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quarta-feira, 8 de junho de 2022

Monstro Marinho - Fóssil de 36 milhões de anos é encontrado no Peru

Monstro Marinho - Fóssil de 36 milhões de anos é encontrado no Peru

Os restos do animal foram descobertos no deserto de Ocucaje, que abrigou um mar há milhões de anos.

segunda-feira, 12 de abril de 2021

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Megatubarão - o que é verdade sobre tubarões pré-históricos


Megatubarão - o que é verdade sobre tubarões pré-históricos


Megalodonte existiu, mas dificilmente teria sobrevivido às mudanças climáticas. Filme estreou na quinta-feira (09/08/2018)

sexta-feira, 23 de março de 2018

Lulas Gigantes - Lula de 450 kg É Capturada Intacta na Costa da Antártida


Lulas Gigantes - Lula de 450 kg É Capturada Intacta na Costa da Antártida


Um barco de pesca neozelandês capturou a maior lula já encontrada, o animal tem 450 Kgs...

sábado, 3 de dezembro de 2016

13 fatos brutais que deveriam estar na lápide de Fidel Castro


13 fatos brutais que deveriam estar na lápide de Fidel Castro


Americanos que elogiavam Fidel pareciam ter esquecido que ele apontara mísseis atômicos contra o país

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Fóssil do “Monstro do Lago Ness” é encontrado no Alasca


Fóssil do “Monstro do Lago Ness” é encontrado no Alasca


Cientistas encontraram os fósseis de um animal marinho que viveu há 70 milhões de anos no Alasca. O réptil de pescoço longo e cabeça pequena foi identificado como um elasmossauro e é assustadoramente semelhante ao famoso Monstor do Lago Ness. Foi a primeira vez que um deles foi descoberto no estado norte-americano.

'Monstro espaguete' que 'virou Deus' é encontrado de verdade pela primeira vez


'Monstro espaguete' que 'virou Deus' é encontrado de verdade pela primeira vez


Uma água-viva? Um peixe? Uma criatura nunca antes vista? Essa são questões que cientistas estão tentando desvendar após encontrar uma criatura nunca antes vista nas profundezas do Atlântico.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Em busca do monstro perdido - Polêmica


EM BUSCA DO MONSTRO PERDIDO - Polêmica


Um projeto encanta os turistas e facilita a vida dos cientistas que estudam o Lago Ness, no norte da Escócia. O sucesso das viagens de submarino ao fundo do lago onde viveria a mais procurada criatura do mundo reaquece a lenda que desafia a ciência. 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Anatomia de um grão de poeira - Fotografia


ANATOMIA DE UM GRÃO DE POEIRA - Fotografia 



O microscópio eletrônico documenta um mundo no qual o homem está imerso, mas a vista não alcança. O pó de toda parte abriga milhares de fungos e um estranhíssimo aracnídeo.

