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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Cientistas confirmam um novo estado da matéria - Os cristais do tempo


Cientistas confirmam um novo estado da matéria - Os cristais do tempo


Pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, conseguiram fazer um modelo para reproduzir um novo tipo de matéria, os chamados cristais do tempo.

quinta-feira, 14 de março de 2013

A Fera Sob a Pele de Um Gato - Natureza


A FERA SOB A PELE DE UM GATO - Natureza



Domesticado graças à sua habilidade como caçador, o gato é um dos mais independentes animais que convivem com o homem, conservando até hoje características de seus ancestrais selvagens.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Como saber as quantas andamos

COMO SABER A QUANTAS ANDAMOS



O albatroz mergulha à velocidade que mais lhe convém para apanhar um peixe. O morcego dá guinchos ultra - sônicos para descobrir se está perto ou longe de um obstáculo. Mas o homem, cujo organismo não tem nenhum velocímetro embutido, depende praticamente só dos olhos para calcular se corre perigo quando dirige seu automóvel.

Ter carteira de habilitação não significa ser bom motorista. Por mais que se tenha esforçado nas aulas da auto-escola, ao enfrentar o complicado transito da cidade ou mesmo uma estrada movimentada, o dono de uma licença novinha em folha perceberá que ainda tem muito a aprender. Só o tempo e a experiência ensinam a dirigir bem, ou seja, a prestar atenção também no que se passa atrás e ao lado do veículo.
Isso porque o ser humano não foi feito para andar mais depressa do que as pernas são capazes. O máximo que consegue, e por poucos instantes, é deslocar-se a 30 quilômetros por hora, como acontece com os atletas que fazem os 100 metros rasos em pouco mais de dez segundos. Não tendo sido feitos para correr; os humanos não possuem nenhum sentido que informe sobre a velocidade, o grau de aceleração e o momento de frear, ao contrário de outros seres.
O albatroz, por exemplo, desenvolveu ao longo de sua evolução a capacidade de mergulhar à velocidade que mais lhe convém para apanhar um peixe. Já com seus guinchos ultra - sônicos,, de freqüência e amplitude constantes, os morcegos ficam sabendo se estão perto ou longe de um obstáculo, como se estivessem voando por instrumentos.
Mas onde está o velocímetro dos seres humanos? Para saber a quantas anda, o homem conta praticamente só com as relativamente escassas informações que os olhos fornecem. Estudos realizados na França concluíram que 90 por cento das informações que chegam ao cérebro do motorista são de origem visual. Além disso, ao aumentar a velocidade o motorista pode experimentar também uma vaga sensação de frio no estômago. Por fim, os ruidos do ar - como o vento por exemplo - fornecem dados adicionais sobre a velocidade desenvolvida. A percepção se aguça quando se viaja por estradas amplas, com mais de duas pistas, onde é permitido correr até a 100 quilômetros por hora.
Já que a principal fonte de informação sobre velocidade é a vista, especialistas em transito vêm estudando o comportamento do nosso equipamento óptico. O que realmente vemos e registramos? Quando uma pessoa fixa o olhar em um objeto - o rosto de um interlocutor, por exemplo - a pupila enfoca esse ponto, sem no entanto, ignorar imagens que estão fora desse estreito foco de atenção. Essa maneira de perceber os estímulos vindos da periferia do campo visual é conhecida pelos psicólogos como "percepção visual semiconsciente". Ela se torna consciente ao se transformar, por qualquer motivo, no principal foco de atenção. O ser humano tende a transportar para a chamada "visão macular", isto é, para o foco, todos os objetos que entram no campo visual. Essa tendência involuntária é o "reflexo de fixação".

