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domingo, 26 de outubro de 2025

Em que medida precisamos estar felizes para reduzir o risco de mortalidade por doenças crônicas

Em que medida precisamos estar felizes para reduzir o risco de mortalidade por doenças crônicas

Pesquisadores usaram dados de 123 países para identificar um 'patamar de felicidade' que serve como base de proteção da saúde dos indivíduos.

quarta-feira, 26 de outubro de 2022

Morte, religião, moral e felicidade - As reflexões da Inteligência Artificial com 'consciência humana'

Morte, religião, moral e felicidade -  As reflexões da Inteligência Artificial com 'consciência humana'

Confira os diálogos entre a IA e o engenheiro do Google que foi suspenso por vazar a conversa.

domingo, 26 de dezembro de 2021

Manuscrito de Einstein sobre a teoria da relatividade é leiloado por preço recorde

Manuscrito de Einstein sobre a teoria da relatividade é leiloado por preço recorde

Documento de 54 páginas escrito pelo físico alcançou lance de 13 milhões de dólares.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

10 ensinamentos deixados por Bruce Lee


10 ensinamentos deixados por Bruce Lee


Bruce Lee chega até nossos dias como o maior exponente das artes marciais de toda a história. Fundador do Jeet Kune Do e famoso ator hollywoodiano, ele é, possivelmente, o lutador mais influente de todos os tempos.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

BOAS FESTAS E UM FELIZ 2017 !!!



BOAS FESTAS E UM FELIZ 2017 !!!



O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho.

É viver cada momento e construir a felicidade aqui e agora.

Claro que a vida prega peças. O bolo não cresce, o pneu fura, chove demais…

Árvore de Natal da Lagoa - Rio de Janeiro - RJ


Mas, pensa só:

Tem graça viver sem rir de gargalhar, pelo menos uma vez ao dia?

Tem sentido estragar o dia por causa de uma discussão na ida pro trabalho?

Eu quero viver bem… E você? 2016 foi um ano cheio.

Foi cheio de coisas boas, mas também de problemas e desilusões.

Normal… Às vezes, se espera demais.

A grana que não veio o amigo que decepcionou, o amor que acabou.


Cristo Redentor no Natal ( Iluminação Especial) - Rio de Janeiro - RJ


Normal… O ano de 2017 não vai ser diferente. Muda o século, o milênio muda, 

mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas, e aí? Fazer o quê? Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?

O que eu desejo para todos nós é sabedoria. E que todos nós saibamos transformar tudo em uma boa experiência.

O nosso desejo não se realizou? Ótimo… Não estava na hora, não deveria ser a melhor coisa para esse momento.


                             
                               Igreja da Candelária na noite de Natal - Rio de Janeiro - RJ


Lembro-me sempre de uma frase que ouvi e adoro:

“Cuidado com seus desejos, eles podem se tornar realidade”.

Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano… Mas, se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes.


                                              Copacabana no Natal - Rio de Janeiro - RJ


Desejo a todos esse olhar especial! 2017 pode ser um ano especial, se nosso olhar for diferente. Pode ser muito legal, se entendermos nossa fragilidade, nosso egoísmo e dermos a volta nisso.

Somos fracos, mas podemos melhorar.

Somos egoístas, mas podemos entender o outro.

2017 pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, especial!

Depende de mim… De você.

Pode ser… E que seja!




Juntando esta ideia com esta abaixo que foi escrita pelo nosso sábio poeta…

“Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial, industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui por diante vai ser diferente”.


São os sinceros votos de um Feliz Natal e um Ano 2017, repleto de esperança!



Natal e fim de ano no Rio de Janeiro - RJ



Árvore de Natal da Lagoa - Rio de Janeiro - RJ




Feliz Natal e um próspero Ano Novo!

Joyeux Noël et bonne année!

Merry Christmas and a Happy New Year!

Веселого Рождества и счастливого Нового Года

 ¡Feliz Navidad y próspero año nuevo!

Fröhliche Weihnachten und ein gutes neues Jahr! 

Wesołych Świąt i szczęśliwego nowego roku!

Kellemes karácsonyi ünnepeket és boldog új évet!

Prettig Kerstfeest en een gelukkig nieuwjaar!

Crăciun Fericit şi un An Nou Fericit!

Mutlu Noeller ve Mutlu Yıllar

God Jul och ett Gott Nytt År!

Buon Natale e Felice Anno Nuovo!

Hyvää joulua ja onnellista uutta vuotta!



FELIZ NATAL



FELIZ ANO NOVO





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terça-feira, 18 de outubro de 2016

10 filmes extremamente perturbadores que você precisa assistir


10 filmes extremamente perturbadores que você precisa assistir


Não é só de alegria e finais felizes que vive o cinema, até porque a arte não é apenas felicidade. Pelo contrário, muitas vezes, a essência de uma obra pode nascer da tristeza ou do terror. Pensando nisso, resolvemos separar 10 filmes que vão muito além daquilo que estamos acostumados a assistir.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

FIM DE ANO VIDA NOVA - FELIZ 2016 PARA TODOS !!!


 FIM DE ANO VIDA NOVA  - FELIZ 2016 PARA TODOS !!!


