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terça-feira, 9 de janeiro de 2024

Presa gigantesca de mamute é encontrada em mina de carvão nos Estados Unidos

Presa gigantesca de mamute é encontrada em mina de carvão nos Estados Unidos

Fósseis do animal da Era do Gelo foram encontrados por acidente por mineradores que trabalham no local.

sábado, 11 de novembro de 2023

Animal considerado extinto há 60 anos é encontrado na Indonésia

Animal considerado extinto há 60 anos é encontrado na Indonésia

Expedição que redescobriu a espécie de mamífero que bota ovo também identificou um surpreendente camarão que vive fora d'água.

sábado, 13 de maio de 2023

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Extinta há 100 anos, prima da zebra está de volta à vida


Extinta há 100 anos, prima da zebra está de volta à vida


Uma equipe de cientistas da Cidade do Cabo, na África do Sul, conseguiu reviver o quaga, um parente próximo da zebra, que estava extinto há mais de cem anos.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Com sementes de mais de 800 anos, alunos revivem planta extinta


Com sementes de mais de 800 anos, alunos revivem planta extinta


o é nada incomum esbarrar com um lindo jardim por aí. Além de toda a beleza, alguns deles podem trazer boas notícias. Em uma Universidade em Winnipeg, Canadá, os alunos conseguiram plantar um tipo de abóbora que estava extinto havia centenas de anos.

sábado, 16 de abril de 2011

Sumiço Relâmpago - Eugella Gastric - Brooding Frog

SUMIÇO RELÂMPAGO - Eungella Gastric-Brooding Frog



Logo após a descoberta da rã Rheobatrachus vitellinus, em janeiro de 1984, no Parque Nacional de Eungella, região centro-leste do Estado de Queensland, na Austrália, foi criado um programa de monitoramento dessa espécie. O objetivo era avaliar até que ponto esse anfíbio corria risco de extinção. Isso porque, três anos antes, um parente próximo, Rheobatrachus silus, havia desaparecido da face da Terra, e os cientistas queriam evitar que a espécie recém-identificada tivesse o mesmo destino. Mas não houve tempo de fazer muita coisa. Pouco mais de um ano depois, em março de 1985, o R. vitellinus deu seu último sinal de vida.
Conhecido pelos nomes populares eungella gastric-brooding frog ou então northern gastric-brooding frog (em português, seria algo como "rã incubadora gástrica do norte"), o R. vitellinus tinha um curioso processo de reprodução, similar ao do R. silus. Ambas as espécies engoliam seus ovos fertilizados, interrompiam o funcionamento do sistema digestivo e chocavam os ovos no estômago. A barriga da rã ficava tão cheia de girinos que mal conseguia inflar os pulmões de ar. Após seis a sete semanas de incubação, a rã regurgitava os filhotes pela boca. Nessa hora, permanecia com a boca bem aberta para facilitar a saída dos rebentos. Na única vez que o espetáculo do nascimento foi testemunhado, durou 34 horas.
O R. vitellinus tinha hábitos noturnos e, por isso, raramente era visto durante o dia. Gostava de ficar submerso na água somente com os olhos para fora. Sua coloração era marrom opaca, com manchas escuras ao longo do corpo. Pareciam pequenos pontos flutuantes, por causa de seu tamanho: a fêmea media de 42 a 58 milímetros e o macho, de 47 a 83 milímetros. Circulava entre as rochas dentro da água. Dali tirava seu alimento, capturando pequenos insetos e larvas.
As causas de sua extinção não são conhecidas. A teoria mais recente aponta o fungo Chytridiomycota como responsável pelo sumiço da rã. O fungo pode ter sido introduzido no habitat por meio de peixes migratórios, pássaros e insetos aquáticos. Alguns cientistas acreditam que a resistência do anfíbio foi sendo minada por mudanças climáticas provocadas pelo efeito estufa e pela contaminação das águas pela atividade da mineração.

Eungella Gastric-Brooding Frog
Nome científico: Rheobatrachus vitellinus
Ano da extinção: 1985
Habitat: centro-leste de Queensland, Austrália

