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sábado, 14 de junho de 2025

Sexta-feira 13 é mesmo mais 'azarada' ? - O que a ciência diz sobre a data mais temida do calendário

Sexta-feira 13 é mesmo mais 'azarada' ? - O que a ciência diz sobre a data mais temida do calendário

Pesquisas internacionais avaliaram mortalidade, acidentes e picos de emergência; veja o que a ciência concluiu.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

A mulher que foi atingida por dois raios e sobreviveu para contar


A mulher que foi atingida por dois raios e sobreviveu para contar

Raios (Foto: TV Anhanguera/Reprodução)

Beth Peterson, de 24 anos, sobreviveu a duras penas após ser atingida por um raio - e viveu o mesmo drama de novo, exatamente um ano depois.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Pesquisa com vermes pode ajudar a entender mortalidade em humanos


Pesquisa com vermes pode ajudar a entender mortalidade em humanos


Um grupo de pesquisadores da University College, de Londres, no Reino Unido, descobriu, em um experimento realizado com o Caenorhabditis elegans, pequeno verme de um milímetro de comprimento, que o rigor mortis (a rigidez do corpo relacionada às primeiras etapas posteriores à morte) já começa a se manifestar em momentos anteriores ao falecimento. O estudo pode ajudar a compreender o processo de mortalidade em humanos.

terça-feira, 17 de maio de 2016

O dia da semana mais mortal de todos


O dia da semana mais mortal de todos


Por meio de um cálculo estatístico comparativo, cientistas norte-americanos identificaram a relação entre a frequência de mortes e os dias da semana.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Boas novas sobre o Câncer - Medicina


BOAS NOVAS SOBRE O CÂNCER - Medicina


Drogas mais poderosas, coquetéis de medicamentos, mais eficientes equipamentos, combinação de quimio e radioterapia. Com essas armas, os médicos bloqueiam a doença e garantem: nem mesmo a metástase representa hoje uma sentença de morte irrecorrível. 

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Homens são 83% do total de mortos em acidentes e homicídios no país

14/12/2010 12h09 - Atualizado em 14/12/2010 12h13

Homens são 83% do total de mortos em acidentes e homicídios no país
Sexo masculino corre cinco vezes mais risco de morrer de forma violenta.
Eles também são maioria entre o número de internações.



O sexo masculino representou 83,1% do total de vítimas fatais em acidentes e homicídios em 2008, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (14). Homens também estão entre os feridos que mais necessitaram de internação hospitalar, respondendo por 70,3% dos casos.

As chamadas "causas externas" representaram 12% do total de óbitos no país naquele ano. Foi a terceira maior causa de morte no Brasil, perdendo apenas doenças crônicas como as do aparelho circulatório e os casos de câncer.

Os dados estão presentes no "Saúde Brasil 2009", publicação da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS). Ao todo, foram 133.644 mortes por causas externas de um total de 1.066.842 óbitos declarados há dois anos.

Para o diretor do Departamento de Análise de Situação da Saúde, Otaliba Libânio de Morais Neto, o desafio para o combate da mortandade por acidentes e homicídios é permanente para profissionais de saúde e há uma crescente demanda por serviços públicos para atendimento de emergências.

Homens x mulheres
Na comparação entre os gêneros, o risco de óbito foi 5,1 maior para homens do que mulheres quando a causa foi externa no período considerado pela pesquisa. Agressões (40,6%) foram a principal forma de morrer entre integrantes do sexo masculino, especialmente quando armas de fogo estiveram envolvidas (29,4% das mortes por agressão).

Acidentes de trânsito responderam por 26,9% dos acidentes de trânsito fatais com homens.

Segundo os dados da SVS, a taxa de morte por acidentes e homicídios é até quatro vezes maior entre homens entre 20 até 29 anos na comparação com mulheres na mesma faixa etária. Em 2008, foram 43.886 homens mortos neste grupo contra 10.786 pessoas do sexo feminino.

