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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Miniarquiteto - Natureza

MINIARQUITETO - Natureza



O beija-flor é uma das aves mais versáteis da natureza, capaz de desacelerar o próprio metabolismo para poupar energia, ou de ficar imóvel no ar como um helicóptero. Também é habilidoso construtor de ninhos, uma tarefa poucas vezes documentada em detalhe.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Empresa dos EUA desenvolve 1º 'beija-flor-robô' para espionagem

18/02/2011 10h03 - Atualizado em 18/02/2011 11h13

Empresa dos EUA desenvolve 1º 'beija-flor-robô' para espionagem
Protótipo tem uma envergadura de 6,5 polegadas.
Pássaro foi desenvolvido para a Agência de Defesa dos EUA.

Uma empresa da Califórnia, nos Estados Unidos, apresentou o primeiro "robô" em forma de beija-flor que pode ser controlado remotamente para voar como um pássaro de verdade.

Por meio da instalação de uma câmera, a AeroVironment divulgou um vídeo (assista) na quinta-feira (17) para mostrar como o pássaro artificial pode ser controlado remotamente para voar com precisão. Ele foi desenvolvido para a Agência de Defesa dos EUA.


Beija-flor artificial tem uma envergadura de 6,5 polegadas e voa com precisão (Foto: AP)O beija-flor usa apenas as suas duas asas para a impulsão e o controle do voo. Para o vídeo, um operador controlou o pássaro ao ar livre e depois o conduziu até a entrada de um prédio. O protótipo tem uma envergadura de 6,5 polegadas e um corpo feito em forma de um beija-flor de verdade.


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quinta-feira, 3 de março de 2011

E ele pagou o pato - Pato do Labrador

E ELE PAGOU O PATO - Pato do Labrador


Tudo indica que eles viviam e se reproduziam ao longo do Golfo de São Lourenço, na costa do Labrador, no Canadá, e migravam no inverno para os Estados Unidos. Na verdade, não existem muitas certezas a respeito do pato-do-labrador, considerado uma das mais belas espécies da família dos patos. No século 19, o número de representantes dessa ave já era escasso, até chegar ao último registro de vida, no outono de 1875, quando um macho foi capturado nas águas próximas de Long Island, em Nova York, nos Estados Unidos.
Seja pelo estudo desse exemplar - que hoje se encontra no Museu Nacional em Washington - ou de outros 53 patos igualmente mantidos em museus nos Estados Unidos, no Canadá, na Holanda, na Áustria e na Alemanha, foi possível fazer uma descrição física da ave. Os machos mediam cerca de 50 centímetros, tinham a cabeça branca, com uma faixa preta no topo, o pescoço também branco, com um colarinho preto, e o rabo preto. As asas mesclavam penas de cor branca, cinza e preta. Nas fêmeas, que mediam cerca de 45 centímetros, as penas da cabeça e do dorso eram marrom-acinzentadas e o peito, de um tom mais claro. Ambos tinham olhos avermelhados e um bico longo e maleável. É esse formato de bico que sustenta a crença de que a ave buscava alimentos no fundo de águas rasas. Reforçam a tese relatos segundo os quais exemplares da ave eram "pescados" por engano, principalmente quando os pescadores usavam mexilhões como iscas.
As causas de sua extinção não são conhecidas precisamente. Embora sua carne não fosse considerada apetitosa, acredita-se que o pato-do-labrador tenha sido caçado e comercializado em mercados como o de Nova York e Baltimore. A busca dos ovos como alimento também parece ter contribuído para o desaparecimento da espécie, assim como a caça com armas de fogo. Outra razão pode ter sido a influência humana crescente nos ecossistemas do litoral da América do Norte. Tal intervenção causou mudanças na fauna de pequenas espécies de moluscos, o que pode ter sido fatal para o pato-do-labrador.

