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segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Por que os alienígenas provavelmente existem — mas não vão nos visitar tão cedo

Por que os alienígenas provavelmente existem — mas não vão nos visitar tão cedo

Apesar de não haver evidências sólidas sobre a existência de vida em outros planetas, cientistas estão convencidos de que há vida lá fora.

domingo, 9 de outubro de 2022

Cruzeiro pelo Triângulo das Bermudas promete devolver dinheiro caso o navio desapareça

Cruzeiro pelo Triângulo das Bermudas promete devolver dinheiro caso o navio desapareça

Local tem a má fama de fazer sumir aviões e embarcações que passam por lá.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Religiões extraterrestres - conheça as mais estranhas

Religiões extraterrestres - conheça as mais estranhas


O ser humano acredita em algo superior porque quer ou porque necessita, para responder perguntas que não têm respostas visíveis, para confrontar a falta de sentido e para compreender seu papel no cosmos. 

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

O que diz a última mensagem enviada ao espaço em busca de vida extraterrestre


O que diz a última mensagem enviada ao espaço em busca de vida extraterrestre

A mensagem foi enviada de uma antena que fica na Noruega (Foto: Meti)


Astrônomos enviaram uma mensagem por rádio em direção a uma estrela que fica a pouco mais de 12 anos-luz do nosso planeta; se houver resposta, ela chegará em 25 anos-luz.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Descoberta a fonte de sinais misteriosos fora da galáxia


Descoberta a fonte de sinais misteriosos fora da galáxia


Pesquisadores da Universidade McGill, em Montreal, no Canadá, detectaram, recentemente, seis sinais de rádio misteriosos oriundos de algum ponto localizado a mais de 3 bilhões de anos-luz da Terra.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Que poderes mágicos se escondem por trás dos crânios de cristal


Que poderes mágicos se escondem por trás dos crânios de cristal


Existem muitas perguntas em torno desses crânios cristalinos, que apareceram em diferentes momentos dos últimos séculos; e uma quantidade proporcional de mitos, lendas e teorias que se apresentam como respostas.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

China desaloja milhares para produzir antena gigante para buscar ETs


China desaloja milhares para produzir antena gigante para buscar ETs


A China vai desalojar 9 mil pessoas de uma remota área da província de Guizhou por causa da maior antena do mundo, projetada para captar sinais de vida extraterrestre.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Fomos nós: CIA assume responsabilidade por aparições de OVNIS


Fomos nós: CIA assume responsabilidade por aparições de OVNIS


Essa matéria pode mudar a maneira como você olha para o céu e assiste a filmes de ficção científica – além de acabar com a inspiração de dezenas de roteiristas e escritores de todo o mundo. Pelo visto, as aparições de OVNIS e luzes misteriosas que aconteceram no mundo todo nas décadas de 50 e 60 não eram os ETs – como todos acreditavam –, mas sim a Agência Central de Inteligência norte-americana.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

E a nave vem - Discos Voadores.

E A NAVE VEM - Discos Voadores.



Pelo menos na imaginação de muita gente, os objetos voadores não-identificados são naves de outros planetas. A ciência não leva isso a sério, mas algumas aparições nunca foram bem explicadas.

Das 21 horas da segunda-feira, 19 de maio de 1986, aos dez minutos do dia seguinte, os radares da Aeronáutica registraram a presença de um objeto luminoso não-identificado nos céus do eixo Rio - São Paulo. O objeto se deslocava a velocidade supersônica e fazia manobras absolutamente impossíveis para um avião. Tão logo foi percebido, seis caças da FAB levantaram vôo para observar o estranho fenômeno.
Os pilotos disseram depois ter visto focos de luz irradiados nas cores verde e vermelha. Eles não fizeram contato com o objeto nem conseguiram explicá-lo. De uma coisa tiveram certeza: não se tratava de qualquer tipo de aeronave conhecida. Mais tarde surgiram as costumeiras hipóteses: era o planeta Vênus, era um satélite reentrando na atmosfera, era uma sonda. E, como sempre, houve quem jurasse: os sinais luminosos pertenciam a uma nave espacial de outro planeta, um disco voador.
Desde 1947, quando o piloto norte-americano Kenneth Arnold lançou a expressão disco voador, essas naves têm freqüentado, senão o espaço real, pelo menos as histórias contadas por aviadores, funcionários de aeroportos e os mais variados tipos de pessoas. Tanto que o misterioso objeto visto nos céus do Brasil em 1986 não foi um caso único no país. No dia 8 de fevereiro de 1982, uma esquadrilha da FAB tentou, sem sucesso, descobrir que objeto perseguiu um Boeing da VASP durante boa parte da viagem de Fortaleza ao Rio. A aparição foi também testemunhada pelas tripulações de dois outros jatos.
Episódios como esses entram para o alentado anedotário dos OVNIs, os objetos voadores não-identificados, que nesses últimos quarenta anos conquistaram um lugar seguro na imaginação popular, até porque tem mais graça supor que existe vida inteligente em outros planetas e que uma luz diferente no céu é uma nave cheia de marcianos do que um reles fenômeno meteorológico.
Por outro lado, como nem sempre as pessoas tomam conhecimento das explicações afinal encontradas para uma aparição misteriosa, sobrevive no ar a atraente idéia de que um OVNI é produto de alguma civilização extraterrestre. As histórias em quadrinhos, a literatura e o cinema só fizeram reforçar essa crença.
Segundo os ufologistas - palavra que veio do inglês UFO (Unidentified Flying Object) - já foram registrados 200 mil casos de objetos voadores não-identificados no mundo todo, dos quais 10 mil apenas no Brasil. Eles próprios, no entanto, tratam de separar bem as coisas. "Cerca de 90 por cento dos casos não são fenômenos ufológicos, mas fraudes ou erros de interpretação", calcula o engenheiro Claudeir Covo, fundador do Centro de Estudos e Pesquisas Ufológica de São Paulo, um dos vários grupos formais e informais de interessados no assunto existentes no país. Claudeir, um ufologista com os pés no chão, baseia suas contas nas constatações atribuídas ao ATIC (Air Technical Intelligence Center), o serviço de contra-espionagem aérea dos Estados Unidos encarregado de localizar e identificar qualquer aparelho que sobrevoe o país.
O Projeto Blue Book, ou Livro Azul, do ATIC, mostrou que quase todos os 13 mil casos de OVNIs relatados em vinte anos de estudo são na verdade fenômenos astronômicos e meteorológicos. Entre os astronômicos estão o brilho de planetas, meteoros, estrelas cadentes. Entre os meteorológicos estão os casos de auroras, fogos-de-santelmo, descargas elétricas em tempestades. Mais prosaicamente ainda, há pessoas que enxergam OVNIs onde só há aviões, balões, reflexos de holofotes, gases poluidores, satélites artificiais, mísseis - ou a combinação de qualquer um desses elementos com fenômenos da natureza. Radares, por exemplo, podem ser enganados por interferência eletrônica, reflexos de nuvens ionizadas, chuvas e diferenças de temperatura.
Outra explicação que não pode ser desconsiderada tem a ver com a mente humana. Num estudo de 1958, o psicanalista suíço Carl Jung (1875-1961) afirmou que os discos voadores seriam alucinações provocadas por ansiedades coletivas que ocorrem em períodos de crise ou tensão internacional. Seriam portanto uma versão moderna das visões de santos e demônios tão comuns na Idade Média. Segundo essa interpretação, o homem da era espacial espera ser salvo de seus problemas cotidianos não por anjos, como antigamente, mas por seres extraterrestres.
Talvez por isso, muitos ufologistas acreditam que ETs estiveram presentes quando o profeta Elias, como conta a Bíblia, subiu aos céus numa carruagem de fogo; ou quando os egípcios veneravam o Sol, representado como um disco de ouro com asas; ou, ainda, quando os persas acrescentaram a essa representação uma cauda e duas patas que, com alguma boa vontade, podem ser comparadas a trem de aterrissagem. Os ufologistas também encontram ETs nos livros da mitologia hindu que falam de discos destruidores, dotados de raios de fogo.
Com tudo isso, compreende-se por que ver um OVNI é fácil - o difícil é fazer com que alguém acredite. No Brasil, os únicos que levam tais visões a sério são os grupos de estudos ufológicos. "De cada dez pessoas que fazem parte desses grupos, treze são piradas", brinca o engenheiro eletrônico Ricardo Varela, do Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), referindo-se à salada de místicos, curiosos e visionários de todo tipo que se abrigam nas sociedades ufológicas. O engenheiro Varela, que trabalha no lançamento de balões à estratosfera, até que se interessa pelos OVNIs - uma exceção no meio científico. Pois, sob o argumento de que não trata de fatos comprovados, a discussão do assunto passa ao largo das universidades e instituições de pesquisa.
Os cientistas reagem com impaciência, até mesmo com desagrado, às sugestões de estudos ufológicos. "Qualquer coisa que se disser sobre o assunto é puro chute ou crença pessoal", afirma o astrofísico Roberto Boscko, da USP.
Ele acredita que boa parte dos astrônomos pensa em disco voador "como sinônimo de pilantragem". Mas por que os OVNIs despertam uma reação tão violenta? Afinal, ver um deles não significa automaticamente entrar de sócio no fã-clube dos discos voadores - indica apenas alguma coisa incompreendida. E numa época em que satélites humanos se afastam dos limites do sistema solar com mensagens do planeta Terra, seria natural que a ciência estudasse a possibilidade de algo parecido "do lado de lá" - até para derrubar, uma a uma as histórias de discos, se for o caso.
O mistério dos OVNIs surgiu logo depois da Segunda Guerra Mundial, quando Estados Unidos e União Soviética trocavam ameaças e xingamentos cada vez mais ferozes e as pessoas comuns, escaldadas pela invenção da bomba atômica pouco antes, desconfiavam seriamente que os dois lados tinham verdadeiros arsenais de armas secretas. Em junho de 1947, o piloto norte-americano Kenneth Arnold contou ter sido perseguido por uma esquadrilha de naves em formato de pires (flying saucers, ou pires voadores), quando sobrevoava o pico Rainier, de 4 300 metros, no extremo noroeste dos Estados Unidos. Não tardou para a imprensa sensacionalista projetar na imaginação popular um clima de paranóia - ou eram os russos que estavam chegando, ou eram mesmo os marcianos.
Dos Estados Unidos, a publicidade sobre os OVNIs correu mundo e animou visionários de todas as cores, credos e nacionalidades. No Brasil, os pires voadores tornaram-se discos, embora algumas vezes fossem avistados sob a forma de charutos, sondas ou bolas. Em junho de 1952, a revista O Cruzeiro eletrizou o público com relatos de supostos discos voadores fotografados na Barra da Tijuca, no Rio. Os marinheiros do navio Almirante Saldanha contaram ter visto, em 1958, vários OVNIs sobre a ilha de Trindade, na costa do Espírito Santo, quando faziam pesquisas para o Ano Geofísico Internacional. E até hoje existem pessoas que juram ter conversado com ETs, viajado em discos e ouvido mensagens telepáticas de outros planetas.
Um dos casos mais célebres em todo o mundo foi o chamado Incidente de Roswell, sobre um disco voador que teria sofrido um acidente no Estado do Novo México, nos Estados Unidos, em 1947. No acidente, teriam morrido os tripulantes, cujos corpos teriam sido levados em segredo pela Força Aérea para estudos. No começo do ano passado, ufologistas fizeram o maior alarde exibindo documentos antigos do governo dos Estados Unidos confirmando o episódio. Na verdade, provou-se meses depois que os documentos eram falsos de cabo a rabo.
Bem antes, em 1968, um estudo da Universidade de Colorado, revisto pela Academia de Ciências dos Estados Unidos, declarou oficialmente que não existem discos voadores. O astrofísico norte-americano Allen Hynek, que participou do Blue Book, não se conformou com o resultado e declarou que as pesquisas de Colorado tinham sido dirigidas a fim de apresentar uma explicação tranqüilizadora para o público. Hynek, que morreu no ano passado, era diretor do Centro de Estudos Ufológicos dos Estados Unidos, sendo considerado um dos maiores especialistas em OVNIs.
Depois, os fãs dos OVNIs como que passaram para a clandestinidade. Atualmente, eles se concentram nas sociedades de ufologistas que funcionam como verdadeiras seitas. Alguns ainda tentam explicar os fenômenos dentro dos limites da ciência acadêmica, aproveitando os conhecimentos sobre a origem da vida e as leis da natureza, com as quais os discos estariam relacionados. Outros ligam o aparecimento dos discos a fenômenos paranormais e às tradições orientais.
E, por menos que a ciência e o bom senso lhes dêem crédito, a crença em que os discos existem vai bem, obrigado. No ano passado, três livros sobre o assunto foram lançados nos Estados Unidos. Venderam como pão quente.

