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sábado, 7 de maio de 2022

Pesquisadores encontram uma nova Mona Lisa que pode ter sido pintada por Da Vinci

Pesquisadores encontram uma nova Mona Lisa que pode ter sido pintada por Da Vinci

Trata-se de um misterioso quadro descoberto no depósito da Câmara dos Deputados da Itália.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Misterioso filhote canino de 18 mil anos é encontrado bem preservado na Sibéria

Misterioso filhote canino de 18 mil anos é encontrado bem preservado na Sibéria


Pesquisadores encontraram na Sibéria um misterioso filhote canino de 18 mil anos. 

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Game de Stranger Things é lançado gratuitamente


Game de Stranger Things é lançado gratuitamente


Um game de Stranger Things foi lançado na App Store e na Google Play Store. A melhor notícia? É gratuito. O jogo, que também não possui microtransações, saiu antes da segunda temporada do seriado, que chega ao Netflix em 27 de outubro.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Conheça o lugar onde rádios, relógios e bússolas não funcionam


Conheça o lugar onde rádios, relógios e bússolas não funcionam


Nas profundezas do México, há um deserto conhecido como Zona do Silêncio, onde as ondas de rádio são interrompidas, os relógios enlouquecem e as bússolas ficam desorientadas.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Cientistas descobrem luz cósmica misteriosa vinda do espaço


Cientistas descobrem luz cósmica misteriosa vinda do espaço


Nas últimas semanas, cientistas do mundo todo estão intrigados com misteriosas anomalias luminosas vindas de uma estrela, localizada nas profundezas do espaço sideral. 

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Objeto misterioso no Mar Báltico provoca o desligamento dos sistemas elétricos de navios


Objeto misterioso no Mar Báltico provoca o desligamento dos sistemas elétricos de navios


Em 2011, a descoberta de um estranho objeto circular, encontrado sobre o leito marinho do Mar Báltico, chamou a atenção da opinião pública internacional. Hoje, sem maiores novidades em relação à sua origem, a revelação enigmática ganha uma nova importância. Pesquisadores do Ocean Explorer, equipe que estuda diferentes fenômenos marinhos, afirmam que os equipamentos eletrônicos desligam repentinamente toda vez que o seu navio Ocean X passa pela região do objeto enigmático.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Mistério da palavra que brota do mar é revelado


Mistério da palavra que brota do mar é revelado


Por anos, apareceram no litoral europeu placas de borracha com uma palavra intrigante e sem sentido: “Tjipetir”. Inúmeras pessoas encontraram em praias da Espanha, Grã-Bretanha, Dinamarca, Noruega, Holanda e França blocos idênticos e de significado enigmático, que chamaram sua atenção. 

sábado, 4 de maio de 2013

Pedras que 'andam' e deixam rastro intrigam turistas em vale dos EUA



Pedras que 'andam' e deixam rastro intrigam turistas em vale dos EUA

Pedra deixa rastro na Racetrack Playa, no Death Valley, EUA (Foto: Creative Commons/TravOC)

Rochas que se movimentam por até 450 metros são alvo de pesquisas.
Fenômeno acontece no Death Valley, na Califórnia.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Maias, O Fim do Mistério - Antropologia


MAIAS, O FIM DO MISTÉRIO - Antropologia



A escrita desse povo, agora quase toda decifrada, promete elucidar mais de 1000 anos de sua nebulosa história, mascarada por lendas e preconceitos no passado

