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sábado, 16 de outubro de 2021

ARQUEOLOGIA - Moda de 120 mil anos - Encontradas evidências mais antigas de fabricação de roupas

ARQUEOLOGIA - Moda de 120 mil anos - Encontradas evidências mais antigas de fabricação de roupas

Ferramentas de osso utilizadas para produzir peças de vestuário foram localizadas em "ateliê de costura" pré-histórico no Marrocos.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Tênis All Star - 110 Anos de Sucesso - Foi Febre nos Anos 80


Tênis All Star - 110 Anos de Sucesso - Febre nos Anos 80


Dizem que quanto mais velho, mais gostoso fica. Surrado, desbotado, com cadarço de cores diferentes. 

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

As polêmicas transfusões de sangue para retardar a velhice que são moda entre milionários nos EUA


As polêmicas transfusões de sangue para retardar a velhice que são moda entre milionários nos EUA

A empresa Ambrosia, com laboratório na Califórnia e na Flórida, 
usa material de bancos de sangues de hospitais especializados em trauma e cobra US$ 8 mil


De pacientes com Alzheimer a quem busca rejuvenescimento, startups do Vale do Silício fazem testes com sangue e plasma de jovens em pessoas mais velhas, embora não haja provas reais dos efeitos.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Cientistas ensinam como podemos sobreviver a um ataque de zumbis


Cientistas ensinam como podemos sobreviver a um ataque de zumbis


Epidemiologistas pegam carona na cultura pop e recomendam como deveríamos responder caso doenças semelhantes ao“zumbinismo” se tornassem realidade. Vide bula.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Tudo beleza - Bioquímica


TUDO BELEZA - Bioquímica


No ano passado, os brasileiros gastaram 906 milhões de dólares tentando apagar as rugas. Para quem acha que eles compraram ilusão em potes e bisnagas, os pesquisadores da área da Cosmiatria - o estudo médico e bioquímico dos cosméticos - rebatem: suas novas poções são científicas. Desde o dia 1º deste mês, a Sociedade Européia das Indústrias de Cosméticos proíbe que um produto acene com efeitos mágicos se eles não forem provados. As maiores empresas brasileiras do setor têm acordos com os europeus e, por isso, devem topar essa prova de fogo. Além dos exames biológicos, entram computadores para analisar a imagem de cada centímetro quadrado de pele antes e depois de um tratamento. Poros, marcas, tamanho das rugas, tudo vai ser milimetricamente medido. Quem quiser experimentar um creme, deve procurar os resultados de testes na bula. Se não conseguir achá-las é porque o cosmético não pertence à nova safra. Melhor deixá-lo na loja.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Eterna, Enquanto dura - Tatuagem - Dermatologia


ETERNA, ENQUANTO DURA - Tatuagem - Dermatologia


Do osso para a máquina de costura 
Dificilmente um ancestral humano sentaria à beira do caminho, triste, arrependido por ter feito um monte de desenhos no próprio corpo. Quando as técnicas de tatuagem foram criadas, há pelo menos 5 300 anos (a idade de uma múmia tatuada encontrada na Suíça em 1991), ninguém se ligava em moda. A idéia era identificar a tribo, ganhar status ou proteger-se contra maus espíritos. E era uma idéia fixa. O desenho tinha que durar uma eternidade. Assim pensavam desde os nativos do Taiti até os índios tapirapés do Brasil Central, dos antigos egípicios aos marinheiros do século XIX.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Mania de Magreza - Dieta


MANIA DE MAGREZA - Dieta


A maioria das pessoas que fazem regime têm peso normal. Seguir dietas da moda, emagrecendo depois, é o maior pecado contra a silhueta.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Coco Chanel, a revolucionária da Moda - Perfil


COCO CHANEL, A REVOLUCIONÁRIA DA MODA - Perfil


Antes da célebre estilista francesa, a maioria das mulheres escondia as pernas, só usava cabelos compridos, roupas apertadas e jóias verdadeiras

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Será que comer insetos fará parte do nosso futuro ?


Será que comer insetos fará parte do nosso futuro ?


Saiba por que muitos cientistas têm defendido essa fonte de alimentação

Você já experimentou um gafanhotinho assado ou uma cigarra frita? O que pode parecer nojentíssimo para muitos lugares ocidentais já é bastante difundido em países do oriente como a China, Coreia e Tailândia. Os insetos usados como alimentação é uma realidade que pode até fazer parte do mundo inteiro em um futuro não muito remoto.

domingo, 30 de dezembro de 2012

A velha mania de estar na MODA - Comportamento


A VELHA MANIA DE ESTAR NA MODA - Comportamento



No desfile da história, as pessoas sempre se vestiram para expressar desejos e influenciar os outros. A roupa pode ajudá-las a seduzir, a impor respeito, a se destacar na sociedade. Muitas vezes, elas querem mostrar ao mundo que estão bem informadas: é quando seguem os lançamentos dos estilistas.

Não, o primeiríssimo grito da moda não deve ter sido a folha de parreira para cobrir o sexo, como dita a Bíblia, mas peles de animais jogadas sobre os ombros feito estolas-um estilo típico do Período Paleolítico, há quase 100 000 anos. O modelo fazia sucesso por total falta de opção, já que impedia os movimentos e, ainda por cima, deixava exposta boa parte do corpo à baixa temperatura da Época Glacial. Mas, então, o homem não conseguia vestir nada diferente: teve, primeiro, de aprender a amaciar as peles; no início, com uma laboriosa mastigação, como até hoje fazem as mulheres dos esquimós; além disso, só há 40 000 anos surgiram as agulhas de chifres, para costurar os retalhos das caças sob medida para o manequim primitivo. 