Um bom exemplo é o do condutor experiente na pista da esquerda de uma estrada, com a atenção voltada para o caminhão que trafega pela direita que ele está alcançando. Se de repente o caminhão der um sinal com o pisca-pisca, o motorista do carro perceberá a novidade de forma semiconsciente; mesmo assim, agirá imediatamente em função dela.
Os pesquisadores divergem quanto à amplitude da visão semiconsciente: uns dizem que ela é de um grau e meio; outros calculam que alcance quatro graus. Para o professor de Anatomia, Ricardo Smith, da Escola Paulista de Medicina, a amplitude do campo visual de uma pessoa é de aproximadamente 170 graus.
Mas a "visão macular" - a que enfoca os objetos que despertam a atenção - tem uma amplitude muito menor - cerca de quatro graus. E quanto mais periférico o campo visual, mais indefinida a imagem do objeto percebido.
Como sempre, existem diferenças individuais e estas podem ser demonstradas mediante um teste: coloca-se no motorista um par de óculos especiais que acompanha os movimentos dos olhos, registrados em filme; nele aparecem bem determinados os pontos nos quais a pupila se fixa. A partir dai, é possível saber com exatidão para onde a pessoa olha. Normalmente, ocorrem de quatro a seis movimentos oculares por segundo. Esses movimentos, chamados sacádicos, são responsáveis pela busca de informações ou indícios que mereçam atenção. Nessa procura constante, os olhos são capazes de chegar à amplitude de 700 graus por segundo. Se eles se fixarem em alguma coisa, por reflexo começa um movimento denominado perseguição lenta, que pode alcançar 40 graus por segundo, para tentar definir o objeto.

Tais movimentos independem da velocidade do veículo. Mas está comprovado que, em baixas velocidades, a visão é mais ampla. Testes efetuados em pilotos de ralys revelaram que, a 200 quilômetros por hora, eles se fixavam em quatro pontos, distantes apenas 50 metros do veículo. Ao diminuir a velocidade para 120 quilômetros, a distância dos pontos aumentava para 100 metros. Concluiu-se então que, em altas velocidades, a visão se reduz, enquanto em velocidades menores as laterais entram no campo de visão. No caso desses pilotos, o olho tem de abarcar um campo muito amplo em torno dos pontos fixos para conseguir uma percepção maior. A diferença entre eles e os motoristas recém-saídos da auto-escola é que, além de verem mais e meIhor, os profissionais selecionam as coisas em que devem prestar atenção. Os principiantes, ao contrário, olham indistintamente para todos os lados, pois seu cérebro ainda não estabeleceu uma ordem de prioridades.

Em qualquer dos casos, porém, é impossível assimilar a infinidade de informações que passam voando à frente ao longo do percurso. Pois o cérebro bloqueia dados em excesso, limitando-se a processar as informações principais. Um fenômeno causado pelas altas velocidades é o chamado efeito túnel. Além de 160 ou 170 quilômetros por hora e conforme as características da estrada, forma-se diante dos olhos do condutor uma espécie de túnel, onde só é possível enfocar o fundo da imagem e as laterais são percebidas como borrões. A descoberta desse efeito foi importante para a definição dos limites à velocidade nas estradas na maioria dos países. No Brasil, por exemplo, o máximo permitido é de 100 quilômetros por hora - e só nas poucas rodovias que oferecem maior segurança. No entanto, pesquisas recentes demonstraram que aqueles borrões até servem de orientação ao motorista, ajudando-o a manter o veículo na direção desejada.

Dois exemplos apóiam essa teoria: 1) nas estradas sem sinalização lateral, o motorista se sente inseguro e reduz automaticamente a velocidade, especialmente à noite; 2) as janelas laterais do carro vedadas de propósito, de modo que motorista só veja o exterior por uma pequena abertura no pára-brisa, deixam o condutor inseguro e confuso. Portanto, enxergar as laterais, mesmo borradas, é de grande valia quando se viaja com o acelerador calcado.

Mas há outra forma de visão borrada - e esta tem relação com a freqüência de oscilação das imagens. Nesse caso, aproveita-se a inércia do olho para movimentar uma imagem com determinada freqüência. Quanto maior a velocidade, mais uma sucessão de imagens isoladas produzirá a sensação de se estar vendo uma seqüência continua. Se a freqüência for mais lenta, pode-se notar detalhes, embora trêmulos. Percebe-se a tremulação quando se dirige por uma estrada ladeada de árvores ou mesmo de canteiros de obras. Essa paisagem em que se alternam árvores, casas, campos etc. é percebida de forma oscilante. Quanto mais próximos os objetos estiverem da beira da estrada, mais depressa começa a oscilação. E por isso que, numa rua estreita, o motorista tende a avaliar a velocidade desenvolvida como alta, enquanto em estradas amplas a tendência é calculá - la por baixo.

