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sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Em momento histórico, TVs dos EUA interrompem transmissão de discurso de Trump sobre fraude eleitoral

Em momento histórico, TVs dos EUA interrompem transmissão de discurso de Trump sobre fraude eleitoral


Na noite de quinta-feira (05/11/2020) no começo deste mês, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, fez um discurso na Casa Branca contestando a lisura da contagem de votos nas eleições presidenciais do país. 

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Cientistas conseguem transmitir 1 Tbps via fibra óptica


Cientistas conseguem transmitir 1 Tbps via fibra óptica


Embora testes com fibra óptica capaz de transmitir dados medidos em terabit não sejam novidade, pela primeira vez pesquisadores chegaram perto de uma solução que possa ser aplicada a redes domésticas.

Como a eletricidade chega em sua tomada ?


Como a eletricidade chega em sua tomada ?


Você já parou para pensar em como chega eletricidade nas tomadas de sua casa? De onde ela vem? No Brasil aproximadamente 90% de nossa eletricidade é gerada em uma usina hidroelétrica, estas ficam em rios, aí você deve estar pensando, bem o rio mais próximo da minha casa fica em outra cidade ou na melhor das hipóteses a alguns quilômetros. 

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Cientistas ensinam como podemos sobreviver a um ataque de zumbis


Cientistas ensinam como podemos sobreviver a um ataque de zumbis


Epidemiologistas pegam carona na cultura pop e recomendam como deveríamos responder caso doenças semelhantes ao“zumbinismo” se tornassem realidade. Vide bula.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Ebola tem expansão mais lenta em comparação a outras doenças


Ebola tem expansão mais lenta em comparação a outras doenças


Cada paciente infecta, em média, outras duas pessoas, segundo a OMS.
Risco de epidemia se alastrar no Brasil é 'quase zero', dizem especialistas.

Desde o início do ano, a pior epidemia de ebola da história já infectou 9.216 pessoas, das quais 4.555 morreram, segundo dados oficiais. A transmissão é intensa em três países da África Ocidental: Libéria, Guiné e Serra Leoa. A velocidade de expansão da doença, porém, é mais lenta se comparada à de doenças transmitidas de outras formas.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

De Antenas Ligadas - Rádio Frequência

DE ANTENAS LIGADAS - Radio Frequência



As parabólicas estão provocando uma revolução nas comunicações. Permitindo captar emissões de TV do mundo inteiro, abrem espaço a mudanças culturais capazes de influir profundamente no perfil das sociedades do futuro.

