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quarta-feira, 13 de abril de 2022

VIAGEM HISTÓRICA - Destroços do lendário navio do capitão Cook podem ter sido finalmente encontrados

VIAGEM HISTÓRICA - Destroços do lendário navio do capitão Cook podem ter sido finalmente encontrados

Embarcação foi usada no século XVIII em uma viagem histórica pelos territórios inexplorados da Austrália e Nova Zelândia.

terça-feira, 30 de novembro de 2021

Navios-fantasmas da Segunda Guerra vêm à tona após Erupção Vulcânica

Navios-fantasmas da Segunda Guerra vêm à tona após Erupção Vulcânica

Acredita-se que sejam embarcações da Marinha do Japão afundadas durante a batalha de Iwo Jima.

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Destroços de navio usado para traficar maias escravizados são encontrados no México

 Destroços de navio usado para traficar maias escravizados são encontrados no México

Uma história pouco conhecida ressurgiu após a descoberta dos destroços de um navio no México. 

sábado, 10 de outubro de 2020

Destroços de navio nazista afundado há 80 anos são encontrados na Noruega

Destroços de navio nazista afundado há 80 anos são encontrados na Noruega

Durante a invasão da Alemanha à Noruega, em 9 de abril de 1940, o navio de guerra nazista Karlsruhe foi parar no fundo do mar. 

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Navio naufragado há 400 anos no Mar Báltico é encontrado praticamente intacto

Navio naufragado há 400 anos no Mar Báltico é encontrado praticamente intacto

Um navio do século XVII foi encontrado praticamente intacto por mergulhadores na Finlândia. Acredita-se que ele fizesse parte da frota do Império Holandês. A causa do naufrágio da embarcação no Mar Báltico permanece um mistério.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Pesquisadores encontram na Grécia navio romano que naufragou na época de Cristo

Pesquisadores encontram na Grécia navio romano que naufragou na época de Cristo


Um navio romano naufragado na época de Jesus Cristo foi encontrado por pesquisadores na Grécia. 

domingo, 8 de setembro de 2019

Novas imagens em alta resolução mostram avançado estado de decomposição do Titanic

Novas imagens em alta resolução mostram avançado estado de decomposição do Titanic


Pela primeira vez em 14 anos, os destroços do Titanic foram visitados por uma equipe de pesquisadores. 

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Encontrados os destroços do último navio negreiro dos Estados Unidos

Encontrados os destroços do último navio negreiro dos Estados Unidos


Destroços do último navio negreiro dos Estados Unidos foram encontrados por arqueólogos no Alabama. 

sábado, 22 de dezembro de 2018

Descoberta a causa do naufrágio do único navio dos EUA a afundar na 1ª Guerra

Descoberta a causa do naufrágio do único navio dos EUA a afundar na 1ª Guerra



Em 18 de julho de 1918, nos momentos finais da Primeira Guerra Mundial, o navio USS San Diego deixou o porto de New Hampshire rumo a Nova York. 

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Navio naufragado mais antigo mundo é encontrado no Mar Negro

Navio naufragado mais antigo mundo é encontrado no Mar Negro


Uma equipe de arqueólogos encontrou o que acredita-se ser o naufrágio mais antigo do mundo.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Quatro toneladas de ouro encontradas em navio naufragado na Segunda Guerra


Quatro toneladas de ouro encontradas em navio naufragado na Segunda Guerra


O SS Minden partiu do Rio de Janeiro com destino à Alemanha poucos dias depois da eclosão da Guerra.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Objeto misterioso no Mar Báltico provoca o desligamento dos sistemas elétricos de navios


Objeto misterioso no Mar Báltico provoca o desligamento dos sistemas elétricos de navios


Em 2011, a descoberta de um estranho objeto circular, encontrado sobre o leito marinho do Mar Báltico, chamou a atenção da opinião pública internacional. Hoje, sem maiores novidades em relação à sua origem, a revelação enigmática ganha uma nova importância. Pesquisadores do Ocean Explorer, equipe que estuda diferentes fenômenos marinhos, afirmam que os equipamentos eletrônicos desligam repentinamente toda vez que o seu navio Ocean X passa pela região do objeto enigmático.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Mistério da palavra que brota do mar é revelado


