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sábado, 25 de junho de 2022

Impressionante reconstrução em 3D revela aparência de mulher da Idade da Pedra

Impressionante reconstrução em 3D revela aparência de mulher da Idade da Pedra

Projeto foi feito usando como base um crânio de uma pessoa que viveu há 4 mil anos.

sábado, 16 de outubro de 2021

Descoberta de Fóssil mostra 'cuidado materno' de aranhas extintas

Descoberta de Fóssil mostra 'cuidado materno' de aranhas extintas

Segundo os cientistas, exemplos fossilizados desse tipo são extremamente raros.

terça-feira, 17 de agosto de 2021

Tumba da mãe de Alexandre, o Grande pode ter sido identificada na Grécia

Tumba da mãe de Alexandre, o Grande pode ter sido identificada na Grécia

Local onde ela Olímpia foi sepultada estaria localizado no sítio arqueológico de Pidna.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Homem perde R$ 2,6 milhões em videogames após mãe jogar fora sua coleção

Homem perde R$ 2,6 milhões em videogames após mãe jogar fora sua coleção

Alguns jogos antigos ainda lacrados da loja J&L Games, onde trabalha o colecionador ainda desconhecido — Foto: Reprodução/J&L Games

Colecionador de jogos afirma ter perdido mais de US$ 500 mil em coleção de games e consoles antigos, que foi jogada fora por sua mãe.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

PRECONCEITO - ‘Minha família pensava que meu câncer era contagioso’

PRECONCEITO - ‘Minha família pensava que meu câncer era contagioso’

A britânica-paquistanesa Saj Dar diz que seus parentes mais íntimos começaram a evitá-la por causa do câncer — Foto: Saj Dar/Arquivo pessoal

A britânica-paquistanesa Saj Dar recebeu um prato descartável de sua família, que temia que sua doença fosse infecciosa.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Documentário afirma que “verdadeiro Jesus” era um filósofo grego

Documentário afirma que “verdadeiro Jesus” era um filósofo grego


Um documentário tem chamado a atenção por abordar a polêmica tese de que o "verdadeiro Jesus" teria sido um filósofo de origem grega. 

quinta-feira, 15 de março de 2018

O FETO APRENDE - PSICOLOGIA


O FETO APRENDE - PSICOLOGIA


Imagine como seria passar nove meses trancado em uma sala escura e morna, dormindo 16 horas por dia. O lugar, apertadinho, sem ser desconfortável, é envolvido por uma marcação de tambor constante, que não pára nem durante a noite, e por um barulho esquisito de líquidos borbulhando. Você ouve, sem poder entender, conversas abafadas do lado de fora, nas quais predomina sempre uma voz feminina clara, que parece vir de todos os lados ao mesmo tempo. Não há muito o que fazer lá dentro além de brincar com o saco transparente que te embrulha e beber o líquido quase sempre doce à sua volta.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

E se as mulheres fossem fisicamente mais fortes que os homens ?


E se as mulheres fossem fisicamente mais fortes que os homens ?

Se as mulheres ficassem mais fortes do que os homens, elas também teriam que se tornar mais largas, porque são necessários ossos maiores para apoiar músculos maiores (Foto: Scott Webb /Pixabay)

Se as mulheres de repente tivessem mais força física que os homens, o que mudaria na sociedade?

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Guia de 1950 - Como ser uma boa esposa


Guia de 1950 - Como ser uma boa esposa


A melhor qualidade do passado é nos mostrar como mudamos, que rumos tomamos e se essas coisas foram boas ou não.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

6 desastres naturais bizarros


6 desastres naturais bizarros


Além de produzir terremotos mortais, furacões e outros desastres naturais capazes de mudar o mundo, a Mãe Natureza é capaz também de provocar mudanças meteorológicas inesperadas. De uma erupção vulcânica ocorrida a partir de uma alteração climática até uma explosão misteriosa na Sibéria, conheça as histórias por trás de seis eventos climatológicos bizarros que marcaram a história.

domingo, 8 de março de 2015

10 grandes mulheres da ciência


10 grandes mulheres da ciência


Para comemorar o dia 8 de março, reunimos algumas das mais notáveis contribuições femininas para o desenvolvimento da sociedade.

Não se sabe ao certo por que o dia 8 de março é considerado o Dia Internacional da Mulher. Acredita-se que seria a data de um incêndio que aconteceu em uma fábrica de tecidos em Nova York, no ano de 1857, que teria matado mais de 120 funcionárias. O acontecimento teria dado início a movimentos de luta pelos direitos femininos. 