Identificar as sensações que a velocidade proporciona, para não subestimá-la, e avaliar corretamente as distâncias são requisitos essenciais de um bom condutor. Os engavetamentos, muito comuns sob neblina, mostram que os motoristas não percebem como deveriam agir em determinadas situações e acabam confiando apenas nos freios. Os principiantes, sobretudo, ainda não desenvolveram o hábito da desaceleracão. Se o veículo que está à frente acender as luzes do freio, isso não quer dizer necessariamente que o de trás deva frear. O simples ato de tirar o pé do acelerador reduz consideravelmente a velocidade. Afinal, frear bruscamente é diferente de frear bem.

Como funciona o cérebro nesse caso? Quando o motorista percebe um obstáculo, a informação entre distancia e velocidade é dada a partir dos movimentos dos objetos ao redor e da visão periférica. O cérebro então analisa a cada momento e no tempo certo a nova situação, reagindo diante dela. Esse comportamento é aprendido. Alguns animais e insetos também agem assim, mas neles o comportamento é inato. Biólogos descobriram que algumas aves aquáticas utilizam o mesmo sistema: guiam seu vôo até o momento de submergir na superfície da água. As moscas coordenam seus pousos, calculando o momento exato do contato. Nos dois casos, o sensor é o olho.

A diferença entre os animais e os seres humanos é que os primeiros já nascem sabendo calcular as distancias e determinar sua velocidade relativa; os homens, ao contrário, necessitam de longo periodo de treinamento antes de dominar suas novas aptidões. Como raramente isso é fornecido pelas auto - escolas convencionais, cursos destinados a treinar motoristas. novatos ou não, para reagir diante de perigos inesperados, começam a ser organizados em alguns países da Europa por empresas e clubes automobilísticos. No Brasil, tais cursos ainda são raros e é possível que isso se explique pela limitação de velocidade na grande maioria das estradas a 80 quilômetros por hora. Como se sabe, isso não foi suficiente para livrar o pais da condição de campeão de desastres em estradas. Calcula - se que em 1986, por exemplo, houve nada menos que 56 mil acidentes - e isso apenas nas rodovias federais. Ao todo, 25 mil pessoas devem ter morrido por desastres. Por isso, o Conselho Nacional de Transito propôs, recentemente, a inclusão de noções de transito nos currículos escolares, desde o curso primário.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Os Alarmes soam quando somem as Borboletas

O ALARME SOA QUANDO SOMEM AS BORBOLETAS



Quando elas desaparecem de um trecho qualquer da mata, é sinal de que alguma coisa muito grave está acontecendo com aquele ecossistema. Mas os homens ainda não aprenderam a ouvir esses alarmes.

