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segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Raro 'Monstro Marinho' aparece em praia nos Estados Unidos

Raro 'Monstro Marinho' aparece em praia nos Estados Unidos

Morador fotografou a criatura estranha enquanto caminhava à beira-mar em San Diego.

sábado, 26 de junho de 2021

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

As praias do mundo podem realmente desaparecer pelo aumento do nível do mar ???

As praias do mundo podem realmente desaparecer pelo aumento do nível do mar ???

Em março, cientistas europeus publicaram na revista “Nature Climate Change” um estudo alarmante afirmando que metade das praias do mundo poderia desaparecer ao longo do século XXI. 

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

PERIGO - 'Se beber, não nade': a perigosa ligação entre álcool e mortes por afogamento

PERIGO - 'Se beber, não nade': a perigosa ligação entre álcool e mortes por afogamento

Um dia de verão, um drink, um mergulho... Pode não parecer, mas há uma combinação que não cai bem aí, alertam organizações da área da saúde — Foto: Getty Images via BBC

No Brasil e no mundo, bebidas alcóolicas são um fator de risco importante para afogamentos, que matam mais de 300 mil pessoas no planeta anualmente.

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

O tesouro da Primeira Guerra Mundial encontrado no lixo

O tesouro da Primeira Guerra Mundial encontrado no lixo


Ao questionar o que leva algumas pessoas a realizarem trabalhos voluntários de limpeza de praias, muitos podem imaginar que a resposta seria o orgulho e a paz de espírito por fazer uma boa ação. 

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Megacidade futurista de R$ 2 trilhões começa a ser construída

Megacidade futurista de R$ 2 trilhões começa a ser construída


A previsão é que até 2030 o projeto seja capaz de abrigar carros voadores, dinossauros robôs, lua artificial gigante e uma praia de brilha no escuro

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Rio de Janeiro - Onde passar as férias de janeiro


Rio de Janeiro - Onde passar as férias de janeiro


Tem algo que te prende no Rio de Janeiro nesse verão e vai complicar aquela viagem de 15 dias com a família pro Nordeste, pro exterior ou até mesmo pra visitar a casa da avó no interior? Não se preocupe, a gente dá um jeito de fazer com que você viaje nem que seja durante os finais de semana. Preparamos dicas de viagem para 4 lugares que ficam a menos de 300 km da cidade do Rio de Janeiro e valem uma visita sem quebrar a banca. Olha só:


terça-feira, 17 de junho de 2014

Os donos da praia - Zoologia

OS DONOS DA PRAIA - Zoologia


Quando você pisa na areia molhada da praia e seu pé afunda uns 10 centímetros, está provocando um terremoto na casa de 35 000 monstrinhos como este aí da foto. Não se sabe quantos morrem. Mas muitos conseguem sobreviver à catástrofe. E continuam povoando os pequenos espaços entre os grãos de areia, um mundo cheio de espécies. Seus habitantes, os verdadeiros donos da praia, são uns bichos estranhos, que os cientistas chamam de meiofauna. Seriam assustadores se fossem grandes. Mas eles têm menos de 1 milímetro e, ao contrário de outros pequenos intrusos que são levados à areia pelo homem ou pelos cães, não fazem mal a ninguém. São faxineiros que comem restos de animais e algas em decomposição. Agora que você sabe que eles existem, não precisa ficar com remorso nem medo de caminhar na areia, mas lembre-se de que sob os seus pés há uma microscópica selva, cheia de animais alucinantes.

domingo, 23 de junho de 2013

Campeonato de esculturas de areia reúne obras incríveis do mundo todo


Campeonato de esculturas de areia reúne obras incríveis do mundo todo

O escultor americano Matt Long, membro do programa de viagens ‘Sand Masters’, durante o Campeonato Mundial de Esculturas de Areia (Foto: The Press of Atlantic City, Ben Fogletto/AP)

Evento é realizado no estado de Nova Jérsei, nos EUA.
Competidores exibiram esculturas em píer de Atlantic City.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Operação Tartaruga - Natureza

OPERAÇÃO TARTARUGA - Natureza



Biólogos, oceanógrafos e pescadores trabalham duro para preservar as cinco espécies de tartarugas marinhas que desovam nas praias brasileiras

