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terça-feira, 20 de outubro de 2020

ROMA - 5 coisas que parecem modernas mas que já existiam no Império Romano

ROMA - 5 coisas que parecem modernas mas que já existiam no Império Romano

Existem atividades cotidianas que muitos consideram modernas e que, no entanto, já eram praticadas na época do Império Romano. 

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Médico mostra como indústria de alimentos manipula

29/06/09 - 12h06 - Atualizado em 29/06/09 - 12h06

Médico mostra como indústria de alimentos manipula paixão pela comida
Livro estuda combinação de sabores que torna alimentos irresistíveis.
Para especialista, é possível treinar organismo para evitar excessos.




Foto: Reprodução Por que achamos esse tipo de comida tão irresistível? (Foto: Reprodução) Como diretor da FDA (Food and Drug Administration), Dr. David A. Kessler serviu a dois presidentes e brigou com o congresso e com a indústria de tabaco. No entanto, o pediatra formado em Harvard descobriu ser impotente contra o poder de um cookie de chocolate.

Em um experimento, Kessler testou sua força de vontade ao comprar dois atraentes cookies de chocolate que ele não planejava comer. Em casa, ele se pegou olhando para os cookies, até mesmo distraído pela lembrança dos pedaços de chocolate enquanto saía do cômodo. Ele saiu de casa, e os cookies permaneceram intactos. Sentindo-se um vencedor, ele parou para tomar um café, viu cookies no balcão e devorou um.

"Por que aquele cookie de chocolate tem tanto poder sobre mim?", perguntou Kessler em uma entrevista. "É o cookie, a representação do cookie na minha mente? Passei sete anos tentando descobrir uma resposta."

O resultado do questionamento de Kessler é um livro novo fascinante, "The End of Overeating: Taking Control of the Insatiable American Appetite", lançado pela Rodale (em tradução livre "O Fim do Exagero: Controlando o Insaciável Apetite Americano").

Rótulo-padrão
Durante seus anos de trabalho na FDA, Kessler atuou fortemente, organizando a agência, pressionando por aprovações mais rápidas de medicamentos, e supervisionando a criação do rótulo-padrão nutricional nas embalagens de alimentos. Entretanto, Kessler talvez seja mais conhecido por seus esforços para investigar e regulamentar a indústria do tabaco, além de sua acusação de que fabricantes de cigarro manipularam intencionalmente o conteúdo de nicotina para aumentar a capacidade dos produtos de viciar o usuário.

No livro "The End of Overeating", Kessler descobre algumas similaridades na indústria de alimentos, que combina e cria comidas de tal forma que intercepta nosso circuito cerebral e estimula nosso desejo de querer mais.

Quando se trata de estimular o cérebro, observou Kessler, ingredientes individuais não são particularmente potentes. Porém, ao combinar gorduras, açúcar e sal em diversas formas, os fabricantes de alimentos basicamente interceptaram nosso sistema de recompensa cerebral, criando um círculo de retroalimentação que estimula nosso desejo de comer e nos deixa querendo mais e mais, mesmo estando satisfeitos.

Kessler não está convencido de que os fabricantes de alimentos entendem totalmente a neurociência das forças deflagradas por eles, mas essas empresas certamente entendem o comportamento, preferências de gosto e desejos humanos. Na verdade, ele oferece uma descrição de como restaurantes e fabricantes de alimentos manipulam ingredientes para chegar ao "ponto da felicidade". Alimentos que contêm açúcar, gordura ou sal em quantidades muito pequenas ou muito grandes são sem graça ou exagerados. No entanto, cientistas alimentares trabalham duro para encontrar o ponto exato a partir do qual extraímos o maior prazer da gordura, do açúcar e do sal.

Descendo fácil
O resultado é que cadeias de restaurantes, como a americana Chili, cozinham "alimentos hiper-saborosos que exigem pouca mastigação e descem facilmente", observa o pesquisador. Kessler relata que a barra de chocolate Snicker, por exemplo, "é extraordinariamente bem projetada". Enquanto a mastigamos, o açúcar dissolve, a gordura derrete e o caramelo prende os amendoins – assim, toda a combinação de sabores é prazerosamente sentida na boca ao mesmo tempo.

