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segunda-feira, 8 de setembro de 2025

CÓDIGO CHINÊS - Em 3 episódios explicamos a relação da China com a alta tecnologia

CÓDIGO CHINÊS - Em 3 episódios explicamos a relação da China com a alta tecnologia

01- Câmeras de vigilância, superaplicativos, robôs: como as cidades inteligentes da China vão monitorar você. Primeiro episódio da série O Código Chinês mostra as tecnologias chinesas que ameaçam a hegemonia americana como principal potência global.

02 - Da bicicleta aos carros voadores no maior exportador de carros do mundo.

03 - O futuro do meio ambiente - Cidade Esponja.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Homem cai de bicicleta enquanto busca por cogumelos e descobre relíquia do séc. XVII

Homem cai de bicicleta enquanto busca por cogumelos e descobre relíquia do séc. XVII

Um catador de cogumelos teve uma grande surpresa quando caiu de bicicleta em um bosque na localidade de Jezuicka Struga, na Polônia. 

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

O jovem baiano que foi de Salvador até Nova York de bicicleta na década de 1920

O jovem baiano que foi de Salvador até Nova York de bicicleta na década de 1920


Cruzar diferentes países de bicicleta é uma aventura para poucos. Se hoje em dia uma façanha dessas ainda impressiona, imagine na década de 1920. Pois ela foi realizada por um jovem baiano que pedalou de Salvador até Nova York. 

quinta-feira, 16 de maio de 2019

5 fatos interessantes sobre ciclismo

5 fatos interessantes sobre ciclismo


Nada melhor para contornar o caos dos engarrafamentos do que uma bicicleta, hoje em dia a "magrela" possui uma popularidade global, em qualquer lugar do mundo pedalar é sinônimo de saúde e qualidade de vida, além de ser um veiculo econômico e totalmente ecológico.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Pedale uma hora e gere energia para um dia


Pedale uma hora e gere energia para um dia


Bicicleta ergométrica energiza  sua casa por 24 horas com apenas por 1 hora de pedaladas por dia.

sábado, 24 de setembro de 2016

Equipamento brasileiro transforma pedaladas em energia elétrica


Equipamento brasileiro transforma pedaladas em energia elétrica


Você já ouvir falar que um corpo em movimento é um corpo com disposição e energia? Pois essa expressão nunca foi mais verdadeira! O professor e engenheiro elétrico José Carlos Armelin, que nasceu no interior de São Paulo, criou uma tecnologia que faz com que, ao pedalar, seja possível produzir energia elétrica gerada de forma sustentável.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Bike elétrica pode carregar mais de 20kg de bagagem com autonomia de 110 km


Bike elétrica pode carregar mais de 20kg de bagagem com autonomia de 110 km


Famosa por dar o primeiro passo em assuntos pertinentes à sustentabilidade e melhor aproveitamento de recursos vitais para a existência humana na Terra, a Alemanha já tem um histórico de popularização do uso de bicicletas num cenário onde os carros sempre tiveram espaço: grandes centros urbanos. 

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Japonês cria bicicleta de madeira pela bagatela de R$ 50 mil


Japonês cria bicicleta de madeira pela bagatela de R$ 50 mil

Sueshiro Sano criou bicicleta construída com madeira vendida por quase R$ 50 mil (Foto: Yoshikazu Tsuno/AFP)

Sueshiro Sano construiu bicicleta com madeira de mogno.
Inventor japonês tem um estúdio em Tóquio, na capital do país.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Ciclismo - Olimpíadas


CICLISMO - Olimpíadas


A bicicleta passou por avanços significativos na forma, funcionalidade e performances desde a sua invenção pelo conde de Sivrac, no final do século XVIII. Já em 1896, na primeira edição dos Jogos em Atenas, o ciclismo estava presente e seis provas foram disputadas. Hoje esse esporte alia a alta tecnologia de seus bólidos em duas rodas com a força e estratégia exigidas de seus atletas.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Atletas de Aço - Fisiologia


ATLETAS DE AÇO - Fisiologia


Todo ano acontece a Race Across America, uma das mais duras provas de ciclismo do mundo. Durante cinco dias,  equipes de corredores pedalam sem parar, revezando-se, e atravessam os Estados Unidos, da costa Oeste à ste. O esforço e o estresse do corpo são tremendos. Tecnologia, mecânica,  fisiologia,  fisioterapia e nutricionismo são cruciais para a vitória e para a segurança dos atletas - tanto quanto músculos de aço. Veja o que ciclistas brasileiros já aprenderam com a prova.

domingo, 18 de novembro de 2012

Saiba como a bicicleta revolucionou o sexo e a genética

Saiba como a bicicleta revolucionou o sexo e a genética


Bicicleta surgiu no século 19 (Foto: BBC)

Invenção foi crucial para evolução humana, diz geneticista britânico.