Quem pensa, no entanto, que a roupa só servia para espantar o frio, se engana. Os desenhos nas cavernas mostram que, mesmo nas regiões mais quentes do planeta, onde se desfilava nu há cerca de 20.000 anos, vestiam-se roupas em ocasiões muito especiais. Isto é, nos rituais mágicos, onde nasceu a moda. A ancestral latina dessa palavra, modus, se desdobra em dois significados: é maneira como algo deve ser feito e, também, a lei. Uma lei com força suficiente para impulsionar as confecções a movimentar, no ano passado, cerca de 25 bilhões de dólares, só no Brasil. O segredo desse faturamento continua sendo a magia-hoje, bordada pela publicidade-, ou seja, a crença de que um pedaço de pano dá ao usuário o poder de influenciar o mundo em que vive. Da mesma maneira como o homem primitivo tinha uma moda ou um modo de vestir para atrair a caça, para vencer uma guerra ou para cultuar os mortos, o homem moderno se veste de jeito diferente para seduzir, para fechar um negócio ou para descer a rampa de um palácio. A sensualidade se expressa na transparência de um tecido, a competência se transforma no alinhado terno, a seriedade pode ficar por conta de uma gravata francesa, marca Hermès, quem sabe.O figurino varia com o cenário. Ninguém faz ginástica de fraque", ironiza o economista Carlos Eduardo Machado. professor da Universidade de São Paulo, com pós-graduação em Comunicação. "Mas, independente disso, o fato é que esse figurino serve para cada um encarnar o seu personagem." Na opinião de Machado, em matéria de guarda-roupa, as pessoas seguem mitos ou seja, comportamentos idealizados: "A idéia inconsciente é que se você imita a aparência de uma pessoa bem-sucedida, então compartilhará esse sucesso", exemplifica. Autor de uma tese sobre indumentárias, Machado tem o aspecto desleixado, alvo de duras críticas da filha: "Ela diz que estudo moda porque não sei me vestir", e dá de ombros. Ele próprio sempre, evitou o fenômeno da imitação que diagnostica na sociedade. "Na minha adolescência, os jovens usavam topete como Elvis Presley, mas meus cabelos não paravam no lugar", Iembra o professor, hoje aos 47 anos. "Então, desisti do penteado da moda."Assim como Machado teimava com o topete diante do espelho, para ficar parecido com o ídolo americano, milhares de pessoas insistem em discar para o Centro de Atendimento ao Telespectador (CAT), instalado pela Rede Globo de Televisão, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Meia dúzia de funcionários dão conta de 10.000 ligações semanais: 2.000 delas são em busca dos endereços das lojas onde se encontram os modelitos exibidos pelos repórteres dos jornais e pelos astros das telenovelas. De acordo com os registros do CAT, a última musa foi Stela, interpretada por Glória Pires, a heroína com alma de noviça e corpo de manequim, da novela O dono do mundo. "Já me vesti como a Madonna, como a Tieta da novela e como alguma personagens de cinema", admite, compreensiva, a atriz; baiana Ingra Liberato, estrela da novela Ana Raio e Zé Trovão, exibida pela, Rede Manchete em seu horário nobre. Sua personagem uma peoa, disparou e uma exótica onda de botas, chapéus e esporas nos centros urbanos. "Isso vai desaparecer", prevê a atriz. "O Brasil não tem clima para moda country"De fato, o clima sempre foi um fator determinante da moda-a tanga provavelmente só poderia ter aparecido no escaldante Rio de Janeiro. "Atenção: a moda ousa sob medida", adverte o economista Machado. "Se ela for contra algum tabu da sociedade, não se disseminará." Dai talvez a desenvoltura das minissaias das cariocas, contrastando com a deselegância discreta das paulistanas, cantada por Caetano Veloso. " Por mais que as revistas mostrem decotes, a moda só cola nos locais onde as pessoas aceitam a idéia de mostrar o corpo", alinhava o professor.
Mas, esclareça-se, cortar tecido, para desnudar certas curvas da carne, não é sinônimo de modernidade. Há dois milênios, na Grécia Antiga, as cidadãs cretenses lançaram o topless: Da realidade, elas exibiam vestidos com mangas e saia em forma de sino, que deixavam os seios descobertos. Creta, aliás, é passarela obrigatória para quem vai seguir os passos da história da moda. Em primeiro lugar, porque ali a roupa ganhou o caráter de sedução, o qual nunca mais despiu- fora de seus arredores, as túnicas das mulheres eram muito parecidas com os trajes masculinos. A grande diferença, então, era o comprimento: nas mulheres, o tecido arrastava até os tornozelos. enquanto nos homens, mal escondia os joelhos. O mais curioso é que foi justamente na Grécia, famosa pelo legado da democracia, que a roupa passou a ser o divisor de ricos e pobres. O historiador Heródoto (484 - 420 a.C.) menciona em seus escritos um decreto ateniense que proibia os escravos e as pessoas de classes inferiores a freqüentar o teatro e outros lugares públicos com roupas tingidas. As chamadas classes superiores, no entanto, tinham liberdade para usar tons vivos, como o vermelho, o amarelo e o roxo.
Roma, nos mesmos tempos antigos, não era diferente: listras estreitas estampavam a toga de magistrados e aristocratas, enquanto as listras largas indicavam que a túnica pertencia a um senador ou a um alto oficial. Segundo o sociólogo José Carlos Durand, professor da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, da Antiguidade até o fim da Idade Média o vestuário passou a ser, cada vez mais, um símbolo de status. Na medida em que as monarquias centralizadas colocaram fim ao feudalismo, criou-se todo um código de regulamentação do vestuário. "Existiam leis que limitavam o uso de cores e dos tecidos mais raros aos poderosos", explica o professor.
Essas leis, chamadas suntuárias, foram derrubadas pela Revolução Francesa, em 1789, com seus ideais de liberdade. igualdade e fraternidade. "Até hoje, passados mais de dois séculos, a classe alta tenta se distinguir pela roupa", observa Durand, em trajes sóbrios, que denotam cuidado na escolha. "Uma moda criada pela classe alta, até chegar ao cabide do operário ou da empregada doméstica, já passou pela classe média", raciocina o sociólogo. Desse modo, ao cumprir esse trajeto, já não serve para destacar os ricos que, nessas alturas, começam a consumir outra moda."A igualdade pregada pelos revolucionários franceses ficaria sem reflexo no espelho, se a Europa não tivesse presenciado, na mesma época, entre 1760 e 1830, a chamada Revolução Industrial-esta, literalmente, deu panos para manga."Antes, o material de costura era praticamente restrito às elites", compara Durand. "As máquinas para confecção, porém, permitiram o desenvolvimento das fiações, que passaram a produzir muito mais tecido." Por sua vez, essa montanha de tecido não podia ficar às traças. "Até o final do século XVIII, ser chique era aparentar tradição, como muitas pessoas defendem até hoje", conta a economista doméstica Maria Elisa Garavello, da Universidade de São Paulo, que mora na tranqüila Piracicaba, cidade do interior do Estado. "Mas, para desencalhar suas mercadorias, a indústria passou a valorizar o novo. Surgiu, assim, a moda sazonal, os lançamentos de inverno e de verão", explica. Os homens, contudo, não escorregaram no consumismo. E desse modo, vestiram a fama de ser um sexo irredutivelmente clássico. Mas, de acordo com os estudiosos, ninguém deveria comprar essa idéia: no pouco caso masculino existia uma enorme preocupação com a moda. Aliás, talvez, nunca os homens estiveram tão sintonizados com o jogo das aparências. Afinal, imperava o ócio no Antigo Regime derrubado pelos revolucionários franceses.Nenhum homem podia fazer muita coisa, carregando entre 8 e 10 quilos de babados - era quanto pesava, em média, o traje típico de um senhor elegante, no final do século XVII. As perucas masculinas, no mesmo período, tornaram-se ainda mais longas do que no século anterior, quando eram a grande novidade. Os revolucionários, portanto, ao protestar contra o regime, adotaram um visual oposto ao vigente, ou seja, extremamente simples e sóbrio. "Estar na moda é incorporar os símbolos de determinado grupo social", justifica Maria Elisa "É como afirmar aos outros, através das roupas, que você está bem informado sobre o que se passa no mundo." De fato, a palavra demodé -do francês, fora de moda- chega a ser sinônimo de desatualizado. "O curioso é que, na mesma época, as mulheres começaram a se enfeitar cada vez mais", observa Maria Elisa. A economista, aliás, escreveu um estudo sobre o consumo de vestuário de suas companheiras de sexo. "As lojas recebem menos mulheres acima dos 30 anos", garante." As solteiras gastam muito dinheiro com roupa", suspeita. "Depois do casamento, é como se tivessem cumprido seu papel social. Então, apelam para modelos discretos e transferem os enfeites para os filhos." Segundo Elisa, as jovens se comportam de maneira oposta: "Suas roupas têm de ser realmente justas, elas detestam qualquer acréscimo de pano, que escondem os contornos do corpo", revela. Uma das mais antigas disputas do mundo da moda também nasceu logo depois da Revolução Francesa. A Inglaterra e a França começaram a se alfinetar por motivos políticos, mas a briga continuou no guarda-roupa: nas ruas londrinas, as mulheres não dispensaram os vestidos de Paris, que sempre eram os mais bordados e cheios de panos; os alfaiates ingleses, de seu lado, vingaram a onda estrangeira, com cortes exemplares de roupas masculinas. Resultado: até nestes tempos modernos, da camiseta e da calça jeans, muitas mulheres ainda sonham em possuir a obra de um costureiro francês no armário, da mesma maneira como os homens esnobam elegância ao usar o tradicional terno inglês.
A mulher só optou pela praticidade no início deste século, quando eclodiu a Primeira Guerra Mundial. Boa parte dos tecidos, já escassos, era destinada à confecção de uniformes para os soldados nos campos de batalha europeus. Na ausência do marido convocado, a mulher começou a trabalhar -muitas vezes, usando a roupa do companheiro distante ou morto na guerra. Ninguém traduziu melhor o novo comportamento feminino do que a francesa Gabrielle Chanel (1883 1971). Coco Chanel, como preferia ser chamada cortou os cabelos na nuca-no penteado que notabilizou seu nome-, substituiu o rodado dos vestidos por uma saia reta, cujo comprimento também passou pela tesoura, parando um palmo abaixo dos joelhos, facilitando a vida de quem, a partir da década de 20, teria de andar até um escritório e, quem sabe, pegar o bonde. O traje era complementado por um casaco: estava criado o famoso tailleur. O novo visual, para a época, era chocante. Mas Coco Chanel, embora tenha nascido em uma família pobre, circulava pela nata da sociedade européia-e assim, das colunas sociais, acabou sendo imitada pela multidão de trabalhadoras.
Nesse mesmo período o homem deprimido pela guerra e pela situação  econômica mundial, começou a vestir, com freqüência, preto e cinza", compara Fernando de Barros, diretor da revista Claudia Moda. "Só recentemente, ele voltou a usar roupas coloridas. A moda masculina muda numa velocidade muito mais lenta do que a feminina." Para Barros, que nunca dispensa o par da gravata e do lenço guardado com falsa displicência no bolso do paletó, os homens são muito mais ligados em griffes da moda do que o sexo oposto-constatação que pode ser surpreendente. "Eles são muito mais técnicos, querem a roupa perfeita. As mulheres são mais criativas, aceitam o efêmero, querem sempre renovar", analisa com segurança.
Na verdade, as mulheres abandonaram a austeridade ainda na década de 40, quando Hollywood, a capital do cinema americano, passou a ditar a moda. Era a fantasia dos musicais contra o clima deprimente pós-Segunda Guerra. "O dia-dia incorporou o glamour dos filmes", nota a historiara da arte Cyntia Garcia, ex-estilista, diplomada em Florença, na Itália. Hoje, ela passa os dias prestando consultoria de moda a diversas confecções. "Na verdade, as pessoas o continuar seguindo a moda pelos mesmos motivos do homem primitivo A próxima revolução quem sabe, vai estar no estilo das roupas, com a chegada das fibras sintéticas", estima Cyntia. "Essas fibras permitem a criação de modelos como o próprio cinema já havia previsto para o futuro-coladas no corpo, tal como nos filmes de ficção científica. " 

