PROJETO IMAGINE - Palco do Rock in Rio, Parque Olímpico se tornará o maior complexo de entretenimento da América Latina
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quinta-feira, 5 de setembro de 2024
PROJETO IMAGINE - Palco do Rock in Rio, Parque Olímpico se tornará o maior complexo de entretenimento da América Latina
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domingo, 13 de junho de 2021
Magnífica arena de gladiadores romanos é encontrada na Turquia
Magnífica arena de gladiadores romanos é encontrada na Turquia
Com capacidade para 20 mil espectadores, a estrutura foi localizada na antiga cidade de Mastaura.
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sábado, 4 de julho de 2020
Senet, o jogo de tabuleiro que os egípcios usavam para se comunicar com os mortos
Senet, o jogo de tabuleiro que os egípcios usavam para se comunicar com os mortos
Criado há cerca de cinco mil anos no Egito, o Senet é um dos jogos de tabuleiro mais antigos do mundo, uma espécie de antepassado do gamão.
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segunda-feira, 27 de abril de 2020
VISITE AGORA - Os melhores museus do mundo e sem sair de casa durante a quarentena
VISITE AGORA - Os melhores museus do mundo sem sair de casa durante a quarentena
Em meio à quarentena mundial pela pandemia do coronavírus, o site do Instituto Cultural do Google - Google Arts & Culture - se transforma em um grande acervo de entretenimento, com mais de 500 museus ao redor do mundo.
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segunda-feira, 15 de outubro de 2018
O País dos Metralhas - HQ - Ano 2013
O País dos Metralhas - HQ - Ano 2013
Hoje vamos falar de um especial da Disney que chegou as bancas em 2013, O País dos Metralhas.
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quinta-feira, 5 de julho de 2018
OMS determina que o vício em videogames é um problema mental
OMS determina que o vício em videogames é um problema mental
Nas últimas décadas, os videogames ganharam espaço na vida das crianças, adolescentes e jovens adultos. Mas, enquanto para alguns, trata-se de um simples entretenimento, outros podem chegar a desenvolver um sério vício.
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sábado, 4 de março de 2017
Inventor do primeiro videogame também foi um dos criadores da bomba atômica
Inventor do primeiro videogame também foi um dos criadores da bomba atômica
Uma versão moderna de "Tennis for Two", conhecido popularmente como o primeiro videogame do mundo.
Para quem nasceu na década de 1970 para cá, videogames têm sido uma parte relativamente corriqueira de suas vidas, de uma forma ou de outra.
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sábado, 10 de dezembro de 2016
Netflix finalmente libera download de filmes e séries para assistir offline
Netflix finalmente libera download de filmes e séries para assistir offline
Tem o aplicativo da Netflix instalado no seu smartphone ou tablet? Pode comemorar. A empresa finalmente liberou um recurso prometido há muito tempo: download de filmes e séries para assistir offline.
terça-feira, 8 de novembro de 2016
Veja os 5 games mais bizarros da década de 80
Veja os 5 games mais bizarros da década de 80
Mutantes comunistas alienígenas, invasores ETs da Pepsi num game encomendado pela Coca-Cola, um avatar em formato de testículo grande com braços: alguns dos games mais bizarros da década de 80.
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quinta-feira, 23 de junho de 2016
Nintendo 64 fazendo 20 anos hoje
Nintendo 64 fazendo 20 anos hoje
Foi em 23 de junho de 1996, exatos 20 anos atrás, que o primeiro Nintendo 64 foi vendido no Japão. O aparelho que representou a quinta geração de consoles e uma das mais memoráveis disputas do mercado de videogames - contra o primeiro PlayStation, da Sony - marcou também a história de muitos gamers.
Processador de 64 bits para gráficos poligonais, controle estiloso e última plataforma a usar os saudosos cartuchos em vez da "revolução" que viria a seguir com os CDs e DVDs: apenas algumas das características que marcaram a história do console. Para comemorar a data, seperamos 12 jogos que não saem da memória de quem teve um N64.
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quinta-feira, 7 de abril de 2016
Escavações mostram como era o happy hour dos antigos romanos
Escavações mostram como era o happy hour dos antigos romanos
A imagem que temos da vida dos antigos romanos costuma remeter a momentos de batalha ou de grandes acontecimentos políticos e sociais.
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
10 tecnologias que já fizeram parte da sua vida
10 tecnologias que já fizeram parte da sua vida
As tecnologias estão cada vez mais avançadas e capazes de fazer quase qualquer coisa. Por muito tempo, entretanto, tecnologias antigas, muito mais simples do que as atuais, fizeram parte de nossas vidas. Apesar de não terem tantos recursos ou sofisticação, essas engenhocas já nos ajudaram muito - ainda que muitas estejam, hoje em dia, totalmente esquecidas.
Em um momento nostálgico, preparamos uma interessante lista, com 10 tecnologias de antigamente que, em seus tempos áureos, já foram verdadeiros sonhos de consumo. Com certeza, muita gente vai ficar com saudade de alguns dos itens dessa lista, mesmo com outros muito superiores para os substituir.
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terça-feira, 9 de junho de 2015
Atari 2600 - Retrogaming com estilo.
Atari 2600 - Retrogaming com estilo.
Não tem o que discutir. Se você gosta de video games e já passou dos 30, seus olhos brilham ao ver um Atari 2600.
Senhoras e senhores, eu sei que essa foto aí em cima dispensa apresentações. Mas se eu fosse me basear nisso, teria que parar na frase anterior, e esse seria o artigo mais inútil que você já leu sobre o Atari, então… continuemos.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Viver vai ser divertido - Entretenimento
VIVER VAI SER DIVERTIDO - Entretenimento
A interatividade deve dominar o lazer nas próximas décadas do século 21. TV digital, imagem e som de altíssima definição, telas e monitores gigantescos serão tão corriqueiros nas nossas casas em 2015 que vamos pensar duas vezes antes de sair para a rua. Mas o destino das gerações futuras será fechar-se na sala ou no quarto? Teremos mais amizades virtuais do que reais? O homem vai esquecer a sua característica de animal sociável e se isolar?
