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terça-feira, 30 de novembro de 2021

Navios-fantasmas da Segunda Guerra vêm à tona após Erupção Vulcânica

Navios-fantasmas da Segunda Guerra vêm à tona após Erupção Vulcânica

Acredita-se que sejam embarcações da Marinha do Japão afundadas durante a batalha de Iwo Jima.

sexta-feira, 26 de março de 2021

MAGNUM (1980) - Série dos anos 80

 MAGNUM (1980) - Série dos anos 80

Magnum era uma série de TV norte-americana, apresentado originalmente pela rede CBS, entre 11 de dezembro de 1980 a 1 de maio de 1988, num total de 162 episódios, de aproximadamente 60 minutos cada, em 8 temporadas. 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

MARINHA - Maior navio do mundo, no século 17, foi construído no Brasil

MARINHA - Maior navio do mundo, no século 17, foi construído no Brasil

Na segunda metade do século 17 foi fundado um estaleiro situado na atual Ilha do Governador, onde hoje fica o aeroporto Antônio Carlos Jobim.  Entre outros, ele colocou no mar o galeão Padre Eterno, o maior navio do mundo no século 17.

terça-feira, 7 de julho de 2020

Marinha dos EUA usa arma laser para destruir drone durante teste militar

Marinha dos EUA usa arma laser para destruir drone durante teste militar


A Marinha dos Estados Unidos testou pela primeira vez uma nova arma de "laser em estado sólido". 

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

GUERRA - Quais são os dez exércitos mais poderosos do mundo

GUERRA - Quais são os dez exércitos mais poderosos do mundo

(Nazir Azhari Bin Mohd Anis / EyeEm/Getty Images)

Rankings de poderio bélico são polêmicos, mas, em qualquer lista desse tipo, quem aparece no topo é o exército dos Estados Unidos (só para simplificar, usamos “exército” na nossa pergunta como sinônimo popular de Forças Armadas, incluindo aí Exército, Marinha e Aeronáutica).

domingo, 20 de outubro de 2019

REVOLUCIONÁRIO - Cientista da Marinha dos EUA inventa novo tipo de reator de fusão nuclear

REVOLUCIONÁRIO - Cientista da Marinha dos EUA inventa novo tipo de reator de fusão nuclear


Se funcionar como descrito, equipamento poderia gerar 1.000 vezes mais energia do que consome e produzir um salto tecnológico sem precedentes.

sábado, 27 de julho de 2019

Submarino desaparecido há mais de 50 anos é encontrado na costa da França

Submarino desaparecido há mais de 50 anos é encontrado na costa da França


Um submarino que havia desaparecido em 1968 foi localizado na costa da França. 

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

8 casos arrepiantes e recentes de canibalismo


8 casos arrepiantes e recentes de canibalismo


Não é de hoje que aparecem histórias arrepiantes de canibalismo, em que nossos semelhantes devoram a carne do próximo.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

RIMPAC - O maior exercício de guerra naval do mundo


RIMPAC - O maior exercício de guerra naval do mundo


A cada dois anos, nos meses de junho e julho, são realizados os exercícios RIMPAC, em Honolulu, no Havaí, Estados Unidos, os maiores exercícios de guerra naval do mundo. 

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Vizinhos da Pesada - Zoologia


Vizinhos da Pesada - Zoologia


Uns nunca saíram do país. Outros, ainda que morem longe, fazem questão de ter filhos nas nossas praias. Muitos passam apenas temporadas, mas voltam sempre. Veja aqui o primeiro mapa dos cetáceos (baleias e golfinhos) no Brasil.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Coleção Saiba Mais - Os mais Profundos Mistérios do Oceano


Coleção Saiba Mais - Os mais Profundos Mistérios do Oceano



Número 1:
A Vida Marinha

Número 2:
Tubarão Branco

Número 3:
Baleia Azul

Número 4:
Tartaruga Marinha

Número 5:
Nemo e sua Turma

sábado, 9 de julho de 2016

O terrível Vento Divino que colocou em xeque a marinha norte-americana


O terrível Vento Divino que colocou em xeque a marinha norte-americana


Próximo ao final da 2ª Guerra Mundial, com vitória quase certa para os Aliados, eis que surge uma nova esperança para os japoneses.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Pesquisador redescobre criatura que não era vista havia mais de 30 anos


Pesquisador redescobre criatura que não era vista havia mais de 30 anos

Pesquisador redescobre criatura marinha que não era vista havia mais de 30 anos (Foto:Reprodução/Facebook/University of Washington)

Náutilo foi fotografado na ilha de Ndrova, na Papua-Nova Guiné.
Considerado 'fóssil vivo', criatura marinha não era vista desde 1984.