Aquela imagem tradicional do caçador de borboletas, ar desligado, redinha numa das mãos, chapéu de explorador, já não tem mais sentido se é que chegou a ter, algum dia. Pois caçadores de borboleta, hoje em dia, podem ser tudo o que quiser, menos desligados. Agora eles formam uma legião imensa, onde se enquadram todos os tipos físicos da América Latina, e trabalham sob as vistas e uma gigantesca conexão internacional que vai, por exemplo, das selvas do Peru, passa pelas ricas praias do Rio de Janeiro e termina, quem sabe, nas ruelas de Hong Kong. Os pratinhos e bandejas decoradas com aquele azul-metálico que nós, brasileiros, já nos habituamos a ver nas lojas e quiosques especializados em atender a turistas, são um produto dessa operação. Mas são ninharias, se comparados com as monstruosas tampas de mesas e biombos executadas por encomenda em países onde essas delicadas borboletas, habitantes dos trópicos americanos, fazem o deleite dos apreciadores de móveis exóticos. E haja borboleta azul, pois uma única tampa de mesa podem ser consumidas nada menos do que duas mil asas.
Já em 1975, cientistas denunciam na Inglaterra a captura e conseqüente comercialização de seis milhões de borboletas azuis , por ano. Há muito boas razões para imaginar que, atualmente, esse número tenha triplicado. Ainda assim, pode-se fazer com segurança uma afirmação aparentemente surpreendente: as borboletas azuis não estão ameaçadas de extinção, mesmo submetidas a esse fantástico regime de caça e perseguição. Isso, apesar de não gozarem da proteção de nenhum organismo internacional, nem terem sido objeto de petições com milhares de assinaturas dirigidas à Assembléia Nacional Constituinte.
São as fêmeas que garantem a sobrevivência das borboletas azuis, graças a algumas peculiaridades bem marcantes. Em primeiro lugar, elas são extraordinariamente férteis: numa única desova, uma dessas fêmeas é capaz de gerar centenas de lagartas. Em segundo lugar, elas não são azuis - ou, pelo menos, não são muito azuis -, de modo que não chegam a atrair a atenção dos caçadores. Finalmente, elas costumam voar muito alto, acima da copa das árvores, fora do alcance de qualquer caçador. Os machos, ao contrário, são azuis, bonitos, atraentes e voam baixo - e por isso engordam sozinhos aquelas estatísticas apresentadas pelos cientistas ingleses. Mas, por mais machos que sejam capturados, sempre sobra algum para fecundar as fêmeas que voam lá no alto e garantir, assim, a sobrevivência. Pode-se afirmar, portanto, que com redinhas e chapéus de explorador não se acabará nunca com as borboletas azuis, por mais asas que sejam necessárias para fabricar móveis e bandejas.
Mas não se pode afirmar que as borboletas, azuis ou que cor tenham, sobreviverão à sanha predadora de um certo tipo de progresso. Antes de chegar à idade adulta, quando adquire asas e passa a gozar de ampla liberdade, a borboleta passa uma fase relativamente longa sob a forma de larva. Fica, então, condicionada a viver agarrada a uma espécie qualquer de vegetal, que Ihe garanta a sobrevivência fornecendo-lhe alimento nas grandes quantidades de que ela tem necessidade. As lagartas que se mostram excessivamente seletivas na escolha de sua planta-alimento estão, teoricamente, ameaçadas, pois se o homem acabar com a planta, acabará também com a borboleta. E cada vez mais escasseiam, no Brasil e nos demais países da América Latina, as espécies nativas de bambus e ingazeiros, que fazem as delicias das larvas.Isso tem se tornado uma coisa tão marcante, que as borboletas acabaram sendo reconhecidas como uma espécie de barômetro para detectar os ataques do homem ao meio ambiente. Foram cientistas americanos, europeus e japoneses que chegaram a essa surpreendente conclusão, a partir do alarme que soou na costa ocidental dos Estados Unidos, mais precisamente na bala de São Francisco, na Califórnia.Lá estava localizado o último recanto onde sobrevivia uma pequenina borboleta azulada, a GIaucopsyche Xerces, uma espécie que vinha se tornando cada vez mais rara. Depois que os últimos exemplares de lótus nativos da baía de São Francisco foram destruídos pelos serviços de aterro necessários para ampliar a faixa urbanizada da cidade, a frágil borboletinha azulada nunca mais foi encontrada. Suas lagartas alimentavam-se exclusivamente com as folhas do lótus. O desaparecimento da Xerces despertou a atenção dos cientistas para um fato de conseqüências mais graves: se uma determinada espécie de borboleta escasseia, ou mesmo desaparece, numa determinada região que antes habitava, algo muito grave pode estar ocorrendo por ali com o equilíbrio ecológico. E simples: um ecossistema em perfeito equilíbrio pode ser comparado a um organismo complexo, cujas funções se desenvolvem normalmente. Ambos são compostos por diferentes elementos, fixos e móveis. Por exemplo, num ecossistema os vegetais são elementos fixos, os animais elementos móveis.Tal como os componentes do sangue, que fluem através dos órgãos fixos do nosso organismo, certos animais fluem através de uma floresta. Ora, aquilo que num exame de sangue denuncia o mau funcionamento de um setor do organismo pode ser, talvez, a diminuição repentina dos glóbulos vermelhos circulantes. Da mesma forma, a diminuição da circulação de uma borboleta numa clareira da floresta pode ser a primeira noticia de que, em algum setor daquele ecossistema, as coisas não andam bem. E, tal como no organismo humano, bastará essa pequena falha para logo fazer desandar tudo. Assim, torna-se urgente descobrir o que está errado, e começar a corrigir. Pois, na natureza, correções desse tipo exigem um tempo enorme. Quanto antes começarem a ser feitas, tanto melhor. E sobretudo, quanto antes forem tomadas providências para evitar que o desequilíbrio continue a se acentuar, tanto melhor ainda. Voltemos agora à Xerces, que desapareceu da bala de São Francisco. Indignados com o que havia acontecido ali, cientistas americanos fundaram uma associação, batizada com o nome da borboletinha - a Xerces Society -, e dedicaram-na ao estudo dos problemas do meio ambiente, Da extinção das espécies e, nesse capítulo, em particular, das borboletas, por eles desde então consideradas e proclamadas como valiosos sistemas de alarme contra agressões à Natureza.