Tudo indica que a tecnologia vai nos convencer a ficar mais tempo em casa, sim, mas os almoços em restaurantes e o chopinho com os amigos também continuarão a fazer parte do nosso lazer. No livro 2015: Como Viveremos (Saraiva, 2004), o jornalista Ethevaldo Siqueira descreve apaixonadamente os novos monitores de grandes dimensões, com telas planas de plasma ou cristal líquido. Ele acredita que, até 2010, os novos televisores serão ainda um privilégio das classes A e B, mas os preços cairão drasticamente antes de 2015, abrindo caminho para a classe C. Em áreas públicas vão prevalecer supertelões de até 16 metros de comprimento por 9 metros de altura. "Como um elemento novo na paisagem, começarão a surgir nos parques, estádios, clubes ou shopping centers os supertelões, dando nova vida a todos os tipos de espetáculos ao ar livre, competições esportivas, festivais, shows ou concertos populares", escreve Siqueira. Certamente, nos sentiremos tentados a deixar o conforto do lar e compartilhar tudo isso com outras pessoas.
O mais fascinante é que o som e a imagem de primeira qualidade são apenas um aperitivo para o grande banquete que será proporcionado pela futura TV digital. Com o controle remoto na mão, a qualquer hora do dia, poderemos assistir aos nossos programas preferidos, baixar filmes e shows recentes e antigos, disputar jogos eletrônicos, participar de videoconferências e fazer compras online. Em 2020, o telespectador vai operar as câmeras de partidas de futebol, por exemplo. Já pensou em acompanhar a final da Copa do Mundo de 2022 sob o ponto de vista do árbitro e, finalmente, descobrir se aquele pênalti não marcado a favor do Brasil foi por falta de visão ou por incompetência mesmo? Segundo o relatório DigiWorld, da consultoria européia Idate, já em 2010 haverá 200 milhões de residências no mundo com a TV digital instalada, mais que o dobro do início deste século.
Quando puderem viajar por todo o planeta, por meio de programas interativos de turismo da TV digital, os telespectadores do futuro não desistirão de comprar uma passagem aérea e tirar alguns dias de férias nas praias do Nordeste brasileiro ou nas grandes metrópoles da Europa. Tanto que a Organização Mundial de Turismo (OMT) calcula que cerca de 1,5 bilhão de pessoas viajarão de um país a outro em 2020, quase três vezes mais do que na virada do século.
Se sairão de casa para fazer turismo pelo mundo ou para ver o último lançamento de Hollywood nos modernos cinemas do futuro, isso significa que as pessoas continuarão se relacionando. "É bem possível que a satisfação do contato humano ocupe parte do tempo que as pessoas hoje gastam com entretenimento eletrônico pré-fabricado. A vida social, portanto, será enriquecida, e não empobrecida", escreve a jornalista americana Frances Cairncross, autora do livro O Fim das Distâncias - Como a Revolução nas Comunicações Transformará Nossas Vidas (Nobel, 2000). Ela cita o caso das comunidades virtuais, uma das novidades tecnológicas embaladas nos últimos anos na esteira da expansão da internet. "As comunidades unidas por interesses talvez tenham mais afinidades entre si do que vizinhos", diz Frances. Isso já é muito comum no Orkut, por exemplo. Vasculhe algumas comunidades temáticas e comprove a quantidade de encontros realizados por internautas que jamais tinham se visto pessoalmente.
As possibilidades de diversão no século 21 ficarão ainda mais empolgantes se os equipamentos de realidade virtual, hoje disponíveis nas universidades, ficarem acessíveis comercialmente. O equipamento - composto por um capacete de visualização e controle, duas luvas e um punhado de sensores - é capaz de simular vôos interplanetários, expedições ao fundo do mar e viagens ao passado. Quem não gostaria de pisar em Marte, mergulhar no fundo do oceano ou participar do descobrimento do Brasil, numa só tarde, e ainda voltar são e salvo para casa? Como você percebeu, a tecnologia não vai substituir familiares e amigos no futuro. Provavelmente, só aumentará as opções para você se divertir com eles.
Tendências
- TV DIGITAL
Em 2010, estima-se que haverá cerca de 200 milhões de casas no mundo com TV digital instalada, mais que o dobro do que existe atualmente.
- SUPERTELÕES
Telas e monitores gigantescos serão corriqueiros nas casas em 2015. Em áreas públicas, supertelões vão se incorporar à paisagem urbana e transmitir todos os tipos de espetáculos ao ar livre.
- REALIDADE VIRTUAL
Equipamentos de realidade virtual poderão permitir a simulação de vôos interplanetários, expedições ao fundo do mar e viagens ao passado.
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segunda-feira, 2 de maio de 2011
Google planeja lançar serviço de assinatura de filmes on-line, diz jornal
25/02/2011 09h50 - Atualizado em 25/02/2011 11h18
Google planeja lançar serviço de assinatura de filmes on-line, diz jornal
Semelhante ao Netflix, serviço seria lançado inicialmente na Europa.
Google destinou US$ 100 milhões para acordos de conteúdo com estúdios.

Google (Foto: Reprodução)O Google planeja lançar um serviço de assinatura ilimitada para acesso a filmes, semelhante ao Netflix e ao oferecido pela Amazon, publicou o "New York Post" nesta sexta-feira (25).
A companhia, que vem negociando com estúdios de Hollywood há meses, espera lançar o serviço inicialmente na Europa – especificamente no Reino Unido – antes de avançar para os Estados Unidos, afirmou o jornal, citando executivos da companhia.
O Google destinou US$ 100 milhões para acordos de conteúdo com estúdios e outros fornecedores em meio ao seu plano de expandir esse tipo de oferta. Representantes da companhia não estavam imediatamente disponíveis para comentar sobre a reportagem.
Google planeja lançar serviço de assinatura de filmes on-line, diz jornal
Semelhante ao Netflix, serviço seria lançado inicialmente na Europa.