Cifras em voga

Há muito dinheiro dentro da cesta da costura verde e amarela: as 13 830 confecções nacionais empregam 1,6 milhão de pessoas e, juntas, faturaram cerca de 25 bilhões de dólares no ano passado. Em comparação com 1989, porém, as vendas das vinte maiores empresas da área retrocederam, em média, 18,7%. Nesse período, a indústria têxtil também diminuiu 10% de sua produção As razões da queda não estão apenas na crise econômica, que multiplica o número dos descamisados, mas também na fabricação das fibras sintéticas: no Brasil, a matéria prima tem qualidade inferior e, para agravar, são bem mais caras. 

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Ecologia à moda da casa - Ambiente


ECOLOGIA À MODA DA CASA - Ambiente



As tentativas de estabelecer uma convivência harmoniosa entre a natureza e desenvolvimento .

Nos últimos seis meses, a rotina da veterinária Rose Lilian Gasparini não tem mudado muito. Cedo às 7 horas, ela já está a cavalo, pronta para uma visita de inspeção a quase uma dezena de piquetes, como são chamados os pastos de 9 hectares onde estão confinados exatos 30 cervos do Pantanal, resgatados das várzeas do Rio Tietê, inundadas pela Hidrelétrica de Três Irmãos, em São Paulo quase na divisa com Mato Grosso do Sul. Durante cerca de duas horas, ela percorre a área à procura desses animais e observa seus hábitos. Quando o sol já está alto e o calor excessivo espanta os cervos para seus esconderijos no mato, a veterinária, uma moça decidida de 23 anos, está de volta. Durante o resto do dia, o seu trabalho é mais burocrático. Ela transforma as informações que obteve em anotações que servirão para o Conhecimento dessa espécie de animais hoje em extinção, mas que outrora habitava da Região Centro-Oeste até o Sul do Brasil. Seus relatórios são valiosos: quase nada se sabe sobre esses bichos ariscos que facilmente podem morrer de susto quando capturados e pouco resistem à vida em cativeiro."É um trabalho lento, mas que vale a pena", explica a veteriná-ria. O objetivo de Rose é garantir a sobrevivência dos cervos em semicativeiro para que a espécie, no futuro, mais adaptada à presença do homem, tenha condições de voltar a viver em áreas preservadas do Estado de São Paulo. Há dois anos, recém-formada, ela nem sabia das experiências de manejo de animais silvestres em extinção, aliás, pouco conhecidas em todo o território brasileiro, onde as construtoras de hidrelétricas costumavam simplesmente abandonar os animais à própria sorte, ou executar uma operação de salvamento de última hora nas áreas prestes a serem inundadas. Na época, apesar de ser uma paulistana pouco entusiasmada com as promessas da vida campestre, Rose tinha um objetivo incomum entre os colegas: dedicar-se a uma atividade ligada à conservação do meio ambiente. "Nunca pensei na natureza como algo intocável", afirma. "Mas acredito que os seus recursos podem ser mais bem aproveitados."Hoje, trabalhando na reserva de Promissão, no interior paulista, que a Cesp (Centrais Elétricas de São Paulo) mantém como um dos lugares de preservação dos cervos do Pantanal, Rose já não é uma raridade em sua geração A tendência dos novos profissionais saídos da universidade é, cada qual em sua especialidade, procurar maneiras de estabelecer uma convivência harmoniosa entre natureza e desenvolvimento-por mais que essa idéia soe como utopia no Brasil de hoje. Em sua maioria, não são ecólogos-aliás, uma palavra tão nova que nem existe no dicionário. 

A atividade também não está regulamentada, mesmo porque só existe uma Faculdade de Ecologia em todo o Brasil. Trata-se de uma das unidades da Unesp (Universidade Estadual Paulista) que fica em Rio Claro, e cuja primeira turma formou-se em 1979. Esses profissionais-cerca de 300, como calcula o professor José Galizia Tundizi, da Universidade de São Paulo, presidente da Sociedade de Ecologia do Brasil-são biólogos, biólogos, agrônomos, que trabalham em universidades, órgãos do governo, empresas de consulta ia ou entidades ecológicas. Em geral, motivados pelo trabalho que realizam, acabam aperfeiçoando os estudos em algum dos seis cursos de pós-graduação em Ecologia do pais. Quando se fala em Ecologia, a primeira imagem que vem à cabeça é a de uma ruidosa manifestação de militantes do verde contra a instalação de alguma fábrica malcheirosa, pela preservação da Mata Atlântica ou o fim da caça às baleias. E, nesse caso, a primeira impressão faz sentido. Apesar de o Brasil estar vinte anos atrasado em relação ao despertar ecológico que sacudiu os Estados Unidos, a Europa e o Japão, também por aqui as entidades preservacionistas têm chamado a atenção com campanhas pela melhoria da qualidade de vida. Talvez por isso os técnicos que estudam, identificam e apontam soluções às vezes ousadas para os problemas causados pelo homem à natureza acabem associados ao ativismo ecológico. Na realidade, acontece o contrário. A militância está deixando a fase em que valia mais o entusiasmo, para alcançar causas imediatas e se empenha na realização de projetos de manejo sustentado da natureza. Hoje, uma entidade como a Fundação SOS Mata Atlântica, por exemplo, reúne profissionais de diversas entidades governamentais e privadas visando avaliar as possibilidades de usar imagens de satélite de sensoriamento remoto para um banco de dados da floresta. A ciência ecológica, por sua vez, é muito mais antiga do que a militância com que freqüentemente passou a ser contundida. Remonta ao século XIX, época em que o cientista inglês Charles Darwin (1809-1882) revolucionou a Biologia com a sua teoria sobre o mecanismo da evolução das espécies. Como uma chave para tentar explicar por que algumas espécies ganham melhores aptidões para desbancar suas competidoras, o zoólogo alemão Ernst Haeckel (1839-1919), admirador de Darwin, usou a palavra "ecologia" pela primeira vez numa conferência proferida na Universidade de Jena, Alemanha, onde lecionava. 