No início da década de 60, quando nascia o programa espacial americano, rastrear satélites em órbita da Terra era uma atividade especializada, restrita a um seleto grupo de funcionários da NASA. Dificilmente alguém poderia imaginar na época que, menos de vinte anos mais tarde, milhões de pessoas espalhadas pelo mundo iriam transformar essa atividade numa rotina doméstica. Eis ai um dos efeitos mais notáveis da revolução nas comunicações, que imprimiu sua marca portentosa na vida do planeta neste fim de século. De fato, a disseminação das antenas parabólicas, que permitem captar em casa uma variedade estonteante de emissões de televisão de muitas partes do globo, representa um salto de proporções grandiosas na relação do homem comum com um dos mais glamourosos produtos da tecnologia contemporânea. O potencial de mudanças sociais e de comportamento que disso deverá resultar mal pode ser imaginado a esta altura, mas alguns indícios não deixam margem a dúvidas -sem falar na transformação por que já começam a passar os próprios televisores.
As primeiras antenas parabólicas domésticas começaram a chegar aos lares americanos em 1975. Hoje, nos Estados Unidos, são mais de 10 milhões de unidades instaladas nos tetos de prédios e casas, proporcionando a seus usuários o privilégio de acompanhar o que vai pelo mundo das imagens no mesmo instante em que entram no ar. A febre contagiou Europa e Ásia e, guardadas as proporções tende a se reproduzir no Brasil.
Aqui, á parabólica começou a ser comercializada há menos de cinco anos. Os primeiros clientes foram hotéis e grandes empresas. Hoje, calcula-se em cerca de 20 mil o número de antenas em funcionamento no país. Como resultado, já existe um respeitável público que se mantém informado vendo todas as noites, além (ou em vez) do Jornal Nacional da TV Globo, o noticiário das grandes redes dos Estados Unidos. "Nossa expectativa é que até o final de 1989 estejam em operação 100 mil antenas", diz Roberto Pedroso, dono de uma loja do ramo em São Paulo.
Quando você liga o aparelho de TV e tecla o canal de determinada emissora, a imagem que chega ao receptor foi gerada nos estúdios daquela estação e transportada por cabos para uma torre de transmissão que emite ondas eletromagnéticas. Tais ondas viajam pelo ar à velocidade da luz em linha reta e alcançam outra torre. Esta, por sua vez, retransmite as ondas para a antena de TV comum que está ligada ao aparelho de televisão. Ao percorrer essa trajetória, as ondas de televisão ficam sujeitas a todo tipo de interferência, desde a montanha no meio do caminho até a vibração do motor de um carro passando na rua.
Quando um aparelho de TV está ligado a uma antena parabólica e ela está voltada para a órbita de determinado satélite, é como se uma verdadeira avenida se abrisse para as ondas. Elas partem da estação rumo ao espaço, atingindo o satélite que as reflete para a Terra, onde são colhidas pelo prato da antena parabólica. Essa trajetória, naturalmente, está livre de interferências. Obtém-se, dessa forma, mais nitidez na imagem e no som. Tal vantagem, porém, nem sempre é o principal motivo que leva alguém a adquirir uma parabólica. A televisão a cabo, que trafega pelos fios, como um telefonema, por exemplo, propicia ganhos muito maiores em qualidade de imagem, pois o sinal segue diretamente do estúdio ao aparelho de TV, sem intermediações de qualquer espécie. Se assim é, o que teria levado milhões de telespectadores a instalar uma parabólica em casa? Ao que tudo indica, a resposta está mais perto da cultura do que da técnica.
Para o escritor americano Alvin Toffler, autor de O choque do futuro e A terceira onda, o homem do final do século XX está criando o que ele denomina infosfera, isto é, independente de fronteiras, nacionalidades ou correntes políticas, número crescente de habitantes do planeta Terra está se aproximando via informação. Saber o que está acontecendo a todo o momento pelo mundo afora passou a fazer parte do ato de viver nas sociedades modernas. Para os setores mais dinâmicos das populações dos países avançados, já não basta ler nos jornais o que aconteceu no dia anterior- nem tampouco acompanhar pela TV à noite os fatos ocorridos horas antes. No mundo cada vez mais integrado pela informática e pelas telecomunicações, se as cotações da Bolsa de Valores de Nova York caem drasticamente às 11h30 da manhã, os investidores em Londres ou Tóquio precisam saber disso na hora para reagir imediatamente à novidade.
