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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

Procura-se candidato para ocupar o posto de REI ou RAINHA de uma ilha na Inglaterra

Procura-se candidato para ocupar o posto de REI ou RAINHA de uma ilha na Inglaterra

Os aspirantes devem estar prontos para gerenciar o pub do lugar, entre outras responsabilidades.

terça-feira, 30 de novembro de 2021

Navios-fantasmas da Segunda Guerra vêm à tona após Erupção Vulcânica

Navios-fantasmas da Segunda Guerra vêm à tona após Erupção Vulcânica

Acredita-se que sejam embarcações da Marinha do Japão afundadas durante a batalha de Iwo Jima.

terça-feira, 21 de julho de 2020

O milagre de Tonga - Garotos sobreviveram por um ano em ilha deserta após naufrágio

O milagre de Tonga - Garotos sobreviveram por um ano em ilha deserta após naufrágio


Em junho de 1965, seis adolescentes de idades entre 13 e 16 anos fantasiavam com a ideia de navegar de Nucualofa, capital do Reino de Tonga, até a ilha de Fiji, a 800 quilômetros de distância. 

segunda-feira, 13 de abril de 2020

"Espada mais antiga do mundo" é descoberta em mosteiro na Itália

"Espada mais antiga do mundo" é descoberta em mosteiro na Itália


Uma das espadas mais antigas do mundo passou praticamente despercebida durante anos em um mosteiro católico armênio que abriga um museu na ilha italiana de San Lazzaro, em Veneza. 

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Pesquisadores encontram na Grécia navio romano que naufragou na época de Cristo

Pesquisadores encontram na Grécia navio romano que naufragou na época de Cristo


Um navio romano naufragado na época de Jesus Cristo foi encontrado por pesquisadores na Grécia. 

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Ilha de pedra-pomes gigantesca está à deriva no Oceano Pacífico

Ilha de pedra-pomes gigantesca está à deriva no Oceano Pacífico


No dia 7 de agosto (07/08/2019), nas proximidades de Tonga (país insular da Polinésia), um vulcão subaquático entrou em erupção.

domingo, 11 de agosto de 2019

Sino medieval "amaldiçoado" é roubado da "ilha de Harry Potter"

Sino medieval "amaldiçoado" é roubado da "ilha de Harry Potter"


Um sino medieval que pode ter mais de mil anos foi roubado da Ilha de St. Finan na Escócia, que serviu de locação para os filmes de Harry Potter. 

sábado, 11 de maio de 2019

Conheça a Ilha de Poveglia e entenda porque é a ilha mais assombrada do mundo

Conheça a Ilha de Poveglia e entenda porque é a ilha mais assombrada do mundo


Um lugar lindo e ao mesmo tempo assombrado. Assim é a ilha Poveglia, completamente desabitada e fechada para visitação, localizada na lagoa de Veneza, na Itália. 

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Inferno no Paraíso - Natureza



Inferno no Paraíso - Natureza


Até o início da década de 90, o vulcão Soufrière nunca havia perturbado a ensolarada tranqüilidade da Ilha de Montserrat, no Caribe. Aí, passou a espirrar fumaça e a juntar lava nos subterrâneos até explodir em agosto de 1997, arrasando o pequeno éden caribenho.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Descoberta de vila de 14 mil anos pode mudar a história da América


Descoberta de vila de 14 mil anos pode mudar a história da América


Sítio histórico é o mais antigo já encontrado na América do Norte: cerca de 10 mil anos antes da construção das pirâmides!

domingo, 17 de janeiro de 2016

A ilha sagrada japonesa que não permite a entrada de mulheres


A ilha sagrada japonesa que não permite a entrada de mulheres

Não há explicação precisa sobre proibição; governo japonês indicou ilha como Patrimônio Mundial da Unesco (Foto: BBC/MILT)

Apenas 200 sacerdotes recebem permissão para entrar no local em maio.
Ilha fica na antiga rota entre Japão e Coreia.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Conheça 5 teorias que tentam explicar o enigma de Atlântida


Conheça 5 teorias que tentam explicar o enigma de Atlântida


As primeiras notícias sobre a Atlântida estão no famoso livro “Diálogos”, do filósofo grego Platão, no século IV a.C. Desde então, várias hipóteses circularam sobre a existência e o desaparecimento misterioso da ilha. Abaixo, seguem as cinco teorias mais relevantes: 

quarta-feira, 15 de julho de 2015

O herói japonês que viveu na selva por 28 anos para nunca se render


O herói japonês que viveu na selva por 28 anos para nunca se render


A Segunda Guerra já havia acabado nos campos de batalha, mas não ainda para o soldado japonês Shoichi Yokoi. Sem pensar em se render, ele viveu em uma selva na Ilha de Guam, no Oceano Pacífico, por 28 anos, até ser encontrado em 1972.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Alcatrazes - Laboratório da Natureza - Teologia

