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sexta-feira, 29 de novembro de 2019

A NASA quer controlar um supervulcão que pode acabar com a humanidade

A NASA quer controlar um supervulcão que pode acabar com a humanidade


Um supervulcão é um tipo de estrutura que possui uma câmara magmática mil vezes maior que a de um vulcão convencional e, portanto, quando entra em erupção, destrói tudo ao seu redor. 

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Mordor existe mesmo - Os cientistas já descobriram onde fica


Mordor existe mesmo - Os cientistas já descobriram onde fica


Os cientistas descobriram recentemente os restos de uma vasta extensão de fluxos de lava subaquática perto da costa australiana, uma paisagem subaquática em nada diferente do reino carbonizado de Mordor, descrito em “O Senhor dos Anéis” – mas sem sinais de Sauron.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A vida dentro da Cratera - Geografia


A VIDA DENTRO DA CRATERA - Geografia


Ngorongoro, a maior cratera vulcânica inativa do mundo, é uma amostra das savanas africanas, com lagos, arbustos, pântanos e milhares de animais selvagens.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Montanhas de fogo - Geologia

MONTANHAS DE FOGO  - Geologia


O poeta chileno Pablo Neruda (1904-1973) costumava dizer que os terremotos e vulcões, justamente por sua força trágica, indomável, tinham o dom de manter o espírito humano alerta e humilde diante da natureza. Somente um grande poeta poderia entrever essa virtude tortuosa, em fenômenos que causam tanto sofrimento. Mas é fácil admitir que ela existe quando se vêem as fotografias recentes das erupções, rios de lava e monumentais plumas de cinza vulcânica. São  manifestações de vitalidade do planeta, que os fotógrafos aprenderam a traduzir em imagens de impressionante realismo. 

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Vozes do Inferno - Geologia


VOZES DO INFERNO - Geologia


Chegou-se a pensar num surto de alta atividade subterrânea no planeta, tal a força de alguns desastres recentes. Mas eles são sinais normais de vitalidade da Terra.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

O Vulção que saiu do Mar - A Ilha de Trindade

O VULCÃO QUE SAIU DO MAR - A Ilha de Trindade



A 1 200 quilômetros do litoral brasileiro, a ilha de Trindade parece um mundo misterioso, onde ainda sobrevive uma fauna primitiva de estranhos costumes.