Uma rara criatura marinha que não era vista havia mais de 30 anos foi flagrada por pesquisador no Pacífico Sul, segundo a Universidade de Washington (EUA).

quarta-feira, 26 de março de 2014

Aeroporto flutua no mar do Brasil - Tecnologia


AEROPORTO FLUTUA NO MAR DO BRASIL - Tecnologia


O porta-aviões Minas Gerais, único do Hemisfério Sul, volta à ativa depois de uma reforma de dois anos. Nosso repórter passou dez dias a bordo.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Reserva sem Lei - Ambiente


RESERVA SEM LEI - Ambiente


Parada obrigatória de aves migratórias e dona de uma variedade de 35 espécies de peixes, além de uma vegetação exuberante, a Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, em Santa Catarina, vive ameaçada. Pesquisadores e ecologistas batalham por sua efetiva implantação.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Operação Tartaruga - Natureza

OPERAÇÃO TARTARUGA - Natureza



Biólogos, oceanógrafos e pescadores trabalham duro para preservar as cinco espécies de tartarugas marinhas que desovam nas praias brasileiras

Durante toda a sua existência, que pode chegar a 100 anos, a tartaruga marinha só vai à terra firme para desovar. Numa visita noturna, ela procura um lugar mais seco na areia para proteger seus ovos da maré salgada. Se algum estranho está por perto, a mãe zelosa volta para a água. Mais tarde, talvez até em outro dia, sentindo-se segura, ela arrasta, de novo, seus 200 quilos pela praia e começa a cavar o ninho com suas nadadeiras traseiras. A tarefa deixa a fêmea em um tal estado de transe, a ponto de não ser capaz de notar a aproximação de um pescador. Atenta à centena de ovos que despeja, ela pode até ser degolada, sem esboçar qualquer reação. Esse triste episódio, hoje em dia, virou raridade no litoral brasileiro. Graças ao Projeto Tartaruga Marinhas (Tamar), um dos mais bem-sucedidos trabalhos de proteção a animais em extinção no país.
Há quinze anos, um grupo de estudantes de Oceanografia da Fundação Universidade do Rio Grande viajou para o Atol das Rocas, 240 quilômetros do Norte. à noite, durante um passeio pela praia, os estudantes precisaram uma cena grotesca: doze tartarugas fêmeas estavam viradas, enquanto um pescador degolava uma a uma. Eles tiraram fotos da matança, para enviar ao Zoológico do Rio Grande do Sul. A princípio, a denúncia não teve maiores efeitos. No início dos anos 80, contudo, por motivos diversos, entidades internacionais começaram a pressionar o Instituto Nacional de Desenvolvimento Florestal (IBDF)-atual Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) -para que fossem implantados projetos de proteção à fauna marinha.O então diretor do IBDF, Roberto Petry Leal, que havia trabalhado no zoológico gaúcho, lembrou-se das fofos entregues pelos estudantes, quatro anos antes. e procurou o grupo para propor um levantamento da fauna no litoral brasileiro. Assim, em 1980, junto com uma equipe de biólogos, o casal de oceanógrafos Guy e Maria Angela Marcovaldi, mais conhecida como Neca, partia em uma viagem de dois anos pelas costas brasileiras, para localizar áreas de ocorrência de tartarugas marinhas.Nascia o Projeto Tamar, que atualmente, sob a coordenação dos dois pesquisadores, fiscaliza nada menos de 600 quilômetros de praias-90% da área de desova das tartarugas marinhas no país. A sede, instalada em 1982 na Praia do Forte, a 100 quilômetros de Salvador, na Bahia, não possuía sequer um carro para patrulhar as praias. "Nós usávamos um jeguinho", recorda Guy.Hoje, amparado em verbas de entidades internacionais e com o patrocínio do governo federal, o projeto já implantou dezesseis bases litorâneas. Em cada uma das bases, estagiários percorrem as praias à noite para proteger as fêmeas, identificadas com uma etiqueta metálica na nadadeira. com a inscrição do Tamar e um pedido de comunicação à sede caso o animal seja encontrado- é a única maneira de conhecer o roteiro de suas grandes viagens. Das oito  espécies  existentes no mundo, cinco delas foram encontradas nas praias brasileiras. Contemporânea dos dinossauros, a tartaruga marinha acompanhou todas as transformações do planeta nos últimos 150 milhões de