Durante toda a sua existência, que pode chegar a 100 anos, a tartaruga marinha só vai à terra firme para desovar. Numa visita noturna, ela procura um lugar mais seco na areia para proteger seus ovos da maré salgada. Se algum estranho está por perto, a mãe zelosa volta para a água. Mais tarde, talvez até em outro dia, sentindo-se segura, ela arrasta, de novo, seus 200 quilos pela praia e começa a cavar o ninho com suas nadadeiras traseiras. A tarefa deixa a fêmea em um tal estado de transe, a ponto de não ser capaz de notar a aproximação de um pescador. Atenta à centena de ovos que despeja, ela pode até ser degolada, sem esboçar qualquer reação. Esse triste episódio, hoje em dia, virou raridade no litoral brasileiro. Graças ao Projeto Tartaruga Marinhas (Tamar), um dos mais bem-sucedidos trabalhos de proteção a animais em extinção no país.
Há quinze anos, um grupo de estudantes de Oceanografia da Fundação Universidade do Rio Grande viajou para o Atol das Rocas, 240 quilômetros do Norte. à noite, durante um passeio pela praia, os estudantes precisaram uma cena grotesca: doze tartarugas fêmeas estavam viradas, enquanto um pescador degolava uma a uma. Eles tiraram fotos da matança, para enviar ao Zoológico do Rio Grande do Sul. A princípio, a denúncia não teve maiores efeitos. No início dos anos 80, contudo, por motivos diversos, entidades internacionais começaram a pressionar o Instituto Nacional de Desenvolvimento Florestal (IBDF)-atual Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) -para que fossem implantados projetos de proteção à fauna marinha.O então diretor do IBDF, Roberto Petry Leal, que havia trabalhado no zoológico gaúcho, lembrou-se das fofos entregues pelos estudantes, quatro anos antes. e procurou o grupo para propor um levantamento da fauna no litoral brasileiro. Assim, em 1980, junto com uma equipe de biólogos, o casal de oceanógrafos Guy e Maria Angela Marcovaldi, mais conhecida como Neca, partia em uma viagem de dois anos pelas costas brasileiras, para localizar áreas de ocorrência de tartarugas marinhas.Nascia o Projeto Tamar, que atualmente, sob a coordenação dos dois pesquisadores, fiscaliza nada menos de 600 quilômetros de praias-90% da área de desova das tartarugas marinhas no país. A sede, instalada em 1982 na Praia do Forte, a 100 quilômetros de Salvador, na Bahia, não possuía sequer um carro para patrulhar as praias. "Nós usávamos um jeguinho", recorda Guy.Hoje, amparado em verbas de entidades internacionais e com o patrocínio do governo federal, o projeto já implantou dezesseis bases litorâneas. Em cada uma das bases, estagiários percorrem as praias à noite para proteger as fêmeas, identificadas com uma etiqueta metálica na nadadeira. com a inscrição do Tamar e um pedido de comunicação à sede caso o animal seja encontrado- é a única maneira de conhecer o roteiro de suas grandes viagens. Das oito  espécies  existentes no mundo, cinco delas foram encontradas nas praias brasileiras. Contemporânea dos dinossauros, a tartaruga marinha acompanhou todas as transformações do planeta nos últimos 150 milhões de anos. Ironicamente, o instante que representa o esforço em preservar a sua espécie-a reprodução-torna a tartaruga marinha vulnerável.Solitários e protegidos em alto-mar, machos e fêmeas têm encontro marcado apenas na época do acasalamento. Para acasalar-se, o macho prende-se ao corpo da companheira usando, como ganchos, as duas unhas de sua nadadeira. Na fúria do amor, que pode durar até três horas, a fêmea acaba com profundos cortes na carapaça e no pescoço. O jogo de sedução é aproveitado perversamente pelos pescadores: para atrair os machos, são lançados bonecos de madeira semelhantes às fêmeas. Eles se agarram aos bonecos, e são facilmente puxados para os barcos. Se os machos, porém, muitas vezes conseguem