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quinta-feira, 19 de setembro de 2024

Pesquisadores descobrem lagarto que cria bolha para respirar embaixo d'água

Pesquisadores descobrem lagarto que cria bolha para respirar embaixo d'água

Curiosa estratégia de sobrevivência foi observado em uma espécie de animal que vive nas florestas da Costa Rica.

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Cientistas encontram fóssil do menor dinossauro do mundo

Cientistas encontram fóssil do menor dinossauro do mundo


Pesquisadores encontraram em Mianmar um fóssil de um crânio minúsculo preso em âmbar (resina de árvores fossilizadas). 

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

O que é a 'evolução rápida', que transformou um lagarto brasileiro em apenas 15 anos


O que é a 'evolução rápida', que transformou um lagarto brasileiro em apenas 15 anos

A cabeça e a boca dessa espécie de lagarto aumentaram 
em apenas 15 anos no Brasil 


A evolução não precisa demorar milhões de anos para acontecer. E um dos exemplos mais extraordinários de que a chamada "evolução rápida" é possível vem de um réptil brasileiro.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

O novo rei dos animais - Paleontologia - Giganotossauro


O NOVO VELHO REI DOS ANIMAIS - Paleontologia - Giganotossauro


Grandão, comia 1 tonelada de carne por dia 
Quase tudo o que sabemos dos dinossauros veio de fósseis do hemisfério norte. Isso quer dizer que só conhecemos metade da história. A outra metade, que se desenrolou no hemisfério sul, ainda é uma incógnita. Está apenas começando a ser pesquisada. Mas o início é, no mínimo, espetacular. A prova mais recente disso foi a descoberta no ano passado na Argentina de um predador monumental. Possivelmente o maior comedor de carne de toda a história dos bichos, capaz de engolir perto de 1 tonelada entre almoço e jantar. "A nova espécie é uma das mais importantes já encontradas", diz Rodolfo Coria, paleontólogo do Museu Carmén Funes, em Neuquén, Argentina. Em setembro, ele anunciou a novidade na revista inglesa Nature. 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

A nova face dos dinossauros - Paleontologia


A NOVA FACE DOS DINOSSAUROS - Palentologia


Nem todos eram grandalhões, pesados, devoradores de toneladas de ervas. Apesar de terem desaparecido quase num passe de mágica, novas descobertas sugerem que deixaram vasta descendência - onde estão incluídas até mesmo as aves.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Beleza é fundamental - Jamaica Giant Galliwasp

BELEZA É FUNDAMENTAL - Jamaica Giant Galliwasp



O Jamaica giant galliwasp ("lagarto-gigante-da-jamaica") recebeu essa denominação do zoólogo e botânico inglês George Shaw, que em 1802 catalogou esse réptil de 30 centímetros de comprimento como o maior representante da família Anguidae até então conhecido. Endêmico da Jamaica (ou seja, só existia lá), esse lagarto era encontrado, até a data do último registro de sua existência, em 1840, nos pântanos espalhados ao longo da ilha caribenha, onde cavava sua toca e se alimentava, quando jovem, de frutas silvestres, plantas e insetos, incluindo mais tarde em sua dieta alguns pequenos peixes.
Seu corpo robusto era formado por uma cabeça larga, membros longos e cauda lisa. Sua cor era parda, apresentando pequenos sinais marrons mais escuros ou alaranjados, que se espalhavam por todo o dorso, composto de microssulcos que lhe conferiam uma aparência medonha. Talvez por causa desse visual nada simpático, os jamaicanos acreditavam que o bicho era venenoso e traiçoeiro. Tanto que o perseguiam e abatiam impiedosamente assim que o viam. Ainda hoje os nativos cultivam uma lenda que ouviram de seus ancestrais: se um lagarto da família Anguidae morde uma pessoa e alcança a água ou se molha antes de sua vítima, esta fatalmente morrerá. Se, ao contrário, a pessoa que levou a mordida se molhar ou chegar à água antes do lagarto, quem vai morrer é o animal.
Imaginação à parte, os cientistas que tiveram a oportunidade de examinar o Celestus occiduus comprovaram que o réptil não era venenoso. Se o lagarto-gigante fosse mesmo peçonhento, como dizia a crença popular, provavelmente teria conseguido se proteger de muitos predadores que foram introduzidos indiscriminadamente na Jamaica, fenômeno apontado como a principal causa de extinção dessa espécie.

