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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Todos os discos levam a Roswell

TODOS OS DISCOS LEVAM A ROSWELL



Em 5 de julho de 1947, perto de Roswell, no estado americano do Novo México, um capataz chamado William Brazel viu no campo do Rancho Foster, onde trabalhava, destroços de algo que ele não conseguiu identificar. Recordou-se que no dia anterior, feriado da independência americana, ouvira um estrondo diferente de fogos de artifício e trovoadas. Então, lembrou-se do noticiário dos últimos dias: o piloto Kenneth Arnold falava em misteriosos objetos voadores que avistara no noroeste dos Estados Unidos. Aconselhado por vizinhos e pelo xerife, Brazel relatou o episódio à base aérea de Roswell. Começava assim o que se tornaria o incidente mais famoso e controverso da ufologia, ainda hoje recheio de reportagens, livros, documentários, filmes e seriados de TV.

Naquela ocasião, o major Jessie Marcel, oficial da inteligência do 509o Grupo de Bombardeiros, foi ao rancho para recolher os destroços e preparar seu transporte para a Base de Carswell, em Fort Worth, no Texas. A ordem era não deixar vestígios do acidente e barrar os civis que se aproximassem. A população ainda estava excitada com a história de Arnold, ocorrida no dia 24 de junho. Embora o piloto tivesse descrito os objetos não-identificados como meias-luas que se moviam em círculos, a imprensa chamara os óvnis de discos voadores. Assim, o termo entraria de vez no vocabulário americano como sinônimo de espaçonave alienígena.
Para completar a euforia, o Roswell Daily Record de 8 de julho de 1947 dava em manchete: "Força Aérea americana captura disco voador num rancho na região de Roswell". A notícia surgira de uma nota divulgada pelos militares e redigida pelo tenente Walter Haut. Seus superiores, no entanto, se apressaram em dizer que Haut havia cometido um erro porque não sabia o que estava acontecendo. No mesmo dia, a base de Fort Worth recebia o material para análise. A explicação oficial veio rapidamente: o óvni seria um balão meteorológico com radar de alumínio e madeira. A Força Aérea mandou dar um fim no primeiro texto, chamou a imprensa para fotos e distribuiu um novo texto, mandando as especulações para o espaço. Em poucos dias, o caso sumiu do noticiário.
O destino de Roswell começou a mudar três décadas depois, em 1978, quando Stanton Friedman, um físico nuclear que ganhava a vida dando palestras sobre óvnis, resolveu remexer no passado. Ele ouvira falar de Jesse Marcel e o localizou, mas como o ex-major não se lembrava da data do episódio, deixou a história de lado. Em 1979, o interesse de Friedman voltou depois que a testemunha lhe afirmou que os militares estavam acobertando a visita de um disco voador. Marcel contou que, antes de levar os restos do desastre para seus superiores, passara em casa para dar à família a chance de ver de perto um artefato extraterrestre. Afirmou também que o material levado por ele ao Texas não era o fotografado na sala do general Roger Ramey. Barras de metal resistente e folhas de algo parecido com alumínio teriam sido trocadas por pedaços de um balão meteorológico enquanto ele apontava o local do acidente na sala dos mapas. Pior: tinha sido obrigado a posar segurando os restos do balão. O ex-major disse que os pedaços recolhidos eram parte de um quebra-cabeça que o governo queria esconder. Ele defendia a tese de que se tratava de um disco voador.

