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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Yes, nós temos Dinossauros - Paleontologia


YES, NÓS TEMOS DINOSSAUROS - Paleontologia


Eles reinaram em quase todas as regiões do que hoje nós chamamos de Brasil. Pouca gente sabe, mas viveu por aqui há 230 milhões de anos o candidato número um a dinossauro mais antigo do mundo. Era o estauricossauro. E era gaúcho.

terça-feira, 12 de abril de 2011

O Estômago que chocava - Gastric Brooding Frog

O ESTÔMAGO QUE CHOCAVA - Gastric Brooding Frog



Clima tropical, rochas e águas rasas formavam o habitat perfeito para a Rheobatrachus silus, descoberta em 1973 e encontrada somente na Floresta Tropical Australiana, na Cordilheira de Blackall e no Parque Nacional de Conondale, no sudeste do Estado de Queensland. Conhecido pelo nome popular gastric-brooding frog (em português seria algo como "rã de incubação gástrica"), esse anfíbio tinha mais hábitos aquáticos do que terrestres. Como passava a maior parte do tempo dentro d’água e era um excelente nadador, suas patas traseiras eram palmadas, ou seja, possuíam membranas natatórias. Mas a rã gostava também de ficar nas fendas das rochas, escondendo-se da enguia, um de seus principais predadores.
A fêmea atingia a idade reprodutiva com cerca de dois anos. Ela botava em torno de 40 ovos e, depois de fertilizados pelo macho, engolia-os de volta. Os girinos se desenvolviam dentro do estômago da mãe por seis a sete semanas. Depois, eram expelidos, um a um, pela boca, completamente formados. Nasciam cerca de 25 rãzinhas. Os cientistas não sabem se a fêmea engolia todos os ovos e se alimentava de alguns deles ou se ela não engolia todos. De qualquer modo, era intrigante essa capacidade da fêmea de interromper a produção do suco digestivo enquanto os girinos estavam em seu organismo. Infelizmente, o segredo de como ela conseguia fazer isso desapareceu juntamente com a espécie, em 1981. Essa informação poderia ser útil, por exemplo, para pesquisas sobre tratamentos de gastrite e úlceras gástricas.
Há muitas teorias sobre as razões do desaparecimento das gastric-brooding frogs. O efeito estufa (elevação da temperatura na Terra em conseqüência do aumento da emissão de gases na atmosfera) é citado freqüentemente como uma das causas da extinção de vários anfíbios. Especula-se também que as rãs teriam sido dizimadas por um microrganismo, Phylum chytridiomycota. Outra hipótese plausível é a destruição do habitat pelo homem. Acredita-se que as três causas sejam interdependentes.

Gastric- Brooding Frog
Nome científico: Rheobatrachus silus
Ano da extinção: 1981
Habitat: Queensland, Austrália

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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Quem vai Chocar ? Ovo de Dinossauro

QUEM VAI CHOCAR? Ovo de Dinossauro



Em 1998, pela primeira vez, foram descobertos ovos fossilizados de dinossauros, com idade estimada entre 71 e 89 milhões de anos, dentro de seus próprios ninhos, com os embriões bem preservados. Alguns tinham até a pele, que se assemelha à dos lagartos atuais. Os ovos foram encontrados na Patagônia argentina por uma equipe de paleontólogos americanos e argentinos. "Os embriões são uma descoberta fantástica e vão levar a conclusões importantes sobre a evolução das espécies", disse na ocasião o paleontólogo Luis Chiappe, do Museu de História Natural de Los Angeles.

Os ovos eram de titanossauros, que viveram em quase todos os continentes, entre 65 e 90 milhões de anos atrás. Alguns dos maiores espécimes chegavam a ter 36 metros de largura e a pesar 100 toneladas, segundo Chiappe.

A descoberta dos embriões lançou luz nas pesquisas sobre o desenvolvimento do crânio e da péle dos titanossauros. Até 1998, os paleontólogos haviam se deparado apenas com fósseis desses grandes dinossauros em mau estado de conservação. E o que é pior: na grande maioria dos casos, sem a cabeça.
Graças aos ovos encontrados na Argentina, os cientistas passaram a um outro estágio no estudo dos dinos: agora, têm ferramentas confiáveis para pesquisar a relação entre as variadas espécies e os animais que se originaram nos milênios seguintes, inclusive no que diz respeito a comportamentos sociais. O local onde foram achados os embriões na Patagônia indica que as mamães dinossauros se reuniam em bando para depositar os ovos em locais seguros - elas acertaram tanto na escolha que seus filhotes foram preservados por milhões de anos. Elas improvisavam ninhos no chão e cobriam com plantas para protegê-los dos predadores. Parecido com o que as aves fazem hoje? É exatamente isso, entre outras coisas, que os cientistas querem descobrir.®

O impacto da descoberta
Os primeiros embriões de dinossauros descobertos pelo homem podem ajudar a esclarecer a anatomia dos seres pré-históricos e conduzir a outros achados na região onde foram encontrados, na Patagônia argentina