Pato-do-Labrador
Nome científico: Camptorhynchus labradorius
Ano da extinção: 1875
Habitat: Canadá e Estados Unidos, do Labrador até Nova Jersey

Não sobrou um pombo - Passenger Pigeon

NÃO SOBROU UM POMBO - Passenger Pigeon



O passenger pigeon ("pombo-viajante"), nativo dos Estados Unidos, já foi considerado a ave mais abundante na Terra. Algumas estimativas dão conta de que, quando os colonizadores europeus chegaram ao Novo Mundo, havia em torno de 5 bilhões desses pombos na América do Norte - quase o mesmo número de todos os pássaros que se calcula existir hoje nos Estados Unidos.
Com apenas 20 centímetros de comprimento, o pombo vivia em enormes colônias, formadas por até 2 milhões de indivíduos. Na época da migração, antes do início do inverno, eles saíam da região de Ontário e dos Grandes Lagos, no Canadá e norte dos Estados Unidos, e voavam em direção ao sul, para os Estados americanos do Texas, Louisiana, Alabama, Geórgia e Flórida, onde passavam os meses mais frios do ano. Migrando sempre em numerosos bandos, os pombos chegavam a obstruir a passagem da luz do sol, formando uma barreira natural, no céu, de quase 300 quilômetros de extensão. Ao chegar aos locais onde passariam o inverno, empoleiravam-se em árvores, ocupando áreas de até 850 quilômetros quadrados.
A estratégia de vida em grupo garantiu a sobrevivência do passenger pigeon por séculos. Mesmo que as aves fossem atacadas por raposas e lobos, seus predadores naturais, isso não chegava a ser significativo para o grupo. Os pombos dispunham de farta alimentação. Seu habitat eram as florestas, ricas em sementes, castanhas e frutas. Quando as matas começaram a ser derrubadas, no início do século 19, a vida ficou mais difícil para o pombo. Mas o que decretou o seu fim foi mesmo a caça indiscriminada. Como os pombos viviam em colônias enormes, era fácil matar centenas deles de uma só vez. Os caçadores vendiam os pássaros nas grandes cidades, como Nova York, por um preço acessível - 50 centavos de dólar a dúzia -, e muita gente passou a servir o pombo no almoço e no jantar. Com tanta matança, a situação logo ficou dramática. Por volta de 1880, já não se viam mais as imensas colônias. Como a fêmea só colocava um ovo por vez, era quase impossível repor o número de pombos necessário para que a ave não desaparecesse. Acostumados a conviver com milhares de companheiros, alguns dos últimos remanescentes do passenger pigeon acabaram morrendo de solidão.
Consta que, em um único dia de 1887, caçadores mataram 50 000 pombos de uma colônia que descansava no Michigan. A chacina comoveu as autoridades americanas, que resolveram criar a primeira lei limitando a caça de uma espécie animal. A restrição seria estendida depois a outras espécies de aves e mamíferos. Foi a primeira vez na história que um país decidiu preservar efetivamente seus animais. Mas a medida chegou tarde demais para o passenger pigeon. Em poucos anos, a ave foi extinta. O último exemplar conhecido, chamado Martha, morreu no Zoológico de Cincinnati, em Ohio, no dia 10 de setembro de 1914. Empalhado, o pombo pode ser observado no Instituto Smithsonian, em Washington. Suas penas coloridas chamam a atenção de quem observa a redoma que guarda o pássaro que já foi a espécie mais popular do mundo.

Passenger Pigeon
Nome científico: Ectopistes migratorius
Ano da extinção: 1914
Habitat: Estados Unidos e Canadá