ALCATRAZES - Laboratório da Natureza - Teologia


Para quem olha do litoral, Alcatrazes é apenas uma manchinha escura no horizonte, a 33 quilômetros da costa de São Paulo. Difícil acreditar que  já foi possível chegar lá a pé, antes que acabasse a última glaciação, uns 8 500 anos atrás. Hoje, as doze ilhas, ilhotas e lajes se mantêm praticamente intocadas. O gelo derreteu, a água do mar subiu e o isolamento transformou o arquipélago num lugar inóspito para o homem.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

No último FRONT gelado - Pesquisa

NO ÚLTIMO FRONT GELADO - Pesquisa


A partir da base brasileira na Ilha Rei George, nossos cientistas vasculham o passado escondido no gelo, acham vestígios de poluição e investigam a vida marinha da Antártida.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

O Vulção que saiu do Mar - A Ilha de Trindade

O VULCÃO QUE SAIU DO MAR - A Ilha de Trindade



A 1 200 quilômetros do litoral brasileiro, a ilha de Trindade parece um mundo misterioso, onde ainda sobrevive uma fauna primitiva de estranhos costumes.

Na altura do litoral do Estado do Espírito Santo, existe uma monumental cordilheira formada por vulcões submarinos. Perpendicular à costa brasileira, ela se estende por mais de mil quilômetros ao longo dos paralelos de 20º e 21º em direção ao sudoeste da África. Os pontos culminantes da cordilheira estão submersos a poucas dezenas de metros da superfície. Entretanto, as bases dessas montanhas estão entre 3 e 4 mil metros de profundidade. Na extremidade oriental da cadeia, distantes 1.200 quilômetros do litoral de Vitória, surgem os únicos vestígios visíveis à superfície: os rochedos que formam o minúsculo arquipélago de Martim Vaz e a ilha de Trindade.
Trindade é a cumeeira de uma enorme construção vulcânica submersa. Seus picos escarpados de quase 600 metros, como as partes visíveis de um iceberg, representam apenas a décima parte da altura de uma gigantesca montanha submarina em forma de cone. A base de toda essa formação alcança um diâmetro de 50 quilômetros e repousa na escuridão abissal do  Atlântico sobre uma espessa camada de rocha.
Foram necessários milhares de anos para que todo aquele edifício submerso ficasse concluído. Imaginar a grandiosidade de uma Trindade pré-histórica parece impossível. A ilha é hoje um amontoado de escombros, uma sucessão de carcaças vulcânicas atoladas em sua própria desagregação. Há enorme quantidade de lavas derramadas através de antigos canais condutores, misturando os mais diversos materiais. É provável que a derradeira manifestação vulcânica em Trindade tenha se dado por volta de 5 mil anos atrás, e ocorreu na parte oriental da ilha, quando então se formou uma cratera com mais de 200 metros de raio, elevando-se outro tanto sobre o nível do mar.
Só restou de pé uma pequena parte do arco daquela cratera. Todo o resto desabou, criando com as ruínas uma acidentada plataforma de rochas pontiagudas, semi-encobertas pelo mar. A violência dos vagalhões que atingem essa região acabou por abrir uma enorme brecha, um túnel, que transpassou o imenso paredão de lava da antiga cratera e formou uma pequena praia no interior da ilha. Ondas com mais de 5 metros de altura formam-se dentro do túnel e se desfazem num leque de espuma no outro lado do paredão.
Quando terminou a longa fase de vulcanismo e o relevo da ilha ficou definitivamente modelado, Trindade passou a receber as primeiras pinceladas do mundo verde, que não tardaram a recobrir as rochas das encostas com extensos bosques tropicais. Aves marinhas, caranguejos e uma multidão de insetos desfrutam, há muito tempo, de um cenário descrito como paradisíaco por uma expedição inglesa que ali aportou no dia 15 de abril de 1700. A bordo do navio encontrava-se o matemático e astrônomo inglês Edmond Halley, notável por ter calculado a trajetória do cometa que ganhou seu nome e por sua influência no trabalho de seu contemporâneo Isaac Newton. Ele havia sido encarregado pelo governo inglês de realizar pesquisas e medições do magnetismo terrestre. Infelizmente, naquele mesmo dia, foram soltos os primeiros porcos e cabritos em Trindade - bichos que iriam devastar a vegetação da ilha.
Assim, desde o início do século XVIII, Trindade passou a receber certos hóspedes muito indesejáveis e prejudiciais a seu equilíbrio ecológico. Depois dos porcos e das cabras, foram trazidos cachorros e gatos, não faltando também a figura cosmopolita do camundongo.
Mesmo tendo sido duramente golpeada em seu equilíbrio ecológico, Trindade ainda abriga diversos representantes de sua fauna primitiva. Há uma praia inteiramente tomada por pequenas crateras de 2 metros de diâmetro. Umas ao lado das outras, sugerem algo como o resultado de um intenso bombardeio sobre a superfície fofa das areias brancas. Esse panorama vem sendo elaborado há séculos por grandes tartarugas marinhas, que chegam às centenas para ali enterrar seus ovos.
Trata-se da Chelonia mydas, ou tartaruga-verde, uma das cinco espécies de tartarugas marinhas encontradas em águas oceânicas. No Atlântico Sul, apenas as ilhas de Ascensão, atol das Rocas e Trindade são visitadas pelas fêmeas na época da desova.
Enormes caranguejos terrestres também freqüentam as praias, principalmente na hora em que o sol começa a desaparecer. Eles saem de dentro de buracos escavados na areia ou descem das encostas mais próximas do mar, alimentando-se de quase tudo que encontram pela frente, inclusive os ovos e filhotes recém-nascidos da tartaruga-verde. Ainda que uma fêmea da Chelonia mydas deposite em média quinhentos ovos, poucos escapam à voracidade dos caranguejos. Muito bem adaptados a viver sobre as montanhas, os caranguejos desenvolveram hábitos alimentares que os libertaram de permanecer nas praias. Além de conseguirem subir em árvores e devorar até larvas de insetos, escalam as mais íngremes encostas e não poupam sequer os ninhos das aves marinhas.
A fauna e a flora de Trindade já mereceram diversos estudos mas ainda deverão contribuir com muitas respostas para questões ligadas à biogeografia e à genética. No momento, a maior preocupação compartilhada por especialistas - dos mais diversos setores da ciência - em relação a Trindade reside na sua preservação. As relíquias botânicas da ilha encontram-se ameaçadas por um insaciável herbívoro: o cabrito. Atualmente, ele vive em bandos espalhados pelas partes mais altas, onde a vegetação é mais exuberante e onde se encontra o hábitat da Cyathea copelandii, um feto arborescente ou samambaia-gigante.
Sua presença em Trindade foi um enigma para os botânicos, até que se descobriu o mecanismo de propagação dessa planta. As samambaias-gigantes são descendentes dos minúsculos esporos de samambaias pré-históricas que circularam dentro de altíssimas correntes aéreas sobre o Atlântico há milhares de anos. Dessa mesma forma aterrissaram em alguma época em Trindade as sementes de uma pequena orquídea, do gênero Polystachya, que se adaptou muito bem aos bosques sombrios e úmidos nos pontos mais altos da ilha.
Há um único enigma em Trindade que talvez continue para sempre sem resposta: a existência ou não de um impressionante tesouro escondido entre suas rochas. Conta-se que, após a independência do Peru, em 1821, galeões espanhóis transportavam os tesouros da catedral de Lima com destino à Espanha, quando foram interceptados por piratas ingleses. Estes, depois do saque, teriam guardado os despojos em algum ponto da ilha. Parece pura fantasia. A grande riqueza que Trindade continua nos oferecendo, à plena luz do dia, é uma espetacular amostragem do vulcanismo submarino ocorrido no Atlântico Sul. .