livrar-se dessas armadilhas, as fêmeas dificilmente têm a mesma chance, quando saem para a desova. Por isso, os cientistas supõem que, em todo o mundo, a quantidade de fêmeas já é muito menor do que a de seus colegas de sexo oposto. Para assegurar a procriação nas praias brasileiras, os participantes do Projeto Tamar não só cuidam das fêmeas, como protegem os seus ovos, recolhidos e reenterrados em cercados para a incubação, com o cuidado de reproduzir as condições da praia onde foram depositados. Parece uma tarefa simples, mas a resistência dos pequenos e pobres povoados próximos às regiões de desova, no inicio, representou um grande obstáculo. A tartaruga marinha fazia parte do cardápio dos moradores, que também comiam os ovos, colhidos com facilidade. O hábito exigiu um trabalho árduo de conscientização, com direito a sessões de vídeos sobre tartarugas, passeios de jipe nas áreas de patrulha e, ainda, aulas para crianças sobre a importância de preservar aquelas espécies. O efeito acabou sendo notável: "Antes, tartarugueiros eram aqueles pescadores que ofereciam carne de tartaruga e ovos à comunidade: hoje, o sentido é outro-eles são os fiscais do Tamar, recebendo salários para recolher os ovos e levá-los para os cercados", orgulha-se Marcovaldi.Passadas seis horas da postura, o embrião se fixa dentro do ovo, que tem o tamanho de uma bola de pingue-pongue. Ou seja. a partir daí,. qualquer rotação pode desprendê-lo do vitelo, a substância que o alimenta-essa separação significa a sua morte. Por isso, o tartarugueiro retira delicadamente os ovos, tomando o cuidado para mantê-los na posição original, acomodando-os em uma caixa de isopor, preparada com areia do mesmo local. Em seguida, ele percorre a praia até a área sob a responsabilidade de outro pescador, para Ihe entregar a caixa. É uma corrente humana: o percurso se divide em 5 a 6 quilômetros para cada tartarugueiro até a base mais próxima, onde os ovos serão reenterrados.Com os ovos protegidos nos cercados, uma nova etapa começa. Como na maioria dos répteis, não são os genes que definem o sexo dos filhotes: é a temperatura média do ambiente que, ao agir sobre certas enzimas, determina se o embrião será macho ou fêmea. Para assegurar o equilíbrio das ninhadas, a temperatura da areia nas incubadeiras do Tamar está sempre sendo monitorada. Os olhos azuis da estagiária Débora Faria faíscam quando exemplifica o processo de definição sexual das tartarugas marinhas: "Para uma das espécies, a cabeçuda, se a temperatura média da areia estiver em torno de 28° Celsius, a ninhada será toda de machos; se estiver entre 28° e 32°, a ninhada será mista; e, com a temperatura acima dos 32°, nascerão exclusivamente fêmeas". Como os outros estagiários do Tamar, Débora, uma loira esguia, estudante de Biologia na Universidade de São Paulo, é obrigada a passar o Natal, o Ano-Novo e o Carnaval longe da família, defendendo as tartarugas-nas costas brasileiras, as fêmeas desovam justamente entre setembro e março. "A variação da temperatura no período, da primavera ao verão, provoca um efeito curioso: o número de machos e fêmeas nascidos termina praticamente igual, conta Débora.Na Praia do Forte, uma das principais atrações turísticas é a própria sede do Projeto Tamar, onde tartarugas filhotes e jovens ficam expostas em tanque. Ali, os ninhos estão protegidos com grades de plástico, por causa de antigos predadores que voltaram a atacar-as raposas, numerosas na região. "Logo que a população de tartarugas volte a ser estável, a predação natural precisará ser permitida", esclarece o coordenador Guy Marcovaldi. "Nossa meta é, no futuro, não ter de interferir em nada."Não basta, porém, proteger os ovos: os filhotes também correm risco nas praias. De cada ninho enterrado, aproximadamente sessenta dias depois da postura, emerge