Um ninho de dinos
O paleontólogo argentino Luis Chiappe, um dos mais renomados do mundo, descobriu não apenas os embriões de dinossauros, mas também a área onde eles se localizam, que batizou de Auca Mahuevo, um jogo de palavras em espanhol que significa "olhe, mais ovos". O lugar, no norte da Patagônia argentina, era um refúgio natural para a desova dos dinossauros - são tantos os ovos que os cientistas precisam ter muito cuidado para não pisar neles. Durante milhões de anos, as espécies ficaram a salvo dos estragos do tempo graças a camadas de lama que se formavam no local. Em 1999, foi descoberta uma nova espécie de dinossauro em Auca Mahuevo, o Aucasurus garridoi, que era carnívoro. O sítio pode guardar mais surpresas ainda. Equipes de paleontólogos continuam a trabalhar no local, procurando fósseis de todos os tipos. Como se trata de um sítio virgem, que nunca havia sido objetivo de pesquisas científicas antes do final dos anos 90, as possibilidades de se encontrar material novo lá são grandes. Fique de olho!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Quem tem medo dos Clones ? - Clonagem

QUEM TEM MEDO DOS CLONES? - Clonagem



Em fevereiro de 2004, uma equipe de cientistas da Universidade Nacional de Seul, na Coréia do Sul, anunciou ter conseguido pela primeira vez clonar embriões humanos e desenvolvê-los até o estágio necessário para extrair células-tronco - células com capacidade de se transformar em qualquer tipo de tecido. A experiência torna mais próxima da realidade a clonagem humana completa, seja para fins terapêuticos, seja para fins reprodutivos.

A clonagem terapêutica possibilitaria, por exemplo, reconstituir a medula de um paraplégico ou substituir o tecido cardíaco de uma pessoa que sofreu infarto. Já a clonagem reprodutiva seria a tentativa de produzir uma cópia de um indivíduo - uma prática condenada pela maioria dos cientistas. Os pesquisadores sul-coreanos defendem a clonagem apenas para o combate a doenças e são contrários à clonagem reprodutiva.
A clonagem humana já havia sido anunciada anteriormente. Foi a primeira vez, porém, que os cientistas descreveram detalhadamente todos os passos de seu estudo. A técnica utilizada pelos sul-coreanos é semelhante à que criou a ovelha Dolly, em 1996, na Escócia. Eles coletaram óvulos de 16 mulheres, removeram o núcleo e colocaram no lugar o material genético de uma célula adulta das doadoras. Depois, usaram uma combinação química para simular um efeito semelhante a uma fecundação. A técnica funcionou em parte dos óvulos. Eles desenvolveram-se até chegar ao estágio de embriões de cinco dias, chamados blastocistos, um conjunto de cerca de 100 células. De alguns desses blastocistos os cientistas conseguiram retirar as células-tronco, que dão origem a diferentes órgãos na formação do feto. A técnica é polêmica porque, para obter as células-tronco, é necessário destruir embriões humanos. O Vaticano comparou o experimento à ação nazista em campos de concentração. "Não se pode destruir a vida humana na esperança de encontrar remédios para salvar outras vidas", afirmou o monsenhor Elio Sgrecia.

Sinal amarelo
Primeiro animal clonado a partir da célula adulta de um mamífero, a ovelha Dolly nasceu em 5 de julho de 1996, em um experimento conduzido pelo Instituto Roslin, de Edimburgo, na Escócia. Anunciada como um verdadeiro "milagre" da ciência, Dolly logo se tornou a ovelha mais famosa do mundo. De aparência externa normal, o animal nasceu, porém, com anomalias cromossômicas. Em 1999, os cientistas perceberam que as células de Dolly sofriam de envelhecimento precoce. Em 2002, quando estava com 5 anos e meio, foi diagnosticado que ela sofria de artrite. Finalmente, em fevereiro de 2003, depois de desenvolver uma doença pulmonar progressiva, típica de ovelhas com o dobro da sua idade, Dolly teve de ser sacrificada.
A morte prematura do animal acendeu uma luz amarela para os riscos da técnica de clonagem, ainda mais diante dos rumores de que a empresa Clonaid, ligada a uma seita religiosa, já teria clonado bebês, embora nunca tenha apresentado comprovação científica. O cientista escocês Ian Wilmut, do Instituto Roslin, considerado o "pai da Dolly", manifestou-se várias vezes contra a clonagem reprodutiva de seres humanos, pelos riscos envolvidos. Para ele, "seria completamente irresponsável pensar em produzir uma pessoa". Wilmut, no entanto, em artigo publicado em fevereiro deste ano na revista New Scientist, mostrou-se menos inflexível em relação ao uso da técnica para finalidades terapêuticas. "A clonagem pode oferecer tantos benefícios que seria imoral não fazê-la", escreveu Wilmut.

O impacto da descoberta
A clonagem de embriões humanos abre a possibilidade de, no futuro, uma pessoa usar suas próprias células para curar doenças, graças à capacidade das células-tronco de se transformar em tecidos. Mas a técnica envolve várias questões legais e éticas