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Encantadas Galapagos - Arquipélago

ENCANTADAS GALÁPAGOS - Arquipélago



Com suas paisagens lunares e animais bizarros, um dos arquipélagos mais jovens da Terra ajuda a entender a origem da vida.

São cinco ilhas, dezenove ilhotas e quarenta e sete rochedos expostos aos tórridos raios do sol equatorial e, ao mesmo tempo, cercados por águas anormalmente frias para a região. Em terra, o solo escuro, basáltico, não cessa de absorver calor. Cavernas e vulcões, florestas e desertos são povoados por animais de comportamento estranho, com os quais o homem aprende lições fundamentais para entender a evolução das espécies. Estamos no Oceano Pacifico, a 965 quilômetros da costa do Equador, no arquipélago cujo nome oficial, Colombo, ninguém usa e que é conhecido por uma palavra que evoca invariavelmente ásperas paisagens e seres pré-históricos-Galápagos.
Mas, na verdade, essas ilhas formadas por erupções sucessivas de vulcões submarinos são geologicamente jovens - muito mais jovens, por exemplo, que a América do Sul, surgida há pelo menos 65 milhões de anos. A mais antiga das rochas da ilha de Espanhola não tem sequer 2 milhões de anos. As Galápagos, com tantas espécies nativas de flora e fauna, surgiram muito depois do aparecimento da vida no planeta.
Isso dá origem a inúmeras teorias de como o arquipélago foi originariamente habitado. Provavelmente, os ventos fortes que sopram do continente, formando ondas velozes no mar, carregaram grãos de terra, sementes e fetos que acabaram sendo os primeiros colonizadores do basalto; de seu lado, os pássaros também devem ter transportado sementes nas penas e patas. Mas a gélida corrente de Humboldt, que sobe da Antártida pelo Oceano Pacifico, é a protagonista da maioria das teorias. Acredita-se que ela teria transportado, sobre troncos que serviram como balsas naturais, vários animais apanhados no caminho. como o iguana dos mares do sul e o pingüim do Pólo.
Por causa dessa corrente, a temperatura das águas em torno das Galápagos fica apenas em 20 graus centígrados aproximadamente; enquanto no ar a temperatura varia de 17 a 30 graus, nas zonas mais frias, e de 36 a 45 graus, nas áreas mais quentes. Galápagos tem seis zonas climáticas diferentes - um dos motivos da enorme diversidade de espécies, espalhadas pelos 7 800 quilômetros quadrados do arquipélago. A maior ilha, Isabela, ocupa mais da metade do total: 4 588 quilômetros quadrados, cerca de setecentos a menos que a área de Brasília.
À primeira vista, o arquipélago parece um campo negro de lavas. Nas rochas surgidas de pedreiras submarinas. o vento e a água esculpiram blocos lisos como muralhas naturais e escarpas perfuradas como esponjas. A paisagem, às vezes, é lunar. Mas no litoral há mangues e lagunas protegidas -local predileto dos flamingos. As areias das praias desertas variam do branco-amarelado aos inusitados verde e roxo.
Há vulcões por todo o arquipélago. O maior deles, o Wolf, em Isabela, com 1075 metros de altura, é cercado por 2 500 minivulcões com menos de 150 metros. É à beira das crateras vulcânicas que vivem os corvos típicos das Galápagos, com suas asas atrofiadas. Mas essa não é a única espécie exclusiva do lugar. O pingüim das Galápagos. o único que se aventurou até o Equador, é o menor pingüim do mundo: com menos de um metro, parece um anão perto de seus parentes do Pólo Sul.
O albatroz que vive na ilha de Espanhola também é a única das treze espécies dessa ave a morar nos trópicos. Os iguanas, répteis de 60 centímetros com cara de monstrinhos pré históricos e que são encontrados em quase toda a parte do arquipélago, possuem glândulas especiais, para poderem beber à vontade a água salgada das ilhas sem dano ao organismo. Mergulhões de pés azuis, uma espécie de ave marinha, também só são encontrados lá.
Mas sem dúvida são as tartarugas gigantes os habitantes mais ilustres das ilhas-tanto que deram nome ao arquipélago: galápago, em espanhol arcaico, é o nome desses animais, que medem mais de um metro de comprimento, pesam cerca de 300 quilos e vivem, em média, 250 anos. Com um certo exagero, um marujo inglês do século XVII deixou escrito em registros de bordo que se podia atravessar uma ilha sobre uma trilha formada apenas por cascos das tartarugas.
Quando as ilhas Galápagos foram descobertas, em 1535, pelo bispo do Panamá, Tomás de Berlanga, deviam amontoar-se ali cerca de 250 mil tartarugas gigantes. Hoje, não restam mais de seis mil; quatro das espécies encontradas antigamente estão extintas. As tartarugas foram uma das maiores vítimas da chegada do homem. Segundo arquivos da marinha norte-americana, no século XIX um único navio carregava até catorze toneladas de tartarugas em apenas quatro dias de buscas; a frota dos Estados Unidos caçou mais de 13 mil exemplares desse animal em 27 anos. As fêmeas eram as mais visadas, por ter mais carne e óleo, o que apressou o processo de dizimação.