Google destinou US$ 100 milhões para acordos de conteúdo com estúdios.

Google (Foto: Reprodução)O Google planeja lançar um serviço de assinatura ilimitada para acesso a filmes, semelhante ao Netflix e ao oferecido pela Amazon, publicou o "New York Post" nesta sexta-feira (25).
A companhia, que vem negociando com estúdios de Hollywood há meses, espera lançar o serviço inicialmente na Europa – especificamente no Reino Unido – antes de avançar para os Estados Unidos, afirmou o jornal, citando executivos da companhia.
O Google destinou US$ 100 milhões para acordos de conteúdo com estúdios e outros fornecedores em meio ao seu plano de expandir esse tipo de oferta. Representantes da companhia não estavam imediatamente disponíveis para comentar sobre a reportagem.
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Preço do conversor para TV digital cai 84%
29/12/2010 15h19 - Atualizado em 29/12/2010 15h19
Preço do conversor para TV digital cai 84% desde 2007, diz Ministério
No lançamento, equipamento custava R$ 1 mil, contra R$ 200 atualmente.
Digitalização completa está prevista para 2016, com fim do sinal analógico.

Conversores estão presentes em TVs com mais de
32 polegadas. (Foto: Bom Dia Brasil)Os preços dos conversores para TV digital caíram 84% desde o lançamento do sinal digital, em 2007, segundo o Ministério das Comunicações. No início, o equipamento era comercializado por mais de R$ 1 mil. Atualmente o preço médio é de R$ 200.
O ministério divulgou nesta quarta-feira (29) um comunicado onde afirma que a produção brasileira de TVs com o conversor digital integrado deve ultrapassar a marca de 6 milhões de aparelhos neste ano.
A partir de 2011, o número deve ser ainda maior, já que todas as televisões com tela maior ou igual a 26 polegadas terão de chegar às lojas com o conversor integrado. Em 2010, a obrigatoriedade valia para as TVs com tela maior ou igual a 32 polegadas.
Atualmente, o sinal digital está disponível para cerca de 90 milhões de consumidores, em 425 municípios espalhados por todos os Estados do Brasil. A digitalização completa está prevista para 2016, quando deve ser desligado o sinal analógico.
Preço do conversor para TV digital cai 84% desde 2007, diz Ministério
No lançamento, equipamento custava R$ 1 mil, contra R$ 200 atualmente.
Digitalização completa está prevista para 2016, com fim do sinal analógico.

Conversores estão presentes em TVs com mais de
32 polegadas. (Foto: Bom Dia Brasil)Os preços dos conversores para TV digital caíram 84% desde o lançamento do sinal digital, em 2007, segundo o Ministério das Comunicações. No início, o equipamento era comercializado por mais de R$ 1 mil. Atualmente o preço médio é de R$ 200.
O ministério divulgou nesta quarta-feira (29) um comunicado onde afirma que a produção brasileira de TVs com o conversor digital integrado deve ultrapassar a marca de 6 milhões de aparelhos neste ano.
A partir de 2011, o número deve ser ainda maior, já que todas as televisões com tela maior ou igual a 26 polegadas terão de chegar às lojas com o conversor integrado. Em 2010, a obrigatoriedade valia para as TVs com tela maior ou igual a 32 polegadas.
Atualmente, o sinal digital está disponível para cerca de 90 milhões de consumidores, em 425 municípios espalhados por todos os Estados do Brasil. A digitalização completa está prevista para 2016, quando deve ser desligado o sinal analógico.
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domingo, 28 de novembro de 2010
A Olimpíada não tem graça nenhuma
A OLIMPÍADA NÃO TEM GRAÇA NENHUMA

Situações em mês de Olimpíada:
1. Tito Lívio, militar reformado de Belo Horizonte, acorda sobressaltado e corre para buscar o jornal. Engole suas pílulas anti-hipertensivas antes de checar o quadro de medalhas. Irritado, exclama para si mesmo: "Diabos! Precisamos ganhar uma prata para passar à frente dos argentinos!"
2. Raimundo, marido de Maria de Fátima, do Ceará, reclama do bolo solado que lhe foi servido no café da manhã. Enquanto ela batia a massa, sua atenção fora desviada pela TV, que exibia uma prova eliminatória dos 200 metros com barreiras. O competidor brasileiro, de quem dona Maria nunca ouvira falar, tropeçou e chegou em penúltimo lugar.
3. O telejornal dedica quatro minutos à comovente história de Agneta, forte candidata a vencer a maratona. Apesar de correr sob as cores do reino da Suécia, ter deixado a Rocinha aos 4 meses de idade e só conhecer as palavras portuguesas "obrigado" e "saudade", essa simpática negra diz que o Brasil mora em seu coração. Força, Agneta, o país inteiro torce por você!
Não tenho nada contra o esporte. Admiro o entusiasmo de quem de fato está envolvido, direta ou indiretamente, com as competições olímpicas. Nem por isso pretendo surfar na onda de euforia bêbada que quebra por estas praias quando o verde-e-amarelo dá as caras em ginásios, piscinas e velódromos.
Nos jogos de Sydney, fui azucrinado porque não via sentido em perder madrugadas de sono com provas de arremesso de sei-lá-o-quê. O horário grego é mais camarada, mas isso não significa que vou ligar a TV e descobrir que a nação deposita todas as suas esperanças em um velejador de sobrenome escandinavo que, até uma semana antes, era quase desconhecido do público - para quem tanto faz se o atleta em questão pilota um catamarã ou a barca Rio-Niterói. Se ele ganhar medalha, parabéns. Minha vida segue como se nada tivesse ocorrido.