na areia uma centena de tartaruguinhas, com 20 gramas e cerca de 5 centímetros de comprimento cada. Elas vão puxando areia para dentro do ninho, que tem cerca de 50 centímetros de profundidade, até chegarem à superfície. Devem chegar todas juntas-qualquer retardatária estará inapelavelmente condenada à morte. No percurso até o mar -cuja distância chega a 15 metros-os caranguejos são os principais inimigos a evitar, fora aves e raposas famintas.Para os recém-nascidos, há ainda o desafio de localizar o oceano: as pequenas tartarugas, mal saem da areia, levantam a cabeça e procuram no escuro da noite a brancura da espuma do mar. Por serem espécies pecilotermas, isto é, não têm temperatura própria e dependem do calor ambiente para a velocidade de seu metabolismo, os filhotes saídos do ninho quente estão cheios de energia para correrem alucinados até a água. Mas as lâmpadas de eventuais habitações próximas ao local de nascimento costumam desorientá-los. Caso se percam, arriscam-se a ver a luz do dia sem ter encontrado o mar-e o sol a pino pode matá- los de desidratação. Uma vez na água, os filhotes de tartarugas nadam vinte horas em linha reta: não param por nada, nem para conseguir alimento. Afinal, vale tudo para fugir das ondas que os devolveriam à praia. "Em mar aberto, os filhotes podem nadar 20 metros por minuto", conta Débora Faria.O destino dessa primeira viagem ninguém conhece. Os filhotes, até hoje, só são localizados no oceano com mais de 1 ano de idade. Alguns relatos de pescadores, no entanto, apontam o Mar de Sargaços, no Oceano Atlântico, a oeste das Ilhas Bahamas, como o provável berçário das jovens tartarugas. Seria, de fato, um lugar adequado para aguardar o primeiro aniversário. Pois, quando são muito pequenas, as tartarugas não conseguem mergulhar fundo em busca de alimento. No Mar de Sargaços, ao menos, existe uma densa camada de algas, onde elas poderiam viver apoiadas, comendo pequenos crustáceos. Mas é apenas uma hipótese."Os filhotes libertados nas dezesseis bases do Projeto Tamar, espantosamente, quando chegarem à maturidade -daqui a quinze ou trinta anos, dependendo da espécie-, retornarão à mesma praia em que nasceram para desovar" explica o biólogo Maurício Marczwski. " É a tradição das tartarugas marinhas." Enquanto não chega esse momento, elas navegam enormes distâncias em alto-mar, migrando para áreas de alimentação. Uma tartaruga artilhada no ano passado na Reserva Biológica de Atol das Rocas, no Rio Grande do Norte, foi encontrada seis meses depois no Senegal, no oeste da África-a nada menos de 3 680 quilômetros de distância. Se ela não tivesse sido morta, retornaria para o Brasil na época da desova. Essa assombrosa memória ainda é um mistério. O olfato, contudo, parece ser o grande sinalizador: a tartaruga marinha reconheceria o caminho de volta à praia natal pelos cheiros dos animais e plantas identificados no seu trajeto quando filhote. Há ainda a suspeita de que ela se oriente pelos astros, conferidos cada vez que vem à superfície para respirar. "A visão deve ser o seu sentido mais desenvolvido", acredita o oceanógrafo Guy Marcovaldi. "Quando chegamos perto, as tartarugas colocam a cabeça para fora d´água para olhar a nossa cara."Nesses dez anos, os biólogos, os oceanógrafos e os tartarugueiros do Projeto Tamar povoaram as costas brasileiras com nada menos do que 750000 filhotes. São tantos os riscos e mistérios do mar que, sabe-se, de cada 1000 dessas pequenas tartarugas, apenas uma ou duas sobreviverão-sem levar em conta as armadilhas humanas. Daqui a duas ou três décadas, contudo, as fêmeas sobreviventes voltarão à praia brasileira em que nasceram. Serão então bem recebidas pelos moradores, que um dia foram crianças educadas por participantes do Tamar sobre a importância desses fabulosos répteis.


