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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

A Ordem é contato imediato ! -Ets


A ORDEM É CONTATO IMEDIATO !


Em março os astrônomos americanos Geoffrey Marcy e Paul Butter descobriram mais um planeta fora do sistema solar. É o terceiro que eles localizam em apenas três meses. Para isso usaram telescópios relativamente fracos perto dos novos aparelhos que a Nasa quer pôr em órbita entre 2003 e 2010 para procurar outros mundos e verificar se lá existe vida. De preferência inteligente! Durante décadas, com medo de perder credibilidade, a Nasa escondeu do público seus projetos de procurar organismos no espaço. Eles agora são seu porta-estandarte. O ramo científico da moda se chama exobiologia, que é o estudo da biologia fora da Terra. E a palavra de ordem é encontrar os ETs.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Os lugares que eles amam - Discos Voadores

OS LUGARES QUE ELES AMAM - Discos Voadores


Quem nunca viu, provavelmente conhece alguém muito próximo que jura ter visto. Discos voadores são tão populares que há tempos se tornaram um dos raros temas universais, sucesso certo em qualquer mesa de boteco do mundo. Um dos motivos de os visitantes interplanetários despertarem tanto interesse em todas as culturas deve ser o fato de que eles já estiveram em todos os rincões da Terra. Pelo menos é o que parece. Segundo o Centro Brasileiro de Pesquisas em Discos Voadores (CBPDV), desde 1947, quando teve início a era moderna da ufologia, mais de 6 milhões de pessoas no mundo inteiro afirmaram ter tido algum tipo de contato com alienígenas - número que corresponde à população da cidade do Rio de Janeiro. É muita gente. "O desejo de não estarmos sozinhos no Universo é relatado ao longo dos tempos, em todas as épocas e culturas. O que difere é a forma como isso acontece", diz o psicólogo Wellington Zangari, pesquisador do Laboratório de Psicologia da Religião, da Universidade de São Paulo (USP).

Para ver um ET, em primeiro lugar, dizem os ufólogos, é interessante ter boas condições geográficas e climáticas. Dificilmente alguém consegue enxergar um disco voador em meio ao caos urbano, com nuvens de fumaça, poluição, barulho de ônibus e sirenes de ambulância - embora isso possa acontecer, sim, de vez em quando. Locais mais tranqüilos, altos e montanhosos, como São Tomé das Letras (MG), Serra do Roncador (MT) e Chapada dos Guimarães (MT), em geral são mais propícios aos avistamentos. Descampados também são ambientes favoráveis para ver o céu com mais clareza - a fronteira desértica dos Estados Unidos com o México é onde se concentram os maiores sítios ufológicos do mundo. O caso mais famoso de que se tem notícia aconteceu em 1947, num rancho em Roswell, no Novo México, onde uma nave teria despencado. De lá para cá, o lugar vive do turismo ufológico (leia na página 30). Outra cidade, Rachel, perdida no meio do estado de Nevada, é emblemática: a estrada que chega até lá foi curiosamente batizada de Rodovia Extraterrestre.