Os pântanos e florestas que cobrem boa parte da América Central abrigam, nos dias de hoje, alguns dos povos mais pobres e atrasados do mundo. O retrocesso dos últimos séculos, no entanto, é enganador. Ele interrompeu uma épica saga de nada menos que três milênios, ao longo dos quais ocorreu um dos raros momentos da história da humanidade em que inúmeros povos vizinhos subitamente despontam para a civilização. O testemunho mais impressionante desse fenômeno, na América, são as ruínas monumentais deixadas pelos maias.Em muitas histórias, ainda hoje, eles são pintados como uma gente meio mágica-que parecia ocupada apenas em adorar deuses terríveis ou em contemplar os astros, base do seu elaboradíssimo calendário. Chegou-se mesmo a especular que sua sociedade não era original da América; em vez disso, teria sido trazida por imigrantes da Antigüidade, vindos do Egito ou de algum outro lugar. Descobertas recentes, no entanto, põem por terra a mística vida maia, pois revelam que suas grandes obras não se limitavam a suntuosos templos e pirâmides, utilizados em rituais de sangue ou no culto aos governantes mortos. Havia também construções de finalidade prática, das quais as mais importantes eram vastos reservatórios que aproveitavam uma concavidade natural do terreno para coletar e armazenar a água da chuva.Tal tecnologia pode ter aberto uma inédita via para a civilização, pois era um meio de irrigar grandes parcelas de terra e, assim, ampliar a produção agrícola. Em outras palavras, significava alimento em quantidade suficiente para grandes populações. Isso foi essencial às grandes experiências históricas do passado-já que, nascidos da união de inúmeros povos, os impérios antigos deviam sua coesão, em grande parte, à capacidade de organizar a distribuição de água. Não por acaso, os faraós surgiram junto ao Rio Nilo; os reis sumérios, entre o Tigre e o Eufrates (onde é hoje o Iraque); e os monarcas chineses, às margens do Yang Tsé.Em diversas áreas da América, a ausência de grandes rios teria levado à bem-sucedida idéia dos reservatórios. Pelo menos é o que se deduz da densa população maia que, no auge, reunia dezenas de milhões de pessoas em povoados que superavam, em número, as antigas aldeias egípcias. Seus núcleos habitados, além disso, concentravam 130 pessoas por quilômetro quadrado -valor equivalente ao do Estado de São Paulo, nos dias de hoje. A expansão cultural desse povo teve inicio a partir do século I d.C.,na região de Tikal, na Guatemala. Aí se erigem as ruínas do mais portentoso conjunto cerimonial maia, dominado por uma monumental pirâmide de 70 metros, tão alta como um prédio de 23 andares.É possível que em torno dela tenha existido uma verdadeira cidade, talvez a maior que esse povo construiu. Atualmente, imagina-se que Tikal foi um mero centro administrativo e religioso, onde viviam, de fato, apenas os soberanos e sacerdotes, enquanto a população residia em aldeias agrícolas, mais ou menos distantes. Mas as ruínas incluem dezenas de construções avantajadas, que, além de santuários, podem ter sido mercados, palácios e residências. O conjunto principal ergue-se numa área de quase 100 quarteirões-em parte coberta por vastas plataformas de pedra de até 10 metros de espessura-, mas a cidade toda era dez vezes maior e cobria um quadrado de 3 quilômetros de lado.Além disso, Tikal possuía, pelo menos, seis grandes reservatórios pluviais, o maior deles com capacidade para armazenar 200 milhões de litros de água. No total, a capacidade era cinco vezes maior, isto é, 1 bilhão de litros ao ano. "Os reservatórios são um indício novo de urna forte urbanização", sugerem os antropólogos americanos Vernon Scarborough e Gary Gallopin, o primeiro da Universidade de Cincinnati e o segundo da Universidade do Estado de Nova York, ambas nos Estados Unidos. O raciocínio dos cientistas é claro: obras dessa magnitude, com centenas de metros de extensão, não poderiam ter sido realizadas por simples camponeses, inteiramente ocupados com o trabalho na terra. Para planejá-las e construí-las, deve ter sido necessário alocar trabalhadores em regime de tempo integral -isto é, homens que viviam na própria Tikal com suas famílias.Alguns desses homens, por outro lado, devem ter formado uma numerosa elite urbana, tão importante na vida hierárquica dos maias quanto a elite dos guerreiros e a dos sacerdotes. Nada disso era sequer imaginado há algumas décadas, o que é compreensível. Na época de sua descoberta, logo após a chegada de Cristóvão Colombo, em 1492, os monumentos maias estavam soterrados por uma vegetação literalmente amazônica e, já então, haviam sido abandonados fazia mais de 1000 anos. E certo que as construções estavam repletas de estranhas palavras, gravadas na pedra, onde poderia estar narrada a história dos seus construtores. Mas isso de pouco adiantava, já que ninguém conseguia decifrar os estranhos símbolos dessa escrita.Acima de tudo, a hostilidade devotada aos maias, desde o princípio, impedia qualquer análise racional da sua vida. Basta ver que muitos dos seus livros foram destruídos por motivos puramente militares-eram queimados para quebrar o ânimo dos nativos e assim facilitar sua conquista pelos espanhóis. Seus costumes, em vista disso, foram sistematicamente estigmatizados -em particular os sacrifícios de sangue, freqüentes em todas as culturas americanas. Nesses assustadores rituais, guerreiros e governantes inimigos, eram mortos a golpes de tacape, em público. Seu coração era, em seguida, extirpado e seu corpo, queimado. Essas práticas estendiam-se à intimidade dos lares onde as pessoas das castas dominantes vertiam, muitas vezes, seu próprio sangue- seu mais precioso bem, oferecido aos deuses em troca de favores.Embora repugnantes, hábitos como esse não significam que a sociedade maia era, de alguma forma, dominada por instintos sanguinários. Nem que o derramamento de sangue fosse o aspecto mais destacado de sua cultura. Em primeiro lugar, porque cultura é um conceito relativo; o que causa repugnância a um povo parece apenas normal aos olhos de outro povo. Depois, porque houve muito exagero, no passado. "Seria um erro pôr muita ênfase nos rituais de sangue", opinam, por exemplo, dois competentes estudiosos da escrita maia, os americanos David Stuart e Stephen Houston, da Universidade Vanderbilt. Eles acreditam que nos próximos anos será possível ter uma idéia mais precisa da sociedade maia, graças aos progressos na arte de decodificar sua escrita. "Metade dos símbolos para as sílabas já foi decifrada."Esses curiosos sinais representam um pequeno grupo de letras-como "wi" e "tsi", componentes da palavra "wits", que significa "colina". Ou como "a", "ha" e "wa", que formam o termo "ahaw", empregado para designar "senhor de terras" ou "governante". Ao lado dos caracteres silábicos, os maias empregavam também formas logográficas, isto é, desenhos completos para representar uma palavra. O termo "senhor de terras", por exemplo, também podia ser escrito com um simples desenho, na forma de uma face. Assim, a comparação das figuras com as palavras abre uma brecha maior para a compreensão de ambos.Ao contrário do que se supunha, os textos maias não são simples fórmulas místicas ou meras narrativas religiosas. Em grande maioria, eles descrevem eventos reais da história da América Central e do México, e podem esclarecer a desconhecida história política da região. Há grande interesse, por exemplo, em desvendar as relações entre Tikal e a cidade de Teotihuacán, que no quinto século d.C., abrigava 150 000 habitantes e era uma das maiores cidades do mundo.Tikal havia surgido 600 anos antes de Cristo, mas sua história remonta a dois e meio milênios antes disso, quando os maias iniciaram sua migração, talvez vindos de tão longe quanto a costa oeste dos Estados Unidos. Nessa época, os primeiros povos a despontar como uma civilização distinta e abrangente foram os olmecas. Mas não está claro se a região chegou a comportar verdadeiros impérios, pois as cidades fundadas durante o primeiro milênio antes de Cristo pareciam ter vida independente.No caso dos maias, os primeiros centros regionais-como Izapa e Kaminaljuyú, estabelecidos na Guatemala -criaram uma fase cultural conhecida pelo nome de Terras Altas. Quando esses centros perderam força, Tikal ergueu-se como um fenômeno marcante. Essa transição ocorreu por volta do ano 300 d.C., sob a égide de um soberano denominado Focinho Curvado, cujos emblemas exibem a imagem do deus Tlalóc, de Teotihuacán. Sabe-se também que o soberano deposto por ele era Garra de Jaguar, ligado às linhagens dominantes das Terras Altas.Portanto, insinua-se aí uma instigante trama política e há diversas outras indicações de algum tipo de aliança entre as linhagens dominantes de Tikal com as de Teotihuacán, talvez como meio de afastar a influência dos centros das Terras Altas. No governo seguinte, de Céu Tempestuoso (entre 426 e 456 d.C.), consolida-se o novo centro de poder dos maias. Nos séculos posteriores, de fato, a arquitetura e arte criada nesse período se espalhariam para leste, com a edificação de templos monumentais em localidades como Uxmal e, especialmente, Chichén Itzá. Foi a idade de ouro dos maias. Ela se encerraria abruptamente, no século IX, mais ou menos quando, ao norte, começava a erguer-se a cultura asteca.Stuart e Houston dizem que alguns textos já decifrados ilustram a intensa atividade política dos maias, nessa região. Eles contam a história de diversas cidades junto ao Lago Petebaxtun, não muito distante de Tikal. "As inscrições revelam que, nesse local, as relações entre as cidades mudaram de amistosas para hostis, e novamente para amistosas, num curto período de apenas quarenta anos."Ainda é cedo para tirar conclusões seguras a respeito dos inúmeros fatos novos levantados pela pesquisa científica. Mas o empenho com que se buscam respostas, atualmente, permite prever uma pequena revolução na história dos maias. Eles ainda somam, hoje, 4 milhões de pessoas, habitantes do México, Guatemala, Belize, Honduras e El Salvador-cerca de 4% da população desses países. E possível que o resgate de sua memória perdida, além de ajudar a entender melhor o nascimento da civilização, também abra novos horizontes para o futuro desse povo.

