo dos cientistas. como as questões sociais.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Big Bang - O Universo começou com uma grande explosão

BIG BANG O UNIVERSO COMEÇOU COM UMA GRANDE EXPLOSÃO



Parece incrível, mas num passado remotíssimo toda a matéria que observamos hoje no Universo - distribuída em 100 bilhões de galáxias, cada uma com mais de 100 bilhões de estrelas, dentre as quais o nosso modesto Sol - pode ter estado tão extraordinariamente concentrada que caberia até com folga na ponta de uma agulha.

Nesse mundo, além de toda imaginação, a densidade da matéria atingiria o valor de 1090 quilos por centímtro cúbico - um número que se escreve com o algarismo 1 seguido de noventa zeros. A densidade das rochas comuns existentes hoje na terra é de apenas alguns gramas por centímetro cúbico. O Universo, então, seria não apenas superdenso, mas também superquente: a temperatura atingiria o fantástico patamar de 1031 graus Kelvin - mais de um bilhão de bilhão de bilhão de vezes a temperatura média do Sol.Por mais inacreditáveis que estas cifras possam parecer, elas correspondem a uma teoria sobre a origem do Universo aceita em quase todos os meios científicos do mundo - a Teoria do Big Bang (Grande Explosão). De acordo com ela, o Universo teria se originado numa explosão apocalíptica entre 15 e 20 bilhões de anos atrás. A situação que descrevemos refere-se a um instante apenas 10 - 43 segundos após o Big Bang - o algarismo 1 precedido de 42 zeros depois da virgula, - chamado Tempo de Planck.
Embora separado do instante inicial por uma fração ínfima de segundo, o Tempo de Planck não se confunde com o momento do Big Bang, porque a matéria energia passou por mudanças dramáticas naqueles pedaços infinitesimais de tempo que se sucedera à origem. O Tempo de Plack constitui o limite até onde chegam atualmente nossos conhecimentos teóricos numa viagem regressiva rumo ao marco zero. A partir daí, ou melhor, antes disso é impossível de ser descrita nos termos dos conhecimentos atuais da Física. Podemos especular que, à medida que nos aproximamos ainda mais desse instante inicial, chamado de estado de singularidade pelos cientistas, o volume do Universo tende a zero enquanto a densidade e a temperatura tendem ao infinito.
A Teoria do Big Bang é uma das mais belas realizações intelectuais do século. Para o seu desenvolvimento contribuíram dois ramos do conhecimento que, há apenas algumas décadas pareciam muito distantes: a ciência do macrocosmo, o infinitamente grande, e a ciência do microcosmo, o infinitamente pequeno. A Cosmologia e a Astrofísica, por uma lado, e a Física das partículas elementares ou Física subatômica, por outro. Curiosamente, os pais fundadores do Big Bang não eram nem astrônomos nem físicos de partículas. Um deles, Alexander Friedmann (1888-1925), era um meteorologista e matemático russo; o outro, o abade Georges Lemaitre (1894-1966), era um padre e matemático belga.
Trabalhando cada qual por seu lado, como tantas vezes acontece na ciência, Friedmann e Lemaitre chegaram a conclusões muito semelhantes a partir de um desenvolvimento puramente matemático da Teoria Geral da Relatividade de Albert Einstein. Einstein acreditava que a atração gravitacional entre os corpos decorria de uma curvatura do espaço-tempo provocada pela presença da matéria. Friedmann e Lemaitre partiram das complicadas equações de campo gravitacional de Einstein e, como ele, adotaram a hipótese de um Universo, homogêneo no espaço.Mas, ousadamente, descartaram a idéia de Eisntein de um Universo imutável no tempo. Isso lhes permitiu chegar, entre 1922 e 1927, a um conjunto de soluções simples para as equações. O Universo que essas soluções descreviam estava em expansão em todas as direções com as galáxias se afastando umas das outras. Essa expansão teria se originado a partir da singularidade , um ponto matemático de densidade infinita.
Em 1929, o astrônomo norte-americano Edwin Hubble (1189- 1953) fez uma descoberta sensacional que trouxe a primeira prova a favor da tese da Grande Explosão. Com o gigantesco telescópio do observatório do monte Wilson, na Califórnia, Hubble descobriu que o espectro da luz proveniente das galáxias distantes apresentava um red-shift - desvio para o vermelho - e que esse desvio era tanto maior quanto mais distante estivesse a galáxia, observada em relação à nossa própria galáxia, a Via Láctea.A explicação de Hubble era de que este fenômeno se devia ao efeito Dopler, bastante conhecido pelos físicos desde o século passado. A conclusão ficava evidente. Se a luz desviava para o vermelho era porque essas galáxias estavam se afastando de nós, e se esse desvio era tanto maior quanto mais longe estivesse a galáxia, isso significava que a velocidade de afastamento crescia com a distância. Para um astrônomo situado numa galáxia distante, também a luz emitida pela Via Láctea apresentaria um desvio para o vermelho. Pois é o Universo como um todo que está em expansão.Ora, se tudo está se afastando no Universo, é possível imaginar uma época remotíssima em que tudo estivesse extremamente próximo. Essa seria a época do Big Bang. Quando isso pode ter ocorrido? O termo que relaciona a velocidade de afastamento ou recessão das galáxias com a distância é conhecido como constante de Hubble. O tempo desde o início da expansão, calculado a partir da constante, dá algo entre 15 e 20 bilhões de anos.