anos. Ironicamente, o instante que representa o esforço em preservar a sua espécie-a reprodução-torna a tartaruga marinha vulnerável.Solitários e protegidos em alto-mar, machos e fêmeas têm encontro marcado apenas na época do acasalamento. Para acasalar-se, o macho prende-se ao corpo da companheira usando, como ganchos, as duas unhas de sua nadadeira. Na fúria do amor, que pode durar até três horas, a fêmea acaba com profundos cortes na carapaça e no pescoço. O jogo de sedução é aproveitado perversamente pelos pescadores: para atrair os machos, são lançados bonecos de madeira semelhantes às fêmeas. Eles se agarram aos bonecos, e são facilmente puxados para os barcos. Se os machos, porém, muitas vezes conseguem livrar-se dessas armadilhas, as fêmeas dificilmente têm a mesma chance, quando saem para a desova. Por isso, os cientistas supõem que, em todo o mundo, a quantidade de fêmeas já é muito menor do que a de seus colegas de sexo oposto. Para assegurar a procriação nas praias brasileiras, os participantes do Projeto Tamar não só cuidam das fêmeas, como protegem os seus ovos, recolhidos e reenterrados em cercados para a incubação, com o cuidado de reproduzir as condições da praia onde foram depositados. Parece uma tarefa simples, mas a resistência dos pequenos e pobres povoados próximos às regiões de desova, no inicio, representou um grande obstáculo. A tartaruga marinha fazia parte do cardápio dos moradores, que também comiam os ovos, colhidos com facilidade. O hábito exigiu um trabalho árduo de conscientização, com direito a sessões de vídeos sobre tartarugas, passeios de jipe nas áreas de patrulha e, ainda, aulas para crianças sobre a importância de preservar aquelas espécies. O efeito acabou sendo notável: "Antes, tartarugueiros eram aqueles pescadores que ofereciam carne de tartaruga e ovos à comunidade: hoje, o sentido é outro-eles são os fiscais do Tamar, recebendo salários para recolher os ovos e levá-los para os cercados", orgulha-se Marcovaldi.Passadas seis horas da postura, o embrião se fixa dentro do ovo, que tem o tamanho de uma bola de pingue-pongue. Ou seja. a partir daí,. qualquer rotação pode desprendê-lo do vitelo, a substância que o alimenta-essa separação significa a sua morte. Por isso, o tartarugueiro retira delicadamente os ovos, tomando o cuidado para mantê-los na posição original, acomodando-os em uma caixa de isopor, preparada com areia do mesmo local. Em seguida, ele percorre a praia até a área sob a responsabilidade de outro pescador, para Ihe entregar a caixa. É uma corrente humana: o percurso se divide em 5 a 6 quilômetros para cada tartarugueiro até a base mais próxima, onde os ovos serão reenterrados.Com os ovos protegidos nos cercados, uma nova etapa começa. Como na maioria dos répteis, não são os genes que definem o sexo dos filhotes: é a temperatura média do ambiente que, ao agir sobre certas enzimas, determina se o embrião será macho ou fêmea. Para assegurar o equilíbrio das ninhadas, a temperatura da areia nas incubadeiras do Tamar está sempre sendo monitorada. Os olhos azuis da estagiária Débora Faria faíscam quando exemplifica o processo de definição sexual das tartarugas marinhas: "Para uma das espécies, a cabeçuda, se a temperatura média da areia estiver em torno de 28° Celsius, a ninhada será toda de machos; se estiver entre 28° e 32°, a ninhada será mista; e, com a temperatura acima dos 32°, nascerão exclusivamente fêmeas". Como os outros estagiários do Tamar, Débora, uma loira esguia, estudante de Biologia na Universidade de São Paulo, é obrigada a passar o Natal, o Ano-Novo e o Carnaval longe da família, defendendo as tartarugas-nas costas brasileiras, as fêmeas desovam justamente entre setembro e março. "A variação da temperatura no período, da primavera ao verão, provoca um efeito curioso: o número de machos e fêmeas nascidos termina praticamente igual, conta Débora.Na Praia do Forte, uma das principais atrações turísticas é a própria sede do Projeto Tamar, onde tartarugas filhotes e jovens ficam expostas em tanque. Ali, os ninhos estão protegidos com grades de plástico, por causa de antigos predadores que voltaram a atacar-as raposas, numerosas na