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quarta-feira, 8 de novembro de 2023

Misterioso homem na capa de 'Led Zeppelin IV' é identificado após 50 anos

Misterioso homem na capa de 'Led Zeppelin IV' é identificado após 50 anos

Imagem original foi encontrada por um historiador em um álbum de fotografias da era vitoriana.

sexta-feira, 15 de setembro de 2023

NASA fotografa 'barbatana de tubarão' e 'garra de caranguejo' em Marte

NASA fotografa 'barbatana de tubarão' e 'garra de caranguejo' em Marte

Imagens das estruturas curiosas foram compartilhadas pela agência espacial nas redes sociais.

quinta-feira, 14 de julho de 2022

Tecnologia revolucionária promete mudar a fotografia para sempre

Tecnologia revolucionária promete mudar a fotografia para sempre

Processo é capaz de transformar imagens 2D em 3D com o uso de inteligência artificial.

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Alec Baldwin matou diretora acidentalmente em filmagem - Relembre casos parecidos

Alec Baldwin matou diretora acidentalmente em filmagem - Relembre casos parecidos

Outras produções de Hollywood ficaram marcadas por tragédias anteriormente.

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Gravura pornográfica é descoberta em igreja após 700 anos na Inglaterra

Gravura pornográfica é descoberta em igreja após 700 anos na Inglaterra


Ninguém sabe ao certo quem é o autor da obra nem quais foram suas motivações.

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Foto de iceberg que teria afundado o Titanic aparece após mais de 100 anos

Foto de iceberg que teria afundado o Titanic aparece após mais de 100 anos


Mais de um século após o naufrágio do Titanic, uma fotografia inédita do iceberg que teria afundado o navio está sendo leiloada no Reino Unido. 

sexta-feira, 10 de abril de 2020

NASA publica uma imagem impactante do limiar do espaço

NASA publica uma imagem impactante do limiar do espaço


A cerca de 80 quilômetros acima da superfície da Terra, quando o vapor d’água se condensa e congela ao redor de partículas de poeira, são formadas as “nuvens noctilucentes”, a uma temperatura próxima dos 130° C abaixo de zero.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Eclipse lunar é registrado por astrofotógrafo no Sul do Rio

Eclipse lunar é registrado por astrofotógrafo no Sul do Rio

Eclipse lunar é registrado por astrofotógrafo no Sul do Rio 
— Foto: Leo Pires/Astrofotógrafo

Fenômeno ocorre quando o Sol, a Terra e a Lua estão em perfeito alinhamento, e o planeta fica no centro. Em relação ao Sol, a Lua é ocultada pela Terra. Evento também esteve junto de outro dois fenômenos: a Superlua e a Lua de Sangue.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

A fotógrafa que se arrisca para fazer imagens dentro de vulcões ativos


A fotógrafa que se arrisca para fazer imagens dentro de vulcões ativos

Ulla Lohmann passou boa parte da última década explorando essas formações geológicas 
(Foto: BBC)

Alemã Ulla Lohmann passou a maior parte da última década registrando o interior desses locais perigosíssimos. No vídeo, ela descreve a experiência.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Negativos enterrados revelam a história dos judeus poloneses na Segunda Guerra

Negativos enterrados revelam a história dos judeus poloneses na Segunda Guerra


Fotos de Henryk Ross mostram como era a vida nos guetos criados pelos nazistas!

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Drone dobrável pesa apenas 250 gramas e pode revolucionar as selfies


Drone dobrável pesa apenas 250 gramas e pode revolucionar as selfies


As famosas selfies são limitadas pelo tamanho do seu braço. Até hoje, a forma mais prática de driblar esta restrição da biologia humana foram os infames “paus-de-selfie”, que rapidamente passaram a ser detestados por todos. No entanto, outras formas estão surgindo; para quem tem o dinheiro, é possível adquirir um drone especializado em selfies que se dobra e pode ser colocado dentro de qualquer bolsa ou mochila.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

As 40 melhores fotos do Rio2016 - Fotografia


As 40 melhores fotos do Rio2016  - Fotografia


Os primeiros dias dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016 têm caracterizado novos recordes mundiais, viradas impressionantes, falhas de partir o coração, lesões, e muitas emoções.