Junção das palavras gregas oikos (casa) e logos (conhecimento, estudo), Ecologia significa o estudo do lugar onde se vive e das relações entre os organismos e o seu ambiente. Dizem os historiadores dessa ciência que Haeckel inventou a palavra, mas não a aplicou no seu próprio trabalho sobre a morfologia-estudo das formas-de seres microscópicos. Nesse caso, a Ecologia deve muito mais a outros cientistas da época, como o naturalista alemão Alexander von Humboldt (1769-1859), que mostrou a influência do clima sobre a vegetação, e o botânico dinamarquês Eugenius Warming (1841-1924), considerado o primeiro ecólogo, por ter pesquisado como as plantas se ajustam ao calor, à luz, à alimentação e à água disponíveis.Diferentemente das ciências exatas, a Ecologia, muito mais abrangente, tomou de empréstimo os conhecimentos da Geologia, Biologia, Física e Química, para analisar um rol de fatores, como a transferência de energia e matéria - alimentos,  água e oxigênio-, que afetam populações e comunidades numa determinada área. Quando fala de comunidades, a Ecologia não tem limites. "A mais nua das rochas da Antártida fervilha de microorganismos",  lembra o ecólogo Sérgio Rosso, da Universidade de São Paulo. Rosso estuda, há anos, a vida das algas, dos mexilhões, dos ouriços-do-mar, das anêmonas, da vegetação, das bactérias, enfim, da rica comunidade de seres vivos que ocupa os costões rochosos brasileiros. Em sua sala, no Departamento de Ecologia, estão guardadas centenas de frascos contendo pequeninos organismos marinhos à espera de serem identificados. Minucioso, Rosso enumera em gráficos, que depois são transformados em modelos no computador, a freqüência com que essas comunidades aparecem nos rochedos do litoral. "Se eu acompanhar o ciclo de vida dessas populações durante o ano, posso identificar quando um fator anormal estiver ocorrendo", explica. Por fator anormal leia-se qualquer espécie de poluição invadindo as praias.Durante anos, os americanos fizeram esse tipo de estudo na poluidíssima Baía de Chesapeake, no nordeste dos Estados Unidos. Hoje, graças aos parâmetros ali obtidos, eles têm condições de controlar qualquer ameaça a outras áreas de risco do litoral. Rosso acredita que isso também poderia acontecer nos costões brasileiros. Ele pretende este ano concluir a análise das espécies existentes na Praia de Barequeçaba, no litoral paulista, para apresentar as sugestões de cuidados que devem ser tomados na construção de um emissário de esgotos. Da mesma forma, no Rio de Janeiro, a instalação de um pólo petroquímico em Itaguaí, próximo da Baía de Sepetiba, só terá início com a aprovação do Rima-Relatório de Impacto Ambiental-que avaliará os efeitos da indústria sobre o litoral. Quarenta anos atrás, quando começou a ser implantado o pólo petroquímico de Cubatão, no litoral paulista, ninguém se preocupou com eles. E o resultado todos conhecemos e lamentamos: Cubatão ganhou o título de campeã mundial da poluição.Essa diferença de tratamento entre o passado-quando a preocupação com o meio ambiente era rotulada de romantismo-e o presente mostra como mudaram os valores das questões de poluição. Foi-se o tempo, por exemplo. de obras como a Hidrelétrica de Balbina, ao norte de Manaus, sempre lembrada quando se fala em falta de planejamento ambiental. Balbina, inaugurada há dois anos, inundou uma área equivalente à do lago de Tucuruí, sepultando madeira nobre e um número incalculável de animais, para fornecer trinta vezes menos energia que a usina paraense. Se fosse planejada hoje, depois de promulgada a nova Constituição, sua licença dependeria de uma análise prévia do impacto ambiental que viesse a provocar. 

Mais recentemente, a construção da barragem de Rosana, no Rio Paranapanema, entre São Paulo e Paraná, foi precedida por um estudo da qualidade da água e identificação de grupos de peixes, plancton e algas. Além disso, toda a área a ser inundada sofreu um processo de desmatamento. "Assim, quando o lago começou a cobrir a região, há quatro anos, não havia excesso de nutrientes provocado pela vegetação apodrecida", explica o biólogo Pedro Umberto Romanini, da Centrais Elétricas de São Paulo, responsável pelo trabalho. Durante esse tempo, Romanini fez coletas bimestrais de água e participou de pescarias periódicas na região, até poder afirmar, de maneira categórica: "Devido aos nossos cuidados, ocorreram poucas alterações no ecossistema".Quando a Rio-Santos, ligando o litoral paulista ao Rio de Janeiro, foi construída vinte anos atrás, pouca gente no Brasil dava atenção às questões da natureza. A estrada avançou pelas praias, lavouras, escarpas e matas da Serra do Mar, causando consideráveis perdas ao patrimônio turístico que pretendia valorizar. Atualmente, sem ter nas mãos um Rima, ninguém pode construir uma obra de porte com impacto ambiental. Foi assim no projeto da Rodovia do Sol, que ligaria a região metropolitana de São Paulo ao litoral norte do Estado. "Passamos semanas no meio do mato para identificar as espécies de vegetação que estariam no caminho da estrada", recorda-se o ecólogo Waldir Mantovani. Um dos raros especialistas brasileiros em fitossociologia, ou estudo das comunidades de plantas, Mantovani foi contratado como consultor da Themag Engenharia, encarregada das obras, para fazer um estudo que oferecesse subsídios ao Relatório de Impacto Ambiental.Foi um trabalho minucioso, no qual contaram-se as plantas e a variedade de espécies em encostas, fundos do vale e no alto dos morros do Parque Estadual da Serra do Mar, uma das poucas reservas da Mata Atlântica que ainda restam na costa brasileira e por onde passaria a rodovia. "O desmatamento em declives tão acentuados traria o grande perigo dos desabamentos". concluiu Mantovani. "A vegetação restante também não resistiria às alterações do terreno." 

Essas considerações foram debatidas em audiências is públicas que contestaram a validade da estrada. O Estado, agora, terá de procurar uma opção que provoque menos prejuízos ecológicos, mesmo que isso signifique gastar mais, pois os órgãos ambientais só permitem que as obras sejam reali-zadas com a aprovação dos Rimas. Por isso mesmo, resume Mantovani, "esses relatórios são um recurso importante -desde que bem feitos". Mantovani se refere assim à falta de preparo de uma parte dos técnicos que produzem os relatórios. De fato, nesses tempos de aprendizado sobre como conciliar desenvolvimento com natureza, por falta de informação ou simplesmente má fé, vários diagnósticos de impacto ambiental são superficiais ou acabam omitindo problemas ecológicos e sociais.Por causa disso, pessoas como o economista Emilio Lebre La Rovere, ex -chefe da área de Energia da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), sentiram a necessidade de implantar o primeiro curso de pós-graduação em Impactos Ambientais a funcionar no país, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Seu objetivo, como coordenador do curso, é formar equipes multidisciplinares de engenheiros, economistas e outros profissionais mais acostumados a fazer contas para diminuir os custos das obras do que a pensar no preço da qualidade de vida. 

Mais amplo do que a pós-graduação em Ecologia, o curso de Impactos Ambientais analisa os problemas relacionados à natureza sob o aspecto da legislação, da segurança de construções, da arquitetura e do impacto social. Segundo La Rovere, "na maioria dos órgãos do governo e da iniciativa privada, os departamentos de meio ambiente não participam do processo de decisão. É preciso mudar essa mentalidade". O exemplo da UFRJ foi seguido em São Paulo, e hoje a USP está iniciando também a sua pós-graduação em Ciências Ambientais reunindo especialistas em Engenharia, Saúde Pública, Física e, naturalmente, Ecologia. Segundo a coordenadora do curso, Sylvia Campliglia, diretora do Instituto de Biociências, "existe, no pais, uma estrutura de defesa contra problemas de meio ambiente que funciona, mas de maneira isolada. Por enquanto, estamos aprendendo a apagar incêndios. Se formarmos mão-de-obra, vamos estabelecer uma estratégia global para acabar com o fogo".  



quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Mundo de Jeans - Comportamento

MUNDO DE JEANS - Comportamento



De um tecido rústico para cobrir barracas, surgiu a roupa mais universal já inventada pelo homem. Adotadas pela juventude, as calças jeans tornaram-se símbolo de uma nova maneira de viver.