Mas a contribuição feminina para a ciência começa muito antes de existir o Dia da Mulher e dos movimentos de revolução feminista. Listamos aqui mulheres que deixaram sua marca na evolução da sociedade: 

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

O paciente na barriga da mãe - Medicina

O PACIENTE NA BARRIGA DA MÃE - Medicina


Só muito recentemente os médicos começaram a realizar essa proeza: tratar fetos ainda no útero materno. E assim conseguem corrigir problemas antes do nascimento.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Amamentação - Começo de vida saudável



AMAMENTAÇÃO-COMEÇO DE VIDA SAUDÁVEL


Em escritos religiosos antigos, o leite humano era chamado de sangue branco, pois se acreditava que a mãe transferisse parte de seu fluido vital quando oferecia o seio ao filho recém nascido. Esta imagem de intercâmbio de vida foi reproduzida ao longo dos séculos, como neste quadro do pintor renascentista italiano Giorgione (1477-1510). Em alguns casos, esta idéia não chega a ser exagero.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Uso da chupeta não atrapalha a amamentação

11/05/09 - 15h09 - Atualizado em 11/05/09 - 15h09

Uso da chupeta não atrapalha a amamentação, afirma novo estudo
Pesquisa americana ajuda a tranquilizar pais de bebês novinhos.
Aparato pode até ajudar a impedir morte súbita em crianças.

Não tenha medo da chupeta. Mães preocupadas, temerosas de que seus bebês usem chupeta e isso reduza as chances de uma amamentação de sucesso, já podem relaxar, afirma um novo estudo. Em texto publicado na revista "The Archives of Pediatric & Adolescent Medicine", pesquisadores afirmam não ter encontrado evidências satisfatórias estabelecendo uma relação entre o uso de chupetas e a amamentação.

"Tradicionalmente, acredita-se que a chupeta interfira na amamentação ideal", escreveram os pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade da Virgínia. Na década de 1980, órgãos de saúde desencorajavam seu uso. No entanto, nos últimos anos, pesquisadores descobriram evidências de que bebês que usam chupeta ao dormir podem ser menos suscetíveis à síndrome infantil da morte súbita. A Academia Americana de Pediatria agora recomenda o uso da chupeta, por essa razão.

Para os médicos, isso significa que há duas necessidades visivelmente opostas: motivar a amamentação, o que é mais saudável, mas reduzir o risco da síndrome infantil da morte súbita.

Para o estudo, os cientistas revisaram 29 pesquisas, de doze países, que abordavam o uso de chupetas e amamentação. A principal autora do estudo é a Dra. Nina R. O'Connor, agora no Chestnut Hill Family Practice Residency Program, na Filadélfia. Os pesquisadores descobriram que as mulheres cujos bebês usavam chupeta aparentavam parar de mamar mais cedo. No entanto, não ficou claro se as chupetas eram a causa disso.

O autor mais experiente do estudo, Dr. Fern R. Hauck, recomendou que as chupetas sejam dadas aos bebês a partir da terceira ou quarta semana de vida.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Inseto mãe usa cheiro para privilegiar crias fortes

13/05/09 - 07h42 - Atualizado em 13/05/09 - 09h24

Inseto mãe usa cheiro para privilegiar crias fortes, diz estudo
Tesourinhas mães dão tratamento melhor aos mais fortes em detrimento dos mais fracos.

Um estudo sobre insetos realizado em uma universidade na Suíça afirma que as tesourinhas mães conseguem detectar através do cheiro quais são as suas crias mais fortes. Com esta informação, elas dão tratamento privilegiado aos filhos mais fortes.

Os insetos conseguem diferenciar cada um dos seus filhos através de sinais químicos manifestados nos odores. Quando as tesourinhas mães detectam que o animal é forte e bem-nutrido, elas dedicam mais tempo para cuidar dele, em detrimento dos demais. As crias mais fracas recebem menos tempo e dedicação da mãe. A pesquisa é a primeira a mostrar esse tipo de comportamento entre insetos.

Os pesquisadores esperavam encontrar resultados opostos. No entanto, a pesquisadora Flore Mas, do Instituto Zoológico da Universidade da Basiléia acredita que o favorecimento das crias mais fortes acontece "porque esses insetos procuram por sinais de qualidade, não por necessidades".