A descoberta de Hubble trouxe um poderoso argumento a favor do Big Bang. Não foi, porém, um argumento conclusivo. Tanto assim que, no final dos anos 40, quem propusesse um modelo alternativo, a Teoria do Estado Estacionário: Em 1964, porém uma descoberta puramente acidental iria representar um golpe demolidor nesse modelo rival.
Dois radiastrônomos, o germano-americano Arno Penzias e o norte-americano Robert Wilson. trabalhando com uma gigantesca antena de sete metros da Bell Telephone dos Estados Unidos descobriram um fraquíssimo ruido de rádio que vinha de todas as direções do céu ao mesmo tempo. Ao longo dos meses. embora 05 movimentos de rotação e translaçao da Terra voltassem a antena para todas as regiões do firmamento. o sinal mantinha sua intrigante regularidade.
Finalmente. Penzias e Wilson tomaram conhecimento de que na prestigiosa Universidade de Princeton um grupo de físicos liderados por Robert Dicke havia deduzido teoricamente a existência de uma fraquíssima radiação de fundo. que deveria preencher uniformemente o espaço. Seria uma espécie de resíduo fossil da superesc aldante sopa cósmica de matéria e energia que. pela Teoria do Big Bang. constituía o Universo pouco tempo depois da Grande Explosão. Com a expansão do Universo. a densidade da energia teria diminuído progressivamente. o que provocou um resfriamento - pelo mesmo motivo que um gás. ao se expandir. resfria -. até chegar a uma temperatura de aproximadamente três graus Kelvin. poupo acima do zero absoluto.
Em condições normais, o átomo é formado por três partículas elementares: próton, elétron e nêutron. Delas porém, talvez apenas o elétron possa ser considerado realmente elementar; o próton e o nêutron seriam constituídos de partículas ainda menores - os quarks.Se fosse possível empreender uma viagem de volta à origem do Universo, quando se chegasse a cerca de 300 mil anos depois do Big Bang, as temperaturas já seriam tão altas que romperiam as estruturas dos átomos, arrancando os elétrons de suas nuvens em torno dos núcleos atômicos. Ao se ultrapassar, nessa contagem regressiva, o terceiro minuto depois do Big Bang, os próprios núcleos começariam a se desintegrar, liderando os prótons e os nêutrons neles aprisionados. Na marca de um milionésimo de segundo depois do Big Bang, até os prótons e nêutrons seriam fragmentados nos quarks que os constituem.
Essa viagem de volta à origem termina por enquanto no Tempo de Planck, localizado, como vimos, apenas dez milionésimos de bilionésimo de bilionésimo de bilionésimo de bilionésimo de segundo depois do Big Bang. Os físicos especulam, porém, que, quando seu arsenal teórico permitir ultrapassar a barreira do Tempo de Planck, talvez se encontre um Universo de insuperável simplicidade. Toda a matéria se apresentaria sob a forma de um único tipo de partícula e as quatro forças existentes no mundo atual - a gravitacional, a eletromagnética, a nuclear forte e a nuclear fraca - estariam unificadas num mesmo tipo de força. A própria distinção entre partícula e força provavelmente não teria qualquer significado.Isso por ora é uma simples suposição. Mas a ciência tem dado passos concretos para verificar sua validade.
A unificação entre a força eletromagnética e nuclear fraca, proposta teoricamente nos anos 60 pelos norte-americanos Steven Weinberg e Sheldon Lee Glashow e pelo paquistanês Abdus Salam - os três ganhadores do prêmio Nobel de Física de 1979 - foi confirmada em 1983, com a descoberta das partículas que transportam a forca nuclear fraca, previstas pela teoria da unificação.
Essa descoberta, que deu ao italiano Carlo Rubbia 0 Nobel de Física de 1984, foi obtida no gigantesco acelerador de partículas da Organização Européia de Pesquisas Nucleares (CERN). localizada em Genebra. Suíça, e envolveu um nível de energia igual ao que poderia ser encontrado na Universo primitivo dez bilionésimos de segundo depois do Big Bang. Assim, a teoria e a experimentação vão nos aproximando cada vez mais da origem do Universo. Nessa escalada do conhecimento, o zero é o limite.