Apertando os cintos

Seis de cada 10 cruzeiros gastos para sustentar o Projeto Tamar costumavam vir do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), órgão federal que, no início deste ano, teve 90% de suas verbas cortadas. Resultado em cifrões: desta vez o Ibama só poderá contribuir com 21 milhões de cruzeiros dos 160 milhões previstos para manter o projeto em 1991. "A situação do país não dá alternativa", lamenta o médico veterinário Jordan Wallwuer, chefe da Divisão de Fauna e Flora do Ibama. O Tamar conta ainda com o patrocínio de empresas e, além disso. deverá arrecadar cerca de 200 000 dólares-um quinto da verba necessária-com a venda de produtos como posters, camisetas, broches e adesivos.Finalmente, o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) também contribui financeiramente com o projeto brasileiro. "Nossos recursos, neste ano, cresceram menos, por falta de doadores", conta Cleber Alho, representante do WWF no Brasil. "Mas o apoio à preservação das tartarugas deve ser considerado intocável."Mesmo assim, para o coordenador do projeto, Guy Marcovaldi, o Tamar corre risco: "Nesses dez anos, nós sempre expandimos. Agora, vamos estagnar ou até diminuir nossa área de atuação".



Os tipos de tartarugas

Cabeçuda (Caretta caretta)
É a espécie mais numerosa no Brasil, desovando em quase todo o litoral-no Espírito Santo, recebe o nome indígena careba. A adulta mede mais de 1 metro de comprimento e chega a pesar 180 quilos. Seu nome é merecido: possui mandíbulas grandes e fortes, semelhantes a um bico de pássaro, adaptadas para quebrar qualquer tipo de concha. Afinal, mariscos são seu prato predileto.

Tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata)
É a principal vítima dos pescadores: sua bela carapaça, com placas negras sobrepostas sobre um fundo amarelo, é vendida para indústrias de pentes e bijuterias. De tamanho médio, ela tem entre 78 e 90 centímetros de comprimento e pesa até 150 quilos. Desova no Oceano Índico e na parte ocidental do Pacífico. No Brasil,ela geralmente põe seus ovos no litoral baiano.
Lepidochelys olivacea
A menor das tartarugas marinhas brasileiras-ela tem, no máximo 65 centímetros de comprimento e seu peso raramente excede 60 quilos, graças à carapaça fina-ainda não tem nome popular. A mandíbula frágil só consegue mastigar pequenos moluscos. Seu local predileto para a desova é a Praia de Pirambu, 30 quilômetros ao norte de Aracaju, em Sergipe.
Tartaruga-verde (Chelonia mydas)
Também chamada de aruanã, ela gosta de desovar em ilhas oceânicas. No Brasil a maioria dos ninhos foi registrada em Fernando de Noronha ,na Ilha de Trindade e no Atol da Rocas. Mas é na Costa Rica que a espécie se encontra em maior quantidade. Com mais de 1 metro de comprimento e pesando cerca de 300 quilos, é a única tartaruga marinha que prefere uma dieta exclusivamente à base de algas.
Tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea)
Ela pode alcançar 2 metros de comprimento e 800 quilos. Possui uma carapaça de gomos flexíveis, semelhantes à borracha. Sua gordura é cobiçada para impermeabilizar barcos e servir de combustível para lamparinas. Grande mergulhadora,hoje a tartaruga-de-couro é rara em todo o mundo. A maioria desova na Guiana Francesa. No Brasil, neste ano, foram registradas três tartarugas no Espírito Santo.
Lora (Lepidochelvs kempi)
Além de ser a única tartaruga marinha que desova em plena luz do sol, os ninhos da pequena lora-ela tem pouco mais de 60 centímetros de comprimento e cerca de 45 quilos-têm apenas um endereço: a Praia de Rancho Nuevo, no México. Juntas, todas as tartarugas da espécie aparecem nessa praia no mesmo dia, três vezes por ano, sempre às vésperas de tempestades.
Tartaruga-negra (Chelonia agassizi)
A carapaça da tartaruga-negra é a mais arredondada em comparação com outras espécies, e pode chegar a 90 centímetros de comprimento e 65 quilos. As llhas Galápagos no Pacífico, a 965 quilômetros do Equador, receberam esse nome por causa da enorme quantidade desses répteis na região-em espanhol arcaico, galápago significa tartaruga. É ali. aliás, que essa espécie costuma desovar.
Chelonia depressa
Um pouco menor do que a tartaruga-verde, a Chelonia depressa, que aparece nas costas australianas, possui a carapaça larga, com bordas viradas para cima e uma depressão no centro. Seus ovos são os maiores e os mais pesados de todas as espécies de tartarugas. Por isso, dificilmente são atacados por predadores como caranguejos, que não conseguem arrastá-los para suas tocas.


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Só será feio quem quiser - Maquiagem.