QUEM VÊ MAIS
Sozinhas, as características topográficas não dizem muita coisa. Até porque o número de relatos não é o mesmo em todos os lugares calmos, desérticos e montanhosos do planeta - ele varia consideravelmente. Ao que tudo indica, por alguma razão misteriosa, os ETs adoram os Estados Unidos. Com 4,6% da população mundial, esse país concentra mais de 60% dos casos registrados de avistamentos de óvnis no planeta. Somente no estado da Califórnia, em fevereiro deste ano, 962 pessoas disseram ter visto naves espaciais. Já na China, apesar de ter 1,3 bilhão de habitantes, esse número cai para míseras 228 pessoas - isso durante o ano passado inteiro. A mesma discrepância pode-se observar na Europa. França e Inglaterra vêem muito mais óvnis do que a Alemanha, que tem uma população bem maior que a dos dois países. Será que os alienígenas teriam alguma preferência regional? "Não, eles não ‘aparecem’ mais aqui ou ali. Eles são mais ‘vistos’ aqui e ali. Em cidades cujas populações tenham uma predisposição maior para aceitar o fenômeno, uma única observação pode originar um resultado muito mais expressivo do que em outras, com menos predisposição para o fato", diz o ufólogo Ademar Gevaerd, editor da revista UFO.
Faz sentido. Uma pesquisa realizada em 2002 pelo Instituto Roper apontou que 56% dos americanos acreditam em óvnis. E quem crê, vê. Em 1995, mais de 11 milhões de espectadores naquele país assistiram, fascinados, à suposta autópsia do ET capturado em Roswell, exibido pela Fox. "Os Estados Unidos sempre foram preocupados demais com inimigos invasores que podem destruí-los a qualquer momento", diz o psicólogo Zangari. "Isso porque eles não conseguem perceber que quem destrói os outros são eles mesmos."
Foram os americanos que inventaram o termo ufo (unidentified flying objects), em 1947, para designar os tais "pratos voadores". Na época, o piloto Kenneth Arnold convocou a imprensa para dizer que viu nove objetos estranhos enquanto conduzia seu avião monomotor no estado de Washington. Segundo o CBPDV, naquele mesmo ano foram registradas mais de 2 mil outras manifestações de ufos e contatos com seus tripulantes, em cerca de 30 países ao redor do mundo.
Como tudo o que é bom para os Estados Unidos deve ser bom para o Brasil, logo os relatos começaram a pipocar por aqui também. Menos de um mês depois do incidente envolvendo Arnold, foi noticiado um caso no Paraná: um agricultor contou ter visto uma nave pousar e seres de quase 2 metros de altura vasculhar os arredores. Diversos outros casos foram relatados até chegarmos a 1996, quando finalmente entramos para a lista dos tops da ufologia mundial, com o célebre ET de Varginha. Segundo a *U* Ufo Database, um banco de dados americano sobre ufologia, só em abril deste ano foram vistos cerca de 550 óvnis no Brasil.

ELES SABEM ONDE PISAM
De acordo com especialistas em ufologia, os vôos e aterrissagens dos alienígenas em nosso planeta não se dão por acaso. Eles passariam muito tempo estudando nossos hábitos, até o momento em que escolheriam onde dar o ar da graça. "Como seres tecnologicamente mais avançados, os ETs detêm conhecimento de como funciona e está organizada nossa sociedade planetária. Assim, eles fazem uma observação constante de nossas ações", afirma Gevaerd.
Segundo ele, é justamente por isso que a forma de agir dos extraterrestres se diferencia conforme o lugar e o nível de desenvolvimento da sociedade. "Está confirmado que, quando eles interagem com pessoas de centros urbanos, mais desenvolvidas, os ETs têm procedimentos mais refinados. Por exemplo, uma ação que envolva a abdução de um nova-iorquino, certamente, não será igual à abdução de um integrante de uma tribo africana ou paraguaia. Os ETs conhecem muito bem nossa sociedade e nossas etnias, de forma a saber o que querem e onde encontrar", afirma Gevaerd. David Jacobs, professor de História da Universidade da Pensilvânia, que estuda abduções há 35 anos, concorda. Mas alerta: "É importante entender a natureza global desse fenômeno. Milhares de pessoas de todo o mundo têm falado que estão sendo abduzidas. Isso precisa ser estudado".

Com 4.6% da população mundial, os Estados Unidos concentram mais de 60% dos casos registrados de avistamentos de óvnis no planeta

Points no Brasil

Varginha (MG)
Desde o dia 20 de janeiro de 1996, quando seres de outro planeta teriam sido vistos por lá, a pacata cidade mineira entrou no roteiro do turismo ufológico nacional. Hoje, Varginha conta com um espaço de pouso para futuros visitantes interplanetários, além de pontos de ônibus que imitam naves espaciais e diversas lojas que vendem suvenires de ETs - inclusive os bichinhos vestindo a camisa do seu time favorito

Peruíbe (SP)
O litoral sul de São Paulo é uma das áreas com maior incidência de avistamentos e abduções no Brasil. A região de Peruíbe, em especial, é um dos núcleos. Desde 2001, vem sediando encontros nacionais de ufologia. Até a prefeitura entrou na parada: no ano passado, a cidade lançou um roteiro ufológico oficial, que leva o turista a conhecer lugares com alta incidência de ETs, como Serra dos Itatins, Pedra da Serpente, Perequê, Guaraú, Barra do Una e Ilha de Queimada Grande

