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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Natação - Olimpíadas


NATAÇÃO - Olimpíadas


O nado, que gregos e romanos consideravam atividade de treinamento militar, está registrado em um hieroglifo de 2 500 anos a.C. Mas foi o Japão o primeiro país a dar caráter esportivo à natação. Em 1900, a modalidade olímpica experimentou uma revolução nas competições com a introdução do estilo livre.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Ciclismo - Olimpíadas


CICLISMO - Olimpíadas


A bicicleta passou por avanços significativos na forma, funcionalidade e performances desde a sua invenção pelo conde de Sivrac, no final do século XVIII. Já em 1896, na primeira edição dos Jogos em Atenas, o ciclismo estava presente e seis provas foram disputadas. Hoje esse esporte alia a alta tecnologia de seus bólidos em duas rodas com a força e estratégia exigidas de seus atletas.

Lançamentos - Olimpiadas


LANÇAMENTOS - Olimpiadas


Algumas das provas de arremesso atuais têm suas raízes na guerra. O dardo empregado no atletismo já serviu para caçar tanto animais quanto inimigos. O movimento giratório que projeta o martelo nos jogos modernos foi usado para lançar primitivas bombas de fogo. Hoje, o arremessador olímpico tem que aliar à sua força uma perfeita técnica e coordenação de movimentos.

domingo, 28 de novembro de 2010

A Olimpíada não tem graça nenhuma

A OLIMPÍADA NÃO TEM GRAÇA NENHUMA



Situações em mês de Olimpíada:

1. Tito Lívio, militar reformado de Belo Horizonte, acorda sobressaltado e corre para buscar o jornal. Engole suas pílulas anti-hipertensivas antes de checar o quadro de medalhas. Irritado, exclama para si mesmo: "Diabos! Precisamos ganhar uma prata para passar à frente dos argentinos!"

2. Raimundo, marido de Maria de Fátima, do Ceará, reclama do bolo solado que lhe foi servido no café da manhã. Enquanto ela batia a massa, sua atenção fora desviada pela TV, que exibia uma prova eliminatória dos 200 metros com barreiras. O competidor brasileiro, de quem dona Maria nunca ouvira falar, tropeçou e chegou em penúltimo lugar.

3. O telejornal dedica quatro minutos à comovente história de Agneta, forte candidata a vencer a maratona. Apesar de correr sob as cores do reino da Suécia, ter deixado a Rocinha aos 4 meses de idade e só conhecer as palavras portuguesas "obrigado" e "saudade", essa simpática negra diz que o Brasil mora em seu coração. Força, Agneta, o país inteiro torce por você!

Não tenho nada contra o esporte. Admiro o entusiasmo de quem de fato está envolvido, direta ou indiretamente, com as competições olímpicas. Nem por isso pretendo surfar na onda de euforia bêbada que quebra por estas praias quando o verde-e-amarelo dá as caras em ginásios, piscinas e velódromos.

Nos jogos de Sydney, fui azucrinado porque não via sentido em perder madrugadas de sono com provas de arremesso de sei-lá-o-quê. O horário grego é mais camarada, mas isso não significa que vou ligar a TV e descobrir que a nação deposita todas as suas esperanças em um velejador de sobrenome escandinavo que, até uma semana antes, era quase desconhecido do público - para quem tanto faz se o atleta em questão pilota um catamarã ou a barca Rio-Niterói. Se ele ganhar medalha, parabéns. Minha vida segue como se nada tivesse ocorrido.

Mas, para boa parte da população, aparentemente algo acontece. É o tal "espírito olímpico". O que seria isso? No site do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), ele é relacionado às seguintes palavras: "compreensão mútua, amizade, solidariedade e fair-play". Ainda segundo o COB, "o Movimento Olímpico se fundamenta na liberdade civil e política, na solidariedade para o desenvolvimento do mundo e na igualdade da ordem econômica, social e cultural". Bonito, não? Vimos uma amostra disso em Moscou, 1980, quando os Estados Unidos resolveram boicotar os primeiros jogos disputados em solo socialista. Também em Los Angeles, 1984, quando os soviéticos deram o troco e não enviaram seu time só para ofuscar a festa americana. Vemos, falando sério, que esse belo discurso tem efeito nulo no mundo ao redor do circo olímpico.

Seria mais honesto se o "espírito olímpico" fosse vendido como competitividade, gana de superar os inimigos numa espécie de guerra mundial em que não fosse preciso matar ninguém. Mas nem isso cola. O desmoronamento do bloco socialista levou junto suas fábricas de atletas. A Olimpíada ficou parecida com a Fórmula 1 na era Ferrari: só dá Schumacher - ou, no caso, Estados Unidos. Não tem graça nenhuma.