terça-feira, 12 de abril de 2011

O Estômago que chocava - Gastric Brooding Frog

O ESTÔMAGO QUE CHOCAVA - Gastric Brooding Frog



Clima tropical, rochas e águas rasas formavam o habitat perfeito para a Rheobatrachus silus, descoberta em 1973 e encontrada somente na Floresta Tropical Australiana, na Cordilheira de Blackall e no Parque Nacional de Conondale, no sudeste do Estado de Queensland. Conhecido pelo nome popular gastric-brooding frog (em português seria algo como "rã de incubação gástrica"), esse anfíbio tinha mais hábitos aquáticos do que terrestres. Como passava a maior parte do tempo dentro d’água e era um excelente nadador, suas patas traseiras eram palmadas, ou seja, possuíam membranas natatórias. Mas a rã gostava também de ficar nas fendas das rochas, escondendo-se da enguia, um de seus principais predadores.
A fêmea atingia a idade reprodutiva com cerca de dois anos. Ela botava em torno de 40 ovos e, depois de fertilizados pelo macho, engolia-os de volta. Os girinos se desenvolviam dentro do estômago da mãe por seis a sete semanas. Depois, eram expelidos, um a um, pela boca, completamente formados. Nasciam cerca de 25 rãzinhas. Os cientistas não sabem se a fêmea engolia todos os ovos e se alimentava de alguns deles ou se ela não engolia todos. De qualquer modo, era intrigante essa capacidade da fêmea de interromper a produção do suco digestivo enquanto os girinos estavam em seu organismo. Infelizmente, o segredo de como ela conseguia fazer isso desapareceu juntamente com a espécie, em 1981. Essa informação poderia ser útil, por exemplo, para pesquisas sobre tratamentos de gastrite e úlceras gástricas.
Há muitas teorias sobre as razões do desaparecimento das gastric-brooding frogs. O efeito estufa (elevação da temperatura na Terra em conseqüência do aumento da emissão de gases na atmosfera) é citado freqüentemente como uma das causas da extinção de vários anfíbios. Especula-se também que as rãs teriam sido dizimadas por um microrganismo, Phylum chytridiomycota. Outra hipótese plausível é a destruição do habitat pelo homem. Acredita-se que as três causas sejam interdependentes.

Gastric- Brooding Frog
Nome científico: Rheobatrachus silus
Ano da extinção: 1981
Habitat: Queensland, Austrália

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O ouro virou pó - Sapo Dourado

O OURO VIROU PÓ - Sapo Dourado



Apesar do nome, o sapo-dourado tinha a pele praticamente alaranjada. Sua cor intensa e esmaltada lhe dava um ar ao mesmo tempo misterioso e distinto. Era encontrado somente na Floresta Nebulosa de Monteverde, região norte da Costa Rica, país que abriga 182 espécies de anfíbios, ou 4% do total conhecido no mundo. Os cientistas descobriram- no em 1976.
O ritual de acasalamento do sapo-dourado reunia os anfíbios em poças formadas pelas águas da chuva e era disputadíssimo. Motivo: em média, havia oito machos para cada fêmea. Enquanto um macho estava com uma fêmea, ele precisava ficar atento para evitar que a parceira fosse assediada por sapos solitários que ficavam à espreita.
As fêmeas podiam botar de 200 a 400 ovos. A metamorfose de girino a sapo levava cinco semanas. Quando os sapinhos nasciam, não dava para saber seu sexo, pois eles eram parecidos no tamanho e na cor. À medida que cresciam, os machos adquiriam a cor laranja, enquanto as fêmeas ficavam mais escuras e com manchas coloridas. Com 42 a 56 milímetros, a fêmea era ligeiramente maior do que o macho, que tinha entre 39 e 48 milímetros.
O motivo do desaparecimento do sapo-dourado é ainda um mistério. Especula-se que tenha sido vítima de alguma doença causada por fungos ou das mudanças climáticas no seu habitat. Sabe-se que essa espécie era muito vulnerável pelas características de sua reprodução, que ocorria somente na temporada chuvosa, entre os meses de abril e junho. E a chuva precisava cair em níveis adequados. Se chovesse muito, as águas arrastavam as larvas. Se chovesse pouco, as poças de água secavam antes que as larvas pudessem se desenvolver nelas nas primeiras semanas de vida. Em 1987, uma prolongada estiagem na Costa Rica causou uma drástica redução no número de vários anfíbios, incluindo o sapo-dourado. Desde 1989, a espécie deixou de ser vista na região e acredita-se que esteja extinta.

Sapo-Dourado
Nome cientifico: Bufo periglenes
Ano da extinção: 1989
Habitat: Costa Rica

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Peixe evolui e se adapta a rio poluído nos Estados Unidos

17/02/2011 19h37 - Atualizado em 17/02/2011 19h37

Peixe evolui e se adapta a rio poluído nos Estados Unidos, diz estudo
Mudança genética tornou espécie resistente a substância poluente.
É a primeira demonstração do tipo em vertebrados.

Um artigo publicado pela “Science” nesta quinta-feira mostrou que uma espécie de peixe conseguiu não só sobreviver, mas também se desenvolver nas águas poluídas do Rio Hudson, em Nova York. Por 30 anos, mais de meia tonelada de bifenilpoliclorados (PCB, na sigla em inglês) foram jogados ali, contaminando e devastando populações de peixes.