região. "Logo que a população de tartarugas volte a ser estável, a predação natural precisará ser permitida", esclarece o coordenador Guy Marcovaldi. "Nossa meta é, no futuro, não ter de interferir em nada."Não basta, porém, proteger os ovos: os filhotes também correm risco nas praias. De cada ninho enterrado, aproximadamente sessenta dias depois da postura, emerge na areia uma centena de tartaruguinhas, com 20 gramas e cerca de 5 centímetros de comprimento cada. Elas vão puxando areia para dentro do ninho, que tem cerca de 50 centímetros de profundidade, até chegarem à superfície. Devem chegar todas juntas-qualquer retardatária estará inapelavelmente condenada à morte. No percurso até o mar -cuja distância chega a 15 metros-os caranguejos são os principais inimigos a evitar, fora aves e raposas famintas.Para os recém-nascidos, há ainda o desafio de localizar o oceano: as pequenas tartarugas, mal saem da areia, levantam a cabeça e procuram no escuro da noite a brancura da espuma do mar. Por serem espécies pecilotermas, isto é, não têm temperatura própria e dependem do calor ambiente para a velocidade de seu metabolismo, os filhotes saídos do ninho quente estão cheios de energia para correrem alucinados até a água. Mas as lâmpadas de eventuais habitações próximas ao local de nascimento costumam desorientá-los. Caso se percam, arriscam-se a ver a luz do dia sem ter encontrado o mar-e o sol a pino pode matá- los de desidratação. Uma vez na água, os filhotes de tartarugas nadam vinte horas em linha reta: não param por nada, nem para conseguir alimento. Afinal, vale tudo para fugir das ondas que os devolveriam à praia. "Em mar aberto, os filhotes podem nadar 20 metros por minuto", conta Débora Faria.O destino dessa primeira viagem ninguém conhece. Os filhotes, até hoje, só são localizados no oceano com mais de 1 ano de idade. Alguns relatos de pescadores, no entanto, apontam o Mar de Sargaços, no Oceano Atlântico, a oeste das Ilhas Bahamas, como o provável berçário das jovens tartarugas. Seria, de fato, um lugar adequado para aguardar o primeiro aniversário. Pois, quando são muito pequenas, as tartarugas não conseguem mergulhar fundo em busca de alimento. No Mar de Sargaços, ao menos, existe uma densa camada de algas, onde elas poderiam viver apoiadas, comendo pequenos crustáceos. Mas é apenas uma hipótese."Os filhotes libertados nas dezesseis bases do Projeto Tamar, espantosamente, quando chegarem à maturidade -daqui a quinze ou trinta anos, dependendo da espécie-, retornarão à mesma praia em que nasceram para desovar" explica o biólogo Maurício Marczwski. " É a tradição das tartarugas marinhas." Enquanto não chega esse momento, elas navegam enormes distâncias em alto-mar, migrando para áreas de alimentação. Uma tartaruga artilhada no ano passado na Reserva Biológica de Atol das Rocas, no Rio Grande do Norte, foi encontrada seis meses depois no Senegal, no oeste da África-a nada menos de 3 680 quilômetros de distância. Se ela não tivesse sido morta, retornaria para o Brasil na época da desova. Essa assombrosa memória ainda é um mistério. O olfato, contudo, parece ser o grande sinalizador: a tartaruga marinha reconheceria o caminho de volta à praia natal pelos cheiros dos animais e plantas identificados no seu trajeto quando filhote. Há ainda a suspeita de que ela se oriente pelos astros, conferidos cada vez que vem à superfície para respirar. "A visão deve ser o seu sentido mais desenvolvido", acredita o oceanógrafo Guy Marcovaldi. "Quando chegamos perto, as tartarugas colocam a cabeça para fora d´água para olhar a nossa cara."Nesses dez anos, os biólogos, os oceanógrafos e os tartarugueiros do Projeto Tamar povoaram as costas brasileiras com nada menos do que 750000 filhotes. São tantos os riscos e mistérios do mar que, sabe-se, de cada 1000 dessas pequenas tartarugas, apenas uma ou duas sobreviverão-sem levar em conta as armadilhas humanas. Daqui a duas ou três décadas, contudo, as fêmeas sobreviventes voltarão à praia brasileira em que nasceram. Serão então bem recebidas pelos moradores, que um dia foram crianças educadas por participantes do Tamar sobre a importância desses fabulosos répteis.