Itaara (RS)
Abriga, desde 2001, o Museu Internacional de Ufologia Victor Mostajo, criado e dirigido pelo presidente da Associação Brasileira de Pesquisas Ufológicas (ABPU), Hernan Mostajo, um estudioso do assunto. O lugar já faz parte da agenda de turismo do governo gaúcho e conta com painéis temáticos, réplicas de ETs, computadores com acesso a chats, além de 300 documentários sobre ufologia e astronomia

Guarabira (PB)
Parada obrigatória para quem quer ver ETs - ou ser abduzido por eles. Dizem os ufólogos que a cidade, vista do alto, tem o formato de um disco. E que, por isso, no passado teria sido um local de pouso de óvnis. Depois de diversos casos,inclusive o de uma enorme sombra triangular pairando sobre Guabira, em 1996, a maioria dos moradores se oferece para dar informações e guiar turistas curiosos

Serra do Roncador (MT)
Lugar cercado de mistérios e aparições de ETs - além das evidentes exuberâncias naturais. Dizem que ali vivem seres intraterrestres (ou seja, que ficam embaixo da terra). Por isso, estão instaladas na região 16 representantes de comunidades místicas à procura de contatos e sinais de povos subterrâneos, sobreviventes da desaparecida Atlântida e dos incas, no Peru

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Os Ets que caíram no samba

OS ETS QUE CAÍRAM NO SAMBA



A polêmica em torno da suposta visita de seres extraterrestres ao Brasil não é diferente da que se observa em outros países. Enquanto os céticos torcem o nariz para o tema, dezenas de pesquisadores se debruçam sobre as evidências em busca de explicações consistentes para os fenômenos relatados. Claro que há truques, fantasias e muita mentira. Mas que há também um fundo de verdade, há, afirmam os ufólogos. "Se vamos à Lua, a Marte, por que não receberíamos a visita de seres de outros planetas?", diz Ademar Gevaerd, presidente do Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV), entidade que mantém um arquivo com mais de 10 mil relatos de observações de óvnis e contatos com ETs. O acervo reúne todos os tipos de incidentes: da abordagem amigável à ameaça iminente, de observações, filmagens e fotos de óvnis a casos de abduções. São tantas as histórias que pedimos para os especialistas apontarem os dez casos mais significativos já registrados em terras brasileiras. Veja a seguir um resumo dessas dez histórias, em ordem cronológica. A seleção foi feita a partir das indicações de Ademar Gevaerd, do ufólogo Vanderlei D’Agostino e de Rafael Cury, presidente da Associação Nacional dos Ufólogos do Brasil.

1947
Nesse ano teria ocorrido um dos primeiros contatos com ETs no Brasil. O agrônomo José Higgins trabalhava nos campos da Colônia Goio-Bang, em Pitanga (PR), quando teria visto um objeto pousar a cerca de 50 metros. Dali saíram três seres muito altos e idênticos. Segundo Higgins, eles vestiam macacões transparentes, eram calvos, tinham olhos grandes e redondos. Emitiam um som incompreensível. Por meio de gestos e desenhos, mostraram que pretendiam levar Higgins para "o sétimo círculo depois do Sol". Bom de prosa, o agrônomo disse que precisava buscar a mulher - e assim conseguiu escapar ileso, segundo declarou.

1957
Enquanto trabalhava no turno da noite na fazenda da família, o mineiro Antonio Villas Boas teria sido seqüestrado por ETs e obrigado a manter um contato mais do que "imediato" com uma das tripulantes da nave. Ele afirmou ter mantido relações sexuais com uma ET, que, ao se despedir, apontou para ele e para o ventre dela, indicando que sua intenção era gerar uma criança híbrida (leia mais sobre este caso na página 50).

1958
Dezenas de pessoas, a bordo do navio Almirante Saldanha, da Marinha brasileira, teriam testemunhado um óvni sobrevoar a ilha de Trindade, no litoral do Espírito Santo. O fotógrafo Almiro Baraúna tirou quatro fotos do objeto, que tinha a forma do planeta Saturno e era silencioso. Teria vindo do mar, sobrevoado a ilha e sumido atrás de um morro. Reapareceu do outro lado, voltou para o mar e desapareceu de novo. O fenômeno durou exatos 14 segundos.