O ano é 1853. Começam as hostilidades entre o Império Otomano e a Rússia, que desembocarão na guerra da Criméia. Giuseppe Verdi compõe os acordes finais da ópera La Traviata. Uma nova Constituição é promulgada na Argentina. A seringa hipodérmica para injeção subcutânea acaba de ser usada pelo médico escocês Alexander Wood. No Brasil, o marquês de Paraná organiza o Ministério da Conciliação, o Paraná separa-se de São Paulo e o barão de Mauá supervisiona os estudos para a primeira estrada de ferro. Nos Estados Unidos, caravanas cruzam sem cessar os territórios indígenas, em direção ao Oeste, onde fervilham as escavações de minas e os sonhos de riqueza. É a corrida do ouro.
Só naquele ano, a sedução do ouro despeja 33 mil pessoas na cidade de São Francisco, na Califórnia, aumentando a população para 78 mil habitantes. Há ouro, mas falta quase tudo. As mercadorias vindas do Leste custam até cinco vezes mais caro. No meio desse tumulto, chega à cidade um judeu alemão de 24 anos chamado Claude Levi Strauss, que desembarcara ainda criança na América para trabalhar com um cunhado. O camelô Levi Strauss traz mercadorias que no Oeste são gêneros de primeira necessidade - toldos para carroças e um tecido rústico para cobrir barracas.
Um mineiro, os bolsos cheios de pepitas, aproxima-se do vendedor: "O que você tem aí?" Ao ver os artigos, faz uma careta: "Não é disso que preciso. Quero calças para o trabalho. Nenhuma delas resiste. É impossível encontrar uma que dure". Levi Strauss não se abala. Põe o tecido destinado às barracas debaixo do braço e vai com o mineiro até um alfaiate. Pouco depois, seu freguês sai de lá com calças novas. Diz a lenda que, à noite, devidamente embriagado, o mineiro gabava-se nos bares de ter as calças mais resistentes do Oeste. Acabava de nascer algo ainda melhor - o jeans, ou, simplesmente, o mais universal tipo de roupa já inventado pelo homem, símbolo e companhia de movimentos que transformaram os costumes e o modo de pensar de milhões de pessoas neste século.
Feito originalmente para durar, o jeans suporta até hoje um interminável envelhecimento. Nos seus 135 anos de história, já foi moda, resistiu à erosão própria à moda, pareceu ter morrido e continua aí, movimentando uma indústria que costura bilhões de dólares pelo mundo afora, ignorando fronteiras geográficas, regimes políticos, diferenças de classe, sexo, idade e religião. Desde que o homem passou a se vestir não só para proteger o corpo, mas também para exibir sua posição social, jamais houve roupa capaz de passar uma mensagem tão bem-acabada de igualdade.
Nesse tempo, o jeans tornou-se uma forma de expressão - linguagem intimamente identificada com a cultura popular moderna. Depois de conquistar o Oeste norte-americano e estabelecer-se nas lavouras e fábricas, foi adotado pelos beatniks, os chamados rebeldes sem causa dos anos 50 - encarnados no cinema por James Dean e Marlon Brando -, e esteve, sucessivamente, com os hippies que pregavam a paz e faziam o amor ao ar livre; nas marchas de protesto contra a guerra do Vietnã e nos movimentos de contestação que sacudiam as universidades nos anos 60.
"O jeans é uma roupa-memória. Ele carrega abertamente a sua história e se deixa envelhecer", teoriza o sociólogo francês Daniel Friedmann, que publicou recentemente Une histoire du blue-jeans. Mas hoje em dia não se pode associar o jeans a um código único. A liberdade de combinações em torno dele é tanta que se transformou em elemento-base para uma série de estilos. Assim, é usado por tipos tão diferentes como o jovem surfista gênero Kadu Moliterno, o intelectual que freqüenta festivais de cinema e o yuppie que administra empresas.
No princípio o jeans não era azul, mas de uma cor entre o bege e o marrom-claro, pois essa era a cor da fazenda original, fabricada na cidade italiana de Gênova. O próprio nome jeans, por sinal, vem de Gênova, com as devidas adaptações e erros de pronúncia. Mas isso durou pouco. Logo, Levi Strauss adotou um tecido ainda mais resistente e mais flexível que o italiano para costurar calças compridas. Era uma espécie de estopa bem trançada, de algodão, fabricada na cidade francesa de Nîmes - daí denim. Essa fazenda era tingida com índigo, uma tinta vegetal azul conhecida séculos antes de Cristo.
O uso das tachinhas de cobre nos bolsos também foi resultado de um acaso. Em 1870, o alfaiate Jacob Davis, judeu nascido na Letônia, trabalhava perto de São Francisco, fabricando mantas para cavalos e tendas para barracas. Freqüentemente, ouvia os fregueses reclamarem de que os bolsos de seus macacões não resistiam ao peso das coisas que carregavam. Isso lhe deu a idéia de prender os bolsos com a mesma tacha de cobre que usava para prender as correias dos cavalos às mantas. O sucesso foi enorme. Com medo de ser passado para trás por algum imitador, ele procurou Levi Strauss e, juntos, patentearam a invenção.
A união de Levi Strauss e Jacob Davis não poderia ser mais bem-sucedida. No final de 1873, eles haviam produzido 1800 dúzias de peças. No ano seguinte, 5 875 dúzias. Nessa época, o jeans Levi Strauss já tinha as costuras duplas e os dois arcos pespontados nos bolsos de trás - que representavam as montanhas Rochosas norte-americanas - em fio cor de laranja para combinar com a cor de cobre das tachas. Depois de dezoito anos de bons e leais serviços, em 1890 expirou a patente para a fabricação da calça modelo 501 - o número do primeiro lote de tecido importado por Levi Strauss - e os concorrentes tomaram de assalto o mercado. Mas, a essa altura, a parte do leão dos lucros da companhia já nem vinha do jeans, embora ele continuasse a ser fabricado.
Foi a crise econômica de 1929, nos Estados Unidos. que transformou a 501 em imitação de calça de trabalho: com a crise, que derrubou os preços do boi, os grandes fazendeiros do Oeste abriram suas propriedades ao turismo e os ricos americanos do Leste embarcaram nessa nova onda de lazer. As butiques chiques de Nova York passaram a encomendar a 501. E suplementos de moda ensinavam os turistas a "levar roupas velhas ou comprar um par de macacões Levi´s".
Mas o jeans ainda não estava na moda - era usado para temporadas no campo, portanto numa situação especial. Foi em maio de 1935 que um lance do departamento de publicidade da Levi Strauss fez do jeans a roupa típica de um folclore, o símbolo de uma moda. Num anúncio publicado na revista Vogue - uma das mais elegantes dos Estados Unidos já naquela época -, duas damas do Leste passeiam num rancho vestidas com calça Levi´s. Sobre o desenho, lê-se: "O chique do Oeste foi inventado pelos cowboys, e se você esquecer este princípio estará perdida".
O anúncio conquistou fregueses e despertou ainda mais a concorrência. No ano seguinte, pela primeira vez em toda a história do vestuário, a marca da confecção aparece no lado externo da roupa - em vez de ser costurada, discretamente, no interior. Para diferenciar-se dos competidores, a Levi´s resolveu costurar no bolso traseiro sua célebre etiqueta vermelha. Às vésperas da Segunda Guerra Mundial, outro lance da publicidade elevou o antigo macacão de trabalho a símbolo de ascensão social. Não se sabe por que os alunos do segundo ano de uma universidade do longínquo Estado de Oregon resolveram adotar o jeans como emblema de sua condição, proibindo o uso aos calouros.
Com isso, o direito à roupa passou a representar ali uma espécie de rito de passagem - não só um privilégio, mas uma distinção. Se a crise de 29 foi um presente para o jeans, a Segunda Guerra Mundial foi seu passaporte para a fama. A produção da calça 501 tornou-se nos Estados Unidos "indústria essencial": só os operários que trabalhavam para a indústria da defesa tinham direito a ela. "Para equipar nossos combatentes, a Marinha precisa de grandes quantidades suplementares dessas roupas. Vossos esforços para produzirem-nas são tão vitais para nós quanto os dos operários que fabricam munições de guerra", escreveu, numa carta dirigida a Levi Strauss, o contra-almirante W.B. Young, chefe da Intendência da Armada.
O jeans invadiu a Europa no dia seguinte, por assim dizer, ao da vitória dos Aliados, na primavera de 1945. As primeiras lojas que vendiam excedentes americanos de guerra foram abertas, mas a oferta de calças não era suficiente para atender à demanda. Assim, junto com as recém-inventadas meias de náilon para mulheres e os cigarros Lucky Strike, Camel e Chesterfield, o jeans passou a ser um dos artigos mais procurados no florescente mercado negro que se estabeleceu na devastada Europa do pós-guerra. Enquanto isso, nos Estados Unidos, a Levi´s acaba com os botões da frente, imitando a Lee, que substituíra pelo zíper. As tachas de cobre maciço são trocadas por outras, apenas folheadas de cobre.
A desmobilização dos soldados aumenta a clientela do jeans. Ela irá crescer vertiginosamente na década seguinte, acompanhando o salto no aumento da população norte-americana, em conseqüência do período de prosperidade que se seguiu ao fim da guerra. Mas nada nem ninguém fez o jeans tornar-se o que é como o ator James Dean. No célebre filme Juventude transviada, ele vestia Levi´s e representava um personagem símbolo dos jovens da periferia das grandes cidades, que levavam uma vida desesperadamente monótona em meio ao conforto material e ao vazio social e afetivo. A morte de James Dean, em 1955, num desastre de carro, transformou-o numa trágica figura romântica.
A partir de então, e durante quase vinte anos, as palavras jeans, jovem e contestação não mais se separariam. O começo da década de 80, no entanto, deu a impressão de anunciar a morte do jeans. Em 1979, o surgimento do stone washed - tecido envelhecido e desbotado artificialmente por meio de pedras - fez com que o velho jeans se apresentasse como algo obsoleto. Por volta de 1982, os sinais de decadência pareciam definitivos. As lojas foram tomadas por calças confeccionadas com tecidos semelhantes ao do jeans, mas muito mais leves.
O azul cedeu lugar a cores tão diversas como o ocre e o branco. Apareceu de tudo: calça baggy, com botão, sem botão, com bolso, sem bolso, com passadores nas pernas, elásticos na cintura. O culto do corpo jogou nas ruas os agasalhos para jogging. Nos Estados Unidos e na Europa as vendas de jeans caíram e os anúncios desapareceram das revistas e emissoras de TV. Mas, num par de anos, o blue-jeans começou a renascer, ostentando desta vez as mais prestigiadas griffes e com uma variedade de modelos e padrões capaz de satisfazer o gosto de todo tipo de consumidor. Não será tão cedo, ao que tudo indica, que o jeans deixará de ser a roupa universal.