Mistério da palavra que brota do mar é revelado


Por anos, apareceram no litoral europeu placas de borracha com uma palavra intrigante e sem sentido: “Tjipetir”. Inúmeras pessoas encontraram em praias da Espanha, Grã-Bretanha, Dinamarca, Noruega, Holanda e França blocos idênticos e de significado enigmático, que chamaram sua atenção. 

terça-feira, 11 de março de 2014

300 anos no fundo do mar - História

300 ANOS NO FUNDO DO MAR - História


O Vasa, da Suécia, foi o maior e mais poderoso navio de sua época. Mas transformou-se num fiasco ao afundar assim que foi lançado à água. Resgatado e preservado num museu ultramoderno, em Estocolmo, ele trouxe à tona um pedaço intacto do século XVII.

sábado, 12 de outubro de 2013

Conheça a história do navio de guerra que teria sido teleportado em 1943


Conheça a história do navio de guerra que teria sido teleportado em 1943


Suposto teste conhecido como Experimento Filadélfia teria feito um destroier inteiro sumir e reaparecer diante de testemunhas

sábado, 13 de julho de 2013

Hotel-navio no alto de penhasco chama a atenção na Coreia do Sul


Hotel-navio no alto de penhasco chama a atenção na Coreia do Sul

O Sun Cruise Resort & Yacht é um hotel que fica dentro de um navio (Foto: Creative Commons/Parhessiastes)

Ele parece uma embarcação de cruzeiro comum, mas fica em terra firme.
Opções de entretenimento incluem karaokê e piscina de água do mar.

Com 165 metros de comprimento, 211 cabines e dois restaurantes, o “Sun Cruise” parece um navio de cruzeiro comum, desses que oferecem várias opções de entretenimento. Karaokê, sala de ginástica, discoteca, campo de golfe e uma grande piscina cheia de água do mar estão entre os atrativos para não entediar os hóspedes.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Navegador dos sete mares - Amyr Klink

ENTREVISTA: NAVEGADOR DOS SETE MARES



A bordo do veleiro Paratii2, o navegador Amyr Klink e tripulação acabam de concluir uma volta ao mundo sem escalas. Admirado por enfrentar águas geladas e pelo sucesso de seus projetos, o comandante diz levar uma vida normal.

Você acaba de concluir, com sucesso, uma nova circunavegação polar. como foi?

Maravilhosa. Cruzamos todos os meridianos - uma volta ao mundo dentro da convergência antártica - e vencemos, sem escalas, os oceanos Atlântico, Índico e Pacífico. Foi uma viagem de muitos riscos, pois ocorreu numa região sem registros de navegação. É legal ver que vencemos o desconhecido. Mas também é uma alegria que dura pouco. Já estou pensando em novos projetos.

Quais foram os momentos mais marcantes dos 76 dias de viagem?

Foi interessante colocar em prática tantas novidades que tínhamos pensado para o barco e foi também uma viagem surpreendente. Eu já tinha passado mais de dez vezes pelo estreito de Lemaire, mas nunca tinha visto uma série de coisas que vi agora. Sofremos congelamento de água salgada sobre o barco, navegamos em campos oceânicos de gelo e vimos as explosões de auroras austrais.

O desejo de explorar é inerente ao homem?

Sim e não. Todos temos tendência de ser exploradores, mas muitos apagam essa vocação. É triste que ao longo da vida a curiosidade de conhecer coisas novas desapareça, pois ela é essencial no espírito da exploração. Na viagem ficou claro isso. Tivemos ao todo nove tripulantes, entre os quais estiveram os dois piores com os quais já viajei até hoje. A falta de curiosidade fez com que se entregassem ao medo.

O que leva as pessoas a fazer coisas inéditas?

Acho que é a curiosidade, o interesse que traz consigo a coragem para enfrentar obstáculos.

Há quem diga que só a ciência confere valor a uma expedição. do contrário, é excursão.

