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sábado, 16 de agosto de 2025

Planta de mais de 260 milhões de anos é identificada por pesquisadores do RS

Planta de mais de 260 milhões de anos é identificada por pesquisadores do RS

Descoberta feita por pesquisadores da Univates reclassifica organismo do período Permiano e conecta registros visíveis e microscópicos da Bacia do Paraná.

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Os segredos genéticos de uma planta que 'nunca morre'

Os segredos genéticos de uma planta que 'nunca morre'

Com apenas duas folhas que crescem incessantemente, a welwitschia pode viver por milhares de anos.

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

China consegue cultivar planta de algodão no lado escuro da Lua

China consegue cultivar planta de algodão no lado escuro da Lua


A China conquistou um marco na história espacial que nem a NASA conseguiu alcançar: cultivou com sucesso uma planta terrestre na Lua. 

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Saiba a diferença dos aromas e sabores Hortelã, Menta e Eucalipto

Saiba a diferença dos aromas e sabores Hortelã, Menta e Eucalipto


Sorvete de menta, goma de mascar de hortelã, pastilhas para tosse a base de eucalipto, entre centenas (e provavelmente milhares!) de produtos com esses sabores e/ou aromas, que convenhamos, as vezes não diferem tanto assim entre si, estamos sempre lidando com esses produtos no dia a dia, mas sabemos a diferença entre eles?

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Aguapé - A 'praga verde' brasileira que é promessa de solução para rios poluídos e produção de combustíveis


Aguapé - A 'praga verde' brasileira que é promessa de solução para rios poluídos e produção de combustíveis


Natural da bacia amazônica, a aguapé é capaz de retirar toxinas da água — 
Foto: Natural Resources Wales


Poderes despoluentes de planta amazônica são conhecidos há décadas e, após vários fracassos, cientistas dizem ter técnica para colocar planta invasiva a serviço do homem.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Sílfio - A planta “milagrosa” que deixou gregos e romanos obcecados


Sílfio - A planta “milagrosa” que deixou gregos e romanos obcecados


Na Antiguidade, na cidade de Cirene, crescia uma erva que os gregos e os romanos chamavam de sílfio. Com raízes fortes, folhas achatadas e pequenas flores amarelas, a planta era considerada uma verdadeira maravilha, chegando até a valer ouro.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Saveiro a Risca - História


Saveiro a Risca - História


A tábua que você vê nestas duas páginas é o graminho. Em seus riscos simples está a receita completa, com as medidas exatas, para quem vai construir o saveiro, tradicional barco baiano. Funcionou direitinho por quatro séculos, mas agora pode desaparecer.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Conheça a temida planta venenosa que pode levar ao suicídio


Conheça a temida planta venenosa que pode levar ao suicídio


Uma planta australiana, aparentemente inofensiva, é uma das mais temidas do planeta pela 
aterrorizante dor que provoca em qualquer um que toque em suas folhas.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

12 Alimentos que você compra uma vez e replanta para sempre


12 Alimentos que você compra uma vez e replanta para sempre


Duplamente sustentável 12 Alimentos que você compra uma vez e replanta para sempre
Pois é, então a melhor coisa a se fazer, para o bem da natureza, do seu bolso, e da sua saúde é apostar em mini-hortas. Separei uma lista dos alimentos mais interessantes para você replantar.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Substância derivada de planta trata dependência, diz estudo da Unifesp


Substância derivada de planta trata dependência, diz estudo da Unifesp


Pesquisa com ibogaína avaliou 75 usuários drogas como cocaína e crack.
Parcela dos que continuavam longe das drogas depois de 1 ano foi de 72%.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Heroína, o analgésico que mata.

HEROÍNA, O ANALGÉSICO QUE MATA.



A morte vem aos poucos, com a destruição das defesas do organismo. Ou é instantânea, numa overdose; a cura, quando acontece, é lenta, cara e tão dolorosa que muitos viciados desistem no meio do caminho.