Alimentos ricos em açúcar e gordura são novidades relativamente recentes no mundo da alimentação, observou Kessler. Porém, hoje, os alimentos são mais que apenas uma combinação de ingredientes. Eles são criações altamente complexas, carregadas com camadas e mais camadas de sabores estimulantes, que resultam em uma experiência multissensorial para o cérebro. Empresas de alimentos "projetam a comida para ser irresistível", comentou Kessler. "Isso tem sido parte do plano de negócio delas".

No entanto, esse livro é mais uma exploração de nós mesmos do que uma exposição sobre a indústria de alimentos. "Meu verdadeiro objetivo é: Como explicar às pessoas o que acontece com elas?", disse Kessler. "Ninguém jamais explicou às pessoas como o cérebro delas foi dominado."

O livro, na lista de campeões de vendas do New York Times, inclui a própria confissão sincera de Kessler de que ele luta contra o hábito de comer excessivamente. "Não me interessaria tanto pela questão sobre por que não conseguimos resistir à comida se eu mesmo não sofresse com isso", disse ele. "Ganhei e perdi o equivalente a meu peso atual várias vezes. Tenho ternos de todos os tamanhos."

Reabilitação alimentar
Não se trata de um livro de dieta, mas Kessler dedica uma grande seção à "reabilitação alimentar", oferecendo conselhos práticos para usar a ciência do hábito de comer em excesso a nosso favor, para que possamos começar a pensar de forma diferente sobre os alimentos e retomar o controle de nossos hábitos alimentares.

Uma de suas principais mensagens é que comer em excesso não se deve à falta de força de vontade, mas a um desafio biológico tornado ainda mais difícil pelo ambiente alimentar superestimulante ao nosso redor. O "hábito condicionado de comer em excesso" é um problema crônico, piorado por dietas e necessidades que precisam ser gerenciadas, não curadas, disse ele. Apesar de lapsos serem inevitáveis, Kessler salienta várias estratégias para lidar com fatores comportamentais, cognitivos e nutricionais capazes de potencializar o hábito de comer em excesso.

A alimentação planejada e estruturada, além da compreensão de seus deflagradores pessoais do desejo de comer, é essencial. Saber mais sobre os alimentos pode ajudar a modificar sua percepção sobre que tipo de comida é desejável. Assim como a maioria das pessoas acha o cigarro repulsivo, Kessler argumenta que também podemos passar por "mudanças perceptivas" similares em relação a grandes porções e comida processada. Por exemplo, ele observa que, quando as pessoas que antes adoravam comer carne se tornam vegetarianas, elas geralmente começam a ter nojo de proteína animal.

O conselho, seguramente, não é uma solução rápida, nem tem garantia. No entanto, Kessler disse que se autoeducar enquanto escrevia o livro o ajudou a obter controle sobre sua alimentação.

"Pela primeira vez na vida, consigo manter meu peso relativamente estável", disse o pesquisador. "Agora, se você me estressar, me cansar, me colocar no aeroporto e o avião estiver sete horas atrasado – eu vou devorar aqueles pretzels cobertos de chocolate. O velho circuito ainda vai mostrar sua cara."

Lanchonete promove 'menu do ataque cardíaco'

30/06/09 - 10h35 - Atualizado em 30/06/09 - 10h35

Lanchonete promove 'menu do ataque cardíaco' com hambúrguer de 8 mil calorias
Restaurante do Arizona, EUA, decorado como hospital e garçonetes 'enfermeiras' causa polêmica.




Foto: Divulgação Uniforme de enfermeiras causou polêmica (Foto: Divulgação)Uma lanchonete temática dos Estados Unidos está usando um menu insalubre, rico em gordura e calorias, e garçonetes 'enfermeiras' como forma de atrair fregueses. No Heart Attack Grill ("Grill do Ataque Cardíaco", em tradução livre), em Chandler, no Arizona, a decoração lembra um hospital, as garçonetes se vestem como sensuais enfermeiras e os clientes são chamados de "pacientes".