Cerca de 50 anos depois, pesquisadores da Universidade de Nova York (NYU) e do Instituto Oceanográfico Woods Hole (WHOI) detectaram uma mudança evolutiva que levou o Microgadus tomcod, um parente menor do bacalhau, a uma resistência ao PCB.

Anteriormente, já haviam sido percebidas adaptações de insetos a inseticidas e de bactérias a antibióticos. Contudo, “esta é a primeira demonstração de um mecanismo de resistência em qualquer população vertebrada”, afirmou Isaac Wirgin, um dos autores do estudo.

A descoberta é “um exemplo de como as atividades humanas podem provocar a evolução ao introduzir fatores de estresse no meio ambiente”, segundo a bióloga Diana Franks, que colaborou na pesquisa.

A alteração genética foi percebida por meio da análise do gene AHR2, um método comum de controlar a sensibilidade aos PCB’s. Dois dos 1.104 aminoácidos normalmente encontrados nas proteínas desse gene aparentemente sumiram nos espécimes que vivem na região.

A mudança provoca espanto por se tratar de algo muito rápido; a poluição do rio com esse composto químico começou a cerca de cem anos. “Qualquer mudança evolucionária nesse ritmo não pode ser uma coisa boa”, afirmou Wirgin, que disse ainda que o peixe deve precisar se readaptar caso o rio seja limpo.

Os cientistas fazem ainda o alerta de que a adaptação terá impacto na cadeia alimentar. “O peixe sobrevive, mas ainda acumula PCB’s no corpo e passa para frente, para quem quer que o coma”, apontou Mark Hahn, outro colaborador. Ele serve de alimento para peixes maiores e, consequentemente, os poluentes podem até ser consumidos por seres humanos.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Rã sem-teto - Rã Pintada de Israel

RÃ SEM-TETO - Rã Pintada de Israel


A rã-pintada-de-israel (Discoglossus nigriventer), também conhecida como rã-pintada-palestina, era um anfíbio de cores ocre e ferrugem, manchado de verde-escuro. A barriga escura contrastava com as pequenas manchas brancas espalhadas pelo corpo sem nenhum padrão. Essa rã era encontrada somente nos pântanos do Vale de Hula, região norte de Israel, e em algumas áreas da Síria próximas à fronteira com Israel. Rã de hábitos noturnos, durante o dia ela costumava permanecer quietinha no alagado, somente com a cabeça para fora.
No início da década de 50, os pântanos do Vale de Hula foram drenados para seu aproveitamento na agricultura e também para erradicar um possível foco do mosquito transmissor da malária. Com isso, a área pantanosa, que antes ocupa-va 6 000 hectares, foi reduzida para apenas 300. Com seu habitat natural praticamente destruído, a rã-pintada-de-israel desapareceu em meados de 1955, juntamente com outras espécies endêmicas de animais e plantas.
O episódio despertou a atenção de movimentos ambientalistas, que pressionaram o governo israelense a criar, em 1964, uma reserva natural nas áreas que haviam sobrado dos pântanos. Mais tarde, em 1971, foi iniciado um programa de restauração do Vale de Hula, numa tentativa de reconstruir o habitat dos animais expulsos da região. O resultado foi a restauração de uma área de 800 hectares fora da reserva, quase o triplo do que havia restado dos pântanos. Parte das águas retiradas pela atividade agrícola foi devolvida ao local, na esperança de recriar um ambiente propício para a reintrodução de algumas espécies. Boa parte da fauna e da flora retiradas do local voltou a preencher a região de Hula - exceto, é claro, as espécies extintas para sempre, como parece ser o caso da rã-pintada-de-israel. Para esse anfíbio, o plano de preservação do ecossistema do Vale de Hula chegou tarde demais. Dele agora restam só dois espécimes conservados para exibição em museus.

Rã-Pintada-de-Israel
Nome cientifico: Discoglossus nigriventer
Ano da extinção: 1955
Habitat: Vale de Hula (Israel)

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O Sol Acabou - Southern Day Frog

