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segunda-feira, 14 de março de 2022

Machu Picchu - Arqueólogos encontram estruturas escondidas usadas em rituais dos INCAS

Machu Picchu - Arqueólogos encontram estruturas escondidas usadas em rituais dos INCAS

Foram descobertos um altar de pedra, casas de banho e um complexo sistema de abastecimento de água.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

sábado, 27 de novembro de 2021

Antártida Verde - Aumento de temperatura muda paisagem no sul da Terra

Antártida Verde - Aumento de temperatura muda paisagem no sul da Terra

Fenômeno causado pelas mudanças climáticas pode resultar em um desequilíbrio ecológico planetário.

sexta-feira, 4 de junho de 2021

Asteroide que extinguiu os dinossauros pode ter criado a Floresta Amazônica

Asteroide que extinguiu os dinossauros pode ter criado a Floresta Amazônica

Impacto há 66 milhões de anos causou mudanças drásticas na vegetação da região.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Petróleo Verde - Tecnologia


PETRÓLEO VERDE - Tecnologia



De vegetais como a mamona, o dendê e o milho estão saindo plásticos, engrenagens, combustíveis e até órgãos artificiais do corpo humano - num movimento que tende a superar o petróleo como a principal fonte de matéria-prima da Química moderna.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Árvores da Vida - Botânica


ÁRVORES DA VIDA - Botânica



Em geral, enxerga-se a floresta, raramente as árvores que a compõem. Mas alguns belos e históricos exemplares que sobrevivem em vários países, remanescentes de tempos mais felizes, mostram que elas também têm identidade.

A vida sem elas é impossível, um dia sem vê-las é assustador. Dão sombra, ar fresco e beleza a qualquer paisagem. Nada representa melhor a natureza que essas majestosas soberanas do reino vegetal-as árvores. De fato, assim como o homem é o organismo mais complexo e evoluído do reino animal, as árvores simbolizam o máximo da evolução vegetal. Se não podem andar como os animais, em compensação podem fabricar o próprio alimento. É o conhecido processo da fotossíntese, pelo qual transformam energia solar, gás carbônico e água em substancias nutritivas e oxigênio. Graças a essa capacidade, as plantas não dependem dos animais para sobreviver. Na verdade, são a fonte básica da cadeia alimentar dos seres vivos. Foi o surgimento dos vegetais, sintetizadores de oxigênio, que tornou possível a vida animal.

Mas, se as árvores são responsáveis pela preservação do homem, este nem sempre se preocupa em cuidar de suas protetoras. Raízes, troncos, folhas, flores e frutos têm sido indistintamente transformados em alimento, madeira, papel e medicamentos. Nesse processo, esqueceu- se o valor da árvore viva, que só começou a ser resgatado nos anos recentes, com a eclosão dos movimentos em defesa da natureza. No entanto, por motivos variados, certos exemplares conquistaram a simpatia humana e mereceram uma atenção que, em geral, não é dada a florestas inteiras. Por exemplo, o grande cipreste mexicano da aldeia de Tula, com 42 metros de diâmetro, ou a velha figueira de 22 metros de altura da Rua Haddock Lobo, no Jardim América, em São Paulo. "Essa atitude é prova de que o homem não é só destruidor", opina o engenheiro agrônomo Antonio Luiz Gonçalves, do Instituto de Botânica de São Paulo. "É também o único animal que preserva a vida dos mais fracos."

Tal esforço, porém, nem sempre é bem-visto por alguns pesquisadores. Eles argumentam que esse tipo de preservação tem muito pouco valor em termos científicos, pois os exemplares, na maioria das vezes, são figuras decadentes que representam mal a forma da espécie. As variedades de árvores que hoje vivem e se multiplicam no planeta são as que conseguiram sobreviver às sucessivas mudanças das condições naturais ao longo dos quase 400 milhões de anos transcorridos desde o aparecimento dessas formas vegetais de vida. "A natureza é uma fotografia do momento e as árvores preservadas servem como documento histórico de milhões de anos de evolução", justifica Gonçalves. A primeira grande alteração climática a devastar as primitivas florestas ocorreu há cerca de 300 milhões de anos, quando a temperatura da Terra caiu e o ar ressecou, transformando ricas vegetações nos atuais depósitos de carvão mineral. Nessa época, os vegetais se reproduziam exclusivamente por esporos (células reprodutivas), constituindo o antigo embrião das árvores-os chamados fetos arbóreos do grupo das pteridófitas, que se tornaram o protótipo das árvores. "São as samambaias arbóreas, um primeiro ensaio tão bem-sucedido que permanece até nossos dias", explica o engenheiro agrônomo. Depois, há 200 milhões de anos, surgiram as gimnospermas, capazes de se reproduzir por meio de sementes. Nesse grupo estão as araucárias, os pinheiros e os ciprestes, entre outros. Árvores floridas, com sementes dentro de frutos, vieram a formar, há menos de 100 milhões de anos, o terceiro e último grupo, o das angiospermas, que constituem a maior parte das árvores existentes.