"Estes insetos possuem uma prole de 30 a 60 crias, e há um índice grande de mortalidade", explica. "Então não existe motivo para se investir em crias que já estão em más condições." A comunicação através de sinais químicos é comum entre insetos, mas este é o primeiro estudo que mostra como isso é usado por eles para criar seus filhos.

Os cientistas expuseram as tesourinhas mães aos odores de crias fortes e fracas e comparou as suas reações. As mães alimentam seus filhotes com a comida que é regurgitada após sua ingestão.

Ao detectar o odor das crias mais fortes, as tesourinhas mães se alimentaram e regurgitaram mais, produzindo quantidades maiores de comida para seus filhotes. A pesquisa foi publicada na revista científica "Proceedings of the Royal Society B".

domingo, 20 de dezembro de 2009

Maternidade protege o organismo contra o câncer

08/05/09 - 13h55 - Atualizado em 08/05/09 - 14h01

Maternidade protege o organismo contra o câncer de mama, explica médico
Riscos de várias doenças são reduzidos em quem teve filho.
Conheça os benefícios para o corpo de quem é mãe.




Foto: Reprodução Ser mãe pode proteger a sua saúde (Foto: Reprodução)Na semana do Dia das Mães o que não faltam são depoimentos e declarações sobre as maravilhas da maternidade. Mas além das alegrias, a gravidez também pode proteger seu corpo contra o câncer de mama e outras doenças ligadas ao ciclo hormonal e à menstruação. O ginecologista Júlio Bernardi explica: “A mulher não foi feita para menstruar tanto. Ela foi feita para estar grávida e amamentar.”

Hoje em dia as mulheres menstruam até dez vezes mais que suas avós e bisavós, por dois fatores. O primeiro é que antigamente elas tinham a menarca (a primeira menstruação) mais tarde, por volta dos 17 anos -- hoje há muitos casos de meninas menstruando antes mesmo dos 11 anos. O segundo é que as mulheres modernas demoram mais para engravidar e têm menos filhos. A mulher não menstrua nem durante a gravidez nem durante o aleitamento. No passado, era comum elas emendarem os períodos de nove meses de gravidez e de até dois anos de aleitamento com uma nova gestação.

Apesar das mudanças de comportamento, o organismo feminino ainda funciona à moda antiga. Com isso, doenças ligadas à menstruação, que antes eram raras, agora são mais frequentes. É o caso da endometriose, uma doença que surge pela presença do tecido que reveste o interior do útero em outras partes do sistema reprodutor feminino. Sem tratamento, a endometriose causa dores e pode até levar à infertilidade.

Quando a mulher está grávida e amamentando, ela deixa de menstruar por vários meses. Isso, é claro, reduz as chances de se ter uma endometriose. E também diminui o risco de desenvolvimento de miomas, pequenos tumores benignos que surgem no útero e que causam dor intensa e aumento do fluxo menstrual.

O câncer de mama também é ligado à menstruação, mas por outros motivos. Durante o ciclo menstrual, os níveis dos hormônios femininos progesterona e estrogênio variam. Essa variação está ligada a um risco maior de câncer de mama. Durante a gravidez e a amamentação, o organismo da mulher fica “imerso” em uma quantidade constante de hormônios, o que, segundos os médicos, oferece um fator de proteção.

“Isso não quer dizer que mães não têm câncer de mama. Elas podem ter sim. Mas elas tem uma chance menor em comparação com as mulheres que nunca foram mães”, explica Júlio Bernardi.

Lado mental
Além dos benefícios físicos, há também os psicológicos, de acordo com o médico. “Uma mulher na quinta década de vida, entre os 40 e 50 anos, que não tenha tido filhos por qualquer que seja o motivo tem mais chances de desenvolver alterações de humor e transtornos de ansiedade”, diz Bernardi.

De fato, segundo ele, a maior parte dos benefícios da maternidade está no lado mental. “As mães geralmente tem muitas coisas para resolver e se preocupar com seus filhos e isso acaba tendo um efeito positivo na cabeça”, afirma.

Por isso, o ginecologista acredita: “Como observador eu posso afirmar com certeza: tenha filhos, por que vale a pena”. Mas, sempre, com acompanhamento de seu médico.