Fim de ano, começo de um novo ciclo, continuação dos nossos sonhos e realidades, o que escolher para um novo ano (MEU CREA EM 2016 !!!), mas aqui estão as minhas palavras que são inspiradoras e ao mesmo tempo fundamentam-se no ótimo funcionamento do ser humano. São frases que revelam  as forças e as virtudes humanas, o poder que está alojado em cada um de nós. Em cada frase, farei um pequeno enquadramento sobre a visão que tenho, e porque razão podem fazer a diferença na nossa vida. Aproveite a chegada do novo ano de 2016, e implemente algumas mudanças que lhe permita ficar mais capacitado face aos objetivos que tem na sua vida. Inspire-se e renove a sua motivação.

Você não pode impedir que os pássaros da tristeza voem sobre a sua cabeça, mas pode, sim, impedir que façam um ninho no seu cabelo.  - Provérbio Chinês

Sem dúvida que no decorrer da vida de cada um de nós, milhares de acontecimentos e experiências têm inevitavelmente de ocorrer, algumas ficaram marcadas na nossa história com pesar, no entanto nós somos muito mais que a nossa história. O ser humano, é na verdade muito mais que aquilo que lhe aconteceu, é muito mais do que os seus sentimentos ou até mesmo os seus pensamentos. Você, assim como eu, somos “aquele” que vive todas essas experiências, podemos escolher até que ponto elas nos afetam a forma como nos relacionamos connosco, com os outros e com o mundo. Somos seres prospetivos (virados para o futuro), podemos escolher aquilo que queremos que influencie os nossos pensamentos. Temos o poder de escolher aquilo que queremos que viva na nossa cabeça.


Dizem que o que procuramos é um sentido para a vida. Penso que o que procuramos são experiências que nos façam sentir que estamos vivos. - Joseph Campbell

A busca do sentido da vida sempre foi um tema muito abordado pela humanidade. Porque razão vimos ao mundo, e qual a  nossa missão? São questões que todos fazemos em determinada altura da nossa vida. A vida é subjetiva, e arrisco a dizer que a vida em si  mesmo não tem sentido, tem sim, o sentido que lhe queremos dar. Este sentido que queremos dar à vida, é uma coisa pessoal e está relacionado com as experiências individuais que vivemos. São o conjunto de experiências de vida, que ao manifestarem-se em forma de sentimentos, pensamentos e comportamentos nos transmitem um significado, um objetivo e propósito. São na verdade todas as nossas experiências que vão construindo o nosso sentido de vida. Não o procuramos, não o encontramos, criamo-lo, construimo-lo.


Quando estamos cheios de bons pensamentos, parece-nos que o mundo está repleto de oportunidades. – Walter Grando

Esta é sem dúvida uma frase muito capacitadora e é das minhas preferidas. Parece muito óbvia, e na verdade é mesmo, é tão óbvia que por vezes nos afastamos dela. Os bons pensamentos não têm necessariamente de referir-se apenas a situações em que estamos contentes ou quando a vida nos corre como desejamos. Bons pensamentos, têm a ver com a capacidade que cada um de nós tem para perspetivar um conjunto de palavras, atitudes, raciocínios que nos coloquem no caminho de uma solução face a qualquer que seja a situação. É a capacidade de vislumbrar um conjunto de encadeamento de opções que nos sirvam, e nessas opções surgem as oportunidades de sermos bem sucedidos. Os bons pensamentos, são todos os pensamentos virados para a solução, e no caminho da solução surgem as oportunidades. Agarre a sua!



O inimigo mais perigoso que você poderá encontrar será sempre você mesmo. – Friedrich Wilhelm Nietzsche

Em nós vive todo o potencial, em nós vive tudo aquilo que nos pode acontecer. Para o bom ou para o mau o nosso pensamento funciona sempre. O pensamento não tem como não funcionar, assim como não podemos não comunicar. Não fazer nada, já é fazer alguma coisa. Não podemos, não fazer. A forma como comunicamos connosco, as opções que tomamos, e a maneira como encaramos o mundo, pode fazer de nós pessoas capacitadoras ou pessoas derrotistas. Desta forma, podemos ser o nosso melhor aliado, ou igualmente a nossa pior dor de cabeça. Alinhe os seus pensamentos e atitudes com o aquilo que pretende alcançar, pelo caminho verifique se você é o primeiro a sabotar os seus próprios desejos e ambições. Pergunte sempre, qual é a menor coisa que eu posso fazer para  me ajudar?

As pessoas que vencem neste mundo são as que procuram as circunstâncias de que precisam e, quando não as encontram, criam-nas. – Bernard Shaw

Esta frase coloca-nos no caminho da responsabilidade e do comprometimento com a nossa vida. Muitos de nós, face às adversidades tomamos partido dos piores cenários, colocamo-nos na via da vitimização. Se eu próprio me julgar e me culpabilizar, ninguém mais terá coragem para o fazer, por vezes este tipo de pensamento dá-no algum conforto, habituamo-nos às nossas lamurias, passando a agir de acordo com esse padrão de pensamento. Do lado oposto, estão os vencedores, aqueles que optam pelo lado de se colocarem no terreno e ir à luta, de ir ao encontro da sua visão, criam as suas próprias ferramentas para que estas estejam de acordo com aquilo que pretendem criar. Pegam na sua vida, responsabilizam-se por ela, e lançam-se na aventura de serem aquilo que vislumbram vir a ser. Crie as suas oportunidades, caso elas não se estejam a manifestar.