1963
Os garotos Fernando, Ronaldo e José Marcos Gomes Vidal afirmam ter visto um objeto esférico flutuando sobre o abacateiro no quintal de sua casa em Belo Horizonte (MG). Do seu interior teria saído um alienígena, parecido com humanos, só que com um único olho. Os garotos teriam partido para o ataque, mas foram contidos por um raio de luz. O ET se pôs a falar, mas eles nada entenderam. O ser voltou para a nave, que se afastou rapidamente.

1966
Os radiotécnicos Miguel José Viana, 34 anos, e Manoel Pereira da Cruz, 32, subiram o morro do Vintém, em Campos dos Goitacazes (RJ), para realizar uma experiência. Dias depois apareceram mortos, usando máscaras de chumbo. Testemunhas afirmam ter visto um óvni no alto do morro. Mas são muitas as hipóteses para o mistério - de encontro fatal com um disco voador a um simples caso de latrocínio. O fato é que, ao investigar a história, em 1980, o ufólogo francês Jacques Vallée verificou que o local onde os corpos tinham sido encontrados chamava a atenção pela ausência de vegetação e pelo solo aparentemente calcinado.

1977
Uma onda de aparições de óvnis colocou em polvorosa a população do Pará e do Maranhão. Brasília decidiu formar uma comissão para investigar os acontecimentos, numa iniciativa batizada com o código Operação Prato, segundo relato feito pelo coronel Uyrangê Hollanda. Comandados por ele, vários oficiais teriam confirmado as aparições de óvnis a curta distância. Autoridades negam que a iniciativa tenha sido oficial.

1979
O agricultor Arlindo Gabriel dos Santos teria saído para caçar com amigos, na cidade de Baependi (MG), levando uma câmera fotográfica e uma bola a tiracolo. Depois de se separar dos companheiros, viu três objetos, de formatos diferentes, pousarem e levantar vôo alternadamente. Quando o quarto objeto pousou e ele tentou fotografar, teria sido atingido por um feixe de luz e capturado por seres humanóides, que conseguiram lhe dizer que eram "do bem". Segundo ele, no interior da nave, os ETs lhe contaram sobre sua civilização e o deixaram sair. O agricultor afirma ter encontrado depois sua bolsa, com estranhas pinturas, supostamente mensagens de ETs.

1986
Em um episódio que ficaria conhecido como a "Noite Oficial dos Ufos no Brasil", radares captaram mais de 20 óvnis sobrevoando a região do Vale do Paraíba, no estado de São Paulo. O caso foi testemunhado por inúmeros oficiais. A única explicação dada pelo governo é que pode ter havido uma falha nos radares.

1996
No dia 20 de janeiro, a cidade de Varginha (MG) foi cenário do caso mais discutido da ufologia nacional. Três garotas afirmaram ter visto um ser com cerca de 1,60 metro de altura, três protuberâncias na cabeça enorme, olhos grandes e vermelhos e pele marrom-escura brilhante. Outras testemunhas descreveram o pouso de uma nave avariada e estranhos seres correndo em várias direções. Dois deles teriam sido capturados pela PM e pelo Corpo de Bombeiros. Um teria morrido e o outro estaria até hoje na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). O legista Badan Palhares teria até feito a autópsia de um dos ETs - o que ele nega com veemência. "Nenhum ufólogo sério admitiu que se tratava de um ET. Está claro, no entanto, que houve algum tipo de acobertamento", diz o ufólogo Vanderlei D’Agostino.

1998
O garoto Allan Bruno de Oliveira, de 10 anos, e seus familiares teriam observado um óvni no céu do bairro de Capão Redondo, em São Paulo. Durante 30 minutos, eles se encantaram com os movimentos de um objeto esférico parecido com uma sonda, de luminosidade intensa. Só se lembraram de filmar bem depois e registraram os últimos quatro minutos e meio do espetáculo. A fita mostra o óvni fazendo incríveis manobras.

20 mil pessoas. É o número de simpatizantes que, até o final de abril, tinham subscrito um abaixo-assinado da campanha "Liberdade de Informação Já", promovida pela Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU). Os organizadores do movimento exigem a liberação de "dados sigilosos" sobre três episódios específicos: a Operação Prato (1977), a Noite Oficial dos Ufos no Brasil (1986) e o Caso Varginha (1996)



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