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quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

'Cérebro Ciborgue' criado com neurônios humanos aprende a jogar videogame

'Cérebro Ciborgue' criado com neurônios humanos aprende a jogar videogame

Vivendo na Matrix: células cerebrais foram conectadas a uma realidade simulada.

sábado, 23 de novembro de 2019

Mergulhe na história deste lago australiano cor-de-rosa

Mergulhe na história deste lago australiano cor-de-rosa


Em 1802, quando o aventureiro capitão Flinders completou sua escalada ao pico mais alto da ilha Middle, a maior do arquipélago de Recherche, na Austrália, e olhou para baixo, deve ter pensado que tinha entrado repentinamente em um sonho, ou em um mundo diferente e desconhecido. 

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

segunda-feira, 18 de março de 2019

Pesquisadores descobrem kit de tatuagem de quase três mil anos

Pesquisadores descobrem kit de tatuagem de quase três mil anos


O kit de tatuagem mais antigo do mundo foi descoberto por pesquisadores australianos na Polinésia. 

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Mordor existe mesmo - Os cientistas já descobriram onde fica


Mordor existe mesmo - Os cientistas já descobriram onde fica


Os cientistas descobriram recentemente os restos de uma vasta extensão de fluxos de lava subaquática perto da costa australiana, uma paisagem subaquática em nada diferente do reino carbonizado de Mordor, descrito em “O Senhor dos Anéis” – mas sem sinais de Sauron.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Começou mal, terminou pior - Bandicoot - Pé de porco

COMEÇOU MAL, TERMINOU PIOR - Bandicoot - Pé de porco



Considerado extinto desde 1907, o australiano Chaeropus ecaudatus, ou bandicoot-pé-de-porco, é até hoje um marsupial polêmico. As divergências começam pelo nome científico do bichinho - que significa "pé-de-porco e sem rabo". Depois do batismo, descobriu-se que o responsável pela classificação analisou um exemplar que havia perdido a cauda numa briga ou num ataque de predador (incluindo os aborígines, que usavam o rabo do bicho como ornamento, além de apreciarem a carne do animal). Na verdade, o Chaeropus ecaudatus tem o mais longo rabo de todos os bandicoots. A trapalhada só foi descoberta quando já não dava mais para mudar o nome.
Antes da chegada dos colonizadores europeus à Austrália, no século 18, os nativos costumavam queimar as pequenas áreas gramadas, que logo se regeneravam, resultando em comida fresca e abrigo para os bandicoots. Os europeus aboliram essa prática, mudando o habitat dos animais. A criação de gado e ovelhas na região também alterou as condições do solo. Embora os europeus tenham introduzido posteriormente gatos, raposas e coelhos - predadores não-naturais e adversários dos bandicoots -, a extinção do pé-de-porco é atribuída principalmente às modificações provocadas na flora.
O ecaudatus tinha entre 23 e 26 centímetros de comprimento, e sua cauda media entre 10 e 15 centímetros. O formato da cabeça se assemelhava ao dos demais bandicoots, mas as orelhas lembravam as dos coelhos. O diferencial, no entanto, estava nas patas, compridas e finas. Os "pés" dianteiros tinham dois "dedos", com cascos semelhantes aos dos porcos (entendeu de onde veio seu nome popular?). Atrás, havia quatro "dedos" em cada pata. As estruturas dentárias e intestinais indicam que a dieta devia ser herbívora, embora nativos australianos contem que o pé-de-porco apreciava cupins, formigas e, eventualmente, carne.