"Eu vi um disco voador".

O meteorologista Rubens Junqueira Vilela, professor do Instituto de Astronomia e Geofísica da USP, tinha 31 anos em 1961 quando foi à Antártida pela primeira vez a bordo do navio Glacier da Marinha dos Estados Unidos. Na baia do Almirantado, ilha do Rei Jorge, onde 23 anos depois seria construída a base "Comandante Ferraz", do Brasil, Vilela teve uma experiência inesquecível. Ele mesmo conta:
"Naquele dia, 16 de março, após o jantar, subi ao convés para ver o panorama. Estávamos rodeados de montanhas formando paredões de 500 metros de altura, parcialmente cobertos de neve. Na margem, a dois quilômetros, encontrava-se uma base inglesa abandonada. O céu estava nublado, havia um vento leve e a noroeste via-se o clarão fraco e amarelado do sol poente. De repente, vimos uma estranha luz cruzar os céus. Os marinheiros gritavam, apontando para o objeto. Suas cores, formas e contornos não pareciam coisa deste mundo e não sei até hoje a que compará-las. Esse corpo luminoso multicolorido deixava um longo rastro na forma de um tubo oco de cor vermelho-alaranjada.
Subitamente dividiu-se em dois como numa explosão; cada pedaço brilhou mais intensamente com cores branco-azuladas e vermelhas e lançou raios laterais, inclinados para trás. Depois, tomou a forma de uma armação de guarda-chuva semi-aberta e desapareceu em menos de um minuto sem deixar traço. Não se ouviu nenhum ruído, as luzes não eram ofuscantes e as cores tinham tons suaves. O objeto se encontrava a cerca de 100 metros de altura e parecia ter o tamanho de um punho fechado. Deslocava-se a baixa velocidade. Passou a bombordo, de noroeste para sudeste, como se viesse de trás das montanhas da ilha.
Pensávamos que poderia ser um foguete de sinalização lançado por exploradores da ilha. Fomos investigar. Não encontramos ali sinais de vida. Mais tarde, o capitão Porter, do Glacier, registrou no diário de bordo que as luzes eram um ´meteoro ou outro fenômeno natural luminoso´. Para mim, aquilo foi um disco voador".

Dos monstros de Marte ao meigo ET

Antes de se tornar o famoso pires voador, o carro do ano dos ETs foi um "parafuso giroscópio espacial". Ele circulou nas primeiras aventuras em quadrinhos de Flash Gordon, o herói intergalático criado em 1934 por Alex Raymond. Flash Gordon e outro herói, Buck Rogers, reinaram imbatíveis nos seriados de cinema no final da década de 30, utilizando fantásticas máquinas contra os habitantes de outros planetas que vinham ameaçar esta pobre Terra.
Era a época das space operas, que voltariam a fazer sucesso nas histórias do tipo Guerra nas Estrelas. Foi também a época em que o então radialista Orson Welles transmitiu, em 1938, uma suposta invasão marciana dos Estados Unidos - na verdade uma versão de A Guerra dos Mundos, do escritor inglês H.G.Wells. A irradiação do ataque levou o pânico a milhões de ouvintes.
Desde Flash Gordon, histórias com seres de outros planetas têm sucesso quase garantido - principalmente quando se adaptam à época e ao público aos quais se destinam. Na década de 50, marcada pela guerra fria entre os Estados Unidos e a União Soviética e pelo medo de um conflito atômico entre eles, as histórias mais populares mostravam supercivilizações de seres horripilantes que tentavam nos conquistar. São desse período, por exemplo, os filmes Marte, o planeta vermelho e Os vampiros invadem a Terra. Os títulos são um autêntico sinal dos tempos.
O desenvolvimento da ciência e tecnologia na década de 60 obrigou os autores de ficção a se preocupar mais com a base científica de suas histórias. Com o aparecimento dos movimentos pacifistas e de defesa do ambiente, muitos escritores aproveitaram para criticar por tabela a poluição e a acumulação de arsenais nucleares neste mundo.
Data de 1968 o filme 2001, uma odisséia no espaço, de Stanley Kubrick, baseado num conto de Arthur C. Clarke. Uma das mais belas histórias de ficção espacial de todos os tempos, 2001 aborda a questão dos contatos extraterrestres em tempos remotos da História e a forma surpreendente como uma supercivilização condenada à morte pode se perpetuar em outra.
Os discos voadores voltaram à Terra com toda a parafernália técnica possível na década de 70 em Contatos imediatos de terceiro grau, de Steven Spielberg. Este filme, que teve a assessoria do astrofísico Allen Hynek, um dos maiores especialistas em OVNIs, acusa o governo dos Estados Unidos de esconder do público informações sobre os discos. Além disso, Contatos lança a idéia, que seria retomada em grande estilo por ET - O extraterrestre, de 1982, de visitantes do espaço não só pacíficos e encantadores como também vítimas das trapalhadas dos terráqueos. Esse espírito de auto-crítica permanece na ficção mais recente - sinal de que os homens talvez estejam ficando mais bem preparados para se enxergar como são. Os tripulantes de um disco que pousar no planeta nos dias que correm só terão a ganhar com isso.

A terra na escuta: alguém aí?

Pode ser, como querem os cientistas, que no vasto Universo onde a Terra é um ponto menos que insignificante existam muitos mundos nos quais alguma forma de vida inteligente tenha florescido - embora nada indique até agora que algum desses mundos seja um dos oito outros planetas deste sistema solar. Mesmo ao admitir a existência de civilizações extraterrestres, porém, os astrônomos acham pouco provável que seus representantes apareçam aqui um belo dia em carne e osso - se é que de carne e osso são feitos - para uma visita de boa vizinhança. Eles preferem a hipótese de um contato por ondas de rádio.
Esse contato pode ser acidental ou deliberado. Em qualquer dos casos, só se realizará se houver alguém na escuta do lado de cá. Essa é justamente a intenção do SETI (sigla em inglês de Busca de Inteligência Extraterreste), o programa da agência espacial NASA pronto para entrar em ação assim que o Congresso dos Estados Unidos autorizar - e mandar o governo pagar a conta de 100 milhões de dólares.
Trata-se de rastrear metodicamente o espaço em busca de sinais de outras civilizações, supondo, é claro, que elas ainda não tenham aposentado o rádio como meio de comunicação; ou, pior ainda, que não estejam tão fantasticamente longe da Terra a ponto de, quando sua mensagem nos alcançar, milhões de anos terem transcorrido e a civilização que a enviou nem exista mais. Numa primeira etapa, os astrônomos da NASA pretendem usar vários radiotelescópios, entre eles o maior do mundo, em Arecibo, Porto Rico, para captar sinais de oitocentas a mil estrelas a cem anos-luz de distância da Terra. Depois, literalmente, o céu será o limite.
Essa é a mais ambiciosa tentativa do homem de ouvir outros mundos. Representa também uma mudança na política de comunicação dos terráqueos - no passado recente, o homem preferia falar ao Cosmo ao invés de prestar atenção no que ele tivesse a declarar. Em 1974, um grupo de cientistas da Universidade de Cornell, em Nova York, usou o radiotelescópio de Arecibo para dar um alô ao espaço. A saudação terrestre demorou quatro anos só para chegar à estrela Alfa de Centauro, a mais próxima do planeta. A demora e o custo astronômico da transmissão fizeram os cientistas abandonar a idéia de iniciar o contato.
Muito mais em conta foi encaixar mensagens em naves espaciais. A Pioneer 10 foto 193 , primeira nave a cruzar as fronteiras do sistema solar, em 1983, onze anos depois de seu lançamento, levou uma placa de ouro com desenhos explicando a localização da Terra e do sistema solar, além das figuras de um homem e uma mulher. A Voyager 2, lançada em 1977, que deverá sobrevoar Netuno em agosto de 1989, leva uma mensagem bem mais elaborada.
Um disco com duas horas de duração traz a gravação do choro de um bebê, gritos de uma baleia, lançamento de um foguete, estrondo de uma avalanche e o estalo de um beijo. Há saudações em 54 idiomas, entre os quais o português ("Paz e felicidade para todos"), trechos de músicas, desde os clássicos ao rock "Johnny B. Goode", de Chuck Berry. Resta saber o que um eventual ouvinte de outros planetas achará de nós depois desse clip.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Para saber mais - Alienígenas

PARA SABER MAIS - Alienígenas



LIVROS
þ Alien Intrusion: Ufos And The Evolution Connection
Gary Bates, Master Books, EUA, 2005
O autor, fã de histórias de ficção científica, discute questões ufológicas sob uma perspectiva cristã.

þ Alien Contact: Top-Secret Ufo Files Revealed
Timothy Good, Quill, EUA, 1994
Violonista profissional e ufólogo amador, Timothy Good examina as supostas evidências de naves e seres alienígenas capturados na Terra.

þ A Ameaça
David M. Jacobs, Rosa dos Tempos, Rio de Janeiro, 2002
Quer aprender a reconhecer um ser híbrido? Aprenda com este livro, escrito por um especialista em abduções. Ele é professor de História na Universidade Temple, na Filadélfia, EUA.

þ E. T. - O Extraterrestre
Terry Collins, Ática, São Paulo, 2002
A história que fez sucesso no cinema, sobre a amizade entre um garoto e um extraterrestre.

þ Extraterrestrial Contact: The Evidence and Implications
Steven M. Greer e Steven M. Greer, Crossing Point, EUA, 2003
Descreve o relacionamento entre humanos e extraterrestres sem cair no lado claramente fantasioso do assunto.