PUBLICADOS BRASIL NO ORKUT

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sábado, 3 de outubro de 2009

Opções para quem quer ser mãe

07/05/09 - 07h00 - Atualizado em 07/05/09 - 18h28

Conheça as opções para quem quer ser mãe, mas não consegue engravidar
Série ‘Seja Mãe em 2010’ mostra os tratamentos contra a infertilidade.
Técnicas permitem que mulheres de 40 anos realizem o sonho de ser mãe.
Em primeiro lugar, vem o estudo. Em segundo, ter um trabalho estável. No meio tempo,

encontrar alguém que valha a pena. Enquanto isso, o tempo passa e quando você acha que é hora de ter filhos seu corpo já não colabora mais. Essa história é familiar? Pois é, é algo que tem acontecido com um número cada vez maior de pessoas. Por isso, o trazemos nesta quinta-feira (6) as opções de tratamento para quem quer comemorar o Dia das Mães em 2010, mas não consegue engravidar.

Confira as dicas para quem não tem problema de fertilidade
Antes disso, vamos explicar: como saber se você tem um problema para ter filhos? Qual a hora de procurar o médico? O especialista em tratamentos de infertilidade Renato Fraietta esclarece: “A gente considera que um casal pode ter problemas de fertilidade se está tentando engravidar há mais de um ano, com relações sexuais frequentes e bem distribuídas ao longo do ciclo menstrual da mulher e não consegue”.

Veja dicas de presentes para o Dia das Mães
No entanto, os casais podem pedir orientação antes desse período. “Se eles estão preocupados ou sabem de algum fator de risco, é claro que podem ir ao médico antes”, diz Fraietta, que trabalha na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Foi o que aconteceu com a carioca Camila Prado*, de 25 anos. Casada há quatro anos, ela tentava engravidar havia seis meses quando foi pedir a ajuda de sua ginecologista, que pediu uma série de exames para avaliar a fertilidade dela e do marido.

Esse é realmente o primeiro passo. E, ao contrário do que muitos pensam, a infertilidade não é mais comum nas mulheres do que nos homens. “É uma doença bem democrática. Os dois contribuem de forma igual para os casos. Em 30% dos casais com problemas, a causa está na mulher. Em outros 30%, no homem. E em 40% dos casos os dois têm algum fator”, afirma Fraietta. “Ela tem um probleminha, ele tem um probleminha e esses dois probleminhas juntos viram um problemão”, conta.

No homem, a causa mais comum é a varicocele, uma doença que faz surgir varizes nos
testículos e reduz a qualidade do esperma. Esse problema responde por um terço dos casos de infertilidade masculina primária (aquela que ocorre no homem que nunca teve filhos) e por 80% dos casos de infertilidade secundária (a de quem já teve pelo menos um filho). Ela pode ser consertada com um procedimento cirúrgico relativamente simples. Doenças genéticas e congênitas também afetam a fertilidade masculina.

Entre as mulheres, são três as causas básicas de infertilidade. “Problemas na ovulação respondem por 30% dos casos. Outros 30% são de doenças nas trompas. E a endometriose é a causa de mais 30% dos problemas”, explica Renato Fraietta. Os 10% restantes são de doenças genéticas ou problemas hormonais.

Mas o maior problema mesmo para as mulheres é a idade. Embora a vida moderna tenha forçado mulheres a deixar a gravidez para mais tarde, o organismo delas ainda funciona como o de suas avós.

Para ele, a idade ideal para ter filhos é dos 16 aos 23 anos. A partir daí começa o
declínio. Aos 30 anos, as chances de engravidar naturalmente são de pouco mais da metade da que existia aos 20 anos. A partir dos 40 anos, o declínio é vertiginoso. Aos 40, a mulher tem menos de 5% de chances de ter uma gravidez naturalmente e esse número despenca ano após ano.

“A vida moderna é incompatível com a vida biológica. A maioria das mulheres que buscam tratamento para infertilidade não teriam problema nenhum se tivessem tentado engravidar mais cedo”, diz o médico.

Camila Prado acredita que as mulheres acabam deixando a maternidade para mais tarde também por desinformação a respeito das chances de engravidar. Com isso, fica difícil aceitar quando se quer engravidar e não consegue. “A vida inteira achamos que qualquer espirro fora do lugar, qualquer contato físico com o parceiro pode dar início a uma gravidez. Mas se alguém tivesse me dito que é normalíssimo um casal saudável demorar até um ano pra engravidar, eu estaria melhor preparada psicologicamente para lidar com os meses de insucesso”, afirma ela.