O bispo Berlanga chegou às ilhas sem querer, levado pelos caprichos da corrente de Humboldt, que arrastou seu barco. Ao avistar as terras entre brumas-características do entardecer nessas ilhas-, deu-lhes o nome de Encantadas.
Berlanga foi o primeiro branco, mas não foi o primeiro homem a pisar no local. Restos de cerâmicas de civilizações pré-colombianas indicam a passagem dos incas pelo arquipélago. Mas nem eles nem outros povos permaneceram nas ilhas. Aliás, mesmo depois de descobertas, as Galápagos ou Encantadas continuaram terras-de-ninguém por muito tempo. Só despertaram o interesse dos piratas, que as transformaram em base de operações para emboscar galeões espanhóis, que voltavam à metrópole carregados de ouro das colônias.
O primeiro morador conhecido do arquipélago foi um irlandês, Patrick Watkins, que em 1807 pediu que o deixassem na ilha Floreana. Em 1809, porém, roubou um barco, enquanto a tripulação estava em terra caçando tartarugas. Fugiu com cinco negros, mas desembarcou sozinho em Guaiaquil, cidade portuária equatoriano, sem maiores explicações. Em 1832 o Equador resolveu tomar posse do arquipélago talvez à falta de concorrentes e deu-lhe o nome de Colombo, em homenagem ao genovês que descobriu a América.
Os cerca de trezentos equatorianos exilados nas ilhas por questões políticas, na época da posse, viajaram em verdadeiras arcas de Noé: levaram animais domésticos e, como passageiros clandestinos, pulgas e ratos. Os cães e gatos começaram a saborear tartarugas e iguanas. Os caprinos arrasaram a vegetação.
Poucos reconheceram o valor das Galápagos. Um desses foi o escritor norte-americano Hermann Melville, autor de um ensaio sobre as ilhas. Em 1842, o Essex, baleeiro que pertencia a Melville, foi atacado e afundado por um cachalote nas proximidades da ilha Isabela. Essa foi a inspiração de sua obra-prima, Moby Dick, sobre a baleia perseguida nos sete mares pelo implacável capitão Ahab.
Sete anos antes de Melville, em 1835, aportou nas Galápagos o seu mais famoso visitante de todos os tempos: o naturalista inglês Charles Darwin, então com 22 anos. Ali, após observar principalmente os bicos dos tertilhões (pequenos pássaros marrons, com bicos longos e finos nas ilhas em que há frutas e flores; com bicos grossos, nas regiões que só oferecem sementes duras), Darwin criou conceitos fundamentais para a teoria da evolução das espécies, como o da seleção natural em função das condições do ambiente. Ele ficou apenas 35 dias nas Galápagos - tempo suficiente para colher as provas que sustentariam uma revolução na história do conhecimento.
Em 1964, sob patrocínio da Unesco, foi inaugurada a Estação Charles Darwin, na ilha de Santa Cruz, para descobrir fósseis, proteger espécies em extinção e erradicar os animais trazidos pelos colonizadores. Não é fácil. Os antigos animais domésticos se adaptaram tão bem ao lugar que viraram selvagens, adquiriram garras e cascos grossos nas patas para suportar o solo quente. Uma medida tomada pelo governo equatoriano foi autorizar os sete mil moradores das ilhas a caçar esses animais.
Fora a pequena comunidade de cientistas, que tem interesse em trabalhar no lugar e vive isolada com certo conforto, os habitantes das Galápagos vivem em condições precárias. São descendentes de equatorianos e uma minoria de trezentos descendentes de alemães (os quais imigraram para as ilhas Santa Maria e São Cristóvão na década de 20). Eles ocupam uma área não superior a dez por cento das Galápagos, dividida em cinco ilhas, e suas dificuldades chegam a ser pitorescas. Em Porto Ayora, capital de Santa Cruz, maior vilarejo das Galápagos, as mulheres lavam roupa em cavidades naturais do solo: uma máquina de lavar não sobreviveria um ano à corrosão do ar salgado do arquipélago.
O Parque Nacional das Galápagos criado em 1936, ocupa a quase totalidade da área do arquipélago. Os turistas que se aventuram ali não podem montar acampamentos, devem andar com sacos plásticos para não -jogar objetos no chão e não podem tocar os animais. Esse cuidado tem lógica: as focas, por exemplo, que reconhecem seus pais pelo cheiro, sentem-se abandonadas ao aspirar um odor estranho; os pássaros, distraídos com afagos, podem abandonar seus ninhos, deixando os ovos expostos demais ao sol escaldante.
Em 1983 desembarcaram 20 mil turistas nas ilhas. Hoje o governo do Equador estabelece o limite de 20 mil por ano. Mas até os cientistas concordam que, um dia, ao menos as ilhas de Santa Cruz e São Cristóvão serão sacrificadas ao turismo. O sacrifício permitirá, porém, arrecadar fundos para a manutenção do Parque Nacional, onde a cada momento o homem encontra um passado misterioso e também se depara com o futuro incerto da natureza.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