Sem dúvida. Concordo plenamente com essa afirmação. Eu mesmo fiz mais excursões que expedições. Hoje procuro ter uma atitude científica desde antes da viagem propriamente dita. Meus projetos exigem investigação técnica, pesquisa, planejamento. É uma pena que no Brasil se dê tão pouco valor ao modo como se faz. Só se procura saber o resultado. Eu me orgulho muito de todo o processo de preparação e planejamento das minhas viagens, pois é ele que garante um resultado positivo no final. Ou seja, é fundamental.

Existe espaço para a improvisação?

Sim. Minhas viagens não são um processo totalmente científico nem completamente linear. Não acho ruim a improvisação. O risco é contar com ela, se apoiar nela. A gente tem improvisado com sucesso, porque gastou tempo se preparando.

Quando você decidiu ser um navegador?

Na infância. Sou filho de pai libanês e mãe sueca e em casa falávamos muitos idiomas. Ainda pequeno decidi que queria aprender inglês e francês e comecei a estudar com afinco. Além de literatura, passei a ler relatos marítimos e assim descobri histórias de muitos barcos que eu havia visto passar por Paraty, região que freqüentava. Naquela época, ainda adolescente, eu já tinha o sonho secreto de construir um veleiro para ir à Antártida.

Hoje, você também é escritor. tem alguma outra atividade que gostaria de fazer?

Se eu tivesse todo o dinheiro do mundo, estaria fazendo exatamente o que faço. Ao contrário do que muitos pensam, levo uma vida comum. Tenho 48 anos, sou casado, tenho três filhas, declaro Imposto de Renda, pago conta. O que pode ser que eu tenha de diferente é a oportunidade de levar uma vida simples, mas não monótona. Exerço muitas profissões nos meus projetos. Só poderia trabalhar em outra coisa que tivesse todas essas características. Quem sabe, na construção civil.

Amyr Klink

- Desde os 10 anos coleciona canoas antigas

- Economista, fazia análises financeiras num banco antes de virar aventureiro

- Casou-se em 1996 com Marina Bandeira, mãe de suas três filhas
- Com o pai, empresário libanês, aprendeu a não ter apego pelos bens materiais

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Antártida - Perdidos no gelo

ANTÁRTIDA: PERDIDOS NO GELO



Esta é a história de um fracasso que se transformou em triunfo. Em agosto de 1914, a Expedição Imperial Transatlântica deixou a Inglaterra com um objetivo: realizar a inédita travessia a pé do continente antártico. O que era para ser uma grande expedição se tornou uma batalha pela vida. O barco afun-dou, ficou sem comunicação e sem comida, o frio era de rachar - mas o final foi feliz. Durante 20 meses, o comandante Ernest Shackleton e seus 27 homens superaram tudo para voltar à civilização.

Shackleton já era um herói nacional, com direito ao título de sir (cavaleiro do Império Britânico), quando partiu a bordo do Endurance. Por duas vezes ele havia participado de expedições polares que pretendiam chegar ao Pólo Sul. Em 1901, aos 28 anos, embarcou na Expedição Antártida Nacional, comandada pelo capitão Robert Falcon Scott. Na viagem, Shackleton chegou a 82o17’ sul, cerca de 850 quilômetros ao norte do pólo, latitude nunca antes atingida pelo homem. Apesar de não ter alcançado seu objetivo, passar fome, entrar em conflito com Scott e ter ficado doente (com escorbuto), o jovem oficial da Marinha Mercante tomou gosto pelos desafios das explorações polares.

