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sexta-feira, 16 de outubro de 2020

O médico espião que salvou milhares de pessoas das garras do nazismo

O médico espião que salvou milhares de pessoas das garras do nazismo

Durante a Segunda Guerra Mundial, um médico conseguiu salvar uma multidão das garras do nazismo.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Aurora: O Espião a 8.000 Km/h - Tecnologia


AURORA: O ESPIÃO A 8.000 KM/H - Tecnologia


Jamais fotografado, o avião hipersônico Aurora é um segredo da Força Aérea americana. Mas relatos de testemunhas permitem traçar um retrato da nave que voa a 40 quilômetros de altitude e abre caminho para os aviões espaciais.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Como a Espionagem mudou o mundo - Segunda Guerra

COMO A ESPIONAGEM MUDOU O MUNDO - Segunda Guerra.



Popov, Dusko Popov

Conflito: Segunda Guerra Mundial

Quando: 1941

Nações envolvidas: EUA, Japão, Alemanha

Missão: alertar os americanos sobre a intenção japonesa de atacar Pearl Harbor

Arma secreta: Dusko Popov, o espião bon vivant que inspirou James Bond

Estratégia: roubo de dados



Elegante, mulherengo, amante da boa vida. Esse era Dusko Popov, espião iugoslavo que inspirou o escritor inglês Ian Fleming na criação do personagem James Bond. O 007 de verdade também era culto, fluente em diversos idiomas, frio e esperto. Ele fez uma das carreiras mais brilhantes da espionagem internacional graças ao trabalho que realizou no posto reservado aos melhores do mundo: o de agente duplo.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Popov atuava tanto para os nazistas quanto para os aliados. Mas só dava informações quentes aos aliados: os alemães ele enganava.

O ponto alto de sua carreira ocorreu em 1941, quando chegou aos EUA com um relatório dos alemães que trazia em 5 páginas todos os detalhes sobre um iminente ataque a Pearl Harbor. Durante um mês, Popov não obteve nenhuma resposta aos pedidos de encontro com o todo-poderoso do FBI, J. Edgard Hoover - que controlava o serviço secreto (a CIA só seria criada em 1947). Hoover duvidava das informações, dizia que estava tudo redondinho demais, com datas, lugares, nomes, etc.

Quando finalmente se reuniu com Hoover, os dois falaram o diabo um para o outro e saíram sem nada decidido. Para o chefão do FBI, Popov não passava de um bon vivant que estava nos EUA por farra - durante o mês de espera, Popov se esbaldou com belas mulheres e freqüentou os melhores lugares de Nova York. Para o agente secreto, Hoover era um irresponsável que deixaria o próprio país ser atacado.

No dia 7 de setembro, como havia sido adiantado por Popov, os aviões japoneses sobrevoaram a baía de Pearl Harbor, no Havaí, e atacaram a frota de navios do Pacífico, matando 2 235 militares e 68 civis. Popov soube quando voltava de uma viagem ao Brasil.

Até hoje não se sabe direito a razão da apatia do governo americano diante do seu relatório. Os EUA aprenderam a lição de Popov? Não, a julgar pelo atentado ao World Trade Center, que não foi evitado apesar das numerosas pistas levantadas pelo serviço de inteligência.



Dusko Popov arrancou dos nazistas informações sobre um ataque imininente do Japão a uma base dos EUA no Havaí. ...

... Mas os americanos não acreditaram no espião playboy e mulherengo. ...
... Pouco depois, os japoneses bombardeavam Pear Harbor. ...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Clarividência - Espionagem Mental

CLARIVIDÊNCIA: ESPIONAGEM MENTAL



Já pensou se você fosse capaz de, sem receber nenhuma pista, descrever objetos hermeticamente trancados numa caixa? E que tal dar detalhes sobre pessoas e lugares que você nunca viu na vida? Não seria legal enxergar mentalmente as questões de uma prova na véspera de ela ser aplicada? Pois há quem afirme ter a habilidade de ver locais distantes, coisas, pessoas e acontecimentos futuros, presentes ou passados. Se as informações não foram transmitidas por outra mente - como ocorreria na telepatia -, o sujeito pode ter experimentado a clarividência, uma forma de percepção extra-sensorial de algo físico. Uma arma poderosa para uma potência vasculhar segredos de países inimigos, certo? Foi isso que o governo dos Estados Unidos pensou quando, nos anos 70, começou a financiar um programa de visão remota - técnica de pesquisa experimental em que uma pessoa tenta obter informações de uma localidade distante, por meio da clarividência.