Bandicoot-pé-de-porco
Nome científico: Chaeropus ecaudatus
Ano da extinção: 1907
Habitat: Austrália

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O Pequeno Saltador - Canguru rato do deserto

O PEQUENO SALTADOR - Canguru rato do deserto



O canguru-rato-do-deserto tinha uma particularidade: depois de um salto, ele sempre parava com a pata direita à frente da esquerda. Os cientistas não sabem explicar por que o mamífero do sul da Austrália tinha esse inusitado jogo de pernas. E provavelmente jamais vão conseguir explicar, pois o Caloprymnus campestris foi visto pela última vez em 1935.
Grande parte da responsabilidade pelo desaparecimento do rato-do-deserto cabe ao homem. A caça, a destruição do habitat e a introdução de predadores condenaram o futuro desse canguru. Primeiro, foram os aborígines australianos, que matavam o animal para comer. Depois, os colonizadores ingleses levaram para a região o gato, a raposa (ambos se tornaram novos predadores) e o coelho (um competidor pelos mesmos alimentos). Para piorar, a vegetação nativa foi gradativamente substituída por pastagens para o gado. Empurrado para espaços cada vez menores, o rato-do-deserto não resistiu. E o bicho não era fraco. Como habitante do deserto, ele conseguia sobreviver sem água, alimentando-se somente de plantas verdes.
Esse canguru tinha uma altura média de 27 centímetros e um rabo que atingia quase 40 centímetros. Uma característica interessante era a diferença entre o tamanho das patas. As dianteiras eram delicadas, com ossos pesando apenas 1 grama, enquanto as traseiras eram grandes e fortes, com ossos de 12 gramas. Isso porque o rato-do-deserto saltava exclusivamente com as patas de trás. Esses membros possantes ficaram registrados no seu nome científico, Caloprymnus - que em latim significa "belo traseiro".

Canguru-rato-do-deserto
Nome científico: Caloprymnus campestris
Ano da extinção: 1935
Habitat: Austrália

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Mergulho no Buraco - Crateras

MERGULHO NO BURACO - Crateras



Até poucos anos atrás, a causa da extinção de 90% das espécies animais que viviam na Terra há 250 milhões de anos era um grande mistério. Mas, em 1999, cientistas da Universidade Nacional da Austrália e do Departamento de Pesquisas Geológicas do governo australiano descobriram aquilo que pode ser a chave de tudo: uma enorme cratera no oeste do país, em Shark Bay, à beira do Oceano Índico. O buraco, de 120 quilômetros de diâmetro, estava escondido sob várias camadas de pedras e poeira, a 200 metros de profundidade. Os cientistas Robert Iasky e Arthur Mory chegaram ao imenso buraco movidos por pura curiosidade. Em 1981, eles ficaram intrigados com um relatório de uma companhia mineradora que explorava a região e havia encontrado estranhas deformações de quartzo no local. Decidiram investigar e, 18 anos depois, toparam com a cratera, que ajuda a explicar um dos fenômenos mais misteriosos do planeta.

Acredita-se que ela tenha sido formada pelo impacto de um asteróide de 5 quilômetros de largura que atingiu a Terra com altíssima velocidade. A vida animal virou poeira, vaporizada por intensas ondas de calor, explosões vulcânicas e maremotos. Foi um verdadeiro inferno na Terra. Os seres vivos que não morreram durante ou logo após o tremendo impacto pereceram nos meses seguintes, quando o planeta ficou mergulhado nas trevas. A luz solar ficou bloqueada por milhões de toneladas de poeira que subiram ao céu. Com isso, grande parte da flora também desapareceu.

Os estudos que estão sendo conduzidos atualmente na cratera são fundamentais para o avanço de um dos ramos mais fascinantes da ciência, que pesquisa o processo de regeneração da vida. Os cientistas buscam na cratera bactérias fossilizadas anteriores ao período da colisão da rocha espacial. O objetivo é entender como era vida na Terra antes da catástrofe e como ocorreu sua regeneração. Também existe a possibilidade de que o asteróide tenha trazido microorganismos do espaço. Eles podem ter sobrevivido ao desastre, criando raízes aqui. "Essa é uma descoberta que acontece raramente e será de grande valia para as pesquisas biológicas, geológicas e até espaciais", diz Robert Iasky.
Todos esses estudos vão colaborar para uma melhor compreensão de eventos geológicos e biológicos não só na Terra, mas também em outro planeta que interessa muito aos terráqueos: Marte. "Futuras missões para Marte deverão aplicar testes mais sofisticados nas crateras do planeta, com base nas descobertas da cratera da Austrália", adianta a dupla de geólogos. "Muito mais ainda vai vir à tona", afirma Iasky.