O ambiente é escuro, silencioso e abafado. A paisagem faz lembrar os escombros de uma guerra devastadora. O único sinal de vida provém de uma criatura monstruosa, que parece um rinoceronte de seis pernas com mandíbulas de crustáceo, andando vagarosamente por cima de um monte de entulho onde se misturam pedaços disformes de outras criaturas. Cego, o monstro perscruta o local com tentáculos de grande sensibilidade, à procura de seu alimento predileto: pele morta de seres humanos.
De repente, um turbilhão de vento começa a soprar, erguendo boa parte de toda aquela sujeira. Agarrada às grandes hastes que brotam do chão e se assemelham a compridos troncos nus de árvores desfolhadas, a criatura tenta resistir à tempestade. Mas a força sorvedoura é tão forte que o estranho ser é carregado para longe, desaparecendo na escuridão.
Na verdade, o que parecia o desfecho de uma cena de ficção científica nada mais é que a limpeza de um carpete por um aspirador, vista em escala microscópica, ao rés do chão. O ente monstruoso não passa de um aracnídeo, designado pelos cientistas Dermatophagoides farinae, o doméstico ácaro. E o entulho amontoado, uma coleção de fragmentos de fios de cabelo, pêlos de animais, pólens, pedacinhos de asas e de patas de pernilongos e pulgas, restos de fibras sintéticas de roupa, fungos, cristais e lascas de pele humana descamada. Tudo isso reunido numa simples bolinha de algo incomparavelmente banal - o pó, encontrado em qualquer ambiente, mesmo naqueles que acabaram de ser submetidos a uma restauradora faxina. Tão corriqueiro é o pó que até meados dos anos 60 nenhum cientista se preocupou em olhá-lo ao microscópio, a não ser por mera curiosidade. O interesse em pesquisar a poeira foi motivado pelo já citado ácaro, do qual quase nada se conhecia.
A difusão do  microscópio eletrônico , permitindo esquadrinhar e fotografar o universo das coisas menos que milimétricas, ampliando-se até centenas de milhares de vezes, proporcionou informações surpreendentes, sobre o pó e seu principalmente personagem. Para conseguir uma boa amostra da composição da poeira de algum lugar, no entanto, não é preciso ir ao microscópio: basta examinar o conteúdo de um aspirador que acabou de ser usado; por sinal, o cheiro característico do aparelho quando ligado resulta da queima de poeira que penetra no motor. Nos Estados Unidos, onde há estatísticas até sobre isso, calcula-se que 43 milhões de toneladas de poeira flutuam no ar todo ano - 72 por cento de origem natural e 28 por cento produzidas pelo homem. A forma mais comum são partículas de terra procedentes do solo, seguidas de perto pelo sal, cujos minúsculos cristais evaporam dos oceanos à razão de 300 milhões de toneladas por ano. Terra ou sal, as partículas viajam pelas correntes de ar e penetram em qualquer ambiente, por mais fechado que esteja; ou então são levadas a grandes altitudes onde irão formar o núcleo dos pingos de chuva. Se não houvesse poeira não existiriam nuvens no céu.
Os eventos naturais que mais produzem pó são a atividade vulcânica e os incêndios florestais. Em certos anos, a queima de florestas foi responsável por 7 por cento de toda a poeira do mundo. Mas os vulcões são imbatíveis nesse jogo. A maior produção já registrada foi do vulcão Krakatoa, na Indonésia, que explodiu em agosto de 1883. Essa catástrofe despejou cerca de 6500 metros cúbicos de terra na atmosfera, o que daria para encher o espaço de cinco piscinas olímpicas. Três anos mais tarde sua presença no ar ainda prejudicava a luminosidade durante o dia em muitas áreas do mundo. Ou seja, parte do trivial pó doméstico pode ter passaporte estrangeiro. Ou mais ainda, segundo o americano John Ferguson, especialista no assunto. "A casa de qualquer pessoa não apenas possui poeira de vários locais do planeta, mas também, poeira extraterrestre, transportada por meteoros e meteoritos, que acabam por aumentar a massa da Terra em dezenas de milhares de toneladas todos os anos", contabiliza ele.
Muito embora poeira seja sinônimo de sujeira, também é responsável por um dos mais bonitos espetáculos da natureza. Acontece que as partículas de pó tem a capacidade de dispersar a luz em diferentes comprimentos de onda. Quando o Sol está alto no céu, apresenta uma coloração amarelo-esbranquiçada porque os raios incidem em ângulo quase reto sobre a superfície terrestre, sofrendo pouca interferência ao passar pela camada de poeira suspensa no ar. No final da tarde, porém, tanto o Sol como o poente adquirem uma bela cor avermelhada porque quanto menor o ângulo de incidência dos raios maior a quantidade de poeira que eles têm de atravessar na linha do horizonte. A mudança de cor se dá porque as partículas dispersam com mais facilidade as ondas de luz de menor comprimento - as do lado do espectro que tende para o azul - do que as ondas maiores, do lado vermelho. A ironia da história é que nas grandes cidades o acaso tende a ser mais rubro, portanto mais esplêndido, quanto maior a poluição do ar, que aumenta a quantidade de partículas em suspensão.
