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sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

A história do antigo rei que teria inspirado o mito de Midas

A história do antigo rei que teria inspirado o mito de Midas

Governante que tinha a capacidade de transformar tudo o que tocava em ouro pode ter sido baseado em figura da vida real.

domingo, 17 de julho de 2022

As galinhas são mesmo descendentes do Tiranossauro rex

As galinhas são mesmo descendentes do Tiranossauro rex

Parentesco entre aves inofensivas e dinossauros ferozes é mito ou realidade?

terça-feira, 24 de agosto de 2021

Pedra relacionada à lenda da fundação de Roma é encontrada durante obras

Pedra relacionada à lenda da fundação de Roma é encontrada durante obras

O artefato serviria para estabelecer o Pomério, a fronteira romana criada por Rômulo.

terça-feira, 6 de abril de 2021

Nova descoberta em Stonehenge pode revelar origem de lenda sobre o Mago Merlin

Nova descoberta em Stonehenge pode revelar origem de lenda sobre o Mago Merlin

Uma descoberta arqueológica no País de Gales pode revelar a origem de uma lenda envolvendo o Mago Merlin. 

domingo, 14 de junho de 2020

César não foi imperador e Cleópatra não era egípcia - Erros clássicos sobre a antiguidade

César não foi imperador e Cleópatra não era egípcia - Erros clássicos sobre a antiguidade


A rainha Cleópatra era egípcia e seu amante Júlio César foi o primeiro imperador romano, certo? 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Encontrados restos mortais de "guerreira amazona" que pode ter inspirado mito grego

Encontrados restos mortais de "guerreira amazona" que pode ter inspirado mito grego


Arqueólogos encontraram os restos mortais de uma guerreira que morreu há cerca de 2500 anos em uma batalha na Armênia. 

sábado, 31 de agosto de 2019

Entenda por que a Amazônia não é o pulmão do mundo

Entenda por que a Amazônia não é o pulmão do mundo


Os incêndios que atingem a região amazônica vêm preocupando o mundo nas últimas semanas. 

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Especialistas encontram misteriosas inscrições no "castelo do Rei Artur"


Especialistas encontram misteriosas inscrições no "castelo do Rei Artur"


O Rei Artur e sua corte são uma das maiores lendas da Inglaterra. Embora sua existência nunca tenha sido comprovada, o mito medieval ainda gera fascinação.

sábado, 7 de abril de 2018

O BERÇO DAS AMAZONAS - ARQUEOLOGIA


O BERÇO DAS AMAZONAS - ARQUEOLOGIA


Túmulos de mulheres cavaleiras e guerreiras, enterradas com suas armas, foram descobertos no sul da Rússia. Exatamente onde os gregos antigos diziam que ficava o reino das amazonas.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Por trás da cortina de fumaça - Maconha


Por trás da cortina de fumaça - Maconha


A Organização Mundial da Saúde publica o mais completo relatório sobre os efeitos da maconha. E afasta a onda de desinformação que cerca a droga ilegal mais consumida do mundo.

domingo, 18 de junho de 2017

Desvendado o mistério de um chupa-cabras na Argentina


Desvendado o mistério de um chupa-cabras na Argentina


Na Argentina, o Senasa (Servicio Nacional de Sanidad y Calidad Agroalimentaria) conseguiu descobrir a causa das mortes sucessivas e misteriosas de animais, na província de Córdoba. O episódio era atribuído a um suposto chupa-cabras. 

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Os mitos e verdades sobre o Antigo Egito


Os mitos e verdades sobre o Antigo Egito


Até hoje, milênios depois do seu auge, o esplendor do Antigo Egito ainda deslumbra o mundo inteiro.

