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domingo, 28 de julho de 2013

Talidomida continua a causar defeitos físicos em bebês no Brasil


Talidomida continua a causar defeitos físicos em bebês no Brasil


Mulheres que recebem prescrição de talidomida no Brasil são orientadas a utilizar duas formas de contracepção. Elas também passam por testes regulares de gravidez. (Foto: BBC)

Droga é proibida na maior parte do mundo.
No Brasil, ainda gera legião de bebês com deformidades, segundo estudo.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Amamentação - Começo de vida saudável



AMAMENTAÇÃO-COMEÇO DE VIDA SAUDÁVEL


Em escritos religiosos antigos, o leite humano era chamado de sangue branco, pois se acreditava que a mãe transferisse parte de seu fluido vital quando oferecia o seio ao filho recém nascido. Esta imagem de intercâmbio de vida foi reproduzida ao longo dos séculos, como neste quadro do pintor renascentista italiano Giorgione (1477-1510). Em alguns casos, esta idéia não chega a ser exagero.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

A Timoneira do Aborto - Rececca Grompers

A TIMONEIRA DO ABORTO - Rebecca Grompers



A holandesa Rebecca Grompers foi incisiva quando perguntei se o bebê que ela espera para abril tem nome decidido. "Não é um bebê, é um feto." A precisão das palavras não é à toa: fundadora da Women on Waves (Mulheres Sobre Ondas), ela comanda uma das mais polêmicas organizações pró-legalização do aborto no mundo. Viaja de navio para países em que a interrupção da gravidez é proibida e recolhe mulheres que desejem fazê-la. Leva todas para águas internacionais (onde vigoram leis holandesas, país de origem da embarcação) e distribui pílulas que colocam fim ao desenvolvimento do feto ou criança - dependendo de qual lado do debate você está.

A ONG escolhe como alvo países com legislações consideradas "severas". É o caso do Brasil, que Rebecca lista entre os mais rigorosos do planeta, apesar das recentes propostas do governo Lula de relaxar punições e abrandar a lei. Por onde passa, a Women on Waves causa turbulência. Na expedição a Portugal, em 2004, foi proibida pelo Estado de embarcar mulheres. A repercussão do imbróglio foi tão grande que após a saída dos ativistas 60% dos portugueses se diziam a favor da descriminalização do aborto e 77% queriam um plebiscito sobre o tema. Vitória? "Só comemorarei quando todos países permitirem que mulheres não precisem morrer para fazer um aborto", diz a holandesa.

Quem são as pessoas que buscam ajuda da Women on Waves?

Mulheres que querem interromper a gravidez e não têm condições financeiras para isso. Em todos os países em que o aborto é ilegal, ele também é muito caro. Sabemos que a maioria das mulheres que buscam orientação em nossa linha telefônica está entre 30 e 40 anos, é mãe de pelo menos um filho e não tem recursos econômicos - ou emocionais - para criar mais uma criança. Conversamos muito com todas para buscar opções e ter certeza de que elas realmente necessitam interromper a gravidez. Se for esse o caso, oferecemos a pílula do aborto e auxílio médico.

O medicamento que vocês utilizam é descrito pelo FDA como inadequado para o aborto e causador de efeitos colaterais que incluem hemorragia e ruptura do útero. Ele não coloca em risco a vida dessas mulheres?

Se for utilizado apenas uma vez, na dose correta e até a nona semana de gravidez, não há risco. O problema são as mulheres que tomam 20 pílulas de uma vez, o que é errado. Em cinco anos de trabalho, nunca tivemos complicações médicas por causa desse remédio. É importante ter em mente que nada coloca mais em risco a saúde das mulheres que manter o aborto na ilegalidade. A cada ano, morrem 80 mulheres que fizeram abortos dentro da lei contra 80 mil mulheres que se submeteram a abortos clandestinos.

Quais os valores defendidos pelo movimento pela legalização do aborto?