Uma das melhores partes das Olimpíadas, no entanto, é a fotografia.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Satélite europeu tem 'câmera mais poderosa da História'


Satélite europeu tem 'câmera mais poderosa da História'

O satélite Gaia em construção: câmera tem sensores que detectam distintos tipos de luz (Foto: BBC)

Gaia vai mostrar Via Láctea em 3D pela primeira vez e identificar cor e temperatura de estrelas.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Aurora: O Espião a 8.000 Km/h - Tecnologia


AURORA: O ESPIÃO A 8.000 KM/H - Tecnologia


Jamais fotografado, o avião hipersônico Aurora é um segredo da Força Aérea americana. Mas relatos de testemunhas permitem traçar um retrato da nave que voa a 40 quilômetros de altitude e abre caminho para os aviões espaciais.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Irmãos Lumiere - Luzes, Câmera, Ação


IRMÃOS LUMIÈRE - LUZES, CÂMERA, AÇÃO



Entre as inúmeras invenções que levam sua assinatura, a mais espetacular foi, sem dúvida, o cinematógrafo. Naquele final do século XIX, eles nem sequer imaginavam que a máquina que criaram se transformaria num instrumento de fazer arte e também muito dinheiro.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Artista impressiona com tatuagens hiper-realistas




Artista impressiona com tatuagens hiper-realistas no Reino Unido


Cliente exibe retrato de Einstein tatuado do braço (Foto: Reprodução)

Chris Jones trabalha em estúdio no País de Gales.
Tatuador passou 12 anos aperfeiçoando técnicas de 'realismo colorido'.

O tatuador Chris Jones se tornou famoso mundialmente por causa de seu trabalho hiper-realista, que é definido pelo artista como “realismo colorido”. Natural do País de Gales, o Jones trabalha em um estúdio em Cardiff, capital do país.

Chris passou 12 anos para melhorar sua técnica, para criar um portfólio que pudesse reproduzir o realismo fotográfico na pele de seus clientes.

O espartano 'Leônidas", do Filme '300', feito por Chris Jones (Foto: Reprodução)

Entre os desenhos feitos pelo tatuador, estão desde figuras famosas como Albert Einstein, Marilyn Monroe, personagens de filmes como Leônidas (“300”), Darth Vader ("Star Wars") até estrelas de desenho animado como da série “Muppets”. "Tatuar alguém com seu filme ou desenho favorito é sensacional”, contou Chris em entrevista ao jornal “Daily Mail”.

O artista afirma que gosta desse tipo de técnica porque é difícil e bastante desafiadora, e revelou que muitas pessoas chegam a duvidar da veracidade em alguns de seus desenhos. “Muitos não acreditam que se trata de uma tatuagem”, contou.

O portfólio do artista, contendo as tatuagens feitas recentemente, está disponível na página de Chris Jones no Facebook (Veja aqui: https://www.facebook.com/tattoosbychrisjones).

Artista passou 12 anos aperfeiçoando sua técnica de realismo colorido (Foto: Reprodução)




sábado, 17 de novembro de 2012

Site elege as 20 'mais gatas' em fotos tiradas no momento da prisão


Site elege as 20 'mais gatas' em fotos tiradas no momento da prisão


Fotos da galeria que elegeu as 'mais gatas' em fotos tiradas pela polícia (Foto: Reprodução)

Publicação de humor reuniu as melhores 'mugshots' de mulheres nos EUA.
Imagens mostram mulheres fotografadas após serem detidas.

Um site americano de humor e variedades elegeu as 20 mulheres mais bonitas em "mugshots", as fotos tiradas pela polícia dos Estados Unidos ao registrar a prisão das pessoas.

VEJA GALERIA COMPLETA: 

As fotos mostram belas mulheres descabeladas, em uniforme de presidiário e com o rosto sujo.


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Imagens Quentes - Fotograia

IMAGENS QUENTES - Fotografia



Substituindo a luz visível por calor, a termografia permite retratar até mesmo o ar. Essa técnica tornou-se uma ferramenta de precisão nas mais diversas atividades.