þ A Guerra dos Mundos
H. G. Wells, Nova Alexandria, São Paulo, 2000
O clássico de ficção científica do escritor inglês ganhou nova tradução para o português em 2000, mas é difícil de ser encontrado nas livrarias. Até maio, a editora não tinha previsão de nova reimpressão da obra.

þ Seqüestros Alienígenas: Investigando ufologia com e sem hipótese
Mário N. Rangel, revista UFO, Campo Grande, 1999
Reúne quase uma centena de ocorrências ufológicas, muitas delas investigadas pelo próprio autor. Dessas, grande maioria é composta de abduções.

þ Sim, os Deuses Eram Astronautas
Erich von Däniken, Nova Era, Rio de Janeiro, 2004
Atualização das teorias do autor suíço que, nos anos 70, se tornou célebre com o best-seller Eram os Deuses Astronautas?

þ UFO Crash in Brazil
Roger K. Leir, The Book Tree, EUA, 2005
Reconstituição da história da suposta queda de um objeto voador perto de Varginha (MG), em 1996.

þ Vida Extraterrestre
Eduardo Dornelles Barcelos, Editora Abril (coleção Para Saber Mais, da Superinteressante), São Paulo, 2003
Um livro instrutivo, em que o autor lança mão de referências ao cinema para explicar o longo debate sobre a existência ou não de vida fora da Terra.

þ Vida Secreta
David M. Jacobs, Rosa dos Tempos, Rio de Janeiro, 1998
Apresenta uma série de relatos de pessoas que teriam sido seqüestradas por extraterrestres.

þ O Mundo Assombrado pelos Demônios
Carl Sagan, Companhia das Letras, São Paulo, 1996
O astrônomo americano, um dos maiores divulgadores da ciência, morto em 1996, escreveu a bíblia dos céticos. Se você não acredita em discos voadores, abduções e homenzinhos verdes, encontrará todos os argumentos de que precisa neste livro.

SITES
þ www.billymeier.com
Site de Billy Meier, o suíço que diz manter contato com seres originários da constelação de Plêiades. Em inglês.

þ www.blackvault.com
Especializado em teorias conspiratórias, diz ter mais de 14 mil imagens de temas como óvnis e aeronaves militares. Em inglês.

þ www.dfn.com/festival
Site oficial do festival de ufologia que se realiza anualmente em Roswell e atrai caçadores de discos voadores de todo o mundo. Em inglês.

þ www.gafintl-adamski.com
Discípulos do polonês George Adamski, morto há 40 anos, criaram o site em homenagem a um dos responsáveis pela popularização da ufologia. Em inglês e espanhol.

þ www.infa.com.br
O site do Instituto Nacional de Fenômenos Aeroespaciais traz muitas informações sobre casos brasileiros de contatos com alienígenas. Em português.

þ www.iufomrc.com
O internauta pode fazer um passeio virtual pelo Museu UFO de Roswell. Traz documentos, gravações de rádio, fotos e a maquete de uma autópsia de um alienígena. Em inglês.

þ www.pendragonpictures.com/wotwke. html
Apesar de simples e feio, o site oficial do filme H.G. Wells’ The War of the Worlds mostra tudo sobre a produção mais fiel ao livro de 1898. Em inglês.

þ www.planetpdf.com
Aqui você pode baixar a versão original do livro A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells. Utilize a ferramenta de busca. Em inglês.

þ www.roswellfiles.com
Um dos mais completos sites sobre a suposta passagem de aliens por Roswell, em 1947. Em inglês.

þ www.seti.org/
Vários artigos interessantes no site do Instituto Seti (Search for Extraterrestrial Intelligence). Em inglês.

þ http://setiathome.ssl.berkeley.edu
Aqui você pode baixar um programa para instalar no seu computador e colaborar na busca de sinais alienígenas. Em inglês.

þ www.stopabductions.com
Tem medo de ser abduzido? Saiba tudo sobre o "capacete antiabdução" inventado pelo americano Michael Menkin. Pode ser a sua salvação. Em inglês.

þ www.strbrasil.com
Os céticos têm encontro marcado neste site da ONG Sociedade da Terra Redonda. Em português.

þ www.ufoevidence.org
Tudo o que os candidatos a ufólogo precisam saber está neste site. Uma boa fonte para quem acredita. E recomendável para quem não acredita. Em inglês.

þ www.ufo.com.br
Site da UFO - Revista Brasileira de Ufologia, a principal publicação brasileira sobre o tema. Traz notícias, artigos, fotos e vídeos. Em português.

þ www.vigilia.com.br
O lema deste site é tratar a ufologia "com seriedade e objetividade". Tem notícias e fórum. Em português.

þ www.waroftheworlds.com
Site oficial do filme Guerra dos Mundos, de Steven Spielberg, tem galeria de fotos, trailers, game e vídeos com entrevistas. Em inglês.



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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Qualquer vidinha serve - Extraterrestres

QUALQUER VIDINHA SERVE - Extraterrestres



Para muitos que acreditavam em homenzinhos verdes, o dia 15 de julho de 1965 foi uma data bastante triste. Foi quando a sonda americana Mariner 4 se tornou a primeira máquina terrestre a passar bem perto de Marte, uma curta jornada de 26 minutos que rendeu 22 fotos. As imagens foram uma decepção após a outra: mostravam um grande deserto cheio de pedras e crateras, muito parecido com a nossa Lua, e sem nenhum sinal de vida. Os americanos não desistiram, mas as sondas enviadas depois disso serviram para confirmar uma realidade: achar vida fora da Terra não ia ser nada fácil.

E quando os cientistas falam em "vida", eles são pouco exigentes. Nada de civilizações avançadas ou alienígenas como os de Guerra nas Estrelas ou de Jornada nas Estrelas. Se encontrarem alguma prova real de que uma ameba qualquer, ou uma simples célula viva, existe ou já existiu em algum lugar fora da Terra, eles vão estourar garrafas de champanhe. Afinal, seria a confirmação de que, se a vida conseguiu vingar em outro lugar fora do nosso planeta, ela deve ter surgido - ou ainda vai surgir - em muitos outros lugares. Teríamos a certeza de que não estamos sozinhos no Universo - apesar de boa parte de nós não achar que amebas alienígenas sejam companhias empolgantes.

O QUE É VIDA?
Um grande problema é conseguir separar o que é vivo do que é apenas uma simples pedra. Pode parecer bobagem, mas, levando-se em conta que a descoberta vai acabar sendo feita por uma máquina, definir o que é vida e como se "mede" isso faz toda a diferença. É bem possível que na escola algum professor lhe tenha ensinado que "ser vivo é aquilo que nasce, cresce, se reproduz e morre". Não deixa de ser verdade, mas os pesquisadores atualmente preferem algo mais ou menos como: "vida é um sistema químico auto-sustentável, capaz de se reproduzir e evoluir".
Essas definições nos dão algumas pistas sobre quais as condições mínimas para um lugar poder abrigar vida - ou, pelo menos, a vida como a conhecemos aqui na Terra. A primeira delas é possuir os ingredientes básicos. Carbono, hidrogênio, nitrogênio e oxigênio estão entre os mais importantes. Até aí, tudo bem, pois todos esses elementos químicos existem em vários lugares do Universo. O problema são os outros pré-requisitos. Segundo as teorias científicas, provavelmente a vida na Terra começou com um grande sopão desses elementos nos oceanos primitivos. Eles foram se combinando em moléculas maiores, os aminoácidos, que depois foram se combinando entre si e, de alguma maneira, se tornaram capazes de se reproduzir e evoluir. E desse processo saem os outros dois pré-requisitos: água e energia.
Água em estado líquido é considerado o fator decisivo para a possibilidade de vida em outros planetas. Todos os seres conhecidos atualmente dependem de água para realizar as reações químicas que os mantêm vivos. Talvez a água não seja imprescindível, mas as formas de vida que surgissem seriam muito diferentes das que conhecemos (leia quadro na próxima página).
E não basta ser H20. É preciso que seja água em estado líquido, senão as reações não têm como ocorrer. É aí que entra a questão da energia. Em geral, ela aparece na forma de calor, seja vinda como radiação (luz do Sol, por exemplo), seja do interior do planeta. Mesmo que um planeta tenha água, ele precisa ter energia na medida certa. Se for pouca, o planeta vai ser frio demais e a água vai estar congelada. Se for muita, só vai haver vapor. Em ambos os casos, a vida não teria como se desenvolver.

PLANETA VERMELHO
As sondas enviadas a Marte nos últimos anos nos deram algumas informações animadoras. O satélite Mars Global Surveyor fez mapas detalhados, mostrando que realmente há gelo, tanto de gás carbônico quanto de água, nos pólos de Marte. Os dados dos jipes robóticos Sojourner, Spirit e Opportunity indicam que já houve água correndo pela superfície marciana. A partir daí, as opiniões se dividem.
Análises de solo mostraram que há pouco carbono. A atmosfera de gás carbônico é extremamente fina e não é capaz de proteger o planeta dos raios ultravioleta, que destroem as moléculas orgânicas. As temperaturas podem cair fácil para 100 graus Celsius negativos. Por isso, os cientistas mais pessimistas acreditam que seja muito difícil haver vida em Marte. Já os otimistas levantam outras hipóteses. Talvez, no subsolo, existam lugares mais quentes e protegidos capazes de abrigar bactérias. Os pólos, onde está a água em forma de gelo, também não foram visitados ainda e podem esconder surpresas.
Mas em uma coisa todos concordam: é muito provável que Marte tenha abrigado vida no passado. Os estudos mostram que o planeta já teve uma atmosfera mais densa e que as temperaturas já foram mais altas. "Se isso for verdade, Marte foi um lugar tão propício quanto a Terra para o surgimento da vida", diz o cientista David Morrison, do Instituto de Astrobiologia da Nasa.

EUROPA E TITÃ
Quer dizer que estamos sozinhos no sistema solar? Talvez não. E a principal aposta recai sobre um planeta bem menos óbvio. Na verdade, uma lua: Europa, um dos satélites de Júpiter, é considerado o lugar mais provável para encontrar vida primitiva. Água há de sobra. O problema é que, como a distância em relação ao Sol é muito grande, fica tudo congelado a 170 graus negativos. Mas a sonda Galileu, que passou perto de Europa na década de 90, mostrou uma coisa surpreendente. Embaixo dos oceanos congelados foi detectada água líquida. "Como a energia da luz do Sol não chega embaixo desse gelo, as formas de vida seriam muito simples, como os micróbios que encontramos em grandes profundidades na Terra", diz Morrison.
O terceiro - e último, até onde se sabe - lugar próximo que talvez possa formar vida é Titã, uma das luas de Saturno. É o único local no sistema solar, além da Terra, que tem uma atmosfera densa. Ela é muito semelhante à atmosfera primitiva do nosso planeta, o que deixa muitos cientistas animados. Só tem um problema: a temperatura da superfície é de 180 graus negativos.
Fora Marte, Europa e Titã, não há muita esperança de achar vida no sistema solar. Mas os cientistas não pretendem abandonar a busca. "Não há nada de conhecido que prove que a vida é um fenômeno que só poderia ocorrer na Terra", diz Morrison.