A experiência americana teve início em 1972 e foi desenvolvida pelo Instituto de Pesquisa de Stanford (SRI), em Menlo Park, na Califórnia. Tudo começou quando o artista plástico Ingo Swann entrou em contato com o físico Harold Puthoff, pesquisador do SRI, e sugeriu que se fizesse um estudo de parapsicologia. Swann afirmava ser capaz de visualizar detalhes de objetos, lugares e pessoas mentalmente, sem usar os olhos ou outros sentidos. Puthoff o convidou então para passar uma semana no SRI. Antes de Swann chegar, o cientista trancou um magnetômetro - instrumento que mede a intensidade do campo magnético - num contêiner no porão, sem que o convidado soubesse. E se surpreendeu ao verificar que Swann não só "perturbou" o aparelho como também foi capaz de desenhá-lo a partir de uma visão mental. O feito chamou a atenção da CIA (Agência Central de Inteligência americana), que estava interessada em financiar um estudo sobre a aplicação da parapsicologia para fins militares, pois tinha informação de que a União Soviética já trabalhava nisso desde os anos 60. Em plena Guerra Fria, as duas nações teriam apostado na possibilidade de montar uma equipe de espiões clarividentes, capazes de obter informações valiosas sobre instalações militares e documentos secretos.



Bem na mariposa

Os agentes da CIA assistiram a alguns testes com Swann. Num deles, o clarividente tinha de descrever objetos que estavam fechados em caixas. Numa rodada, ele disse: "Vejo algo pequeno, marrom e irregular, uma folha ou algo com formato semelhante. Mas parece estar vivo e até se mexe". Era uma mariposa. Embora nem todas as descrições fossem precisas, foi o suficiente para que o SRI recebesse 50 mil dólares para recrutar os primeiros espiões e começasse a treiná-los. No ano seguinte, a CIA deu as coordenadas de uma base militar soviética em Semipalatinsk, na Sibéria, e pediu aos clarividentes que descrevessem o local por meio de desenhos. A experiência foi considerada um fracasso, tanto que a CIA decidiu suspender o projeto, em 1975. No entanto, um dos clarividentes, chamado Pat Price, rabiscou prédios vistos do alto e um enorme guindaste, de formato inusitado. Posteriormente, fotos feitas por satélite captaram uma imagem do tal guindaste, com uma incrível semelhança nos detalhes.

É claro que, por se tratar de um assunto confidencial e estratégico, o governo dos Estados Unidos não fica publicando relatórios anuais para divulgar suas descobertas nesse campo. Mas sabe-se que o treinamento de clarividentes para espionagem e os estudos sobre outros fenômenos da mente tiveram prosseguimento no país, por meio de um programa do Departamento de Defesa e de outras agências federais. Nos anos 80, o ex-militar e escritor Joe McMoneagle revelou ter usado técnicas de visão remota para ajudar a localizar funcionários da embaixada americana tomados como reféns no Irã, em 1979, entre outras ações. Sabe-se também que o Exército americano utilizou clarividentes na Guerra do Golfo, em 1991, para tentar localizar armas iraquianas. Em 1995, alegando não haver resultados, o governo de Bill Clinton pôs fim ao programa, que havia consumido mais de 20 milhões de dólares. Em tese, a Casa Branca teria abandonado as pesquisas sobre clarividência, mas há indícios de que ainda utiliza essa forma de espionagem, agora contratando empresas privadas de treinamento criadas por ex-integrantes dos primeiros projetos.

Apesar de alguns estudos sugerirem a possibilidade de existência da clarividência, essa percepção extra-sensorial não pode ser comprovada diretamente. É o que afirmam parapsicólogos como o padre Oscar Gonzalez-Quevedo, presidente do Centro Latino-Americano de Parapsicologia (Clap), em São Paulo. "A não ser que se matem todos os homens passados e futuros de todo o nosso globo numa margem de dois séculos. Do contrário, como garantimos que alguém conheceu diretamente uma coisa física, e não um pensamento que outra pessoa teve, tem ou terá sobre aquele fato?", indaga o padre.