Tudo o que certos fotógrafos esperam é uma calorosa recepção - de imagens, bem entendido. São os caçadores de fotos termográficas, aquelas criadas por computadores a partir do fraco calor emitido pelos seres vivos ou por qualquer material. Eles podem ser encontrados nos mais diferentes laboratórios, de hospitais a avançados centros de pesquisas. Conhecida desde 1950, essa tecnologia baseia-se num espectro de luz abaixo dos limites visíveis, a radiação infravermelha, descoberta ainda em 1800 pelo astrônomo alemão naturalizado inglês William Herschel (1738-1822). Ao contrário do processo fotográfico comum, que depende dos raios de luz visíveis refletidos pelos objetos, a termografia vale-se da radiação térmica emitida pelo movimento normal das moléculas que compõem os materiais na forma de raios infravermelhos.
Em lugar do papel sensível à luz, termômetros especiais com gases congelados próximo ao chamado zero absoluto, 273º C negativos (no qual cessa todo movimento das moléculas) registram essas mínimas variações de temperatura. Na verdade, doses mais altas de raios infravermelhos chegam a provocar um leve aquecimento na pele e são muito úteis no tratamento de contusões musculares - com o calor, os tendões relaxam e voltam a funcionar sem dor. O claro e escuro das imagens convencionais é representado nesse sistema por um código de cores, definido por computadores em função das leituras ponto-a-ponto do termômetro. Geralmente, quanto mais quente a área lida, mais a cor tende ao vermelho. A termografia teve uma acolhida calorosa nos mais diversos campos. Durante a Segunda Guerra Mundial, por exemplo, foi desenvolvido um binóculo que usa esse sistema para permitir que se enxergue melhor à noite.
Um canhão de elétrons, parecido com aquele utilizado nos televisores, converte em imagens os sinais de eletrodos sensíveis à luz infravermelha de uma lâmpada especial. Aparelhos de detecção desse tipo de luz também são usados em mísseis teleguiados para dirigir os projéteis a alvos quentes. "No campo da Medicina as imagens termográficas servem para identificar a evolução de tumores no organismo", lembra o oncologista Flávio Franco Montoro, dono de uma das poucas clínicas brasileiras que fazem esse tipo de exame. As células cancerosas desprendem mais calor que as saudáveis, pois são mais irrigadas de sangue, cujas células de defesa tentam destruí-las. Como o sangue é quente, um trecho mais vermelho que o normal pode ser sinal de câncer. Os engenheiros mecânicos, de seu lado, descobriram na termografia um método seguro de analisar o ponto de fadiga das máquinas e estruturas. O princípio é simples: o desgaste provoca aumento na vibração e conseqüentemente na temperatura dos componentes metálicos. A cerca de 800 000 metros de altura, as antenas do satélite francês Spot captam desde 1986 as radiações infravermelhas do solo, da vegetação e mesmo da atmosfera brasileira, compondo preciosas fotos.
Essa radiação, um conjunto de ondas eletromagnéticas, é codificada e retransmitida para outra antena em Cuiabá, no Mato Grosso, e dali para o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos, São Paulo. De acordo com o interesse, um computador em terra pode selecionar ou as imagens de minerais do subsolo, ou de desmatamentos ou de chuvas e ventos. "Assim, é possível localizar áreas de seca ou plantações esgotadas", exemplifica o engenheiro Antônio Tebaldi Tardin , responsável pelo sensoreamento remoto no Inpe. "A vegetação com pouca água e sem vida envia menos sinais e é mais escura nos gráficos." Mas o que aconteceria se uma foto desse tipo fosse feita em casa, com leves correntes de ar? Essa é a pergunta que os técnicos franceses procuraram responder com a criação do Centro Técnico para as Indústrias Aéreas e Térmicas (Cetiat), na Universidade de Orsay, perto de Paris, onde se estuda o movimento das correntes de ar.
O objetivo dos cerca de cinqüenta engenheiros do centro é resolver problemas cotidianos bastante comuns, como o das secretárias que suportam correntes de ar condicionado nas costas; cozinheiras que sufocam com o vapor das panelas, ou motoristas que transpiram enquanto têm os pés congelados. Os métodos de termografia laser empregados ali em estudos da aerodinâmica de carros, aeronaves e sistemas de ar condicionado são considerados únicos no mundo.
Para tornar o vento visível, os técnicos borrifam água próximo à fonte de ar e iluminam o local com finíssimos raios laser. A massa de ar torna-se então uma espécie de fluido colorido, cujos movimentos são gravados por uma câmara de vídeo ligada ao computador. Este analisa as diferenças de luminosidade, converte-as em códigos binários e dispõe na tela um retrato fiel e em cores da corrente de ar. Tão certo deu a idéia que já está sendo utilizada na climatização do novo Teatro de Ópera da Bastilha, em Paris, e para resolver os problemas de ventilação do metrô de Caracas, na Venezuela.