Mesoamérica, há 10 000 anos: berço de civilizações

Diversos povos nômades, há 10 000 anos, começaram a fixar-se na região do México e América Central, onde produziram um dos grandes inventos da pré-história: o milho. Antes disso, esse cereal era um capim cuja espiga de apenas 4 centímetros, depois do cultivo, tornou-se quase dez vezes maior. O plantio fez multiplicarem-se as aldeias permanentes, a partir de 5 000 anos atrás. A primeira grande cultura da região foi a olmeca, que construiu San Lorenzo e La Venta, entre 1200 e 900 a.C. Nos séculos seguintes, na periferia da área olmeca, floresceram cidades como Teotibnacán, numa área cultural de nome tolteca, e Monte Albán, numa área zapoteca. Ao sul, apareceram os mais antigos centros maias: Abaj Takalik, Izapa e Kaminaljuyú. Vieram, mais tarde, Tikal e Palenque e, depois, Chichén Itzá e Uxmal. Decadentes, esses últimos centros duraram até o século 14 d.C. -quando Tenochtitlán, capital do império asteca, já abrigava mais de 200 000 habitantes.


Ciência dos números, palavras e astros

Ao contrário de outros povos que chegaram ao limiar da civilização, os maias não conheciam a roda, o torno de madeira ou os metais, assim como não dispunham de animal de tração. Mas isso. em vez de diminui-los, os engrandece.. "As limitações tornam ainda mais admiráveis suas conquistas em inúmeros outros domínios", opina o arqueólogo francês Paul Gendrop. Ele refere-se, com certeza, à Arquitetura, Matemática Astronomia e escrita. Essa última parece um retrato de como nascem os símbolos. Em certos casos, ela representava as palavras por meio de figuras bem concretas, como, um rosto ou um galho de árvore; no total, existiam cerca de 1 000 símbolos desse tipo. Em outros casos, ela empregava sinais abstratos, como círculos, traços, ou formas mais complicadas.Esse segundo sistema, no entanto, era mais prático, pois as palavras podiam ser escritas com pouco mais de 100 sinais abstratos. Esses eram usados para representar sílabas, nas quais se combinavam cinco vogais e dezessete consoantes. Algumas das palavras mais importantes do vocabulário maia estavam ligadas aos seus dois calendários, onde o ano chamava-se "tún" e os meses "uinals". Num deles, considerado sagrado, o ano tinha 260 dias e era dividido em treze meses de vinte dias cada um. No outro, de uso civil, o ano tinha 365 dias e dezoito meses de vinte dias, mais cinco dias.Os dois calendários combinavam-se por meio de um incrível sistema astronômico, baseado no período de 584 dias, tempo que o planeta Vênus leva para dar uma volta completa em torno do Sol. De tal modo que, quando Vênus dava 65 voltas, passavam-se exatamente 104 anos de 365 dias e 146 anos de 260 dias. Os maias descobriram que essa coincidência de números inteiros acontecia num período mais curto-em metade de uma volta de Vênus, ou 52 anos civis. Esse período de 52 anos era, por isso, a base das suas datações históricas. A Matemática também estava associada ao calendário e aos astros, pois a numeração não se apoiava no número 10, como atualmente; em vez disso, empregava o número 20, o total de dias do mês. Os seus algarismos eram apenas três: um ponto representava o número 1; uma barra, o 5; e uma oval, o zero.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Um Mistério Chamado Atlântida - História


UM MISTÉRIO CHAMADO ATLÂNTIDA - História



Uma ilha fantástica que desapareceu sob as águas do oceano ou uma das muitas lendas