SÓ SERÁ FEIO QUEM QUISER - Maquiagem



No filme Minha Vida sem Mim (2003), uma personagem revela o que faria se acertasse na loteria: "Quero o nariz da Cher, a bunda da Cher, os seios da Cher e as pernas da Cher". Atualmente, para que os sonhos dela se realizem, bastaria ganhar o dinheiro - o resto fica por conta da altamente evoluída medicina estética. "Se uma paciente quiser ter o rosto parecido com o de alguma atriz famosa, é perfeitamente factível", diz o cirurgião plástico gaúcho Denis Valente, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgiões Plásticos. Mas, segundo o médico, ainda há limites do que pode ser feito. "Não poderemos ser exatamente quem gostaríamos de ser. Isso só será possível com o avanço da terapia genética, uma vez que mudanças na altura, por exemplo, ainda não podem ser obtidas."

O Brasil é o segundo país no mundo que mais realiza cirurgias plásticas, atrás apenas dos Estados Unidos. Em 2003, foram feitas 621 342 cirurgias no país. Desse total, mais da metade foi realizada com fins estéticos, em sua maioria lipoaspiração. E não pense que isso é coisa só de mulher: 19% das operações foram feitas em homens. E mais: as pessoas estão entrando na mesa de operação cada vez mais cedo. Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps), entre 2002 e 2003, o número de jovens com menos de 20 anos que se submeteram a cirurgias plásticas subiu 42% no Brasil.

A tendência é que as cirurgias plásticas se banalizem ainda mais nos próximos anos. O motivo é simples: os preços dos métodos de embelezamento estão caindo a cada ano e tendem a diminuir ainda mais, graças ao aumento da oferta de clínicas e de planos que fazem financiamento de cirurgias plásticas. Há dez anos, só quem tinha uma conta bancária polpuda tinha condições de investir na eliminação das marcas da idade ou na correção de imperfeições corriqueiras, como orelhas de abano ou um nariz avantajado. Hoje, qualquer pessoa pode sonhar em fazer uma lipoaspiração para eliminar os depósitos de gordura. No embalo, pode aplicar silicone para deixar os seios mais volumosos. E fazer outras sessões de lipoaspiração para enxugar a barriga e as costas e afinar a cintura. Nos cabelos, apliques podem deixar as madeixas do tamanho desejado. "Com o avanço das terapias, conseguimos fazer verdadeiros milagres no embelezamento humano", diz Valente. "Certamente, só será feio quem quiser."

Como ocorre em quase todas as mudanças comportamentais, a busca da beleza é alimentada pela cultura de massa. Astros da TV, do cinema e da música são os paradigmas dos que buscam uma recauchutagem geral ou parcial. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a influência de personalidades públicas é um dos principais motivos que levam alguém a procurar uma clínica de estética. Entre as mulheres, os itens mais pedidos atualmente são os seios da modelo Gisele Bündchen, o bumbum da atriz Juliana Paes e o nariz da apresentadora Xuxa. Entre os homens, os best-sellers são pedacinhos de atores: o queixo e o nariz de Luciano Szafir e Reynaldo Gianecchini, o rosto de Marcello Antony e o conjunto da obra das faces de Tom Cruise e de Brad Pitt.

Novas Técnicas

Para realizar o sonho da clientela, as clínicas de medicina estética estão adotando técnicas cada vez mais sofisticadas. Uma das novidades é a bioplastia, uma cirurgia sem cortes, feita com a aplicação de implantes injetáveis permanentes que moldam o contorno facial e corporal. Outra técnica é a videoendoscopia, que exige incisões mínimas e é utilizada para o rejuvenescimento de rostos. Nesse método, introduz-se uma microcâmera por uma incisão de 1,5 centímetro no couro cabeludo. Outros três pequenos cortes acomodam os instrumentos cirúrgicos miniaturizados, que são manipulados pelo médico enquanto ele observa num monitor as imagens internas captadas pela microcâmera.

Outra cirurgia que começa a ser utilizada no Brasil é a gluteoplastia com tensores búlgaros. O procedimento aumenta o volume e ergue a região dos glúteos sem implante de silicone ou enxerto de gordura. O médico faz pequenas incisões e aplica fios sobre os músculos dos glúteos.