Consideradas todas as idades e todas as formas de morte, homens correm risco 40% maior de óbito, de acordo com as informações do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), ligado ao Ministério da Saúde.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

As grandes epidemias ao longo da História

AS GRANDES EPIDEMIAS AO LONGO DA HISTÓRIA



PESTE NEGRA

História - A peste bubônica ganhou o nome de peste negra por causa da pior epidemia que atingiu a Europa, no século 14. Ela foi sendo combatida à medida que se melhorou a higiene e o saneamento das cidades, diminuindo a população de ratos urbanos

Contaminação - Causada pela bactéria Yersinia pestis, comum em roedores como o rato. É transmitida para o homem pela pulga desses animais contaminados

Sintomas - Inflamação dos gânglios linfáticos, seguida de tremedeiras, dores localizadas, apatia, vertigem e febre alta

Tratamento - À base de antibióticos. Sem tratamento, mata em 60% dos casos

50 milhões de mortos (Europa e Ásia) - 1333 a 1351



CÓLERA

História - Conhecida desde a Antigüidade, teve sua primeira epidemia global em 1817. Desde então, o vibrião colérico (Vibrio cholerae) sofreu diversas mutações, causando novos ciclos epidêmicos de tempos em tempos

Contaminação - Por meio de água ou alimentos contaminados

Sintomas - A bactéria se multiplica no intestino e elimina uma toxina que provoca diarréia intensa

Tratamento - À base de antibióticos. A vacina disponível é de baixa eficácia (50% de imunização)

Centenas de milhares de mortos - 1817 a 1824



TUBERCULOSE

História - Sinais da doença foram encontrados em esqueletos de 7 000 anos atrás. O combate foi acelerado em 1882, depois da identificação do bacilo de Koch, causador da tuberculose. Nas últimas décadas, ressurgiu com força nos países pobres, incluindo o Brasil, e como doença oportunista nos pacientes de Aids

Contaminação - Altamente contagiosa, transmite-se de pessoa para pessoa, através das vias respiratórias

Sintomas - Ataca principalmente os pulmões

Tratamento - À base de antibióticos, o paciente é curado em até seis meses

1 bilhão de mortos - 1850 a 1950



VARÍOLA

História - A doença atormentou a humanidade por mais de 3 000 anos. Até figurões como o faraó egípcio Ramsés II, a rainha Maria II da Inglaterra e o rei Luís XV da França tiveram a temida "bixiga". A vacina foi descoberta em 1796

Contaminação - O Orthopoxvírus variolae era transmitido de pessoa para pessoa, geralmente por meio das vias respiratórias

Sintomas - Febre, seguida de erupções na garganta, na boca e no rosto. Posteriormente, pústulas que podiam deixar cicatrizes no corpo

Tratamento - Erradicada do planeta desde 1980, após campanha de vacinação em massa

300 milhões de mortos - 1896 a 1980



GRIPE ESPANHOLA

História - O vírus Influenza é um dos maiores carrascos da humanidade. A mais grave epidemia foi batizada de gripe espanhola, embora tenha feito vítimas no mundo todo. No Brasil, matou o presidente Rodrigues Alves

Contaminação - Propaga-se pelo ar, por meio de gotículas de saliva e espirros

Sintomas - Fortes dores de cabeça e no corpo, calafrios e inchaço dos pulmões

Tratamento - O vírus está em permanente mutação, por isso o homem nunca está imune. As vacinas antigripais previnem a contaminação com formas já conhecidas do vírus

20 milhões de mortos - 1918 a 1919



TIFO

História - A doença é causada pelas bactérias do gênero Rickettsia. Como a miséria apresenta as condições ideais para a proliferação, o tifo está ligado a países do Terceiro Mundo, campos de refugiados e concentração, ou guerras

Contaminação - O tifo exantemático (ou epidêmico) aparece quando a pessoa coça a picada da pulga e mistura as fezes contaminadas do inseto na própria corrente sangüínea. O tifo murino (ou endêmico) é transmitido pela pulga do rato

Sintomas - Dor de cabeça e nas articulações, febre alta, delírios e erupções cutâneas hemorrágicas

Tratamento - À base de antibióticos

3 milhões de mortos (Europa Oriental e Rússia) - 1918 a 1922



FEBRE AMARELA

História - O Flavivírus, que tem uma versão urbana e outra silvestre, já causou grandes epidemias na África e nas Américas