Investigação
Para identificar exatamente onde está a dificuldade tanto o homem quanto a mulher têm que passar por uma consulta médica e exames. Se um dos dois fuma, o primeiro passo é abandonar o cigarro. “O fumo tem um papel importante na infertilidade tanto masculina quanto feminina, assim como o álcool, as drogas ilícitas e muitos remédios”, diz o médico.

O especialista também vai levantar o histórico médico do casal e de seus familiares. Algumas doenças, principalmente as sexualmente transmissíveis, afetam a fertilidade.

Camila está passando por esses exames neste mês. “A médica pediu que o meu marido fizesse o espermograma (que verifica a contagem e a velocidade dos espermatozóides) e que eu fizesse uma videohisteroscopia (uma espécie de filmagem por dentro do útero) e uma ressonância magnética da pélvis. Se estiver tudo ok, precisarei ainda fazer um exame que verifica se as trompas tem algum tipo de obstrução”, conta ela.

A administradora Elane Pereira, de 32 anos, também passa por esses exames. Em seu segundo casamento há dez meses, ela quer realizar o sonho de ter um filho desde seu primeiro matrimônio. “No segundo ano de casamento, decidimos tirar o DIU [Dispositivo Intra-Uterino, um contraceptivo colocado dentro do útero] para tentarmos um bebê, mas não aconteceu. Enfim, terminamos, mas não pensei em fazer tratamento. Agora, no meu segundo casamento, resolvi investigar a causa”, conta Elane.

Tratamento
Para resolver a infertilidade, há muitos caminhos. Se o problema for cigarro, drogas, álcool ou remédios, a saída é simples. Geralmente, só se livrar do hábito recupera a fertilidade.

Em casos de doenças como a varicocele e a endometriose, uma cirurgia conserta o problema (em casos mais brandos de endometriose pode ser usada apenas uma medicação).

Mas nos casos em que a causa da infertilidade não é descoberta ou naqueles em que ela é causada pela idade da mulher, o casal pode optar por um tratamento mais complexo: a inseminação artificial ou a fertilização in vitro. E, ao contrário do que muita gente pensa, eles não são a mesma coisa.

Na inseminação artificial, os médicos estimulam a ovulação na mulher com remédios, colhem o esperma do homem, selecionam os melhores espermatozóides e os implantam no colo do útero. É uma técnica bastante usada quando o casal não apresenta nenhuma doença ou causa de infertilidade aparente.

A inseminação é mais simples e mais barata que a fertilização in vitro. Também é indolor. Os espermatozóides são introduzidos com a ajuda de um cateter. Para ter sucesso, no entanto, o homem precisa de pelo menos um testículo saudável e a mulher de ao menos uma trompa em boas condições.

A fertilização in vitro é um método mais complexo e mais caro, mas também têm mais taxas de sucesso. Nela, a fecundação é feita em laboratório. Em vez do esperma, é o próprio embrião (muitas vezes, mais de um) que é implantado no útero da mulher. Com isso, uma mulher de 40 anos chega a ter 20% de chances de engravidar (a mesma de uma mulher de 20 anos naturalmente).

Segundo Fraietta, em clínicas particulares de São Paulo, a fertilização in vitro pode custar de R$ 14 mil a R$ 50 mil por tentativa (geralmente são necessárias pelo menos duas ou três).

A inseminação é mais em conta: de R$ 5 mil a R$ 10 mil por tentativa.
As duas formas também são usadas por pessoas com problemas que vão muito além da
infertilidade. Por exemplo, casais que querem ter filhos, mas onde um dos parceiros é HIV positivo (lembrando que a medicina hoje consegue evitar o contágio do bebê pela mãe no nascimento). Além disso, essas técnicas também beneficiam pessoas com
deficiências físicas – por exemplo, aquelas que perderam a mobilidade dos membros inferiores.

Para quem luta pelo sonho de ser mãe, qualquer sacrifico parece ser válido. “Eu quero ser para o meu filho o que minha mãe é pra mim. Ser mãe representa a plenitude, com responsábilidade de estar colocando no mundo uma pessoa especial, ou seja, um pedaço de mim”, afirma Elane. “Não me lembro se algum dia passou pela minha cabeça não ser mãe. Sempre foi um objetivo de vida, uma certeza. Me sinto incompleta pelo fato de ainda não ter ao meu lado o meu filho (ou os meus filhos). Ser mãe será o ápice da minha vida”, diz Camila.

*Nome fictício



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