terça-feira, 1 de março de 2011

O fim do pequeno Ula - Havai

O FIM DO PEQUENO ULA - Havai



Só alguns poucos felizardos tiveram a sorte de ver um dos passarinhos mais bonitos do mundo, o ula-ai-hawane, nome que em havaiano significa "pássaro vermelho que se alimenta da palmeira hawane". O pequeno ula, que media apenas 11 centímetros, vivia principalmente no alto das montanhas Kohala, na ilha americana do Havaí, apesar de habitar também as florestas de Hilo e Ieeward, repletas da palmeira da qual ele se alimentava. Os nativos adoravam a linda ave multicolorida de canto mavioso. Mas até para eles era difícil avistar o passarinho, que se escondia ao menor sinal de presença humana. O ula foi visto pela última vez em 1892, e depois disso foi considerado extinto.
Suas penas vermelhas, prateadas e pretas, que formavam uma combinação única, encantaram os primeiros ornitólogos europeus que começaram a explorar o Havaí, no século 19. O colorido das penas fazia um contraste surpreendente com os pés em tons de amarelo-claro e o bico preto do pássaro. O filhote era ainda mais bonito. O peito tinha uma coloração azul-acinzentada, enquanto o resto do corpo era marrom. As asas e o rabo eram pretos e a cabeça, esverdeada.
Tanto para os europeus como para os nativos, era motivo de orgulho conseguir pegar o belo e arisco ula. A maioria das expedições científicas ao Havaí tinha como um dos principais objetivos a observação do passarinho. Hoje, para ver de perto um deles, só indo a museus de história natural da Europa e dos Estados Unidos. Há cinco deles, empalhados - dois estão no próprio Havaí, um está em Londres, outro se encontra na Universidade Harvard, em Boston, e o último, em Nova York. O primeiro pássaro foi coletado em 1859. Poucos anos depois, em 1892, o último exemplar seria pego por nativos, que à época contaram ter visto outros ulas no mesmo lugar, nas montanhas Kohala. Várias expedições foram feitas até lá, mas o pássaro nunca mais foi encontrado. O ornitólogo britânico Henry Palmer chegou a oferecer, em vão, recompensas para quem avistasse a ave. Ninguém se conformava com o desaparecimento de um dos passarinhos mais encantadores do mundo.
O sumiço do ula tem a ver com a ação do homem, embora indiretamente. Não se sabe exatamente por que e como o pássaro foi extinto. Mas, como sua única fonte de alimentação eram as folhas da palmeira hawane, acredita-se que a escassez da planta, provocada pelo desmatamento desenfreado, tenha levado à extinção da ave. As populações do passarinho eram pequenas, e restritas a áreas geográficas bem definidas, o que deve ter deixado a ave sem opções de alimentos. Pouco antes do seu desaparecimento, os havaianos haviam sido incentivados pelo governo dos Estados Unidos (que anexariam o território em 1898) a plantar mais cana-de-açúcar e abacaxi, duas culturas bastante rentáveis na época, o que ocasionou a derrubada de muitas florestas. O delicado ula não resistiu à radical mudança de seu meio ambiente e foi uma das primeiras espécies havaianas a desaparecer.

Ula-ai-Hawane
Nome científico: Ciridops anna
Ano da extinção: 1892
Habitat: florestas do Havaí

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A Vida era doce - Kioea

A VIDA ERA DOCE - Kioea



Eles vivem do néctar das flores, daí o nome: meliphagidae, ou "comedores de mel". Trata-se de uma família de pássaros australianos que, ao longo dos tempos, foi ampliando seu habitat para o norte e para o leste, chegando à Nova Guiné e a várias ilhas do Pacífico. Das dezenas de espécies de meliphagidae existentes no mundo, cinco alçaram vôo para terras mais distantes - o arquipélago do Havaí -, mas não conseguiram se preservar. Estão todas extintas há mais de um século: o kioea é uma delas.
O comprimento das pernas lhe rendeu o nome, que, para os havaianos, significa "estar no alto sobre longas pernas". Segundo registros históricos, o kioea era um belo pássaro, grande, com cerca de 33 centímetros de comprimento e asas que atingiam 14 centímetros. Tinha o alto da cabeça e o pescoço da cor marrom-escura, com listras amarelo-esverdeadas, efeito que se repetia no peito, onde também exibia listras longitudinais brancas. A cauda era formada por penas marrom-escuras, contornadas por penas amarelas. Bicos, pés e pernas eram quase negros.
Ao que tudo indica, os únicos especialistas que viram o pássaro vivo foram os naturalistas americanos Charles Pickering e Titan Ramsay Peale. Eles coletaram um exemplar em 1840, durante uma expedição ao Havaí. "É muito ativo e gracioso em seus movimentos. Tende a ser musical e freqüenta as áreas das matas; geralmente é encontrado em árvores floridas", registraram os cientistas em suas anotações.
Embora eles não tenham esclarecido em qual região avistaram o kioea, há evidências de fósseis indicando que ele viveu em várias ilhas do arquipélago havaiano. Seu desaparecimento é atribuído à destruição do habitat, possivelmente em conseqüência do desmatamento. A última prova da existência desse pássaro se deu em 1859.