Em 1907, depois de sete meses de preparação, Shackleton zarpou novamente rumo ao sul, agora no próprio navio: o Nimrod. Mais uma vez, a expedição fracassou e foi marcada por uma série de problemas. Sofrendo com queimaduras causadas pelo frio e a chamada cegueira das neves, o explorador e seus três acompanhantes tiveram de desistir de chegar ao Pólo Sul no começo de 1909. Em seu diário, Shacketon deixou registrada a decisão: "9 de janeiro - nosso último dia para a frente. Fizemos o máximo de esforço e estamos na latitude 88º23’S". Faltavam apenas 150 quilômetros. Com a chegada da expedição do norueguês Roald Amundsen ao Pólo Sul em 1912 (leia mais no quadro da página 24), Shackleton decidiu mudar de objetivo e se propôs a fazer a travessia a pé, de quase 3 mil quilômetros, entre a costa do mar de Weddell e o mar de Ross. Com a ajuda do governo britânico e de benfeitores importantes, Schakleton reuniu os recursos necessários e no dia 8 de agosto de 1914 partiu da Inglaterra para a aventura que passou a ser conhecida como uma das grandes histórias de superação humana do século 20.

Ambição congelada
O primeiro anúncio de que aquela não seria uma expedição tranqüila veio na última escala em terra firme. Na ilha Geórgia do Sul, onde havia na época um posto britânico, o comandante recebeu a notícia de que as condições de navegação naquele ano estavam especialmente difíceis, pois o banco de gelo do mar de Weddell estendia-se muito mais ao norte do que jamais tinha sido registrado. A informação fez com que Shackleton optasse por ficar um mês esperando o tempo melhorar.

Em 5 de dezembro de 1914 o Endurance partiu para o sul, com 28 homens, 69 cães de trenó, dois porcos e um gato. Dois dias depois o navio atingiu a margem exterior do banco de gelo, que o comandante descreveu em seu diário como "um gigantesco e interminável quebra-cabeças criado pela natureza". Seis semanas mais tarde, estava totalmente bloqueado. Disfarçando seu desapontamento com a possibilidade cada vez maior de um novo fracasso, o comandante tentava animar a tripulação com partidas de futebol no gelo, jogos de cartas e xadrez, cuidados com os cães e sessões de música e canto.

Viver naquelas condições não era nada fácil. As temperaturas caíram para 10ºC a 30ºC negativos e os homens foram impedidos de desembarcar. Os ventos fortes faziam com que o Endurance gemesse e sacudisse. "Na noite de 2 de setembro tive um dos maiores sobressaltos da minha vida. Estava deitado na cama quando o navio literalmente pulou no ar e depois caiu equilibrado na quilha", escreveu o marinheiro William Bakewell. No dia 27 de outubro, depois de nove meses preso no gelo, o navio não agüentou a pressão e o convés começou a se partir. Shackleton ordenou que a tripulação abandonasse a embarcação, que acabou afundando dois meses depois. "Tudo aconteceu depressa demais, nem tivemos tempo de nos lamentar", registrou o geólogo James Wordie.

Ainda assustados, os exploradores levantaram um acampamento improvisado na banquisa, a apenas 100 metros do casco avariado. Divididos em cinco finas tendas de linho, e vestidos só com roupas de lã, os homens passaram a primeira noite sob uma temperatura de 26ºC negativos. Havia apenas 18 sacos de dormir de pele, que foram sorteados entre os 28 tripulantes. Por duas vezes o grupo ensaiou iniciar uma marcha através do gelo para chegar à ilha mais próxima ou descobrir uma abertura para o mar. Mas a intenção de arrastar três barcos salva-vidas cheios de mantimentos, pesando pelo menos 1 tonelada cada um logo se mostrou impossível.

Na primeira tentativa, eles andaram apenas 2,5 quilômetros antes de desistir e montar um novo posto, batizado de Acampamento Oceânico (o velho foi apelidado de Abandono). Em cada viagem entre um local e outro, objetos e alimentos que tinham ficado no primeiro alojamento eram recuperados. Foi numa dessas ocasiões que o fotógrafo Frank Hurley, que vinha registrando todos os momentos da viagem, resgatou os negativos das fotos. Junto com o comandante, escolheu os que pareciam estar em melhores condições. Ficou com 120 latas e jogou fora cerca de 400. Algumas das imagens recuperadas ilustram estas páginas.

Com as roupas sempre molhadas, todos tiveram de se acostumar ao frio e a uma dieta no mínimo esquisita, à base de pingüins e focas. As barracas receberam pisos improvisados com madeiras resgatadas do navio e dos canis, mas mesmo assim os sacos de dormir muitas vezes ficavam nas poças d’água causadas pelo degelo. A caça diminuiu e os cães tiveram de ser sacrificados.