Na altura do litoral do Estado do Espírito Santo, existe uma monumental cordilheira formada por vulcões submarinos. Perpendicular à costa brasileira, ela se estende por mais de mil quilômetros ao longo dos paralelos de 20º e 21º em direção ao sudoeste da África. Os pontos culminantes da cordilheira estão submersos a poucas dezenas de metros da superfície. Entretanto, as bases dessas montanhas estão entre 3 e 4 mil metros de profundidade. Na extremidade oriental da cadeia, distantes 1.200 quilômetros do litoral de Vitória, surgem os únicos vestígios visíveis à superfície: os rochedos que formam o minúsculo arquipélago de Martim Vaz e a ilha de Trindade.
Trindade é a cumeeira de uma enorme construção vulcânica submersa. Seus picos escarpados de quase 600 metros, como as partes visíveis de um iceberg, representam apenas a décima parte da altura de uma gigantesca montanha submarina em forma de cone. A base de toda essa formação alcança um diâmetro de 50 quilômetros e repousa na escuridão abissal do  Atlântico sobre uma espessa camada de rocha.
Foram necessários milhares de anos para que todo aquele edifício submerso ficasse concluído. Imaginar a grandiosidade de uma Trindade pré-histórica parece impossível. A ilha é hoje um amontoado de escombros, uma sucessão de carcaças vulcânicas atoladas em sua própria desagregação. Há enorme quantidade de lavas derramadas através de antigos canais condutores, misturando os mais diversos materiais. É provável que a derradeira manifestação vulcânica em Trindade tenha se dado por volta de 5 mil anos atrás, e ocorreu na parte oriental da ilha, quando então se formou uma cratera com mais de 200 metros de raio, elevando-se outro tanto sobre o nível do mar.
Só restou de pé uma pequena parte do arco daquela cratera. Todo o resto desabou, criando com as ruínas uma acidentada plataforma de rochas pontiagudas, semi-encobertas pelo mar. A violência dos vagalhões que atingem essa região acabou por abrir uma enorme brecha, um túnel, que transpassou o imenso paredão de lava da antiga cratera e formou uma pequena praia no interior da ilha. Ondas com mais de 5 metros de altura formam-se dentro do túnel e se desfazem num leque de espuma no outro lado do paredão.
Quando terminou a longa fase de vulcanismo e o relevo da ilha ficou definitivamente modelado, Trindade passou a receber as primeiras pinceladas do mundo verde, que não tardaram a recobrir as rochas das encostas com extensos bosques tropicais. Aves marinhas, caranguejos e uma multidão de insetos desfrutam, há muito tempo, de um cenário descrito como paradisíaco por uma expedição inglesa que ali aportou no dia 15 de abril de 1700. A bordo do navio encontrava-se o matemático e astrônomo inglês Edmond Halley, notável por ter calculado a trajetória do cometa que ganhou seu nome e por sua influência no trabalho de seu contemporâneo Isaac Newton. Ele havia sido encarregado pelo governo inglês de realizar pesquisas e medições do magnetismo terrestre. Infelizmente, naquele mesmo dia, foram soltos os primeiros porcos e cabritos em Trindade - bichos que iriam devastar a vegetação da ilha.
Assim, desde o início do século XVIII, Trindade passou a receber certos hóspedes muito indesejáveis e prejudiciais a seu equilíbrio ecológico. Depois dos porcos e das cabras, foram trazidos cachorros e gatos, não faltando também a figura cosmopolita do camundongo.
Mesmo tendo sido duramente golpeada em seu equilíbrio ecológico, Trindade ainda abriga diversos representantes de sua fauna primitiva. Há uma praia inteiramente tomada por pequenas crateras de 2 metros de diâmetro. Umas ao lado das outras, sugerem algo como o resultado de um intenso bombardeio sobre a superfície fofa das areias brancas. Esse panorama vem sendo elaborado há séculos por grandes tartarugas marinhas, que chegam às centenas para ali enterrar seus ovos.
Trata-se da Chelonia mydas, ou tartaruga-verde, uma das cinco espécies de tartarugas marinhas encontradas em águas oceânicas. No Atlântico Sul, apenas as ilhas de Ascensão, atol das Rocas e Trindade são visitadas pelas fêmeas na época da desova.
Enormes caranguejos terrestres também freqüentam as praias, principalmente na hora em que o sol começa a desaparecer. Eles saem de dentro de buracos escavados na areia ou descem das encostas mais próximas do mar, alimentando-se de quase tudo que encontram pela frente, inclusive os ovos e filhotes recém-nascidos da tartaruga-verde. Ainda que uma fêmea da Chelonia mydas deposite em média quinhentos ovos, poucos escapam à voracidade dos caranguejos. Muito bem adaptados a viver sobre as montanhas, os caranguejos desenvolveram hábitos alimentares que os libertaram de permanecer nas praias. Além de conseguirem subir em árvores e devorar até larvas de insetos, escalam as mais íngremes encostas e não poupam sequer os ninhos das aves marinhas.
A fauna e a flora de Trindade já mereceram diversos estudos mas ainda deverão contribuir com muitas respostas para questões ligadas à biogeografia e à genética. No momento, a maior preocupação compartilhada por especialistas - dos mais diversos setores da ciência - em relação a Trindade reside na sua preservação. As relíquias botânicas da ilha encontram-se ameaçadas por um insaciável herbívoro: o cabrito. Atualmente, ele vive em bandos espalhados pelas partes mais altas, onde a vegetação é mais exuberante e onde se encontra o hábitat da Cyathea copelandii, um feto arborescente ou samambaia-gigante.
Sua presença em Trindade foi um enigma para os botânicos, até que se descobriu o mecanismo de propagação dessa planta. As samambaias-gigantes são descendentes dos minúsculos esporos de samambaias pré-históricas que circularam dentro de altíssimas correntes aéreas sobre o Atlântico há milhares de anos. Dessa mesma forma aterrissaram em alguma época em Trindade as sementes de uma pequena orquídea, do gênero Polystachya, que se adaptou muito bem aos bosques sombrios e úmidos nos pontos mais altos da ilha.
Há um único enigma em Trindade que talvez continue para sempre sem resposta: a existência ou não de um impressionante tesouro escondido entre suas rochas. Conta-se que, após a independência do Peru, em 1821, galeões espanhóis transportavam os tesouros da catedral de Lima com destino à Espanha, quando foram interceptados por piratas ingleses. Estes, depois do saque, teriam guardado os despojos em algum ponto da ilha. Parece pura fantasia. A grande riqueza que Trindade continua nos oferecendo, à plena luz do dia, é uma espetacular amostragem do vulcanismo submarino ocorrido no Atlântico Sul. .


quarta-feira, 20 de julho de 2011

Natureza em Fúria - Catastrofes

NATUREZA EM FÚRIA - Catastrofes



Nós, humanos, pensamos que tudo na Terra está sob nosso controle. Mas, de vez em quando, a natureza inventa jeitos devastadores de provar que isso não passa de mera presunção.

Pode não ser um consolo, mas o planeta só continua favorável à vida, em parte, porque esses desastres acontecem. Quando as placas tectônicas (as "balsas" de rocha sobre as quais os continentes se apóiam) se chocam criando vulcões, terremotos e ondas gigantes chamadas tsnunamis, novas rochas e solos nascem. "A água, o dióxido de carbono e o enxofre essenciais para a criação e manutenção da vida são reciclados pelos vulcões", afirmou o geólogo britânico Simon Winchester no livro Krakatoa.
Além de provocar mortes e mudanças físicas no planeta, os grandes desastres ajudaram também a virar do avesso a história humana. Com isso em mente, fizemos uma lista dos mais assustadores ataques de fúria da natureza e chegamos a cinco que podem ser considerados os mais marcantes de todos os tempos. Candidatos fortes ficaram de fora, como o terremoto que teria matado 830 mil pessoas na província chinesa de Shensi, em 1556. Mas, além da conta assustadora de vítimas, outros espasmos atmosféricos e geológicos inspiraram revoluções, derrubaram governos e fizeram o homem repensar a sua relação com a natureza. Com vocês, as cinco piores e mais transformadoras catástrofes naturais da história.









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