O impacto da descoberta
Cratera de 250 milhões de anos encontrada na Austrália pode ajudar cientistas a entender como a vida se regenera na Terra. Lança luz também sobre a geologia de um planeta cada vez mais caro aos terráqueos: Marte

Nada como uma catástrofe após a outra
A Terra passou por algumas ondas de extinção na pré-história, com maior ou menor intensidade. Os cientistas conhecem pelo menos quatro momentos da vida do nosso planeta em que isso teria acontecido. A primeira vez teria sido há 364 milhões de anos, no Período Devoniano, quando os répteis estavam migrando dos oceanos para os continentes. Depois disso, há 247 milhões de anos, acredita-se que teria ocorrido de novo. Uma terceira extinção em massa marcou o fim do Período Triássico, há 214 milhões de anos. Aí, 65 milhões de anos atrás, os dinossauros foram varridos da face da Terra repentinamente.
A teoria de que colisões de asteróides possam ter causado essas ondas de extinção começou a ganhar força há quase 15 anos. Em 1990, foi descoberta na Península de Yucatán, no México, uma cratera formada cerca de 65 milhões de anos atrás, no mesmo período do trágico fim dos dinossauros. Acredita-se que a cratera tenha sido aberta por um asteróide que produziu um impacto equivalente à explosão de 1 milhão de bombas atômicas. A teoria da extinção dos dinossauros pelo impacto de corpos celestes, no entanto, não é uma unanimidade na comunidade científica. Daí a importância do estudo de crateras como a de Shark Bay, na Austrália, que podem fornecer pistas para esclarecer um dos maiores enigmas da história da Terra.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

'Peixe mais feio do mundo' corre risco de extinção

26/01/10 - 12h28 - Atualizado em 26/01/10 - 17h30

'Peixe mais feio do mundo' corre risco de extinção, diz jornal
O melancólico ‘Psychrolutes marcidus’ habita águas profundas.
Pesca de arrasto na Austrália e Nova Zelândia está dizimando espécie.




Foto: reprodução Sem nenhum motivo para sorrir: 'Psychrolutes marcidus' tem corpo gelatinoso e não é comestível, mas está sendo capturado junto com camarões e lagostas nas águas profundas entre Austrália e Nova Zelândia (Foto: reprodução)O peixe da espécie Psychrolutes marcidus, conhecido por blobfish e por uma cara que dá pena, está em risco de extinção. A informação está no site do jornal britânico "Daily Mail". O hábitat da criatura é a costa sudeste da Austrália, em águas profundas. A risco de extinção vem do excesso de pesca por traineiras, barcos de pesca que fazem uso de redes de arrastão para amealhar suas vítimas.

O inchado habitante das profundezas, diz reportagem do site MailOnline, pode chegar a cerca de 30,5 centímetros e vive a 800 metros de profundidade, então é visto muito raramente (felizmente). Mas está sendo levado pelas redes com as espécies que são preciosas à atividade pesqueira. Ele mesmo não é para se comer, logo não interessa, mas deu o azar de viver nas mesmas paragens de outros seres oceânicos mais apetitosos, entre os quais camarões e lagostas.

Callum Roberts, especialista nas profundezas do mar da Universidade de York, explica que o P. marcidus tem todas as razões do mundo para ser um bicho taciturno, com um jeitão miserável. “São muito vulneráveis a ser arrastados pelas redes e, pelo que sabemos, seu hábitat é restrito a essas áreas”, explica Roberts, autor do livro “The Unnatural History of the Sea” (A História não natural do Mar).

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Tecidos do blobfish são gelatinosos, com densidade um pouco inferior à da água
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“As frotas de traineiras de águas profundas da Austrália e da Nova Zelândia são umas das mais ativas do mundo, então se você é um peixe desses, ali não é um bom lugar para viver.” A pescaria com redes de arrastão é uma das formas mais predatórias da atividade.