Apertando os cintos

Seis de cada 10 cruzeiros gastos para sustentar o Projeto Tamar costumavam vir do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), órgão federal que, no início deste ano, teve 90% de suas verbas cortadas. Resultado em cifrões: desta vez o Ibama só poderá contribuir com 21 milhões de cruzeiros dos 160 milhões previstos para manter o projeto em 1991. "A situação do país não dá alternativa", lamenta o médico veterinário Jordan Wallwuer, chefe da Divisão de Fauna e Flora do Ibama. O Tamar conta ainda com o patrocínio de empresas e, além disso. deverá arrecadar cerca de 200 000 dólares-um quinto da verba necessária-com a venda de produtos como posters, camisetas, broches e adesivos.Finalmente, o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) também contribui financeiramente com o projeto brasileiro. "Nossos recursos, neste ano, cresceram menos, por falta de doadores", conta Cleber Alho, representante do WWF no Brasil. "Mas o apoio à preservação das tartarugas deve ser considerado intocável."Mesmo assim, para o coordenador do projeto, Guy Marcovaldi, o Tamar corre risco: "Nesses dez anos, nós sempre expandimos. Agora, vamos estagnar ou até diminuir nossa área de atuação".



Os tipos de tartarugas

Cabeçuda (Caretta caretta)
É a espécie mais numerosa no Brasil, desovando em quase todo o litoral-no Espírito Santo, recebe o nome indígena careba. A adulta mede mais de 1 metro de comprimento e chega a pesar 180 quilos. Seu nome é merecido: possui mandíbulas grandes e fortes, semelhantes a um bico de pássaro, adaptadas para quebrar qualquer tipo de concha. Afinal, mariscos são seu prato predileto.

Tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata)
É a principal vítima dos pescadores: sua bela carapaça, com placas negras sobrepostas sobre um fundo amarelo, é vendida para indústrias de pentes e bijuterias. De tamanho médio, ela tem entre 78 e 90 centímetros de comprimento e pesa até 150 quilos. Desova no Oceano Índico e na parte ocidental do Pacífico. No Brasil,ela geralmente põe seus ovos no litoral baiano.
Lepidochelys olivacea
A menor das tartarugas marinhas brasileiras-ela tem, no máximo 65 centímetros de comprimento e seu peso raramente excede 60 quilos, graças à carapaça fina-ainda não tem nome popular. A mandíbula frágil só consegue mastigar pequenos moluscos. Seu local predileto para a desova é a Praia de Pirambu, 30 quilômetros ao norte de Aracaju, em Sergipe.
Tartaruga-verde (Chelonia mydas)
Também chamada de aruanã, ela gosta de desovar em ilhas oceânicas. No Brasil a maioria dos ninhos foi registrada em Fernando de Noronha ,na Ilha de Trindade e no Atol da Rocas. Mas é na Costa Rica que a espécie se encontra em maior quantidade. Com mais de 1 metro de comprimento e pesando cerca de 300 quilos, é a única tartaruga marinha que prefere uma dieta exclusivamente à base de algas.
Tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea)
Ela pode alcançar 2 metros de comprimento e 800 quilos. Possui uma carapaça de gomos flexíveis, semelhantes à borracha. Sua gordura é cobiçada para impermeabilizar barcos e servir de combustível para lamparinas. Grande mergulhadora,hoje a tartaruga-de-couro é rara em todo o mundo. A maioria desova na Guiana Francesa. No Brasil, neste ano, foram registradas três tartarugas no Espírito Santo.
Lora (Lepidochelvs kempi)
Além de ser a única tartaruga marinha que desova em plena luz do sol, os ninhos da pequena lora-ela tem pouco mais de 60 centímetros de comprimento e cerca de 45 quilos-têm apenas um endereço: a Praia de Rancho Nuevo, no México. Juntas, todas as tartarugas da espécie aparecem nessa praia no mesmo dia, três vezes por ano, sempre às vésperas de tempestades.
Tartaruga-negra (Chelonia agassizi)
A carapaça da tartaruga-negra é a mais arredondada em comparação com outras espécies, e pode chegar a 90 centímetros de comprimento e 65 quilos. As llhas Galápagos no Pacífico, a 965 quilômetros do Equador, receberam esse nome por causa da enorme quantidade desses répteis na região-em espanhol arcaico, galápago significa tartaruga. É ali. aliás, que essa espécie costuma desovar.
Chelonia depressa
Um pouco menor do que a tartaruga-verde, a Chelonia depressa, que aparece nas costas australianas, possui a carapaça larga, com bordas viradas para cima e uma depressão no centro. Seus ovos são os maiores e os mais pesados de todas as espécies de tartarugas. Por isso, dificilmente são atacados por predadores como caranguejos, que não conseguem arrastá-los para suas tocas.


terça-feira, 28 de agosto de 2012

Cidadãos em Armas - História


CIDADÃOS EM ARMAS - História



Nascido da Revolução Francesa, há 200 anos, o moderno serviço militar variou conforme a época e o país. Mas ainda é tema de debates.