Em um de seus livros, Quevedo relata casos que poderiam estar associados à clarividência. Uma das histórias é sobre o italiano João Belchior Bosco, o São João Bosco. Nascido em 1815, ele teria, quando criança, sonhado com um ditado que seria aplicado na escola no dia seguinte. Acordou e escreveu o texto. Como já tinha tudo registrado no papel, não prestou atenção durante a aula. Só que o apressado mestre ditou só a metade do material. Na hora da correção, o professor se surpreendeu ao ver que João tinha escrito tudo, inclusive a parte que não ditara. Chamado para se explicar, o garoto contou que vira o texto num sonho. "Clarividência? Talvez. Mas pode ser telepatia. Como saber?", diz Quevedo. Ele acrescenta que uma mente não pode ser treinada para a visão remota. "Todos nascemos com as faculdades. Quando se manifestam, são espontâneas, incontroláveis. Não podem ser provocadas nem repetidas em laboratório."

A explicação do parapsicólogo seria um balde de água fria na campanha de marketing de empresas privadas, como a americana PSI Tech, contratada em 1991 pelas Nações Unidas para tentar adivinhar os locais onde o ditador Saddam Hussein estaria escondendo armas de destruição em massa no Iraque. Seus profissionais são ex-militares que se apresentam como especialistas em desenvolver - em qualquer indivíduo - a capacidade de ver remotamente. Em maio de 1998, um telejornal do canal americano UPN lançou um desafio para Jonina Dourif, a presidente da PSI Tech: a produção escolheria um fato, uma coisa ou uma pessoa. A partir daí, Jonina deveria fazer uma descrição. O alvo escolhido foi um acidente com um helicóptero do Corpo de Bombeiros de Los Angeles, ocorrido em março daquele ano e no qual haviam morrido quatro pessoas. "Para cima, para baixo, diagonal, som mecânico, rodando como um ventilador, movimento. Estamos lidando com pessoas dentro de uma estrutura", disse ela. "Quantas pessoas?", questionou o repórter. "Uma, duas, três, quatro. Quatro pessoas, e nenhuma importante." Como diria o padre Quevedo, pode ser clarividência, mas também pode ser telepatia ou mesmo simples coincidência. Como saber?



A serviço da polícia

Talvez o filão mais rentável para os clarividentes seja a investigação policial. A americana Kathlyn Rhea leva o crédito pela solução de mais de uma centena de casos ao longo de três décadas. Um deles aconteceu na Califórnia com um homem chamado Russell Drummond. Ele estava acampando com a mulher, saiu para uma caminhada e não retornou. Mais de 300 policiais foram mobilizados no caso, mas seis meses se passaram e nada. Procurada pela mulher da vítima, Kathlyn descreveu o local, no meio da mata, onde dizia enxergar o cadáver de Russell. Com as pistas fornecidas pela clarividente, a polícia encontrou o corpo de Drummond, que havia morrido de ataque cardíaco. Apesar desse e de outros acertos, Kathlyn é vista por muitos como uma charlatã.

Mesmo quem realiza experimentos com a visão remota reconhece que, até o momento, os resultados não são satisfatórios. "Como os fenômenos parapsicológicos são, em quase sua totalidade, espontâneos, a sua repetibilidade em laboratório é de uma pobreza franciscana", diz Valter da Rosa Borges, presidente do Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas. "Isso não quer dizer que os casos de clarividência espontânea devam ser rejeitados e, sim, que eles não apresentam a segurança que nos é dada pela pesquisa experimental", acrescenta Borges, reforçando a explicação de Quevedo sobre a dificuldade de comprovar o fenômeno. Ainda assim, Borges destaca um caso célebre registrado como sendo de clarividência. Foi uma pesquisa experimental realizada nos anos 20 pelos professores franceses Charles Richet e Gustave Geley com o engenheiro polonês Stephan Ossowiecki. Em um dos testes, Ossowiecki precisava adivinhar o conteúdo de envelopes fechados. "Estou num zoológico, uma luta está acontecendo com um animal grande, um elefante. Ele não está na água? Vejo a sua tromba enquanto nada. Vejo sangue", descreveu o polonês. "Bom, mas não é tudo", observou Geley durante o experimento. "Espere, ele não está ferido na tromba?", interrompeu Ossowiecki. "Muito bem, houve uma luta", reconheceu o cientista. "Sim, com um crocodilo", emendou o polonês. A frase dentro do envelope era: "Um elefante se banhando no Ganges foi atacado por um crocodilo, que mordeu a sua tromba".