Aqui no Brasil, já falta pouco para que tenhamos a nossa primeira borboleta extinta pela ação irrefreada dos predadores humanos do meio ambiente. Ela se chama Parides ascanius, e sempre habitou uma faixa estreita e curta do litoral do Rio de Janeiro, justamente a área do litoral brasileiro que mais vem sofrendo os efeitos da voracidade imobiliária que abocanha praia após praia. Ela é uma borboleta de asas negras, listradas de branco e grená, habitante dos mangues e das matas litorâneas. Suas larvas alimentam-se com as folhas de uma trepadeira silvestre, a Aristalochia macroura, uma planta rara e venenosa.
O caso dessa borboleta e de sua planta-alimento é um bom exemplo de como se faz, ao longo de um tempo que se mede por milênios, a evolução de um relacionamento biológico do tipo inseto-planta. A Aristolochia faz parte de um grupo de plantas que se caracterizam por estar sempre em guerra, defendendo-se quimicamente dos ataques dos animais herbívoros. Mas são exatamente as substâncias venenosas que elas usam para se proteger desses animais que funcionam como chamariz para outra espécie particular de herbívoro. No caso, a Parides ascanius. Durante um longo processo evolutivo certos animais foram selecionados pelos mecanismos bioquímicos, operados pela própria fisiologia dos vegetais, e tornaram-se dependentes de uma única planta venenosa. Assim, o que para os outros bichos se tornou um fator de repulsão, em relação àquela planta, para o eleito se tornou um fator de sobrevivência. Instalados através de caules e folhas, esses mecanismos caprichosos, gerados por uma alquimia vegetal quase mágica, definem com extrema precisão essas dependências alimentares dos insetos. Na raiz dessas intrigantes manifestações bioquímicas estão entidades microscópicas, enoveladas sobre suas malhas de ligações atômicas: os alcalóides. São compostos orgânicos capazes de operar profundas alterações fisiológicas no organismo dos animais.
São essas substâncias que determinam quem come o quê nas dietas vegetarianas dos animais herbívoros e, automaticamente, protegem as plantas contra uma legião de possíveis atacantes famintos. Os alcalóides são ambíguos, podem servir como remédio, curar doenças, tanto quanto podem matar. Os que se enquadram nesse segundo caso são considerados venenos naturais e as plantas que os elaboram, conseqüentemente, são classificadas como venenosas.
A Aristolochia é uma dessas plantas. Ela produz um alcalóide particular, a aristoloquina. Foram necessários alguns milhões de anos de evolução conjunta entre aristolóquias pré-históricas e certas lagartas trogloditas para que, lentamente, se desenvolvesse a tolerância à aristoloquina demonstrada pelas lagartas da borboleta Parides. Atualmente, quase todas as lagartas dessa espécie alimentam-se exclusivamente das folhas indigestas da Aristolochia, mortal para todos os outros herbívoros da floresta. Já o homem, com sua capacidade de investigar, descobrir e operar mudanças e transformações. vem usando a aristoloquina há muitos e muitos anos como remédio. Na Grécia antiga, os extratos de suas raízes eram utilizados pelas mulheres para garantir partos perfeitos. Aliás, foram os gregos quem deram nome à planta - aristos, o melhor; lokheia, parto. Não há nenhuma dúvida quanto à ação benéfica exercida pela aristoloquina sobre o aparelho genital feminino: ela favorece a menstruação, ativa as contrações uterinas e acentua nitidamente as descargas vaginais do pós_parto.
Usada com moderação, a aristoloquina é fantástica. Calmante, diurético, antisséptica e febrífuga, pode funcionar, de quebra, como um excelente tônico digestivo. Isso é apenas o que sabemos dela com certeza. Mas, além disso tudo, ela já foi apontada como um eficiente cicatrizante de feridas e úlceras rebeldes, um bom remédio para combater orquites (inflamações dos testículos) e certos tipos de paralisia, e auxiliar eficiente no combate ao béri-beri. Usada sem moderação, a aristoloquina se revela o veneno que é: produz náuseas, diarréias, taquicardia e, em casos extremos, chega a provocar um quadro clinico complicado, chamado embriaquez aristalóquica. caracterizado por sérias perturbações mentais.Isso é muita coisa, sem dúvida nenhuma, mas é bem possível que a Aristolochia ainda seja capaz de muito mais. Acontece que as espécies nativas brasileiras foram pouco estudadas pela bioquímica, até agora. Infelizmente, essas curiosas trepadeiras silvestres já se tornaram muito raras nas matas da região do Rio de Janeiro, devido às agressões sofridas por seus ambientes naturais. Assim, é muito provável que nem cheguemos a conhecer tudo o que elas poderiam nos oferecer, se as tratássemos com mais carinho e atenção.
E junto com a Aristalochia extinguese, pouco a pouca a nossa bela e frágil borboleta Ascanius, que só sabe alimentar-se com as suas folhas que todos os outros bichos consideram veneno mortal. Na verdade, para essa borboleta original, a Aristalochia representa muito mais do que um simples alimento; é uma verdadeira garantia de sobrevivência mesmo na fase adulta. Pois a toxicidade e o cheiro do alcalóide da planta passam a fazer parte do corpo da lagarta, que come as folhas, e continuam integrados na borboleta, mesmo na fase adulta. Isso confere à Ascanius uma segura defesa contra seus predadores, pássaros em particular.Ironicamente, as poucas e raras lagartas da Ascanius ainda existentes no Brasil, talvez as últimas, são cultivadas e preservadas, em cativeiro, por um caçador de borboletas que há mais de quarenta anos se dedica a capturar e exportar esses belos animaizinhos para vários países. Trata-se do catarinense Herbert Miers. Atarantado com as exigências burocráticas do governo para que possa exportar suas azuis - registro, alvará e manter uma criação de larvas -, ele reclama: "Isso só faz sujeira, não é eficiente". Eficiente seria prestar atenção aos alarmes naturais - como as borboletas que desaparecem das matas - e corrigir as distorções que os fazem soar.