Mas, para boa parte da população, aparentemente algo acontece. É o tal "espírito olímpico". O que seria isso? No site do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), ele é relacionado às seguintes palavras: "compreensão mútua, amizade, solidariedade e fair-play". Ainda segundo o COB, "o Movimento Olímpico se fundamenta na liberdade civil e política, na solidariedade para o desenvolvimento do mundo e na igualdade da ordem econômica, social e cultural". Bonito, não? Vimos uma amostra disso em Moscou, 1980, quando os Estados Unidos resolveram boicotar os primeiros jogos disputados em solo socialista. Também em Los Angeles, 1984, quando os soviéticos deram o troco e não enviaram seu time só para ofuscar a festa americana. Vemos, falando sério, que esse belo discurso tem efeito nulo no mundo ao redor do circo olímpico.
Seria mais honesto se o "espírito olímpico" fosse vendido como competitividade, gana de superar os inimigos numa espécie de guerra mundial em que não fosse preciso matar ninguém. Mas nem isso cola. O desmoronamento do bloco socialista levou junto suas fábricas de atletas. A Olimpíada ficou parecida com a Fórmula 1 na era Ferrari: só dá Schumacher - ou, no caso, Estados Unidos. Não tem graça nenhuma.
Resta-nos assistir aos jogos pela simples emoção do esporte. Agora, convenhamos: você sabe dizer, ao ver imagens de uma regata, qual barco lidera a prova? Você é capaz de avaliar se o desempenho da ginasta romena foi melhor que o da eslovena? Não sei o número de brasileiros que realmente têm essa capacidade. Só sei que metade do país vai explodir em indignação se Daiane dos Santos não levar ouro. Mas, tudo bem, logo saberemos que um paulistano de origem nipônica papou todas no tênis de mesa. O orgulho nacional está salvo.
Repito: não torço contra os atletas brasileiros. Simplesmente acho fora de propósito que toda a população se cubra de glórias com os méritos alheios.
Não quero saber da Olimpíada. Sou minoria. Quase todo mundo, movido pelo "espírito olímpico", vai sintonizar a TV nos jogos. E, ainda imbuída desse espírito atlético, muita gente vai se convencer de que precisa de um tênis com solado air-flex-power-system, daqueles próprios para corredores - mas que acabam sendo gastos nos corredores do shopping center.

Situações em mês de Olimpíada:
1. Tito Lívio, militar reformado de Belo Horizonte, acorda sobressaltado e corre para buscar o jornal. Engole suas pílulas anti-hipertensivas antes de checar o quadro de medalhas. Irritado, exclama para si mesmo: "Diabos! Precisamos ganhar uma prata para passar à frente dos argentinos!"
2. Raimundo, marido de Maria de Fátima, do Ceará, reclama do bolo solado que lhe foi servido no café da manhã. Enquanto ela batia a massa, sua atenção fora desviada pela TV, que exibia uma prova eliminatória dos 200 metros com barreiras. O competidor brasileiro, de quem dona Maria nunca ouvira falar, tropeçou e chegou em penúltimo lugar.
3. O telejornal dedica quatro minutos à comovente história de Agneta, forte candidata a vencer a maratona. Apesar de correr sob as cores do reino da Suécia, ter deixado a Rocinha aos 4 meses de idade e só conhecer as palavras portuguesas "obrigado" e "saudade", essa simpática negra diz que o Brasil mora em seu coração. Força, Agneta, o país inteiro torce por você!
Não tenho nada contra o esporte. Admiro o entusiasmo de quem de fato está envolvido, direta ou indiretamente, com as competições olímpicas. Nem por isso pretendo surfar na onda de euforia bêbada que quebra por estas praias quando o verde-e-amarelo dá as caras em ginásios, piscinas e velódromos.
Nos jogos de Sydney, fui azucrinado porque não via sentido em perder madrugadas de sono com provas de arremesso de sei-lá-o-quê. O horário grego é mais camarada, mas isso não significa que vou ligar a TV e descobrir que a nação deposita todas as suas esperanças em um velejador de sobrenome escandinavo que, até uma semana antes, era quase desconhecido do público - para quem tanto faz se o atleta em questão pilota um catamarã ou a barca Rio-Niterói. Se ele ganhar medalha, parabéns. Minha vida segue como se nada tivesse ocorrido.
Mas, para boa parte da população, aparentemente algo acontece. É o tal "espírito olímpico". O que seria isso? No site do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), ele é relacionado às seguintes palavras: "compreensão mútua, amizade, solidariedade e fair-play". Ainda segundo o COB, "o Movimento Olímpico se fundamenta na liberdade civil e política, na solidariedade para o desenvolvimento do mundo e na igualdade da ordem econômica, social e cultural". Bonito, não? Vimos uma amostra disso em Moscou, 1980, quando os Estados Unidos resolveram boicotar os primeiros jogos disputados em solo socialista. Também em Los Angeles, 1984, quando os soviéticos deram o troco e não enviaram seu time só para ofuscar a festa americana. Vemos, falando sério, que esse belo discurso tem efeito nulo no mundo ao redor do circo olímpico.
Seria mais honesto se o "espírito olímpico" fosse vendido como competitividade, gana de superar os inimigos numa espécie de guerra mundial em que não fosse preciso matar ninguém. Mas nem isso cola. O desmoronamento do bloco socialista levou junto suas fábricas de atletas. A Olimpíada ficou parecida com a Fórmula 1 na era Ferrari: só dá Schumacher - ou, no caso, Estados Unidos. Não tem graça nenhuma.
Resta-nos assistir aos jogos pela simples emoção do esporte. Agora, convenhamos: você sabe dizer, ao ver imagens de uma regata, qual barco lidera a prova? Você é capaz de avaliar se o desempenho da ginasta romena foi melhor que o da eslovena? Não sei o número de brasileiros que realmente têm essa capacidade. Só sei que metade do país vai explodir em indignação se Daiane dos Santos não levar ouro. Mas, tudo bem, logo saberemos que um paulistano de origem nipônica papou todas no tênis de mesa. O orgulho nacional está salvo.
Repito: não torço contra os atletas brasileiros. Simplesmente acho fora de propósito que toda a população se cubra de glórias com os méritos alheios.