Em 1923, durante um congresso internacional de pesquisa psíquica, em Varsóvia, Ossowiecki adivinhou parte do conteúdo de uma nota embalada várias vezes em papéis coloridos e guardada num envelope lacrado. A nota trazia desenhos de uma bandeira e de uma garrafa. No canto, havia uma data: agosto, 22, 1923. O polonês conseguiu reproduzir a bandeira e a garrafa, mas escreveu a data desta forma: 19-2-23. Mesmo assim, Ossowiecki foi ovacionado.
Mas a polêmica em torno dessas adivinhações persiste e, até hoje, os parapsicólogos não chegaram a uma explicação sobre o seu mecanismo. "Enquanto a pesquisa sobre as relações mente-cérebro não alcançarem um patamar de maior clareza a respeito de experiências psíquicas e estados cerebrais, é temerário procurar uma explicação científica consistente para os fenômenos psi", diz Borges ("fenômenos psi", para quem não sabe, é como alguns estudiosos se referem aos fenômenos parapsicológicos). "Temos dados sugestivos, temos procedimentos metodológicos confiáveis, mas não dispomos de meios para operacionalizar, com segurança, essas experiências."


Um atalho na caça ao tesouro




Em 1907, o arqueólogo Frederick Bligh Bond pediu ajuda ao clarividente John Allan Bartlett para encontrar a capela de Edgar, na Abadia de Glastonbury, Inglaterra, em ruínas desde o século 16. Seguindo as instruções de Bartlett, foi possível determinar o local exato para as escavações. A notícia se espalhou e outros arqueólogos passaram a ver a paranormalidade como um meio de agilizar as descobertas.
Em 1979, o americano Stephan A. Schwartz liderou uma expedição em busca de tesouros arqueológicos no Egito, incluindo as ruínas da Biblioteca de Alexandria. Um dos membros da equipe era a clarividente Hella Hammid. Mesmo antes de sair dos Estados Unidos, Hella deu as indicações para as escavações: "Uma rua estreita ou viela com muros altos dos dois lados, vigas caídas, grande, madeira... Um tubo ou um canal com luz no final". Em Alexandria, onde jamais havia estado, Hella conduziu o grupo ao local exato. Lá estavam a passagem estreita e a coluna de madeira desmoronada. Outro caso célebre com a clarividente se deu em 1987, no Mar do Caribe. Depois de uma hora a bordo de um pequeno barco, Hella determinou o ponto onde havia "algo". Quatro semanas de escavação revelaram uma embarcação coberta por vegetação e areia. Assim foi descoberto um navio mercante americano que havia afundado nas primeiras décadas do século 19.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Olga Benario é uma invenção da propaganda comunista ???

OLGA BENARIO É UMA INVENÇÃO DA PROPAGANDA COMUNISTA?


Sabe aquela história da Olga Benario, a heroína revolucionária que lutava por uma causa nobre e que acabou morrendo de forma trágica em razão de seus ideais humanistas? Pois é, tudo bobagem. Olga nunca teve a importância que lhe foi dada no livro do jornalista Fernando Morais, cuja versão foi levada recentemente às telas do cinema pelo diretor Jaime Monjardim e já arrancou lágrimas de centenas de milhares de pessoas em todo o país. Na verdade, o mito romântico da revolucionária nasceu da propaganda comunista, que precisava criar exemplos de coragem e bravura entre os jovens da Alemanha na primeira metade do século 20. É o que afirmam movimentos anticomunistas, como o grupo Terrorismo Nunca Mais (Ternuma), e jornalistas insuspeitos como William Waack, que vasculhou os arquivos secretos da ex-União Soviética em busca de informações sobre o movimento comunista no Brasil. O resultado da pesquisa de Waack foi o livro Camaradas: nos Arquivos de Moscou (Companhia das Letras, 1993).

Olga só se tornou famosa no Brasil depois da publicação do livro de Fernando Morais, em 1985. Antes, ela praticamente só aparecia em notas de rodapé. Em O Cavaleiro da Esperança, de 1942, biografia escrita por Jorge Amado sobre Luís Carlos Prestes, ela ocupa apenas meia página. No álbum comemorativo dos 60 anos do Partido Comunista Brasileiro, em 1982, é citada somente em três linhas. Segundo Waack, o livro de Morais é baseado na biografia de Olga feita pela alemã Ruth Werner a pedido do Partido Comunista alemão, em 1962. "São trabalhos que não contam a realidade", afirmou Waack à revista Época.