Jeans também é cultura.

O sociólogo francês Daniel Friedmann teve seu primeiro encontro com uma calça jeans aos 13 anos de idade. "Eu era escoteiro e resolvi ir às reuniões usando jeans, em vez de botar o uniforme", lembra ele. "Isso de certa maneira me valorizava, me tornava diferente dos outros." De lá para cá, Friedmann não largou mais suas calças velhas, azuis e desbotadas. É com elas que, aos 42 anos, passeia por Paris em companhia da mulher e dos dois filhos ou atravessa os compridos corredores que o levam até a sala de trabalho, no Instituto de Pesquisas e Estudos das Sociedades Contemporâneas, órgão ligado ao Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS) do governo francês.
Ali, em meio a dezenas de outros cientistas sociais, ele se dedica a estudar o comportamento na sociedade atual. Em fins de 1981, teve a idéia de escrever um livro sobre o blue-jeans. Na época, ele se encontrava na Califórnia fazendo uma pesquisa sobre a moda das novas técnicas de psicoterapia, como a bioenergia e a gestalterapia, que pipocavam por toda a costa Oeste dos Estados Unidos. Friedmann se interessou, também, pela história do judaísmo no Oeste norte-americano - e foi aí que topou com a figura de Levi Strauss, o inventor do jeans. Daí para o jeans propriamente dito foi um passo. "Descobri que ninguém havia pesquisado a fundo seu significado na cultura contemporânea", diz o sociólogo. "Achei que esse era um aspecto cultural de nossa história que merecia ser estudado."
Ao mesmo tempo, ele interessou a Editora Ramsay em publicar um livro a respeito do assunto. Lançado recentemente o produto do seu trabalho - Uma história do blue-jeans - já vendeu 6 mil exemplares na França. Embora tenha escrito 380 páginas, Friedmann acha que ficou faltando falar das virtudes mágicas e terapêuticas atribuídas ao índigo - a tinta usada para tingir o jeans - pelas antigas civilizações que o utilizaram. Ele acredita que a cor azul das calças jeans foi um fator decisivo para seu sucesso: "Séculos antes do jeans, já havia tendência ao azul no vestuário, suplantando o vermelho, mais usado anteriormente".

No país da "calça Lee".

Jeans no Brasil é coisa séria: 68% de todo o vestuário fabricado no país. Cerca de 100 milhões de peças são vendidas por ano, o que torna o Brasil o segundo maior mercado de jeans do mundo - os Estados Unidos são o primeiro. Em 1987, a indústria brasileira faturou 1 bilhão de dólares, dos quais 200 mil com exportações. De trinta a quarenta modelos chegam às lojas todo ano, cinco dos quais emplacam. E tem mais: o Brasil é o único país onde se pode comprar o tecido denim índigo a metro, para ser transformado em calças, camisas, saias ou vestidos.
Foi uma longa trajetória desde 1948, quando a Roupas AB lançou a primeira calça de brim azul, a Rancheiro. A novidade não agradou muito: o brim era duro demais. Numa época em que as festas ainda eram embaladas ao som açucarado de Ray Conniff e as moças de boa família usavam banlons, vestidos leves de saia rodada ou calças justas de helanca, o tecido das "rancheiras" era no mínimo grosseiro. Aquele Brasil de 55 milhões de habitantes era mesmo muito diferente do atual: mais gente morava no campo que nas cidades. E nem no Rio ou em São Paulo, com seus pouco mais de 2 milhões de pessoas, os jovens tinham a importância de hoje como consumidores e fazedores de modas. O jeans teria que esperar.
Em 1956, a posse de Juscelino Kubitschek na presidência e sua promessa de fazer cinqüenta anos em cinco põem no ar um clima de mudanças. A construção de Brasília e a implantação da indústria automobilística mudam a face do país. Naquele ano, a Alpargatas lança a Far West, a "calça que resiste a tudo", como diziam os anúncios. O forte do jeans ainda era o trabalho, mas a calça já começava a acompanhar o lazer dos jovens de classe média. No começo da década de 60, quem tinha meios trazia do exterior ou comprava de contrabandistas as famosas calças Lee, made in USA, que desbotavam.
Lee virou sinônimo de jeans. Tanto que durante muito tempo se dizia "calça Lee" no lugar de jeans. A indústria de confecções não tardou a perceber de que lado soprava o vento - e começaram a brotar marcas de jeans com forte apelo de vendas aos jovens. As etiquetas Calhambeque, Tremendão e Ternurinha, por exemplo, identificavam o jeans com os ídolos da juventude da época, Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Vanderléa.
No começo dos anos 70, o Brasil é o país do milagre econômico e da ditadura política - e também da acelerada transformação no comportamento dos jovens. Fala-se a toda hora em conflito de gerações e revolução sexual. Em 1972, é lançada a US Top, com verdadeiro indigo blue, a primeira calça brasileira que desbota como a Lee americana. Dois anos depois, a Levi´s adapta o corte do jeans aos gostos nacionais - calças justas na frente para os homens e atrás para as mulheres. E a Ellus introduz a moda dos stone washed.
Depois virão as griffes - em nenhum país do mundo há tantos nomes famosos assinando jeans como no Brasil. E, enfim, uma publicidade cada vez mais provocativa, que por suas alusões ao erotismo volta e meia é objeto de discussões. Uma campanha de TV do tipo do "Louco por Lee", que entrou no ar em novembro último, em que uma garota recebe - e parece apreciar - telefonemas eróticos, recebeu fortes críticas. Defende-se Eva Lazar, da McCann Erickson, agência responsável pela campanha: "A publicidade do jeans tem de ser vanguardista. Um jovem de 18 anos não vai usar o que não for moderno e descontraído".