Os métodos de recauchutagem contemplam até mesmo as partes mais íntimas. Nos Estados Unidos, por exemplo, é crescente o número de mulheres que realizam a cirurgia plástica genital, apertando os músculos vaginais, arredondando ou encurtando os lábios, lipoaspirando a região púbica e até mesmo restaurando o hímen. Procedimentos antes adotados para resolver problemas como incontinência urinária e má-formação congênita são agora oferecidos como técnicas de "rejuvenescimento vaginal", seja para melhorar o visual dos genitais, seja para acentuar a satisfação sexual.

Muito mais simples é a aplicação do Botox para disfarçar as rugas. A técnica se tornou tão corriqueira que, hoje, algumas mulheres vão ao médico fazer uma aplicação do Botox como se estivessem indo a um salão de beleza para arrumar os cabelos ou pintar as unhas. "As mais jovens aplicam o Botox esporadicamente para ir a um baile ou outro evento social", diz o médico Laércio Gomes Gonçalves.

Fim da rejeição

Embora algumas cirurgias plásticas pareçam absolutamente desnecessárias, cabe ressaltar que os avanços nessa área beneficiam também pessoas que sofreram acidentes e tiveram parte do corpo danificado. O professor David Soutar, ex-presidente da Associação Britânica de Cirurgiões Plásticos, disse ao jornal The Guardian que 2020 deverá ser o ano de ouro da medicina estética. Até lá, prevê Soutar, uma importante barreira deverá ser superada. A ciência conseguirá criar pedaços de tecidos e estruturas inteiras, como orelhas, a pedido do cliente, usando as células do próprio paciente. Assim, deve eliminar o problema da rejeição de próteses e órgãos transplantados.
Resta saber se, com tudo isso, não estamos condenados a ser todos iguais. Será que todos os homens serão magros, terão ombros largos e a cara de Tom Cruise? E todas as mulheres terão peitão, bundão, cintura fina, cabelos loiros e a cara de Pamela Anderson? Seremos todos esteticamente perfeitos, mas sem nenhuma identidade? O cirurgião plástico Denis Valente não vê o risco da padronização da beleza. "Não seremos iguais, pois o conceito de beleza não é igual para todas as pessoas", diz.

Tendências


- PARA TODOS

As pessoas estão fazendo cirurgia plástica cada vez mais jovens. E os homens estão em alta no mercado - já respondem por um quinto das operações.



- REJEIÇÃO

Até 2020, a ciência deve conseguir criar tecidos a partir de células do próprio paciente, superando assim o problema da rejeição.



- NADA ESCAPA
As técnicas e os tipos de cirurgia estão se diversificando. Os métodos de recauchutagem incluem até mesmo o embelezamento de órgãos genitais.


A plasticaria de dra. Pâmela

- Adorei aquele queixo, mãe, dá para mim, dá, dá, dá, DÁ!!!!!

- Fica quietinha, menina, você é muito nova para isso. Melissa ensaia um choro, mas prefere observar as máquinas trabalhando. Seus olhos brilham ao ver carnes sendo marcadas, depois abertas por riscos precisos. Algumas recebem pequenos pacotes, outras diminuem à medida que a esteira rolante prossegue para o próximo estágio. Tamanha perfeição recebe ainda uma inspeção geral para ver se o serviço certo foi feito. São muitas opções. Atualmente, há no catálogo oito tipos de bocas, olhos, queixos e narizes, cinco modelos de coxas e bumbuns, quatro de quadris e um só de cintura e barriga porque, afinal, nesses dois lugares o mínimo é o máximo, claro! É olhar, escolher, deitar e sair. Tudo no mesmo dia. A plasticaria da dra. Pâmela ganhou ainda mais clientes ao garantir o seguro-espelho. Se depois de um mês a pessoa não estiver satisfeita com os resultados, ganha um novo procedimento de sua escolha. Um achado que aumentou a credibilidade - e os lucros - da doutora, que leva sua filha de 10 anos para o escritório-consultório-fábrica todo mês para que conheça seu ofício. A única aporrinhação é que toda vez a garota pede uma nova parte de corpo. Dessa vez a médica conseguiu acalmar a criança:

- Em dois anos, Melissa, você alcança a maioridade e com isso se tornará imputável, apta para votar e também para fazer plástica. Uma conquista de toda a sociedade para que os adolescentes participem, de fato, deste mundo que em breve será só de vocês. E eu prometo guardar o queixo e dar de presente no seu aniversário de 12 anos.