CADÊ O CORPO?
No livro UFO Crash at Roswell (Queda de um Óvni em Roswell, sem tradução para o português), de Kevin Randle e Donald Schmitt, o agente funerário Glenn Dennis conta que, em 7 de julho de 1947, alguém da base aérea ligou em busca de informações sobre caixões, lacres e conservação de corpos. Dennis teria ido ao hospital e uma enfermeira, sua amiga, pediu para ele ir embora. Mais tarde, ela narrou detalhes de uma autópsia de ETs, o que teria resultado na sua transferência para a Inglaterra.
Nos anos 80, o tenente Walter Haut (o redator do primeiro comunicado da Força Aérea) virou figurinha carimbada em encontros de caçadores de marcianos com suas "novas provas". Segundo ele, o coronel William Blanchard ditara cada linha da nota que seria distribuída à imprensa - inclusive o termo disco voador. "Ele me parecia seguro do que estava falando", disse Haut na ocasião. Em 1990, recordou-se de uma reunião uma semana após o incidente. "Bem, nós demos um tiro no pé com aquela bobagem de balão. Era algum projeto de Alamogordo, e homens deles estiveram na nossa base mais tarde. De qualquer maneira, está feito", teria dito Blanchard, nas palavras de Haut. No ano seguinte, ele inauguraria o Museu Internacional Ufológico de Roswell, junto com Dennis.
Em 1994, a Força Aérea americana divulgou um relatório em que admitia ter escondido algo em 1947. O que teria caído no Rancho Foster foi um balão do ultra-secreto Projeto Mogul, criado em Alamogordo para monitorar o programa soviético de armas nucleares. De tão secreto, estava classificado como A-1, a exemplo do Projeto Manhattan, que montou a primeira bomba atômica. Segundo os militares, os destroços recolhidos à base de Roswell eram do vôo número 4, lançado em 4 de junho de 1947. Outro relatório, divulgado às vésperas de o incidente completar 50 anos, explicaria quem eram os tais aliens. Os desastrados tripulantes do Novo México seriam bonecos de testes levados por balões de pesquisa que caíram fora dos limites das bases. Vestiam roupa de alumínio que protegia sensores das baixas temperaturas em grandes altitudes.
Seja qual for a verdade, o fato é que algo parece ter caído nas proximidades de Roswell naqueles tempos de Guerra Fria. Mas, quase 60 anos depois, não apareceu ainda uma prova definitiva do que ocorreu. Tanto que o Museu Internacional Ufológico de Roswell oferece 1 milhão de dólares a quem levar até lá sobras do que estaria guardado nos porões do governo americano. Cá entre nós, um prêmio tentador até para os mais céticos.

A capital dos Ets

Roswell poderia se orgulhar apenas de ser o berço da estrela Demi Moore, que nasceu lá em 1962 (afinal, para muitos fãs, ela só pode ser de outro planeta). Mas, nos anos 1990, moradores daquele cenário tão árido como Marte perceberam o potencial de um negócio até então explorado só pela literatura e pelo cinema e criaram o Festival Anual de Ufos, este ano na sua oitava edição. O encontro acontece no início de julho e sempre inclui o dia 4 - diz a lenda que o dia e o mês do acidente coincidem com o aniversário da independência americana. Cerca de 100 mil seguidores do físico nuclear Stanton Friedman e de outros especialistas em óvnis atravessam oceanos e desertos para ir à cidade de 50 mil habitantes saudar seus gurus. Conhecem os locais onde foram encontrados os destroços, divertem-se com concursos de fantasias, desfiles, corridas e jogos e assistem a musicais que remetem ao episódio de 1947. O roteiro inclui uma visita ao Museu Internacional Ufológico, que, mesmo sem evidências palpáveis do caso, exibe recortes de jornais e fotos dos personagens da mal contada saga. Segundo a Câmara do Comércio de Roswell, a indústria ufológica rende aos cofres locais 5,2 milhões de dólares por ano, sem contar o que entra direto nos bolsos da população - inclusive daqueles que dizem se envergonhar mais da fama de capital ufológica do que de abrigar a base aérea de onde decolou o Enola Gay, o avião que jogou a bomba atômica sobre a cidade japonesa de Hiroshima, em 6 de agosto de 1945. Aliás, foi justamente por causa da base aérea que a cidade se tornou célebre. O incidente do Rancho Foster aconteceu, na verdade, mais perto da vizinha Corona. Mas, como as instalações militares mais próximas ficavam em Roswell, os destroços foram levados para lá. Não que fosse grande coisa nos anos 40, mas Corona, em contraste com Roswell, parou no tempo. Hoje não passa de um vilarejo com menos de 300 habitantes, esquecido nos confins do Novo México. Parece que nem os ETs passam mais por lá.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Qual é a deles ? OVNI's