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Perfumes Eternos - Fragrâncias.

PERFUMES ETERNOS - Fragrâncias.



Serviam para homenagear os deuses. Depois, seu uso tornou-se arraigado costume, expressão de beleza e sensualidade. Fazê-los é uma arte.

O ato de perfumar-se é um dos mais duradouros costumes do ser humano. Seja para disfarçar os odores naturais do corpo, seja como complemento de elegância e sensualidade, ou ainda para ter e transmitir a sensação de higiene, as pessoas consomem cheirosas essências, loções, desodorantes, talcos, colônias. Em tempos remotos, o uso de perfumes esteve inicialmente associado a ritos religiosos. Há mais ou menos 500 mil anos, quando o homem descobriu o fogo, tratou logo de prestar homenagem aos deuses oferecendo-lhes a fumaça que emanava das resinas e madeiras que queimavam.
Os vapores aromáticos que subiam dos altares dariam prazer aos deuses através da fumaça - ou como diriam muito tempo depois os romanos, per fumum. Os primeiros perfumistas a entrar para a História foram os sacerdotes do Egito antigo. Em breve, os egípcios descobriram que o que era bom para os deuses devia ser bom também para eles, pobres mortais nem sempre bem cheirosos. Assim, o perfume conquistou a vida profana- para nunca mais deixá-la.
Nos banquetes nos palácios dos faraós, por exemplo, era costume derreter uma espécie de gordura perfumada sobre a cabeça dos convidados em sinal de estima. Os hebreus untavam os cabelos de seus reis com óleos aromáticos, como narra a Bíblia. As mulheres gregas e romanas mandavam buscar nos jardins do Oriente ervas e flores raras. Com elas fabricavam-se ungüentos, pomadas e essências para fins cosméticos, Por essa época, perfumar-se já fazia parte dos ritos de beleza. Com o advento do cristianismo, os aromas caíram em desgraça, por estarem ligados aos costumes pagãos. A arte da perfumaria só não desapareceu graças aos árabes, cuja religião não os impedia de cultivar os prazeres sensuais.
No século X, os alquimistas descobriram o alambique-engrenagem através da qual os líquidos se transformam em gasosos e novamente em líquidos, num processo chamado destilação. Graças a isso e contando com a propriedade solvente do álcool, os árabes puderam pela primeira vez destilar água de rosas.
Mas foram os mercadores que voltavam das Índias carregados de especiarias que acabaram propiciando o ressurgimento da perfumaria no Ocidente. Já no final do século XIII, a cidade de Paris transformara-se na capital mundial do perfume.
A água-de-colônia, porém, nasceu na Alemanha em 1792 na cidade de Köln (Colônia), às margens do Reno. O fabricante era um certo Wilhelm Mülhens. Ao casar, ele recebeu de presente a fórmula secreta de uma aqua mirabilis. Mülhens resolveu fabricar essa água milagrosa e montou um laboratório em casa. Nascia assim a água-de-colônia. Dois anos mais tarde, as tropas francesas comandadas por Napoleão Bonaparte invadiram a cidade. Como os soldados não conseguissem pronunciar os nomes das ruas, Napoleão ordenou que os nomes fossem abolidos e as casas, numeradas. A de Mülhens recebeu o número 4711-e é por isso que a autêntica água-de-colônia veio a ser chamada de 4711, como é conhecida hoje no mundo inteiro.
Napoleão Bonaparte, um dos primeiros fãs do perfume de herr Mülhens, parecia acreditar que além de fazer bem ao olfato, fazia bem à saúde. Conta-se que antes de cada batalha ele tomava vários goles da água-de-colônia. Os ingleses, que derrotariam Napoleão na célebre batalha de Waterloo, na Bélgica, também acreditavam nas propaladas qualidades terapêuticas do perfume e tentaram, inutilmente, combater com lavanda a peste que assolou Londres no final do século XVII.
Arte sutil de combinar odores, a perfumaria trabalha com cerca de dez mil essências básicas, das quais apenas mil são encontradas na natureza. Geralmente os aromas vêm das flores, mas outras fragrâncias estranhas às vezes ajudam a compô-los. Entre elas, produtos animais, indispensáveis na fabricação, embora não exatamente atraentes no estado original.
É o caso do almíscar, uma secreção das glândulas sexuais das cabras do Tibete, na Ásia. A palavra almíscar, por sinal, vem do persa mushk, que quer dizer "testículo". Igualmente desagradável é o ambar cinzento produzido pelos cachalotes (cetáceos como as baleias), que flutua no mar como uma grande massa compacta. Almiscar e âmbar possuem propriedades fixadoras importantes na alquimia dos perfumes.
Extrair substâncias aromáticas dos vegetais não é complicado. O problema é que elas estão se tornando tão raras como as essências de animais. Por isso, desde o princípio do século, produz-se cada vez mais em laboratórios compostos sintéticos, seja para reconstituir aromas naturais ou para criar novos.
Obter essência natural de jasmim é trabalhoso e caro. Para cada quilo são necessários 600 quilos de flores, colhidas ao amanhecer. A partir de solventes voláteis, extrai-se das flores o concreto, um produto cremoso de textura semelhante à cera. Depois, mistura-se com o álcool e filtra-se. Quando o álcool evapora, fica o absoluto, a essência pura. Os perfumes são classificados em grandes famílias de essências.
As mais importantes são as florais (que podem agregar fragrâncias de uma só flor, de várias flores e componentes químicos), o verde (fragrâncias de plantas e arbustos), o chipre (combinação do musgo do tronco de carvalho. com a bergamota e o âmbar) e a amadeirada (fragrâncias compostas de raízes ou misturas de troncos de árvores como o cedro e o sândalo).
E na combinação dessas famílias que o perfumista vai desenvolver um trabalho longo e paciente até que se possa lançar um novo perfume. Como um diretor de orquestra, ele tem de alcançar a perfeita harmonia das três notas - denominação que se dá à combinação das famílias de essências que compõem essa sinfonia de aromas. As primeiras são as notas de cabeça, dadas pelos elementos mais voláteis, obtidas de frutas cítricas. Duram alguns minutos e correspondem ao cheiro que se sente ao abrir o frasco. Depois, desenvolvem-se as notas de coração, que duram mais tempo e são dadas pelas essências de rosas e gerânios. Finalmente as notas de fundo determinadas pelos elementos mais fortes, chamados fixadores, que duram horas e são proporcionados por essências de jasmim, sândalo, musgo de carvalho, almíscar, âmbar etc.
Apesar dos modernos procedimentos químicos não é fácil imitar um perfume. Com o conhecimento que se tem e mais uma boa dose de intuição, só é possível detectar de 30 a 60 por cento dos diversos componentes de um deles. Como os elementos naturais são difíceis de identificar, se o perfumista, com seu aparado olfato, descobrir que um perfume contém bergamota, terá depois de determinar sua procedência, já que pode ter vindo da África, do Brasil ou do sul da Itália
Por isso, a perfumaria, dos tempos, sempre guardou zelosamente suas fórmulas. Um bom exemplo é o Chanel nº 5, o perfume francês mais conhecido do mundo. Quando certa vez perguntaram a Marlilyn Monroe o que ela usava para dormir, a resposta foi: "Duas gotas de Chanel nº 5". Lançado pela faladíssima estilista de moda Coco Chanel em 1921, sua criação teve até lances de espionagem, envolvendo o sumiço de um perfumista de uma firma concorrente. Tratava se de encontrar uma nova essência que durasse mais que qualquer outra. Antes de surgir o n.° 5, quem quisesse chegar ao fim do dia perfumado deveria literalmente banhar-se em perfume, de manhã, já que as misturas se volatilizavam com rapidez.
As fragrâncias que faziam sucesso no princípio do século sucumbiram ante o entusiasmo despertado pelos perfumes chipre dos anos vinte. A partir de então, a tendência se acelerou. A cada década renovam-se os perfumes: os aromas verdes e refrescantes que faziam furor no fim da Segunda Guerra Mundial foram substituídos por fragrâncias de musgos e flores; na década de 70 ressurgiram os florais, que no inicio dos anos 80 foram abandonados em favor dos aromas orientais. Hoje em dia, a moda em perfume muda tão depressa que as pessoas mal têm tempo de consumir um frasco inteiro de um mesmo tipo -ainda que os melhores perfumes, como se diz, estejam nos menores frascos.