Sua marca impactou as culturas que o sucederam e, durante nosso tempo, diversos gêneros, especialmente a ficção científica, criaram muitos mitos que aqui desvendamos.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Os games que a Atari pode ter enterrado no deserto


Os games que a Atari pode ter enterrado no deserto


Um dos mitos modernos relacionados ao mundo da tecnologia diz que, na década de 80, a empresa Atari enterrou, no deserto do Novo México, 10 milhões de cópias de jogos. 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Você por acaso sabe como os zumbis se tornaram tão populares?


Você por acaso sabe como os zumbis se tornaram tão populares?


Todo bom fã de cinema de terror que se preze sabe quem foi o diretor George Romero o primeiro a fazer um bom filme sobre zumbis, com o clássico de 1968 “A Noite dos Mortos-Vivos”. Mas você sabia que essa não é a origem dessas criaturas fantásticas?

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

5 sinais que indicam que os vampiros poderiam existir



5 sinais que indicam que os vampiros poderiam existir



Todo mundo sabe que os vampiros não existem, não é mesmo? No entanto, você já reparou na quantidade de notícias e histórias que circulam por aí relacionadas com essas criaturas das trevas sugadoras de sangue? Aliás, ultimamente parece que esses seres estão por todas as partes! São livros, games, filmes, seriados... tudo isso não faz você se perguntar se, na verdade, será que eles não existem mesmo?

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Falsas Assassinas - Orca - Natureza


FALSAS ASSASSINAS - ORCA - Natureza


Há vinte anos, quase nada se sabia sobre elas. Hoje, depois de muitas observações, os pesquisadores descobriram que esses enormes mamíferos são dóceis, inteligentes, sociáveis e se movimentam em grupos liderados pelas fêmeas

sábado, 22 de dezembro de 2012

De onde surgiu o mito do desaparecimento dos maias?


De onde surgiu o mito do desaparecimento dos maias?


Lenda de 'sumiço' de civilização ganhou vigor devido a interpretações apocalípticas de dois de seus monumentos.

A teoria do desaparecimento dos maias é tema de livros, documentários e inúmeros debates. Mas há um pequeno problema: não é correta.

Os maias são a segunda principal etnia indígena do México, depois dos nahuas. Em Yucatán, Estado no sul do país, constituem 80% da população, e há comunidades em Belize, Guatemala, Honduras e El Salvador.

São indígenas como Juan Bautista, que trabalha há 51 de seus 63 anos em um pedaço de terra que pertence a sua família há várias gerações e onde criou quatro filhos e três filhas - todos nascidos com parteira - e lhes repassou seus conhecimentos sobre os ritmos da semeadura e da colheita.

Juan Bautista, que compreende o espanhol, mas prefere falar no idioma maia, se surpreenderia se alguém lhe dissesse que milhões de pessoas pensam que ele e sua etnia não existem.

O mito do desaparecimento dos maias é tão grande que quando o novo Museu Maia de Mérida - capital de Yucatán - fez uma pesquisa sobre esse grupo indígena, a pergunta que surgia vez por outra era 'Por que desapareceram?'.

O redescobrimento
O interesse pela civilização maia ganhou novo vigor nos últimos anos devido a algumas interpretações apocalípticas de dois de seus monumentos, nos quais se fala do fim de uma era no dia 21 de dezembro.

E com o renovado interesse, ganhou força novamente a lenda de seu desaparecimento. Uma parte fundamental desta lenda é que, quando os exploradores e conquistadores europeus chegaram à zona maia, encontraram muitos dos assentamentos e antigas cidades abandonados e em ruínas.

Isso criou a falsa visão de que o povo maia havia desaparecido sem deixar rastros.No entanto, a ideia também parece emanar do momento em que a cultura maia foi 'redescoberta' no século XIX por viajantes europeus como os ingleses Frederick Catherwood e John Loyd Stephens.

'Eles veem as maravilhas das cidades maias e se perguntam 'onde estão esses antigos habitantes?'. E pensam que desapareceram', diz Daniel Juárez Cossio, funcionário da Sala Maia do Museu Nacional de Antropologia do México.

'Na minha opinião, é uma falta de interesse em reconhecer as comunidades indígenas que são as herdeiras de toda essa tradição.'