Contaminação - A vítima é picada pelo mosquito transmissor, que picou antes uma pessoa infectada com o vírus

Sintomas - Febre alta, mal-estar, cansaço, calafrios, náuseas, vômitos e diarréia. 85% dos pacientes recupera-se em três ou quatro dias. Os outros podem ter sintomas mais graves, que podem levá-los à morte

Tratamento - Existe vacina, que pode ser aplicada a partir dos 12 meses de idade e renovada a cada dez anos

30 000 mortos (Etiópia) - 1960 a 1962



SARAMPO

História - Era uma das causas principais de mortalidade infantil até a descoberta da primeira vacina, em 1963. Com o passar dos anos, a vacina foi aperfeiçoada, e a doença foi erradicada em vários países

Contaminação - Altamente contagioso, o sarampo é causado pelo vírus Morbillivirus, propagado por meio das secreções mucosas (como a saliva, por exemplo) de indivíduos doentes

Sintomas - Pequenas erupções avermelhadas na pele, febre alta, dor de cabeça, mal-estar e inflamação das vias respiratórias

Tratamento - Existe vacina, aplicada aos nove meses de idade e reaplicada aos 15 meses

6 milhões de mortos por ano - Até 1963



MALÁRIA

História - Em 1880, foi descoberto o protozoário Plasmodium, que causa a doença. A OMS considera a malária a pior doença tropical e parasitária da atualidade, perdendo em gravidade apenas para a Aids

Contaminação - Pelo sangue, quando a vítima é picada pelo mosquito Anopheles contaminado com o protozoário da malária

Sintomas - O protozoário destrói as células do fígado e os glóbulos vermelhos e, em alguns casos, as artérias que levam o sangue até o cérebro

Tratamento - Não existe uma vacina eficiente, apenas drogas para tratar e curar os sintomas

3 milhões de mortos por ano - Desde 1980



AIDS

História - A doença foi identificada em 1981, nos Estados Unidos, e desde então foi considerada uma epidemia pela Organização Mundial de Saúde

Contaminação - O vírus HIV é transmitido através do sangue, do esperma, da secreção vaginal e do leite materno

Sintomas - Destrói o sistema imunológico, deixando o organismo frágil a doenças causadas por outros vírus, bactérias, parasitas e células cancerígenas

Tratamento - Não existe cura. Os soropositivos são tratados com coquetéis de drogas que inibem a multiplicação do vírus, mas não o eliminam do organismo

22 milhões de mortos - Desde 1981


Fonte: Organização Mundial de Saúde (OMS) e Fundação Oswaldo Cruz

terça-feira, 7 de setembro de 2010

‘Praga da dança’ matou centenas de habitantes

13/02/10 - 10h00 - Atualizado em 13/02/10 - 10h00

‘Praga da dança’ matou centenas de habitantes de Estrasburgo em 1518
Epidemia começou em julho, com mulher bailando sem parar por 6 dias.
Transe acabou envolvendo centenas de pessoas e durou até setembro.


Carnaval epidêmico - Vítimas da febre da dança morriam de ataque cardíaco, derrame ou exaustão (Imagem: reprodução)

Em julho de 1518, a cidade francesa de Estrasburgo, na Alsácia (então parte do Sacro Império Romano-Germânico) viveu um carnaval nada feliz. Uma mulher, Frau Troffea (dona Troffea), começou a dançar em uma viela e só parou quatro a seis dias depois, quando seu exemplo já era seguido por mais de 30 pessoas. Quando a febre da dança completava um mês, havia uns 400 alsacianos rodopiando e pulando sem parar debaixo do Sol de verão do Hemisfério Norte. Lá para setembro, a maioria havia morrido de ataque cardíaco, derrame cerebral, exaustão ou pura e simplesmente por causa do calor. Reza a lenda que se tratava de um bloco carnavaleso involuntário: na realidade ninguém queria dançar, mas ninguém conseguia parar. Os enlutados que sobraram ficaram perplexos para o resto da vida.




Para provar que a epidemia de dança compulsiva não foi lenda coisa nenhuma, o historiador John Waller lançou, 490 anos depois, um livro de 276 páginas sobre o frenesi mortal: “A Time to Dance, A Time to Die: The Extraordinary Story of the Dancing Plague of 1518”. Segundo o autor, registros históricos documentam as mortes pela fúria dançante: anotações de médicos, sermões, crônicas locais e atas do conselho de Estrasburgo.