Kioea
Nome científico: Chaetoptila angustipluma
Ano da extinção: 1859
Habitat: arquipélago do Havaí

Era um sino ou um passarinho ? Saí-Preto

ERA UM SINO OU UM PASSARINHO? Saí-Preto



O saí-preto (black mamo, em inglês) foi observado pela primeira vez em 1893 e, 14 anos depois, já era considerado extinto. A introdução de veados e da criação de gado na Ilha de Molokai, no arquipélago do Havaí, onde o pássaro vivia, alterou profundamente o meio ambiente local, tirando a fonte de sobrevivência da delicada ave. Para piorar, os navios americanos chegavam ao Havaí (anexado aos Estados Unidos em 1898) com ratos e também com o mangusto, um roedor que tinha a fama de comer serpentes e, por isso, era levado para os pastos recém-formados. Esses dois roedores passaram a se alimentar também de passarinhos como o saí-preto, que em poucos anos desapareceu da ilha.
O passarinho de penas pretas e canto melodioso já era um velho conhecido dos havaianos, mas o primeiro ocidental a descrever o saí-preto foi o ornitólogo inglês Robert Perkins, em junho de 1893. Ele ficou tão impressionado com a descoberta que anotou a experiência em seu diário. "Estava no meio da floresta em Molokai quando, de repente, escutei um som que parecia ser de um sino. Mas isso era impossível, pois onde eu estava só havia árvores, plantas e bichos. O sino tocou uma, duas, dez vezes, em intervalos de cinco segundos. Só podia ser um passarinho. Fui silenciosamente atrás dele, até conseguir mirar e atirar. Com a criatura caída na terra, vi que era muito semelhante ao Drepanis que já conhecia, de penas amarelas, só que esse tinha penas pretas e devia ser muito mais raro", escreveu o cientista. Como que antevendo o triste destino da ave que acabara de descobrir, Perkins sugeriu o nome científico funerea.
O saí-preto chamava a atenção não só pelo seu canto, mas também por suas penas totalmente pretas e o bico longo e curvado. Outra peculiaridade era o cheiro forte que exalava assim que pressentia a presença de possíveis predadores. Uma característica bem interessante, mas que não foi suficiente para evitar sua extinção.

Saí-Preto
Nome científico: Drepanis funerea
Ano da extinção: 1907
Habitat: Ilha de Molokai, no Havaí

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Vida de Bibelô - Arara de Cuba