Longe da terra firme
No dia 23 de dezembro de 1915, depois de dois meses vivendo no gelo, a tripulação voltou a desmontar acampamento para tentar alcançar, pela segunda vez, um lugar mais seguro. O grupo marchou com dificuldade durante uma semana, mas só avançou 12 quilômetros. Não restava alternativa senão ficar à mercê do movimento da banquisa e esperar a fragmentação do gelo para lançar os barcos ao mar. E, apesar da torcida no novo Acampamento Paciência para que a banquisa os levasse em direção a alguma ilha, em março de 1916 o grupo passou muito a leste da terra firme.

Para quem conhece a região, como o biólogo e pesquisador Carlos Alejandro Echeverria, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, esses 28 homens terem sobrevivido acampados numa banquisa de gelo é surpreendente. "Na área onde eles ficaram a temperatura não passa de zero grau no auge do verão e o vento de até 160 km/h provoca sensações térmicas de até 40oC negativos", conta Echeverria, que nos últimos cinco anos passou 16 meses na Estação Antártica Brasileira Comandante Ferraz, instalada na ilha Rei George, no arquipélago de Shetlands do Sul.

Hoje, a realidade é bem diferente da que Shackleton e seus companheiros viveram há quase 90 anos. Há mais de 40 estações de pesquisa na Antártida. O tráfego de navios é grande. Na ilha Rei George, é possível chegar de navio, avião ou helicóptero. E só pela Estação Antártica Brasileira passam 120 pessoas por ano (no máximo 50 ao mesmo tempo). "Temos acesso à internet 24 horas por dia, geradores, telefone público e até um posto de correio", explica o pesquisador. "Sem contar que nossas roupas são bem mais quentes do que as disponíveis no início do século passado. As botas, hoje, são de couro com sola de borracha e possuem um forro especial de lã e fibra de vidro que as torna impermeáveis. E as roupas são feitas de um tipo de pele e lã que, mesmo molhada, esquenta."

Mas foi sem comunicação, suportando temperaturas tão baixas, que era possível escutar a água congelando e se alimentando muito mal que o comandante Shackleton e seus 27 tripulantes sobreviveram durante cinco meses acampados no gelo. Até que no dia 31 de março de 1916 uma rachadura na banquisa trouxe esperança para o grupo. Uma semana depois os três barcos salva-vidas - James Caird, Dudley Docker e Stancomb Wills - foram lançados ao mar. "O gelo estava endiabrado. Era uma corrida louca mantê-los nos trechos de mar aberto... Muitas vezes escapamos por pouco de ser esmagados quando as massas maiores de gelo colidiam umas com as outras", escreveu Bakewell em seu diário. Mal sabia ele que muitos desafios e provações ainda estavam por vir. Divididos nos pequenos barcos a remo, eles suportaram sete dias de viagem até alcançar a ilha Elephant. Era 15 de abril e fazia 497 dias que todos estavam à deriva. A água salgada gelada, cuja temperatura gira entre 2ºC e 5ºC, e o cansaço da viagem fizeram estragos. Grande parte dos homens desmaiou, o sal provocou assaduras, a sede inchou as línguas e o frio causou queimaduras por todo o corpo.

Travessia arriscada
Só que a ilha estava longe de ser um paraíso. Oferecia pouca proteção do mar aberto e, como já era do conhecimento de todos, estava completamente fora das rotas dos baleeiros. Os ventos impediam a montagem das barracas e os barcos salva-vidas tiveram de ser colocados em terra para ser usados como abrigo. Diante desse cenário, Shackleton decidiu partir, com outros cinco homens, a bordo do James Caird. O objetivo: chegar à estação baleeira da Geórgia do Sul, de onde haviam zarpado um ano e quatro meses antes. "Eles sabiam que aquele trecho de 1300 quilômetros pelo Atlântico Sul era, e ainda é, um dos piores mares do planeta. E que as chances de sobreviver àquela travessia, no inverno, com um barquinho de 7 metros, todo aberto, eram mínimas", admira-se Echeverria. No trajeto, os seis aventureiros enfrentaram ondas de 20 metros de altura e ventos de 130 km/h. Na ilha, ficaram 22 homens, divididos entre a esperança de resgate e a incerteza de quando ele viria.