O SOL ACABOU - Southern Day Frog


A southern day frog era uma rã de hábitos diurnos. Ganhou esse nome porque costumava ficar horas tomando banho de sol ou relaxando sobre pedras aquecidas pelos raios solares. A pele, bem macia, precisava estar sempre hidratada Por isso, vivia próximo a córregos e correntes de água, dando freqüentes mergulhos. A coloração era cinza ou marrom, com as costas cheias de manchas escuras. As patas traseiras tinham os dedos largos, sem natatórias, o que não impedia a rã de nadar, principalmente para fugir dos predadores.
Minúscula, a southern day frog tinha o tamanho de um polegar humano. O macho alcançava entre 22 e 27 milímetros e a fêmea, entre 23 e 30 milímetros. Coaxava emitindo um som parecido com o cacarejo das galinhas. O acasalamento ocorria nas estações mais quentes do ano. A fêmea botava ovos gelatinosos e os escondia embaixo de galhos ou pedras submersas. Ali os girinos ficavam até se tornar adultos. O comportamento da espécie foi pouco estudado por causa do pequeno intervalo entre sua descoberta e sua extinção. A rã foi descoberta pela ciência em 1966, nas florestas tropicais da Cordilheira de Blackall e D’Aguilar e no Parque Nacional de Conondale, sudeste do Estado de Queensland, na Austrália. Foi observada pela última vez em 1979.
As causas de sua extinção não foram esclarecidas. Não há evidências de que tenha sido vítima da poluição das águas ou da caça indiscriminada por parte dos colecionadores de anfíbios. Uma das hipóteses é que a southern day frog tenha sido dizimada por uma doença ainda desconhecida. O superaquecimento do planeta, responsável por mudanças climáticas, também pode ter afetado o habitat e contribuído para o desaparecimento do pequeno anfíbio.

Southern Day Frog
Nome científico: Taudactylus diurnus
Ano da extinção: 1979
Habitat: Queensland, Austrália

quinta-feira, 31 de março de 2011

O Mascote Ameaçado - Coqui Dourado

O MASCOTE AMEAÇADO - Coqui Dourado



A rã coqui, símbolo de Porto Rico, é personagem de poemas, canções e histórias e aparece estampada em lembrancinhas vendidas aos turistas. Os porto-riquenhos adoram seu mascote. Mas a importância desse anfíbio transcendeu o aspecto cultural, virando uma questão ambiental. Nas últimas décadas, das 16 espécies de coquis conhecidas, três já desapareceram: o coqui-palmado (Eleutherodactylus karlschmidti), o coqui-eneida (Eleutherodactylus eneida) e o coqui-dourado (Eleutherodactylus jasperi). A principal causa é o desmatamento, que está acabando com o habitat desses animais.
O coqui-dourado era encontrado somente na Serra de Cayey, onde foi descoberto em 1976. Já no ano seguinte foi colocado na lista de espécies ameaçadas de extinção. Seus hábitos eram noturnos e, como os demais coquis, os machos costumavam coaxar noite adentro, formando um coro barulhento, enquanto as fêmeas permaneciam caladinhas. Ao sinal dos primeiros raios de sol, a bicharada parava a cantoria e ia descansar. O nome coqui se deve ao som emitido pelas rãs: "co, qui, co, qui...". Dizem que, com o "co", os machos demarcam seu território; com o "qui", convidam as fêmeas para o jogo amoroso. Na verdade, só duas espécies (o coqui-comum e o coqui-da-montanha) coaxam desse jeito. Os demais coquis fazem ruídos diferentes para conquistar as fêmeas.
O coqui-dourado era a rã mais querida dos porto-riquenhos. Além de possuir uma cor dourada uniforme, era a única rã ovovivípara conhecida do hemisfério ocidental. Ou seja, ao contrário da maioria dos anfíbios, a fêmea dava à luz filhotes já formados, e não girinos. Ela produzia os ovos, que ficavam em suas trompas durante todo o período de gestação. Em menos de um mês, os filhotes rompiam a casca do ovo e saíam pelo órgão genital da mãe.
Essa espécie gostava de viver entre bromélias, que ofereciam um ambiente úmido e perfeito para seu desenvolvimento. Antes de seu habitat ser destruído para dar lugar à agricultura, as rãs podiam ser vistas em pequenos grupos numa mesma planta. Como não ultrapassavam 2,5 centímetros de comprimento, espaço não era problema. Suas minúsculas patas não eram palmadas - ou seja, a rã não possuía natatórias (membrana entre os dedos), de onde se deduz que não tinha uma vida aquática. Aliás, eleutherodactylus, em grego, significa "dedos livres".
Os coquis, em geral, são rápidos e fogem a qualquer sinal de perigo. Isso sempre dificultou o trabalho dos pesquisadores, que passam madrugadas inteiras em busca do pequeno anfíbio. Desde 1981, o coqui-dourado nunca mais foi visto. As buscas de vestígios de sua existência prosseguem, mas, à medida que o tempo passa, as esperanças diminuem.