276 páginas - Historiador recuperou documentos da época atestando as mortes pela fúria dançante (Imagem: reprodução)
Um outro especialista, Eugene Backman, já havia escrito em 1952 o livro "Religious Dances in the Christian Church and in Popular Medicine". A tese é que os alsacianos ingeriram um tipo de fungo (Ergot fungi), um mofo que cresce nos talos úmidos de centeio, e ficaram doidões. (Tartarato de ergotamina é componente do ácido lisérgico, o LSD.)

Waller contesta Backman. Intoxicação por pão embolorado poderia sim desencadear convulsões violentas e alucinações, mas não movimentos coordenados que duraram dias.

O sociólogo Robert Bartholomew propôs a teoria de que o povo estava na verdade cumprindo o ritual de uma seita herética. Mas Waller repete: há evidência de que os dançarinos não queriam dançar (expressavam medo e desespero, segundo os relatos antigos). E pondera que é importante considerar o contexto de miséria humana que precedeu o carnaval sinistro: doenças como sífilis, varíola e hanseníase, fome pela perda de colheitas e mendicância generalizada. O ambiente era propício para superstições.

Uma delas era que se alguém causasse a ira de São Vito (também conhecido por São Guido), ele enviaria sobre os pecadores a praga da dança compulsiva. A conclusão de Waller é que o carnaval epidêmico foi uma “enfermidade psicogênica de massa”, uma histeria coletiva precedida por estresse psicológico intolerável.

Nonstop dancing – Gravura do artista Henricus Hondius (1573-1610) retrata três mulheres acometidas pela praga da dança; obra é baseada em desenho original de Peter Brueghel, que teria testemunhado um dos surtos subsequentes, em 1564 na região de Flandres (Imagem: reprodução)
Outros seis ou sete surtos afetaram localidades belgas depois da bagunça iniciada por Frau Troffea. O mais recente que se tem notícia ocorreu em Madagascar na década de 1840.

sábado, 31 de julho de 2010

Estudo mostra peso negativo do consumo de álcool

26/06/09 - 06h00 - Atualizado em 26/06/09 - 06h00

Estudo mostra peso negativo do consumo de álcool para a saúde mundial
Uma em cada 25 mortes no planeta pode ser atribuída à bebida.
No geral, impacto deletério do alcoolismo equivale ao do tabaco.




Foto: Reprodução Bebida recreativa é, infelizmente, apenas um dos lados da moeda (Foto: Reprodução)Embora o uso de álcool ainda seja muito aceito e até incentivado socialmente no mundo todo, seus efeitos negativos para a saúde são, em geral, tão ruins quanto os do cigarro. Uma em cada 25 mortes no planeta podem ser atribuídas ao seu consumo, de acordo com uma pesquisa publicada nesta semana na revista médica "Lancet", quantificando o impacto global da bebida sobre a saúde humana.

Ainda de acordo com a pesquisa, coordenada por Jürgen Rehm, do Centro de Estudos sobre Vício e Saúde Mental de Toronto (Canadá), 5% dos anos de vida com algum tipo de de deficiência planeta afora também estão relacionados com o consumo de álcool. Quanto maior o consumo médio, maior o risco de problemas de saúde, e o efeito é ainda maior em populações pobres e marginalizadas.

Os pesquisadores também avaliam que, apesar dos aparentes efeitos benéficos para a saúde ligados ao consumo constante e moderado de álcool, o saldo da bebida é muito mais negativo do que positivo, em especial entre os homens.

Além de doenças diretamente relacionadas ao álcool, como problemas de fígado, alguns dos males ligados à bebida são tumores de boca, garganta, do cólon e do reto, de mama; depressão, derrames; além de acidentes de trânsito e violência, entre outros.

O consumo médio per capita no mundo é de 6,2 litros de etanol puro por ano, com valores próximos de 12 litros anuais na Europa, os campeões da bebedeira. Na antiga União Soviética o caso é o mais dramático: 15% das mortes estão associadas ao alcoolismo.