Boxes da reportagem

Estado Estacionário contra a Grande Explosão

Em 1948 três jovens cientistas da Universidade de Cambridge. Inglaterra o inglês Fred Hoyle e os judeus austriacos Hermann Bondi e Thomas Gold - iniciaram uma atrevida cruzada contra a Teoria do Big Bang. Sua arma era outra teoria, a do Estado Estacionário, que procurava a justar a evidência indiscutível do afastamento das galáxias, descoberto por Hubble. ao chamado Principio Cosmológico Perfeito. Este supõe um Universo infinito e homogêneo no espaço. eterno e imutável no tempo.A idéia é a seguinte: se o Universo estava em expansão e entretanto se mantinha imutável. era porque nova matéria estava sendo continuamente criada para ocupar o espaço deixado vazio pela matéria que se afastava. Dessa forma a densidade média do Universo se manteria constante. Para isso, bastaria que fosse produzido um próton de massa para cada mil centímetros cúbicos de espaço a cada biIhão de anos - uma quantidade tão fantasticamente pequena que deveria escapar à mais acurada observação. No entanto. consideradas as dimensões do universo observável. essa mesma quantidade produziria a cada segundo nada menos de 10" toneladas de matéria ou I seguido de " zeros.De onde viria essa matéria? "Do nada", responderam os cientistas A idéia soa absurda, não há dúvida Mas também a Teoria do Big Bang não diz de onde veio a matéria que deu origem ao Universo. Por isso, perguntava o físico Thomas Gold: "Será mais fácil admitir um único grande milagre do que vários pequenos milagres?" A Teoria do Estado Estacionário, para seus defensores, tinha pelo menos a vantagem de evitar a desconcertante singularidade de que fala o modelo do Big Bang.Segundo Fred Hoyle, que além de físico e astrônomo é renomado escritor de ficção científica, a própria criação continua de matéria provocaria a ininterrupta expansão do Universo, porque a matéria nova, ao surgir, produziria uma espécie de pressão para fora, capaz de empurrar a matéria já existente. Ademais, a hipótese da criação contínua conseguia explicar por que, num Universo supostamente eterno, o hidrogênio continuava a ser de longe o elemento mais comum.Como Hoyle estava convencido de que os elementos mais pesados decorriam da fusão do hidrogênio no interior das estrelas - no que a ciência posteriormente lhe daria razão-, era preciso que hidrogênio novo fosse criado continuamente para substituir o hidrogênio consumido nas fornalhas estelares. A década de 50 assistiu a um debate até hostil entre os partidários do Big Bang e os do Universo estacionário. Os primeiros acabaram ganhando a parada com a descoberta de Penzias e Wilson da radiação de fundo das microondas cósmicas. Os outros foram vencidos, mas não ficaram convencidos.Pois as microondas descobertas por Penzias e Wilson correspondiam exatamente a um tipo de emissão de uma fonte a três graus Kelvin. O fato de a radiação ser recebida da mesma forma de todas as direções do espaço significava que ela provinha do Universo como um todo - era uma característica dele. Era a mais espetacular prova material a favor do Big Bang desde a recessão das galáxias de Hubble.A partir de então, a Teoria do Big Bang foi alimentada principalmente pela Física das partículas elementares que investiga as diminutas regiões do interior do átomo. Esse fato parece paradoxal, mas é que, nas altíssimas temperaturas do Universo primitivo, a matéria estava desintegrada nas partículas elementares que a constituem. Pode-se ter uma idéia de como essa matéria se comportava utilizando os grandes aceleradores de partículas existentes nos principais centros de pesquisa do mundo. Neles. as partículas subatômicas são aceleradas até alcançar altíssimas velocidades e levadas a colidir umas com as outras; a partir dos resultados da colisão, é possível investigar sua natureza. Pouco depois do Big Bang, o Universo era um fantástico acelerador de partículas.

Efeitos de som e luz

Você talvez não saiba, mas, se alguma vez ficou esperando um trem na-plataforma de uma estação, já deve ter entrado em contato com o efeito Doppler. Ele se manifesta assim: o apito do trem parece mais agudo quando a locomotiva se aproxima do observador na estação e mais grave quando o trem dele se afasta; para o maquinista, porém o som parece sempre igual. O motivo é que, quando o trem se aproxima, o comprimento das ondas sonoras diminui em relação ao observador, o que faz com que o som se torne mais agudo; quando o trem se afasta, o comprimento das ondas sonoras aumenta e o som fica mais grave.O mesmo efeito ocorre com a luz. Quando uma fonte de luz se aproxima suficientemente depressa de um observador, este a receberá com menor comprimento de onda; o contrário acontece quando a fonte se afasta. No primeiro caso, o espectro da luz apresenta um desvio para o azul; no segundo, para o vermelho.