História - Por que morrem as civilizações???

HISTÓRIA - POR QUE MORREM AS CIVILIZAÇÕES?



Era um domingo de Páscoa, em 1722, quando o explorador holandês Jacob Roggeveen avistou de seu galeão um pedaço de terra perdido na vastidão do sul do oceano Pacífico. De longe, o lugar não era nada atrativo. Ao contrário da maioria das outras ilhas daquela parte do mundo, o terreno não tinha grandes árvores e a grama era tão seca que, a distância, parecia areia. Recebido por uma comitiva de nativos em canoas frágeis e cheias de remendos, Roggeveen resolveu desembarcar e surpreendeu-se com as gigantescas figuras de pedra, esculpidas na forma de rostos humanos, espalhadas ao longo do litoral. "Ficamos muito espantados, pois não compreendíamos como essas pessoas, que não dispunham de cordas fortes ou madeira adequada para construir máquinas, conseguiram erguer aquelas imagens com mais de 10 metros de altura", escreveu em seu diário de bordo.

No interior da ilha, dentro da cratera de um vulcão extinto onde as estátuas costumavam ser esculpidas, o ambiente era fantasmagórico. As ferramentas utilizadas pelos escultores espalhadas pelo chão, estátuas inacabadas e outras deixadas para trás nas estradas que levavam ao litoral davam a impressão de que o lugar havia sido abandonado.

Quase 300 anos depois, o mesmo mistério que intrigava o capitão holandês ainda paira no pensamento de quem desembarca no aeroporto de Mataveri e depara com os enormes moais, as colossais estátuas de pedra que resistem há séculos na ilha de Páscoa. Entre esses visitantes está o biólogo americano Jared Diamond. Professor da faculdade de medicina da Universidade da Califórnia, Diamond é autor do livro Collapse ("Colapso", previsto para sair em agosto no Brasil), que investiga os motivos pelos quais as sociedades desaparecem. A trágica história dos construtores de moais se repetiu em diferentes épocas com civilizações pequenas ou grandes, poderosas ou minúsculas. E o que Diamond percebeu é que elas desapareceram por motivos semelhantes - na verdade, com apenas 5 fatores é possível explicar o desaparecimento de todas as civilizações da história. Até a civilização em que vivemos hoje - cheia de maravilhas tecnológicas e com dezenas de países interligados - poderia sofrer esse mesmo fim. Conheça esses perigos - e a história das sociedades que se expuseram a eles.