VIDA DE BIBELÔ - Arara de Cuba


Colorida e barulhenta, a arara-de-cuba (cuban macaw, em inglês) deixou de fazer parte da natureza latino-americana por volta de 1885, segundo alguns registros, ou de 1864, de acordo com outros relatos. Até então, a ave podia ser encontrada facilmente em Cuba. Anotações do século 16 sugerem que essa arara ou uma espécie muito parecida teria habitado a Jamaica e a ilha caribenha de Hispaniola, mas sabe-se que ela sumiu cedo dessas regiões. Porém as descrições feitas na época não ajudam a identificar com exatidão a que tipo de arara os registros se referiam.
Acredita-se que no início da colonização espanhola, no século 16, a arara-de-cuba se distribuía por toda Cuba, mas desapareceu da maior parte da ilha antes que se tornasse objeto de interesse de ornitologos. As principais causas de sua extinção foram a caça e a destruição de seu habitat. As regiões em que essas aves viviam foram devastadas pela intervenção humana e também por furacões. Segundo relatos de habitantes de Pinar del Río, região situada na parte leste de Cuba, depois do grande furacão de 1844, nunca mais foi visto nenhum exemplar da espécie nos bosques locais - que eram seu abrigo preferido.
Menos protegida, a ave se tornou presa fácil dos nativos. Para eles, o interesse pela arara não era usá-la como alimento, até porque sua carne tinha sabor e odor desagradáveis. O que eles queriam era capturá-la ainda filhote e vendê-la a fazendeiros ricos que pagavam bem para manter a arara como um bicho de estimação - e de ostentação, pois era uma ave de beleza inquestionável.
A arara atingia em média 55 centímetros de altura, suas penas eram predominantemente vermelho-escuras, mescladas aos tons de amarelo, verde e marrom. As asas e a cauda eram cobertas por uma plumagem azul-violeta. Seu bico era forte, curvado, de cor negra. Essa exuberância atraiu a atenção de zoológicos do mundo inteiro, principalmente da Europa, que importavam com freqüência exemplares da ave para criação em cativeiro. Todo esse esplendor pode ser observado em vários desenhos e em exemplares conservados que estão espalhados em museus nos quatro cantos do planeta
De acordo com os estudos do naturalista alemão Johann Gundlach, as araras-de-cuba se alimentavam do fruto do cedro branco e de outras árvores. Elas faziam seus ninhos no alto de palmeiras, normalmente sobre partes ocas de troncos, onde colocavam seus ovos. Registros antigos sugerem que elas passavam a maior parte do tempo em pares ou em pequenos grupos, tanto para comer quanto para dormir. Quase nada mais existe de informação a respeito de seus hábitos. O último espécime conhecido foi morto a tiros na região do Pântano de Zapata, em Cuba, em 1864. Alguns registros sugerem, contudo, que exemplares dessa magnífica espécie tenham conseguido sobreviver na região por pelo menos mais 20 anos. Não chega a ser exatamente um consolo.

Arara-de-Cuba
Nome científico: Ara tricolor
Ano da extinção: 1864 (ou 1885)
Habitat: Cuba e Caribe

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Prato cheio - Palla's Cormorant

PRATO CHEIO - Pallas's Cormorant



O pallas’s cormorant (ou spectacled cormorant) era uma ave da família dos biguás e pertencia à mesma ordem dos pelicanos. Vivia em algumas ilhas pequenas e desabitadas no extremo oeste do Mar de Bering, na costa asiática da Rússia. Desajeitado, grande, com asas pequenas, era um pássaro lento, que voava pouco e tinha dificuldade para se locomover em terra. Na água, porém, era bastante rápido. Com uma plumagem verde-bronze e reflexos azul-prateados, tinha a fronte pelada e a cabeça coberta por penas de um tom azul-escuro-esverdeado.
O naturalista alemão Georg Wilheim Steller teve contato com a ave em 1741, durante uma expedição ao Alasca. Na época, ainda era comum encontrá-la nas ilhas do Mar de Bering. Quando navios de sua expedição encalharam na região, em novembro de 1741, a tripulação e o próprio Steller capturaram a ave e a comeram. Mais tarde, Steller registrou: "Pesava de sete a oito quilos, de modo que um único pássaro era suficiente para alimentar três homens famintos".
A principal causa da extinção do pallas’s cormorant foi, sem dúvida, a caça promovida pelo homem e a dificuldade da ave em fugir de seus predadores. Dócil, amigável e indefesa, era uma presa fácil. A ave já fazia parte, havia bastante tempo, da alimentação dos nativos da península de Kamchatka. Ela era abatida e colocada inteira - com penas e tudo - em um pote de argila. Depois, os aborígines enterravam o pote sob uma camada de carvão quente, até que a ave ficasse totalmente cozida. A carne era considerada uma iguaria, tanto que chegou a ser importada e comercializada por uma empresa russo-americana. Não por muito tempo. Desde 1850, o pallas’s cormorant não é visto em seu habitat.