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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Raro eclipse da Lua encanta milhões

21/12/2010 16h30 - Atualizado em 21/12/2010 16h48

Raro eclipse da Lua encanta milhões
Eclipse coincidiu com o solstício de inverno do Hemisfério Norte.

Milhares de pessoas observaram o primeiro eclipse total da Lua em três anos.

Assista ao vídeo da BBC:
http://www.bbc.co.uk/worldservice/emp/pop.shtml?l=pt&t=video&r=1&p=/portuguese/meta/dps/2010/12/emp/101221_eclipse-lunar_nf.emp.xml

O eclipse começou por volta das 4h da manhã, hora de Brasília, e pôde ser observado no Brasil.

O fenômeno coincidiu com o solstício de inverno (dia do ano em que a noite é mais longa) do hemisfério norte, fato que não ocorria há cerca de 400 anos.

Durante um eclipse lunar total, a lua cheia passa inteiramente pela sombra criada pelo nosso planeta, bloqueando a luz solar que normalmente ilumina a lua.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Galáxias Fantasmas - Cosmo

GALÁXIAS FANTASMAS



A Via Láctea, nosso endereço galáctico, é uma parte infimamente pequena do que o homem já desvendou no Universo. Descobrimos que somos ainda menores em 1999, quando astrônomos americanos e australianos comprovaram a existência de galáxias "fantasmas". Elas são quase invisíveis, mesmo para os mais poderosos telescópios, porque produzem pouquíssima luz e possuem grande quantidade de matéria escura (leia na página ao lado).

Os astrônomos John Kormendy, da Universidade do Havaí, e Kenneth Freeman, do observatório australiano de Mount Stromlo, examinaram cerca de 40 galáxias com luminosidade bem inferior à das galáxias já catalogadas. Eles acreditam que esses conjuntos de estrelas sejam mais pesados e existam em maior número do que as galáxias luminosas, como a nossa Via Láctea. Conclusão: nós somos minoria no Universo, mas ainda não sabemos para o que estamos perdendo.

Estima-se que menos de 10% de toda a matéria no Universo seja igual à nossa, composta de prótons, nêutrons e elétrons. Os 90% restantes ainda estão sendo estudados e continuam uma incógnita para os cientistas. Desde que essas galáxias "fantasmas" foram fotografadas, os observatórios apontaram as lentes de seus telescópios para dezenas de galáxias escuras. Constataram que as menores, com um centésimo da luminosidade da Via Láctea, têm apenas 1% de sua matéria em forma de estrelas. A Via Láctea, por exemplo, uma galáxia de grande porte, tem 50% de matéria luminosa.

Uma outra equipe de astrônomos encontrou evidências que corroboram o achado de Kormendy e Freeman. Durante dez horas, o telescópio Hubble captou imagens da distante galáxia chamada NGC 5907, a 40 milhões de anos-luz da Terra. "Esperávamos observar centenas de estrelas na galáxia, mas, na verdade, vimos muito poucas", disse o pesquisador Michael Liu, da Universidade da Califórnia. A galáxia não tem suficientes estrelas visíveis para manter uma coesão gravitacional. Mas parece ter grande quantidade de estrelas-anãs de baixa luminosidade, cuja presença pôde ser detectada graças à influência gravitacional nos corpos celestes vizinhos.
Embora diversas perguntas permaneçam sem resposta, a descoberta de galáxias distantes com matéria escura abundante oferece pistas de como elas se desenvolveram nos primórdios do Universo. E certamente já mudou aquele velho conceito que você aprendeu na escola - o de que as galáxias não passam de conjuntos de bilhões de estrelas.

Um passo no escuro
Nos anos 30, o astrônomo suíço Fritz Zwicky observou o movimento de aglomerados de galáxias e constatou que há muito mais coisas no espaço do que podemos enxergar. O Universo é rico num tipo de matéria diferente daquela de que somos compostos - prótons, nêutrons e elétrons. Essa matéria foi batizada de escura porque não emite luz própria, como as estrelas. A matéria escura não é visível nem por telescópios poderosos como o Hubble, mas pode ser detectada por causa de sua massa, que atrai a matéria comum pela força da gravidade. Os astrônomos sabem que ela existe porque registram os seus efeitos sobre a matéria que brilha. Os conhecimentos sobre a matéria escura param por aí. Ninguém sabe precisar do que ela é composta.
Sete décadas depois das observações de Zwicky, alguns cientistas propuseram que talvez as leis da física não sejam aplicáveis a todo o Universo. Outros acham que essa opinião seria jogar a toalha antes de tentar buscar uma explicação. Uma polêmica que, até agora, não tem vencedores.

O impacto da descoberta
É possível que as galáxias "fantasmas" sejam dominantes no Universo, superando as luminosas, como a Via Láctea. Isso reduziria incrivelmente nossa importância no espaço. Também ajudaria a entender os primórdios do Universo