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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Anatomia de um grão de poeira - Fotografia


ANATOMIA DE UM GRÃO DE POEIRA - Fotografia 



O microscópio eletrônico documenta um mundo no qual o homem está imerso, mas a vista não alcança. O pó de toda parte abriga milhares de fungos e um estranhíssimo aracnídeo.

O ambiente é escuro, silencioso e abafado. A paisagem faz lembrar os escombros de uma guerra devastadora. O único sinal de vida provém de uma criatura monstruosa, que parece um rinoceronte de seis pernas com mandíbulas de crustáceo, andando vagarosamente por cima de um monte de entulho onde se misturam pedaços disformes de outras criaturas. Cego, o monstro perscruta o local com tentáculos de grande sensibilidade, à procura de seu alimento predileto: pele morta de seres humanos.
De repente, um turbilhão de vento começa a soprar, erguendo boa parte de toda aquela sujeira. Agarrada às grandes hastes que brotam do chão e se assemelham a compridos troncos nus de árvores desfolhadas, a criatura tenta resistir à tempestade. Mas a força sorvedoura é tão forte que o estranho ser é carregado para longe, desaparecendo na escuridão.
Na verdade, o que parecia o desfecho de uma cena de ficção científica nada mais é que a limpeza de um carpete por um aspirador, vista em escala microscópica, ao rés do chão. O ente monstruoso não passa de um aracnídeo, designado pelos cientistas Dermatophagoides farinae, o doméstico ácaro. E o entulho amontoado, uma coleção de fragmentos de fios de cabelo, pêlos de animais, pólens, pedacinhos de asas e de patas de pernilongos e pulgas, restos de fibras sintéticas de roupa, fungos, cristais e lascas de pele humana descamada. Tudo isso reunido numa simples bolinha de algo incomparavelmente banal - o pó, encontrado em qualquer ambiente, mesmo naqueles que acabaram de ser submetidos a uma restauradora faxina. Tão corriqueiro é o pó que até meados dos anos 60 nenhum cientista se preocupou em olhá-lo ao microscópio, a não ser por mera curiosidade. O interesse em pesquisar a poeira foi motivado pelo já citado ácaro, do qual quase nada se conhecia.
A difusão do  microscópio eletrônico , permitindo esquadrinhar e fotografar o universo das coisas menos que milimétricas, ampliando-se até centenas de milhares de vezes, proporcionou informações surpreendentes, sobre o pó e seu principalmente personagem. Para conseguir uma boa amostra da composição da poeira de algum lugar, no entanto, não é preciso ir ao microscópio: basta examinar o conteúdo de um aspirador que acabou de ser usado; por sinal, o cheiro característico do aparelho quando ligado resulta da queima de poeira que penetra no motor. Nos Estados Unidos, onde há estatísticas até sobre isso, calcula-se que 43 milhões de toneladas de poeira flutuam no ar todo ano - 72 por cento de origem natural e 28 por cento produzidas pelo homem. A forma mais comum são partículas de terra procedentes do solo, seguidas de perto pelo sal, cujos minúsculos cristais evaporam dos oceanos à razão de 300 milhões de toneladas por ano. Terra ou sal, as partículas viajam pelas correntes de ar e penetram em qualquer ambiente, por mais fechado que esteja; ou então são levadas a grandes altitudes onde irão formar o núcleo dos pingos de chuva. Se não houvesse poeira não existiriam nuvens no céu.