Acreditamos saber que existe uma saída, mas não sabemos onde está. Não havendo ninguém do lado de fora que nos possa indicá-la, devemos procurá-la por nós mesmos. O que o labirinto ensina não é onde está a saída, mas quais são os caminhos que não levam a lugar algum. –  Norberto Bobbio

No mundo existem uma infinidade de saídas, e todos nós sabemos isso. Então porque razão muitas pessoas se sentem encurraladas? Se sentem presas neste mundo de infinitas possibilidades? Certamente porque criaram essa ilusão (não me refiro aqui às pessoas que se deparam com situações de vida totalmente catastróficas, como por exemplo o diagnóstico de morte). O mundo assemelha-se a um labirinto, de certa forma temos de procurar o nosso caminho, temos de viver a experiência de perceber o que funciona, o que não nos serve, o que é incorreto, o que não vale a pena o esforço. Mas para que isso seja possível é preciso percorrer o labirinto da vida, como se fossemos um ratinho, e tentar encontrar o nosso “queijo”, tal  como relata o Dr. Spencer Johnson no seu famoso livro: Quem mexeu no meu queijo.

Querer, querer sempre, com todas as forças. – Alfiéri

O querer tem a ver com a força de vontade, essa força que nos impele face aos objetivos. Essa força emerge sempre que atribuímos significado a algo e o vislumbramos como importante e prioritário. A nossa capacidade de agir, está ainda  relacionada com a percepção que temos (ou que não temos) de podermos ser bem sucedidos naquilo a que nos propomos. Como é óbvio não basta querer, mas repare bem que na frase está escrito: “com todas as forças”, pressupõem que coloquemos as nossas qualidades e capacidades ao serviço do querer. Certamente das suas forças irá surgir um conjunto de acções altamente energizadas que o colocarão em “vantagem”. Como diria o mestre Jedi Yoda, no filme, Guerra nas Estrelas: “Que a força esteja com você.”



A adversidade desperta em nós capacidades que, em circunstâncias favoráveis, teriam ficado adormecidas. –  (Horácio)

O desafio é um grande impulsionador para a acção. Face a uma adversidade uma boa estratégia a implementar é fazer coisas, é colocar-se em acção massiva. Quando estamos muito tempo na nossa zona de conforto (coisa que procuramos constantemente) e somos confrontados com a adversidade, podemos levar muito tempo a reagir, durante essa passividade podemos ter tendência para nos lamentarmos e nos resignarmos: “porque é que isto me aconteceu? Este tipo de perguntas não lhe trará qualquer tipo de esclarecimento, pelo contrário retira-lhe capacidade. Não estou a querer ser apologista que devemos viver uma vida de adversidades, e que isso é uma coisa muito boa. Aquilo que pretendo transmitir é que inevitavelmente as adversidades irão bater-lhe à porta, e que quando isso acontecer, se possível deve olhar de frente e procurar o lado positivo da situação. Provavelmente, irá descobrir forças em si que desconhecia, irá estimular capacidades que estavam adormecidas, e pela força da acção poderá deparar-se com uma nova perspetiva face à vida.



A esperança é cheia de confiança. É algo maravilhoso e belo, uma lâmpada iluminada no nosso coração. É o motor da vida. É uma luz na direcção do futuro. – Conrad de Meester

Um dos tópicos mais estudados pela psicologia positiva, que procura compreender aquilo que reforça a nossa saúde mental, tem sido o optimismo. Para Seligman, Psicólogo Norte Americano, que muito se tem dedicado a este tema, tanto o optimismo como o pessimismo são estilos explicativos, ou seja, formas de interpretar o que nos acontece, que influenciam bastante os nossos níveis de felicidade e bem-estar. Martin Seligman, implementou ainda o termo: desesperança aprendida, parte-se do princípio de que um estado de abatimento duradouro advém da experiência de uma situação desagradável e incapacitante para a qual e apesar de a pessoa se ter esforçado, não foi encontrada uma solução satisfatória. A esperança é o sentimento que nos permite perceber que ainda vale a pena o esforço, é o que nos orienta na direcção do futuro. O futuro sem esperança é insalubre (não sabe a nada). Assim sendo, trabalhe na sua esperança e a sua perspectiva temporal de futuro será risonha, isto permitir-lhe-á caminhar vendo sempre a luz ao fundo do túnel.



Não devemos contar casos em que nos depreciamos. As pessoas podem rir e se divertir na ocasião, mas futuramente irão lembrá-los e repeti-los contra nós. Samuel Johnson

Retirando as situações em que contamos anedotas e conseguimos rir da nossa desgraça ou da desgraça alheia, todas as outras podem ser depreciativos. Recorrentemente, se verbalizarmos a derrota,  a auto-crítica destrutiva, investidas negativas às nossas capacidades e habilidades, certamente iremos acreditar nisso ao ponto de se transformar num padrão de pensamento negativo e destrutivo. Os hábitos firmam-se nas nossas redes neuronais ao ponto de ser accionados sem a necessidade de estarmos totalmente conscientes deles, aumentando a probabilidade de estar a ser depreciativo acerca de si mesmo, sem ter noção nenhuma disso. Esteja alerta acerca da forma como fala consigo próprio, analise e avalie o seu padrão de diálogo, se identificar um discurso demasiado negativo, mude. Esforce-se por implementar um discurso que o engrandeça, que o capacite e lhe dê um senso de tranquilidade e paz.