Que invenção pode ter sido mais revolucionária para o sexo do que a pílula anticoncepcional, a camisinha ou o Viagra? Para um dos geneticistas mais renomados da Grã-Bretanha, a resposta é clara: a bicicleta.
Stephen Jones, professor do University College de Londres (UCL), uma das mais respeitadas instituições de ensino e pesquisa do país, destaca que a invenção da bicicleta foi o evento mais importante dos últimos 100 mil anos da história da evolução humana.

Para Jones, em entrevista ao programa da BBC Science Club, a bicicleta "fez com que os homens não se limitassem mais a encontrar sua companheira sexual na porta ao lado, mas, sim, transportar-se a aldeias vizinhas e manter relações sexuais com uma mulher do povoado ao lado".

Transporte barato e eficiente
Embora a bicicleta tenha sido inventada no início do século 19, não foi até pouco mais de um século atrás que se converteu em um fenômeno de massa. Os primeiros modelos tinham rodas pesadas e pouco confiáveis, mas dois elementos transformaram a bicicleta em um dos milagres da tecnologia moderna: a corrente e as rodas com raios.

A roda com raios feitos de cabos de metal finos e esticados permitiu acelerar o funcionamento da bicicleta.
Antes da criação da corrente dentada, as rodas eram acionadas por meio de pedais acoplados, o que obrigava contar com uma roda frontal de enorme tamanho, que acabava sendo incômoda e instável.

A corrente, além das marchas, permitiu que, com apenas uma volta do pedal, a roda se movesse várias vezes e assim foi como nasceram, há um século, as bicicletas "seguras para damas". Dessa forma, essa maravilha da engenharia se converteu em um sistema de transporte barato, eficiente, e acessível a homens e mulheres de todas as classes sociais.

Mais 'paqueras' e menos piano
A imprensa da época na Grã-Bretanha reportou que a invenção mudou a forma de cortejo entre os jovens do final do século 19. Nos jornais britânicos daqueles dias, é possível encontrar notícias de que a bicicleta reduziu a frequência do comparecimento de pessoas à igreja, criou novas tendências de cortejo entre os jovens e até mesmo provocou uma diminuição no uso do piano.

Mas, além das transformações sociais, a ciência destaca que a contribuição mais importante da bicicleta se refletiu nos nossos genes. Stephen Stearns, professor de ecologia e biologia evolutiva da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, defende que a bicicleta ampliou em 48 quilômetros a distância de 'paquera' dos homens ingleses no final do século 19.

Ele diz que a invenção estimulou ainda a pavimentação das ruas, o que facilitou, mais tarde, a incorporação do automóvel ao mundo do transporte. Para os especialistas, deu-se assim o início a um processo de migração que dura até hoje.

Diversidade genética
Jones, do University College de Londres, ressalta que a distância entre o lugar de nascimento dos futuros cônjuges não parou de aumentar desde então. 

O cientista pede aos leitores que se façam uma pergunta simples: Quão distante é a origem de seu marido/mulher em comparação com a dos seus pais?
"Se caminharmos por uma cidade como Londres hoje em dia, vemos uma variedade genética que não teríamos visto em outra época".

A bicicleta, segundo Jones, deu início assim a um caminho rumo à diversidade genética sem precedentes, algo que tem um papel primordial no desenvolvimento do nosso sistema imunológico -- o que teve repercussões futuras cruciais para a humanidade.

"A diversidade genética é a base da evolução, se não a tivéssemos, ainda seríamos muito parecidos com os primatas", concluiu.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Eficiência em duas rodas - Tecnologia


EFICIÊNCIA EM DUAS RODAS - Tecnologia



Graças à moderna indústria, a bicicleta é cada vez mais leve, resistente e veloz. Uma brilhante vitória para a máquina que melhor uso faz da energia humana.