Os eventos naturais que mais produzem pó são a atividade vulcânica e os incêndios florestais. Em certos anos, a queima de florestas foi responsável por 7 por cento de toda a poeira do mundo. Mas os vulcões são imbatíveis nesse jogo. A maior produção já registrada foi do vulcão Krakatoa, na Indonésia, que explodiu em agosto de 1883. Essa catástrofe despejou cerca de 6500 metros cúbicos de terra na atmosfera, o que daria para encher o espaço de cinco piscinas olímpicas. Três anos mais tarde sua presença no ar ainda prejudicava a luminosidade durante o dia em muitas áreas do mundo. Ou seja, parte do trivial pó doméstico pode ter passaporte estrangeiro. Ou mais ainda, segundo o americano John Ferguson, especialista no assunto. "A casa de qualquer pessoa não apenas possui poeira de vários locais do planeta, mas também, poeira extraterrestre, transportada por meteoros e meteoritos, que acabam por aumentar a massa da Terra em dezenas de milhares de toneladas todos os anos", contabiliza ele.
Muito embora poeira seja sinônimo de sujeira, também é responsável por um dos mais bonitos espetáculos da natureza. Acontece que as partículas de pó tem a capacidade de dispersar a luz em diferentes comprimentos de onda. Quando o Sol está alto no céu, apresenta uma coloração amarelo-esbranquiçada porque os raios incidem em ângulo quase reto sobre a superfície terrestre, sofrendo pouca interferência ao passar pela camada de poeira suspensa no ar. No final da tarde, porém, tanto o Sol como o poente adquirem uma bela cor avermelhada porque quanto menor o ângulo de incidência dos raios maior a quantidade de poeira que eles têm de atravessar na linha do horizonte. A mudança de cor se dá porque as partículas dispersam com mais facilidade as ondas de luz de menor comprimento - as do lado do espectro que tende para o azul - do que as ondas maiores, do lado vermelho. A ironia da história é que nas grandes cidades o acaso tende a ser mais rubro, portanto mais esplêndido, quanto maior a poluição do ar, que aumenta a quantidade de partículas em suspensão.
Há sempre mais pó dentro de casa do que fora - uma informação que deve despertar a dona de casa que vive passando o dedo nos móveis para ver se estão imaculadamente limpos. Pois os ambientes fechados proporcionam as condições ideais de umidade, temperatura e isolamento para a manutenção de um típico habitat de poeira. Por isso mesmo, ao contrário do que poderia supor a mesma dona de casa, deixar as janelas por algum tempo antes ajuda a limpar do que a sujar a casa, a menos, é claro, que se viva ao lado de uma indústria poluidora. Segundo o por assim dizer poeirólogo Richard Williams, do Centro de Pesquisas Sarnoff, nos Estados Unidos, "as bolinhas de poeira crescem em locais onde não são perturbadas, particularmente embaixo de móveis, cantos de quartos, frestas de assoalho ou mesmo fora dos espaços de circulação da casa".Parte do pó que habita algumas residências é composta também de ínfimas bolinhas de borracha, produto do atrito dos pneus dos veículos com o asfalto das ruas. Essas borrachinhas costumam freqüentar apartamentos entre o terceiro e o sétimo andares de um prédio, pelo simples motivo de corresponderem à altura em que esse tipo de partícula fica em suspensão.
Mas, afinal, quanto pó existe no ambiente de uma cidade grande? É claro que a resposta pode variar enormemente, até porque também variam os critérios de medição. De todo modo, um cálculo aproximado sugere que uma cidade do porte de São Paulo abriga 120 microgramas de partículas de poeira por metro cúbico de ar. Como em condições normais uma pessoa respira por dia pouco mais de 5 metros cúbicos de ar, isso significa que cada paulistano inala em média diariamente algo como 600 microgramas de partículas de poeira.