Não quero saber da Olimpíada. Sou minoria. Quase todo mundo, movido pelo "espírito olímpico", vai sintonizar a TV nos jogos. E, ainda imbuída desse espírito atlético, muita gente vai se convencer de que precisa de um tênis com solado air-flex-power-system, daqueles próprios para corredores - mas que acabam sendo gastos nos corredores do shopping center.
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sexta-feira, 18 de junho de 2010
EUA encerram transmissões da TV analógica
12/06/09 - 18h42 - Atualizado em 12/06/09 - 19h15
EUA encerram transmissões da TV analógica em todo o país
Sexta-feira marca transição após seis décadas do uso desta tecnologia.
Quase 3 milhões de lares ainda estão despreparados para a TV digital.

Foto: Elise Amendola/AP Técnico instala conversor de TV digital em casa nos EUA, nesta sexta-feira (12), data do fim das transmissões analógicas no país. (Foto: Elise Amendola/AP)As estações de TV dos Estados Unidos deram início ao corte de todos os seus sinais analógicos, nesta sexta-feira (12), pondo fim ao uso da tecnologia que levou suas imagens para todos os cantos do país durante seis décadas. A data representa o prazo final para o processo de transição completa do sistema de radiodifusão para a tecnologia digital.
Segundo dados de uma pesquisa realizada pela Nielsen, cerca de 2,8 milhões de lares
norte-americanos estão completamente despreparados para a transição, apesar do bombardeio de anúncios na TV propagando a iminente mudança, informou o "New York Times".
Outras 9,5 milhões de famílias não estão totalmente prontas para receber o sinal digital, o que significa que podem ter atualizado alguns de seus televisores, mas não todos. "Lares jovens, afroamericanos e hispânicos são desproporcionalmente mais despreparados, enquanto os lares de idosos são os que estão mais prontos", publicou o "TVNewsDay".
A transmissão digital traz índices mais elevados de qualidade de imagem e som, além de novos canais para os telespectadores.A Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC, na sigla em inglês) colocou 4 mil operadores de plantão para receber chamadas de telespectadores ainda confusos com a mudança, além de criar centros demonstração da nova tecnologia digital em várias cidades norte-americanas.
Até o início da tarde desta sexta-feira, a FCC recebeu 122.389 chamadas, quase quatro vezes mais do que na quinta-feira (11), que tinha sido o dia mais movimentado até agora, disse o porta-voz do órgão, Mark Wigfield, à agência de notícias Associated Press.
O recém-disponível espectro analógico deixado pelas emissoras de TV será utilizado para serviços sem fio avançados e comunicações de emergência, ainda segundo a FCC.
De acordo com o "New York Times", o governo dos EUA tinha a intenção de que a transição fosse iniciada em fevereiro, mas o processo sofreu um atraso de quatro meses, mesmo com a pressão feita pela administração Obama para uma rápida decisão do Congresso norte-americano.
EUA encerram transmissões da TV analógica em todo o país
Sexta-feira marca transição após seis décadas do uso desta tecnologia.
Quase 3 milhões de lares ainda estão despreparados para a TV digital.

Foto: Elise Amendola/AP Técnico instala conversor de TV digital em casa nos EUA, nesta sexta-feira (12), data do fim das transmissões analógicas no país. (Foto: Elise Amendola/AP)As estações de TV dos Estados Unidos deram início ao corte de todos os seus sinais analógicos, nesta sexta-feira (12), pondo fim ao uso da tecnologia que levou suas imagens para todos os cantos do país durante seis décadas. A data representa o prazo final para o processo de transição completa do sistema de radiodifusão para a tecnologia digital.
Segundo dados de uma pesquisa realizada pela Nielsen, cerca de 2,8 milhões de lares
norte-americanos estão completamente despreparados para a transição, apesar do bombardeio de anúncios na TV propagando a iminente mudança, informou o "New York Times".
Outras 9,5 milhões de famílias não estão totalmente prontas para receber o sinal digital, o que significa que podem ter atualizado alguns de seus televisores, mas não todos. "Lares jovens, afroamericanos e hispânicos são desproporcionalmente mais despreparados, enquanto os lares de idosos são os que estão mais prontos", publicou o "TVNewsDay".
A transmissão digital traz índices mais elevados de qualidade de imagem e som, além de novos canais para os telespectadores.A Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC, na sigla em inglês) colocou 4 mil operadores de plantão para receber chamadas de telespectadores ainda confusos com a mudança, além de criar centros demonstração da nova tecnologia digital em várias cidades norte-americanas.
Até o início da tarde desta sexta-feira, a FCC recebeu 122.389 chamadas, quase quatro vezes mais do que na quinta-feira (11), que tinha sido o dia mais movimentado até agora, disse o porta-voz do órgão, Mark Wigfield, à agência de notícias Associated Press.
O recém-disponível espectro analógico deixado pelas emissoras de TV será utilizado para serviços sem fio avançados e comunicações de emergência, ainda segundo a FCC.
De acordo com o "New York Times", o governo dos EUA tinha a intenção de que a transição fosse iniciada em fevereiro, mas o processo sofreu um atraso de quatro meses, mesmo com a pressão feita pela administração Obama para uma rápida decisão do Congresso norte-americano.
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segunda-feira, 24 de maio de 2010
Time Warner anuncia que vai separar atividades da America Online
28/05/09 - 14h10 - Atualizado em 28/05/09 - 14h22
Time Warner anuncia que vai separar atividades da America Online
Aguardada cisão deve ser realizada ainda neste ano.
Com isso, AOL voltará a ser independente e terá ações na bolsa.

Foto: AP Jeff Bewkes, diretor-executivo da Time Warner, em foto de arquivo. Nesta quinta, ele afirmou que a separação representa passo crucial para foco em conteúdo. (Foto: AP) A Time Warner oficializou nesta quinta-feira (27) planos para promover a cisão de sua divisão America Online (AOL), por volta do final deste ano, uma decisão há muito aguardada que vai remover uma das unidades mais fracas do grupo de mídia.