Coqui-Dourado
Nome cientifico: Eleutherodactylus jasperi
Ano da extinção: 1981
Habitat: Serra de Cayey, Porto Rico

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Vitória em Perigo - Reverse Tooth Cichlid

VITÓRIA EM PERIGO - Reverse Tooth Cichlid


O desaparecimento do reverse-tooth cichlid, um peixe da família dos ciclídeos que ganhou esse nome por apresentar uma mordida levemente cruzada quando saboreava pequenos moluscos, foi interpretado como um sinal claro de que havia algo errado com seu habitat, o Lago Vitória. Com 69 000 quilômetros quadrados, que se dividem entre os territórios da Tanzânia, do Quênia e de Uganda, o Vitória é o segundo maior lago de água doce do mundo. Não é difícil imaginar a importância que uma reserva de água desse porte tem para esses três países africanos: um terço dos 90 milhões de habitantes é abastecido pelo Vitória. Estima-se que três milhões de pessoas obtenham o sustento diretamente dele. O lago fornece 200 000 toneladas de peixe por ano, água para agricultura e para uso industrial, energia hidroelétrica e é uma das principais atrações turísticas da África.
O reverse-tooth cichlid, que atingia até 15 centímetros de comprimento e era parente do acará brasileiro, sucumbiu às mudanças de condições no Vitória causadas pela interferência humana. Além do lixo e dos dejetos domésticos, indústrias de vários setores despejam resíduos no lago há décadas. O uso exagerado de herbicidas e pesticidas na agricultura também tem contaminado as águas ao longo dos anos, assim como o mercúrio usado nos garimpos de ouro da região. Como obstáculo adicional à sobrevivência das espécies nativas de peixe, houve nos anos 70 a introdução de duas espécies, a tilápia-do-nilo e a perca-do-nilo, que rapidamente se tornaram predominantes no lago, reduzindo o espaço das 400 espécies que já estavam lá. Outro fenômeno foi a multiplicação das algas, o que reduziu a oxigenação da água.

Reverse-Tooth Cichlid
Nome científico: Hoplotilapia retrodens
Ano da extinção: 1996
Habitat: Tanzânia, Quênia e Uganda (Lago Vitória)

História Fugaz - Cachorrito de charco la palma

HISTÓRIA FUGAZ - Cachorrito de charco la palma


O cachorrito (que significa "filhote", em espanhol) era um peixe minúsculo, com não mais que quatro centímetros de comprimento. A história da extinção dessa espécie soa ainda mais triste pelo fato de a ciência ter convivido com ela por apenas cinco anos. O peixe foi descoberto em 1993, quando uma colônia com algumas dezenas de exemplares foi identificada por pesquisadores em meio a algas e plantas aquáticas de um banhado mexicano conhecido como Charco La Palma, na cidade de Aramberri, Estado de Nuevo León. A partir de 1998, contudo, os cachorritos deixaram de ser encontrados em seu habitat. Pressentindo a extinção da espécie, os cientistas haviam capturado alguns exemplares e tentado a reprodução em cativeiro, mas sem sucesso. Como não se tem notícia de outro lugar em que o Cyprinodon longidorsalis exista, a espécie foi então considerada extinta. Pelo seu tamanho, o cachorrito dava a impressão de extrema fragilidade. Mas o gênero Cyprinodon é reconhecido pela grande resistência a variações de temperatura e quantidade de oxigênio na água. Isso faz com que seja capaz de suportar condições hostis para outras espécies. Presume-se que a extinção do cachorrito tenha sido provocada pelo uso excessivo das águas do Charco La Palma para a irrigação. Nos últimos anos, os agricultores da região vêm gradativamente substituindo as plantações de trigo pela fruticultura, uma atividade que exige uso intensivo de água. Com isso, acabou sobrando - ou melhor, faltando - para o pobre cachorrito. Estudiosos estão agora preocupados em evitar o desaparecimento de outras espécies do gênero Cyprinodon que estão ameaçadas de extinção. 5

Cachorrito-de-Charco-la-Palma
Nome científico: Cyprinodon longidorsalis
Ano da extinção: 1998
Habitat: Nuevo León, México