Luciana Pinsky é jornalista, mantém a coluna "Retratos", de ficção, no site coordena a coleção de jornalismo da Editora Contexto.



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terça-feira, 26 de julho de 2011

E se... Um Tsunami atingisse o Brasil ?

E SE... UM TSUNAMI ATINGISSE O BRASIL?



Os resultados seriam bem parecidos com o que você viu na televisão, nas revistas e na internet desde o dia 26 de dezembro. Milhares de pessoas desabrigadas. Corpos sendo resgatados em alto-mar. Crianças órfãs, plantações destruídas e outra infinidade de mazelas que as catástrofes naturais têm uma habilidade única de provocar.

Mas um tsunami como o da Ásia é quase impossível de acontecer por aqui. Lá, a seqüência de ondas gigantes foi resultado de um terremoto provocado pelo movimento das placas tectônicas Australiana e Eurasiana. As placas tectônicas, encaixadas como num gigantesco quebra-cabeça, formam um manto sobre o magma, a camada do centro da Terra composta por rochas em estado fluido. Quando uma dessas placas raspa ou se encosta em outra, nós sentimos tremores nos continentes. Se isso ocorre no fundo do mar, a energia liberada forma uma onda, que vai se propagando até atingir terra firme. Foi exatamente o que ocorreu no sul da Ásia. "Já o Brasil, para nossa sorte, está localizado bem no centro de uma placa e, mesmo quando ela se move, provoca apenas abalos de pouca intensidade", diz o professor de engenharia oceânica da UFRJ Paulo Cesar Rosman.
Acontece que terremotos no fundo do mar não são a única razão para o surgimento de um tsunami. Quedas de meteoros e erupções vulcânicas também podem gerar ondas gigantes. Nesses casos, a força do tsunami depende do tamanho do material que é arremessado ao mar. Se você acha que escapamos mais uma vez, engana-se. O pesquisador Steven Ward, da Universidade da Califórnia, é autor de um estudo sobre o impacto que uma erupção do vulcão Cumbre Vieja poderia causar nas Américas. O vulcão está localizado na ilha La Palma, no arquipélago das Ilhas Canárias, perto da costa africana. De acordo com Ward, uma próxima erupção pode fazer parte da ilha deslizar e cair no mar. Essa queda produziria uma energia tão grande que, em poucas horas, ondas gigantescas se formariam e destruiriam várias ilhas do Caribe, alguns estados americanos e o Norte e Nordeste brasileiros. "Ninguém sabe ao certo quando o Cumbre Vieja pode entrar em erupção", diz o pesquisador americano. "Ele entrou em colapso há 550 mil anos. Desde então, reconstruiu-se e pode estar voltando novamente ao fim de seu ciclo." Como o Brasil não tem sistema de alarme de tsunami, moradores e turistas seriam pegos de surpresa, repetindo as cenas trágicas que aconteceram no último ano na Ásia.


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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Praia de Trieste coloca muro

06/05/09 - 16h51 - Atualizado em 06/05/09 - 16h51

Praia de Trieste coloca muro para separar homens e mulheres
Homens ficarão à direita e as mulheres e as crianças à esquerda.
Prefeito investiu 300 mil euros para recuperar 'antigo esplendor'.




Foto: Reprodução/Google Earth Praia El Pedocin tem muro separando homens e mulheres. (Foto: Reprodução/Google Earth)A cidade de Trieste, situada ao nordeste da Itália, revive a partir desta terça-feira (6) as tradições do Império Austro-Húngaro ao reabrir uma praia separada de olhares indiscretos na qual homens e mulheres se bronzeiam e nadam separadamente, informa a imprensa local.

O local de banho conhecido como El Pedocin recuperou as cores do século XIX: branco para o muro divisório da praia e azul para as janelas e portas do balneário.

Os homens ficarão à direita e as mulheres e as crianças à esquerda, como se fazia na época do Império, e só poderão se encontrar adentrando no mar e superando as boias separadoras e apoios flutuantes para nadadores cansados.

O prefeito de Trieste, Roberto Dipiazza, inaugurou o balneário no qual investiu 300 mil euros para recuperar "o antigo esplendor" da época do imperador Francisco José da Áustria e Hungria.





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