'Degenerados'
Mas não foram só os visitantes estrangeiros que não reconheceram a existência dos indígenas. O arquiteto e museólogo José Enrique Ortiz Lanz - que projetou o museu de Mérida - lembra que o destacado intelectual mexicano do século XIX Justo Sierra O'Reilly dizia que não era possível que uns 'degenerados' - como se referia aos maias de sua época - tivessem construído monumentos tão esplêndidos.

Talvez por trás do desprezo de Sierra O'Reilly também houvesse temor. Na época - 1847 - começava o que agora se conhece como a 'guerra das castas', um levante de indígenas maias contra brancos e mestiços na península de Yucatán.

Neste mesmo ano, Sierra O'Reilly viajou aos EUA para pedir ajuda para controlar o levante armado, ajuda que não conseguiu. O conflito se prolongaria até 1901.

Um pouco de verdade
Mas o desaparecimento dos maias, como quase toda a lenda, tem um pouco de verdade. Segundo Cristina Muñoz, socióloga que faz um trabalho de base com comunidades maias em Yucatán, 'sem dúvida houve uma decadência de algumas zonas'.

No entanto, o que lhe parece assombroso é que tenham conseguido controlar um território tão vasto - do sul do México ao território atual de El Salvador - quando não tinham o conceito de monarquia única.

'No momento da invasão (espanhola), havia 16 senhorios', diz Muñoz. A desintegração política é chave, mas Daniel Juárez Cossio acredita que os motivos da decadência são múltiplos.

'Não há um só fator. Para explicar em termos atuais, a referência poderia ser a queda do Muro de Berlim. Isso significou, para o nosso mundo ocidental, o colapso de certas ideologias, mas aí estão os alemães, os russos, os americanos...Os sistemas políticos caem por questões econômicas, ambientais, etc.'

E o tema ambiental parece ter sido chave nesse colapso da civilização maia. 'Fenômenos naturais como o El Niño não são exclusivos do nosso tempo, são conhecidos desde a antiguidade', diz.

'Por exemplo, vemos os estragos que o furacão Sandy provocou em Nova York, apesar de toda a tecnologia existente e formas de antecipar e mitigar os riscos. Imaginem um furacão dessas dimensões no mundo pré-hispânico.'

Os Bálcãs maias
O especialista do Museu Nacional de Antropologia faz ainda outra comparação com o mundo atual: 'Os maias eram um povo bélico. Vemos, por exemplo, a quantidade de emigração provocada pelos conflitos nos Bálcãs. Foi isso que ocorreu no mundo pré-hispânico, não são fenômenos novos nem diferentes'.

Essa 'balcanização' dos maias foi o que os espanhóis encontraram quando chegaram à região. '(Na época) Há uma batalha entre (as cidades de) Chichen Itzá e Mayapan pelo poder econômico, pelas rotas comerciais... O que ocorre é uma queda desses sistemas políticos, e estavam buscando novas formas de organização social', diz.

'O que os espanhóis encontraram foram povos indígenas divididos, brigando pela hegemonia.' Entretanto, alheio à história e às dúvidas de milhões, Juan Bautista segue ensinando a seus filhos os segredos da terra no idioma maia.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Um Touro Seduziu Europa - Mitologia


UM TOURO SEDUZIU EUROPA - Mitologia



Segundo a lenda, a paixão de Zeus por uma mulher povoou a Ilha de Creta. Assim começou aquela que seria a primeira civilização genuinamente européia.