Para ficar viciado em heroína é fácil: basta uma ou duas semanas. Para livrar se do vicio é um pouco mais difícil: são necessários três anos de tratamento caro e extremamente doloroso. Não é à toa que apenas três em cada dez viciados conseguem abandonar a droga. Mais que o álcool. a maconha e a cocaína, eis aí a grande ameaça aos jovens deste fim de século.

Derivada do ópio e sintetizada a partir da morfina pela primeira vez em laboratório, em 1898. chegou a ser considerada uma solução para a cura dos viciados em morfina. Mas depois que se descobriu que ela é no mínimo três vezes mais poderosa que a própria morfina, sua fabricação foi proibida no mundo inteiro.

Como as outras drogas derivadas do ópio. a heroína age sobre os sistemas digestivo e nervoso central, onde os efeitos de torpor e tontura vêm associados, nos estágios iniciais, há um sentimento de leveza e euforia. Agindo como depressora do sistema nervoso central, alivia as sensações de dor e angústia. Segue-se um estado de letargia que pode durar horas. As primeiras doses podem provocar vômitos ou náuseas. Os sintomas desaparecem em pouco tempo mas voltam com violência quando a droga deixa de ser consumida, porque o organismo se acostuma rapidamente a ela.
Injetada diretamente no sangue, com o uso de seringas, a heroína produz efeitos que duram de duas a quatro horas. Como qualquer outra substância externa precisa de cúmplices no organismo - elementos químicos que funcionam como receptores - para propagar seu efeito. Estes encontram-se em determinadas regiões do cérebro, nos músculos e nos intestinos. Por ter a propriedade de combinar-se muito facilmente com os receptores, a heroína é considerada o protótipo das drogas geradoras de dependência. Um dos medicamentos usados no tratamento de viciados é a metadona. por sua propriedade de ocupar os mesmos espaços da droga nas moléculas receptoras. Mas seu uso é limitado pois também gera dependência.
As reações adversas são muitas. A heroína impede a produção de endorfinas, analgésicos naturais do organismo, porque a própria droga se encarrega de fornecê-los. As conseqüências não podem ser piores: quando o viciado tenta suprimir a droga, o organismo não volta automaticamente a produzir as endorfinas logo, nada ameniza a dor da pessoa. O mesmo processo se repete com outras substâncias.
Segundo o psiquiatra Zacaria Borge Ramadam, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, a heroína é extremamente poderosa porque "imita as funções e exagera os efeitos de uma substância sintetizada em nosso próprio organismo". Os opiáceos, como a morfina e a heroína, agem sobre o sistema parassimpático, que em equilíbrio com o sistema simpático influi decisivamente no comportamento humano. O primeiro, com a adrenalina, regula as funções de ataque e defesa; e o segundo, com a acetilcolina, as funções de fuga, relaxamento, sonolência e descontração. E em especial sobre o sistema parassimpático que age a heroína, substituindo as propriedades da acetil-colina. Mais poderosa que essa substância, a heroína acaba por ocupar seu espaço no organismo; com o aumento das doses, simplesmente a acetil-colina deixa de ser produzida.
"Por isso o viciado sofre reações tão adversas, quando resolve abandonar a droga", explica Ramadam. Seu organismo não tem como suprir a necessidade criada pela ingestão da heroína. Inibida a produção natural das endorfinas e da acetilcolina, ocorrem os terríveis sintomas da síndrome de abstinência quando a droga é suspensa. Tão difícil é largar o vício que, mesmo sabendo que corre risco de vida, o drogado muitas vezes acaba optando pela heroína.
Até a próxima dose, depois até outra e outra ainda. se estabelece um circuito que leva o dependente a viver apenas para a droga, onde o que pudesse haver de prazer no inicio é substituído pela necessidade pura e simples de mais heroína. Para a maior parte dos viciados, os sintomas de abstinência se manifestam assim que se aproxima a hora da próxima dose: incontroláveis bocejos que podem até provocar deslocamento do queixo: o nariz escorre e suores frios brotam por todo o corpo. Os sintomas aumentam de severidade nas 36 ou 72 horas seguintes. O intestino, antes bloqueado, volta a funcionar - junto com náuseas, vômitos. tremores musculares. dores nas costas. pernas e braços.