terça-feira, 22 de março de 2011

Quem viu este peixe? Blackfin Cisco

QUEM VIU ESSE PEIXE? - Blackfin Cisco


O último século de vida não foi nada fácil para o blackfin cisco. Até a década de 1880, esse peixe podia ser encontrado em abundância na região dos Grandes Lagos, entre os Estados Unidos e o Canadá. A partir daí passou a ser cobiçado por pescadores, atraídos pelo bom valor comercial que a espécie alcançava. O blackfin precisou também disputar alimentos com espécies introduzidas pelo homem e virou um dos pratos prediletos da lampréia-do-mar (Petromyzon marinus) - que, originária do Oceano Atlântico, adaptou-se bem à água doce e, predadora de várias espécies nativas, fez grandes estragos no ecossistema dos Grandes Lagos.
O blackfin cisco não resistiu e deixou de ser encontrado nos lagos Huron e Michigan, na década de 1960. Não demorou muito para que ocorresse o mesmo nos lagos Superior e Ontário. Seu último reduto foi o lago Nipigon, na província canadense de Ontário. Mesmo lá, não é visto desde 1980. Com até 50 centímetros de comprimento e 1 quilo de peso, o blackfin era reconhecido pelas nadadeiras negras que lhe deram o nome. Tinha a cor predominantemente prateada, com nuances de verde-escuro na parte de trás e de rosa nas laterais.
A esperança é que alguns exemplares permaneçam "escondidos", já que o lago Nipigon é extenso - 4 900 quilômetros quadrados - e o blackfin preferia manter-se longe da superfície, entre 40 e 100 metros de profundidade, onde era capaz de viver por mais de dez anos (quando conseguia escapar de todas as ameaças, é claro). O temperamento recluso fez com que seus hábitos fossem pouco conhecidos, o que impossibilitou qualquer tentativa de criação em cativeiro. 5

Blackfin Cisco
Nome científico: Coregonus nigripinnis
Ano da extinção: 1980
Habitat: Canadá e Estados Unidos (Grandes Lagos)

C=35715
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Por que sumiu ? Upokororo

POR QUE SUMIU? Upokororo


A extinção dessa espécie, chamada de upokororo na lígua maori e conhecida também como grayling-da-nova-zelândia, é uma demonstração de como a presença humana pode atrapalhar ecossistemas em equilíbrio. Até meados do século 19, o upokororo - um ótimo nadador que atingia 25 centímetros de comprimento - era encontrado em abundância nos rios de correnteza forte e águas frias de várias partes da Nova Zelândia, especialmente perto do mar. Na virada do século, a espécie já era considerada rara. No início dos anos 30, um último peixe foi encontrado e levado para o Museu Britânico, em Londres. Hoje, o upokororo só existe nos desenhos e pinturas.
O início do processo de extinção do upokororo coincidiu com o aumento do fluxo de europeus para a Nova Zelândia. A partir da segunda metade do século 19, os colonizadores britânicos fundaram cidades e começaram a usar as terras para a agricultura. A destruição das florestas ao redor dos mananciais de água doce e o conseqüente aumento da incidência de raios solares nos rios pode ter elevado a temperatura da água, tornando-a agressiva para a espécie. A introdução de peixes "estrangeiros", como a truta, pode ter levado doenças desconhecidas aos upokororos.
A espécie tinha a interessante característica de viver parte da vida no mar. Os ovos eram depositados nos rios e os peixes iam passar a "infância" em águas salgadas. Depois de adultos, voltavam para os rios. Sua extinção tornou-se simbólica. Sempre que os neozelandeses querem alertar para a necessidade de proteger o meio ambiente, o caso vem à tona. Embora haja outras quatro espécies sob séria ameaça, trata-se ainda do único caso de extinção registrado entre os peixes da Nova Zelândia nos últimos 200 anos. 5

Upokororo
Nome científico: Prototroctes oxyrhynchus
Ano da extinção: cerca de 1930
Habitat: Nova Zelândia