Cronos, o senhor do Universo segundo a fascinante mitologia grega, cultivava o estranho hábito de devorar seus próprios filhos, temendo que um deles o destronasse, ambicionando o poder (havia ainda um acordo com seu irmão mais velho, Titão, que desistiu do trono em favor de Cronos desde que este eliminasse os próprios filhos, a fim de que mais tarde o poder voltasse a um dos seus descendentes). Assim foram devorados Poseidon (Netuno, para os romanos), Hades (Plutão) e Hera (Juno). Grávida pela quarta vez, Réia, a mãe de todos eles, fugiu do céu e escondeu-se num vale profundo onde deu à luz Zeus (Júpiter), o qual foi imediatamente entregue aos cuidados de uma ninfa, enquanto o faminto Cronos devorava uma pedra que Réia envolvera em cueiros, para enganá-lo. A ninfa-babá levou o recém nascido para a ilha de Creta, onde o escondeu em uma gruta velada por cerrada vegetação. Ali Zeus teve uma infância de dar água na boca: foi alimentado com o leite da cabra Amaltéia, mel trazido pelas abelhas, ambrosia oferecida pelas pombas e o néctar, licor da imortalidade, que uma águia colhia diretamente na fonte divina; as ninfas Adrastéia e Ida brincavam com ele; e os sacerdotes de sua mãe, exímios no trabalho com metais, dançavam ao seu redor, batendo espadas, cujo retinir abafava seu choro e evitava sua descoberta pelo desconfiado Cronos.
Quando se tornou adulto, Zeus fez exatamente o que seu pai temia, destronou-o e assumiu o poder .Governando o Olimpo, a alta montanha onde viviam os deuses, ele viveu uma vida cheia de aventuras - e cheia de amores. Mas conservou uma especial afeição por Creta, a ilha onde passara a infância feliz, e que visitava constantemente. Um dia, estando ali assentado no cume do monte Ida, olhando distraído para os lados da distante costa da Ásia Menor, enxergou uma mulher de extraordinária beleza, brincando na praia com algumas amigas. Era Europa, filha de Agenor, rei da Fenícia. Zeus, coração ardente, tomou-se logo de paixão por aquela mortal belíssima, e imediatamente quis possuí-la. Para tanto, tomou a forma de um também belíssimo touro branco, com chifres em meia-lua. Manso e amável, o touro-Zeus brincou na praia com Europa, que confiante se sentou em seu dorso.
Zeus atirou-se ao mar, nadou até a vizinha Creta e às margens de um bucólico regato viveu um ardente romance com Europa. Do qual nasceram, em rápida sucessão, Minos, Radamanto e Sarpedão. Quando o deus enjoou de Europa, deu-a em casamento ao rei de Creta, Austerião. Quando este morreu, Minos, o primogênito de Europa, subiu ao trono - e nesse ponto a lenda começa a encontrar-se com a realidade. Pesquisas arqueológicas realizadas no começo deste século, as primeiras que se ocuparam do passado de Creta, conduzidas pelo cientista inglês Arthur Evans, demonstraram que, deuses à parte, na pequena ilha desenvolveu-se uma civilização extraordinariamente avançada, cujo apogeu aconteceu exatamente sob o comando de um monarca chamado Minos.
Evans conseguiu estabelecer que essa civilização surgiu por volta de 3000 a.C e chegou ao fim em 1400. Quando chegou ao auge do florescimento, entre 2000 e 1700, os povos gregos do continente eram pouco mais que bárbaros, e pelo menos mil anos passariam antes que Atenas se tornasse a sua capital cultural. Supõe-se que os povos responsáveis por ela vieram da África ou, mais provavelmente, da Ásia, para onde olhava Zeus quando se enamorou de Europa. Desde cedo os barcos cretenses dominaram o Mar Mediterrâneo. Eram bons barcos construídos para o que sempre foi um fecundo comércio com os povos do continente ou das ilhas vizinhas. Mas quase imediatamente começou a construção dos barcos de guerra incumbidos de defendê-los. Isso fez de Creta a primeira potência naval de que se tem notícia. Foi assim que os minóicos, como eram chamados, pouco a pouco foram deixando sua marca ao longo da costa européia, influindo decisivamente no desenvolvimento cultural e econômico dos diferentes povos que a habitavam.