As vitimas não conseguem encontrar nenhuma posição confortável e experimentam crises de extrema ansiedade e desejo intenso de voltar à droga. Depois de 72 a 96 horas. os sintomas começam a diminuir. Embora os viciados venham a se queixar de insônia e letargia nas semanas seguintes. a maioria vence a pior fase das reações orgânicas em uma semana. Os sintomas continuarão a reaparecer e algumas sequelas como alterações na pressão arterial. persistirão anos a fio. As conseqüências psicológicas - depressão e vontade de voltar à droga - também continuam por um considerável período de tempo.
O psiquiatra francês Claude Olivenstein, que há 25 anos cuida de drogados em seu hospital em Paris, adverte para outros obstáculos que o viciado enfrenta, até chegar à recuperação: "Rompida a dependência física. vem o sofrimento moral e a tentação de livrar-se dele voltando à droga. Existe ainda a pressão dos antigos companheiros de vicio e traficantes para que ele volte a se drogar".
Por que uma pessoa se vicia? Olivenstein acredita que a adesão às drogas resulta da associação de três fatores: o produto, a personalidade e o momento sócio-cultural". Na Europa. por exemplo, a heroína é ameaça maior que a cocaína, pela longa tradição de consumo daquela droga e também pelo seu baixo custo, em relação à coca. Já nos Estados Unidos, o grande aumento no consumo a partir da década de 60 foi conseqüência da guerra do Vietnã. Explica-se: os grandes centros produtores de ópio, a matéria-prima da heroína - ficam no sudeste asiático, no Laos. Birmânia e Tailândia. O Paquistão e a Turquia também são grandes produtores de ópio
Extraído há milênios da papoula (Papaver somniferum), o ópio é um alcalóide obtido mediante algumas incisões nas cápsulas da flor, que deixa escorrer um liquido viscoso. como o látex da seringueira. Ao secar, ele se transforma numa massa escura e pegajosa. Aí, ela é depurada em várias etapas, chegando aos viciados como um pó branco. Os opiáceos já foram usados como remédio para uma legião de problemas de saúde, desde insônia a mordidas de cobra, passando por crises respiratórios, cólicas, epilepsia e dificuldades urinárias. Mas o que produziram mesmo foi uma legião de viciados.
"No Brasil, ainda é desprezível o consumo de heroína", informa o psiquiatra Miguel Roberto Jorge, da Escola Paulista de Medicina e membro do Conselho Federal de Entorpecentes, do Ministério da Justiça. Os grandes problemas que enfrentamos são o álcool, a maconha e agora a cocaína. ´´Já existem no pais alguns centros de tratamento e recuperação de drogados. Mas são muito poucos ainda", observa Miguel Jorge.
Vítima de um sistema onde o único beneficiado é o traficante, o viciado em heroína. como os dependentes de outras drogas consumidas por via venosa, integra um dos grupos de alto risco no processo de contágio e transmissão da AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). Normalmente. os viciados se agrupam em verdadeiras tribos e se entregam ao ritual do consumo sem cuidado algum com a higiene. Seringas contaminadas passam de mão em mão: muitas vezes não são lavadas nem em água corrente. entre uma aplicação e outra. Além da AIDS, o uso de seringas contaminadas traz doenças como a hepatite. tétano ou inflamações do endocárdio. a película que envolve o coração por dentro. A seringa industrial surgiu em 1893. Seu inventor, o inglês Alexander Wood, usou como cobaia a própria mulher, que morreu em conseqüência de uma overdose de morfina.
O estado de torpor e desinteresse causado pelo vício enfraquece os mecanismos de autodefesa da pessoa. Por isso é fácil o heroínomano exagerar na dose e morrer disso. Também é grande o consumo de drogas misturadas com talco, analgésicos. bicarbonato - ou qualquer outro pó que possa aumentar o lucro do traficante. O resultado é que, ao ter acesso a uma droga mais pura, o viciado corre o risco de morrer de overdose.

