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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Vítima da Insensatez - Leão marinho japonês

VÍTIMA DA INSENSATEZ - Leão marinho japonês



O leão-marinho-japonês sofreu com a perigosa imaginação fértil do homem. Ele serviu desde fonte de matéria-prima para óleos e remédios da medicina oriental até - pasme! - alvo para a prática de tiro dos soldados japoneses durante a Segunda Guerra Mundial. Antes de desaparecer, esse mamífero carnívoro morou na costa marítima do Japão, da Coréia do Sul e da Coréia do Norte. O lugar era tão agradável que sua população atingiu quase 50 000 indivíduos em meados do século 19. O bicho foi perseguido por pescadores, porque costumava rasgar as redes ao retirar os peixes presos a elas. Pele, gordura e órgãos eram vendidos às indústrias. Os bigodes se transformavam em acessórios especiais para limpar cachimbos. Ser capturado vivo também não servia de consolo. Os animais que não eram mortos viravam atração de circos e parques, pois o comportamento dócil facilitava a domesticação.
Para diversas instituições de preservação da vida selvagem, o leão-marinho-japonês é uma das três subespécies do Zalophus californianus, ou leão-marinho-da-califórnia. Mas os cientistas constataram significativas diferenças no crânio do espécie japonesa comparado ao das outras duas subespécies, ainda encontradas na costa oeste da América do Norte e no arquipélago de Galápagos. O que se sabe é que os machos podiam atingir 2,5 metros de comprimento e as fêmeas, 1,4 metro. Em todas as fases da vida, o leão-marinho-japonês apresentava uma reforçada camada de gordura para se proteger das águas geladas do Oceano Pacífico. Raramente ele era visto nadando a distâncias superiores a 15 quilômetros da costa. Gostava de se arrastar na praia ou em áreas rochosas com a ajuda das suas barbatanas posteriores, procurando lugares planos para procriar. A poligamia estava liberada entre esses animais, e os machos constituíam haréns de cerca de seis fêmeas, já que cada uma tinha só um filhote por vez. Os nascimentos aconteciam praticamente um ano após a cópula.

Leão-marinho-japonês
Nome científico: Zalophus californianus japonicus
Ano da extinção: 1951
Habitat: Japão e Coréias

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Sonda japonesa se aproxima de Vênus para entrar em órbita - Akatsuki

07/12/2010 07h26 - Atualizado em 07/12/2010 10h36

Sonda japonesa se aproxima de Vênus para entrar em órbita
'Akatsuki' vai tirar fotos do planeta, diz agência espacial japonesa.
Observações no planeta podem ajudar na compreensão da Terra.

A sonda japonesa Akatsuki se prepara para entrar em órbita ao redor do planeta Vênus, do qual fará fotos, anunciou a Agência de Exploração Espacial Japonesa (Jaxa).

Lançada no dia 20 de maio pelo foguete H-DA, a Akatsuki (Alvorada em japonês) percorreu sem problemas o longo trajeto até Vênus, considerado o planeta gêmeo da Terra por seu tamanho e sua massa.


Missão chegará a Vênus para tirar fotos do planeta. (Crédito: Akihiko Ikeshita / Jaxa via Jiji Press / AFP Photo)Ao aproximar-se de Vênus, os motores da Akatsuki passaram ao modo inverso para reduzir a velocidade e entrar no campo gravitacional do planeta. De acordo com a Jaxa, a sonda funciona normalmente.

Em poucas horas, a Akatsuki entrará em uma órbita elíptica, o que permitirá uma aproximação a 300 quilômetros de Vênus.

A missão Akatsuki (ou Venus Climate Orbiter PLANET-C), preparada desde 2001, vai completar as informações obtidas pelo Venus Express, o satélite lançado no fim de 2005 pela Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês )e que chegou ao destino no primeiro semestre de 2006.

Os cientistas esperam que a observação do clima de Vênus ajude na compreensão da formação do meio ambiente da Terra.