Resta-nos assistir aos jogos pela simples emoção do esporte. Agora, convenhamos: você sabe dizer, ao ver imagens de uma regata, qual barco lidera a prova? Você é capaz de avaliar se o desempenho da ginasta romena foi melhor que o da eslovena? Não sei o número de brasileiros que realmente têm essa capacidade. Só sei que metade do país vai explodir em indignação se Daiane dos Santos não levar ouro. Mas, tudo bem, logo saberemos que um paulistano de origem nipônica papou todas no tênis de mesa. O orgulho nacional está salvo.

Repito: não torço contra os atletas brasileiros. Simplesmente acho fora de propósito que toda a população se cubra de glórias com os méritos alheios.

Não quero saber da Olimpíada. Sou minoria. Quase todo mundo, movido pelo "espírito olímpico", vai sintonizar a TV nos jogos. E, ainda imbuída desse espírito atlético, muita gente vai se convencer de que precisa de um tênis com solado air-flex-power-system, daqueles próprios para corredores - mas que acabam sendo gastos nos corredores do shopping center.

Memórias Olímpicas - Curiosidades

MEMÓRIAS OLÍMPICAS - Curiosidades



Não tem palpite mais infeliz do que apostar qual será o maior destaque de uma Olimpíada. As últimas décadas deixam isso bem claro. Por exemplo: na de Los Angeles 1984, o americano Carl Lewis ganhou quatro medalhas de ouro no atletismo, igualando o recorde que Jesse Owens estabelecera nos Jogos de Berlim 1936. Um fenômeno. Mas a imagem mais lembrada é a de uma instrutora de esqui de 39 anos, que resolveu participar da maratona por diversão. Apesar de ter chegado entre as últimas, virou a maior celebridade do mundo naqueles dias. Acontece de tudo nesse evento que pára todo o planeta.

SETEMBRO NEGRO - MUNIQUE 1972

Os olhos estavam voltados para o nadador americano Mark Spitz. Mas o que marcou foram oito terroristas palestinos, que invadiram a vila olímpica e fizeram 11 israelenses de reféns. Queriam trocá-los pela libertação de 236 terroristas. Acuados pela polícia, mataram os atletas. Dois conseguiram fugir

OBJETIVIDADE: NOTA 10 - MONTREAL 1976

Antes de Montreal, as atenções da ginástica estavam no supertime soviético. Mas só até a romeninha Nadia Comaneci cravar a primeira nota 10 numa Olimpíada e levar três ouros. "O que você pretende depois disso?", quis saber um repórter. "Voltar para casa", disse ela

MASCOTE FOFO - MOSCOU 1980

Nenhuma Olimpíada foi tão contaminada pela política quanto a de Moscou. Quando o presidente americano Jimmy Carter achou que um boicote ao país inimigo o reelegeria, os EUA ficaram de fora. Agentes da KGB vigiavam atletas, com medo de espionagem. Para contrabalançar o clima pesado, só o ursinho Misha: o mascote mais fofo da história, que até chorou na despedida

MASCOTE FRACASSADO - ATLANTA 1996

Os organizadores dos Jogos de Atlanta criaram um mascote modernoso: Whatizit, que parecia ter saído de um videogame. Não pegou. Então resolveram rebatizá-lo como Izzy. E criaram um enredo, dizendo que ele "vivia dentro da tocha olímpica em busca de cinco anéis mágicos". Aí é que não pegou mesmo

DREAM TEAM, PRIMEIRO E ÚNICO - BARCELONA 1992

Estados Unidos 116 X Angola 48. Esse foi o primeiro dos oito placares centenários que o time americano de basquete aplicou em Barcelona. O país tinha levado pela primeira vez seus profissionais. Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird, três dos melhores em todos os tempos, formaram então o único Time dos Sonhos digno desse nome

OVERDOSE - SEUL 1988

O canadense Ben Johnson levou a fama de bombado ao ser flagrado no antidoping. Mas a americana Florence Griffith Joyner se safou. Suspeita de usar drogas, cravou os recordes dos 100 e dos 200 metros, e se aposentou em 1989, quando se determinou a obrigatoriedade dos exames-surpresa

HEROÍNA POR ACASO - LOS ANGELES 1984

Entrou o que parecia uma zumbi no Estádio Olímpico de Los Angeles. Puxando a perna e com os braços caídos, a suíça Gabrielle Andersen-Scheiss cambaleou por 6 minutos para terminar a maratona. À beira da morte por exaustão, chegou em 37º sob aplausos. E virou heroína. Tudo graças a um intenso despreparo físico