Os males de todas essas drogas

Além dos narcóticos, como a heroína existem outras categorias de entorpecentes. São os depressores, estimulantes e alucinógenos, além dos derivados da cannabis (maconha e haxixe), que não se encaixam a rigor numa única dessas categorias. Em qualquer caso, trata se sempre de substâncias capazes de criar alta dependência e tolerância. Algumas são usadas em medicamentos, como analgésicos, anticonvulsivos, tranqüilizantes ou moderadores de apetite. E de nenhum deles se sai sem problemas.

O álcool - a mais difundida de todas as drogas - é tóxico ao fígado pâncreas, coração e cérebro. Entre os efeitos crônicos, geralmente agravados pela desnutrição, o alcoólatra sofre um acelerado processo de envelhecimento, com a destruição dos neurônios - as células do cérebro. Rico em calorias vazias, que não alimentam, o álcool também leva à obesidade, fonte de outras doenças.

Os estimulantes, entre eles a cocaína, causam euforia, excitação, hiperatividade, insônia, perda de apetite, aceleração do pulso e aumento da pressão arterial. A superdosagem pode trazer aumento da temperatura, alucinações, convulsões e morte.

A síndrome de abstinência é caracterizada por apatia, longos períodos de sono, depressão, desorientação e delírios paranóicos. Junto da cocaína, são estimulantes a anfetamina e a efedrina, essa última usada em crises de asma.

Os depressores do sistema nervoso central (barbitúricos. benzodiazepinas, solventes orgânicos, como aguarrás e cola de sapateiro, clorofórmio e éter) denunciam o viciado pela voz pastosa, desorientação e estado de embriaguez. A superdosagem inibe a respiração, provoca pele fria, pupilas dilatadas, pulso rápido e fraco, coma e possível morte. O clorofórmio e o éter podem em especial causar parada cardíaca. Já a síndrome de abstinência se manifesta em tremores, ansiedade, insônia, delírio e convulsões.

Dos alucinógenos, o mais conhecido é o LSD, que provoca ilusões e alucinações. alterando a percepção do tempo e da distancia. Seu consumo pode representar uma viagem sem volta, com irreparáveis danos psíquicos. loucura e morte. A maconha e o haxixe, fumados em cigarros, são drogas mais leves, mas nem por isso menos perigosas. Provocam aumento da freqüência cardíaca, congestão dos olhos e alterações na percepção. A maconha, como o álcool, traz euforia e relaxamento das inibições. Consumida regularmente, porém, tende a causar fadiga e alheamento da realidade. A abstinência induz à insônia e hiperatividade.

Por último, mas não menos tóxico, o cigarro: a nicotina com grande taxa de tolerância e dependência, vítima no mundo inteiro milhares de pessoas todos os dias com câncer do pulmão. enfisemas, problemas cardíacos. Ao contrário das demais drogas, castiga por tabela os não-fumantes, habitualmente obrigados a respirar o ar contaminado pela nicotina alheia.


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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Floresta e Cerrado - Sob risco de extinção

FLORESTA E CERRADO SOB RISCO DE EXTINÇÃO



As projeções são alarmantes. Segundo estudos recentes, o cerrado corre sérios riscos de desaparecer até 2030, enquanto a Amazônia não veria o alvorecer do próximo século.

Dois dos maiores biomas (nome dado a regiões onde predomina um conjunto de espécies de fauna e flora) do país, o cerrado ocupa 2,04 milhões de km2 (22% do território brasileiro), enquanto a floresta Amazônica responde por 3,4 milhões de km2 (mais de 40% do Brasil).