Uma ilha fantástica que desapareceu sob as águas do oceano ou uma das muitas lendas contadas através dos tempos. Várias são as opiniões sobre a existência ou não da Atlântida, e mesmo os que nela acreditam divergem quanto a sua  localização e o modo como desapareceu. A primeira referência sobre a Atlântida aparece em dois célebres diálogos de Platão, filósofo ateniense que viveu no século IV a. C. No primeiro deles, Timeu, Crítias, um dos personagens de Platão, conta a história de um povo que habitava além das Colunas de Hércules - que hoje é o Estreito de Gibraltar - e cujos "reis haviam formado um império tão grande e maravilhoso". No outro diálogo, chamado Crítias, ou A Atlântida, Platão, sempre pela boca de Crítias, fornece maiores detalhes sobre aquela sociedade. Conta que, quando os deuses dividiram as terras do planeta entre si, Poseidon (o deus dos mares) ficou com a Ilha de Atlântida. Em uma montanha no centro da ilha vivia Cleitó, uma jovem mortal por quem o deus se apaixonou. Para proteger sua amada, ele isolou a montanha, rodeando-a com água e terra, fossos e muros, alternadamente.Da união de Poseidon e Cleitó nasceram dez filhos homens, em cinco pares de gêmeos. Poseidon dividiu então a ilha em dez partes, uma para cada um dos filhos. O mais velho recebeu o nome de Atlas, que em grego significa suporte e que passou a designar a ilha intei-ra. O trono era herdado pelo filho mais velho de cada um dos reis, e o poder se conservou assim durante séculos. A ilha, segundo Platão, era maior que a Líbia e a Ásia juntas, pelo menos do que se conhecia desses territórios na época. Muito rica dispunha de grande quantidade de oricalco, uma espécie de liga de metal muito valiosa.Lá viviam muitos animais domésticos e selvagens, incluindo elefantes, e a terra proporcionava grande quantidade de frutos. Os reis tinham todo o poder sobre seu reino e faziam a maioria das leis, podendo castigar e condenar à morte quem quisessem. Contudo, o poder de um rei sobre outro era ditado pelos decretos de Poseidon. Uma inscrição gravada pelos primeiros reis sobre uma coluna de oricalco que se encontrava no templo em honra a Poseidon, no centro da ilha. ordenava que eles se reunissem periodicamente a cada cinco ou seis anos, quando acontecia um julgamento mútuo.A cerimônia se iniciava com ritos táureos. Os reis ficavam sozinhos no recinto sagrado de Poseidon, onde eram soltos vários touros. Eles tinham de capturar e degolar os animais, após o que se aspergiam com seu sangue. Jogavam parte dele no fogo, enquanto juravam respeitar as leis sagradas. Ao anoitecer, vestidos com belas túnicas, sentavam-se para serem julgados uns pelos outros.Esses reis permaneceram durante muitas gerações ligados às leis divinas e, como conta Crítias, mantinham seu senso de justiça. Mas, com o decorrer do tempo, abandonaram o principio divino e passaram a ser dominados por humanos, tornando-se ávidos de poder. Foi então que começou a decadência. Zeus, o deus do Olimpo, decidiu tomar providências e promoveu uma reunião com todos os deuses. Nesse ponto, Platão interrompe a narrativa.Entretanto, retomando oTimeu, é possível saber como Platão imaginou o fim da ilha: "Durante um dia e uma noite horríveis, todo seu exército foi tragado de um golpe pela Terra, e ainda a Ilha de Atlântida afundou no mar e desapareceu". Junito de Souza Brandão, um dos maiores especialistas brasileiros em mitologia, que estuda há quarenta anos, e autor do livro Mitologia grega  não acredita na existência da Atlântida. Para ele, o interesse pela história de Platão atravessa milênios porque é inerente ao ser humano buscar um modelo de paraíso e "a Atlântida realmente existe submersa dentro de cada um que a busca".Para afirmar sua tese, Brandão, aponta o recurso usado por Platão de localizar a história em um tempo bastante remoto. Na obra Timeu, Crítias conta que tomara conhecimento da Atlântida por seu avô, que por sua vez a tinha ouvido de seu bisavô, que ouvira o tal relato do governador ateniense Sólon (630 a 560 a.C.). Sólon ficou sabendo da existência da Atlântida em uma de suas viagens ao Egito.Nessa ocasião, alguns sacerdotes Ihe contaram que possuíam escritos nar-rando como Atenas havia conseguido vencer o povo atlante quando esse tentou subjugar a cidade. O fato teria ocorrido por volta de 9 000 anos antes de Sólon, ou seja, em cerca de 10000 a.C. A origem da Atlântida, assim, perde-se no tempo. As primeiras culturas urbanas cuja existência pode ser comprovada através de restos arqueológicos começaram a se desenvolver na Mesopotâmia por volta de 2800 a.C.Várias são as hipóteses que buscam explicar a real localização da Atlântida, e muitas delas a colocam na região do Mediterrâneo. Deve-se levar em conta que os mitos gregos-de onde vêm as lendas atlânticas-foram criados por pessoas vivendo em territórios que mantinham contato muito estreito com a Creta minóica, autêntica superpotên-cia política e econômica da Antiguidade. Localizada no Mar Mediterrâneo, Creta era uma ilha muito rica e muito sofisticada, a ponto de lá existirem palácios de vários pisos. Também vale mencionar que os cretenses celebravam festas táureas. Como se pode ver, são várias as analogias entre Creta e a Atlântida.Mas há ainda outros fatos que também são relacionados com a ilha fantástica. Trata-se da enorme explosão do vulcão da Ilha de Thera, no Mar Egeu, ocorrida provavelmente no século XVI a.C. Tudo o que restou do vulcão e sua cratera foi um círculo de ilhas que os italianos chamam de Santorini e os gregos, de Thera. Em 1967, o arqueólogo grego Spyridon Marinatos descobriu os restos de uma cidade cretense da Idade do Bronze em uma dessas ilhas.A população provavelmente abandonou a ilha quando os primeiros tremores de terra anunciaram a erupção, e essa fuga teria dado origem à lenda da Atlântida. A hipótese da erupção do vulcão é reforçada pela leitura de textos bíblicos. Para alguns pesquisadores, muitos dos fenômenos que a Bíblia narra, como o escurecimento do céu sobre o Egito e a separação das águas do Mar Vermelho, foram conseqüência da explosão em Santorini.Ainda dentro da linha de pesquisas que situa a Atlântida na região do Mediterrâneo, existe outra hipótese para localizar o reino perdido. Ele poderia estar situado na pequena Ilha de Pharos, em frente ao delta do Nilo, que na Idade do Bronze possuía um grande porto. Pharos estava na área de influência política e econômica dos cretenses seu porto era dotado de uma bacia interior e outra exterior. Hoje, essas impressionantes construções portuárias estão submersas nas águas, talvez devido a um terremoto submarino.Por outro lado, o gigante Atlas dos mitos anteriores a Platão habitava na cadeia montanhosa que se encontra no Norte da África, que recebe precisamente seu nome. A esse fato deve acrescentar-se a descrição final de Platão  no Timeu, quando a Atlântida já tinha sucumbido sob a fúria dos deuses: nessa zona marítima havia sérias dificuldades para a navegação devido à "quantidade de limbo que a ilha depositou ao submergir". Ainda hoje existem perigosos arrecifes na costa do Norte da Africa. Eles indicam que antigamente ali havia uma cadeia de ilhas, das quais restaram Djerba e Kerkenna.A história de Platão, entretanto, situa a Atlântida além das Colunas de Hércules, no Oceano Atlântico. Portanto, é para essa região que converge grande parte dos pesquisadores que buscam a ilha submersa. No mundo antigo existia a crença de que o Ocidente Distante era um lugar cheio de mistérios, pois as terras conhecidas se encontravam no Oriente. Mais além das Colunas de Hércules nascia a dúvida.Essas colunas têm sido identificadas freqüentemente com a civilização de Tartessos, destruída por volta de 500 a.C., e que provavelmente se situava numa região nas proximidades da cidade de Cádiz, no sul da Espanha. Curiosamente, Platão menciona essa cidade em seu relato-chama-a Gadiros-, servindo como ponto de referência para assinalar um dos extremos da Atlântida. Para muitos, há coincidências suficientes entre a civilização de Tartessos e a descrição de Platão para identificá-la como sendo a Atlântida. Se aceita, essa suposição seria então um ponto intermediário entre a hipótese mediterrânea e a do Oceano Atlântico.No fundo daquele oceano se estende uma larga cordilheira, cujos picos mais altos aparecem na sul superfície, desde a Islandia, no extremo norte do oceano, até Cabo Verde no Atlântico central inclinando-se nesse ponto para sudeste até as ilhas de Santa Helena, Ascensão e Tristão da Cunha, no Atlântico sul. Segundo a hipótese que situa a Atlântida nessas latitudes, essas ilhas seriam o último vestígio de sua existência.A teoria adquire certa credibilidade quando se centra a atenção no arquipélago das Ilhas Canárias. Localizado a 108 quilômetros da costa noroeste da África, ali os arqueólogos têm encontrado restos de antiqüissimas tumbas gigantes. Uma das hipóteses que permeia a teoria da Atlântida é que seus habitantes seriam muito altos.Porém, pesquisas antropológicas revelam que os antigos habitantes das Canárias vinham das costas africanas e teriam trazido consigo uma cultura rudimentar do Período Neolítico (por volta de 5000 a.C). Outro dado revelador é que, à exceção das Canárias e dos demais picos mencionados, toda a Cordilheira Atlântica tem estado submersa por pelo menos 60 milhões de anos. A história do homem, como grupo específico, desligado das diferentes raças de hominídeos, abrange meros 600 000 anos.O patamar submerso de Dogger Bank, no Mar do Norte, seria outra das possíveis coordenadas. Em outros tempos, ele não esteve coberto pelas águas e, mais importante, era habitado. Porém, os restos de ossos e utensílios recolhidos mostram que o desastre que ocasionou seu afundamento aconteceu no Paleolítico, há aproximadamente 500 000 anos. Os sobreviventes, dotados de uma tecnologia extremamente rudimentar, dificilmente poderiam navegar à deriva por uma grande extensão de água e chegar às costas européias e egípcias, levando consigo a recordação da catástrofe.Em meio às diversas hipóteses que localizam o continente perdido no Oceano Atlântico, contudo, uma pelo menos é bastante singular. Trata-se da que identifica a Atlântida como sendo a América do Sul. Quem defende essa tese é o físico Enrico Mattievich, um peruano de 52 anos, que vive há vinte no Brasil. Suas pesquisas sobre a Atlântida começara n em 1981, quando, já um físico respeitado em seu país, visitou as ruínas arqueológicas no Palácio de Chavin de Huantar, no Peru.Numa das partes do palácio, um verdadeiro labirinto, encontra-se a figura da Medusa (personagem da mitologia grega que tinha os cabelos em forma de serpentes, e cuja cabeça foi cortada pelo herói Perseu) gravada em pedra. Esse detalhe inspirou os primeiros pensamentos de Mattievich sobre uma possível ligação entre a América do Sul e a Grécia, mais especificamente Creta.Além disso, segundo o físico, alguns objetos encontrados no Palácio de Chavin eram feitos de uma liga de ouro e prata, que ao receber uma parte de cobre tornava-se avermelhada. Esse metal, que os incas, habitantes dessa região hoje pertencente ao Chile, chamavam de coriculque, é semelhante ao oricalco. Platão, ao referir-se a ele, dizia que tinha reflexos de fogo. Por essa razão, para Mattievich, "não faltam evidências de que os gregos alcançaram o continente americano e por centenas de anos devem ter explorado a região, rica em ouro".Como essas viagens devem ter ocorrido entre 1500 e 1200 anos antes de Platão nascer, Mattievich supõe que o filósofo tenha se enganado quando localizou a existência do continente atlântico por volta de 10000 a.C. O físico acredita que Platão tenha aproveitado o cenário, no caso a Atlântico/América, para nele desenvolver o seu modelo de sociedade ideal. Para ele o que Platão chamava de submersão do continente nada mais era que a deturpação da história, causada pelo tempo, da explosão do vulcão na Ilha de Thera.Nessa catástrofe, o que restava da frota marítima de Creta acabou e com ela o império colonialista dos micenos, que então habitavam aquela parte do mundo. O contato com a América foi interrompido como se 0 continente tivesse sido simplesmente tragado pelas águas. Mattievich, que também estuda Física aplicada a Arqueologia, afirma ser possível testar cientificamente sua teoria, lembrando que testes de rádio-carbano, por exemplo, poderiam determinar a idade de fortalezas incas para saber se as épocas coincidem.Essa teoria, como as demais, possui sua carga de verossimilhança. Porém, nenhuma delas pôde ser totalmente comprovada ante a absoluta carência de restos arqueológicos que possam ser identificados, com certeza, como sendo da Atlântida. Talvez o mistério maior não esteja em saber se ela existiu ou não, ou onde se localizava, mas por que, há tanto tempo, os homens continuam à sua procura. 