Destruindo o ambiente

A chave para entender o misterioso desaparecimento dos construtores de moais está em uma ilha muito diferente da terra infértil e desmatada que Roggeveen encontrou. Analisando o pólen conservado por milhares de anos no fundo de pântanos na ilha de Páscoa, cientistas descobriram que, quando os primeiros polinésios chegaram lá, provavelmente há cerca de 1 400 anos, encontraram um pequeno paraíso. Eram 166 quilômetros quadrados cobertos por uma densa floresta subtropical que crescia sobre o solo fértil de origem vulcânica do qual a ilha é formada. Entre a vasta vegetação nativa, a planta mais comum era uma espécie de palmeira alta e robusta que só existia ali. Além de ter uma madeira forte o bastante para a construção de embarcações e para ajudar a transportar os moais, a palmeira fornecia nozes para a alimentação dos moradores.

A riqueza da fauna também se refletia nas panelas da ilha. Carne de golfinho, de focas e de 25 tipos de pássaros selvagens compunham o banquete - tudo cozinhado no fogo da lenha retirada da floresta. Também, haja comida. Pelos cálculos da arqueóloga Jo Anne Van Tilburg, da Universidade da Califórnia, cerca de 25% dos alimentos produzidos na ilha eram consumidos na intensa produção e transporte de estátuas. Estima-se que eram necessárias até 500 pessoas, utilizando cordas e uma espécie de trenó feito de grandes toras de palmeiras, para arrastar os moais por 14 quilômetros até o litoral.

A partir do ano 1200, a produção de estátuas entrou num ritmo mais acelerado, que durou por cerca de 300 anos. Era preciso cada vez mais madeira, cordas e alimentos para sustentar a crescente disputa entre os clãs que dominavam a ilha, que competiam para ver quem erguia as maiores estátuas. A competição, no entanto, acabou sem vencedores. Pouco depois de 1400, a floresta já não existia e a última palmeira foi cortada, extinta juntamente com outras 21 espécies de plantas nativas. Com a floresta, foram-se as fibras que eram transformadas em cordas, utilizadas em conjunto com as toras no transporte dos moais. Sem troncos fortes para construir canoas resistentes, capazes de ir até alto-mar, a pesca diminuiu muito e a carne de golfinho virou raridade nas refeições. As colheitas também foram prejudicadas pelo desmatamento, já que não havia mais vegetação para proteger o solo da erosão causada pelos ventos e pela chuva. Com seu habitat devastado, todas as espécies de pássaros que voavam pela ilha foram finalmente extintas.

Sem ter o que comer, o número de habitantes foi reduzido a um décimo dos 20 mil que chegaram a viver na ilha no auge do culto aos moais. Os moradores, famintos, finalmente cederam ao canibalismo. Em vez de ossos de pássaros ou golfinhos, arqueólogos passaram a encontrar ossos humanos em escavações de moradias datadas desse período. Muitos deles foram quebrados para se extrair o tutano. Até hoje, um dos maiores insultos que se pode dizer a um inimigo na ilha da Páscoa é algo como "tenho a carne da sua mãe presa entre meus dentes". Não sobrou madeira nem pra palito.

O nome do crime cometido pelos nativos da ilha de Páscoa é ecocídio. Explore demais os recursos naturais de uma área e ela estará sujeita a um desequilíbrio que pode levar ecossistemas inteiros ao desaparecimento. Como todo ser humano depende desses recursos, um ecocídio acaba levando ao fim de civilizações inteiras. Às vezes, nem é preciso muito esforço: a própria natureza cuida de mudar todo o ambiente.

Que o digam os vikings. No ano 982, eles estabeleceram uma de suas comunidades em um fiorde na Groenlândia. O clima ali não era tão extremo e o lugar tinha pastos onde criavam ovelhas, cabras e gado. Além disso, os vikings completavam a alimentação caçando focas e caribus e trocando mercadorias com o continente. Só que, por volta do ano 1400, o tempo fechou. Foi a chegada da "pequena era glacial", uma mudança climática que esfriou o planeta por quase 500 anos. Os verões ficaram mais curtos, o que dificultou a criação de gado. As focas e os caribus fugiram para outras regiões. Enormes blocos de gelo atrapalharam a navegação e impediram o comércio com o continente. A única comida que sobrou foram os peixes, que os vikings não comiam por motivos religiosos. Já os esquimós, que habitavam a vizinhança, não tinham nenhum problema quanto aos frutos do mar e conseguiram se manter, para a infelicidade dos conquistadores nórdicos. É que as relações entre as duas tribos nunca foram das mais amigáveis, o que pode ser visto em um relato viking do século 15 sobre os vizinhos: "quando eles recebem uma punhalada superficial, ficam com uma ferida branca, que não sangra. Mas quando são feridos mortalmente, sangram sem parar". Com a chegada do frio, os poucos nórdicos que restaram foram exterminados pelos esquimós.