A Time Warner, que vinha há meses sinalizando a preparação desse plano, disse que a transação foi aprovada pelo conselho e será estruturada de forma a isentar os acionistas de impostos. A operação ainda precisa do aval de autoridades regulatórias.
Quando a transação for concluída, a AOL voltará a ser uma companhia independente com ações em bolsa, pondo fim à fusão gigante entre as duas companhias de mídia, promovida em 2000 e classificada por críticos como mal-sucedida.
A AOL já foi o principal provedor de acesso à internet nos Estados Unidos, em anos passados, mas terminou ficando para trás com a conquista de assinantes pelas operadoras de telefonia e cabos, e com os avanços do Google e outras companhias no setor de publicidade on-line.
A companhia de internet passou por uma série de reduções contábeis de valor, para refletir a queda no valor de seus ativos e a desaceleração no mercado de publicidade on-line, e estava cada vez mais deslocada nos planos mais amplos da Time Warner para se tornar uma empresa que trabalha exclusivamente com conteúdo, concentrada em marcas de mídia como CNN, HBO e Warner Bros.
Ajuda
A Time Warner tentou diversas maneiras de ajudar a AOL em crise. Em uma dessas tentativas, dividiu a companhia em duas unidades: uma delas com foco na audiência e publicidade, enquanto a outra visava o negócio tradicional, e cada vez menos importante, que era o acesso discado à internet.
Mas nada disso bastou para reverter a situação da AOL e a Time Warner vinha sofrendo pressão cada vez mais intensa para abrir mão do negócio, ou por meio de uma cisão ou vendendo-a para o Yahoo ou à divisão MSN da Microsoft.
"Acreditamos que uma separação será o melhor desfecho, para a Time Warner e a America Online", disse o diretor-executivo da Time Warner, Jeff Bewkes, em comunicado. "A separação será outro passo crucial para a reformulação da Time Warner, que iniciamos no começo do ano passado, o que nos permitirá concentrar ainda mais a nossa atuação no negócio de conteúdo, a nossa atividade central", acrescentou.
Google
Em 2005, o Google comprou 5% da AOL, em um acordo que projetava um valor de mercado da AOL de US$ 20 bilhões. Em janeiro, o Google reduziu o valor de sua participação na empresa da Time Warner, implicando em um valor total da AOL de US$ 5,5 bilhões.
Pelo plano anunciado nesta quinta-feira, a Time Warner irá comprar a participação do Google na AOL, para então promover a cisão do negócio.
Time Warner anuncia que vai separar atividades da America Online
Aguardada cisão deve ser realizada ainda neste ano.
Com isso, AOL voltará a ser independente e terá ações na bolsa.

Foto: AP Jeff Bewkes, diretor-executivo da Time Warner, em foto de arquivo. Nesta quinta, ele afirmou que a separação representa passo crucial para foco em conteúdo. (Foto: AP) A Time Warner oficializou nesta quinta-feira (27) planos para promover a cisão de sua divisão America Online (AOL), por volta do final deste ano, uma decisão há muito aguardada que vai remover uma das unidades mais fracas do grupo de mídia.
A Time Warner, que vinha há meses sinalizando a preparação desse plano, disse que a transação foi aprovada pelo conselho e será estruturada de forma a isentar os acionistas de impostos. A operação ainda precisa do aval de autoridades regulatórias.
Quando a transação for concluída, a AOL voltará a ser uma companhia independente com ações em bolsa, pondo fim à fusão gigante entre as duas companhias de mídia, promovida em 2000 e classificada por críticos como mal-sucedida.
A AOL já foi o principal provedor de acesso à internet nos Estados Unidos, em anos passados, mas terminou ficando para trás com a conquista de assinantes pelas operadoras de telefonia e cabos, e com os avanços do Google e outras companhias no setor de publicidade on-line.
A companhia de internet passou por uma série de reduções contábeis de valor, para refletir a queda no valor de seus ativos e a desaceleração no mercado de publicidade on-line, e estava cada vez mais deslocada nos planos mais amplos da Time Warner para se tornar uma empresa que trabalha exclusivamente com conteúdo, concentrada em marcas de mídia como CNN, HBO e Warner Bros.
Ajuda
A Time Warner tentou diversas maneiras de ajudar a AOL em crise. Em uma dessas tentativas, dividiu a companhia em duas unidades: uma delas com foco na audiência e publicidade, enquanto a outra visava o negócio tradicional, e cada vez menos importante, que era o acesso discado à internet.
Mas nada disso bastou para reverter a situação da AOL e a Time Warner vinha sofrendo pressão cada vez mais intensa para abrir mão do negócio, ou por meio de uma cisão ou vendendo-a para o Yahoo ou à divisão MSN da Microsoft.
"Acreditamos que uma separação será o melhor desfecho, para a Time Warner e a America Online", disse o diretor-executivo da Time Warner, Jeff Bewkes, em comunicado. "A separação será outro passo crucial para a reformulação da Time Warner, que iniciamos no começo do ano passado, o que nos permitirá concentrar ainda mais a nossa atuação no negócio de conteúdo, a nossa atividade central", acrescentou.
Em 2005, o Google comprou 5% da AOL, em um acordo que projetava um valor de mercado da AOL de US$ 20 bilhões. Em janeiro, o Google reduziu o valor de sua participação na empresa da Time Warner, implicando em um valor total da AOL de US$ 5,5 bilhões.
Pelo plano anunciado nesta quinta-feira, a Time Warner irá comprar a participação do Google na AOL, para então promover a cisão do negócio.
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Para que servem os amigos?
23/04/09 - 06h30 - Atualizado em 23/04/09 - 06h30
Para que servem os amigos? Para uma vida mais longa
Estudos mostram que pessoas com mais amigos vivem mais.
Ter boas companhias também ajuda a combater depressão.
Na jornada por uma saúde melhor, muitas pessoas se voltam a médicos, livros de auto-ajuda ou suplementos de ervas. Porém, elas ignoram uma poderosa arma capaz de ajudá-las a combater doenças e a depressão, acelerar a recuperação, retardar o envelhecimento, e prolongar a vida: seus amigos.