sábado, 24 de novembro de 2012

Mensagem 'indecifrável' da II Guerra é encontrada com pombo-correio



Mensagem 'indecifrável' da II Guerra é encontrada com pombo-correio


Papel com blocos de letras foi encontrado junto aos restos do animal (Foto: Reprodução)


Inteligência britânica pediu ajuda à população para resolver mistério.
Animal carregava papel e foi encontrado morto em chaminé 70 anos depois.

Especialistas britânicos buscam decifradores que possam traduzir o conteúdo de uma mensagem codificada encontrada na pata do esqueleto de um pombo-correio morto há 70 anos, em plena Segunda Guerra Mundial. Segundo a "BBC", um limpador de chaminés encontrou o cadáver da pomba quando limpava uma chaminé em Surrey (sudeste da Inglaterra) com um estojo vermelho atado a uma pata. Dentro, havia um pedaço de papel enrolado com a inscrição "Serviço de Pombo" com 27 blocos de letras redigidas a mão.

Os decifradores do Government Communications Headquarters (CGHQ) - um centro ultrassecreto de escutas e de interceptação britânico muito bem-sucedido na guerra secreta contra os nazistas - tiveram que reconhecer que seus computadores não conseguiram decifrar o conteúdo.

Este tipo de mensagens utilizadas nas operações eram concebidas de tal maneira que apenas o emissor e o receptor pudessem decifrá-las", disse Tony, um historiador que pediu que apenas seu nome fosse revelado.
Cerca de 250.000 pombos-correios foram utilizados durante a Segunda Guerra Mundial, em particular para transmitir informações entre o continente ocupado e a Inglaterra.

Agora a esperança é que exista algum decifrador ainda vivo que possa resolver o enigma.


Animal, encontrado em chaminé, carregava mensagem do serviço secreto britânico (Foto: Reprodução)


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A charada dos dinossauros - Extinção

A CHARADA DOS DINOSSAUROS - Extinção



Dominaram a Terra durante 140 milhões de anos e sumiram tão misteriosamente como apareceram. Eram gigantes vegetarianos, mas também podiam ser pequenos carnívoros. Tinham sangue frio como os répteis ou quente como os mamíferos. Continuam um enigma para a ciência.