segunda-feira, 21 de março de 2011

O Elvis das Aguas - Blue Pike

O ELVIS DAS ÁGUAS - Blue Pike


O blue pike é considerado o Elvis Presley dos peixes. Muita gente insiste que ele está vivo, embora as evidências digam o contrário. Assim como o intérprete de Love me tender é vez ou outra "visto" em cidadezinhas interioranas, o blue pike é eventualmente "reencontrado" pelos pescadores. Basta uma análise mais apurada, contudo, para perceber que se trata de uma espécie próxima (ou de um sósia, no caso do Rei do Rock). O blue pike legítimo não é visto desde 1965, quando o último espécime reconhecido por especialistas foi capturado. De lá para cá, virou obsessão entre pescadores amadores dos Estados Unidos e do Canadá reencontrar a espécie, que já foi abundante nos Grandes Lagos - especialmente no lago Erie, no território americano, e no Ontário, do lado canadense.
De carne saborosa, o peixe, que atingia 50 centímetros de comprimento e 1 quilo de peso, foi capturado sem piedade desde 1850. Com base em relatórios esporádicos sobre a pesca nos dois lagos, estima-se que entre 1882 e 1962 tenham sido retirados 450 milhões de quilos do peixe, que ao longo de todo esse período foi um dos pratos principais dos restaurantes das regiões próximas aos Grandes Lagos. Além do interesse comercial, havia a captura esportiva. Em 1955, um torneio reuniu em Erie, na Pensilvânia, 25 barcos, cada um com tripulação entre 20 e 60 homens, com a missão de capturar o maior número possível de blue pikes.
O desaparecimento da espécie foi tão rápido e inesperado que a ciência não teve tempo de se preparar. Em 1959, foram pescadas 36 toneladas do peixe. Em 1964, apenas cinco anos depois, a produção não passou de 90 quilos. Os pescadores e mesmo os biólogos acreditavam tratar-se apenas de uma entressafra, algo que ocorrera em outras ocasiões. Quando perceberam a gravidade da situação, era tarde demais.
Para a posteridade restaram apenas registros descritivos, além de desenhos e fotos amadoras. A existência de espécies muito semelhantes, sobretudo o blue walleye (Stizostedion vitreum vitreum), dá margem a confusões. Em 1999, a notícia de que um pescador amador chamado Jim Anthony havia guardado um blue pike em um freezer durante mais de três décadas animou os pesquisadores, que imaginavam a possibilidade de identificar o DNA da espécie e, assim, ter referências para procurar exemplares vivos. Tratava-se, no entanto, de um cruzamento de blue pike fêmea com macho de blue walleye, o que invalidou o uso do peixe congelado para o objetivo imaginado.
Já se sabia que o blue pike havia se miscigenado com o walleye. Há inclusive cientistas que afirmam ser o blue pike apenas uma subespécie do walleye, com coloração diferente. Pode estar aí, em uma obra da própria natureza, a chave do desaparecimento da espécie. Mas os ambientalistas insistem na tese de que o blue pike sucumbiu à pesca desenfreada e à poluição das águas dos lagos em que vivia - já que foi justamente na década de 1960 que a população às margens do Erie e do Ontario multiplicou-se rapidamente.

Blue Pike
Nome científico: Stizostedion vitreum glaucum
Ano da extinção: 1965
Habitat: Estados Unidos e Canadá

C=35586
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segunda-feira, 14 de março de 2011

O rio ficou pequeno - Gambúsia do rio San Marcos

O RIO FICOU PEQUENO - Gambúsia do rio San Marcos



O Gambusia georgei já era um peixe ameaçado de extinção quando foi descoberto pela ciência, em 1884. Ao longo dos cem anos seguintes, encontrar exemplares da espécie para entender seus hábitos era sempre um desafio para os pesquisadores, mas periodicamente eles obtinham sucesso. A partir de 1982 isso deixou de ocorrer e o peixe foi incluído na lista oficial dos animais extintos.
O fato de viver concentrado em uma área bastante restrita, um trecho de apenas 1 quilômetro do rio San Marcos, próximo à cidade de mesmo nome no Estado do Texas, nos Estados Unidos, tornava a espécie muito vulnerável a mudanças no habitat. Diante da sensação de que qualquer desequilíbrio poderia levá-la ao desaparecimento, a reprodução em cativeiro foi tentada em várias ocasiões. Colônias foram estabelecidas em aquários das cidades de Austin, no Texas, e Dexter, no Novo México. Ambas, no entanto, foram dizimadas por doenças.
O trecho do rio San Marcos em que o gambúsia costumava ser encontrado reunia características essenciais para a sobrevivência da espécie. A começar pela temperatura estável da água, que se mantém ao longo do ano inteiro em torno de 23 graus, com pequenas variações. Os locais que costumavam ser escolhidos pelo gambúsia eram os de menor correnteza, normalmente próximos às margens, onde havia abundância de plantas aquáticas - o que assegurava a obtenção de larvas de insetos, seu alimento predileto.
A introdução de espécies forasteiras no San Marcos pode ter transformado a disputa por alimentos em uma missão impossível para o gambúsia, um peixinho que não passava de quatro centímetros de comprimento. Seu desaparecimento acendeu o sinal amarelo com relação à preservação não apenas do rio San Marcos, mas de um sistema muito maior que o abastece, o aqüífero Edwards, responsável pelo fornecimento de água potável a quase 2 milhões de pessoas. Tratado por décadas como se fosse uma reserva infinita de água potável, o aqüífero apresentou no ano 2000 os menores níveis desde que a medição começara a ser feita, há mais de meio século.
Talvez o gambúsia, cuja marca registrada era uma discreta linha preta ao longo do dorso de coloração amarelada, tenha sido apenas o primeiro mártir de uma causa que ameaça fazer novas vítimas nos próximos anos. Organizações ambientalistas alertam para o fato de que sete outras espécies que só existem na região do aqüífero Edwards, como a salamandra-cega-do-texas (Typhlomolge rathbuni), estão na lista de animais ameaçados. Das 169 espécies nativas de peixes de água doce catalogadas em todo o Estado do Texas, 20% estão sob risco de extinção a curto e médio prazo.