Depois de pedalar 90 horas, 43 minutos e 20 segundos, o americano Gregory LeMond venceu este ano, pela terceira vez, o Tour de France, uma das maiores provas ciclísticas do gênero. Realizada há 86 anos no mês de julho, a competição costuma reunir cerca de duas centenas de esportistas de todo o mundo para percorrer 3 420 quilômetros divididos em 23 etapas, das planícies aos íngremes Alpes franceses. Ganha quem tiver o menor tempo acumulado na soma de todas as fases. Para LeMond, foi uma questão realmente pessoal. No ano passado, sua vitória apenas 8 segundos à frente do favorito, o francês Laurent Fignon, estabeleceu um recorde às avessas: foi a menor diferença de tempo entre os dois primeiros classificados registrada nessa modalidade de corrida. Na verdade, a pequena vantagem deixou margem a que os especialistas do ciclismo atribuíssem o êxito do americano não a seu esforço individual, mas à utilização de um novo aparato, destinado a aumentar a aerodinâmica de sua bicicleta.
Trata-se de uma extensão em forma de U, presa ao guidão, a qual permite ao ciclista apoiar o cotovelo sem sair da posição que proporciona o melhor rendimento das pedaladas. A uma velocidade de 40 quilômetros por hora, LeMond foi ganhando de seu adversário francês até 2 segundos por quilômetro rodado - um desempenho tão notável que levou o derrotado Fignon a adotar o dispositivo em outras provas. Em pé de igualdade este ano, os ciclistas repetiram o duelo e o americano pôde comprovar sua superioridade sem nenhuma margem de dúvida: foram longos 2 minutos e 16 segundos de vantagem sobre o segundo colocado, desta vez o italiano Claudio Chiapucci. Com sua nova vitória na clássica prova, LeMond demonstrou como somar homem e tecnologia - uma combinação que por sinal deve caracterizar a maioria dos esportes no próximo século. Como bem mostra o ciclismo, a luta pelo tempo hoje em dia é travada não só pelos competidores, mas por toda a equipe, que tem de desenvolver equipamentos cada vez melhores e mais eficientes.
Tarefa difícil, pois a bicicleta, desde sua origem, tem sido a mais eficiente máquina já criada para converter energia humana em propulsão. Apenas irrisório 1% da energia transmitida das pernas à roda traseira se perde, o que torna possível ao ciclista manter facilmente a marcha entre 16 e 19 quilômetros por hora, isto é, quase quatro vezes a velocidade do caminhar. Não é por outra razão que o formato desses veículos pouco mudou desde a virada do século, quando uma série de aperfeiçoamentos levou ao ferro-velho nostálgicas engenhocas, elos perdidos na história da evolução das bicicletas. Há exatamente 200 anos, no mesmo cenário em que LeMond cruzava a linha de chegada, o conde de Sivrac apresentava o celerípedo, um biciclo de madeira sem direção, propelido pelo impulso dos pés contra o chão, considerado hoje o precursor da bicicleta.
Depois, foram incorporados a direção, invento do barão Karl de Drais em 1818; os pedais, que o francês Ernest Michaux acoplou em 1861 à roda dianteira; a transmissão por corrente, algo que embora criado séculos antes por Leonardo da Vinci (1452-1519) só foi aplicado às bicicletas em 1879; e, por último, em 1888, os pneumáticos do inglês John Boyd Dunlop (1840-1921). Em 1984 mais um nome se juntaria a essa distinta confraria. Decidido a quebrar o recorde de velocidade contra o relógio, o ciclista italiano Francesco Moser, em vez de lançar-se a cansativos treinamentos, foi antes buscar apoio nas últimas novidades tecnológicas. A partir do estudo de suas características físicas pessoais, ele desenvolveu no computador uma bicicleta totalmente diferenciada, com quadro inclinado, guidão especial e rodas carenadas. Sobre ela, tornou-se o primeiro homem a superar a barreira dos 50 quilômetros em uma hora de pedaladas.
Até hoje, seu recorde de exatos 51,151 quilômetros no velódromo da Cidade do México ainda não foi batido, mas suas inovações já se tornaram comuns ou até mesmo obsoletas nos modelos de corrida. As rodas carenadas ou lenticulares (com o centro do aro fechado), por exemplo, uma idéia que parece datar do século passado, não haviam sido aceitas antes por ciclistas ou engenheiros. Moser demonstrou que as rodas podem ter melhor impulsão se passarem a assumir o comportamento de uma estrutura maciça, deformando-se bem menos que os vários raios finos dos modelos convencionais e cortando o ar com mais facilidade.
Seu único inconveniente para as provas fora dos velódromos-a resistência que oferecem às rajadas de ventos laterais, capazes de desequilibrar o ciclista-foi superado este ano. A empresa americana Specialized Bicycle Components criou uma nova roda com três aros grossos, feitos de material especial, mais leve e resistente, composto de uma mistura de fibras de carbono, resina epóxi, Kevlare alumínio. Desenvolvida num dos sessenta computadores CRAY existentes no mundo, sua aerodinâmica perfeita pode representar uma valiosa economia de 10 minutos numa corrida de 160 quilômetros.
Roupas colantes de menor atrito com o ar, óculos protetores envolventes e pêlos das pernas raspados: tudo é válido para conseguir melhor aerodinâmica e ganhar alguns segundos de vantagem. O polêmico guidão Scott, como é conhecido o aparato usado por LeMond, é um resumo desse esforço. O nome é uma homenagem ao ciclista americano Scott Allen, o primeiro a utilizá-lo em 1987 nas provas de triatlon, dura modalidade esportiva em que o atleta corre um trecho a pé, nada outro tanto e pedala um terceiro. Mas foi outro americano, o esquiador e ciclista Boone Lennon, quem descobriu, em recentes pesquisas no túnel de vento, que os esquiadores conseguiam um avanço maior quando diminuíam sua largura, e não altura, como se pensava até então. Assim, ao jogar os braços para a frente e apoiar os cotovelos, os ciclistas, imitando os esquiadores, diminuem sua largura sobre a bicicleta em importantes 8 centímetros. A altura, embora menos decisiva, também baixa 15 centímetros.