Uma espécie de ritual de iniciação cívica espera neste 1989 o 1,4 milhão de brasileiros que completam 18 anos: comparecer a uma junta de alistamento militar. Destes, porém, algo como um em cada dez irá realmente vestir farda, pois as Forças Armadas não comportam a multidão de jovens que o serviço militar obrigatório despeja anualmente às portas dos quartéis. Nem por isso o ato de se alistar perde em simbolismo e tradição - estar apto a pegar em armas em defesa dos seus é um comportamento que remonta ao tempo dos mais antigos ancestrais do homem. Mas o serviço militar universal e obrigatório - um dever de todo cidadão, dentro de certas condições, que variam de país para pais - é uma invenção muito recente: surgiu da Revolução Francesa, exatamente há duzentos anos.
Logo após a tomada da Bastilha, a 14 de julho de 1789, que dá inicio à derrubada da monarquia, os revolucionários franceses tornaram totalmente voluntário o serviço militar: só um exército assim constituído seria digno de uma nação de homens livres, iguais e fraternos. No entanto, a República logo se via obrigada a esquecer aquele conceito para defender-se da invasão de tropas dos reinos vizinhos, cujos soberanos temiam propagar-se pela Europa o mal republicano.
"Os homens jovens deverão lutar, os casados forjarão as armas e transportarão os suprimentos, as mulheres confeccionarão tendas e uniformes e servirão nos hospitais, os meninos transformarão a roupa branca em bandagem, os velhos serão levados às praças públicas para elevar o moral dos combatentes e pregar a unidade da República e o ódio aos reis", determinava a ordem da levée en masse (recrutamento em massa),baixada pela Convenção da Revolução Francesa a 23 de agosto de 1793. Para muitos historiadores, esse foi o primeiro decreto de serviço militar universal e obrigatório.
Com a levée en masse, a França recrutou 300 mil cidadãos e expulsou os invasores. Uma importante mudança conceitual estava em curso. No passado, lutar pelo rei era uma obrigação que fazia parte da condição de súdito. Na nova França, o serviço militar tornava-se um dever do cidadão livre para com o Estado. O recrutamento universal, ao chamar às casernas todas as classes sociais, era igualmente uma resposta revolucionária ao sistema anterior, baseado nos odiosos privilégios característicos do ancien régime. Ainda estava vivo na memória do povo, por exemplo, o comportamento selvagem das duas companhias de mosqueteiros (os cinza e os negros) estacionadas em Paris no reinado de Luís XIV, o Rei Sol (1638-1715).
Recrutados exclusivamente entre os chamados gentis-homens e comandados por oficiais oriundos da alta nobreza, os mosqueteiros portavam-se como em terra inimiga. Se as tropas regulares e permanentes eram privilégio da aristocracia, o exército mobilizado para a guerra era o flagelo da plebe. Os recrutadores, geralmente sargentos de carreira ou malfeitores contratados para o serviço, tratavam de alistar pela força ou pela astúcia os jovens pobres, fazendo com que garatujassem a assinatura num termo de compromisso. Era também comum oferecer aos criminosos a opção entre a cadeia e o quartel.
No Ocidente moderno as guerras eram travadas por soldados profissionais - a palavra soldado, aliás, vem de solidus, a moeda de pagamento dos legionários romanos, que deu também soldo. O alto custo explica por que os efetivos eram pequenos em comparação com as populações em idade de guerrear. Muitas vezes, o saque das populações civis era a única forma de garantir o soldo da soldadesca. As tropas mercenárias na Europa do século XVI raramente ultrapassavam 20 ou 30 mil homens. Para se ter uma idéia, os efetivos da PM paulista somam 75 mil soldados. A partir do século seguinte, os exércitos nacionais dobraram de tamanho. Quem primeiro atirou nessa direção foi Frederico Guilherme I (1688-1740),o rei-sargento da Prússia, ao ordenar a incorporação de milhares de súditos.
Em 1803, quando se tornou imperador da França, Napoleão Bonaparte institucionalizou o serviço militar obrigatório, que a República tentara, em vão, abolir. Graças à conscrição universal, Napoleão pôde mobilizar em dado momento 1 milhão de soldados, ou um em cada vinte franceses, sem distinção de sexo ou idade.
Forçados por Napoleão a limitar o tamanho de seu exército, entre 1807 e 1813 os prussianos responderam com uma esperteza: passaram a convocar o número máximo permitido de soldados (42 mil), dar-lhes alguns meses de treinamento rigoroso, dispensar a maioria e convocar outro contingente. A artimanha permitiu à Prússia organizar uma poderosa reserva sem desafiar formalmente o imperador francês. O sistema sobreviveu à derrota de Napoleão e, assim, em 1870 uma formidável massa de conscritos alemães, reforçada por grandes contingentes de reservistas, impôs uma derrota histórica ao pequeno exército profissional francês. O serviço militar compulsório havia sido abolido após a morte de Napoleão em 1821. O resultado foi a reintrodução do serviço obrigatório.
Obrigatório, sim, porém não mais igualitário: franceses abastados podiam trocar a caserna pelo trabalho voluntário; além disso, os membros de muitas profissões - médicos, clérigos e funcionários públicos, entre outros - estavam isentos. A facilidade com que os mais ricos driblam o serviço militar sempre causou polêmica em toda parte. Na Espanha, por exemplo, o envio de conscritos para lutar no Marrocos, em 1906, provocou sangrenta revolta popular em Barcelona. Não era para menos: até 1912, para fugir ao recrutamento, bastava pagar certo número de pesetas ao Estado. Ainda hoje, na maioria dos países - o Brasil entre eles - é possível supor, olhando as fileiras de recrutas, que dezoito anos antes só os pobres tiveram filhos. No Brasil, os estudantes do segundo grau têm a alternativa de servir no Centro de Preparação dos Oficiais da Reserva (CPOR).