Cultural no sentido estrito da palavra é o interesse por programas especiais, que só podem ser apreciados enquanto acontecem por meio de uma parabólica, como a apresentação do Balé Bolshoi em Mascou ou a cobertura ao vivo dos Jogos Olímpicos de Inverno em Calgary, no Canadá. As redes nacionais de televisão, cujos programas são vistos por dezenas de milhões de pessoas, procuram definir sua programação diária de modo a satisfazer a grande massa do público. Como é sabido, isso muitas vezes limita o alcance e a qualidade dos programas, sobretudo na área da informação. Assim, os eventos internacionais passam por vários filtros, ou edições, como se diz, para que o produto final seja assimilável pelo maior número de telespectadores. Para quem esse padrão é insuficiente, nada melhor do que poder buscar a versão original, graças à transmissão via satélite captada por uma parabólico.
A utilização de antenas parabólicas em nível doméstico no Brasil só ganhou impulso após o lançamento do satélite Brasilsat 1, em 1983. Hoje, os usuários brasileiros têm condições de captar programas de oito países -Argentina, Chile, Colômbia, Cuba, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e URSS. O campeão de audiência , é o canal das Forças Armadas dos Estados Unidos, que retransmite 24 horas por dia o melhor da programação das redes americanas. As imagens chegam de onze satélites geoestacionários, que estão em órbita da Terra a aproximadamente 36 mil quilômetros de altura, no chamado cinturão de Clarke. O nome é uma homenagem ao escritor inglês de ficção científica Arthur Clarke. Ele foi o primeiro a calcular, em 1945, a altura certa em que um satélite acompanharia o movimento de rotação do planeta e por isso pareceria estacionado sobre uma região.
Para captar com a parabólica os sinais transmitidos por um satélite, o usuário rastreia o espaço acionando o motor que movimenta a antena, ligado a um controle remoto. As imagens captadas pela antena são transmitidas para o aparelho de TV através de um receiver-aparelho que transcodifica o sinal das televisões estrangeiras para a nossa televisão. O meio de transporte das imagens via satélite são as microondas-ondas eletromagnéticas, que se fossem visíveis se pareceriam com os círculos concêntricos que se formam quando atiramos uma pedra num lago. A freqüência com a qual as microondas são emitidas determina a sua potência de alcance. A modulação da onda forma o código de informações que ela transmite.
Dessa forma, a imagem captada pela lente de uma câmara de TV é transformada em modulações de ondas eletromagnéticas, que se propagam pelo ar .O trabalho do receptor de são é converter essas ondas em sinais de imagem que serão projetados na pequena tela. Para que uma parabólica possa captar os sinais retransmitidos por um satélite, ela precisa estar localizada dentro da faixa de alcance desse mesmo satélite. Assim se explica por que apenas onze, entre as dezenas de satélites de telecomunicações que estão em órbita, alcançam as antenas no Brasil. Uma trasmissão do Japão só chega até aqui se dois satélites estiverem envolvidos na operação. As imagens do Grande Prêmio do Japão de Fórmula 1, por exemplo, são enviadas para um satélite que está acima do arquipélago japonês. Este, por sua vez, retransmite os sinais para outro, localizado no espaço próximo ao território brasileiro.
As antenas parabólicas são feitas de alumínio ou fibra de vidro, com diâmetros que variam dos 4 aos 6 metros. As menores só conseguem captar sinais gerados no território nacional; já as maiores alcançam as transmissões internacionais. Parecem pratos gigantes ou guarda-chuvas abertos de cabeça para baixo. A forma tem uma função: as microondas que atingem os pratos são refletidas para seu centro por efeito da curvatura geométrica da antena. Na ponta da haste presa no centro do prato há um componente eletrônico chamado alimentador, que como o próprio nome diz, alimenta aparelho de TV das microondas vindas do satélite.
Um sistema de captação de satélite brasileiro-que se compõe da ante na propriamente dita, de receptor cabos, conectores e instalação-ter um custo aproximado de 280 OTN (Cz$ 229 600 em março). Já um sistema para captação de televisões estrangeiras está em torno de 750 OTNs (Cz$ 615 000).
Na França e no Japão testa-se atualmente uma antena plana no lugar da forma parabólico. Nesse modelo, toda a antena é formada por microcircuito impressos, que transformam automaticamente as microondas em sinais a serem enviados ao aparelho de TV. A concorrência entre as grandes indústrias do Japão, Europa e Estados Unidos está produzindo também outros avanços tecnológicos. E o caso da microantena, de apenas meio metro de diâmetro, mas tão potente quanto uma oito vezes maior. Antenas parabólicas desse tipo, já em experiência, fixadas na janela de casa, podem captar sinais emitidos por satélites com poder de retransmissão cada vez maior. Parabólicas ou planas, grandes ou pequenas, tais antenas vão povoar cada vez mais a paisagem da civilização.