Homens de areia

Praticamente tudo no nosso corpo contém carbono como "esqueleto", incluindo o DNA. Por isso, a maioria dos cientistas acredita que a vida seria impossível sem ele. Mas há um outro elemento que poderia talvez servir: o silício, presente na areia e usado na fabricação de chips de computador.
Os dois têm propriedades bastante semelhantes, e alguns pesquisadores acreditam que o silício poderia servir de base para algum tipo de vida totalmente diferente da que conhecemos na Terra. E o mais fascinante é que esse tipo de organismo precisaria de outra substância diferente da água para servir de solvente em seu metabolismo. Só que o silício apresenta suas limitações. Enquanto as cadeias mais longas que ele consegue formar têm cinco ou seis átomos, o carbono consegue fazer isso com dezenas de milhares. Por isso, qualquer forma de vida que eventualmente possa ser formada por silício seria muito mais simples do que as que conhecemos hoje.
Num "exercício de imaginação", o astrobiólogo Ben Clark, da Nasa, afirma que um dia talvez seja possível a existência de computadores vivos. Em vez de reações químicas, eles usariam chips e dispositivos mecânicos e eletrônicos para desempenhar suas funções orgânicas, a exemplo das máquinas conscientes de filmes como Exterminador do Futuro. "Essas formas de vida poderiam nos ajudar em várias coisas, como em pesquisas médicas e em novas maneiras de explorar o Universo", diz Clark, otimista.



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Seitas Ufológicas - OVNI

SEITAS UFOLÓGICAS - OVNI



No dia 27 de março de 1997, nada menos do que 39 pessoas foram encontradas mortas numa mansão ao norte de San Diego, na Califórnia, Estados Unidos. Elas haviam cometido suicídio coletivo, levadas pela crença cega em Marshall Applewhite, líder de uma seita denominada Heaven’s Gate (literalmente, "Portal do Paraíso"). Applewhite fez seus seguidores acreditarem que alcançariam a vida eterna se morressem no momento da passagem do cometa Halle-Bopp pela Terra, pois o astro abrigaria em sua cauda uma nave espacial.
Fundada em 1970, a Heaven’s Gate é só uma das muitas seitas que se espalharam pelo mundo ancoradas em elementos ufológicos. Na maior parte das vezes, seus líderes se dizem pessoas eleitas por "forças extraterrestres" para cumprir alguma missão na Terra. O ufólogo Vanderlei D’Agostino diz que existem três tipos de líderes de seitas: os bem-intencionados, os que têm algum desvio de conduta (eventualmente patológico) e os literalmente charlatães. Ou seja, não dá para generalizar. Nem todos, é claro, levam a um final trágico quanto o do Heaven’s Gate. A seguir, conheça mais algumas seitas que arrebanharam seguidores com base em crenças e dogmas ligados à ufologia.

Movimento Raeliano
Fundado em 1975 pelo jornalista francês Claude Vorilhon, que se autodenomina Rael, prega que o ser humano foi criado em laboratório por extraterrestres. Rael, hoje com 59 anos, afirma ter sido contatado e abduzido em 1973 por um ET, que lhe pediu para construir uma "embaixada" na Terra, para receber de volta os alienígenas. O francês teria sido escolhido como o "messias", destinado a conscientizar a humanidade sobre a necessidade de evolução. A seita tem 70 mil seguidores no mundo. Nos últimos anos, tem chamado a atenção por sua defesa da clonagem humana - tida como um meio de atingir a imortalidade. Há rumores de que a Clonaid, empresa criada por Rael em 1997, já teria conseguido gerar uma menina, clone de uma mulher de 31 anos.

Comando Ashtar
Baseia-se em supostos contatos realizados entre humanos e um extraterrestre chamado Ashtar Sheran, que seria o grande "comandante intergaláctico", incumbido de promover a regeneração da Terra. É um movimento forte na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil. A figura de Ashtar estaria ligada a mensagens de alerta à humanidade. Nos anos 50, segundo seus seguidores, Ashtar teria entrado em contato com a Terra para evitar que bombas atômicas destruíssem nosso planeta e colocassem em risco o equilíbrio intergaláctico.

Projeto Portal
A seita foi fundada há dez anos em Corguinho (MS) por Urandir Fernandes de Oliveira, que se considera um representante dos ETs na Terra. "Tem causado grandes estragos na vida de inúmeras pessoas que o procuram na busca de curas e contatos com ETs", diz Rafael Cury, presidente da Associação Nacional dos Ufólogos do Brasil. Urandir chegou a ser preso, sob acusação de participar de um esquema de venda ilegal de lotes de terra em Corguinho. Segundo Urandir, o mundo será castigado por uma grande inundação, mas o lugar que ele chama de "A Cidade dos ETs" - onde ficam os tais lotes de terra - estaria imune à tragédia.

Lineamento Universal Superior (LUS)
Criado pela vidente brasileira Valentina Andrade e por seu marido, o argentino José Teruggi, em Buenos Aires. Segundo eles, só os seguidores da seita seriam salvos do apocalipse, resgatados por naves espaciais. Nos anos 80, Valentina e outros membros do grupo foram acusados de castrar nove meninos de 8 a 14 anos e assassinar seis deles, em rituais satânicos, entre 1989 e 1993, em Altamira, no Pará. "Quando invadiram sua residência em Londrina, no Paraná, encontraram várias fitas de vídeo em que ela, em transe, dizia: ‘Matem criancinhas’", conta Rafael Cury. Presa em 2003, Valentina foi julgada e absolvida por falta de provas. Outros quatro acusados foram condenados a penas de 35 a 77 anos de prisão.

Grupo Rama
Começou no Peru, com os irmãos Sixto e Carlos Paz. Após se desentender com o irmão, Carlos mudou-se para o Brasil e criou um braço da seita, o Grupo Amar (Rama ao contrário). Os irmãos organizavam vigílias para aguardar a chegada de naves alienígenas. Afirmavam viajar com freqüência à Constelação de Órion, onde eram recebidos por ETs. Após denúncias sobre a falsidade desses contatos, a seita caiu no ostracismo. Carlos acabou mudando de sexo e Sixto perdeu credibilidade depois de participar de um programa de TV e ser reprovado por um detector de mentiras. As duas vertentes da seita deixaram de existir no início dos anos 90.

Cultura Racional
Foi criada por Manoel Jacinto Coelho em 1935, no Rio de Janeiro, num centro espírita no bairro do Méier. Nos meios usados para sua divulgação, a Cultura Racional cita com freqüência discos voadores e seres extraterrestres. Considera-se um movimento cultural, não uma seita. Nos anos 70 e 80, atraiu milhares de seguidores, entre eles o cantor Tim Maia, que acabou deixando o movimento. Seus princípios se baseavam em um conjunto de livros denominado Universo em Desencanto, considerado por muitos um instrumento de lavagem cerebral.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Sexo Interplanetário - OVNI

SEXO INTERPLANETÁRIO - OVNI

15 de outubro de 1957. À 1h da madrugada, sozinho, o agricultor Antônio Villas Boas, então com 23 anos, arava com um trator as terras da fazenda da família, nas imediações da pacata São Francisco de Salles, em Minas Gerais. Foi quando, pela terceira vez nos últimos dias, eles observou um clarão prateado e oval fazendo estranhas evoluções no céu. A luz se aproximou do trator e, só então, Villas Boas se deu conta: era um óvni!
Repentinamente, o trator parou de funcionar. O agricultor nem teve tempo de correr. Num segundo, ele foi dominado por três seres baixinhos que usavam capacetes e roupas colantes cinza. Eles o levaram ao interior da nave e o despiram. Em seguida, recolheram amostras de seu sangue. Pouco depois, Villas Boas foi surpreendido pela entrada de uma mulher com feições humanas, inteiramente nua. Ela tinha cerca de 1,30 metro de altura, queixo proeminente, pele e cabelos brancos, lábios finos e pêlos púbicos de um vermelho intenso como sangue. Apesar de sentir medo, a excitação falou mais alto e Villas Boas caiu nos braços da ETzinha. Consumado o ato, ela apontou para a própria barriga e, em seguida, para o céu. "Acho que queriam um bom garanhão para aumentar o rebanho", disse sem modéstia o agricultor, que foi devolvido à fazenda seis horas depois do rapto.
O incrível relato acima foi feito ao ufólogo brasileiro Walter Buhler, responsável pela divulgação do caso, no final dos anos 50. O potencial para fazer piadas a respeito de situações como essa é enorme - mas não vamos fazer nenhuma. Um levantamento da americana Mutual Ufo Network (Mufon) revela que, num universo de 215 casos relatados de abdução, dez envolveram experiências sexuais. Para alguns, o caso Villas Boas é o único "comprovado". "A casuística de relações sexuais com ETs é vasta, mas a ocorrência que talvez tenha causado maior rebuliço e discussão é a de Villas Boas", diz o ufólogo Gener Silva. "Há muita controvérsia. Porém, segundo a maioria, há indícios fortes de veracidade."
Um dos motivos para que muitos ufólogos acreditem na história de Villas Boas é o grande número de pormenores fornecidos por ele, sem que tenha havido nítida incongruência nos diversos depoimentos prestados. No entanto, Jeferson Martinho, editor da revista virtual Vigília, é mais cético. Segundo ele, as investigações sobre os supostos casos de relacionamento íntimo entre humanos e ETs "não foram efetivamente realizadas em ambiente acadêmico ou multidisciplinar o suficiente para eliminar hipóteses psicológicas importantes, como traumas causados por memórias reprimidas, distúrbios de ordem psicológica ou comportamental, etc. Além disso, há pontos consoantes demais com a tecnologia terrestre da época do ocorrido, denotando, no mínimo, uma reestruturação e reinterpretação das memórias que os protagonistas guardavam do episódio no momento do relato. No mínimo porque, no outro extremo - no máximo -, a possibilidade é que seja tudo mesmo fantasia".