O Natal e o Ano Novo estão à porta, esta é uma altura propícia à reflexão. Reflita um pouco sobre a sua vida, sobre os seus comportamentos, atitude e formas de olhar o mundo e a si mesmo. Faça planos para o futuro que sejam positivos, encorajadores e lhe mobilize o melhor que existe em si. Acredite em si, renove a sua esperança! Abraço e BOAS FESTAS…




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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Tumblr faz retrospectiva com as melhores notícias de 2014


Tumblr faz retrospectiva com as melhores notícias de 2014


"A Boa Notícia do Dia" é uma página na internet que, como o próprio nome já diz, reúne as boas notícias que são divulgadas diariamente na mídia mas nem sempre recebem a devida atenção.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A busca da Felicidade - A Natureza

A BUSCA DA FELICIDADE - A Natureza



Felicidade é um truque. Um truque da natureza concebido ao longo de milhões de anos com uma só finalidade: enganar você. A lógica é a seguinte: quando fazemos algo que aumenta nossas chances de sobreviver ou de procriar, nos sentimos muito bem. Tão bem que vamos querer repetir a experiência muitas e muitas vezes. E essa nossa perseguição incessante de coisas que nos deixem felizes acaba aumentando as chances de transmitirmos nossos genes. "As leis que governam a felicidade não foram desenhadas para nosso bem-estar psicológico, mas para aumentar as chances de sobrevivência dos nossos genes a longo prazo", escreveu o escritor e psicólogo americano Robert Wright, num artigo para a revista americana Time.

A busca da felicidade é o combustível que move a humanidade - é ela que nos força a estudar, trabalhar, ter fé, construir casas, realizar coisas, juntar dinheiro, gastar dinheiro, fazer amigos, brigar, casar, separar, ter filhos e depois protegê-los. Ela nos convence de que cada uma dessas conquistas é a coisa mais importante do mundo e nos dá disposição para lutar por elas. Mas tudo isso é ilusão. A cada vitória surge uma nova necessidade. Felicidade é uma cenoura pendurada numa vara de pescar amarrada no nosso corpo. Às vezes, com muito esforço, conseguimos dar uma mordidinha. Mas a cenoura continua lá adiante, apetitosa, nos empurrando para a frente. Felicidade é um truque.

E temos levado esse truque muito a sério. Vivemos uma época em que ser feliz é uma obrigação - as pessoas tristes são indesejadas, vistas como fracassadas completas. A doença do momento é a depressão. "A depressão é o mal de uma sociedade que decidiu ser feliz a todo preço", afirma o escritor francês Pascal Bruckner, autor do livro A Euforia Perpétua. Muitos de nós estão fazendo força demais para demonstrar felicidade aos outros - e sofrendo por dentro por causa disso. Felicidade está virando um peso: uma fonte terrível de ansiedade.

Esse assunto sempre foi desprezado pelos cientistas. Mas, na última década, um número cada vez maior deles, alguns influenciados pelas idéias de religiosos e filósofos, tem se esforçado para decifrar os segredos da felicidade. A idéia é finalmente desmascarar esse truque da natureza. Entender o que nos torna mais ou menos felizes e qual é a forma ideal de lidar com a ansiedade que essa busca infinita causa. Veja nas próximas páginas o que eles já descobriram.



Três caminhos

Um dos motivos pelos quais a felicidade é tão difícil de alcançar é que nem sabemos bem o que ela é (veja algumas tentativas de defini-la no quadro da página 52). Daí a importância das pesquisas do psicólogo americano Martin Seligman, da Universidade da Pensilvânia. Seligman concluiu que felicidade é na verdade a soma de três coisas diferentes: prazer, engajamento e significado.

Prazer você sabe o que é. Trata-se daquela sensação que costuma tomar nossos corpos quando dançamos uma música boa, ouvimos uma piada engraçada, conversamos com um bom amigo, fazemos sexo ou comemos chocolate. Um jeito fácil de reconhecer se alguém está tendo prazer é procurar em seu rosto por um sorriso e por olhos brilhantes. Já engajamento é a profundidade de envolvimento entre a pessoa e sua vida. Um sujeito engajado é aquele que está absorvido pelo que faz, que participa ativamente da vida. E, finalmente, significado é a sensação de que nossa vida faz parte de algo maior.

A vantagem de dividir a felicidade em três é que assim fica mais fácil definirmos nossos objetivos. "Buscar a felicidade" é uma meta meio vaga, fica difícil até de saber por onde começar. Mas, se você se conscientizar de que basta juntar essas três coisas - prazer, engajamento e significado - para a felicidade vir de brinde, a tarefa torna-se menos penosa. Seligman acha que um dos maiores erros das sociedades ocidentais contemporâneas é concentrar a busca da felicidade em apenas um dos três pilares, esquecendo os outros. E geralmente escolhemos justo o mais fraquinho deles: o prazer. "Engajamento e significado são muito mais importantes", disse ele numa entrevista à Time. Como então alcançá-los? (Veja algumas dicas práticas para ser feliz, no quadro à direita.)