Monstros horrorosos, violentos, mas também um tanto estúpidos e desajeitados, que se equilibravam sobre as patas traseiras. Acinzentados, amarronzados ou esverdeados, viviam em meio a lagos, rios e florestas sob um clima sempre agradável e temperatura constante. Assim os dinossauros eram representados, desde que foram descobertos seus primeiros restos fósseis, no início do século XIX. Senhores absolutos do planeta por 140 milhões de anos, não houve até hoje espécie que fascinasse tanto e provocasse tanta curiosidade-a começar por seu tamanho.
A aparência dos dinossauros, o modo como viviam e especialmente seu desaparecimento súbito intrigam cientistas e leigos. Até Walt Disney, por exemplo, mostrou nas telas sua versão para a extinção dos dinossauros. No clássico desenho Fantasia, de 1940, ao som do balé Sagração da Primavera, de Igor Stravinski, eles morrem pateticamente. Há mais de um século e meio, tenta-se explicar a vida e a morte dos dinossauros. Mas o que se sabe é muito pouco - nem sequer é possível afirmar com segurança de que se alimentavam. Existem várias teorias sobre seu desaparecimento.
Também ainda espera resposta definitiva a questão de como se tornaram a espécie dominante na Terra. Afinal reinaram sem concorrentes durante toda a era Mesozóica. Surgiram no período Triássico - há cerca de 200 milhões de anos, quando se supõe que houvesse apenas um imenso supercontinente, a Pangea. Atravessaram todo o Jurássico e o Cretáceo - os outros dois períodos em que se divide a era Mesozóica -, quando foram extintos, há 65 milhões de anos.
Ao aparecerem na face da Terra, o clima era ameno, a água dos oceanos temperada e a paisagem compunha-se de montanhas, pradarias, desertos, pântanos e rios. Nas florestas não existiam plantas com flores - elas vão aparecer no Cretáceo - só samambaias, pinheiros de vários tipos e árvores que se pareciam com as palmeiras. Nesse supercontinente também viviam lagartos, lagartixas, crocodilos, jacarés, tartarugas, salamandras, rãs e sapos. Os mares tinham peixes e até tubarões. No Cretáceo havia pássaros e, no final desse período, mamíferos primitivos, cujos parentes mais próximos e conhecidos seriam os gambás.
Carnívoros, herbívoros, bípedes, quadrúpedes, donos de mandíbulas desdentadas ou com dentes afiados como lâminas, placas recobrindo o dorso, chifres na cabeça e no nariz, cabeças de diversos tamanhos e formas, pescoços mais longos ou mais curtos. Essas eram em geral as características das cerca de oitocentas espécies conhecidas de dinossauros. Ou seja, havia dinossauros para todos os gostos. Com tantas características diferentes e muitas vezes contraditórias, não é de espantar a confusão armada na tentativa de encontrar explicações gerais sobre os costumes desses bichos.
Uma classificação propõe sua divisão em dois grandes grupos: os saurisquianos e os ornitisquianos. De novo, cada grupo representado pelos mais diversificados tipos: uns teriam sido velozes, não muito grandes; outros eram mais lerdos e alguns tornaram-se gigantes. Enquanto um tiranossauro, do grupo dos saurisquianos, media doze metros e pesava seis toneladas, o celurossauro, do mesmo grupo, não ultrapassava os seis quilos, era pouco maior que um frango e comia carne.
Já o gigantesco brontossauro, também do grupo dos saurisquianos, era um pacífico herbívoro com seus 21 metros de comprimento e 30 toneladas de peso. O campeão de tamanho era outro saurisquiano ainda, o superssauro, um gigantesco animal que media 30 metros e pesava mais de 100 toneladas, o equivalente ao peso de dois Boeing 737.
Os dinossauros do grupo dos ornitisquianos eram menores e tinham a bacia semelhante à dos pássaros. Mediam geralmente de sete a nove metros e pesavam de três a seis toneladas. Entre eles estão os anquilossauros, que tinham o dorso recoberto de placas ósseas; os iguanodontes, talvez um dos mais conhecidos, sem placas; os estegossauros, que, além de uma fileira de placas, tinham também espinhos na cauda. E os triceratopos, com dois chifres na testa e um no nariz. À exceção dos iguanodontes, os outros eram quadrúpedes.
As primeiras descobertas de dentes e ossos de dinossauros datam de 1822, quando Mary Ann Mantell, mulher do médico e paleontólogo amador inglês Gideon Mantel, encontrou casualmente, em Sussex, no Sul da Inglaterra, um fragmento de rocha contendo um dente. O achado intrigou Gideon, que não sossegou enquanto não descobriu a que espécie de animal teria pertencido. Depois de muito pesquisar, Mantell concluiu que o dente pertencia a um gigantesco réptil herbívoro, que ele batizou de iguanodonte- porque o dente se assemelhava aos dentes dos iguanas, répteis característicos da América.
Vinte anos depois de Gideon, outro inglês, o anatomista Richard Owen, sustentou que outros dentes e ossos descobertos em várias partes do mundo pertenciam a uma espécie desconhecida de animal a que ele chamou de dinossauria, que em grego quer dizer "répteis terríveis". Para Owen, eles eram os representantes máximos da classe réptil e os mais parecidos com os mamíferos. E foi essa a imagem dos dinossauros aceita até o início dos anos 60 - lagartos superiores, com hábitos e fisiologia de répteis que cresceram demais, inexplicavelmente e, como répteis, tinham sangue frio, dependendo do Sol para se aquecer e da sombra para se refrescar.
Mas, em 1964, uma descoberta do paleontólogo norte-americano John Ostrom veio revolucionar as teorias existentes sobre esses grandes lagartos. Em Montana, no noroeste dos Estados Unidos, ele encontrou um pé de deinonychus, um dinossauro com quatro metros de comprimento. Era carnívoro, bípede e possuia dentes afiados, além de garras em todos os dedos dos quatro membros. Essas peculiaridades revelavam um animal predador, extremamente ágil e ativo, características difíceis de imaginar num animal de sangue frio. Assim, a entrada em cena do deinonychus reabria a questão: os dinossauros tinham sangue quente ou frio? Se fosse quente, então não eram répteis como se imaginava e seu metabolismo seria semelhante ao dos mamíferos e pássaros.
De fato, o que se sabia com certeza é que os dinossauros descendem dos tecodontes - um tipo de réptil sobre o qual, aliás, se sabe muito pouco. Outro paleontólogo norte-americano, Jack Horner, do Museu da Universidade Estadual de Montana, acredita que a estrutura de crescimento dos dinossauros assegura que tinham sangue quente. Horner observou que os ossos dos dinossauros cresceram como os das aves atuais. Já os ossos dos crocodilos, répteis como se achava que fossem os dinossauros, crescem bem mais devagar.
Teorias levantadas por anatomistas com base na dimensão dos ossos dos dinossauros garantem que eles possuíam uma agilidade típica de animais de sangue quente, como os mamíferos, e não sujeitos às variações de temperatura, como os répteis. Quando os raios do Sol incidem sobre as escamas de um lagarto ou de uma serpente, sua agilidade e rapidez aumentam. No frio, ao contrário, são acometidos por uma espécie de torpor.
Mas, no final da era Mesozóica, o supercontinente que existia no início da evolução dos dinossauros -no Triássico - estava se dividindo em outros continentes; isso deve ter influido decisivamente nas temperaturas, estabelecendo-se estações cada vez mais rigorosas. Assim, nasceu mais uma hipótese: a separação dos continentes e a revolução no clima teriam mudado de frio para quente o sangue de alguns mamíferos e aves. O argumento mais convincente nessa polêmica talvez seja o de que os dinossauros, no decorrer da evolução, se transformaram em animais de sangue quente.
Em uma das etapas da rnudança, que foi gradual, agigantaram o corpo conservando a temperatura. O paleontólogo norte-americano Thomas R. Fairchild, que desde 1976 vive no Brasil, onde leciona no Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo, afirma que "uma das evidências que sugere que os dinossauros tinham sangue quente é o tamanho do corpo, pois não seria possível a um animal de várias toneladas aquecer-se o bastante apenas deitando-se ao Sol; mesmo num dia ensolarado, as horas de luz seriam insuficientes para aquecer aquela massa".
Também defensor da teoria do sangue quente, o paleontólogo Robert Bakker, do Museu da Universidade do Colorado, transformou-a em causa pessoal. Ainda estudante, Bakker tinha tanta certeza de que os dinossauros eram eretos e cheios de energia que passou a calcular sua velocidade. Concluiu do estudo das pegadas desses animais que alguns eram muito rápidos e arriscou-se a afirmar que um brontossauro- que devia pesar 30 toneladas - podia correr a cinco quilômetros por hora..Por essa época, Bakker também começou a desenhar dinossauros completamente diferentes dos usuais. Eram criaturas cheias de energia, de pés leves, que corriam, pulavam. Seus herbívoros eram gregários e os carnívoros, agressivos. Não tinham semelhança com aqueles representados até a década de 60.
Outra descoberta importante a partir de pegadas revelou que os dinossauros tinham um comportamento familiar: viviam em grandes manadas - os adultos andando do lado de fora, de modo a proteger os mais jovens, no centro. Já os répteis têm outro comportamento: limitam-se a proteger as crias até o momento em que rompem a casca do ovo. Há indícios também de que alguns dinossauros chocavam seus ovos e outros não. Estes últimos preferiam cavar ninhos na terra onde os depositavam e depois os cobriam com vegetação para ajudar a incubação. Nascidos os filhotes, os pais traziam-lhes alimentos.
Sempre se supôs que os dinossauros punham ovos, já que enormes quantidades de restos de cascas foram encontradas ao longo do tempo. Mas Robert Bakker arrisca uma nova suposição. Após calcular que as fêmeas de brontossauros tinham uma estrutura pélvica maior que a de outros dinossauros, ele acha possível que dessem à luz filhotes vivos. Embora admita que as evidências sejam mínimas, Bakker tem a seu favor o fato de que jamais se descobriu um ovo de brontossauro. Outra questão que os paleontólogos levantam é que os dinossauros do final do Cretáceo migravam na estação chuvosa em busca de lagares secos e de alimentos. Nessa época, o clima na Terra já estava diferenciado.
Teorias, hipóteses e suposições realmente não faltam, ainda que não se possa comprovar a maioria delas. A rigor, a única certeza absoluta é a de que os dinossauros existiram e reinaram na Terra durante 140 milhões de anos - sinal de que souberam adaptar-se ao ambiente com rara competência na história das espécies.