"O ar de São Paulo é mais empoeirado que o de Nova York ou de Los Angeles", afirma o químico paulista Cláudio Alonso, da Cetesb, a empresa de saneamento ambiental do Estado, com a autoridade de quem acabou de concluir um estudo comparativo sobre o ar das três cidades. Em que medida poeira demais é um perigo? Se a atmosfera não estiver envenenada pelos gases da poluição, o problema pode não ser alarmante, pois a maior parte daquelas partículas é exalada de volta. Muitas delas, é bem verdade, ficam presas nos pêlos das narinas, na garganta e nos pulmões. Na maioria das pessoas, o organismo não reage a essa intrusão por falta de anticorpos específicos. Os alérgicos, ao contrário, devido ao seu sistema imunológico ultra-sensível, respondem de forma exacerbada a alguns dos corpos estranhos que são inalados ou que penetram através da pele .
A poeira que se junta nos cantos do teto tem origem inconfudível - é obra das teias de aranha. Essa parenta do ácaro faz a teia com objetivo de capturar seu jantar. Se nenhum inseto cair na armadilha, ela mudará o ponto de caça, deixando a teia para trás. O que torna aquele trançado de fibras de proteína pegajosa um excelente coletor de partículas de pó. De tudo que se pode achar num minúsculo tufo de poeira, os ácaros são os mais curiosos. Esses bichinhos - os mesmos cujas fotos devidamente ampliadas lembram o citado rinoceronte com queixada de crustáceo - se alimenta principalmente dos cerca de 50 milhões de microscópicos farelos de pele que se desprendem de um corpo humano todos os dias. Existem muitas espécies de ácaros no mundo e todos os anos são registradas novas descobertas. Habitam camas, travesseiros, sofás e, sobretudo, o interior de pequeninas bolas de poeira. Dez ácaros cabem no ponto que fecha esta frase.
"Numa cama de casal se calcula que vivem cerca de 2 milhões de ácaros", afirma o professor Domingos Baggio, chefe do Laboratório de Acarologia Médica da Universidade de São Paulo (USP). "Isso porque o corpo humano fornece, durante oito horas por dia, temperatura, umidade e farta descamação de pele." Felizmente, os ácaros de poeiras são diferentes de seus primos, os carrapatos, e não se alojam na superfície da pele. Somente são nocivos para quem for alérgico aos fungos de que eles se utilizam para digerir o alimento. Em lugares onde houver uma grande concentração de ácaros certamente haverá fungos suficientes para sensibilizar o sistema imunológico de um alérgico. Sem contar com vinte bolinhas de fezes que cada ácaro produz por dia, facilmente inaladas. Como aracnídeos, os ácaros e as aranhas tiveram um ancestral comum a 300 milhões de anos. Mas enquanto as aranhas evoluíram e se tornaram caçadoras que enxergam suas presas, o ácaro é uma espécie de animal de rapina - porque se alimenta de organismos mortos - e é cego. Seu meio preferido de locomoção é a carona, na garupa de uma barata ou de uma mosca. Isso quando não se deixa levar ao sabor das correntes de ar. Tem a vida breve, 45 dias no máximo.
O fungo, por sua vez, é encontrado na mais variadas formas e cores. O Aspergillus niger, por exemplo, muito comum na poeira, tem a forma de pequenos pontos pretos e, embora pareça mofo, não é. Esse fungo pode causar irritações respiratórias ou infecções no aparelho auditivo das pessoas que praticam a natação, pois estas costumam ter os ouvidos mais úmidos do que o normal. "Nenhum desses fungos é patogênico, isto é não carregam consigo qualquer tipo de doença", tranqüiliza a pesquisadora americana Chris Carothers, do Maryland Medical Laboratory. "Oportunistas, aproveitam de um sistema imunológico debilitado, crescendo sobre o corpo ou no seu interior. "Calcula-se que existam entre 50 mil e 200 mil espécies de fungos - o que dá formas de microvida que, perigosas ou inofensivas, repartem com o ser humano o espaço do qual ele se julga senhor absoluto. Ou, como diz Shakespeare, pela boca de Hamlet, o homem é a "quintessência do pó."