Comecemos pelo engajamento. Algumas pessoas são capazes de se engajar em tudo: entram de cabeça nos romances, doam-se ao trabalho, dão tudo de si a todo momento. Isso é raro e nem sempre é bom (inclusive porque gente engajada demais tende a negligenciar outros aspectos da vida, em especial o prazer). Ninguém precisa ir tão longe, mas o esforço de estar atento ao mundo, participando da vida, vale a pena.

Mihaly Csikszentmihalyi (pronuncie "txicsentmirrái"), pesquisador da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, estuda um fenômeno cerebral chamado "fluxo", que ocorre quando o engajamento numa atividade torna-se tão intenso que dá aquela sensação boa de estar completamente absorto, a ponto de esquecer do mundo e perder a noção do tempo. Ou seja, é um estado de alegria quase perfeita. Esse fenômeno acontece com monges em estado de meditação, mas também em situações muito mais comuns, como ao tocar um instrumento, andar de bicicleta ou até mesmo ao consertar a estante da casa. Um outro pesquisador, o americano Richard Davidson, da Universidade de Wisconsin, observou em laboratório que as pessoas em estado de fluxo ativam uma região do cérebro chamada córtex pré-frontal esquerdo, o que pode ter uma série de efeitos no organismo, inclusive um melhor funcionamento do sistema imunológico. Ao longo de um estudo realizado na Holanda, pessoas que entraram em fluxo tiveram seu risco de morte reduzido em 50%, por reagirem melhor a doenças.

E como se entra no tal fluxo? Csikszentmihalyi afirma que o segredo é buscar atividades nas quais se possa usar todo o seu talento. Tem de ser um desafio não muito fácil a ponto de ser entediante, nem tão difícil que se torne frustrante. Procurar experiências desse tipo é recompensador e traz níveis bem altos de felicidade. Claro que infelizmente nem todo mundo tem a sorte de encontrar desafios assim no trabalho. Nesse caso, um hobby pode ajudar na busca por engajamento e por momentos de fluxo - pode tanto ser uma atividade manual ou intelectual quanto um esporte.

Quanto ao terceiro pilar da felicidade, o significado, o jeito tradicional de conquistá-lo é via religião. Há milênios, a humanidade encontra alento na crença de que cada um de nós faz parte de uma ordem maior. Pesquisas mostram que as pessoas religiosas consideram-se, na média, mais felizes que as não-religiosas - elas também têm menos depressão, menos ansiedade e suicidam-se menos. A crença de que Deus está nos observando, nas palavras do psicólogo e estudioso da religião Michael McCullough, da Universidade de Miami, é uma espécie de "equivalente em grande escala do pensamento ‘se eu não conseguir pagar o aluguel, meu pai vai ajudar’". Ou seja, é um conforto, uma garantia de que, no final, as injustiças serão corrigidas e nossos esforços, reconhecidos.

Mas a religião não é a única forma de dar significado à vida. Um truque eficaz para ficar mais feliz é fazer o bem para os outros - visitar um orfanato, ajudar uma criança a fazer a lição de casa, dar um presente útil. E isso não é conversa mole. Seligman mediu em laboratório os efeitos do altruísmo e percebeu que um único ato de bondade pode melhorar efetivamente os níveis de felicidade de uma pessoa por até dois meses. Cinco atos de bondade por semana turbinaram sensivelmente o astral dos cobaias - e, quando todos os cinco foram realizados num mesmo dia, o benefício foi ainda maior. Também se alcança significado construindo algo que pode sobreviver a você. O exemplo clássico é criar filhos. Uma outra dica é acreditar que sua vida é importante para alguma grande causa: a história, a ciência, a justiça social, a democracia, a liberdade, o progresso, a natureza. Ou seja, é útil crer em algo, mesmo que não seja em Deus.

Para terminar, há uma regra da qual especialista nenhum discorda: ter amigos (e nem precisam ser muitos) ajuda a ser feliz. Amigos contam pontos nos três critérios: trazem, ao mesmo tempo, prazer, engajamento e significado para nossas vidas.



Ser infeliz é preciso

Ok, já temos a receita da felicidade. Basta juntar prazer, engajamento e significado e nossa vida se resolve para sempre? Ah, se fosse assim tão simples. A felicidade, como não cansam de repetir os poetas e os chatos, é breve. Ainda bem. Felicidade, por definição, é um estado no qual não temos vontade de mudar nada. Ou seja, se passássemos tempo demais assim, nossas vidas estacionariam. A busca da felicidade é o que nos empurra para a frente - se agarramos a cenoura, paramos de correr e a brincadeira perde completamente a graça. Portanto, um pouco de ansiedade, de insatisfação, é perfeitamente saudável.

"Felicidade é projetada para evaporar", escreveu Robert Wright. E, segundo ele, há uma razão evolutiva para isso também: "se a alegria que vem após o sexo não acabasse nunca, então os animais copulariam apenas uma vez na vida". Mora aí um dos grandes problemas atuais. Muita gente acredita que é possível viver uma existência só de altos, sem nenhum ponto baixo, sem tristeza, sem sofrimento. E alguns estão dispostos a conseguir isso sem esforço algum, só à custa de antidepressivos.