O ASSASSINO : CLIMA, METEORO OU PARASITA ?

Afinal, onde foram parar os dinossauros ? Que de tão grave aconteceu na Terra para provocar sua completa extinção, 65 milhões de anos atrás? A morte dos dinossauros parece tão misteriosa como eles próprios. Não menos estranhas são muitas das centenas de tentativas de explicar o enigma. Se lembrarmos que os dinossauros não se foram sozinhos, a charada fica então cada vez mais complicada. Com eles desapareceram também plantas aquáticas unicelulares e répteis voadores, marinhos, além de invertebrados semelhantes às lulas e polvos. Sobreviveram alguns grandes grupos de répteis como os crocodilos, jacarés, cobras; mamíferos pequenos, além de aves, tartarugas, rãs, sapos; pinheiros, samambaias e plantas com flores.

Há quem associe a extinção às colossais mudanças ocorridas no planeta no final do Cretáceo, sobretudo a separação dos continentes e oceanos, que teria remexido completamente no clima terrestre. Isso, por sua vez, teria modificado ou mesmo interrompido as cadeias alimentares tradicionais. Nessa bagunça geral, espécies animais e vegetais que não suportavam o frio ou não tiveram como mudar de dieta desapareceram.

No caso dos dinossauros, em especial, a velhice da espécie era uma dificuldade a mais. Diz o professor Thomas Fairchild, da Universidade de São Paulo: "Após 140 milhões de anos de evolução, os dinossauros podem ter perdido sua elasticidade genética; já teriam se ajustado de tal forma que adaptações rápidas a novas condições ecológicas não eram tão fáceis como no início de sua evolução".
A teoria mais difundida nos últimos anos - e também ferozmente combatida pelos partidários da hipósite climática - é a de que um asteróide vindo não se sabe de onde se teria chocado com a terra, provocando uma formidável cratera estimada em 175 km de diâmetro - da qual nunca se achou o menor vestígio - e uma explosão de 100 milhões de megatons, o equivalente a 150 mil guerras nucleares entre os Estados Unidos e a União Soviética com os arsenais de que dispõem.
Em consequência, uma massa de poeira cem vezes superior à do asteróide se teria espalhado na atmosfera, mergulhando o planeta numa longa noite, que durou de dois a três anos. Sem luz solar, as temperaturas caíram e cessou nas plantas a fotossíntese, pela qual elas crescem e oferecem oxigênio aos outros seres. Daí, diminuiu sensivelmente a fonte de alimento dos herbíveros, que acabaram morrendo; portanto, depois de um tempo também os carnívoros ficaram sem ter o que comer. Com base em fósseis descobertos no norte do Alasca em 1985, porém , paleontólogos norte-americanos concluíram que os dinossauros viviam em regiões polares. Ou seja, estavam acostumados à escuridão polar, que dura cerca de três meses por ano e de alguma forme continuavam a se alimentar.