Há sempre mais pó dentro de casa do que fora - uma informação que deve despertar a dona de casa que vive passando o dedo nos móveis para ver se estão imaculadamente limpos. Pois os ambientes fechados proporcionam as condições ideais de umidade, temperatura e isolamento para a manutenção de um típico habitat de poeira. Por isso mesmo, ao contrário do que poderia supor a mesma dona de casa, deixar as janelas por algum tempo antes ajuda a limpar do que a sujar a casa, a menos, é claro, que se viva ao lado de uma indústria poluidora. Segundo o por assim dizer poeirólogo Richard Williams, do Centro de Pesquisas Sarnoff, nos Estados Unidos, "as bolinhas de poeira crescem em locais onde não são perturbadas, particularmente embaixo de móveis, cantos de quartos, frestas de assoalho ou mesmo fora dos espaços de circulação da casa".Parte do pó que habita algumas residências é composta também de ínfimas bolinhas de borracha, produto do atrito dos pneus dos veículos com o asfalto das ruas. Essas borrachinhas costumam freqüentar apartamentos entre o terceiro e o sétimo andares de um prédio, pelo simples motivo de corresponderem à altura em que esse tipo de partícula fica em suspensão.
Mas, afinal, quanto pó existe no ambiente de uma cidade grande? É claro que a resposta pode variar enormemente, até porque também variam os critérios de medição. De todo modo, um cálculo aproximado sugere que uma cidade do porte de São Paulo abriga 120 microgramas de partículas de poeira por metro cúbico de ar. Como em condições normais uma pessoa respira por dia pouco mais de 5 metros cúbicos de ar, isso significa que cada paulistano inala em média diariamente algo como 600 microgramas de partículas de poeira.
"O ar de São Paulo é mais empoeirado que o de Nova York ou de Los Angeles", afirma o químico paulista Cláudio Alonso, da Cetesb, a empresa de saneamento ambiental do Estado, com a autoridade de quem acabou de concluir um estudo comparativo sobre o ar das três cidades. Em que medida poeira demais é um perigo? Se a atmosfera não estiver envenenada pelos gases da poluição, o problema pode não ser alarmante, pois a maior parte daquelas partículas é exalada de volta. Muitas delas, é bem verdade, ficam presas nos pêlos das narinas, na garganta e nos pulmões. Na maioria das pessoas, o organismo não reage a essa intrusão por falta de anticorpos específicos. Os alérgicos, ao contrário, devido ao seu sistema imunológico ultra-sensível, respondem de forma exacerbada a alguns dos corpos estranhos que são inalados ou que penetram através da pele .
A poeira que se junta nos cantos do teto tem origem inconfudível - é obra das teias de aranha. Essa parenta do ácaro faz a teia com objetivo de capturar seu jantar. Se nenhum inseto cair na armadilha, ela mudará o ponto de caça, deixando a teia para trás. O que torna aquele trançado de fibras de proteína pegajosa um excelente coletor de partículas de pó. De tudo que se pode achar num minúsculo tufo de poeira, os ácaros são os mais curiosos. Esses bichinhos - os mesmos cujas fotos devidamente ampliadas lembram o citado rinoceronte com queixada de crustáceo - se alimenta principalmente dos cerca de 50 milhões de microscópicos farelos de pele que se desprendem de um corpo humano todos os dias. Existem muitas espécies de ácaros no mundo e todos os anos são registradas novas descobertas. Habitam camas, travesseiros, sofás e, sobretudo, o interior de pequeninas bolas de poeira. Dez ácaros cabem no ponto que fecha esta frase.
"Numa cama de casal se calcula que vivem cerca de 2 milhões de ácaros", afirma o professor Domingos Baggio, chefe do Laboratório de Acarologia Médica da Universidade de São Paulo (USP). "Isso porque o corpo humano fornece, durante oito horas por dia, temperatura, umidade e farta descamação de pele." Felizmente, os ácaros de poeiras são diferentes de seus primos, os carrapatos, e não se alojam na superfície da pele. Somente são nocivos para quem for alérgico aos fungos de que eles se utilizam para digerir o alimento. Em lugares onde houver uma grande concentração de ácaros certamente haverá fungos suficientes para sensibilizar o sistema imunológico de um alérgico. Sem contar com vinte bolinhas de fezes que cada ácaro produz por dia, facilmente inaladas. Como aracnídeos, os ácaros e as aranhas tiveram um ancestral comum a 300 milhões de anos. Mas enquanto as aranhas evoluíram e se tornaram caçadoras que enxergam suas presas, o ácaro é uma espécie de animal de rapina - porque se alimenta de organismos mortos - e é cego. Seu meio preferido de locomoção é a carona, na garupa de uma barata ou de uma mosca. Isso quando não se deixa levar ao sabor das correntes de ar. Tem a vida breve, 45 dias no máximo.
O fungo, por sua vez, é encontrado na mais variadas formas e cores. O Aspergillus niger, por exemplo, muito comum na poeira, tem a forma de pequenos pontos pretos e, embora pareça mofo, não é. Esse fungo pode causar irritações respiratórias ou infecções no aparelho auditivo das pessoas que praticam a natação, pois estas costumam ter os ouvidos mais úmidos do que o normal. "Nenhum desses fungos é patogênico, isto é não carregam consigo qualquer tipo de doença", tranqüiliza a pesquisadora americana Chris Carothers, do Maryland Medical Laboratory. "Oportunistas, aproveitam de um sistema imunológico debilitado, crescendo sobre o corpo ou no seu interior. "Calcula-se que existam entre 50 mil e 200 mil espécies de fungos - o que dá formas de microvida que, perigosas ou inofensivas, repartem com o ser humano o espaço do qual ele se julga senhor absoluto. Ou, como diz Shakespeare, pela boca de Hamlet, o homem é a "quintessência do pó."