Pallas’s Cormorant
Nome cientifico: Phalacrocorax perspicillatus
Ano da extinção: 1850
Habitat: Rússia

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Camundongo geneticamente modificado pia como passarinho

21/12/2010 11h24 - Atualizado em 21/12/2010 11h24

Camundongo geneticamente modificado pia como passarinho
Animal foi apresentado pela Universidade de Osaka, no Japão.
Experiência ajudaria a compreender origens da linguagem humana.

A Universidade de Osaka, no Japão, divulgou nesta terça-feira (21) a foto de um camundongo transgênico que gorjeia como um passarinho. Pesquisadores da Faculdade de Biociências de Suita, no oeste do país, modificaram geneticamente a cobaia em uma experiência de “engenharia evolutiva” que, na avaliação dos cientistas, vai ajudar a elucidar a origem de linguagem humana. (Foto: Universidade de Osaka / AFP)

sábado, 18 de dezembro de 2010

Pássaros formam 'Pac-man gigante' para assustar predador

06/12/2010 11h54 - Atualizado em 06/12/2010 11h54

Pássaros formam 'Pac-man gigante' para assustar predador
Estorninhos se agruparam em bando e atacaram rival.
Cena foi feita pelo fotógrafo amador Giangiorgio Crisponi.

A cena de centenas de estorninhos se protegendo de um ataque de um predador em Cagliari, na Itália, lembrou o popular jogo "Pac-Man". "Estorninhos têm um modo muito particular de se defender de seus predadores, como falcões", disse o fotógrafo amador Giangiorgio Crisponi, de 69 anos, que fez a imagem. Os pássaros se agruparam em bando e voaram em direção do predador para assustá-lo, de acordo com o jornal inglês "Daily Telegraph".


Estorninhos se agruparam em bando e atacaram predador. (Foto: Reprodução)

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Beija-flor 'voa mais rápido do que um avião caça'

10/06/09 - 11h27 - Atualizado em 10/06/09 - 17h29

Beija-flor 'voa mais rápido do que um avião caça', diz estudo
Pesquisador dos EUA disse que ave cobre quase 400 vezes o comprimento de seu corpo em um segundo, enquanto caça cobre 150 vezes.

Um estudo da Universidade Berkeley, no Estado americano da Califórnia, revelou que o
beija-flor macho atinge uma velocidade proporcionalmente "maior do que a de aviões caça" quando mergulha durante um voo para impressionar as fêmeas.

O pesquisador americano Christopher Clark usou fêmeas de beija-flor empalhadas para induzir os pássaros a fazerem uma exibição impressionante, que ele registrou com câmeras especiais para capturar objetos em alta velocidade. As câmeras capturavam imagens de 500 quadros por segundo.

As aves da espécie conhecida como Anna, que vivem no sudoeste dos Estados Unidos, atingiram velocidades que cobrem um trajeto 383 vezes o comprimento de seu corpo a cada segundo.

De acordo com Clark, o espaço percorrido medido, levando-se em conta o comprimento do corpo da ave e a velocidade máxima atingida pelo animal, foi "maior do que a de um avião caça com sua câmara de combustão auxiliar ligada (o que ajuda a aumentar a velocidade) ou do ônibus espacial durante a reentrada na atmosfera".

O caça pode chegar a cobrir 150 vezes a medida do seu comprimento em um segundo, e o ônibus espacial, 207 vezes.

Mas os caças têm capacidade de acelerar mais e ultrapassar os beija-flores.

Nos últimos estágios de seu mergulho, quando as aves abrem as asas para um voo ascendente, "a aceleração instantânea dos beija-flores é maior do que a de qualquer organismo de que se registrou previamente manobras aéreas", disse Clark.

E ele atinge essa velocidade sem a ajuda de um poderoso motor de jato, acrescenta.
O especialista diz que o estudo é um exemplo de como tais exibições, realizadas com a intenção de atrair uma parceira para o acasalamento, podem ser observadas para verificar os limites das habilidades dos animais.

O mergulho do beija-flor da espécie Anna é mais veloz do que a do falcão peregrino, cuja velocidade máxima chega a cobrir 200 vezes o comprimento de seu corpo a cada segundo.

O trabalho foi divulgado na revista "Proceedings of the Royal Society B".