No século XIX, o recrutamento obrigatório se tornou regra na Europa mas em poucos lugares assumiu rigor igual ao da Rússia czarista. Homens de pouca sorte e ainda menor fortuna podiam ser convocados por toda a vida. Também ali, entretanto, o convocado podia comprar a isenção ao pagar a alguém disposto a substituí-lo nas fileiras do czar. Em contraste, em 1918, o recém-formado Exército Vermelho, organizado pelo revolucionário Leon Trotsky, era composto de voluntários. A guerra civil que se seguiu à revolução obrigou o governo bolchevique a restabelecer o serviço militar obrigatório. Isso permitiu arregimentar 5,5 milhões de soldados.
Nos Estados Unidos, a conscrição foi adotada por nortistas e sulistas na Guerra de Secessão (1861-1865) e depois abandonada até a Primeira Guerra Mundial. Entre as potências ocidentais, aliás, apenas os Estados Unidos e a Grã-Bretanha dispensavam o recrutamento compulsório em tempo de paz. Em maio de 1939, quatro meses antes da eclosão da Segunda Guerra Mundial, a Grã-Bretanha instituiu o serviço obrigatório; só em 1960 o alistamento voluntário seria restabelecido. A idéia do serviço militar já deixara havia muito de ser exclusivamente européia. No Extremo Oriente, o Japão trocou em 1873 o militarismo hereditário pelo recrutamento compulsório. Apesar da elitista tradição samurai, a idéia de um exército de massa rapidamente se integrou à cultura do país. 
Depois da Segunda Guerra Mundial, quase todos os países adotaram o serviço militar obrigatório com diferentes graus de rigor. Exemplo de programa de rara severidade, o Estado de Israel, criado em 1948, convoca todos os cidadãos, homens e mulheres, por dois anos de vida militar ativa e os mantém por mais duas décadas sujeitos a um mês de serviço a cada ano. Se isso se explica pelo eterno estado de guerra entre judeus e árabes, que dizer da Suíça, que leva tão longe sua posição de neutralidade em política internacional a ponto de nem fazer parte da ONU ? Pois a neutralíssima Suíça, além de exigir de seus cidadãos a prestação de serviço militar, também mantém perfeitamente adestrados os seus reservistas: até os 50 anos, todos os homens participam de regulares períodos de treinamento e têm o dever adicional de guardar em casa as peças essenciais do equipamento: uniforme, fuzil - e o multiutilitário canivete suíço.
As regras do serviço militar sempre espelham de certa forma algum aspecto da fisionomia do país. A China, onde durante 5 mil anos os cargos militares eram reservados aos mandarins incapazes de assumir melhores posições no serviço público, agora também convoca as mulheres para aprenderem as artes marciais. Na União Soviética, a previsão é de que a modernização em curso nas Forças Armadas mais a redução das tropas convencionais, anunciada no fim do ano passado pelo líder Mikhail Gorbachev, atenuem os deveres militares da população. Mas dificilmente o novo padrão imitará os Estados Unidos, desde 1973 sem conscrição em tempo de paz, ainda que o alistamento para eventual convocação tenha sido restabelecido em 1980.
Com relativo atraso, o Brasil adotou o sistema em 1916, quando a Primeira Guerra Mundial sangrava a Europa. A medida coincidiu com o processo de modernização e profissionalização das Forças Armadas sob inspiração francesa e deu ao Exército brasileiro sua feição atual: um corpo de oficiais permanentes e profissionais e um largo contingente de conscritos. Na época, é verdade, a questão transpôs os muros dos quartéis e inflamou a opinião pública.
"A farda para todos; para todos o dever, a honra e o sacrifício", defendia o poeta parnasiano Olavo Bilac (1865-1918), à frente de um movimento pela introdução da conscrição obrigatória (por isso, ele foi honrado como Patrono do Serviço Militar e a data de seu aniversário, 16 de dezembro, é o Dia do Reservista). Embora os estados, que gozavam naquele tempo de larga autonomia política, temessem entregar ao governo federal tamanho potencial militar, o quartel era visto já na República Velha como um eficiente recurso para integrar à vida nacional setores marginalizados da população. O mesmo conceito ainda está de pé, sete décadas depois.
Antes de aprenderem a manejar o fuzil - argumentam os militares brasileiros -, muitos recrutas são apresentados à escova de dentes. O papel do serviço militar é o de "um grande centro educacional", define o ministro da Aeronáutica,, brigadeiro Moreira Lima, contrapondo-se à idéia de que o único objetivo é preparar o conscrito para a guerra.
Essas definições nunca são demais neste assunto que suscita polêmicas há duzentos anos. Sobretudo porque nas últimas duas décadas o sistema de conscrição entrou em crise em muitos países. Há muitos argumentos - até religiosos - contra o serviço militar, mas a principal objeção é puramente técnica. A crescente sofisticação e complexidade da máquina de guerra neste final de século tão marcado pela tecnologia exige soldados profissionais. Prova disso, na Guerra das Malvinas, em 1982, um reduzido contingente de tropas profissionais britânicas triturou força bem maior de conscritos argentinos. Antes disso, já em 1969, um estudo, do Pentágono mostrou que os conscritos recém-chegados ao Vietnam sofriam duas vezes mais baixas que os veteranos. 
Dados como esses, agravados pelos protestos contra a guerra no Sudeste asiático, liquidaram o serviço obrigatório nos Estados Unidos. Hoje, embora o Pentágono esteja satisfeito com o desempenho de seus 2,1 milhões de voluntários (engajados por quatro anos, com salário inicial para soldado raso de 600 dólares), tramita no Congresso americano uma série de projetos restabelecendo a conscrição obrigatória ou criando algum tipo de serviço nacional civil, a exemplo do existente na França.