Em primeiro lugar, ninguém é pró-aborto. Nenhuma mulher quer passar por essa experiência. Somos pró-direito de abortar. Nosso valor fundamental é olhar as conseqüências da ilegalidade. O aborto é a intervenção médica mais praticada no mundo e proibi-lo não o evita. Essa é a realidade. Dos 47 milhões feitos a cada ano, 20 milhões são ilegais. Nossa causa envolve compaixão, autonomia e saúde das mulheres. Nossos adversários, por sua vez, gostam de se chamar "movimento pró-vida", mas não estão nem aí para a vida das mulheres. Eles têm apenas argumentos religiosos. O problema é que o fundamento de uma sociedade democrática é separar religião e Estado. A cada 6 minutos, uma mulher morre por causa de um aborto ilegal. Precisamos olhar para as pessoas que estão aqui, não para fetos que não têm autonomia humana ou direito à vida.

E quem tem direito à vida?

A maioria dos médicos concorda que um feto de até 24 semanas de idade não tem chance de sobreviver fora do útero. Ele não tem sentimentos, consciência e autonomia - há uma dependência completa do corpo da mãe. Concordo que é uma forma de vida, sim, mas decidir qual o momento exato que transforma um feto em ser humano é uma questão pessoal. A Igreja Católica diz que é a concepção. Para os muçulmanos, isso acontece entre o 80º e o 100º dia da gravidez, quando Alá sopra a vida no bebê. Os budistas, por sua vez, acreditam que até uma mosca é uma forma de vida que não pode ser morta. Ou seja: cada pessoa tem opinião diferente e deve ter liberdade para escolher o que acha melhor. Só não entendo por que precisamos entrar nesse debate filosófico sobre quando começa a vida. Esse não é o ponto mais importante. A questão central é: mulheres fazem abortos e elas precisam ter o direito de interromper uma gravidez sem colocar em risco a própria saúde.

Desde a fundação, a Women on Waves visitou apenas países católicos. Qual o motivo dessa estratégia?

Não objetivamos países católicos, mas é importante lembrar que a Igreja Católica foi a maior indutora da proibição e a maioria dos protestantes permite o aborto. Há cerca de 150 anos, interromper a gravidez era tolerado. Só em 1869 um papa, Pio IX, declarou que a vida começa na concepção. É uma história interessante: Pio IX precisou fugir para a França e lá conviveu com Napoleão III. O imperador tinha problemas com a baixa natalidade, que atrapalhava seus planos de industrialização. Então, conseguiu que o papa declarasse que a alma humana era incorporada com a concepção. Em troca, a França o ajudou a retomar sua posição no Vaticano. Dizer que o aborto é pecado foi uma decisão política, como tantas outras da Igreja.

Agir no Brasil está em seus projetos?

Queremos visitar o Brasil, mas não temos planos concretos. A lei brasileira é bastante dura e o problema com abortos ilegais, enorme: são cerca de 1,5 milhão por ano, que levam quase 300 mil mulheres aos hospitais por complicações. Quase todas pobres, que recorrem a métodos como pular de escadas ou introduzir agulhas sujas na vagina.

Comparada a outros países, como você classifica nossa lei sobre aborto?

O Brasil possui uma das legislações mais rigorosas do mundo, assim como a maioria das nações sul-americanas, asiáticas e a Irlanda. Uma pessoa vai para a cadeia se fizer um aborto a não ser em situações de estupro ou risco de morte para a mãe. Mesmo nesses casos, é preciso enfrentar uma batalha na Justiça. É surpreendente saber que uma decisão recente do Supremo Tribunal brasileiro proibiu o aborto mesmo quando o feto não tem cérebro. As pessoas precisam entender que gravidez e parto colocam em risco a saúde das mulheres. Como podemos acreditar que um feto sem possibilidade de sobreviver é mais importante que a vida da mãe dele? Qual o sentido disso?

Pesquisas de opinião mostram que a lei brasileira está de acordo com o que pensa a maioria da população. O aborto deve ser legalizado mesmo afrontando as convicções dos brasileiros?