QUAL É A DELES? OVNI's



Supondo que os alienígenas têm mesmo visitado regularmente a Terra, cabe a pergunta: o que, afinal de contas, eles querem de nós? O objetivo seria apenas conhecer os terráqueos ou eles pretendem dominar o planeta? Os discos voadores vêm todos do mesmo lugar? Quando o contato acontecer, será amigável? A humanidade está pronta para descobrir que não está só? Saiba quais são as principais teorias que tentam explicar o suposto interesse dos ETs por este pequeno planeta azul perdido na imensidão do Universo.

1. ETS CIENTISTAS
De acordo com essa hipótese, a motivação principal dos extraterrestres seria entender uma cultura considerada exótica e inferior. Eles estariam estudando os humanos da mesma forma que os antropólogos fizeram com tribos indígenas que nunca haviam tido contato com o homem branco. Talvez os ETs, também atormentados pela pergunta "de onde viemos e para onde vamos?", estejam à procura de conhecimentos que os ajudem a compreender melhor o próprio passado.
Assim, a missão dos tripulantes dos óvnis nas longas viagens até a Terra seria recolher informações e material genético para análise. Isso explicaria as abduções, realizadas quase sempre em lugares isolados, sem testemunhas. Os alienígenas teriam a preocupação de interferir o mínimo possível no cotidiano do planeta, para que a civilização humana evolua de forma natural e os estudos possam prosseguir sem nenhum tipo de "contaminação", para recorrer a um termo da antropologia.
Por não desejarem que os terráqueos tenham certeza de que existe vida fora da Terra - ao menos neste momento -, os ETs que nos visitam não se deixam fotografar nem permitem que os abduzidos levem "lembrancinhas" da nave ou dos passeios pelo espaço. E mais: tratam de apagar a memória de quem passa por uma experiência dessas. Só não conseguem evitar que algumas cenas venham à tona durante sessões de hipnose.
E foi recorrendo à hipnose que o psiquiatra norte-americano John Mack obteve muitos relatos de abduções, o que colocou em risco a sua reputação de professor em Harvard. Depois de anos de análise de casos do gênero, ele passou a defender a tese de que os alienígenas estão criando uma raça híbrida com os terráqueos, uma estratégia para assumir o comando do planeta gradualmente. As circunstâncias da morte de Mack, em setembro do ano passado, aos 74 anos, é um prato cheio para conspirólogos: ele foi atropelado quando caminhava calmamente pela calçada de uma rua tranqüila de Londres.

2. GUARDIÕES DA TERRA
Há quem acredite que as visitas dos ETs teriam o objetivo de monitorar a humanidade para evitar que a Terra seja destruída. Eles seriam como anjos da guarda da nossa civilização, prontos para intervir caso a situação se torne insustentável. Isso explicaria a maior incidência de aparições de discos voadores a partir da Segunda Guerra Mundial e durante a Guerra Fria entre Estados Unidos e a antiga União Soviética, período em que havia a ameaça constante de uma hecatombe nuclear. Outro dado que reforçaria essa hipótese é que, depois do desastre radioativo de Chernobyl, na atual Ucrânia, em 1986, a região teria registrado uma onda de aparições de óvnis.
Para influenciar os terráqueos a fazer a coisa certa, os ETs transmitiriam mensagens de cunho moral e espiritual a porta-vozes escolhidos. Muitas pessoas passam a divulgar textos do gênero depois de terem sido supostamente abduzidas. Um dos mais célebres documentos atribuídos a alienígenas é o Livro de Urântia, com quase 200 capítulos que teriam sido telepaticamente ditados na década de 30 a um grupo de destinatários escolhidos. O livro diz que o Universo está repleto de outros planetas habitados - somente os semelhantes à Terra (ou Urântia, nome adotado por eles) seriam 61. E o primeiro casal não teria se chamado Adão e Eva, mas sim Andon e Fonta, que não teriam sido criados, mas sim se destacado, pela descoberta da inteligência, dos demais símios que habitavam o planeta.
E de onde viriam esses ETs tão preocupados com o futuro da Terra? Uma das hipóteses, digna de um bom roteiro de ficção científica, é que eles seriam descendentes de terráqueos que vivem no futuro e que estão voltando ao passado para tentar evitar os erros que levaram à destruição do planeta - o que obrigou seus antepassados a buscar abrigo em outras partes do Universo. Fala-se também em uma "confederação" composta por diferentes povos do espaço, uma ONU interplanetária que monitora todas as civilizações.