Os que dizem "não".

Em outubro de 1965, o assistente social David Millar, um americano de 22 anos, encostou um fósforo aceso a seu certificado de alistamento militar. "Espero que este seja um gesto significativo", disse à multidão reunida em Nova York para protestar contra a guerra no Vietnam. Dias depois, David era preso e processado pelo governo americano. O gesto, porém, foi significativo - colocou a questão da objeção de consciência ao serviço militar na ordem do dia. A queima de certificados propagou-se como um incêndio entre os jovens americanos, apesar das prisões e processos. Oito anos depois, na esteira do fiasco no Vietnam, o serviço militar obrigatório foi abolido. Durante a intervenção americana no Sudeste asiático, 50 mil jovens fugiram do país (de preferência para o Canadá) a fim de escapar à conscrição.
A origem da guerra entre o serviço militar e os pacifistas se perde no tempo, mas tomou impulso na Europa a partir do século XVI, sobretudo por escrúpulos religiosos. Os governos sempre relutaram em isentar seus cidadãos por imperativos de consciência. No século passado, porém, mesmo as rigorosas Rússia e Prússia abriam exceção para os menonitas, membros de uma seita evangélica que se recusam a pegar em armas. Na França, a objeção - qualquer que fosse o motivo - só começou a ser aceita nos anos 60, junto com os protestos contra a guerra colonial na Argélia. Os países da Escandinávia são exemplos de liberalismo: reconhecem todos os tipos de objeções e providenciam serviços civis aos pacifistas.
As Testemunhas de Jeová - uma seita protestante com 1 milhão de adeptos em todo o mundo - enfrentam dissabores por suas convicções. No Brasil, que não aceita objeções de consciência, as Testemunhas de Jeová pagam alto preço pela fidelidade de suas convicções - a perda dos direitos políticos. No ano passado, por exemplo, isso aconteceu a 738 membros da seita. E ainda tramitam no Ministério da Justiça processos contra outros 2 mil jovens por se recusarem a receber treinamento militar.

A batalha da seleção.

O brasileiro tem uma chance em dez de prestar o serviço militar. Antes de qualquer coisa, apenas metade do 1,4 milhão de jovens alistados anualmente vive em municípios que fornecem efetivos às três Armas. Após os testes físico, cultural, psicológico e moral, somente 200 mil são considerados aptos. Mas pouco mais de 150 mil .são de fato incorporados, a maioria ao Exército. Os demais passam a integrar o excedente de contingente e podem, ainda que seja improvável, ser chamados a qualquer momento. 
Os critérios estipulados pelo Estado Maior das Forças Armadas (EMFA), em 1967, exigem do recruta uma altura mínima de 1,55 m, 46 quilos, pelo menos vinte dentes sadios e ausência de doenças graves ou "desvios de comportamento", como o homossexualismo.
Os principais motivos de rejeição são, na realidade, decorrentes das más condições de vida dos brasileiros. Segundo dados do Exército, em 1987 problemas dentários eliminaram 26 por cento dos alistados; deficiências de peso e altura, causadas sobretudo pela desnutrição, reprovaram outros 9 por cento; problemas de coluna vêm em terceiro lugar, seguidos pela deficiência visual. O número de inaptos variou, nos últimos anos, entre 40 e 57 por cento. 
A razão disso é a preocupação das Forças Armadas em selecionar os jovens segundo um contingente-tipo - padrões antropométricos e culturais mais elevados exigidos por cada Arma. No aspecto cultural, o Exército pretende elevar em cinco anos do atual 1 por cento para 15 a participação de universitários entre os conscritos.