Gambúsia-do-Rio-San-Marcos
Nome científico: Gambusia georgei
Ano da extinção: 1982
Habitat: Texas, Estados Unidos

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sábado, 12 de março de 2011

Fio de Esperança - Tartaruga de Água Doce de Seychelles

FIO DE ESPERANÇA - Tartaruga de Água Doce de Seychelles



A tartaruga-de-água-doce-de-seychelles (Pelusios seychellensis) é nativa do paradisíaco arquipélago de Seychelles, uma pequena república localizada a sudeste do continente africano. Também denominada tartaruga-de-lama-de-seychelles, sua existência resume-se hoje a três exemplares coletados em 1895 e que foram parar em museus. Não há estudos aprofundados a respeito de suas características ou de seu comportamento, mas há indícios de que as tartarugas faziam parte de um grupo restrito de animais originários dos rios e pântanos, antes comuns nas ilhas Seychelles. A degradação de seu habitat em decorrência da ação humana, incluindo o aumento dos níveis de poluição e a invasão de plantas aquáticas indesejadas, como os aguapés, é considerada a principal causa da extinção da forma original desse réptil.
Alguns pesquisadores acreditam que essas tartarugas podem não ter desaparecido completamente, sofrendo uma provável hibridação com outra subespécie, a Pelusios castanoides intergularis. A relação genética entre as duas subespécies está sob investigação. O que se sabe é que as intensas buscas por exemplares puros de Pelusios seychellensis, realizadas desde 1996, mostraram-se até agora infrutíferas.
As duas subespécies de tartarugas de água doce que restam na República de Seychelles, a Pelusios castanoides intergularis e a Pelusios subniger parietali, podem ser encontradas hoje nos pântanos das ilhas de Mahe, Praslin, Silhouette, La Digue e Fregate. São pequenos animais, com 12 a 46 centímetros de comprimento, cascos na forma retangular e abobadada, que se alimentam de pequenos animais, como artrópodes e minhocas. Entretanto, muitos desses pântanos têm sido drenados, ameaçando seriamente a existência das tartarugas. Um exemplo é o pântano de Anse Kerlan, em Praslin, que foi drenado há alguns anos para a implantação de um campo de golfe. Os efeitos foram os piores possíveis: a população local de Pelusios castanoides e de Pelusios subniger diminuiu, respectivamente, em 57% e 21%.

Tartaruga-de-Água-Doce-de-Seychelles
Nome científico: Pelusios seychellensis
Ano da extinção: 1996
Habitat: República de Seychelles

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quinta-feira, 10 de março de 2011

Beleza é fundamental - Jamaica Giant Galliwasp

BELEZA É FUNDAMENTAL - Jamaica Giant Galliwasp



O Jamaica giant galliwasp ("lagarto-gigante-da-jamaica") recebeu essa denominação do zoólogo e botânico inglês George Shaw, que em 1802 catalogou esse réptil de 30 centímetros de comprimento como o maior representante da família Anguidae até então conhecido. Endêmico da Jamaica (ou seja, só existia lá), esse lagarto era encontrado, até a data do último registro de sua existência, em 1840, nos pântanos espalhados ao longo da ilha caribenha, onde cavava sua toca e se alimentava, quando jovem, de frutas silvestres, plantas e insetos, incluindo mais tarde em sua dieta alguns pequenos peixes.
Seu corpo robusto era formado por uma cabeça larga, membros longos e cauda lisa. Sua cor era parda, apresentando pequenos sinais marrons mais escuros ou alaranjados, que se espalhavam por todo o dorso, composto de microssulcos que lhe conferiam uma aparência medonha. Talvez por causa desse visual nada simpático, os jamaicanos acreditavam que o bicho era venenoso e traiçoeiro. Tanto que o perseguiam e abatiam impiedosamente assim que o viam. Ainda hoje os nativos cultivam uma lenda que ouviram de seus ancestrais: se um lagarto da família Anguidae morde uma pessoa e alcança a água ou se molha antes de sua vítima, esta fatalmente morrerá. Se, ao contrário, a pessoa que levou a mordida se molhar ou chegar à água antes do lagarto, quem vai morrer é o animal.
Imaginação à parte, os cientistas que tiveram a oportunidade de examinar o Celestus occiduus comprovaram que o réptil não era venenoso. Se o lagarto-gigante fosse mesmo peçonhento, como dizia a crença popular, provavelmente teria conseguido se proteger de muitos predadores que foram introduzidos indiscriminadamente na Jamaica, fenômeno apontado como a principal causa de extinção dessa espécie.

Jamaica Giant Galliwasp
Nome científico: Celestus occiduus
Ano da extinção: 1840
Habitat: Jamaica

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