Os tecidos do blobfish são gelatinosos, com densidade um pouco inferior à da água, o que permite que flutue. Quase não tem músculos, mas ainda assim se vira muito bem: vai engolindo detritos que aparecem na frente dele.

domingo, 9 de maio de 2010

Porco gigante que atacava até vacas na Austrália é real

02/06/09 - 11h57 - Atualizado em 02/06/09 - 11h59

Porco gigante que atacava até vacas na Austrália é real, diz jornal
'Posso garantir 100% que ela [foto] foi tirada em Pilbara', disse uma fonte.
Animal foi abatido próximo a Newman, cerca de 1.200 quilômetros de Perth.

A imagem de um porco selvagem gigante, que atacava até vacas na Austrália, tem circulado na internet desde 2007, mas sempre foi considerada uma farsa por especialistas e pelo Departamento australiano de Meio Ambiente e Conservação.




A foto de um porco selvagem gigante tem circulado na internet desde 2007, mas o departamento ambiental da Astrália dizia que tudo não passava de uma farsa. No entanto, no sábado (30), o jornal australiano ‘The Sunday Times’ afirmou que a imagem é real. (Foto: Reprodução)
No entanto, no último sábado (30), o jornal australiano "The Sunday Times" afirmou que a história é real e o animal foi abatido na fazenda Pilbara, próximo a Newman, cerca de 1.200 quilômetros de Perth.

Segundo o jornal, o porco gigante foi morto pelo fazendeiro John Anick, e a foto foi tirada em sua propriedade há três anos. Ele preferiu não divulgar o caso, porque tinha medo que a história atraísse caçadores para a área.

"Posso garantir 100% que ela [foto] foi tirada em Pilbara", disse um membro da família ao jornal. A mesma fonte contou que o porco gigante foi morto quando estava comendo uma vaca da propriedade.

sábado, 24 de abril de 2010

Médico usa furadeira em cirurgia e salva vida

20/05/09 - 05h26 - Atualizado em 20/05/09 - 12h57

Médico usa furadeira em cirurgia e salva vida de menino na Austrália
Nicholas Rossi, de 12 anos, teve um coágulo sanguíneo após cair de bicicleta.

Um garoto de 12 anos escapou da morte depois que um médico australiano usou uma furadeira caseira para remover um coágulo sanguíneo de seu crânio.

Nicholas Rossi sofreu uma queda de bicicleta na última sexta-feira (15), batendo com a cabeça na calçada perto de sua casa, na cidade de Maryborough, ao noroeste de Melbourne.

Após passar alguns segundos inconsciente, ele disse que estava bem. Mas pouco depois começou a reclamar de dores de cabeça, e quando sua mãe notou que ele estava com um galo pouco acima da orelha, resolveu levá-lo ao hospital.

Segundo o jornal local "The Age", o médico que atendeu Nicholas, Rob Carson, identificou na hora os sintomas de sangramento interno e percebeu que tinha alguns minutos para salvar a vida do menino.

Seguindo as instruções de um neurocirurgião de Melbourne, por telefone, ele conseguiu uma furadeira na sala de manutenção do hospital, que não é equipado com furadeiras cirúrgicas, acrescentou o diário.

O médico perfurou o crânio de Nicholas e usou um fórceps para alargar o orifício. Em seguida, instalou um dreno para retirar todo o sangue que estava pressionando sua cabeça.

Ainda segundo o The Age, o menino foi transferido de helicóptero uma hora mais tarde para o Hospital Infantil Real de Melbourne e recebeu alta na terça-feira (19), dia em que completou 13 anos.

"O menino estava morrendo na minha frente, e isso era mais amedrontador do que usar uma furadeira caseira na operação", disse ele ao jornal.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Larvas de peixe de duas cabeças aparecem em rio na Austrália

22/05/09 - 11h22 - Atualizado em 22/05/09 - 11h22

Larvas de peixe de duas cabeças aparecem em rio na Austrália
População que mora perto do rio Noosa aponta uso de pesticidas como causa de fenômeno.

A contaminação por substâncias químicas em um rio no centro-leste da Austrália está sendo apontada como a principal culpada pelo nascimento de peixes com duas cabeças. Moradores que vivem perto do rio Noosa, no estado de Queensland, disseram à mídia local acreditar que poluição tenha deformado milhões de larvas de peixes.