As angiospermas se dividem em duas classes: as mais complexas são as monocotiledôneas, que incluem palmeiras, bananeiras, bambus e dracenas; e as dicotiledôneas, mais numerosas, que incluem carvalhos, ipês e jequitibás. Todas essas classificações podem parecer simples passatempos de botânicos excêntricos pois, afinal não é difícil reconhecer uma árvore quando se está diante de uma. Entretanto, estudos mais profundos demonstram que a estrutura anatômica de certas árvores não se diferencia muito de alguns arbustos, trepadeiras ou ervas. Assim, a partir do estudo das relações evolutivas e genéticas, o conceito de árvore passou a se associar a uma planta que renova seu crescimento a cada ano, sustenta-se com um caule simples recoberto por tecidos mortos, ditos suberificados e, na maioria das espécies, produz ramos secundários, mais conhecidos como galhos. Para crescer, as pontas dos galhos e das raízes possuem os chamados tecidos meristemáticos, compostos por células que se dividem.

O crescimento na largura é causado por outros meristemas entre a madeira e a casca. Em coníferas (árvores em forma de cone) e dicotiledôneas é fácil observar os anéis concêntricos do caule, que indicam suas idades. Desse modo, as raízes se estendem menos ou mais profundamente pelo solo, captando água e nutrientes (a seiva bruta) e por efeito, evitando a erosão. O tronco e os galhos funcionam como vasos sangüíneos, levando a seiva do solo às folhas, as quais agem como uma espécie de célula solar, que capta a luz do sol para a fotossíntese. O processo pelo qual a seiva sobe até as folhas, sem contar com uma bomba eficiente como o coração dos animais, é uma das proezas evolutivas desses vegetais. Devido à propriedade que as moléculas de água têm de ficar fortemente unidas, elas formam uma grande corrente até o topo da árvore. Assim, à medida que uma molécula evapora na superfície da folha, outra é empurrada para o seu lugar. A grande maioria das espécies de árvores faz parte da vegetação de lugares com índices de chuva ao redor de 700 milímetros por ano. Algumas espécies, como os juazeiros do Nordeste brasileiro, estão adaptadas a climas semidesérticos, mas é nas regiões tropicais, com grande quantidade de chuva, que elas aparecem em grande variedade e abundância. "Com o calor, as reações químicas se aceleram, o que permitiu o surgimento de plantas mais evoluídas, no caso as monocotiledôneas", ensina o engenheiro agrônomo Gonçalves.

Por essa razão, o Brasil apresenta uma das floras mais ricas do mundo, com muitas árvores belas e valiosas. Perobas, cerejeiras, mognos, imbúias, cedros e jacarandás, entre outras, são alguns exemplos de árvores com madeira de boa qualidade para uso nobre, isto é, para a fabricação de móveis finos. "Não admira sermos o único país do mundo com nome de árvore", lembra ele. De fato, os colonizadores portugueses chamaram sua colônia de Brasil em referência à estranha árvore de miolo cor de brasa (daí o nome pau-brasil) encontrada por aqui. Já os indígenas a denominavam Pindorama que, no idioma tupi, quer dizer "terra das palmeiras", plantas que embora pertençam a outro grupo botânico, têm o porte de árvore.