Cinema em casa

O aparelho de televisão mudou. Sua forma está diferente, seus recursos são mais variados. O próximo passo é exibir uma imagem impecável -- um desafio que pode significar mudanças em todo o sistema de transmissão.
Aos poucos, sem que os telespectadores se dêem conta, a televisão está passando por uma verdadeira cirurgia plástica. O velho tubo de imagem dos aparelhos convencionais caminha rápido para a aposentadoria. Será substituído pela tela plana de cristal liquido, colocada sobre a parede como um quadro. Além disso, o som está se tornando estereofônico- já é possível diferenciar na TV graves e agudos e distinguir os diversos instrumentos de uma orquestra. Mas o melhor de tudo é outra novidade: a qualidade da imagem também está para mudar.
Quando o chamado sistema de alta definição (HDTV, na sigla em inglês), inventado pelos japoneses em 1980, se espalhar pelo planeta, a televisão só perderá para o cinema no quesito tamanho. Então, os telespectadores poderão se deliciar com exibições de alta qualidade de superproduções cinematográficas que perdem muitos de seus encantos nos receptores de hoje. Mas a cirurgia plástica do velho aparelho esbarra num desafio: como melhorar a imagem que o telespectador recebe em casa sem mudar os próprios equipamentos das emissoras?
Na teoria parece simples. A imagem da televisão no sistema alemão PAL-M, como o usado pelos brasileiros, é formada por 525 linhas horizontais paralelas. Bastaria então que os engenheiros descobrissem uma forma de aumentar o número dessas linhas, diminuindo o espaço entre elas, para que a imagem ganhasse mais nitidez. Mas não é bem assim: para que o aparelho receba esses sinais adicionais, sem outras alterações, as emissoras teriam de ampliar sua banda de transmissão-algo como a Globo ocupar também o espaço por onde trafegam os sinais emitidos pela Manchete, TVS, Record e Bandeirantes.
Para evitar tamanhas colisões, recorreu-se aos satélites, que transmitem em freqüências mais altas. Em 1986, a estação Nippon Hoshio Kiokai (NHK), de Tóquio, começou a transmitir, via satélite, imagens pelo sistema Japan Hi Vision, de 1 125 linhas, para receptores especiais desenvolvidos pela indústria eletrônica japonesa. O resultado são imagens tão nítidas e cores tão fiéis como as de um filme de 35 milímetros. Além disso, como a tela dos aparelhos experimentais é retangular a proporção é de três de altura por cinco de largura, em vez dos atuais 3 x 4-, as imagens de alta definição são proporcionais às do cinema. Nada daqueles cortes nos cantos que muitas vezes comem o melhor de uma cena na telinha.
Aliás, a imagem produzida pela nova TV é tão boa que até o cinema já se curva diante dela: os efeitos especiais dos filmes Guerra nas estrelas, de George Lucas, e Caçadores da arca perdida, de Steven Spielberg, foram gravados em HDTV e depois editados junto com as cenas registradas em película normal.
Japoneses, americanos e europeus concordaram em trabalhar juntos para conseguir um padrão técnico de TV de alta definição que, de um lado, seja compatível com a maioria dos receptores existentes no mercado e, de outro, livre as emissoras dos formidáveis investimentos necessários à substituição de seus equipamentos.
Ao mesmo tempo, a indústria eletrônica dedica-se a oferecer aos telespectadores inovações que dispensem mudanças drásticas na ponta da emissão. O receptor digital, por exemplo, consegue o máximo de eficiência no velho limite das 525 linhas. Ao contrário dos modelos analógicos tradicionais-em que cada sinal corresponde a uma voltagem -, os digitais podem exibir imagens em câmara lenta, permitem sintonizar até cinco canais ao mesmo tempo (naturalmente, com quatro imagens mudas) em partes diferentes da tela e até congelar imagens durante a transmissão.
Ao pressionar uma tecla do televisor digital, o telespectador vê uma pequena janela aparecer no canto da tela-do tamanho de 1/4 ou 1/16 do vídeo. Embora não emita som, essa janela pode ser congelada, ou exibir imagens transmitidas por um aparelho de videocassete ou ainda por uma câmara de segurança instalada na entrada da casa. Ao receber os sinais eletromagnéticos das emissoras e transformá-los em dígitos de computador, o aparelho corrige automaticamente eventuais defeitos da emissão. Assim, ao receber uma imagem dupla-o chamado fantasma-, o circuito eletrônico envia à tela apenas os sinais originais que fazem a imagem mais forte-e cancela os mais fracos.
Da mesma forma, se uma interferência na transmissão afetar o colorido da TV, um circuito compara duas linhas de cores diferentes, uma ao lado da outra, e tira a média. Essa linha média intercalada entre as duas originais atenua as diferenças. Os televisores digitais ainda não estão a venda no Brasil. "As peças teriam de ser importadas, o que encareceria demais o aparelho", explica Flávio Pena, subgerente de produtos da National-Panasonic.
Durante o 1º Vídeo Trade Show. realizado no início de março em São Paulo, os visitantes puderam ver- com o auxílio de óculos especiais- um modelo de videodisco em três dimensões, desenvolvido pela Sharp.
Nos antigos filmes em 3-D, cada olho vê apenas uma imagem. O cérebro percebe o relevo pela convergência de duas imagens. De seu lado, a National-Panasonic desenvolveu um aparelho com imagens de alta definição-produzidas pela superposição dos sinais de cinco câmaras que podem ser vistas em três dimensões, sem que se tenha de usar óculos especiais. Contudo, essa nova maravilha ainda está muito longe das lojas de eletrodomésticos.
Minúsculos como relógios ou gigantescos como o Jumbotron, exibido em I985 na Feira de Ciências de Tsukuba. no Japão, os modelos de aparelhos de TV não deixam de inovar. Mas até a próxima década, prevê o engenheiro paulista Herbe Zambrone Júnior, que há onze anos trabalha com telecomunicações, "as grandes mudanças estarão nascendo nos departamentos de pesquisas das indústrias". Sentado em sua poltrona favorita, em frente à telinha de TV, o telespectador não se beneficiará a curto prazo da revolução em marcha nos aparelhos. Mas, quando menos perceber, a telinha terá mudado e ele estará assistindo a cinema em casa.