Disputas entre homens

Não se pode culpar só a natureza pelo fim das civilizações. Como qualquer economista diria, crises comerciais podem ser tão destruidoras quanto a pior das catástrofes ambientais. Foi o que aconteceu, por exemplo, em outras duas ilhas do Pacífico Sul. Pitcairn possuía ótimas fontes de minério para a produção de ferramentas e Henderson, a 150 km dali, concentrava o maior número de pássaros da região. As 2 dependiam de uma terceira ilha, Mangareva, para conseguir árvores próprias para fazer canoas e ostras que eram transformadas em anzóis para pescaria. A partir de 1400, surgiu então uma intensa rota de comércio entre as 3 ilhas. Enquanto isso, a população de Mangareva aumentava à medida que a ilha prosperava. O problema é que o número de habitantes cresceu tanto que os recursos - antes abundantes - começaram a ficar escassos. As florestas foram derrubadas e o solo não resistiu e acabou erodindo. Os alimentos já não eram mais suficientes nem para os moradores de Mangareva, quanto mais para as exportações das quais dependiam os vizinhos de Pitcairn e Henderson. Mangareva entrou em guerra civil e as matérias-primas pararam de chegar às outras 2 ilhas, que se viram isoladas. Definharam até que o último habitante deixou cada uma delas ou morreu.

Você já deve ter percebido a esta hora que aquela história de que uma tragédia nunca vem sozinha faz sentido. Não contentes em sofrer com problemas naturais e comerciais, muitas sociedades acabam entrando em guerra pelos poucos recursos que sobram. E esse fator só acelera o colapso da civilização. Os maias, instalados na península de Yucatán, no México, eram uma das civilizações mais avançadas da América pré-colombiana. Tinham calendário e escrita próprios, desenvolveram conhecimentos relativamente sofisticados em arquitetura e astronomia, mas, mesmo assim, falharam em resolver os problemas que levaram sua civilização à ruína. Com uma população que ultrapassava os 5 milhões, plantações tomaram o lugar de florestas inteiras na tentativa de alimentar todo mundo. Mas a devastação resultou em erosão, empobrecimento do solo e aumento das secas. Mais gente e menos comida, no fim das contas. As constantes guerras se intensificaram e acabaram se tornando batalhas por terras e alimentos. Os reis maias preferiram se isolar a tentar resolver os problemas que dizimavam seus súditos. "Eles apenas foram os últimos a morrer de fome", afirma Diamond.



Vamos sobreviver?

O estopim para que uma sociedade vire poeira está, para Diamond, na combinação destes 4 fatores: destruição do meio ambiente, alterações climáticas, crises nas relações comerciais e guerras. Só que é preciso um quinto fator - o mais importante de todos - para liquidar de vez um povo: a estupidez. Qualquer problema minúsculo pode acabar com um povo se ele for incapaz de se adaptar. Por outro lado, alguns povos atravessaram catástrofes terríveis e continuaram vivos por muitos séculos.

A grande preocupação de Diamond é que, hoje, as grandes potências estão incorrendo nesses erros - e, para piorar, não dão sinais de que vão se adaptar ou corrigir a situação tão cedo. Olhando em retrospectiva, fica claro que as sociedades antigas cometeram erros óbvios. Destruir a floresta da qual depende sua sobrevivência, como fizeram os polinésios da ilha de Páscoa, além de burrice, significa cometer suicídio. "Hoje temos mais de 6 bilhões de pessoas, equipadas com máquinas pesadas e energia nuclear, enquanto os nativos da ilha de Páscoa não passavam dos 20 mil habitantes com ferramentas de pedra e a força dos próprios músculos. Mesmo assim, eles conseguiram devastar o ambiente e levar sua sociedade ao colapso", diz Diamond.
Segundo o biólogo, nossa maior vantagem é a possibilidade de aprender com os erros de nossos antepassados. "É uma questão de transformar conhecimento em ações concretas. Apesar de sabermos das conseqüências, não agimos o bastante", diz Eric Neumayer, especialista em desenvolvimento sustentável da Escola de Economia de Londres, Reino Unido. Ele cita como exemplo o Protocolo de Kyoto, acordo internacional em que 141 nações se comprometem a reduzir a emissão de poluentes que contribuem para o aquecimento global. Mesmo sabendo das possíveis conseqüências de uma mudança climática, os EUA - os maiores responsáveis pela emissão de dióxido de carbono na atmosfera - preferiram não participar do tratado. "Não adianta se isolar. As partes ricas do mundo precisam descobrir como viver sem arruinar a atmosfera para o resto do planeta", diz John Mutter, vice-diretor do Instituto Terra, da Universidade de Columbia, em Nova York. "Os países africanos, por exemplo, vão ficar mais pobres. Haverá mais conflitos e mais mortes. Se não fizermos nada, a situação não vai se estabilizar. Apenas vai ficar pior, pior e pior", diz. Mas, na opinião dos cientistas, não há motivos para perder a esperança. "Nossas sociedades precisam produzir e consumir causando muito menos impacto ambiental do que hoje. Chegar lá não é fácil, mas é possível", afirma Neumayer. Difícil mesmo é saber o que estava pensando o lenhador quando cortou a última palmeira da ilha de Páscoa. O que quer que fosse, tomara que não precisemos passar pela mesma experiência.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Miniatura de Morcego - Ilha de Guam