Amigos ajudam a preservar a saúde? (Foto: Stuart Bradford/NYT)
Recentemente, pesquisadores estão começando a prestar atenção na importância da amizade e das redes sociais para a saúde em geral. Um estudo australiano de 10 anos descobriu que pessoas mais velhas com um grande círculo de amigos tinham uma chance 22% menor de morrer durante o período do estudo, em relação àqueles com menos amigos. Um grande estudo de 2007 mostrou um aumento de quase 60% no risco de obesidade entre pessoas cujos amigos ganhavam peso. No ano passado, pesquisadores de Harvard relataram que laços sociais fortes poderiam promover saúde cerebral conforme envelhecemos.
“No geral, o papel da amizade em nossas vidas não é terrivelmente bem apreciado”, disse Rebecca G. Adams, professora de sociologia da Universidade da Carolina do Sul, em Greensboro. “Há várias expectativas em famílias e no casamento, mas muito pouco na amizade. A amizade tem um impacto mais forte em nosso bem-estar psicológico do que as relações familiares”.
Em um novo livro, "The Girls From Ames: A Story of Women and a 40-Year Friendship" (Gotham), Jeffrey Zaslow conta a história de 11 amigas de infância que se espalharam do Iowa para oito estados distintos. Apesar da distância, a amizade entre elas sobreviveu à faculdade, ao casamento, ao divórcio, e a outras crises, incluindo a morte de uma das mulheres antes dos 30 anos.
Usando livros de anotações, álbuns de fotos e as memórias das próprias mulheres, Zaslow narra como a amizade moldou suas vidas e continua a sustentá-las. O papel da amizade na saúde e no bem-estar é evidente em praticamente todos os capítulos.
Duas das amigas souberam recentemente ter câncer de mama. Kelly Zwagerman, hoje uma professora de colegial moradora da cidade de Northfield, Minnesota, disse que ao receber seu diagnóstico, em 2007, seu médico lhe disse para cercar-se com suas pessoas mais amadas. Ao invés disso, ela buscou suas amigas de infância, embora elas morassem longe.
“As primeiras pessoas a quem contei foram as mulheres de Ames”, disse ela numa entrevista. “Mandei um e-mail para elas. Imediatamente recebi e-mails e telefonemas e mensagens de apoio. Era muito claro que o amor porejava de todas elas”.
Quando ela reclamou que seu tratamento causava muitas dores na garganta, uma menina de Ames lhe enviou um liquidificador e receitas. Outra, que havia perdido uma filha para a leucemia, enviou a Zwagerman um chapéu tricotado a mão, sabendo que sua cabeça ficaria fria sem cabelos; outra enviou pijamas feitos de tecido especial para ajudar a lidar com os suores noturnos.
Zwagerman disse que muitas vezes se sentia mais confortável discutindo sua condição com as amigas do que com seu médico. “Nós temos tantas histórias juntas que essas mulheres falam de qualquer coisa”, disse ela.
Kelly disse ainda que suas amigas de Ames tinham sido fator essencial em seu tratamento e recuperação, e pesquisas sustentam essa percepção. Em 2006, um estudo com quase 3.000 enfermeiras com câncer de mama descobriu que mulheres sem amigos próximos tinham uma probabilidade quatro vezes maior de morrer da doença do que as mulheres com dez ou mais amigos. E notavelmente, a proximidade e a quantidade de contato com um amigo não foram associadas à sobrevivência. Simplesmente ter amigos já era algo protetor.
Bella DePaulo, professora visitante de psicologia na Universidade da Califórnia, em Santa Barbara, cujo trabalho foca pessoas solteiras e amizades, aponta que, em muitos estudos, a amizade tem um efeito ainda maior sobre a saúde do que um cônjuge ou membro da família. Na pesquisa das enfermeiras com câncer de mama, ter um cônjuge não foi associado à sobrevivência.
Enquanto muitos estudos sobre a amizade focam nos intensos relacionamentos entre mulheres, algumas pesquisas mostram que os homens também podem se beneficiar. Em um desses, realizado num período de seis anos com 736 homens suecos de meia-idade, a ligação com uma única pessoa não parecia afetar o risco de ataques cardíacos e doenças coronárias, mas ter amigos, sim. Apenas o cigarro era um fator de risco tão importante quanto a falta de suporte social.
O motivo exato pelo qual a amizade tem um efeito tão grande não está inteiramente claro. Enquanto amigos podem assumir pequenas responsabilidades e buscar remédios para uma pessoa doente, os benefícios vão muito além da assistência física; na verdade, a proximidade não parece ser um fator.
Pode ser que pessoas com fortes laços sociais tenham, também, melhor acesso a serviços e atendimento de saúde. Além disso, entretanto, a amizade claramente possui um profundo efeito psicológico. Pessoas com amizades fortes apresentam menor probabilidade de contrair resfriados, talvez por terem níveis mais baixos de estresse.
No ano passado, pesquisadores acompanharam 34 estudantes da Universidade da Virginia, levando-os à base de uma colina bastante íngreme e equipando-os com pesadas mochilas. Em seguida pediram que os estudantes avaliassem o grau de declive. Alguns participantes ficaram ao lado de amigos durante o exercício, enquanto outros ficaram sozinhos.
Os estudantes que estavam com amigos deram estimativas mais baixas do grau de inclinação da colina e, quanto mais tempo de amizade os participantes tivessem entre si, menos íngreme ela parecia.
“Pessoas com redes de amizades mais fortes se sentem como se houvesse ali alguém para ajudá-las”, disse Karen A. Roberto, diretora do centro de gerontologia da Virginia Tech. “A amizade é um recurso subestimado. A mensagem consistente desses estudos é que amigos tornam sua vida melhor”.
PUBLICADOS BRASIL NO ORKUT
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Para que servem os amigos? Para uma vida mais longa
Estudos mostram que pessoas com mais amigos vivem mais.
Ter boas companhias também ajuda a combater depressão.