Além disso, o esportista adota uma posição mais relaxada, podendo respirar com maior liberdade. Antes, ele se apoiava em três pontos: a pélvis, as mãos e os pés. Mas, com esse guidão, se apóia também nos cotovelos, descansando os músculos do tronco e obtendo melhor oxigenação ao respirar. Reduzir o atrito com o ar, entretanto, não é o único caminho para melhorar o desempenho. Outro recurso é diminuir o peso da máquina, adotando novos materiais, sempre mais leves e resistentes. Dessa maneira, o peso total baixou de cerca de 12 quilos numa bicicleta comum de dez marchas para menos de 8 num modelo especial de competição.
O quadro, que compõe a estrutura básica, é a peça mais pesada e também a que mais quilos perdeu nos últimos tempos. No ano passado, o ciclista australiano Phil Anderson competiu com LeMond sobre um quadro feito de uma liga com 91% de magnésio fundido, que bate o alumínio, até então a última palavra no assunto, em leveza, resistência e custo. Na realidade, boa parte das ligas de alumínio demonstrou ser bastante frágil, apresentando algumas desvantagens. Os tubos não agüentam solda e precisam ser rosqueados e colados num processo delicado, desenvolvido pela indústria aeroespacial. Submetidos ao esforço do pedalar, os quadros tendem a se dobrar mais, quebrando-se também com maior facilidade. Já o quadro de magnésio, embora igualmente frágil, é mais resistente devido ao seu processo de construção. Com o magnésio extraído de 1 metro cúbico de água do mar, os engenheiros fazem tubos mais grossos, fundidos num molde único, o que dispensa as pesadas juntas, onde geralmente a estrutura se rompe. Os tradicionais tubos de aço, por sua vez, engrossados nos pontos onde se concentram os maiores esforços e unidos entre si por conexões soldadas, surgiram no começo do século e ainda são usados nas bicicletas comuns. Mas, desde a década de 30, misturaram-se a novos componentes metálicos, como o molibdênio, o manganês e o cromo.
Aerodinâmica perfeita e peso reduzido se juntam ainda a um último recurso na busca por velocidade-aumentar a eficiência dos componentes. E um dos sistemas que mais têm evoluído é o mecanismo de transmissão de marchas. De fato, graças à popularidade crescente das bicicletas desenhadas para rodar em qualquer terreno, que exigem muito mais das marchas, todo o sistema evoluiu bastante nos últimos cinco anos. É a chamada linha de montanha, off road (fora de estrada, em inglês) ou allterrain byke (ATB), bicicleta para todo terreno, que já representa mais da metade de todas as novas bicicletas vendidas no mundo.
Andando por entre pântanos ou montanhas, os competidores dessa modalidade de ciclismo precisam contar com quadros mais robustos, pneus mais largos e principalmente um número maior de marchas, capazes de serem mudadas com suavidade e precisão. O moderno sistema de marchas descarrilhantes, criado pelo ciclista italiano Tulio Campagnolo em 1930, era já um aperfeiçoamento que reduzia a velha preocupação em não pular as marchas ou danificar o mecanismo. Consiste em um braço na roda traseira, que move a corrente sobre um conjunto de até sete rodas dentadas de tamanhos diferentes, variando assim a intensidade da força transmitida à roda. Outro braço perto do pedal move a corrente sobre duas ou três rodas dentadas mais largas, duplicando o número de marchas possíveis para catorze ou 21. A mudança de marchas, porém, ainda tinha de ser regulada de ouvido, de acordo com o som da corrente.
O avanço definitivo só veio há quatro anos, quando a fábrica japonesa Shimano criou para as ATBs o sistema indexado, que substitui o descarrilhamento contínuo por pequenos saltos precisos. O mecanismo funciona com dentes menores, que atuam como ponto de entrada para a passagem da corrente. Este ano, foi adaptado para as rodas dentadas do eixo do pedal. As rodas passaram a ser ovais e os dentes localizam-se nos pontos onde a pressão do pedalar é menor, garantindo melhor rendimento. Além disso, a precisão alcançada permite espremer até oito rodas dentadas no eixo traseiro, o que se traduz em um total de dezesseis marchas. As inovações da Shimano não terminam aí. A última novidade, disponível até agora só para grandes equipes de corrida, é uma manopla de freio que também controla a mudança de marchas, permitindo ao ciclista realizar as duas operações sem tirar o apoio do guidão. Para frear, basta apertar a manopla normalmente; para utilizar o câmbio, deve girá-la.
A nova manopla é conectada também a um novo sistema de freios. Em vez de um, dois braços de borracha reduzem o giro das rodas, com uma intensidade 30% maior. Cabos hidráulicos reduzem o espaço a ser percorrido entre seu acionamento e a parada da bicicleta, possibilitando aos atletas retardar as freadas nas descidas, quando chegam a mais de 100 quilômetros por hora. Os pedais, como o sistema de marchas, também mudaram radicalmente nos últimos cinco anos. Cada pedalada tem sua eficiência duplicada quando se prende os pés aos pedais, como já sabiam os atletas do começo do século, pois deste modo se aproveita também o movimento dos pés para cima. Mas essa pode ser uma medida perigosa, porque não se consegue soltar os pés com rapidez em caso de acidente e, durante o esforço, as presilhas podem prender demais, impedindo a circulação do sangue nos pés.
Foi só em 1985 que o engenheiro francês Michel Beyl, da companhia Look, resolveu o problema. Ele criou um pedal que se encaixa numa plataforma fixada na sola de um sapato especial. Um movimento lateral do pé solta-o do pedal, mas como esse movimento não ocorre no pedalar normal, a plataforma serve de presilha. Recentemente, Beyl aperfeiçoou o invento de forma a permitir um leve giro dos pés, sem soltá-los dos pedais. A vantagem do chamado pedal Time é que esse giro reduz o risco de lesões nos tendões do joelho. O engenho, porém, foi superado em 1988 pelo pedal da empresa americana Aerolite, seguro e simples. Trata-se de um eixo cilíndrico que se conecta ao sapato por uma série de dentes, uma estrutura muito parecida com certas peças das asas de aviões.