MINIATURA DE MORCEGO - Ilha de Guam



Nativo da Ilha de Guam, um dos territórios dos Estados Unidos no Oceano Pacífico, o pequeno-morcego-de-frutas-mariana desapareceu da Terra devido à intervenção humana e aos rigores da natureza. Os homens atacaram com armas de fogo e destruíram o habitat do morcego, enquanto a natureza mandou impiedosos furacões. Mesmo no auge da sobrevivência, o pequeno-mariana sempre foi um animal raro. Prova disso é que os cientistas coletaram apenas três espécimes desde que os colonizadores espanhóis, japoneses e americanos pisaram na ilha do povo chamorro, a partir do século 16. O último exemplar conhecido data de 1968 - e foi abatido por caçadores. Desde então, outros pequenos-marianas foram procurados na região e na vizinha Ilha Mariana do Norte, mas jamais foram encontrados. Só restou o parente mais próximo, o morcego-de-frutas-mariana (Pteropus marianus marianus), maior em comprimento e em envergadura, que ainda sobrevoa as matas de Guam.
O pequeno morcego media cerca de 15 centímetros da cabeça ao rabo e de 65 a 71 centímetros de uma asa à outra. A cor do abdome e das asas variava do marrom ao marrom-escuro, com alguns pêlos brancos, enquanto o pescoço era coberto por um manto marrom ou dourado. Boa parte dos hábitos do morceguinho é conhecida pela observação do primo mariana. Quando não estava dormindo durante o dia, ele encontrava tempo para interagir com outros morcegos, em busca de reprodução, ou para defender território, pois o macho podia ter várias parceiras. Depois do pôr-do-sol, voava em grupos por várias horas para se alimentar de frutas e flores, como mamões, figos e cocos. Por causa de suas preferências alimentares, o pequeno-mariana tinha um papel relevante na polinização de plantas e distribuição de sementes. Ele também era importante no cardápio dos chamorros, que consideravam a espécie um prato delicioso, o que pode ter acelerado a extinção desses mamíferos voadores. A situação se agravou com o advento das armas de fogo, que tornaram a caça bem mais fácil.
Aquela última fêmea vista por olhos humanos, morta pelos caçadores em 1968, estava acompanhada de um morcego jovem. Era provavelmente um filhote, que conseguiu escapar dos tiros. Não houve tempo de observar se a mãe estava carregando o morceguinho ou se os dois voavam juntos. Segundo os especialistas do Instituto de Administração da Conservação (um centro de estudos ligado à Faculdade de Tecnologia da Virgínia, nos Estados Unidos), isso pode indicar que os cuidados maternos duravam vários meses depois do nascimento. A fim de evitar o mesmo triste destino para os primos sobreviventes, o governo de Guam limitou a caça dos marianas e criou quatro reservas selvagens, totalizando 1 700 hectares. Mesmo assim, a espécie continua ameaçada.

Pequeno-morcego-de-frutas-Mariana
Nome científico: Pteropus tokudae
Ano da extinção: 1968
Habitat: Ilha de Guam

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A Ilha que cresce - Havaí

A ILHA QUE CRESCE - Havaí




Quem foi para o Havaí e gostou tem mais um motivo para ficar feliz: a ilha está em fase de ampliação. Ela tem aumentado de território graças a um vulcão que está ativo desde 1983, o Kilauea. Daquele ano até hoje, a lava que ele despeja no mar fez a ilha crescer 3 milhões de metros quadrados - o equivalente a 316 campos de futebol. E vem mais por aí, só que daqui a bastante tempo: dentro de 50 mil anos, uma nova ilha, Lo’ihi, deve surgir na região. Atualmente, ela é apenas um vulcão escondido a 1 000 metros de profundidade, mas que não pára de crescer.
Famoso pela praia, sol, garotas dançando com colares de flores e ondas, muitas ondas, Havaí é o nome do 50o estado americano e também o da maior das oito ilhas que compõem o arquipélago. É um dos lugares habitados mais distantes dos continentes, a cerca de 2 400 quilômetros dos Estados Unidos. Mas por que existe um lugar assim, isolado no meio do oceano Pacífico? Porque essas ilhas são os pedaços de terra mais jovens de nosso planeta, resultado de erupções vulcânicas que começaram no fundo do mar há cerca de 70 milhões de anos e continuam até hoje (para comparar, os continentes terminaram de se formar há 200 milhões de anos). Havaí, a ilha mais recente, tem apenas 1 milhão de anos. Abriga cinco vulcões - o mais ativo deles é o Kilauea. Parece que alguém esqueceu uma torneira aberta: a lava sai de uma fenda na montanha e escorre tranqüila e impassível, buscando frestas entre a lava seca liberada nos dias anteriores. Às vezes, porém, a "torneira" é aberta com mais força, arrastando tudo o que está no caminho. Um espetáculo inesquecível, que nos faz lembrar que a Terra é um ambiente em permanente mutação e cujos processos mais básicos estão longe do controle humano - mas ao nosso alcance para serem observados e admirados.