Embrião não tem aspecto lá muito agradável (Foto: Gwen Gilson )
Segundo eles, as substâncias seriam provenientes de uma fazenda de macadamias (tipo de fruto originário da Austrália), situada próximo ao local. Mas o governo de Queensland informou a jornalistas que o nível de substâncias químicas detectado "é muito baixo para afetar a formação dos peixes".

Risco para humanos
O aquacultor Matt Landos, do Centro de Saúde Aquática Animal, disse à BBC Brasil que a incidência das substâncias pode trazer riscos para humanos."Não é confirmado ainda que haja risco de comer peixes da região ou tomar água. Mas assim como aconteceu com os peixes, acho legítimo se preocupar com os efeitos desses químicos na reprodução humana".

O especialista informou que ao menos meio milhão de larvas de peixes foram infectadas durante quatro desovas que ocorreram na área. Os peixes que foram levados do rio Noosa para o local onde a procriação ocorreu "foram expostos à poluição dos pesticidas", afirmou ele. As larvas deformadas não teriam sobrevivido mais de 48 horas.

O aquacultor propõe que os pesticidas sejam banidos e que sejam utilizados outros materiais para impedir a contaminação dos rios.

Para a porta-voz do Sistema Nacional de Tóxicos, Jo Immig, há preocupações sobre a presença da substância carbendazim, ligada a defeitos de nascimento. Immig disse que já havia pedido que os pesticidas fossem banidos.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Austrália alerta adolescentes para os riscos dos torpedos

04/05/09 - 13h08 - Atualizado em 04/05/09 - 13h09

Austrália alerta adolescentes para os riscos dos torpedos 'eróticos'
Jovens que enviam fotos nuas de si mesmos estão 'arriscando seu futuro'.
Celulares com câmeras popularizam a prática conhecida como 'sexting'.




Foto: Divulgação 'Sexting', um trocadilho com o termo 'texting' usado para a troca de mensagens de texto em celulares, tornou-se uma preocupação para pais e escolas em diversos países (Foto: Divulgação) Os adolescentes que enviam fotos de si mesmos sem roupas ou em poses sugestivas usando seus celulares estão sendo alertados de que essa prática, conhecida como "sexting", pode prejudicar seu futuro.

O governo do Estado de Nova Gales do Sul, na Austrália, lançou uma campanha esta semana para combater a prática, cada vez mais frequente, dizendo que essas imagens ou mensagens de texto sexualmente explícitas poderiam ser postadas na internet ou encaminhadas a terceiros, e que isso poderia resultar em assédio ou até mesmo crime sexual.

"Sexting", um trocadilho com o termo "texting" usado para a troca de mensagens de texto em celulares, tornou-se uma preocupação para pais e escolas em diversos países, devido à proliferação de celulares equipados com câmeras e de sites de redes sociais. As imagens podem ser definidas como pornografia infantil, nos termos da lei.

"Os jovens, muitas vezes, não pensam nas consequências de seus atos. O que eles imaginam ser uma piada inocente ou flerte inofensivo pode prejudicá-los seriamente se cair nas mãos erradas", afirmou Linda Burney, ministra de Serviços Comunitários da Nova Gales do Sul, em comunicado.

"É assustador imaginar que quando essas imagens chegam à internet ou a um celular o mundo inteiro pode ter acesso a elas. E isso tornaria impossível recuperá-las e apagá-las. Elas seriam preservadas para sempre e podem prejudicar futuros relacionamentos e perspectivas de carreira", afirmou a ministra.
Segundo ela, o governo recebeu informações de que meninas de apenas 13 anos estavam enviando imagens sexualmente explícitas delas mesmas a namorados a partir de seus celulares. As imagens, muitas vezes, são repassadas a outros amigos e até a desconhecidos, quando os relacionamentos se encerram.

Nos Estados Unidos, uma pesquisa no final do ano passado constatou que 20% dos adolescentes dizia ter enviado ou recebido fotos eróticas pelo celular, e 39% alegaram ter recebido ou enviado mensagens sexualmente sugestivas, de acordo com a National Campaign to Prevent Teen and Unplanned Pregnancy, que busca prevenir a gravidez na adolescência.