Na jornada por uma saúde melhor, muitas pessoas se voltam a médicos, livros de auto-ajuda ou suplementos de ervas. Porém, elas ignoram uma poderosa arma capaz de ajudá-las a combater doenças e a depressão, acelerar a recuperação, retardar o envelhecimento, e prolongar a vida: seus amigos.

Amigos ajudam a preservar a saúde? (Foto: Stuart Bradford/NYT)
Recentemente, pesquisadores estão começando a prestar atenção na importância da amizade e das redes sociais para a saúde em geral. Um estudo australiano de 10 anos descobriu que pessoas mais velhas com um grande círculo de amigos tinham uma chance 22% menor de morrer durante o período do estudo, em relação àqueles com menos amigos. Um grande estudo de 2007 mostrou um aumento de quase 60% no risco de obesidade entre pessoas cujos amigos ganhavam peso. No ano passado, pesquisadores de Harvard relataram que laços sociais fortes poderiam promover saúde cerebral conforme envelhecemos.
“No geral, o papel da amizade em nossas vidas não é terrivelmente bem apreciado”, disse Rebecca G. Adams, professora de sociologia da Universidade da Carolina do Sul, em Greensboro. “Há várias expectativas em famílias e no casamento, mas muito pouco na amizade. A amizade tem um impacto mais forte em nosso bem-estar psicológico do que as relações familiares”.
Em um novo livro, "The Girls From Ames: A Story of Women and a 40-Year Friendship" (Gotham), Jeffrey Zaslow conta a história de 11 amigas de infância que se espalharam do Iowa para oito estados distintos. Apesar da distância, a amizade entre elas sobreviveu à faculdade, ao casamento, ao divórcio, e a outras crises, incluindo a morte de uma das mulheres antes dos 30 anos.
Usando livros de anotações, álbuns de fotos e as memórias das próprias mulheres, Zaslow narra como a amizade moldou suas vidas e continua a sustentá-las. O papel da amizade na saúde e no bem-estar é evidente em praticamente todos os capítulos.
Duas das amigas souberam recentemente ter câncer de mama. Kelly Zwagerman, hoje uma professora de colegial moradora da cidade de Northfield, Minnesota, disse que ao receber seu diagnóstico, em 2007, seu médico lhe disse para cercar-se com suas pessoas mais amadas. Ao invés disso, ela buscou suas amigas de infância, embora elas morassem longe.
“As primeiras pessoas a quem contei foram as mulheres de Ames”, disse ela numa entrevista. “Mandei um e-mail para elas. Imediatamente recebi e-mails e telefonemas e mensagens de apoio. Era muito claro que o amor porejava de todas elas”.
Quando ela reclamou que seu tratamento causava muitas dores na garganta, uma menina de Ames lhe enviou um liquidificador e receitas. Outra, que havia perdido uma filha para a leucemia, enviou a Zwagerman um chapéu tricotado a mão, sabendo que sua cabeça ficaria fria sem cabelos; outra enviou pijamas feitos de tecido especial para ajudar a lidar com os suores noturnos.
Zwagerman disse que muitas vezes se sentia mais confortável discutindo sua condição com as amigas do que com seu médico. “Nós temos tantas histórias juntas que essas mulheres falam de qualquer coisa”, disse ela.
Kelly disse ainda que suas amigas de Ames tinham sido fator essencial em seu tratamento e recuperação, e pesquisas sustentam essa percepção. Em 2006, um estudo com quase 3.000 enfermeiras com câncer de mama descobriu que mulheres sem amigos próximos tinham uma probabilidade quatro vezes maior de morrer da doença do que as mulheres com dez ou mais amigos. E notavelmente, a proximidade e a quantidade de contato com um amigo não foram associadas à sobrevivência. Simplesmente ter amigos já era algo protetor.
Bella DePaulo, professora visitante de psicologia na Universidade da Califórnia, em Santa Barbara, cujo trabalho foca pessoas solteiras e amizades, aponta que, em muitos estudos, a amizade tem um efeito ainda maior sobre a saúde do que um cônjuge ou membro da família. Na pesquisa das enfermeiras com câncer de mama, ter um cônjuge não foi associado à sobrevivência.
Enquanto muitos estudos sobre a amizade focam nos intensos relacionamentos entre mulheres, algumas pesquisas mostram que os homens também podem se beneficiar. Em um desses, realizado num período de seis anos com 736 homens suecos de meia-idade, a ligação com uma única pessoa não parecia afetar o risco de ataques cardíacos e doenças coronárias, mas ter amigos, sim. Apenas o cigarro era um fator de risco tão importante quanto a falta de suporte social.
O motivo exato pelo qual a amizade tem um efeito tão grande não está inteiramente claro. Enquanto amigos podem assumir pequenas responsabilidades e buscar remédios para uma pessoa doente, os benefícios vão muito além da assistência física; na verdade, a proximidade não parece ser um fator.
Pode ser que pessoas com fortes laços sociais tenham, também, melhor acesso a serviços e atendimento de saúde. Além disso, entretanto, a amizade claramente possui um profundo efeito psicológico. Pessoas com amizades fortes apresentam menor probabilidade de contrair resfriados, talvez por terem níveis mais baixos de estresse.
No ano passado, pesquisadores acompanharam 34 estudantes da Universidade da Virginia, levando-os à base de uma colina bastante íngreme e equipando-os com pesadas mochilas. Em seguida pediram que os estudantes avaliassem o grau de declive. Alguns participantes ficaram ao lado de amigos durante o exercício, enquanto outros ficaram sozinhos.
Os estudantes que estavam com amigos deram estimativas mais baixas do grau de inclinação da colina e, quanto mais tempo de amizade os participantes tivessem entre si, menos íngreme ela parecia.
“Pessoas com redes de amizades mais fortes se sentem como se houvesse ali alguém para ajudá-las”, disse Karen A. Roberto, diretora do centro de gerontologia da Virginia Tech. “A amizade é um recurso subestimado. A mensagem consistente desses estudos é que amigos tornam sua vida melhor”.
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