Boxes da reportagem

A cor é uma arma e uma armadilha
O brilho metálico que faz cintilar as asas de uma borboleta azul não é um enfeite. Ele confere ao inseto um precioso recurso para esquivar-se dos ataques de pássaros predadores. Quando mergulha em direção a uma borboleta, o pássaro tenta enfiar a cabeça entre suas asas para apanhar, com o bico, o corpo pequeno de sua presa. Que é o que Ihe interessa.Se errar o golpe, a borboleta terá alguns segundos para executar uma série de acrobacias e se embrenhar no mato, para fugir à perseguição. É nessas ocasiões que o rápido abrir e fechar das asas de colorido metálico produz uma sucessão de lampejos desencontrados. O ziguezague da evasão impressiona a retina da ave com um salpicado de flashes, fazendo-a perder os verdadeiros posicionamentos da borboleta.Mas é esse mesmo brilho metálico que livra a borboleta azul dos pássaros que a tornou cobiçada por outro perseguidor: o homem. São caçadores profissionais que fornecem a matéria-prima para o comércio internacional, e seu trabalho já se tornou um excelente negócio. Afinal, o resplandecente azul-metálico desses insetos é algo muito raro na natureza, e mesmo entre as borboletas dos trópicos poucas são as espécies que o possuem.O colorido das borboletas, em geral, é produzido por uma numerosa concentração de minúsculas plaquinhas alinhadas sobre as asas, que são as escamas. Trata-se daquele conhecido pozinho (erradamente considerado perigoso que as borboletas largam em nossos dedos quando as agarramos pelas asas. Nas escamas brilhantes das borboletas azuis a cor é considerada estrutural, pois é criada pela incidência da luz sobre a estrutura das escamas.Essa cor azul é produzida pelo fenômeno ótico de decomposição da luz solar sobre as arestas de finíssimas ranhuras paralelas, encontradas na superfície de cada escama. O fenômeno pode ocorrer em muitas espécies de borboletas e sua maior ou menor intensidade depende do número de escamas geradores de cores estruturais que elas apresentarem sobre as asas. Entretanto, na maioria das espécies, o colorido é produzido pela composição química de um pigmento difundido sobre cada escama.