A tecnologia muda a imagem da aldeia global

Quando o astronauta americano Neil Armstrong pisou pela primeira vez o solo lunar, em julho de 1969, milhões de pessoas em todo o mundo acompanharam a proeza ao vivo em seus televisores. Isso parecia coroar as conhecidas teorias do canadense Marshall McLuhan (1911-1980), segundo as quais o planeta caminhava rápido para se tornar uma aldeia global, em que, de um pólo a outro, gostos, hábitos e idéias seriam cada vez mais parecidos-e todos induzidos pela onipresente TV.
Passados quase vinte anos, as tecnologias das telecomunicações que se desenvolveram ao longo desse período, como a TV por cabo e as antenas parabólicas de uso doméstico, tendem a desenhar um cenário que ao mesmo tempo reforça e desmente as previsões de McLuhan. Reforça na medida em que as novas técnicas ampliam o lugar da tela de TV na vida de cada um e, com isso, a dependência das pessoas em face dela. Desmente, porém, na medida em que tais avanços tecnológicos aumentam o leque de emissões à disposição do espectador. Com isso, pode diminuir a dependência do público em relação às grandes redes.
"No futuro, as redes irão buscar seu público nas classes C e D, abrindo espaço para o surgimento de sistemas de TV para platéias mais sofisticadas, com maior liberdade de criação", afirma o professor Ciro Marcondes, da Escola de Comunicações da USP. Mas a "segmentação da sociedade informatizada", como dizem os especialistas, coexistirá por muito tempo ainda como modelo tradicional, em que poucos (as redes) falam para muitos (a massa do público). Mesmo assim, no entanto, o acesso de um número crescente de pessoas às parabólicas multiplica o repertório de escolhas e acaba afetando a própria atitude do espectador diante da TV.
Três experiências já permitem espiar o futuro. Numa cidade-satélite de Quioto, no Japão, em Biarritz, na França, e em Columbus, nos Estados Unidos, domicílios estão interligados por cabos de fibras Óticas, conectadas simultaneamente a canais de TV. Esses canais oferecem programas bem distintos, pelos quais o espectador paga uma taxa mensal. "Dois vizinhos poderão passar anos sem assistir ao mesmo programa, a não ser as noticias dos telejornais", imagina Walter Clark, ex-diretor da TV Globo e um dos papas da televisão brasileira.
Nesse tipo de sociedade, a tela de televisão será um meio pelo qual as pessoas vão se comunicar entre si, receber informações de bancos de dados, fazer compras, movimentar suas finanças particulares e assistir a seus espetáculos preferidos. Diz Ethevaldo Siqueira, jornalista especializado em telecomunicações: "A tela de TV se transformará numa ferramenta sem a qual será muito difícil viver em sociedade".

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Telepatia - Papo cabeça

TELEPATIA: PAPO CABEÇA



Quantas vezes você pensou em alguém e, no momento seguinte, atendeu um telefonema dessa pessoa? Ou recebeu a visita de um familiar querido e distante, depois de desejar notícias dele? Com a mineira Iraci de Jesus, fenômenos desse tipo não são novidade. Há algum tempo, ela atendeu a porta e deu de cara com o irmão que, numa passagem relâmpago por São Paulo, resolveu deixar-lhe um cheque. Algumas horas antes, preocupada em fazer um pagamento, Iraci tinha pensado nele como única alternativa para conseguir o dinheiro. Desejara demais dizer isso a ele, mas não se sentira à vontade para fazer o pedido. A terapeuta corporal Sandra Fainbaum também tem uma coleção de casos semelhantes. Um deles: anos atrás, não resistiu à sensação de estar sendo chamada pelo marido. Preocupada, saiu de casa e começou a andar pela calçada, atenta aos carros que passavam. Já estava na terceira quadra quando avistou o carro dele, parando no meio da rua. Sandra percebeu que o marido desmaiara sobre o volante e conseguiu socorrê-lo rapidamente.