Isso é conversa de cientista, mas alguns religiosos, em especial os budistas, já afirmam algo parecido há muito tempo. Um de seus preceitos básicos é o de que "a vida é sofrimento". Coisa chata, né? Talvez, mas ter consciência de que o sofrimento é inevitável pode ajudar a trazer felicidade, e certamente diminui a ansiedade. O conselho do dalai-lama é que, quando as coisas estiverem mal, em vez de se entregar à infelicidade ou tentar apenas minimizar os sintomas, você respire fundo e tente descobrir o porquê da situação.

Segundo ele, grande parte da dor é criada por nós mesmos, pela nossa inabilidade de lidar com a tristeza e pela sensação de que somos obrigados a ser sempre felizes. Ao encarar o sofrimento de frente e identificar as suas causas reais, você estará dando um passo na direção do autoconhecimento, o que vai lhe permitir entender quais seus objetivos na vida, quais seus valores. Para usar a terminologia de Seligman, esse autoconhecimento dará a você mais clareza sobre que tipo de atividades lhe traz prazer, engajamento e significado. Ou seja, são esses momentos ruins que criarão condições para você correr atrás da sua própria realização - individual, pessoal e intransferível.



Cada um é cada um

É aí que está o pulo-do-gato. Não existe uma fórmula da felicidade que funcione com todo mundo - é justamente nisso que os livros de auto-ajuda costumam falhar. Cada pessoa é diferente e reage à vida de modo diferente. Foi essa a conclusão do estudo realizado em 1996 pelo pesquisador David Lykken, da Universidade de Minnesota. Ele comparou dados sobre 4 000 pares de gêmeos idênticos e percebeu que, na maioria dos casos, quando um tem tendência a ver o mundo de modo otimista, o outro tem também - e quando um é pessimista o outro é igual. Ou seja, existe um forte componente genético na nossa tendência a ser feliz. Não que isso seja uma grande surpresa. Qualquer pai ou mãe sabe que algumas crianças nascem com vocação para o sorriso, enquanto outras são simplesmente muito mais difíceis de agradar.

Nas últimas décadas, apareceram muitas evidências de que nós tendemos a manter um "nível de felicidade" constante ao longo de nossas vidas - e nem mesmo grandes acontecimentos parecem capazes de alterar bruscamente esse nível. Um exemplo disso é a pesquisa conduzida pelo psicólogo Richard Lucas, da Universidade do Estado de Michigan, Estados Unidos. Lucas passou 15 anos entrevistando solteiros e casados na Alemanha e pedindo que eles dessem notas de 0 a 10 para seu estado de felicidade. Os solteiros tinham média 7,28. No momento em que eles casavam, o valor aumentava muito: para perto de 8,5. Mas dois anos depois a média já era de exatamente 7,28 outra vez. Ou seja, a longo prazo, o casamento parece não mudar - para melhor ou para pior - o nível de felicidade .

O mesmo vale para outros acontecimentos radicalmente transformadores - para o bem ou para o mal. Um estudo com ganhadores da loteria realizado em 1978 mostrou que esses felizardos têm picos de felicidade logo após o prêmio, mas tendem a voltar aos níveis anteriores alguns meses depois. Algo equivalente parece acontecer com pessoas que ficam paraplégicas em acidentes. Elas passam por um período de infelicidade, mas dois meses depois recuperam níveis quase tão altos quanto os anteriores ao acidente.

Esse acúmulo de dados levou alguns especialistas a afirmarem que a felicidade é algo imutável. Oito anos atrás, o pesquisador Lykken criou polêmica ao afirmar publicamente que "parece que tentar se tornar mais feliz é tão fútil quanto tentar se tornar mais alto". Hoje até ele próprio reconhece que essa afirmação foi, no mínimo, exagerada. Parece que uma analogia melhor para a felicidade é compará-la com o peso. Cada um de nós tem um biotipo diferente - uma tendência para ser mais ou menos gordo. Mas é claro que os nossos hábitos e a nossa postura têm uma grande influência sobre o número que aparece na balança. É a mesma coisa com a felicidade: temos uma tendência natural para um certo nível. Mas fazer regime funciona.



Uma questão de desejo

Um exemplo do quanto podemos alterar nossa predisposição genética para a felicidade é a forma como lidamos com nossos desejos. Existem duas maneiras de alcançar a felicidade: possuindo mais ou desejando menos. Se a felicidade é a cenoura, a vara na qual ela está pendurada é o que chamamos de desejo. E estamos fazendo varas cada vez mais compridas.

Veja o caso dos países ricos. "Nos Estados Unidos e na Europa, há uma sensação de desapontamento, pois se está percebendo que existe um limite para a satisfação que a sociedade e os bens materiais trazem", diz o economista e filósofo Eduardo Giannetti, autor do ótimo livro Felicidade. Nos Estados Unidos, desde a Segunda Guerra Mundial, todos os indicadores econômicos e sociais melhoraram sem parar. A renda triplicou, o tamanho das casas dobrou e o acesso aos bens materiais cresceu tanto, que hoje há mais carros nas garagens do que habitantes no país. Ainda assim, o índice nacional de felicidade não cresceu um milímetro sequer. O Centro de Pesquisas de Opinião Nacional dos Estados Unidos entrevista periodicamente os americanos desde os anos 50 - e o resultado é invariavelmente o mesmo (um terço deles se considera "muito feliz").