Sim. Estamos falando do direito à privacidade e à saúde. Isso não deve ser decidido pela maioria. Precisamos lembrar também que as implicações vão muito além, são muito maiores que o debate entre direitos da maioria e da minoria. O que acontece com a criança que não é desejada pelos pais? Com as crianças em orfanatos, abandonadas em banheiros públicos? O que estamos fazendo com as pessoas, forçando-as a passar por essa situação?

Você já fez um aborto?
Não é minha vida pessoal que está em jogo. Mas, como toda mulher, eu poderia muito bem ter passado por isso.


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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Recordes - CULTURA

RECORDES - CULTURA

O RECORDE DO LIVRO DOS RECORDES

O Guinness World Records, o compêndio dos recordes, detém ele próprio uma marca: é o livro mais vendido no mundo. A Bíblia e o Alcorão podem até vender mais, mas ninguém detém direitos autorais sobre as obras e, por isso, não competem nessa categoria. Desde sua primeira publicação, em 1955, o Guinness vendeu mais de 100 milhões de cópias em mais de 100 países e foi traduzido para 37 línguas.
A idéia de fazer a publicação nasceu de uma discussão entre o então diretor da cervejaria Guinness, sir Hugh Beaver, com amigos que participavam de uma caçada na Irlanda. Seria a tarambola-dourada a ave de caça mais veloz da Europa? Ele percebeu que um livro que respondesse a esse tipo de pergunta teria forte apelo popular. Curiosidades como essa seriam alvos de debates acalorados nos pubs ingleses - regados, é claro, a muita cerveja Guinness. Foi assim que, em 27 de agosto de 1955, foi lançada a primeira edição do The Guinness Book of Records. O livro logo se tornou um best-seller e, mais tarde, passou a chamar-se Guinness World Records.


VOCÊ DE NOVO?

Jack Nicholson, 67 anos, é o campeão em indicações ao Oscar. Desde o começo de sua carreira, foi indicado 12 vezes para receber a estatueta (oito vezes para o prêmio de melhor ator e quatro para o de melhor ator coadjuvante). A primeira indicação foi em 1970, por sua atuação em Sem Destino, filme com que estourou no cinema. Recebeu a estatueta três vezes: por Um Estranho no Ninho (1975), Laços de Ternura (1983) e Melhor, Impossível (1997). Com 60 filmes na carreira, Nicholson é um dos atores mais poderosos de Hollywood. Tem cacife para exigir uma bela participação na bilheteria dos filmes em que atua. Sua filmografia inclui também clássicos como Chinatown (1974), de Roman Polanski, e O Iluminado (1980), de Stanley Kubrick.


SURRUPIOU MAS NÃO LEVOU
O que leva alguém a roubar um quadro tão famoso que é impossível comercializá-lo sem chamar a atenção? Uma hipótese é que o crime seja praticado por colecionadores milionários obcecados em possuir obras-primas de um grande mestre. Outra possível razão é que as obras viram moeda de troca no submundo do crime. Felizmente, não foi esse o destino das 20 pinturas surrupiadas do Museu Van Gogh, em Amsterdã, em 14 de abril de 1991, no maior roubo de obras de arte da história. Os quadros do pintor holandês, avaliados em 500 milhões de dólares, foram encontrados 35 minutos mais tarde num carro abandonado próximo ao museu.