Jamaica Giant Galliwasp
Nome científico: Celestus occiduus
Ano da extinção: 1840
Habitat: Jamaica

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Invasão de domicilio - Lagarto Gigante de Cabo Verde

INVASÃO DE DOMICÍLIO - Lagarto Gigante de Cabo Verde



O lagarto-gigante-de-cabo-verde é considerado extinto desde 1910 e dele restam apenas alguns exemplares empalhados. A maior coleção, com 26 animais, faz parte do acervo do Museu Regional de Ciência Natural de Turim, na Itália, e foi obtida pelo cientista Mario Giacinto Peracca durante uma expedição ao arquipélago de Cabo Verde, em 1891. Na época, o estudioso retirou cerca de 40 espécimes vivos de Macroscincus coctei de seu habitat e os levou para um cativeiro na cidade de Chivasso, próximo a Turim. Alguns anos depois, em 1898, outro italiano, Leonardo Fea, do Museu de História Natural de Gênova, visitou Cabo Verde. Acredita-se que tenha sido o último cientista que observou um lagarto-gigante ainda vivo.
Pelas anotações deixadas pelos pesquisadores italianos, sabe-se que esse lagarto era encontrado principalmente nos Ilhéus Branco e Raso. O réptil atingia quase 60 centímetros de comprimento, mas só o rabo correspondia a aproximadamente metade do tamanho. Possuía garras poderosas e dentes serrilhados. O dorso de cor cinza apresentava pontos brancos e pretos e era composto de mais de 100 fileiras de pequenas quilhas, contrastando com o ventre liso e esbranquiçado. O bicho se alimentava de sementes e de ovos de pássaros. Comparado aos demais répteis, ele era facilmente domesticado.
O lagarto era caçado implacavelmente pelos habitantes de Cabo Verde, que se deliciavam com a abundante carne e aproveitavam a gordura para fins medicinais. Era uma boa fonte de alimentação para o homem e também para dezenas de animais introduzidos no arquipélago, como cabras, asnos, cachorros e gatos, que, juntamente com várias plantas exóticas, transformaram drasticamente o habitat. Por seu comportamento despreocupado e autoconfiante, típico de um animal que até então vivia sem predadores naturais, o lagarto não demoraria a engrossar a lista de bichos extintos.

Lagarto-Gigante-de-Cabo-Verde
Nome científico: Macroscincus coctei
Ano da extinção: 1910
Habitat: Ilhéus Branco e Raso, no arquipélago de Cabo Verde

quinta-feira, 3 de março de 2011

É um Dragão ou um Lagarto? Kawekaweau

É UM DRAGÃO OU UM LAGARTO? Kawekaweau


Uma antiga lenda da tribo maori, da Nova Zelândia, falava de uma misteriosa criatura chamada kawekaweau, uma espécie de pequeno dragão que se escondia sob árvores caídas e que saía do seu esconderijo para atacar pessoas incautas. Esse dragão, na verdade, seria um lagarto com um tamanho muito superior ao de outras espécies, cerca de 60 centímetros de comprimento. Os aborígines de Ilha do Norte afirmavam que, em 1870, o chefe da tribo urewera havia capturado um exemplar vivo do kawekaweau, encontrado sob a casca de uma árvore já morta na região central da Nova Zelândia. Ele o descreveu como um animal pardo, com listras vermelhas e espessura de um punho humano. Apesar do relato feito pelo líder da tribo, nenhum espécime foi preservado, e os cientistas passaram a considerar que o lagarto gigante nada mais era que uma criatura lendária e fantástica, fruto da imaginação dos maoris.
A comprovação da existência desse animal viria só em 1986, quando um grupo de pesquisadores publicou um artigo anunciando a "descoberta" de uma pele antiga de um réptil empalhado que estava esquecido havia muito tempo no Museu de História Natural de Marselha, na França. Amarrado a uma tábua, sem qualquer identificação ou registro sobre sua origem, esse exemplar único, com as características descritas pelo chefe da tribo urewera, havia passado despercebido no museu francês por mais de um século. A surpreendente descoberta pôs fim às dúvidas sobre a existência do kawekaweau, mas levantou novas questões. Qual seria a origem do animal empalhado? Como ele foi parar no museu? Mesmo sem saber responder a tais perguntas, os pesquisadores se detiveram a examinar o maior lagarto que já haviam visto, classificando-o, finalmente, sob o nome científico de Hoplodactylus delcourti.
A maioria das informações sobre o kawekaweau vem de suposições feitas a partir de dados observados em espécies similares. Sabe-se que os répteis da família Hoplodactylus apresentam características essencialmente terrestres e cores que variam entre marrom, cinza, amarelo, preto e, em alguns casos, verde ou vermelho-escuro. De hábitos noturnos ou diurnos, a maioria desses répteis passa a maior parte do tempo tomando banho de sol. Em busca de comida, eles possuem grande habilidade para escalar árvores e arbustos.
No caso dos Hoplodactylus delcourti, presume-se que foram importantes predadores e que consumiam uma ampla variedade de alimentos, inclusive plantas, o que lhes conferia a função de polinizadores dentro do ecossistema neozelandês. Infelizmente, essa espécie desapareceu antes que pudesse ser feito qualquer estudo sobre seu comportamento ou suas características biológicas. Tampouco se sabe as causas da sua extinção. Os cientistas acreditam que mudanças dramáticas no habitat e o impacto da introdução de predadores como ratos, doninhas e gatos, desde o início da colonização da Nova Zelândia, há mais de 1000 anos, tiveram um papel significativo no desaparecimento desse que é considerado o maior lagarto do mundo.

Kawekaweau
Nome científico: Hoplodactylus delcourti
Ano da extinção: 1870
Habitat: Ilha do Norte, Nova Zelândia