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domingo, 16 de janeiro de 2011

A HORA CORRETA PARA TOMAR ÁGUA !!!

A HORA CORRETA PARA TOMAR ÁGUA

Você vai ao bar e bebe uma cerveja.

Bebe a segunda cerveja. A terceira e assim por diante.

O teu estomago manda uma mensagem pro teu cérebro dizendo "Caracas véio... o cara tá bebendo muito líquido, tô cheião!!!"

Teu estômago e teu cérebro não distinguem que tipo de liquido está sendo ingerido, ele sabe apenas q "é líquido".

Quando o cérebro recebe essa mensagem ele diz: "Caracas, o cara tá maluco!!!"

E manda a seguinte mensagem para os Rins "Meu, filtra o máximo de sangue que tu puderes, o cara aí tá maluco e tá bebendo muito líquido, vamo botar isso tudo pra fora" e o RIM começa a fazer até hora-extra e filtra muito sangue e enche rápido.

Daí vem a primeira corrida ao banheiro. Se você notar, esse 1º xixi é com a cor normal, meio amarelado, porque além de água, vem as impurezas do sangue.

O RIM aliviou a vida do estômago, mas você continua bebendo e o estomago manda outra mensagem pro CÉREBRO "Cara, ele não pára, socorro!!!" e o CÉREBRO manda outra mensagem pro RIM "Véio, estica a baladeira, manda ver aí na filtragem!!!"

O RIM filtra feito um louco, só q agora, o q ele expulsa não é o álcool, ele manda pra bexiga apenas ÁGUA (o líquido precioso do corpo). Por isso que as mijadas seguintes são transparentes, porque é água. E quanto mais você continua bebendo, mas o organismo joga água pra fora e o teor de álcool no organismo aumenta e você fica mais "bunitim".

Chega uma hora q você tá com o teor alcoólico tão alto q teu CÉREBRO desliga você. Essa é a hora q você desmaia... dorme... capota...
Ele faz isso porque pensa "Meu, o cara tá a fim de se matar, tá bebendo veneno pro corpo, vou apagar esse doido pra ver se assim ele pára de beber e a gente tenta expulsar esse álcool do corpo dele"

Enquanto você está lá, apagado (sem dono), o CÉREBRO dá a seguinte ordem pro sangue "Bicho, apaguei o cara, agora a gente tem q tirar esse veneno do corpo dele. O plano é o seguinte, como a gente está com o nível de água muito baixo, passa em todos os órgãos e tira a água deles e assim a gente consegue jogar esse veneno fora".

O SANGUE é como se fosse o Boy do corpo. E como um bom Boy, ele obedece as ordens direitinho e por isso começa a retirar água de todos os órgãos. Como o CÉREBRO é constituído de 75% de água, ele é o q mais sofre com essa "ordem" e daí vêm as terríveis dores de cabeça da ressaca.

Então, sei q na hora a gente nem pensa nisso, mas quando forem beber, bebam de meia em meia hora um copo d'água, porque na medida q você mija, já repõe a água.

Texto retirado de "O bar do Zé".


Sabia que...
... tomar água na hora correta maximiza os cuidados no corpo humano?

2 copos de água depois de acordar ajuda a ativar os órgãos internos.
1 copo de água 30 minutos antes de comer ajuda na digestão.
1 copo de água antes de tomar banho ajuda a baixar a pressão sanguínea.
1 copo de água antes de ir dormir evita ataques do coração.

Por favor, passe o link desta mensagem ( http://bit.ly/fUFrhS ) para as pessoas que estima, assim evitaremos morte dos entes queridos...



http://bit.ly/fUFrhS





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