Parente próxima desta teoria do estrago geral é a de que um gigantesco meteorito teria atingido a terra, provocando incêndios que se alastraram por todo o planeta. Assim os dinossauros teriam perecido nas chamas. Uma variante que encontra adeptos respeitáveis é a hipótese de que a terra foi atingida por uma "chuva de cometas"provocada pela passagem de um corpo celeste - estrela ou planeta - pelo sistema solar. Há ainda a teoria das erupções vulcânicas, segundo a qual gases vulcânicos teriam destruído a camada de ozônio que protege a terra dos raios uultravioleta do sol. Inusitada mesmo é a hipótese sugerida pelo palentólogo noirte-americano Robert Bakker. Ele duvida da teoria do asteróide porque no final do Cretácio ocorrera uma grande diminuição das espécies, e os dinossauros já poderiam estar a caminho do desaparecimento.
Segundo ele, nesta época, ainda viviam os triceratopos e os tiranossauros, migradores por excelência.
É provável, imagina Bakker, que tenham trazido consigo doenças e parasitas e acabaram contaminando os outros. Enfraquecidos, os dinossauros morreram - de disenteria, diz o cientista.

A FAMÍLIA

1) Com seis metros de comprimento e duas toneladas de peso, o estegossauro era herbívoro. Não se sabe a função das grandes placas que tinha sobre o dorso.

2) Apesar dos 21 metros e trinta toneladas, o brontossauro também era um pacifico herbívora.

3) 0 maior dos dinossauros conhecidos, o braquiossauro, erguia a cabeça 12,5 metros acima do chão, como um prédio de quatro andares.

4) 0 celidossauro é tido por alguns como o ancestral do estegossauro; por outros, do anquilossauro, esse imenso e pesado dinossauro do Cretáceo.

5) 0 alossauro foi sem dúvida o mais terrível carniceiro de sua época. Com duas toneladas de peso e onze metros de comprimento, não dava chance a suas vítimas.

6) Menor que seu primo alossauro, o ceratossauro era capaz de abater presas muito maiores graças à sua espantosa agilidade.

7) 0 compsognato, pouco maior que uma galinha, era o menor de todos os dinossauros. Alimentava-se de presas pequenas como ele.

8) Parente próximo do compsognato, o celuro media dois metros e atacava presas de porte médio.

9 e 10) 0 pterodáctilo e o ramforinco não eram nem dinossauros nem pássaros. Pertenciam ao grupo de pterossáurios, ou répteis alados, as mais fantásticas máquinas voadoras da história da Terra.

11) 0 arqueoptérix é um enigma não se sabe se era um réptil emplumado ou um pássaro. Em qualquer hipótese, prova que os pássaros descendem dos répteis - e, quem sabe, dos dinossauros. Nutria-se de insetos e lagartixas.

12) Bem pequenos, os mamíferos já existiam no reinado dos dinossauros. Viviam de outros animaizinhos e de restos deixados pelos grandes répteis.


ESTEGOSSAURO DE SOUZA

Há 150 milhões de anos, no que viria a ser o sertão da Paraíba, viveram cerca de seiscentas espécies diferentes de dinossauros. A prova é a impressionante variedade de pegadas fossilizadas, descobertas a partir de 1975 entre os municípios de Sousa e Antenor Navarro, a uns 500 quilômetros de João Pessoa. Na verdade, as primeiras pistas foram encontradas na região em 1924, mas por falta de interesse o material ficou esquecido. Em 1975, o padre Giuseppe Leonardi, paleontólogo do Departamento Nacional de Produção Mineral, retomou as explorações na área. Resultado: a descoberta de inúmeras pistas de fósseis, quase todas de dinossauros, na maioria bípedes e carnívoros.

De todas elas, uma em particular se destaca: a de um quadrúpede de seis a sete metros de comprimento cujas patas dianteiras eram pequenas e arrendondadas, as traseiras muito grandes e providas de uma espécie de almofada, com três dedos em forma de casco. Os pesquisadores têm quase certeza de que o dono era um estegossauro, herbívoro com placas ósseas no dorso e espinhos na cauda. Ele teria circulado pela região de Sousa há 110 milhões de anos.

Preocupado com a preservação desse precioso sítio paleontológico, padre Leonardi propôs que se criasse na região um parque, que começou a ser implantado em 1984. Batizado de Vale dos Dinossauros, o parque é sustentado pelo governo federal. Tem um laboratório permanente de pesquisas. onde uma equipe de técnicos está fazendo réplicas de dinossauros em tamanho natural, de fibra de vidro e resina sintética. Cinco já estão prontas e nove estão em montagem.

Por tudo isso, para os 72 mil habitantes da pacata cidade de Sousa, os dinossauros estão longe de ser bichos do outro mundo. Tanto que já emprestam o nome a uma oficina mecânica, um bar, um restaurante e até a um conjunto musical. Além disso, desenvolveu-se na cidade um peculiar artesanato de souvenirs - estatuetas de dinossauros e camisetas pintadas com os lagartões.

Mas não só na Paraíba foram encontrados restos fósseis. Em cidades do interior de São Paulo, como Araraquara, por exemplo, milhares de pistas foram descobertas, assim como em cidades do Paraná e de Minas Gerais. Em Peirópolis, no Triângulo Mineiro, a 20 quilômetros de Uberaba, localiza-se outro importante sítio paleontológico, onde foram encontrados fósseis de um titanossauro, um enorme quadrúpede herbívoro que media 20 metros.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

FATOR DESCONHECIDO - FENOMENOS EXTRACORPORAIS

FATOR DESCONHECIDO - FENOMENOS EXTRACORPORAIS

Dedicado a um tema ou caso específico. Entre outros, dão-se a conhecer os mistérios da prática do ouija (a famosa brincadeira do copo) pela Sociedade Espanhola de Investigações Para-psicológicas, a força mental de uma menina espanhola que dobra talheres com o olhar, os fantasmas que vagueiam por um antigo hospital psiquiátrico em Chihuahua e os seus "parentes" que habitam uma vivenda do século XIX em Alicante, as sombras e as vozes que se fazem ver e ouvir num complexo em Iquique, as teorias de um psicólogo chileno que ajuda a resolver casos policiais através da utilização do tarot, o exorcismo praticado por um sacerdote na sua igreja de Ponte Jula, a habilidade de um rapaz argentino que materializa pedras, espíritos que se apoderam de uma tribo na Colômbia, os ritos de cura de uma médium no Brasil e as experiências extracorporais de um psicólogo da Pontifica Universidade Católica do Chile.

Além de apresentar testemunhos dos intervenientes directos em cada um dos casos, a série conta com o apoio de parapsicólogos, médicos, cientistas e reconhecidos estudiosos de temas paranormais, que dão a conhecer os seus pontos de vista em relação aos mesmos.

O objectivo de Factor Desconhecido passa por encontrar respostas - científicas ou "aparentadas" - para alguns dos fenómenos inexplicáveis mais populares do todos os tempos.



DOCUMENTARIO COMPLETO PARA DOWNLOAD

http://www.badongo.com/pt/file/767743




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