Xeretando com elétrons

No clássico romance do irlandês Jonathan Swift (1667-1745), Viagens de Gulliver, o personagem descobre uma ilha chamada Liliput e fica maravilhado com a reduzida estatura dos seus habitantes. Ao fazer funcionar um microscópio eletrônico em 1931, o cientista alemão que o construiu, Ernest Ruska (1906 -1988) há de ter sentido uma emoção semelhante à de Gulliver. Pela primeira vez, olhos humanos penetravam em um mundo em que a ordem de grandeza é de 1 mícron, a milésima parte do milímetro. O que diferencia o microscópio eletrônico do óptico é o uso de um feixe de elétrons no lugar da luz - o feixe tem um comprimento de onda mil vezes menor, permitindo perceber formas em escala molecular. Os elétrons se enfeixam quando passam por campos magnéticos que agem como lentes, fazendo-os convergir sobre o material que se quer enxergar. Em seguida são refletidos para outro conjunto de lentes magnéticas que, finalmente, os conduzem a um 
filme especial, sensível ao seu impacto. O processo permite ampliar uma imagem até 500 mil vezes.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Alien, o 8º Passageiro - FILME

ALIEN, O 8º PASSAGEIRO - FILME DE 1979

Uma nave espacial rumo à Terra se vê às voltas com um estranho e mortal ser alienígena. Com direção de Ridley Scott (Gladiador) e Sigourney Weaver, Tom Skerritt e Ian Holm no elenco. Vencedor do Oscar de Melhores Efeitos Especiais.

Ficha Técnica:
Título Original: Alien
Gênero: Ficção Científica
Tempo de Duração: 116 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1979
Site Oficial: www.alien-movies.com
Estúdio: 20th Century Fox / Brandywine Productions Ltd.
Distribuição: 20th Century Fox Film Corporation
Direção: Ridley Scott
Roteiro: Dan O'Bannon, baseado em estória de Ronald Shusett e Dan O'Bannon
Produção: Gordon Carroll, David Giler e Walter Hill
Música: Jerry Goldsmith
Direção de Fotografia: Derek Vanlint
Desenho de Produção: Michael Seymour
Direção de Arte: Roger Christian e Leslie Dilley
Figurino: John Mollo
Edição: Terry Rawlings e Peter Weatherley

Elenco:
Tom Skerritt (Dallas)
Sigourney Weaver (Ripley)
Veronica Cartwright (Lambert)
Harry Dean Stanton (Brett)
John Hurt (Kane)
Ian Holm (Ash)
Yaphet Kotto (Parker)
Eddie Powell (Alien)


Sinopse:
Nave espacial, ao retornar à Terra, recebe estranhos sinais vindos de um asteróide. Ao investigarem o local, um dos tripulantes é atacado por um estranho ser. Mas o que parecia ser um ataque isolado, se transforma em um terror constante, pois o tripulante atacado levou para dentro da nave o embrião de um alienígena, que não para de crescer e tem como meta matar toda a tripulação.


Premiações:
- Ganhou o Oscar de Melhores Efeitos Especiais, além de ter sido indicado como Melhor Direção de Arte.

- Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Trilha Sonora.

Curiosidades:
- Inicialmente, o diretor de Alien, O 8º Passageiro seria Walter Hill, que posteriormente desistiu do projeto, abrindo espaço para a contratação de Ridley Scott.

- Uma das primeiras versões do roteiro tratava a personagem Ripley como um homem.

- O roteiro original previa uma cena de sexo entre Ripley e Dallas, mas esta cena não foi rodada durante as filmagens.

- Originalmente a Tenente Ripley seria interpretada por Veronica Cartwright, mas os produtores decidiram depois substituí-la por Sigourney Weaver.

- A face frontal da cabeça do Alien foi feita inspirada em um crânio humano.

- Seguido por Aliens, O Resgate (1986), Alien 3 (1992) e Alien - A Ressurreição (1997).