Ao que parece, não há limites para os avanços tecnológicos das bicicletas de corrida. É provável que boa parte dessas inovações nunca se torne suficientemente barata para ser incorporada às bicicletas comuns, embora alguns desses aparatos já comecem a chegar ao mercado nacional de ATBs. De qualquer modo, toda novidade beneficia o consumidor. "Como acontece com os carros de Fórmula 1, o aperfeiçoamento das bicicletas de corrida ajuda os fabricantes a produzir melhores modelos para o público", compara o uruguaio naturalizado brasileiro Juan José Timon.

Ex-ciclista profissional técnico da equipe de atletas da Caloi e da Confederação Brasileira de Ciclismo há quase duas décadas, ele lembra com orgulho os muitos vencedores que já treinou: do paulista Jair Braga, campeão pan-americano em 1985, ao paranaense Mauro Ribeiro, campeão mundial de ciclismo na Itália em 1982. Segundo Timon, embora existam poucos patrocinadores no país, o Brasil ostenta mais títulos conquistados que muitos países onde esse esporte tem maior tradição. Ele cita alguns números que ajudam a entender o aparente paradoxo: "A Caloi, que investe no esporte há mais de noventa anos, gasta cerca de 3 000 dólares por ano na manutenção de bicicletas de 1 800 dólares, conduzidas por atletas treinados ao longo de pelo menos cinco anos." 