Relatos desse tipo são impressionantes, mas não provam nada. Não há como descartar a possibilidade de que tudo não passe de coincidência. Afinal, para cada história arrepiante como essas, quantas não devem haver de pessoas que tiveram um pressentimento e aquilo não deu em nada? O único jeito de comprovar a existência da telepatia seria ter resultados estatisticamente significantes de que esses fenômenos acontecem com mais freqüência do que seria normal um fato qualquer acontecer. E esses resultados ainda não existem - pelo menos não com a clareza suficiente para afastar dúvidas.

Telepatia é o termo usado para se referir à aquisição de informações por outros meios que não os sentidos físicos conhecidos. A resistência em procurar entender tais acontecimentos ou acreditar neles é grande, mas fácil de ser compreendida. "Entrar em contato com os pensamentos, sentimentos e idéias de outras pessoas de maneira aparentemente direta, mente-mente, sem necessidade que tais informações passem pelos sentidos, é considerado algo fora do normal, por se tratar de um tipo de interação diferente da forma prevista pela ciência", diz Wellington Zangari, coordenador do Inter Psi (Grupo de Estudos de Semiótica, Interconectividade e Consciência), da PUC de São Paulo.

E, como tudo o que é fora do normal caminha lado a lado com o ceticismo, parece não ter mesmo jeito: "Se você acredita, poderá ser associado ao charlatanismo, misticismo, ou ser visto como alguém facilmente influenciável. Se não, será suspeito de cientificismo ateu, de não possuir nenhuma abertura, nenhuma curiosidade científica", diz Jean Claude Obry, pesquisador e filósofo francês que mora no Brasil há cerca de 20 anos. Ele é presidente da beOne Internacional Associação (BIA), que promove a qualidade de vida por meio da experimentação das sensações (os cinco sentidos). Segundo Obry, se os assuntos considerados fora da normalidade pudessem se encaixar na realidade cotidiana, eles não pareceriam tão assustadores. "Para permitir que o fora do normal se transfira para dentro dessa realidade, é preciso aceitar e mudar conceitos, regras e crenças que gerenciam o dia-a-dia. Se não fizermos essa mudança, nada será feito além de um debate agradável, mas estéril", diz Obry.

Pode-se entender por telepatia várias formas de comunicação, da linguagem não-verbal, não-simbólica, não-escrita e não-fonética dos animais à realizada com o telefone celular. Ou alguém duvida que essa comunicação a distância, sem fio, não seria considerada algo fora do normal pelos nossos ancestrais? "Os jovens de hoje não estranham a tecnologia com a qual convivem desde pequenos, mas continuam fascinados pelos mistérios de histórias fora do normal de um Harry Potter, porque, para ele telefonar para alguém com segurança, nem precisa de um celular, basta a sua operadora celeste", lembra Obry.



Ondas mentais

De acordo com Zangari, do Inter Psi, apesar de não haver consenso sobre a melhor teoria para explicar a telepatia, a parapsicologia vem apresentado interpretações interessantes. "Nas primeiras décadas de estudo, procurou-se compreender a telepatia como um fenômeno eletromagnético, que funcionaria da mesma forma que os aparelhos de rádio e televisão. Supunha-se que, entre o receptor e o emissor, haveria ‘ondas mentais’, que transportariam informações do conteúdo cerebral entre eles. No entanto, as teorias baseadas nesse modelo caíram por terra porque, aparentemente, a telepatia não é limitada pela distância nem pelas barreiras físicas, como o são as ondas eletromagnéticas conhecidas." Conforme Zangari, outras teorias vieram à tona mais tarde, visando reconhecer mais o "porquê" do que "como" ocorre o fenômeno.

As pesquisas sobre a possibilidade da existência da telepatia se tornaram sistemáticas a partir da década de 30, com a criação do Instituto de Parapsicologia na Universidde Duke, nos Estados Unidos, dirigido pelo Joseph Banks Rhine. "Rhine e sua equipe realizaram provas experimentais para verificar se, de fato, a telepatia, entre outros fenômenos anômalos, ocorria", conta Zangari. Com um baralho especialmente criado para essa finalidade - o Baralho ESP (de extrasensory perception) ou Baralho Zener (assim chamado por causa de Carl Zener, especialista em percepção humana que o projetou), constituído de 25 cartas, igualmente divididas em círculos, cruzes, ondas, quadrados e estrelas -, ele avaliou estatisticamente a ocorrência. "Ao longo de quase cinco décadas, Rhine e seus colaboradores obtiveram resultados significativos a favor da hipótese da telepatia", afirma Zangari.