Dividida, a princípio, em vários pequenos Estados, que talvez fosse melhor chamar cidades, que guerreavam constantemente entre si, Creta só chegou à unidade por volta de 2000 a.C., sob a monarquia de Minos. A capital foi estabelecida em Cnossos, quando a humanidade vivia a Idade do Bronze, e a pequena ilha era um exemplo de progresso, riqueza e cultura só superado em alguns outros poucos lugares. Os egípcios, por exemplo, já estavam utilizando o papiro e eternizando os corpos de reis, rainhas e princesas na forma de múmias. Os babilônios domesticavam galinhas e produziam o primeiro mapa do país. Os sumerianos tornavam-se os primeiros cervejeiros do mundo. Na América, os incas peruanos mal começavam a cultivar o algodão, enquanto na Ásia, os chineses, donos de uma cultura mais sofisticada, já conseguiam determinar os solstícios e os equinócios, aqueles momentos do ano em que o Sol está mais distante do equador terrestre, no primeiro caso, e corta o equador celeste no segundo.
Aos minóicos não se credita nenhuma descoberta desse porte, mas é certo que eles dispunham de conhecimentos e tecnologia que lhes permitiam viver com conforto, até mesmo com luxo e refinamento. Dominavam os segredos da produção do vinho e do azeite, os principais produtos que serviam ao comércio realizado por sua vasta frota marítima. Esgotos sanitários, utilizando uma rede de fossas e filtros à base de areia para purificação da água, eram exemplos da sofisticação atingida em sua vida cotidiana naquela época tão remota. Nessa sociedade, as mulheres tinham papel muito destacado -as estatuetas descobertas pelos arqueólogos são sempre de deusas não de deuses, e as cerimônias religiosas eram oficiadas por sacerdotisas. Nas pinturas recuperadas, as mulheres aparecem em carruagens, enquanto os homens caminham. As casas eram grandes, de um, dois, três e em alguns casos até quatro pavimentos, com muitas pinturas nas paredes. Uma característica marcante dessas pinturas é que elas não retratam cenas de guerra, substituídas por flores, borboletas, pássaros, até mesmo animais marinhos. Um campo em que os artesãos minóicos se destacaram foi a ourivesaria. Trabalhando o ouro que os navios mercantes traziam da África, suas jóias, até onde é possível garantir isso, ganharam fama em todos os países onde foram conhecidas. Sua arte de gravar em pedra chegou a incluir motivos abstratos de desenhos, como espirais e círculos concêntricos, embora sempre predominassem as figuras de animais, reais ou imaginários, os touros em particular, que desde a lenda original estiveram sempre presentes nos cultos e nas tradições cretenses. A cerimônia que marcava a passagem dos adolescentes masculinos para a condição de adultos, por exemplo, era um perigoso encontro com um desses animais em praça pública, em que os jovens deviam dar demonstração de força, coragem e destreza. Com alguma boa vontade, pode-se até situá-la como ancestral das touradas que ainda hoje encantam várias nações européias. Assim, estudar a civilização minóica que floresceu em Creta há 4 mil anos é navegar entre a história e a lenda. O próprio Arthur Evans, ao iniciar suas escavações, bateu sua picareta num dos mitos mais famosos da Antigüidade. Ao escavar onde se presumia estivesse o palácio de Cnossos, ele descobriu as ruínas do labirinto onde, diz a lenda, vivia o Minotauro. Esse monstro nasceu do romance entre a mulher de Minos, Pasifae e um belo touro que o rei deveria sacrificar ao deus Poseidon, mas preferiu guardar em suas estrebarias. É claro que a paixão de Pasifae pelo touro foi provocada pelo vingativo deus dos oceanos.
Para aproximar-se de seu amado, Pasifae foi ajudada pelo arquiteto Dédalo, que preparou para ela um disfarce de vaca tão perfeito que enganou e seduziu o touro. Nascido o Minotauro, metade touro, metade homem, Minos ordenou ao mesmo Dédalo a construção de um complicado conjunto de salas, quartos e corredores, de onde ele jamais pudesse sair. E lá viveu o pobre monstro, durante muito tempo, recebendo de Minos sete moças e sete rapazes, anualmente, que o rei recebia como tributo dos povos vencidos na guerra. Minos deu-se mal quando cobrou esse tributo de Atenas: entre os condenados estava o herói Teseu, que não apenas destruiu o Minotauro, mas conseguiu escapar do labirinto, graças ao novelo de linha que lhe fora dado pela filha do monarca, Ariadne. Aparentemente, essa espetacular vitória de Teseu é outro momento em que a lenda se encontra com a realidade. Ela deve corresponder ao momento em que outros povos, vindos do continente asiático, empreenderam a conquista de Creta que a já decadente civilização minóica não conseguia sustentar. Há vagas suspeitas de que fenômenos naturais, como terremotos, podem ter ajudado na sua destruição, mas nada é certo. Das escavações e pesquisas realizadas a partir dos trabalhos de Evans ficou a certeza de que os minóicos foram os primeiros europeus civilizados.