sexta-feira, 9 de abril de 2010

Inventor constrói bicicleta de 4 metros de altura no DF

17/10/08 - 10h32 - Atualizado em 17/10/08 - 10h45

Inventor constrói bicicleta de 4 metros de altura no DF
A bicicleta é a realização de um antigo sonho do policial Francimar Barbosa.
A invenção chama a atenção pelo tamanho e também pelo design.

O policial militar Francimar Barbosa, morador do Gama, no Distrito Federal, levou seis meses para construir uma bicicleta de quatro metros de altura. A invenção pesa 52 kg, tem 1,5 m de largura e mais de 2,5 m de comprimento. Foi criada para apenas uma pessoa, mas um segundo assento foi acrescentado a pedido do filho.

A oficina é o canto da casa que Francimar mais gosta. É o lugar onde ele coloca em prática todas as suas idéias. O inventor explica que não há limites para novas criações. O dom foi revelado aos 11 anos, quando começou a construir carrinhos de madeira. Depois, os trabalhos passaram a ser feitos com metal, e outras engenhocas foram aparecendo. A bicicleta gigante está inscrita para entrar no Ranking Brasil, uma espécie de Guinness só para recordes do país.

A idéia surgiu de lembranças da infância. Na época, a vontade era participar do desfile de 7 de Setembro. “Eu não tinha condições de ter uma bicicleta para ir ao Plano Piloto [região onde o desfile acontece] e sempre planejei fazer uma. Não queria comprar. Queria fazer uma do meu jeito e foi isso que eu fiz”, conta Francimar Barbosa.

A brincadeira enche de orgulho o pequeno Mairon Bacelar, filho do policial. “Quando ele pede alguma coisa, eu vou lá dentro e trago. Assim, a gente vai fazendo. Se alguma coisa der errada, a gente faz tudo de novo”, revela o estudante.

“A minha intenção é estar presente na vida do meu filho. Além dele, também quero agraciar outras crianças com essa invenção”, acrescenta Francimar.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Agricultor cria bomba de água com bicicleta

24/02/09 - 07h58 - Atualizado em 24/02/09 - 08h39

Agricultor cria bomba de água com bicicleta em MG
'Engenhoca' já foi copiada e ganhou prêmio de criatividade.
‘Nunca pensei que uma bicicleta pudesse dar tanto ibope’, diz agricultor.

Um agricultor de Limeira do Oeste (MG) usou a criatividade e peças de uma bicicleta para montar uma máquina que funciona como bomba, que puxa água de cisternas. A invenção facilitou a vida da família de Eterno Donizetti de Souza, que vive em um assentamento criado em 2007. As condições de moradia são simples e não há água encanada nem energia elétrica.

Para conseguir água, apenas retirando de cisternas, com o uso do balde ou de uma bomba manual. “O desgaste era muito e tirava menos água. Dava muito cansaço”, diz o agricultor. Na falta de tecnologia, Souza usou a imaginação para facilitar o processo.

Com pequenas adaptações, o inventor acoplou a bicicleta a uma bomba de água. O projeto ficou pronto em três meses e atraiu a atenção de vizinhos do assentamento. Um deles copiou a idéia de Souza e constatou: “Sai bem mais água do que ‘no braço’”, disse o agricultor Ângelo Henrique da Silva.

A eficácia da máquina foi comprovada. Com o método braçal, a quantidade retirada de água não ultrapassava os 500 litros por dia. Com a “bomba de água com bicicleta”, nome com que Souza batizou seu projeto, o volume dobrou.

Além de melhorar a situação da família de Souza, a bomba despertou a atenção da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). A invenção foi selecionada e disputou com mais 115 projetos de todo o estado o título de “Criatividade Rural”. Ele conseguiu o segundo lugar.

Segundo o técnico da Emater, João Paulo Aguiar, que descobriu a invenção ao visitar o assentamento, a bicicleta foi escolhida por reduzir custos e reaproveitar materiais. “Nunca pensei que uma bicicleta ia dar tanto ibope. Todo mundo está feliz”, diz o agricultor.