A estrela do cardápio é o Quadruple Bypass Burger ("Hambúrguer da Ponte de Safena Quádrupla", em tradução livre), uma iguaria de cerca de 8 mil calorias. Mas também é possível escolher outras variedades de sanduíche, batatas fritas em banha de porco, refrigerantes, bebidas alcoólicas e até cigarros sem filtro.

Críticas
Inaugurada em 2005 por um homem que se apresenta como Dr. Jon e se diz um médico não reconhecido pela Associação Americana de Medicina, a lanchonete passou a ser alvo de críticas por parte de associações de enfermagem, que reclamaram do que chamaram de "degradação" da imagem das enfermeiras. O local chegou a ser ameaçado de ser fechado pela promotoria-geral do Arizona, em 2006.

Governo, entidades profissionais e a administração da lanchonete chegaram finalmente a um acordo, pelo qual o site do restaurante foi obrigado a colocar uma mensagem dizendo que "o uso da palavra 'enfermeira' tem apenas a intenção de ser uma paródia".

"Nenhuma das mulheres fotografadas em nosso site têm formação médica, nem tentam oferecer serviços médicos", informa a página do Heart Attack Grill. "Se você tiver uma emergência médica, ligue para o (serviço de emergências americano) 911".

Ainda no site, "Dr. Jon" informa que pretende tornar a lanchonete em um centro de dietas, para competir com programas conhecidos como o dos Vigilantes do Peso. "Nossos centros vão oferecer aos americanos algo que nenhum outro programa de regimes jamais conseguiu fazer: uma dieta da qual você pode verdadeiramente gostar e manter pelo resto da vida", afirma o dono da lanchonete.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Crianças americanas começam a escapar do fast-food

19/06/09 - 11h05 - Atualizado em 19/06/09 - 11h05

Crianças americanas começam a escapar do fast-food, diz pesquisa
Pequenos aumentaram consumo de iogurte, frutas e sopas.
Por outro lado, batatas fritas e hambúrgueres estão decaindo.




Foto: Reprodução É o fim do tradicional fast food americano? (Foto: Reprodução)Os hábitos alimentares das crianças americanas parecem estar mudando. Para variar, desta vez as novidades são boas. Nuggets de frango, hambúrgueres, fritas e refrigerantes continuam populares entre o grupo abaixo dos 13 anos, é claro. Porém, novas pesquisas de mercado mostram que o consumo desses alimentos em restaurantes está diminuindo, enquanto sopa, iogurte, frutas, frango grelhado e leite com chocolate estão em alta.

As descobertas, baseadas em dados de uma empresa de pesquisa de mercado, a NPD Group, de Chicago, seguem um relatório do ano passado afirmando que a obesidade infantil parecia ter atingido um platô – após subir por mais de duas décadas. Essa descoberta, relatada na revista "The Journal of the American Medical Association", foi recebida com um otimismo contido, e não está claro se os esforços para limitar a famosa “junk food” e aumentar a atividade física em escolas surtiram um efeito significativo na maneira como as crianças comem. Todavia, os novos dados sugerem que diversos fatores, da recessão econômica às novas ofertas de gigantes do fast food, podem ter influenciado uma mudança geral nas preferências alimentares entre crianças.

Os dados, do Relatório ao Consumidor sobre Tendências Alimentares, da NPD, são coletados a partir de uma representativa amostra de 3.500 residências e 500 adolescentes, que fornecem informações detalhadas sobre seus hábitos ao comer fora. Os números são considerados altamente confiáveis porque os pesquisadores coletam os dados diariamente, perguntando aos participantes o que eles e sua família comeram ou pediram em restaurantes no dia anterior. Embora esse método por lembrança não seja 100% confiável, os dados, coletados desde 1976, permitem uma visão consistente sw tendências de longo prazo.