Depois disso, pesquisadores do mundo inteiro fizeram outros estudos e muitos chegaram a resultados similares, mesmo com técnicas diferentes das usadas no laboratório de parapsicologia da Universidade Duke. Acontece que os céticos descartam essas pesquisas, que eles consideram suspeitas. Um dos modelos atualmente em construção é o desenvolvido pelo psicólogo americano Rex Stanford, o Modelo de Resposta Instrumental Mediada por Psi, conhecido pela sigla em inglês, PMIR. Propõe, em linhas gerais, que o ser humano utiliza não apenas os sentidos conhecidos (tato, visão…) para estabelecer contato com o meio, mas também processos não-sensoriais, ou extra-sensoriais, para reconhecer tanto os perigos quanto as fontes de satisfação de necessidades básicas. "O modelo de Stanford é importante para a ciência, porque permite a avaliação empírica de seus postulados, além de integrar tanto perspectivas da biologia quanto da psicologia", diz Zangari.

Até agora, a técnica mais sofisticada criada para estudar cientificamente a hipótese da telepatia se chama Ganzfeld (palavra em alemão que significa "campo completo" ou "campo homogêneo"). O experimento utiliza um emissor e um receptor. O primeiro vê uma imagem ou videoclipe, escolhido aleatoriamente por um computador, e tenta "transmiti-lo" mentalmente a um receptor, que está afastado sensorialmente do emissor. O receptor fica numa sala acústica e eletromagneticamente isolada e tem sobre os olhos uma espécie de óculos, sobre os quais uma luz colorida fornece um campo sensorial homogêneo. Seus ouvidos são bombardeados por um sinal sonoro constante, como o de um rádio fora da estação. Procura-se, assim, criar uma situação em que a pessoa possa reconhecer mais facilmente suas imagens mentais, suas sensações, seus sentimentos, uma vez que está praticamente isolada dos estímulos externos e mais atenta aos estímulos internos.

Segundo Zangari, os resultados mais sólidos obtidos pelas pesquisas Ganzfeld se relacionam à existência de correlações entre algumas variáveis. Resumidamente, os resultados são melhores quando: 1) emissor e receptor são pessoas afetivamente próximas, como amigos, pais e filhos ou marido e mulher; 2) o receptor tem personalidade extrovertida; 3) antes de participar do experimento, o receptor teve um histórico de experiências anômalas espontâneas; 4) o receptor já realiza algum tipo de atividade de "treinamento mental", como meditação ou relaxamento; 5) o receptor acredita em fenômenos como a percepção extra-sensorial; e 6) o campo geomagnético está menos ativo.

Segundo Zangari, há muito o que esclarecer ainda sobre os experimentos Ganzfeld. "Apesar de reconhecermos algumas variáveis que parecem interferir no fenômeno, não conhecemos todas, o que ainda não nos permite controlar o fenômeno de modo a realizá-lo de acordo com nossa vontade", diz.

Um tanto quanto cética com relação ao seu desempenho num experimento desse tipo, a professora Fátima Regina Cardoso, que dirige com Zangari o Inter Psi, decidiu participar de uma sessão de Ganzfeld durante um curso promovido pelo Centro de Pesquisa Rhine, em Durham, nos Estados Unidos, em 1993. O resultado, diz ela, foi "muito bom e surpreendente". Fátima ficou na posição de receptora da mensagem, enquanto um colega brasileiro foi o emissor. Durante o período de mentalização, entre outras imagens, ela visualizou um castelo medieval, em especial as masmorras. Teve sensações desagradáveis, como se estivesse vendo pessoas sofrendo. Ao final do experimento, acertou o alvo transmitido pelo colega. O clipe que serviu como alvo mostrava sombras de pessoas vestidas com roupas medievais, um homem com capa e espada e um chicote na mão, ameaçando outros que trabalhavam com martelos e outras ferramentas, com um fundo em cores bem quentes. Apesar de a imagem do alvo ter sido diferente da mentalizada por Fátima, ela não teve dúvida de que aquele seria o alvo, pois a sensação transmitida pelo clipe era muito próxima daquela sentida durante a mentalização.
As pesquisas Ganzfeld foram iniciadas na década de 1970 e, até o momento, segundo alguns, tiveram êxito em demonstrar, pelo menos, a possibilidade de existência da telepatia. No entanto, como não poderia deixar de ser, crentes e céticos divergem a respeito da consistência desses resultados. "Minha opinião é que mais pesquisas são necessárias para acabar com a polêmica em torno da existência da telepatia, mas os resultados acumulados por meio de estudos experimentais são favoráveis à hipótese de existência de um processo anômalo de interação entre os seres humanos", diz Zangari.