Do lado do Sol poente

As origens do nome Europa são obscuras, como obscuros são os motivos pelos quais passou a designar o continente. A hipótese mais razoável leva sua origem a registros de monumentos assírios, onde se contrastava asu - a terra do Sol nascente - e ereb, a terra do Sol poente, da escuridão. Assim, Ásia ficou sendo o nome do continente a leste, Europa o do continente a oeste. Como nome do continente, aparece pela primeira vez no hino homérico ao deus Apolo, do século IX a.C., designando a Grécia continental em oposição ao Peloponeso e às ilhas do mar Egeu. O nome da princesa raptada por Zeus, portanto, teria ligação com o fato de ter ela sido levada para Creta, do lado do sol poente. 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Americano diz ter matado 'chupacabras' no quintal de casa

28/12/2010 14h44 - Atualizado em 28/12/2010 14h44

Americano diz ter matado 'chupacabras' no quintal de casa
Animal foi encontrado em Kentucky, e morto em 18 de dezembro.
Especialistas acreditam que bicho é cão ou guaxinim sem pelos.


Mark Cothren mostra o corpo do suposto 'chupacabras', morto no quintal de sua residência nos Estados Unidos. (Foto: Divulgação/Mark Cothren)Um morador da cidade de Lebanon Junction, no estado americano de Kentucky, afirma que encontrou e matou um exemplar da lendária espécie dos chupacabras. Mark Cothren atirou no animal ao vê-lo no quintal de sua casa. O caçador diz que se assustou ao não reconhecer a criatura.

"Eu pensei: 'todo bicho tem pelos, principalmente nesta época do ano'. Não entendi como um animal assim poderia sobreviver no inverno", afirmou Cothren, em entrevista à rede de TV americana FOX. "Agora todo mundo está curioso para saber que bicho é esse. O telefone não para de tocar."

O animal, abatido no dia 18 de dezembro, tem orelhas grandes, cauda e bigodes longos, e tem praticamente o mesmo tamanho de um gato doméstico. "Já me disseram de tudo, que seria um gato, um guaxinim ou mesmo um chupacabras."

Diversos animais já foram identificados como "chupacabras", a maioria cães e lobos. O misterioso devorador de rebanhos é uma lenda que se espalhou em países da América do Sul, incluindo o Brasil, e chegou ao sul dos Estados Unidos. Há registros de fazendas supostamente atacadas por "chupacabras" nos estados do Texas e Oklahoma.

Zoólogos entrevistados pela FOX dizem que não é possível identificar o animal apenas pelas imagens. A maioria, no entanto, diz que mais provavelmente trata-se de um cão ou de um guaxinim que, por sofrer de alguma doença, teria perdido os pelos.

Cothren afirmou que, a pedido do departamento responsável pela preservação da vida selvagem de Kentucky, vai entregar o corpo do animal para análise.