O James Caird ficou 17 dias no mar - dez dos quais em meio a vendavais, tempestades e furacões. Guiado por um sextante pouco confiável e pela sensibilidade do navegador Frank Worsley, o grupo chegou à baía King Haakon, na ilha Geórgia do Sul, em 10 de maio. Anos mais tarde, Shackleton ainda mostrava uma cicatriz na mão esquerda causada por queimaduras e bolhas naquela viagem. Só que o desembarque não foi exatamente tranqüilo. Em vez de chegar a uma área habitada, os exploradores aportaram num lugar remoto, abandonado (na verdade, estavam a 240 quilômetros por mar das estações baleeiras mais próximas). Shackleton decidiu que ele e outros dois tripulantes atravessariam as montanhas cobertas de gelo para buscar socorro. Sem nenhum equipamento de segurança, levaram 36 horas para chegar à civilização. O capataz da estação mal acreditou na história que aqueles homens de aparência horrível contaram.

A felicidade de estar a salvo, porém, não era maior do que a necessidade de resgatar os que tinham ficado para trás. Depois de tomar banho, fazer a barba, vestir roupas limpas e se alimentar, Worsley embarcou para buscar os três que aguardavam do lado desabitado. Enquanto isso, Shackleton negociava o resgate da turma que permaneceu na ilha Elephant. Só que os problemas estavam longe de terminar. Por causa da Primeira Guerra Mundial, havia poucos navios disponíveis para executar tal tarefa.

Enquanto isso, na ilha Elephant, Frank Wild seguiu os ensinamentos do comandante Shackleton e manteve os 21 homens que haviam ficado sob seu comando em perfeito estado de saúde física e mental. Para afastar a depressão e manter acesa a esperança de rever os companheiros, Wild promovia leituras e cantorias. Para comer, o bom e velho cardápio de foca e pingüim (além do pouco que havia restado do Endurance).
Mais de quatro meses tinham se passado desde que os seis navegantes partiram no pequeno James Caird. O grupo menor, na Geórgia do Sul, ignorava as condições do grupo maior - que, por sua vez, não sabia sequer se os companheiros tinham conseguido chegar a algum lugar. Foi só no dia 30 de agosto de 1916 que o navio chileno Yelcho conseguiu chegar à ilha Elephant. Worsley e Shackleton estavam juntos no convés. Em terra, a tripulação comemorava e gritava a uma só voz: "Estamos todos bem!" Em pouco mais de uma hora, o grupo subiu a bordo. Shackleton pôde, finalmente, dar por encerrada aquela fracassada e inesquecível aventura. Em seu diário, o comandante desabafou: "Consegui. Maldito seja o almirantado... Atravessamos o inferno, mas não perdi nenhum homem".


1. 5/12/1914

Endurance parte da Geórgia do Sul rumo à Antártida


2. 18/1/1915

O navio fica aprisionado na banquisa de gelo

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Alemão faz 12 navios de papel de 5,5 milímetros e bate recorde

23/06/09 - 08h00 - Atualizado em 23/06/09 - 08h00
Alemão faz 12 navios de papel de 5,5 milímetros e bate recorde
Köppen dobrou 12 micronavios em 22 minutos e 5 segundos.
Marca foi alcançada durante evento em Dachau, na Alemanha.




O alemão Peter Köppen, de 61 anos, mostra um de seus 12 navios de papel, que medem apenas 5,5 milímetros. Köppen estabeleceu um novo recorde mundial ao dobrar os 12 micronavios em 22 minutos e 5 segundos, no domingo (21), durante a 15ª edição do ‘Impossibility Challenger’, em Dachau, na Alemanha. (Foto: Michaela Rehle/Reuters)