No livro de Morais, por exemplo, Olga aparece liderando uma ação cinematográfica de libertação do namorado, o comunista alemão Otto Braun, em um tribunal. "Documentos mostram que ela não promoveu a operação, mas o partido comunista alemão decidiu que a história seria assim para transformá-la em um monumento de bravura", disse William Waack.

OBEDIENTE

E como era a Olga que Waack conheceu em suas pesquisas? "Uma profissional do serviço secreto militar soviético, treinada para obedecer em qualquer circunstância, sem jamais duvidar dos chefes e da linha estabelecida pelo partido, disciplinada, mas sem interesse por assuntos teóricos, que ao chegar ao Brasil perdeu o foco da missão", descreveu o jornalista. Espiã do serviço secreto soviético, Olga havia sido designada para atuar como guarda-costas de Prestes na volta de seu exílio de Moscou para o Rio de Janeiro. Para não levantar suspeitas, eles deveriam se passar por um casal rico em lua-de-mel. Só que eles se apaixonaram de verdade e Olga decidiu ficar no Brasil para ajudar na revolução. Como se sabe, o golpe de 1935 fracassou e o casal foi preso. Grávida de sete meses, Olga, que, além de comunista, era judia, foi deportada para a Alemanha nazista, onde morreu numa câmara de gás, conforme mostra o filme de Monjardim, escolhido para representar o Brasil no Oscar de 2005.

O lado romântico de Prestes e de Olga é igualmente rejeitado por Waack. Ele cita como exemplo o fato de que, entre a derrota do levante comunista de novembro de 1935 e a prisão do casal, no início de 1936, Prestes mandou matar a namorada do secretário-geral do PCB, Elza, de 18 anos, que foi estrangulada por militantes do partido. "Ele suspeitava, erroneamente, que Elza fosse informante da polícia. E Olga não se opôs à decisão, segundo o agente soviético no Rio que chefiava o esquema clandestino. Não havia nada de romântico ali." A opinião é compartilhada pelo também jornalista Reinaldo Azevedo. "Não aprecio o suposto heroísmo de Olga ou de Prestes porque rejeito vivamente suas convicções. Considero-os partidários de um mundo tão totalitário quanto era o nazi-fascismo, com a agravante de que aquele, ao menos, não tinha licença moral a reivindicar e assumia o horror como método. Os comunistas ousaram criar a indústria da morte em nome do humanismo", escreveu Azevedo em um artigo na revista Primeira Leitura.

DUPLA MISSÃO

Grupos direitistas vão ainda mais longe na rejeição ao mito da heroína alemã. "Olga Benario? Uma estranha sem nenhum significado. Uma espiã que veio para o Brasil com duas missões, seduzir Luís Carlos Prestes e tramar contra o nosso povo, para introduzir uma ditadura comunista", afirma um texto no site do grupo Ternuma. Outro artigo, intitulado "A Farsa de Olga", no site Integralismo, afirma que Olga "era apenas e tão somente uma agente do serviço secreto da URSS e tinha como o objetivo transformar o Brasil em mais um satélite da URSS".
Afinal, heroína ou bandida? Para Azevedo, há doses de heroísmo e banditismo em Olga, assim como em outros personagens históricos - como foi o próprio Getúlio Vargas, algoz da militante comunista, que a teria entregado para a Alemanha nazista.

Eu acredito!

"A Olga de verdade não era essa do filme ou do livro de Fernando Morais? Ah, jura? Que Fernando Morais apresentou uma versão romântica de Olga eu não tenho dúvida. Ela não era nem tão inteligente nem tão importante para o Partido Comunista quanto o texto faz crer. Que Jaime Monjardim rechearia a história de estereótipos, para fazer um dos filmes mais chatos dos últimos tempos, eu também já esperava. É o seu estilo. Mas isso é inevitável nas biografias dos heróis. Os que vão parar nas páginas dos livros ou na tela do cinema ficam mais inteligentes. Mais brilhantes. Mais corajosos. Afinal, heróis são heróis, pomba!"
Celso Miranda, editor de Aventuras na História, assistiu Olga 13 vezes. Não gostou de nenhuma