Obviamente, a economia exerce um grande papel nessas tendências. Os pedidos de refeições infantis que incluem brinquedos caíram 11% no ano passado, por exemplo, enquanto pedidos do “cardápio de valor” cresceram 9%. Mais recentemente, os pedidos de crianças por sanduíches frios subiram 11%, um fato que parece ser estimulado principalmente pela campanha "$5 foot-long", do restaurante Subway. Após mais de três anos de crescimento, as festas de aniversário infantis em restaurantes caíram 5% no trimestre terminado em fevereiro, comparando com o mesmo trimestre do ano passado.

Nem tudo é o bolso que explica
Entretanto, a economia não pode explicar toda a mudança, diz Bonnie Riggs, analista de restaurantes da NPD. Hambúrgueres, fritas e refrigerantes, todos estão nos cardápios de valor, mas seu consumo entre crianças abaixo dos 13 caiu, enquanto alimentos mais saudáveis aumentaram. Entre os perdedores do ano, apuração que terminou em 31 de março, nos Estados Unidos, estavam os refrigerantes (queda de 10%), nuggets de frango (8%), batatas fritas (7%) e cachorros-quentes (6%). Os vencedores incluíram as sopas (aumento de 29%), sanduíches de frango grelhado (26%), iogurte (21%), cenouras (9%) e frutas (6%).

Até mesmo a pizza vem perdendo espaço. Mesmo sendo a comida mais popular entre crianças nos restaurantes casuais, seu crescimento ano a ano é achatado, de acordo com a NPD. Nos restaurantes de serviço completo, ela foi substituída pelas massas como a comida preferida entre os pequenos. “Os gostos e preferências das crianças estão mudando”, disse Riggs, completando que eles querem “mais opções e pratos refinados”.

Inegavelmente, pizza, hambúrgueres e fritas ainda são os itens mais populares entre crianças; os ganhos percentuais para itens como sopa e iogurte partem de uma base menor. Porém, as tendências reforçam um argumento levantado durante anos por pesquisadores de saúde infantil: se você oferece uma comida mais saudável, as crianças irão comê-la.

Muitos restaurantes estão pegando a dica. Em maio, o Burger King anunciou três novas refeições infantis que incluem pequenos hambúrgueres, maçãs fatiadas que se parecem com batatas fritas, pedaços de frango com redução de sódio, suco de maçã fortificado no cálcio e leite com chocolate sem gordura. O McDonald's oferece maçãs e iogurte, e as refeições infantis do Wendy’s trazem uma laranja.

O que elas querem
“A indústria alimentícia está sempre dizendo, ‘Estamos dando às pessoas o que elas querem; é por isso que fazemos frango frito, hambúrgueres e batata para seus filhos’”, disse o Dr. Leann L. Birch, diretor do Centro de Pesquisa em Obesidade Infantil da Universidade Estadual da Pensilvânia. “Isso não é verdade. Se as crianças receberem diferentes opções, e se os pais deixarem escolher algumas delas, acho que com grande frequência veremos mudanças na alimentação."

Nem toda escolha está resultando numa refeição mais saudável. Por exemplo, os dados da NPD mostram que os sanduíches de frango empanado estão em alta, enquanto os hambúrgueres vêm decaindo. No menu infantil do Wendy’s, o frango empanado tem 340 calorias, enquanto um cheeseburguer júnior possui apenas 270. Entre pedidos de bebidas, o consumo de leite aumentou e o de refrigerantes caiu. Entretanto, refrigerantes de laranja e grapefruit e root beer estão crescendo.

“A percepção pode ser que refrigerantes de laranja e grapefruit são melhores pra sua saúde”, disse Riggs. Mesmo assim, vale apontar que os dados da NPD são baseados em pedidos de restaurantes, onde as crianças geralmente podem fazer suas próprias escolhas. “Não sabemos quantas escolhas as crianças realmente fazem”, disse Birch. “Mas sinto que os pais tendem a ser muito mais liberais num restaurante, logo permitem que os filhos façam mais escolhas."

“Você vai a esses lugares onde eles oferecem opções saudáveis para adultos. Mas até recentemente, as crianças não haviam tido a oportunidade de escolher as coisas certas”.