A presença das árvores na cultura dos vários povos é sinal de reverência a esses impressionantes vegetais. Não há livro sagrado que não se refira a um símbolo inspirado nelas. Da árvore genealógica hebraica, à qual pertence Jesus Cristo, até as folhas de palmeira e oliveira que celebraram a passagem do Messias por Jerusalém, a Bíblia está cheia delas. Antes, os gregos já cultuavam em sua mitologia as figuras dos sátiros e das ninfas, os espíritos das árvores. Os antigos sacerdotes druidas (no velho idioma céltico, "aqueles que conhecem o segredo do carvalho"), que habitaram a região da Inglaterra há 23 séculos, também cultuavam a floresta, oferecendo-lhe sacrifícios humanos. Não é preciso ser tão radical hoje em dia para defender a natureza, mas seria o caso de pelo menos aprender com os druidas que a boa árvore é a árvore viva.


segunda-feira, 18 de abril de 2011

Floresta e Cerrado - Sob risco de extinção

FLORESTA E CERRADO SOB RISCO DE EXTINÇÃO



As projeções são alarmantes. Segundo estudos recentes, o cerrado corre sérios riscos de desaparecer até 2030, enquanto a Amazônia não veria o alvorecer do próximo século.

Dois dos maiores biomas (nome dado a regiões onde predomina um conjunto de espécies de fauna e flora) do país, o cerrado ocupa 2,04 milhões de km2 (22% do território brasileiro), enquanto a floresta Amazônica responde por 3,4 milhões de km2 (mais de 40% do Brasil).

Coincidentemente os dois alertas foram dados em julho passado. Primeiro, a revista Nature publicou nota sobre um estudo feito pela ONG Conservação Internacional (CI) revelando que cerca de 20 mil km2 de cerrado são destruídos todos os anos para dar lugar ao cultivo de soja, trigo e algodão. "É o equivalente a 2,6 campos de futebol por minuto", diz o biólogo Ricardo Machado, um dos autores do estudo. Os pesquisadores compararam imagens de satélites de 2002 com dados de 1993. Naquele ano, 49% da área total do cerrado havia sido destruída. Em 2002, a devastação chegou a 54%. Nesse ritmo o cerrado poderá acabar em 2030, dando lugar a áreas agrícolas e urbanas.

Segundo Machado, ainda há possibilidades de reverter esse quadro, desde que a legislação ambiental seja cumprida e as áreas de preservação (5% da área total do cerrado hoje), ampliadas.

O mais irônico dessa história é que, se o cerrado sumir, ele poderá ressurgir em outra região do país, como fruto de mais um desastre ecológico: a devastação da floresta Amazônica. Em estudo recente, o meteorologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Carlos Nobre analisou como a floresta tem interagido com o clima nos últimos 20 mil anos e fez uma projeção. "O aquecimento global e o crescente desmatamento podem trazer mudanças climáticas importantes, principalmente com a diminuição de chuvas", afirma. Com isso, ele prevê que a densa floresta possa dar lugar a uma vegetação típica do cerrado.
Para evitar que isso aconteça, é preciso agir em duas frentes. "A primeira é acabar com a exploração ilegal de madeira, que responde por até 80% dos desmatamentos. A outra é lutar para que a emissão de poluentes, que provoca a elevação da temperatura, seja reduzida", diz Carlos Nobre.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Áreas verdes retiram 4 milhões de toneladas de gás carbônico do ar

09/06/09 - 07h21 - Atualizado em 09/06/09 - 07h21

Áreas verdes retiram 4 milhões de toneladas de gás carbônico do ar
Estudo considera florestas públicas e particulares de Curitiba.
Quantidade equivale à liberada por 1 milhão de carros em um ano e meio.


Foto: Michel Willian/SMCS Estudo foi feito por amostragem em 15 parques naturais de Curitiba (Foto: Michel Willian/SMCS) Se somadas as florestas públicas e particulares de Curitiba, as áreas verdes da cidade têm 1,16 bilhão de tonelada de carbono estocado em seus galhos, troncos, folhas e raízes, o que representa 4,25 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO²) a menos no ar. O dióxido de carbono é um dos principais gases responsáveis pelo aquecimento global, e é retirado do ar pelas plantas, principalmente pelas árvores.

Os dados foram divulgados na segunda-feira (8) pela Prefeitura de Curitiba. O estudo, feito por amostragem em 15 parques naturais da cidade, foi realizado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente e pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem.

Segundo a prefeitura, a quantidade de dióxido de carbono que é retirada do ar de Curitiba pelas áreas verdes equivale à quantidade liberada por cerca de 1 milhão de veículos circulando durante um ano e meio nas ruas da cidade