Troca de energia
A escritora baiana Halu Gamashi, que se dedica à filosofia e à ciência dos ancestrais, acredita que existam muitas formas de comunicação telepática, envolvendo inclusive os órgãos dos sentidos. Para ela, a telepatia se constitui entre duas pessoas extra-sensorialmente sensíveis que aprendem a identificar uma informação por meio de um trejeito facial, um movimento dos olhos, um gesto. "Eu sei o que você está pensando", dizem-se mutuamente. No entanto, por ser um acontecimento comum, as pessoas nem se dão conta de que houve uma comunicação telepática.
Certa vez, ao dar uma palestra em São Paulo, Halu notou um dos convidados, um suíço que não falava português e estava com uma pessoa que não falava alemão. Ao final da palestra, Halu propôs um momento para perguntas e respostas, e esse suíço e sua acompanhante não encontravam no dicionário a tradução para formular a pergunta. "A angústia dele em me perguntar mobilizou a minha sensibilidade. Senti uma espécie de dilatação na minha mente e vi-me dizendo para a moça: peça a ele que olhe para os meus olhos e faça a pergunta mentalmente, eu vou responder da mesma forma. Vi-me tocando as suas mãos. Nos olhamos profundamente e conversamos por meio da mão e da mente, por aproximadamente cinco minutos", conta Halu. "No dia seguinte, voltamos a nos encontrar e, dessa vez, ele estava com uma pessoa que falava português e alemão. Rimos muito. Para ele, foi uma experiência nova. Nos emocionamos bastante."

sexta-feira, 18 de junho de 2010

EUA encerram transmissões da TV analógica

12/06/09 - 18h42 - Atualizado em 12/06/09 - 19h15

EUA encerram transmissões da TV analógica em todo o país
Sexta-feira marca transição após seis décadas do uso desta tecnologia.
Quase 3 milhões de lares ainda estão despreparados para a TV digital.




Foto: Elise Amendola/AP Técnico instala conversor de TV digital em casa nos EUA, nesta sexta-feira (12), data do fim das transmissões analógicas no país. (Foto: Elise Amendola/AP)As estações de TV dos Estados Unidos deram início ao corte de todos os seus sinais analógicos, nesta sexta-feira (12), pondo fim ao uso da tecnologia que levou suas imagens para todos os cantos do país durante seis décadas. A data representa o prazo final para o processo de transição completa do sistema de radiodifusão para a tecnologia digital.

Segundo dados de uma pesquisa realizada pela Nielsen, cerca de 2,8 milhões de lares
norte-americanos estão completamente despreparados para a transição, apesar do bombardeio de anúncios na TV propagando a iminente mudança, informou o "New York Times".

Outras 9,5 milhões de famílias não estão totalmente prontas para receber o sinal digital, o que significa que podem ter atualizado alguns de seus televisores, mas não todos. "Lares jovens, afroamericanos e hispânicos são desproporcionalmente mais despreparados, enquanto os lares de idosos são os que estão mais prontos", publicou o "TVNewsDay".

A transmissão digital traz índices mais elevados de qualidade de imagem e som, além de novos canais para os telespectadores.A Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC, na sigla em inglês) colocou 4 mil operadores de plantão para receber chamadas de telespectadores ainda confusos com a mudança, além de criar centros demonstração da nova tecnologia digital em várias cidades norte-americanas.

Até o início da tarde desta sexta-feira, a FCC recebeu 122.389 chamadas, quase quatro vezes mais do que na quinta-feira (11), que tinha sido o dia mais movimentado até agora, disse o porta-voz do órgão, Mark Wigfield, à agência de notícias Associated Press.

O recém-disponível espectro analógico deixado pelas emissoras de TV será utilizado para serviços sem fio avançados e comunicações de emergência, ainda segundo a FCC.

De acordo com o "New York Times", o governo dos EUA tinha a intenção de que a transição fosse iniciada em fevereiro, mas o processo sofreu um atraso de quatro meses, mesmo com a pressão feita pela administração Obama para uma rápida decisão do Congresso norte-americano.