- O personagem Alien aparece também em Alien vs. Predador (2005) e Alien vs. Predador 2 (2007).




DOWNLOAD DO FILME
Uma nave espacial rumo à Terra se vê às voltas com um estranho e mortal ser alienígena.
http://www.badongo.com/pt/file/2028132


PUBLICADOS BRASIL NO ORKUT

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sábado, 18 de julho de 2009

Cientistas decifram mistérios do mais antigo 'monstro dos mares'

20/03/09 - 06h00 - Atualizado em 20/03/09 - 06h00

Cientistas decifram mistérios do mais antigo 'monstro dos mares'
Paleontólogos remontaram anatomia de predador de 500 milhões de anos.
Com 40 cm, 'primo' de crustáceos era o terror dos mares do Cambriano.

Ele parece um cruzador espacial, daqueles armados até os dentes que povoam os pesadelos dos fãs de "Guerra nas Estrelas". Estamos falando do Hurdia victoria, um parente dos atuais artrópodes (crustáceos, insetos e aracnídeos) que pode ser considerado o "monstro dos mares" original, um dos primeiros superpredadores da história do planeta. Uma equipe de paleontólogos conseguiu remontar a anatomia da criatura pela primeira vez, revelando como era esquisita a vida marinha em pleno Cambriano, há cerca de 500 milhões de anos.



Reconstrução mostra o superpredador do Cambriano, com 500 milhões de anos (Foto: Marianne Collins/Divulgação)

A verdadeira natureza do Hurdia victoria foi um mistério durante quase um século (a espécie foi originalmente descoberta em 1912). Isso porque os cientistas só conheciam cacos isolados do bicho, explicou ao G1 a estudante de doutorado Allison Daley, que trabalha na Universidade de Uppsala (Suécia). "O que as pessoas encontravam eram pedaços da carapaça do animal que eram perdidos durante a muda, tal como os artrópodes de hoje fazem", contou ela por telefone. Resultado: a classificação do bicho virou o samba do Cambriano doido, com alguns fragmentos sendo batizados como crustáceos, outros como pepinos-do-mar e outros como medusas, num total de oito denominações diferentes.

"Foi só com a descoberta de espécimes completos ao longo dos anos 1990 que conseguimos ter uma visão do animal como um todo", diz Daley. Valeu a pena esperar: a conclusão é que o Hurdia é parente do Anomalocaris e outros artrópodes predadores esquisitíssimos com mais de 500 milhões de anos. Essas criaturas estão na base da árvore genealógica dos invertebrados com carapaça articulada. Por isso, embora vivessem nos mares, não se pode dizer que eles são parentes próximos das lagostas ou caranguejos de hoje.

Tubarão
Para os padrões modestos da fauna marinha do Cambriano, o Hurdia era o equivalente a um tubarão-branco, ou seja, um predador de topo de cadeia, capaz de comer quase qualquer coisa que se mexesse. "A maioria dos exemplares têm 20 cm, mas alguns parecem ter chegado a 40 cm de comprimento", afirma Daley. Segundo ela, o bicho só perdia para seu "primo" Anomalocaris, cujo tamanho máximo provavelmente ficava entre 1 m e 60 cm.

O corpo alongado do bicho era coberto de brânquias, provavelmente para extrair o máximo possível de oxigênio da água e manter seu metabolismo em rápido funcionamento. Seus olhos ficavam na ponta de um pedúnculo (mais ou menos como os de um siri moderno), e os "bracinhos" curtos que podem ser vistos logo atrás da cabeça na verdade são os apêndices da boca do bicho. "Não sabemos exatamente como ele comia ou mesmo se mastigava a presa, mas eles estão cheios de dentes", afirma a paleontóloga.



O fóssil completo do artrópode (Foto: Allison Daley/Divulgação)Outro mistério envolve a estranhíssima carapaça na parte da frente da criatura. "Artrópodes muitas vezes possuem uma espécie de escudo por cima de áreas vitais, mas no lugar onde está
essa estrutura não está protegendo nada", explica Daley.

"Pode ser que aquilo servisse para conduzir a comida para a boca do animal, como uma forma de defesa ou até como ferramenta para a reprodução. Simplesmente não sabemos a esta altura", reconhece a paleontóloga. O certo é que, apesar de sua morfologia fascinante, o bicho e seus parentes acabaram não deixando descendentes modernos.


PUBLICADOS BRASIL NO ORKUT

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