3. PREPARANDO O CONTATO
Os casos de avistamentos e abduções seriam parte de um plano para acostumar gradualmente a humanidade com a idéia de que há vida fora do planeta. O cuidado se justificaria pelo fato de que nenhuma outra notícia tem tamanho potencial para mudar o mundo. Muitas crenças religiosas perderiam o apelo e os países mais poderosos se veriam, de uma hora para outra, à mercê de um poder maior, contra o qual pouco ou nada poderiam fazer. O pânico poderia se alastrar em proporções muito maiores do que o causado por Orson Welles e sua Guerra dos Mundos, a fictícia invasão alienígena transmitida por rádio que, em 1938, assombrou os americanos (veja na página 72).
Adeptos de teorias conspiratórias afirmam que os Estados Unidos já sabem há muito tempo da existência de vida extraterrestre - pelo menos desde o incidente de Roswell, em 1947 - e fazem de tudo para impedir que o fato não seja conhecido pela população mundial. Não só porque os outros países poderiam se tornar menos submissos a eles, mas também porque os americanos estariam há décadas se aproveitando das pesquisas sobre a tecnologia alienígena.
Resta saber quais seriam as razões de os ETs demonstrarem tanta consideração com os terráqueos. Só valores morais muito elevados explicariam tamanha preocupação com os sentimentos alheios. Há quem diga, no entanto, que os alienígenas só não fizeram contato até agora porque ainda não estão em condições numéricas de dominar a Terra. Afinal, não é nada fácil transportar um poderoso exército pelas galáxias.
Suspeita-se, porém, que o contato com os terráqueos já tenha sido feito no passado. Reforçam essa hipótese a existência, em várias partes do mundo, de inscrições rupestres que parecem reproduzir viajantes do espaço, e também as construções fantásticas, como as pirâmides do Egito e as estátuas gigantes da Ilha de Páscoa, inexplicáveis até para o homem de hoje.

4. ETS BRINCALHÕES
E se os ETs vieram para confundir, não para explicar? Há quem acredite que eles são responsáveis por muitos episódios inexplicáveis que acompanham a humanidade há séculos - desde gnomos, elfos e fadas até fenômenos paranormais em geral. E por que os alienígenas fariam isso? Por pura diversão, ora! Imagine um Universo cheio de planetas que não fazem nada além de cumprir suas órbitas... Monótono, não? Por isso os ETs vivem pensando em novas "pegadinhas" contra os terráqueos, como se fossem produtores de uma câmera escondida interplanetária.
A hipótese de que os visitantes fazem tudo isso apenas em troca de boas risadas, no entanto, não convence ufólogos como o americano John Keel. Ele acha que os fenômenos que os terráqueos não conseguem explicar fazem parte de um sistema controlado de fora do planeta ou de outras dimensões, mas suspeita que o principal objetivo seja o de disfarçar a presença dos extraterrestres entre nós.
Dessa forma, os discos voadores avistados nos céus seriam apenas uma ilusão que parece convincente para a nossa época, assim como elfos ou vampiros o foram para a mentalidade e o estágio de desenvolvimento da tecnologia de suas épocas. Enquanto a humanidade se espanta com esses fenômenos e se propõe a investigá-los, os ETs estariam tranqüilamente assumindo formas humanas e ocupando posições-chave para dominar a Terra. Cuidado: seria George W. Bush do outro mundo?



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