Coincidentemente os dois alertas foram dados em julho passado. Primeiro, a revista Nature publicou nota sobre um estudo feito pela ONG Conservação Internacional (CI) revelando que cerca de 20 mil km2 de cerrado são destruídos todos os anos para dar lugar ao cultivo de soja, trigo e algodão. "É o equivalente a 2,6 campos de futebol por minuto", diz o biólogo Ricardo Machado, um dos autores do estudo. Os pesquisadores compararam imagens de satélites de 2002 com dados de 1993. Naquele ano, 49% da área total do cerrado havia sido destruída. Em 2002, a devastação chegou a 54%. Nesse ritmo o cerrado poderá acabar em 2030, dando lugar a áreas agrícolas e urbanas.

Segundo Machado, ainda há possibilidades de reverter esse quadro, desde que a legislação ambiental seja cumprida e as áreas de preservação (5% da área total do cerrado hoje), ampliadas.

O mais irônico dessa história é que, se o cerrado sumir, ele poderá ressurgir em outra região do país, como fruto de mais um desastre ecológico: a devastação da floresta Amazônica. Em estudo recente, o meteorologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Carlos Nobre analisou como a floresta tem interagido com o clima nos últimos 20 mil anos e fez uma projeção. "O aquecimento global e o crescente desmatamento podem trazer mudanças climáticas importantes, principalmente com a diminuição de chuvas", afirma. Com isso, ele prevê que a densa floresta possa dar lugar a uma vegetação típica do cerrado.
Para evitar que isso aconteça, é preciso agir em duas frentes. "A primeira é acabar com a exploração ilegal de madeira, que responde por até 80% dos desmatamentos. A outra é lutar para que a emissão de poluentes, que provoca a elevação da temperatura, seja reduzida", diz Carlos Nobre.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Planta prospera 'comendo' fezes

25/06/09 - 15h51 - Atualizado em 25/06/09 - 15h51

Planta prospera 'comendo' fezes de mamífero, afirma nova pesquisa
Flor é parente das chamadas plantas carnívoras, que digerem insetos.
Estratégia ajuda vegetal a obter nitrogênio para seu organismo.




Foto: Reprodução Uma das formas da planta (Foto: Reprodução)As plantas Nepenthes estão entre as espécies mais estranhas do planeta. Sua flor possui um amplo “recipiente” pendurado, onde a planta digere formigas e outros insetos que escorregam para dentro.

Porém, a Nepenthes lowii, encontrada em Bornéu, é ainda mais estranha. Ela obtém sua alimentação não de insetos, mas de musaranhos, que usam a planta como privada.

Jonathan A. Moran, da Universidade Royal Roads na Columbia Britânica, Charles M. Clarke, da Universidade Monash na Malásia, e colegas, descrevem essa “original estratégia de sequestro de nitrogênio” num artigo na revista científica "Biology Letters". Usando uma análise isotópica, eles estimam que as fezes do musaranho, depositadas nos recipientes da N. lowii, sejam uma fonte significativa de nitrogênio para as plantas.

A N. lowii é encontrada em altitudes elevadas, onde formigas e outros insetos são menos frequentes, contou Moran, que estuda plantas Nepenthes há duas décadas. Em seu estado imaturo, a planta desenvolve seu “recipiente” próximo ao solo e aproveita as poucas formigas disponíveis. “Quando você começa pequeno, é preciso capturar algo”, disse Moran.

Todavia, a planta madura desenvolve os recipientes no ar. Os musaranhos visitam as plantas para comer o néctar que vaza da cobertura aberta no recipiente, posicionando-se diretamente por cima dele.

“A forma acompanha a função”, disse Moran. Os recipientes da N. lowii “até mesmo se parecem com privadas”, acrescentou, “embora fôssemos educados demais para dizer isso no artigo”.