Há uma razão para isso: os americanos querem cada vez mais. Seus desejos não páram de crescer. Ou seja, a cenoura está cada vez mais apetitosa, mas também mais distante. Demandas crescentes são a condição essencial para manter a economia funcionando. A lógica do capitalismo é criar necessidades, para então satisfazê-las - não por acaso, esse país de insatisfeitos é o mais rico do mundo. Precisamos das coisas a partir do momento em que elas estão disponíveis e isso vale tanto para produtos quando para idéias. Quando vemos pessoas lindas, maquiadas e malhadas nas capas das revistas, e aparelhos de som inacreditáveis nos anúncios, fica difícil nos satisfazer com nosso visual comum e com o walkman velho mas honesto. Acontece que a felicidade não está diretamente ligada aos bens materiais. Ed Diener, da Universidade de Illinois, estudioso do assunto há 25 anos, avaliou o nível de felicidade das 400 pessoas mais ricas do mundo segundo a revista Forbes, e concluiu que elas estão rigorosamente empatadas com os pastores maasai da África.

Para complicar, temos cada vez mais opções. Na época em que a prateleira da farmácia abrigava apenas xampu para cabelos secos, normais ou oleosos, era fácil escolher um e ir para casa tranqüilo. Mas, quando na sua frente se enfileiram xampus de todas as procedências e preços, para cabelos ondulados, escuros, danificados, mistos, com pontas duplas, tingidos ou fracos, você não tem mais tanta segurança de que sua escolha foi a melhor. O mesmo acontece na hora de comprar um carro, creme dental ou comida congelada. Ou no momento de escolher um namorado ou uma profissão. "Muita gente fica simplesmente paralisada com tantas opções", diz o psicólogo americano Barry Schwartz em seu livro, The Paradox of Choice ("O Paradoxo da Escolha", não lançado no Brasil). Está aí uma fonte de frustração e ansiedade.

Em 2000, Sheena Iyengar e Mark Lepper, das Universidades de Columbia e Stanford, montaram em uma loja dois estandes com amostras de geléia, um com 24 opções de sabor e outro com apenas seis. O número de clientes que comprou o produto foi dez vezes maior no estande menos variado, ainda que o outro tenha atraído 50% mais gente. Por que isso acontece? Schwartz sugere que nessas situações as pessoas avaliam intuitivamente os "custos de oportunidade": uma escolha implica abrir mão de todas as outras opções. Quando há centenas de possibilidades, escolher uma só significa "perder" muito mais. E, no mundo de hoje, em que cada um tem acesso ao mundo inteiro pela internet e quase não há limites para os nossos desejos, parece inevitável ficar ansioso - e infeliz - com tudo isso.

Pesquisando o assunto, o psicólogo encontrou padrões de comportamento que permitem dividir as pessoas em dois grupos: as que procuram fazer escolhas apenas satisfatórias, sem tentar alcançar a perfeição, e as que não sossegam até que encontrem "a melhor opção de todas". As pessoas do segundo grupo costumam fazer escolhas melhores, é claro. Mas as do primeiro ficam mais felizes com suas decisões. "A solução é diminuir o número de opções ou melhorar nossa maneira de fazer escolhas", diz Schwartz.

Então tá. Mas será que sabemos fazer as melhores escolhas para nossa vida? Segundo os pesquisadores Daniel Gilbert, Tim Wilson, George Loewenstein e Daniel Kahneman, a resposta é não. Decisões são tomadas tendo como base nossa previsão de como cada opção vai afetar nossas vidas. Porém, segundo eles, temos uma dificuldade enorme para avaliar o quanto um acontecimento vai nos deixar felizes ou infelizes.

Nós superestimamos a intensidade e a duração das nossas reações emocionais, ao mesmo tempo que subestimamos nossa capacidade de adaptação. Lembra da história dos ganhadores da loteria e acidentados paraplégicos que logo voltam ao nível normal de felicidade? Pois então: somos capazes de nos acostumar com quase tudo. Damos importância demais a escolhas que não são tão definitivas assim e esquecemos que uma decisão "errada" não é o fim do mundo. É uma questão de colocar limites nos nossos desejos. Em outras palavras, ser feliz é muito mais simples do que se pensa.



Simples? Então explique

Tem uma idéia central: não leve tudo tão a sério. "Leveza" é a palavra-chave. Não quer dizer que todos devamos instalar um sorriso permanente no rosto e começar a achar bom tudo o que acontece. Leveza significa entender que até as melhores sensações têm fim, assim como não há aborrecimento que dure para sempre. Não é para se tornar um bobo-alegre: às vezes as circunstâncias nos obrigam a reagir de jeito negativo, e isso não é necessariamente ruim.