GOSTOSURA OU TRAVESSURA?
Supondo que haja alguma verdade nos relatos de aventuras sexuais interplanetárias, cabe uma pergunta: afinal, por que os ETs iriam querer fazer sexo com os terráqueos? "Talvez queiram transar com a gente simplesmente pela experiência ou pela curiosidade científica. Talvez estejam procurando o resultado do sexo atávico. Temos de admitir também que eles devem ser avançados na questão genética e dominem suas conseqüências na reprodução da espécie, como clonagem, reprodução assexuada, etc. Ou, quem sabe, quebraram algum código de ética e não resistiram a uma travessura espacial?", especula Gener.
Os estudiosos do assunto dizem que o sexo interplanetário não deve fugir muito do padrão terrestre. "Segundo as narrativas, tudo acontece dentro da conceituação do normal", diz Gener. Os órgãos sexuais das espécies visitantes seriam parecidos com os dos humanos. O sexo não é consentido, mas também não chega a se configurar um estupro, já que a maior parte das "vítimas" declarou que as ETs não eram de se jogar fora. "Segundo relatos, principalmente do caso Villas Boas, ela era bonita, muito atraente e até sexy", confirma Gener.
Alguns estudos sugerem, no entanto, que quem faz sexo com extraterrestres corre o risco de sofrer distúrbios sexuais. Um dos casos mais comentados teria acontecido na noite de 13 de abril de 1979, em Maringá (PR). Joselino de Mattos, então com 21 anos, disse ter sido seqüestrado por alienígenas e forçado a transar com uma ET de feições humanas. Antes do ato propriamente dito, os malvados visitantes teriam masturbado o rapaz para sugar seu esperma - é o único caso relatado de masturbação interplanetária. Em conseqüência do abuso, Joselino declarou que, durante anos, teve dificuldade para manter relação sexual, fato que teria sido atestado por sua mulher, Marilene Mattos.
Para a americana Shane Kurz, o affair interplanetário teve resultados ainda mais traumáticos. No dia 15 de abril de 1968, em Westmoreland, nos Estados Unidos, "vozes" a teriam feito caminhar até o interior de um óvni, onde dois homens nus a esperavam. Eles eram magros, baixos, sem nariz e tinham a genitália parecida com a dos humanos. Os seres teriam estimulado Shane passando uma geléia no ventre e no peito da moça, que até então era virgem, e transaram com ela. Depois dessa experiência, Shane teve depressão, perdeu peso, sofria constantes dores de cabeça, a menstruação cessou, os olhos ficaram estrábicos.
"Para as mulheres, a coisa é mais complexa ainda. Há declarações de mulheres que teriam sido abduzidas, seu óvulo retirado e depois recolocado já fertilizado, iniciando uma gravidez assistida. Elas declaram também que, após três meses, são novamente abduzidas e o feto é retirado cirurgicamente", diz o ufólogo Vanderlei D’Agostino, consultor da revista UFO. "O objetivo disso, tanto para homens como para mulheres, seria uma possível tentativa de hibridização ou testes genéticos. Mas nada disso foi definitivamente comprovado."

"As investigações não foram feitas em ambiente multidisciplinar o suficiente para eliminar hipóteses importantes, como traumas causados por memórias reprimidas, distúrbios de ordem psicológica ou comportamental"
Jeferson Martinho, editor da revista vigília

Planos malignos

O filósofo e escritor americano David M. Jacobs, professor de História na Universidade Temple, na Filadélfia, acredita piamente na existência dos híbridos - fruto do cruzamento de humanos com extraterrestres. Jacobs escreveu dois livros a respeito, A Vida Secreta e A Ameaça. Segundo ele, ETs da raça greys teriam sido manipulados geneticamente por alienígenas superiores, tornando-se estéreis. A única esperança de sobrevivência dos greys seria a criação do Homo alienus, uma raça híbrida de humanos com ETs. Ainda segundo Jacobs, toda uma geração híbrida, idêntica aos humanos, mas com poderes telepáticos, já teria sido criada. O próximo passo seria a dominação total da Terra. Jacobs não é o único a acreditar em híbridos. O escritor inglês David Icke afirma em seus livros que, há 10 mil anos, ETs da raça reptiliana teriam se relacionado com fêmeas terrestres. Desse relacionamento teria surgido uma raça híbrida, que hoje governaria a Terra. Segundo Icke, a rainha Elizabeth II e o presidente George W. Bush seriam "reptilianos com capacidade de mudar de forma". E mais: Icke está convencido de que a morte da princesa Diana num acidente de automóvel, em 1997, teria sido, na verdade, um sacrifício ritual promovido pelos reptilianos. "Aqui só podemos especular. Há quem diga que ‘eles’ já estão entre nós, seja para o bem (uma futura interação definitiva entre nossa raça e outras que nos visitam), seja para o mal (uma intervenção não amigável em nosso planeta)", diz o ufólogo Vanderlei D’Agostino. "Mas há muita fantasia. A maioria dos relatos e declarações nada mais são do que invenções da mente do suposto abduzido, devido a traumas de infância ou à influência da mídia no nosso inconsciente."


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Você já foi abduzido ???

VOCÊ JÁ FOI ABDUZIDO???



Relatos de pessoas que dizem ter sido seqüestradas por alienígenas costumam cair no campo do irreal e do folclore - para não dizer maluquice. Tudo não passa de alucinação? É história de quem sofre da cabeça? Uma coisa parece certa: é gente demais para tudo se resumir a uma deslavada mentira coletiva. Em 1991, o Instituto Roper fez uma pesquisa e apurou: 3,7 milhões de americanos disseram ter sido abduzidos - ou seja, seqüestrados por ETs. O mesmo instituto repetiu a pesquisa em 2002: dessa vez, "só" 2,9 milhões de americanos apresentavam sintomas que os especialistas associam ao fenômeno da abdução. Alguns deles: despertar com a sensação de uma presença no quarto, ver luzes estranhas sem saber de onde elas vêm, ter a sensação de flutuar no ar, encontrar cicatrizes de origem desconhecida no corpo e não se lembrar de onde esteve ou do que fez durante um certo lapso de tempo.

A mais célebre história de abdução envolveu o casal Barney e Betty Hill. No dia 19 de setembro de 1961, eles voltavam de férias no Canadá para New Hampshire, nos Estados Unidos. Já perto de casa, tiveram uma súbita sensação de formigamento, seguida de forte sonolência. Algum tempo depois, já em casa, Betty notou que estava com as roupas rasgadas e Barney, com os sapatos arranhados. O curioso é que eles não se lembravam do que havia se passado no trecho final da viagem. Era como se as últimas horas tivessem sido apagadas da memória.
Com o tempo, pesadelos começaram a atormentar Barney e Betty. Os dois decidiram procurar ajuda psiquiátrica. Por meio da regressão hipnótica, relembraram os últimos momentos da viagem: o casal teria sido retirado do carro por seres humanóides de cerca de 1,50 metro de altura e submetido a diversos exames invasivos. Barney disse que um aparelho foi introduzido em seu abdômen. Betty teria conseguido comunicar-se com o líder do grupo, que apontou um mapa celeste e revelou de onde vinha. Mais tarde, Betty desenhou o tal mapa com uma incrível riqueza de detalhes. Segundo uma especialista, tratava-se de uma rota ligando as estrelas Zeta 1 e Zeta 2 ao nosso planeta.

ROTEIRO COMUM
Após a divulgação do caso Hill, várias histórias de abdução começaram a aparecer por toda parte. Analisando os casos, os ufólogos conseguiram determinar um padrão. Segundo eles, os ETs costumam escolher suas vítimas a dedo. Eles observam o futuro abduzido atentamente, estudam sua rotina. Em geral, a abdução ocorre quando a vítima se encontra sozinha ou em lugar ermo. A pessoa recebe um estímulo, como um lampejo ou um zunido, que serve para controlar sua mente. A captura mais comum ocorre por meio de um cone de luz que desce da nave alienígena. Levada para dentro da espaçonave, a vítima é submetida a uma bateria de exames, como coleta de amostras de sangue, fezes, pedaços de pele, mechas de cabelo, esperma e óvulos. Depois desse check-up médico completo, a vítima é devolvida ao local onde fora capturada. Geralmente, tudo é apagado de sua memória, e o abduzido acorda com a sensação de despertar de um sonho.
Há quem atribua tais sintomas a um distúrbio do sono chamado narcolepsia, que pode ser desencadeado por situações de estresse e afeta a parte do cérebro responsável pelo controle do sono e da vigília. Quem sofre desse problema pode ter alucinações auditivas ou visuais. E mais: o americano Robert Todd Carroll, que mantém o site Dicionário do Cético (www. skepdic.com), chama a atenção para a incrível semelhança nos relatos de abdução. Para ele, o motivo é simples: "A explicação mais razoável para os relatos serem tão similares é que eles são baseados nos mesmos filmes, nas mesmas histórias, nos mesmos programas de televisão e nas mesmas histórias em quadrinhos".
Influenciados ou não pela indústria cultural, os brasileiros não ficaram de fora dessa onda. Há vários relatos de abdução. Um dos mais recentes foi o da cantora Elba Ramalho, que, em 2001, revelou que tinha sido abduzida "diversas vezes". Numa das ocasiões, os ETs teriam implantado nela um microchip - posteriormente removido por "seres celestiais".
Nem sempre a história acaba de forma tão prosaica. Em 1988, um homem foi encontrado morto às margens da represa de Guarapiranga, na cidade de São Paulo. O corpo estava totalmente mutilado: não tinha os olhos, as orelhas, os lábios, o saco escrotal e as vísceras. Os órgãos pareciam ter sido removidos com precisão cirúrgica. Examinando as fotos e o laudo de necropsia, a ufóloga Encarnación Zapata Garcia concluiu que se tratava de um caso trágico de abdução. Mais do que isso: seria o primeiro caso conhecido no mundo de mutilação de um ser humano por extraterrestres. Essa hipótese, no entanto, é contestada no próprio meio ufológico. Segundo apuração feita pelo casal Claudeir e Paola Covo, do Instituto Nacional de Investigação de Fenômenos Aeroespaciais (Infa), a vítima, um homem chamado Joaquim Sebastião Gonçalves, de 53 anos, era epiléptico e provavelmente teve um mal súbito enquanto pescava sozinho na represa. Sem ninguém para socorrê-lo, ele teria agonizado lentamente e sido devorado por urubus e ratos.

CAPACETE SALVADOR
Qualquer que seja a verdade, para eliminar totalmente o risco de abdução, o professor americano Michael Menkin, 61 anos, colaborador da Nasa, acredita ter a solução. Há cinco anos, ele criou uma engenhoca que batizou de Screen Helmet, um capacete que, segundo ele, é capaz de repelir qualquer alienígena mal-intencionado. O capacete, que é feito com uma espuma especial, utilizada em transporte e proteção de componentes eletrônicos, impediria que os ETs se comuniquem telepaticamente com os humanos e controlem sua mente - impossibilitando assim a abdução. "Estudo os fenômenos extraterrestres há mais de 40 anos. Pelas pesquisas que fiz, a única coisa que pode parar os ETs e impedir as abduções é o Screen Helmet", disse Menkin, de sua casa, em Seattle. "Acredito que o planeta será invadido em, no máximo, 15 anos. Quando isso acontecer, nenhum lugar será seguro."

"A explicação mais razoável para os relatos de abdução serem tão similares é que eles são baseados nos mesmos filmes, nas mesmas histórias, nos mesmos programas de televisão e nas mesmas histórias em quadrinhos"
Todd carroll, autor do Dicionário do Cético

Está falando comigo?

Conheça algumas opções, segundo relatos de quem diz já ter passado por isso

Língua alien
Há relatos de que os alienígenas usam sua própria língua, o que, naturalmente, dificulta a comunicação com os humanos. Um exemplo teria ocorrido em Quarouble (França), em que uma testemunha, ao aproximar-se de um óvni e ver seres em seu interior, escutou algumas palavras estranhas, que lhe pareceram soar como "bukak... bukak...".