Xeretando com elétrons

No clássico romance do irlandês Jonathan Swift (1667-1745), Viagens de Gulliver, o personagem descobre uma ilha chamada Liliput e fica maravilhado com a reduzida estatura dos seus habitantes. Ao fazer funcionar um microscópio eletrônico em 1931, o cientista alemão que o construiu, Ernest Ruska (1906 -1988) há de ter sentido uma emoção semelhante à de Gulliver. Pela primeira vez, olhos humanos penetravam em um mundo em que a ordem de grandeza é de 1 mícron, a milésima parte do milímetro. O que diferencia o microscópio eletrônico do óptico é o uso de um feixe de elétrons no lugar da luz - o feixe tem um comprimento de onda mil vezes menor, permitindo perceber formas em escala molecular. Os elétrons se enfeixam quando passam por campos magnéticos que agem como lentes, fazendo-os convergir sobre o material que se quer enxergar. Em seguida são refletidos para outro conjunto de lentes magnéticas que, finalmente, os conduzem a um 
filme especial, sensível ao seu impacto. O processo permite ampliar uma imagem até 500 mil vezes.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Imagens do outro mundo - Fantasmas

IMAGENS DO OUTRO MUNDO - Fantasmas



A DAMA DE MARROM

Esta é considerada "a mais famosa foto de fantasma do mundo". Publicada na revista britânica Country Life em 1936, mostra um suposto fantasma descendo a escadaria da mansão Raynham Hall, em Norfolk, na Inglaterra. Seria o espectro de Dorothy Walpole, uma aristocrata que viveu entre 1686 e 1726. Por ordem do marido, que descobrira um antigo caso da mulher, ela teria passado os últimos anos da vida confinada num dos quartos. Numa das escapadas, teria sido empurrada escada abaixo e quebrado o pescoço. Sua aparição ficou conhecida como "a dama de marrom", por causa da cor do vestido que usava. Curiosamente, depois de aparecer na Country Life, ela nunca mais foi vista. Teria ficado satisfeita com a repentina fama? Céticos dizem que a foto foi obtida por sobreposição de imagens.



LÁGRIMAS DE SANGUE

Nos anos 20, o belga Adrien Boggart causou sensação por supostamente derramar lágrimas de sangue. Os médicos da época não conseguiram descobrir se era um truque ou um fenômeno real. Ao longo da história, Boggart não foi o único a alegar esse feito. Não somente surgiram outras pessoas que diziam ter esse "poder" como também há relatos de imagens de Jesus Cristo e de vários santos que teriam chorado sangue. No ano passado, circularam rumores de que uma estátua do ex-presidente George Bush, na sede da CIA, em Washington, também tinha começado a chorar sangue. Segundo uma versão propagada pela internet, o curioso "fenômeno" ocorreria à meia-noite do último dia de cada mês desde que George W. Bush, o filho mais velho de George Bush, elegeu-se o 43º presidente dos Estados Unidos.



VEJA QUEM VOLTOU

A inglesa Mabel Chinnery visitava o túmulo de sua mãe, recém-falecida, num dia de 1959. Ela havia levado uma câmera para tirar algumas fotos da sepultura, para guardar de recordação. Antes de voltar para casa, resolveu gastar o filme tirando uma foto do marido, que aguardava sozinho no carro. Bem, pelo menos ela achava que ele estava sozinho. Ao revelar o filme, Mabel quase caiu de costas ao perceber que havia alguém no assento de trás do carro. Era uma senhora de óculos e uma echarpe branca no pescoço. Mabel logo reconheceu a figura: era sua mãe, que supostamente deveria estar no túmulo!



A FACE DO ESPÍRITO

Esta foto de aparência tosca mostra o rosto de um espírito que teria baixado durante uma sessão organizada pelos pesquisadores franceses Gustave Geley (1868-1923) e Charles Richet (1850-1935). Difícil acreditar, não? Os dois pesquisadores por trás dessa história eram cientistas conceituados. Geley fundou o Instituto Metapsíquico de Paris, que se dedica a estudos na área da parapsicologia. E Richet ganhou o Prêmio Nobel de Medicina, em 1913, por suas pesquisas no campo da fisiologia. Apaixonado pelo espiritismo, foi Richet quem criou o conceito de "ectoplasma" - termo usado para designar a substância que alguns médiuns emanariam do corpo para materializar espíritos.



CARA NA BANDEJA

O rosto de uma pessoa aparece gravado em relevo nesta bandeja, um fenômeno que teria sido produzido pela médium italiana Eusapia Palladino (1854-1918), durante uma sessão espírita em 1897. Eusapia teria gravado a imagem do próprio rosto sem tocar na bandeja, usando apenas sua concentração mental - um caso típico de influência sobre a matéria, ou psicocinese. Dizem que Eusapia era capaz de fazer coisas como levitar, mover objetos a distância, desenhar e tocar instrumentos musicais sem usar a mão. O pesquisador espírita brasileiro Hernâni Guimarães Andrade publicou, há sete anos, um artigo em que dizia acreditar que os fenômenos provocados por Eusapia eram, em sua maioria, autênticos, mas "mesclados com tentativas de fraude". A médium teria se justificado certa vez: "Eles (os observadores) pedem que eu os engane, e eu atendo aos seus desejos".