Gianetti chama atenção para a diferença entre "ser feliz" e "estar feliz". "Existem pessoas que levam uma vida cheia de momentos de prazer, mas que não têm um caminho ou um significado. No extremo contrário estão aqueles que abrem mão do ‘estar feliz’ por só pensar no futuro e viver com prudência demais". Talvez o melhor caminho esteja entre esses dois. Atingir esse equilíbrio não é moleza e infelizmente não há fórmula mágica nem manual completo. O lance é prestar atenção a si mesmo e ir mudando aos pouquinhos. "As transformações mentais demoram e não são fáceis. Demandam um esforço constante", aconselha o dalai.
Felicidade não é um fim em si, e sim uma conseqüência do jeito que você leva a vida. As pessoas que procuram receitas e respostas complicadas para ela acabam perdendo de vista os pequenos prazeres e alegrias. É o dia-a-dia de uma pessoa e a maneira como ela reage às situações mais banais que definem seu nível de felicidade. Ou, para resumir tudo: um jeito garantido de ser feliz é se preocupando menos em ser feliz.


quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A Felicidade reinventada - Prozac

A FELICIDADE REINVENTADA - Prozac



Lançado na década de 80 pelo laboratório Eli Lilly, o Prozac revolucionou o tratamento contra a depressão. O mérito da chamada "pílula da felicidade" foi reduzir os efeitos colaterais que, até então, eram muito acentuados nos outros remédios antidepressivos, trazendo uma sensação de bem-estar para o paciente. Com o Prozac, diminuiu a ocorrência de efeitos como prisão de ventre, queda da pressão sangüínea, distúrbios cardíacos, ganho de peso e tontura. Estima-se que mais de 40 milhões de pessoas no mundo já tenham usado o medicamento desde o seu surgimento, em 1986.

O princípio ativo do Prozac é o cloridrato de fluoxetina. Ele faz parte de um grupo de medicamentos chamados de "inibidores seletivos da recaptura da serotonina". A serotonina é um dos neurotransmissores do cérebro e atua na comunicação entre as células nervosas - os neurônios. Inibindo a sua recaptura pelas células nervosas, o Prozac aumenta o nível de serotonina disponível no cérebro. Isso facilita a transmissão da informação entre os neurônios e alivia os sintomas da depressão. Os antidepressivos mais antigos influenciam vários neurotransmissores ao mesmo tempo e, por isso, podem trazer mais efeitos indesejáveis. Já o Prozac atua de forma específica na serotonina.

O Prozac também tem sido usado para o combate de outras desordens, como a síndrome do pânico, a bulimia e o distúrbio obsessivo compulsivo (DOC). Críticos alertam para o uso indiscriminado do medicamento, às vezes utilizado para resolver problemas como timidez, ansiedade e tristeza, que não deveriam ser tratados com remédios. Os efeitos colaterais conhecidos do Prozac são agitação, insônia, dor de cabeça, náusea e secura na boca. A aparente ausência de efeitos perigosos transformou o Prozac num remédio fácil de ser receitado por médicos.

Nos últimos anos, no entanto, alguns advogados de presos acusados de assassinato nos Estados Unidos começaram a alegar que seus clientes cometeram o crime sob a influência do medicamento. Houve também uma série de acusações de que o antidepressivo provocaria obsessões suicidas. Alguns pacientes chegaram a entrar com processo na Justiça contra a Eli Lilly. Os defensores do Prozac argumentam que as taxas de suicídio são mais altas entre pessoas que estão deprimidas e que a incidência de suicídio entre os que tomam Prozac não é maior do que entre os que tomam outros medicamentos antidepressivos.
Após o sucesso do Prozac, outros "inibidores da recaptura da serotonina", como Zoloft, Paxol e Nuvoz, apareceram no mercado. Nos últimos anos, foram lançadas também versões genéricas do medicamento, pois a patente expirou e laboratórios concorrentes puderam comercializar produtos com o mesmo princípio ativo do Prozac.

O impacto da descoberta
O Prozac revolucionou o tratamento contra a depressão ao reduzir os efeitos colaterais em relação a outros remédios antidepressivos. Seu sucesso estimulou o surgimento de drogas semelhantes no mercado

Virou estrela
Verdadeira febre nos Estados Unidos, o Prozac se tornou famoso no mundo inteiro por ser consumido por celebridades como o magnata do ramo imobiliário Donald Trump. Graças ao seu sucesso, o antidepressivo virou ele mesmo uma celebridade. Foi capa de inúmeras revistas e tema de diversos programas de rádio e de televisão. Apareceu até em uma citação do ator e diretor Woody Allen no filme Um Misterioso Assassinato em Manhattan (1993): "Não há nada de errado com você que não possa ser curado com um pouco de Prozac e um taco de pólo", diz seu cômico personagem. Mais recentemente, o medicamento foi tema do filme Amor, Curiosidade, Prozac e Dúvidas (2001), do diretor Miguel Santesmases, que adaptou um romance homônimo da espanhola Lucía Etxebarría, best seller na Europa. No mesmo ano foi lançado Nação Prozac, do diretor Erik Skjoldaejrg. Estrelado pelas atrizes Christina Ricci e Jessica Lange, o filme é baseado no romance autobiográfico de Elizabeth Wurtzels, ex-crítica de música da revista New Yorker. O livro conta a história de uma garota que passa por crises agudas de depressão e chega a tentar o suicídio, antes de ser tratada com Prozac.