Inglês universal
Consta que, no dia 17 de novembro de 1966, na Carolina do Sul (Estados Unidos), um óvni teria aterrissado perto de dois policiais. Por uma abertura surgiu uma escada e por ela teria descido um homenzinho vestindo uma roupa brilhante e dourada. Ele teria se aproximado dos policiais e conversado com eles - em inglês impecável.

Poliglota
Certa madrugada, na França, um trabalhador viu um desconhecido vestido de piloto. O sujeito balbuciou algumas palavras, que o trabalhador julgou ser parecido com russo. O trabalhador então lhe perguntou a hora, em russo. O desconhecido respondeu que eram 2h30. "O senhor mente, pois já são quatro horas", retorquiu o trabalhador. Desconcertado, o desconhecido fugiu.

Telepatia
Há pessoas que afirmam ter "ouvido" alienígenas falarem sem pronunciar qualquer palavra, numa espécie de comunicação mental. As testemunhas dizem ter conseguido captar palavras, imagens e sensações sem o menor esforço. Há relatos de que esse tipo de comunicação é muito comum em abduções.

Os lugares que eles amam - Discos Voadores

OS LUGARES QUE ELES AMAM - Discos Voadores


Quem nunca viu, provavelmente conhece alguém muito próximo que jura ter visto. Discos voadores são tão populares que há tempos se tornaram um dos raros temas universais, sucesso certo em qualquer mesa de boteco do mundo. Um dos motivos de os visitantes interplanetários despertarem tanto interesse em todas as culturas deve ser o fato de que eles já estiveram em todos os rincões da Terra. Pelo menos é o que parece. Segundo o Centro Brasileiro de Pesquisas em Discos Voadores (CBPDV), desde 1947, quando teve início a era moderna da ufologia, mais de 6 milhões de pessoas no mundo inteiro afirmaram ter tido algum tipo de contato com alienígenas - número que corresponde à população da cidade do Rio de Janeiro. É muita gente. "O desejo de não estarmos sozinhos no Universo é relatado ao longo dos tempos, em todas as épocas e culturas. O que difere é a forma como isso acontece", diz o psicólogo Wellington Zangari, pesquisador do Laboratório de Psicologia da Religião, da Universidade de São Paulo (USP).

Para ver um ET, em primeiro lugar, dizem os ufólogos, é interessante ter boas condições geográficas e climáticas. Dificilmente alguém consegue enxergar um disco voador em meio ao caos urbano, com nuvens de fumaça, poluição, barulho de ônibus e sirenes de ambulância - embora isso possa acontecer, sim, de vez em quando. Locais mais tranqüilos, altos e montanhosos, como São Tomé das Letras (MG), Serra do Roncador (MT) e Chapada dos Guimarães (MT), em geral são mais propícios aos avistamentos. Descampados também são ambientes favoráveis para ver o céu com mais clareza - a fronteira desértica dos Estados Unidos com o México é onde se concentram os maiores sítios ufológicos do mundo. O caso mais famoso de que se tem notícia aconteceu em 1947, num rancho em Roswell, no Novo México, onde uma nave teria despencado. De lá para cá, o lugar vive do turismo ufológico (leia na página 30). Outra cidade, Rachel, perdida no meio do estado de Nevada, é emblemática: a estrada que chega até lá foi curiosamente batizada de Rodovia Extraterrestre.

QUEM VÊ MAIS
Sozinhas, as características topográficas não dizem muita coisa. Até porque o número de relatos não é o mesmo em todos os lugares calmos, desérticos e montanhosos do planeta - ele varia consideravelmente. Ao que tudo indica, por alguma razão misteriosa, os ETs adoram os Estados Unidos. Com 4,6% da população mundial, esse país concentra mais de 60% dos casos registrados de avistamentos de óvnis no planeta. Somente no estado da Califórnia, em fevereiro deste ano, 962 pessoas disseram ter visto naves espaciais. Já na China, apesar de ter 1,3 bilhão de habitantes, esse número cai para míseras 228 pessoas - isso durante o ano passado inteiro. A mesma discrepância pode-se observar na Europa. França e Inglaterra vêem muito mais óvnis do que a Alemanha, que tem uma população bem maior que a dos dois países. Será que os alienígenas teriam alguma preferência regional? "Não, eles não ‘aparecem’ mais aqui ou ali. Eles são mais ‘vistos’ aqui e ali. Em cidades cujas populações tenham uma predisposição maior para aceitar o fenômeno, uma única observação pode originar um resultado muito mais expressivo do que em outras, com menos predisposição para o fato", diz o ufólogo Ademar Gevaerd, editor da revista UFO.
Faz sentido. Uma pesquisa realizada em 2002 pelo Instituto Roper apontou que 56% dos americanos acreditam em óvnis. E quem crê, vê. Em 1995, mais de 11 milhões de espectadores naquele país assistiram, fascinados, à suposta autópsia do ET capturado em Roswell, exibido pela Fox. "Os Estados Unidos sempre foram preocupados demais com inimigos invasores que podem destruí-los a qualquer momento", diz o psicólogo Zangari. "Isso porque eles não conseguem perceber que quem destrói os outros são eles mesmos."
Foram os americanos que inventaram o termo ufo (unidentified flying objects), em 1947, para designar os tais "pratos voadores". Na época, o piloto Kenneth Arnold convocou a imprensa para dizer que viu nove objetos estranhos enquanto conduzia seu avião monomotor no estado de Washington. Segundo o CBPDV, naquele mesmo ano foram registradas mais de 2 mil outras manifestações de ufos e contatos com seus tripulantes, em cerca de 30 países ao redor do mundo.
Como tudo o que é bom para os Estados Unidos deve ser bom para o Brasil, logo os relatos começaram a pipocar por aqui também. Menos de um mês depois do incidente envolvendo Arnold, foi noticiado um caso no Paraná: um agricultor contou ter visto uma nave pousar e seres de quase 2 metros de altura vasculhar os arredores. Diversos outros casos foram relatados até chegarmos a 1996, quando finalmente entramos para a lista dos tops da ufologia mundial, com o célebre ET de Varginha. Segundo a *U* Ufo Database, um banco de dados americano sobre ufologia, só em abril deste ano foram vistos cerca de 550 óvnis no Brasil.

ELES SABEM ONDE PISAM
De acordo com especialistas em ufologia, os vôos e aterrissagens dos alienígenas em nosso planeta não se dão por acaso. Eles passariam muito tempo estudando nossos hábitos, até o momento em que escolheriam onde dar o ar da graça. "Como seres tecnologicamente mais avançados, os ETs detêm conhecimento de como funciona e está organizada nossa sociedade planetária. Assim, eles fazem uma observação constante de nossas ações", afirma Gevaerd.
Segundo ele, é justamente por isso que a forma de agir dos extraterrestres se diferencia conforme o lugar e o nível de desenvolvimento da sociedade. "Está confirmado que, quando eles interagem com pessoas de centros urbanos, mais desenvolvidas, os ETs têm procedimentos mais refinados. Por exemplo, uma ação que envolva a abdução de um nova-iorquino, certamente, não será igual à abdução de um integrante de uma tribo africana ou paraguaia. Os ETs conhecem muito bem nossa sociedade e nossas etnias, de forma a saber o que querem e onde encontrar", afirma Gevaerd. David Jacobs, professor de História da Universidade da Pensilvânia, que estuda abduções há 35 anos, concorda. Mas alerta: "É importante entender a natureza global desse fenômeno. Milhares de pessoas de todo o mundo têm falado que estão sendo abduzidas. Isso precisa ser estudado".

Com 4.6% da população mundial, os Estados Unidos concentram mais de 60% dos casos registrados de avistamentos de óvnis no planeta

Points no Brasil

Varginha (MG)
Desde o dia 20 de janeiro de 1996, quando seres de outro planeta teriam sido vistos por lá, a pacata cidade mineira entrou no roteiro do turismo ufológico nacional. Hoje, Varginha conta com um espaço de pouso para futuros visitantes interplanetários, além de pontos de ônibus que imitam naves espaciais e diversas lojas que vendem suvenires de ETs - inclusive os bichinhos vestindo a camisa do seu time favorito

Peruíbe (SP)
O litoral sul de São Paulo é uma das áreas com maior incidência de avistamentos e abduções no Brasil. A região de Peruíbe, em especial, é um dos núcleos. Desde 2001, vem sediando encontros nacionais de ufologia. Até a prefeitura entrou na parada: no ano passado, a cidade lançou um roteiro ufológico oficial, que leva o turista a conhecer lugares com alta incidência de ETs, como Serra dos Itatins, Pedra da Serpente, Perequê, Guaraú, Barra do Una e Ilha de Queimada Grande

Itaara (RS)
Abriga, desde 2001, o Museu Internacional de Ufologia Victor Mostajo, criado e dirigido pelo presidente da Associação Brasileira de Pesquisas Ufológicas (ABPU), Hernan Mostajo, um estudioso do assunto. O lugar já faz parte da agenda de turismo do governo gaúcho e conta com painéis temáticos, réplicas de ETs, computadores com acesso a chats, além de 300 documentários sobre ufologia e astronomia

Guarabira (PB)
Parada obrigatória para quem quer ver ETs - ou ser abduzido por eles. Dizem os ufólogos que a cidade, vista do alto, tem o formato de um disco. E que, por isso, no passado teria sido um local de pouso de óvnis. Depois de diversos casos,inclusive o de uma enorme sombra triangular pairando sobre Guabira, em 1996, a maioria dos moradores se oferece para dar informações e guiar turistas curiosos

Serra do Roncador (MT)
Lugar cercado de mistérios e aparições de ETs - além das evidentes exuberâncias naturais. Dizem que ali vivem seres intraterrestres (ou seja, que ficam embaixo da terra). Por isso, estão instaladas na região 16 representantes de comunidades místicas à procura de contatos e sinais de povos subterrâneos, sobreviventes da desaparecida Atlântida e dos incas, no Peru

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Os Ets que caíram no samba

OS ETS QUE CAÍRAM NO SAMBA



A polêmica em torno da suposta visita de seres extraterrestres ao Brasil não é diferente da que se observa em outros países. Enquanto os céticos torcem o nariz para o tema, dezenas de pesquisadores se debruçam sobre as evidências em busca de explicações consistentes para os fenômenos relatados. Claro que há truques, fantasias e muita mentira. Mas que há também um fundo de verdade, há, afirmam os ufólogos. "Se vamos à Lua, a Marte, por que não receberíamos a visita de seres de outros planetas?", diz Ademar Gevaerd, presidente do Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV), entidade que mantém um arquivo com mais de 10 mil relatos de observações de óvnis e contatos com ETs. O acervo reúne todos os tipos de incidentes: da abordagem amigável à ameaça iminente, de observações, filmagens e fotos de óvnis a casos de abduções. São tantas as histórias que pedimos para os especialistas apontarem os dez casos mais significativos já registrados em terras brasileiras. Veja a seguir um resumo dessas dez histórias, em ordem cronológica. A seleção foi feita a partir das indicações de Ademar Gevaerd, do ufólogo Vanderlei D’Agostino e de Rafael Cury, presidente da Associação Nacional dos Ufólogos do Brasil.