Cerca de um ano antes, em 18 de março de 1990, 11 pinturas de Rembrandt, Degas e Manet, entre outros artistas, foram roubadas do Museu Isabella Stewart Gardner, em Boston, nos Estados Unidos. Avaliadas em 200 milhões de dólares, nunca foram recuperadas.
O roubo de obras de arte é atualmente a terceira atividade criminosa que movimenta mais dinheiro no mundo - atrás apenas do tráfico de drogas e do contrabando de armas.
As 20 obras de arte roubadas do Museu Van Gogh dariam para pagar o salário da top model Gisele Bündchen por cerca de 40 anos


GU-GU-DÁ-DÁ

Ele é o mais jovem cantor de rap da história. Quando tinha apenas 4 anos e meio, em setembro de 1993, o garoto Jordy emplacou a música "Dur Dur d’être bébé" (Duro, duro ser bebê) em primeiro lugar nas paradas de sucesso da França. A idéia de transformar Jordy em celebridade veio de seu pai, o DJ Claude Lemoine, que usou os balbucios do garoto numa música que mistura rap com batida house. Logo a música explodiu também no restante da Europa e nos Estados Unidos, onde entrou na lista das mais tocadas da Billboard. Até o Brasil entrou na onda.


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sábado, 15 de maio de 2010

Música ajuda desenvolvimento de bebês prematuros

28/05/09 - 11h23 - Atualizado em 28/05/09 - 12h25

Música ajuda desenvolvimento de bebês prematuros, diz estudo
Pesquisa canadense sugere que música reduz dores e estimula alimentação oral.

Uma pesquisa canadense sugere que os hospitais que tocam música para bebês prematuros ajudam no desenvolvimento destas crianças. De acordo com o estudo da Universidade de Alberta, a música pode acalmar os bebês e os pais, além de acelerar o ganho de peso e diminuir o tempo de permanência no hospital.

A música também teria efeitos benéficos em outros aspectos fisiológicos, como o batimento cardíaco e a taxa respiratória. A equipe canadense analisou nove estudos e descobriu que a música também reduz a dor e estimula a alimentação oral.

"Existem provas preliminares que sugerem que a música pode ter efeitos benéficos em termos de parâmetros fisiológicos, estados de comportamento e redução da dor durante procedimentos médicos dolorosos", afirmaram o autor do estudo, Manoj Kumar, e sua equipe de pesquisadores. "Mas, enquanto existem provas preliminares de alguns benefícios terapêuticos da música para indicações específicas, estes benefícios precisam ser confirmados em testes de alta qualidade."

'Muito interessante'
Para o professor de obstetrícia Andrew Shennan, da organização de caridade britânica voltada para bebês Tommy, "as provas preliminares de que a música tocada para bebês prematuros pode ter efeitos positivos no comportamento e na (redução da) dor é muito interessante."

"Nascimentos prematuros aumentaram nos últimos anos e continuam sendo um grande problema na Grã-Bretanha, algumas vezes resultando em problemas de saúde de longo prazo na vida da criança, incluindo paralisia cerebral, surdez, cegueira, problema pulmonar crônico, dificuldades de aprendizado e comportamento", afirmou

"Apesar de mais pesquisas serem necessárias nesta área, o estudo mostra que existem formas simples e baratas de garantir benefícios para a saúde de bebês prematuros", acrescentou.

Existem uma série de fatores que podem aumentar o risco de nascimentos prematuros, incluindo mães fumantes, infecções no útero, gravidez de gêmeos ou trigêmeos. A pesquisa foi publicada na revista especializada "Archives of Disease in Childhood".

terça-feira, 4 de maio de 2010

bonecos ensinam jovens a cuidar de bebês

25/05/09 - 12h05 - Atualizado em 25/05/09 - 12h05

Equipados com simulador, bonecos ensinam jovens a cuidar de bebês
Iniciativa foi colocada em prática na escola alemã Georg-Ackermann.
Objetivo é ensinar as garotas sobre a responsabilidade da maternidade.




Nesta segunda-feira (25), alunas da escola Georg-Ackermann, em Breitenbach, tiveram contato com os bebês. Equipados com simuladores, eles imitam de forma realista o comportamento de crianças. (Foto: France Presse)




Organizado pelo centro de informações sobre gravidez, família e sexualidade, na Alemanha, o projeto ensina as garotas sobre a responsabilidade da maternidade. A iniciativa também tem foco em evitar a gravidez indesejada na adolescência. (Foto: France Presse)