1947
Nesse ano teria ocorrido um dos primeiros contatos com ETs no Brasil. O agrônomo José Higgins trabalhava nos campos da Colônia Goio-Bang, em Pitanga (PR), quando teria visto um objeto pousar a cerca de 50 metros. Dali saíram três seres muito altos e idênticos. Segundo Higgins, eles vestiam macacões transparentes, eram calvos, tinham olhos grandes e redondos. Emitiam um som incompreensível. Por meio de gestos e desenhos, mostraram que pretendiam levar Higgins para "o sétimo círculo depois do Sol". Bom de prosa, o agrônomo disse que precisava buscar a mulher - e assim conseguiu escapar ileso, segundo declarou.

1957
Enquanto trabalhava no turno da noite na fazenda da família, o mineiro Antonio Villas Boas teria sido seqüestrado por ETs e obrigado a manter um contato mais do que "imediato" com uma das tripulantes da nave. Ele afirmou ter mantido relações sexuais com uma ET, que, ao se despedir, apontou para ele e para o ventre dela, indicando que sua intenção era gerar uma criança híbrida (leia mais sobre este caso na página 50).

1958
Dezenas de pessoas, a bordo do navio Almirante Saldanha, da Marinha brasileira, teriam testemunhado um óvni sobrevoar a ilha de Trindade, no litoral do Espírito Santo. O fotógrafo Almiro Baraúna tirou quatro fotos do objeto, que tinha a forma do planeta Saturno e era silencioso. Teria vindo do mar, sobrevoado a ilha e sumido atrás de um morro. Reapareceu do outro lado, voltou para o mar e desapareceu de novo. O fenômeno durou exatos 14 segundos.

1963
Os garotos Fernando, Ronaldo e José Marcos Gomes Vidal afirmam ter visto um objeto esférico flutuando sobre o abacateiro no quintal de sua casa em Belo Horizonte (MG). Do seu interior teria saído um alienígena, parecido com humanos, só que com um único olho. Os garotos teriam partido para o ataque, mas foram contidos por um raio de luz. O ET se pôs a falar, mas eles nada entenderam. O ser voltou para a nave, que se afastou rapidamente.

1966
Os radiotécnicos Miguel José Viana, 34 anos, e Manoel Pereira da Cruz, 32, subiram o morro do Vintém, em Campos dos Goitacazes (RJ), para realizar uma experiência. Dias depois apareceram mortos, usando máscaras de chumbo. Testemunhas afirmam ter visto um óvni no alto do morro. Mas são muitas as hipóteses para o mistério - de encontro fatal com um disco voador a um simples caso de latrocínio. O fato é que, ao investigar a história, em 1980, o ufólogo francês Jacques Vallée verificou que o local onde os corpos tinham sido encontrados chamava a atenção pela ausência de vegetação e pelo solo aparentemente calcinado.

1977
Uma onda de aparições de óvnis colocou em polvorosa a população do Pará e do Maranhão. Brasília decidiu formar uma comissão para investigar os acontecimentos, numa iniciativa batizada com o código Operação Prato, segundo relato feito pelo coronel Uyrangê Hollanda. Comandados por ele, vários oficiais teriam confirmado as aparições de óvnis a curta distância. Autoridades negam que a iniciativa tenha sido oficial.

1979
O agricultor Arlindo Gabriel dos Santos teria saído para caçar com amigos, na cidade de Baependi (MG), levando uma câmera fotográfica e uma bola a tiracolo. Depois de se separar dos companheiros, viu três objetos, de formatos diferentes, pousarem e levantar vôo alternadamente. Quando o quarto objeto pousou e ele tentou fotografar, teria sido atingido por um feixe de luz e capturado por seres humanóides, que conseguiram lhe dizer que eram "do bem". Segundo ele, no interior da nave, os ETs lhe contaram sobre sua civilização e o deixaram sair. O agricultor afirma ter encontrado depois sua bolsa, com estranhas pinturas, supostamente mensagens de ETs.

1986
Em um episódio que ficaria conhecido como a "Noite Oficial dos Ufos no Brasil", radares captaram mais de 20 óvnis sobrevoando a região do Vale do Paraíba, no estado de São Paulo. O caso foi testemunhado por inúmeros oficiais. A única explicação dada pelo governo é que pode ter havido uma falha nos radares.

1996
No dia 20 de janeiro, a cidade de Varginha (MG) foi cenário do caso mais discutido da ufologia nacional. Três garotas afirmaram ter visto um ser com cerca de 1,60 metro de altura, três protuberâncias na cabeça enorme, olhos grandes e vermelhos e pele marrom-escura brilhante. Outras testemunhas descreveram o pouso de uma nave avariada e estranhos seres correndo em várias direções. Dois deles teriam sido capturados pela PM e pelo Corpo de Bombeiros. Um teria morrido e o outro estaria até hoje na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). O legista Badan Palhares teria até feito a autópsia de um dos ETs - o que ele nega com veemência. "Nenhum ufólogo sério admitiu que se tratava de um ET. Está claro, no entanto, que houve algum tipo de acobertamento", diz o ufólogo Vanderlei D’Agostino.

1998
O garoto Allan Bruno de Oliveira, de 10 anos, e seus familiares teriam observado um óvni no céu do bairro de Capão Redondo, em São Paulo. Durante 30 minutos, eles se encantaram com os movimentos de um objeto esférico parecido com uma sonda, de luminosidade intensa. Só se lembraram de filmar bem depois e registraram os últimos quatro minutos e meio do espetáculo. A fita mostra o óvni fazendo incríveis manobras.

20 mil pessoas. É o número de simpatizantes que, até o final de abril, tinham subscrito um abaixo-assinado da campanha "Liberdade de Informação Já", promovida pela Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU). Os organizadores do movimento exigem a liberação de "dados sigilosos" sobre três episódios específicos: a Operação Prato (1977), a Noite Oficial dos Ufos no Brasil (1986) e o Caso Varginha (1996)



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Siga aquele OVNI

SIGA AQUELE ÓVNI!



Era uma tarde ensolarada no dia 24 de junho de 1947. O comerciante Kenneth Arnold pilotava seu monomotor a uma altura de 3 mil metros, acima das montanhas Cascade, em Washington, nos Estados Unidos. Arnold admirava a paisagem tranqüilamente quando, de repente, viu um clarão branco-azulado no céu. Achou que fosse alguma explosão. Segundos depois, viu nove objetos cintilantes em forma de disco que passaram raspando sobre o topo das montanhas a uma velocidade depois estimada em 2 700 quilômetros por hora - quase três vezes mais rápido que qualquer jato da época. Mais tarde, ao relatar o episódio a um jornalista, Arnold afirmou que os objetos "voavam como um disco deslizando sobre a água". Pronto! Estava cunhado o termo "disco voador". Mais do que isso: fora dada a largada para a era moderna dos óvnis (objetos voadores não-identificados).

O termo óvni (do inglês ufo - unidentified flying object), largamente utilizado hoje, é relativamente recente. Foi criado pela Força Aérea dos Estados Unidos no início dos anos 50, em meio aos milhares de relatos de avistamentos que passaram a pipocar em todo o território americano desde o incidente de Washington, em 1947. O termo se refere a qualquer objeto extraordinário, em vôo ou pousado, que o observador não consiga identificar. Após investigação, 90% dos casos são solucionados. Em geral, trata-se de aviões em treinamento, balões meteorológicos, planetas, cometas, meteoros ou até mesmo fenômenos atmosféricos que pouca gente conhece, como formações incomuns de nuvens e alguns tipos de relâmpagos. O grande mistério, no entanto, reside nos 10% de casos que permanecem sem explicação. Para os céticos, isso acontece pela insuficiência de dados ou simplesmente porque a ciência ainda não encontrou explicações plausíveis para aqueles fenômenos, o que não significa que eles tenham origem extraterrestre. Para os que acreditam em discos voadores, esses 10% seriam provas cabais da existência de vida em outros planetas.
Os casos de avistamento de óvnis são muito comuns entre pilotos de avião. Normalmente, as testemunhas descrevem objetos ou luzes misteriosas que riscam o céu numa velocidade muito maior que a das aeronaves conhecidas. Sozinhas ou em bandos, elas fazem inúmeras manobras arriscadas e desaparecem rapidamente, sem deixar vestígios. Um dos casos clássicos é o dos Foo Fighters (algo como "aviões caça-fantasmas"). Durante a Segunda Guerra Mundial, pilotos americanos relataram ter observado bolas luminosas e coloridas que surgiam do nada e pareciam perseguir seus aviões. A essas luzes, algumas vermelhas, outras laranjas e brancas, que piscavam como luzes de árvores de natal, eles deram o nome de Foo Fighters. Os americanos achavam que eram armas secretas dos países do Eixo. Curiosamente, os pilotos alemães relataram a mesma coisa - e pensavam que fossem armadilhas dos Aliados. Na explicação de alguns ufólogos, tratava-se na verdade de naves extraterrestres com a missão de espionar as operações militares na Terra. Para os céticos, no entanto, os Foo Fighters nada mais eram do que um fenômeno atmosférico conhecido como "fogo-de-santelmo", uma chama que surge no céu por causa da eletricidade atmosférica.

PERSEGUIÇÃO FATAL
Um dos casos de avistamento mais trágicos nos anais da ufologia é o do piloto americano Thomas Mantell, morto em 7 de janeiro de 1948. Até aquela data o público via os óvnis como algo fascinante, porém inofensivo. Com a morte do jovem piloto durante perseguição a um óvni, um novo elemento passou a compor o cenário: talvez os supostos visitantes não fossem exatamente pacíficos como imaginavam os terráqueos. O incidente começou ao anoitecer no estado americano de Kentucky. Diversas pessoas afirmaram ter visto um estranho objeto riscando o céu a alta velocidade. Entre os observadores estavam operadores da torre e o comandante da base aérea de Godman. Quatro caças Mustang F-51, da Guarda Aérea Nacional, estavam se preparando para aterrissar quando receberam instruções para averiguar o que era aquilo no céu. Um avião voltou à base porque estava sem combustível. Outros dois interromperam a perseguição na metade. Só Mantell prosseguiu em direção ao objeto. "Vou subir a 6 mil metros e, se não conseguir me aproximar, volto para a base", avisou. Foram suas últimas palavras. Horas mais tarde, seu corpo seria encontrado entre destroços do F-51 na terra.
A conclusão da investigação feita pela Aeronáutica foi que Mantell perdera os sentidos a 6 mil metros do solo por causa da falta de oxigênio. Seu avião simplesmente rodopiara até cair no solo. O objeto que atraíra o piloto à morte teria sido o planeta Vênus brilhando no céu. No entanto, pelos cálculos feitos por outros pesquisadores - levando em conta a posição de Mantell quando foi contatado pela última vez e a posição de Vênus -, isso teria sido impossível. Mais tarde, foi relatado que a Marinha desenvolvia pesquisas de grande altitude naquela região num projeto chamado Skyhook. Mantell teria perseguido um dos balões de pesquisa do projeto. O caso, no entanto, permanece sem conclusão - uma incerteza, aliás, típica em relatos de avistamento. Para os que crêem em discos voadores, não há dúvidas: o avião de Mantell foi abatido por uma nave alienígena e o governo americano estaria tentando encobrir o caso para não causar pânico na população.
Outro caso célebre de avistamento por piloto ocorreu em novembro de 1986, quando a tripulação de um avião da Japan Airlines observou três óvnis sobre o Alasca. A história ganhou notoriedade porque a Aeronáutica americana anunciou que investigaria o incidente, já que um objeto não-identificado fora detectado no radar do controle de tráfego aéreo do Alasca. O capitão da aeronave, o japonês Tenju Terauchi, um piloto com centenas de horas de vôo, deu inúmeras entrevistas contando o que vira. Mais tarde, ele foi afastado do cargo, aparentemente por sua indiscrição no caso. Até hoje o mistério não foi esclarecido.

Aliens bíblicos

Para muitos ufólogos, os relatos de discos voadores são tão antigos que eles aparecem até na Bíblia. A estrela de Belém (que guiou os três magos ao menino Jesus), por exemplo, seria um disco voador. Outro caso teria sido testemunhado pelo profeta Ezequiel, em 593 a.C. No Velho Testamento, ele descreve uma carroça de rodas de fogo que teria descido dos céus. A carroça teria quatro animais com asas que se moviam em conjunto. Acima dos animais havia uma espécie de divindade ardente, "de metal brilhante, com aspecto de fogo", cercada por um halo resplandecente. No livro Eram os Deuses Astronautas?, publicado em 1968, o escritor suíço Erich von Däniken afirma que Ezequiel testemunhou, na verdade, a chegada de uma nave espacial. O relato seria uma prova de que a Terra tem sido visitada por alienígenas desde tempos remotos. Os indícios estariam espalhados por todo o planeta. Segundo o escritor, obras colossais, como os moais da ilha de Páscoa e as pirâmides do Egito, só poderiam ter sido executadas com a ajuda de visitantes tecnologicamente mais desenvolvidos, ou seja, por seres extraterrestres. Logo surgiram críticas a Däniken. Uma delas veio do engenheiro austríaco Josef Blumrich, da Nasa, a agência espacial americana. Blumrich estava disposto a derrubar a idéia de Däniken, mostrando que, do ponto de vista da engenharia, uma nave com as descrições de Ezequiel não se sustentaria. Para sua surpresa, no entanto, após uma série de estudos, ele constatou que a descrição poderia corresponder a um módulo de aterrissagem lançado por uma nave-mãe (que seria a tal divindade resplandecente metálica descrita pelo profeta). Para Blumrich, os quatro "animais" talvez fossem quatro conjuntos de engrenagens de pouso, cada um munido de uma roda para manobras em terra. As "asas" poderiam ser hélices de helicóptero, usadas para o posicionamento final, antes de tocar o solo, com a propulsão fornecida por um motor de foguete situado no corpo da nave. Nem todo mundo, no entanto, aceitou as hipóteses de Blumrich. A explicação de outros cientistas é que, provavelmente, Ezequiel testemunhou um fenômeno meteorológico complexo e raro chamado parélio - uma mancha luminosa e colorida formada pela refração da luz solar através de pequenos cristais de gelo em suspensão na atmosfera.

Todos os discos levam a Roswell

TODOS OS DISCOS LEVAM A ROSWELL



Em 5 de julho de 1947, perto de Roswell, no estado americano do Novo México, um capataz chamado William Brazel viu no campo do Rancho Foster, onde trabalhava, destroços de algo que ele não conseguiu identificar. Recordou-se que no dia anterior, feriado da independência americana, ouvira um estrondo diferente de fogos de artifício e trovoadas. Então, lembrou-se do noticiário dos últimos dias: o piloto Kenneth Arnold falava em misteriosos objetos voadores que avistara no noroeste dos Estados Unidos. Aconselhado por vizinhos e pelo xerife, Brazel relatou o episódio à base aérea de Roswell. Começava assim o que se tornaria o incidente mais famoso e controverso da ufologia, ainda hoje recheio de reportagens, livros, documentários, filmes e seriados de TV.

Naquela ocasião, o major Jessie Marcel, oficial da inteligência do 509o Grupo de Bombardeiros, foi ao rancho para recolher os destroços e preparar seu transporte para a Base de Carswell, em Fort Worth, no Texas. A ordem era não deixar vestígios do acidente e barrar os civis que se aproximassem. A população ainda estava excitada com a história de Arnold, ocorrida no dia 24 de junho. Embora o piloto tivesse descrito os objetos não-identificados como meias-luas que se moviam em círculos, a imprensa chamara os óvnis de discos voadores. Assim, o termo entraria de vez no vocabulário americano como sinônimo de espaçonave alienígena.
Para completar a euforia, o Roswell Daily Record de 8 de julho de 1947 dava em manchete: "Força Aérea americana captura disco voador num rancho na região de Roswell". A notícia surgira de uma nota divulgada pelos militares e redigida pelo tenente Walter Haut. Seus superiores, no entanto, se apressaram em dizer que Haut havia cometido um erro porque não sabia o que estava acontecendo. No mesmo dia, a base de Fort Worth recebia o material para análise. A explicação oficial veio rapidamente: o óvni seria um balão meteorológico com radar de alumínio e madeira. A Força Aérea mandou dar um fim no primeiro texto, chamou a imprensa para fotos e distribuiu um novo texto, mandando as especulações para o espaço. Em poucos dias, o caso sumiu do noticiário.
O destino de Roswell começou a mudar três décadas depois, em 1978, quando Stanton Friedman, um físico nuclear que ganhava a vida dando palestras sobre óvnis, resolveu remexer no passado. Ele ouvira falar de Jesse Marcel e o localizou, mas como o ex-major não se lembrava da data do episódio, deixou a história de lado. Em 1979, o interesse de Friedman voltou depois que a testemunha lhe afirmou que os militares estavam acobertando a visita de um disco voador. Marcel contou que, antes de levar os restos do desastre para seus superiores, passara em casa para dar à família a chance de ver de perto um artefato extraterrestre. Afirmou também que o material levado por ele ao Texas não era o fotografado na sala do general Roger Ramey. Barras de metal resistente e folhas de algo parecido com alumínio teriam sido trocadas por pedaços de um balão meteorológico enquanto ele apontava o local do acidente na sala dos mapas. Pior: tinha sido obrigado a posar segurando os restos do balão. O ex-major disse que os pedaços recolhidos eram parte de um quebra-cabeça que o governo queria esconder. Ele defendia a tese de que se tratava de um disco voador.

CADÊ O CORPO?
No livro UFO Crash at Roswell (Queda de um Óvni em Roswell, sem tradução para o português), de Kevin Randle e Donald Schmitt, o agente funerário Glenn Dennis conta que, em 7 de julho de 1947, alguém da base aérea ligou em busca de informações sobre caixões, lacres e conservação de corpos. Dennis teria ido ao hospital e uma enfermeira, sua amiga, pediu para ele ir embora. Mais tarde, ela narrou detalhes de uma autópsia de ETs, o que teria resultado na sua transferência para a Inglaterra.
Nos anos 80, o tenente Walter Haut (o redator do primeiro comunicado da Força Aérea) virou figurinha carimbada em encontros de caçadores de marcianos com suas "novas provas". Segundo ele, o coronel William Blanchard ditara cada linha da nota que seria distribuída à imprensa - inclusive o termo disco voador. "Ele me parecia seguro do que estava falando", disse Haut na ocasião. Em 1990, recordou-se de uma reunião uma semana após o incidente. "Bem, nós demos um tiro no pé com aquela bobagem de balão. Era algum projeto de Alamogordo, e homens deles estiveram na nossa base mais tarde. De qualquer maneira, está feito", teria dito Blanchard, nas palavras de Haut. No ano seguinte, ele inauguraria o Museu Internacional Ufológico de Roswell, junto com Dennis.
Em 1994, a Força Aérea americana divulgou um relatório em que admitia ter escondido algo em 1947. O que teria caído no Rancho Foster foi um balão do ultra-secreto Projeto Mogul, criado em Alamogordo para monitorar o programa soviético de armas nucleares. De tão secreto, estava classificado como A-1, a exemplo do Projeto Manhattan, que montou a primeira bomba atômica. Segundo os militares, os destroços recolhidos à base de Roswell eram do vôo número 4, lançado em 4 de junho de 1947. Outro relatório, divulgado às vésperas de o incidente completar 50 anos, explicaria quem eram os tais aliens. Os desastrados tripulantes do Novo México seriam bonecos de testes levados por balões de pesquisa que caíram fora dos limites das bases. Vestiam roupa de alumínio que protegia sensores das baixas temperaturas em grandes altitudes.
Seja qual for a verdade, o fato é que algo parece ter caído nas proximidades de Roswell naqueles tempos de Guerra Fria. Mas, quase 60 anos depois, não apareceu ainda uma prova definitiva do que ocorreu. Tanto que o Museu Internacional Ufológico de Roswell oferece 1 milhão de dólares a quem levar até lá sobras do que estaria guardado nos porões do governo americano. Cá entre nós, um prêmio tentador até para os mais céticos.

A capital dos Ets

Roswell poderia se orgulhar apenas de ser o berço da estrela Demi Moore, que nasceu lá em 1962 (afinal, para muitos fãs, ela só pode ser de outro planeta). Mas, nos anos 1990, moradores daquele cenário tão árido como Marte perceberam o potencial de um negócio até então explorado só pela literatura e pelo cinema e criaram o Festival Anual de Ufos, este ano na sua oitava edição. O encontro acontece no início de julho e sempre inclui o dia 4 - diz a lenda que o dia e o mês do acidente coincidem com o aniversário da independência americana. Cerca de 100 mil seguidores do físico nuclear Stanton Friedman e de outros especialistas em óvnis atravessam oceanos e desertos para ir à cidade de 50 mil habitantes saudar seus gurus. Conhecem os locais onde foram encontrados os destroços, divertem-se com concursos de fantasias, desfiles, corridas e jogos e assistem a musicais que remetem ao episódio de 1947. O roteiro inclui uma visita ao Museu Internacional Ufológico, que, mesmo sem evidências palpáveis do caso, exibe recortes de jornais e fotos dos personagens da mal contada saga. Segundo a Câmara do Comércio de Roswell, a indústria ufológica rende aos cofres locais 5,2 milhões de dólares por ano, sem contar o que entra direto nos bolsos da população - inclusive daqueles que dizem se envergonhar mais da fama de capital ufológica do que de abrigar a base aérea de onde decolou o Enola Gay, o avião que jogou a bomba atômica sobre a cidade japonesa de Hiroshima, em 6 de agosto de 1945. Aliás, foi justamente por causa da base aérea que a cidade se tornou célebre. O incidente do Rancho Foster aconteceu, na verdade, mais perto da vizinha Corona. Mas, como as instalações militares mais próximas ficavam em Roswell, os destroços foram levados para lá. Não que fosse grande coisa nos anos 40, mas Corona, em contraste com Roswell, parou no tempo. Hoje não passa de um vilarejo com menos de 300 habitantes, esquecido nos confins do Novo México. Parece que nem os ETs passam mais por lá.