Questão de concentração

As diferenças que resultam da concentração de essências e álcool utilizados na confecção dos perfumes determinam sua divisão em cinco tipos diferentes, quase todos conhecidos pelos seus nomes em francês:

Extrato
É o que contém maior quantidade de essência pura; portanto, é mais concentrado e duradouro. Algumas gotinhas bastam para que o aroma perdure de quatro a oito horas.

Eau de parfum
Sua mistura envolve a metade da quantidade necessária para se obter o extrato; logo, seu efeito dura menos.

Eau de toilette
Ainda menos concentrada do que a anterior, seu perfume evapora com muita rapidez.

Eau de fraiche
Tem a mesma estrutura da anterior, porém sua fragrância se define como citrica-florai-amadeirada.

Eau de cologne ou colônia
É a forma mais suave de perfume, com menor quantidade de essência, e a mais refrescante de todas.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Em 20 anos no país, celular se torna amigo inseparável do brasileiro

28/12/2010 08h14 - Atualizado em 28/12/2010 08h36

Em 20 anos no país, celular se torna amigo inseparável do brasileiro
Hoje o Brasil tem mais celular que gente. São 190 milhões de brasileiros e 197,5 milhões de celulares.


O telefone celular está fazendo 20 anos de idade no Brasil. Já foi artigo de luxo para pouquíssima gente. Mas, duas décadas depois, já são 197,5 milhões de aparelhos no país. E pensar que muitas gerações já viveram sem ele. Como?

No Brasil de 1990, quando os primeiros celulares chegaram no país, 700 brasileiros se tornaram os primeiros assinantes da telefonia móvel. Eram proprietários de um aparelho que de portátil só tinha mesmo o nome, com uma bateria enorme e uma antena que não pegava na maioria dos lugares. Mas eram os pioneiros de uma nova forma de comunicação que ia revolucionar o jeito de falar ao telefone.

Em 1997, começaram as privatizações da telefonia. Surgiram várias operadoras no mercado, mais concorrência e tecnologia. A revolução nas comunicações já não tinha mais como parar. “Agora eu dependo do celular, estou com ele na mão porque eu estou trabalhando”, comentou uma senhora.

Hoje o Brasil tem mais celular que gente. São 190 milhões de brasileiros e 197,5 milhões de celulares. “Brasileiro virou dependente de celular, infelizmente”, diz uma carioca.

Na Região Sul, são 105 celulares por cem habitantes; no Sudeste, 111; e no Centro-Oeste, 121 aparelhos por cem habitantes . A maioria (82%) são pré-pagos e funcionam com créditos.

Até bem pouco tempo atrás, entrava-se em uma casa e via logo aquela mesinha com o telefone fixo. Hoje isso está caindo em desuso. A família da administradora imobiliária Ana Lúcia Araújo Victor há dois anos aboliu o telefone fixo e hoje tem cinco aparelhos celulares.

“As pessoas me encontram em qualquer lugar do mundo. Falo dentro do banco, falo na rua, tenho uma irmã que mora na Alemanha”, conta Ana Lúcia. “Eu falo no dia a dia com minha mãe e minhas amigas”, diz a filha.

Dos primeiros “tijolões” aos mais modernos que mandam mensagens, recebem e-mails e estão sempre conectados à internet e às redes sociais, 20 anos se passaram. Uma geração inteira se criou convivendo com essa forma de se comunicar.

“O celular acabou virando indispensável. Eu uso tem uns sete ou oito anos, ou seja, cresci com o aparelho. Então, fica mais fácil de pai e mãe encontrar”, comenta uma estudante.

“Não consigo sair de casa e deixar o celular. Eu volto para pegar, não tem como. Nem passear com cachorro eu vou sem celular”, confessa uma jovem.

“É uma joia, eu acho uma verdadeira joia”, compara um carioca. “Isso aqui é o meu amigo inseparável, amigo de bolso”, brinca um senhor.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Rio de Janeiro ganha salão de tecnologia em feira de moda

24/12/2010 07h00 - Atualizado em 24/12/2010 07h00

Rio de Janeiro ganha salão de tecnologia em feira de moda
Rio Fashion Business apresentará lançamentos tecnológicos para lojistas.
Área de 2 mil m² reúne expositores e compradores em bolsa de negócios.


Salão tech em feira de moda no Rio de Janeiro.
(Foto: Divulgação)Criado para apresentar aos lojistas de moda os lançamentos de produtos e serviços que agregam o que há de mais moderno em tecnologia, o Salão Tech do Senac Rio Fashion Business reúne numa área exclusiva de 2 mil m² nada menos que 60 expositores.

É nesse espaço que os expositores e compradores da maior bolsa de negócios da moda, de 10 a 13 de janeiro na Marina da Glória, conhecerão as novas tendências do comércio.


Veja algumas das novidades que serão apresentadas na 17ª edição do evento em 2011.

MFace
Uma das novidades que promete sucesso é o sistema MFace, da empresa Milongas, que oferecerá aos lojistas a possibilidade de rastrear o cliente: é o Big Brother chegando ao comércio. Em segundos, uma câmera registra a imagem do consumidor, que diz seu nome, telefone e e-mail. O sistema fornecerá informações sobre as lojas da rede que mais visitou, por onde ele passou, que compras fez ou deixou de fazer, quanto gastou. Informações preciosas para o comerciante, obtidas num piscar de olhos.

Slim Tile
A tecnologia pode estar, também, a serviço da natureza. A Duo Design Studio acaba de lançar o Slim Tile, azulejo plástico com 3,5 mm de espessura que além de ser um produto sustentável, facilita a vida de quem está fazendo uma reforma em casa. O cliente pode personalizar o ambiente e montar seu próprio painel, escolhendo entre estampas ousadas ou clássicas, nas cores que serão a tendência em 2011.

Manequim Espelho
Se você é do tipo que hesita em comprar um vestido por falta de tempo para experimentar a peça, seus problemas acabaram. O Manequim Espelho, tecnologia inovadora, sem similar nacional ou importado, tem um espelho fixado na cabeça, de forma que a consumidora se vê na vitrine com o vestido desejado. Se a altura for diferente, comandos controlados pela própria cliente adaptam a estatura do manequim. Ou seja: o manequim sobe ou desce para que a consumidora se sinta "dentro" dele.


Estampas projetadas em manequim permitem escolher as melhores opções de vestido sem precisar confeccioná-los. (Foto: Divulgação)Vitrines interativas
Vitrines totalmente estáticas fazem parte do passado. Loja "antenada" usa vitrines interativas, como as adotadas nos Estados Unidos em lojas da Nike. Com temas relacionados a datas comemorativas, a exemplo do Natal e dos dias das Mães ou dos Namorados, a vitrine vira um grande painel de 9 metros de frente no qual os produtos são projetados por trás de imagens que cobrem o espaço por inteiro. Basta o consumidor tocar na vitrine que as imagens (folhas, desenhos geométricos ou o que a imaginação criar) abrem brechas para que o produto apareça, como num misterioso toque de mágica.

Top model virtual
A top model Isabeli Fontani não desfilará no evento. Mas estará em forma de manequim para o lojista que desejar incluí-la em sua vitrine. A inovadora tecnologia E-Models, criada pela empresa paulista Expor Manequins, permite que a modelo seja ‘escaneada’ e sua imagem vira um manequim tridimensional Uma perfeita reprodução de uma modelo na forma de manequim, em diferentes poses e atitudes.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Livro acadêmico estuda efeitos de ataque de zumbis no mundo

11/12/2010 07h00 - Atualizado em 11/12/2010 07h28

Livro acadêmico estuda efeitos de ataque de zumbis no mundo
Daniel Drezner tentou dar ar sério a hipótese de ataque de mortos-vivos.
'Jovens sabem mais sobre zumbis de que sobre relações internacionais', diz.
Daniel Buarque


O livro de Daniel Drezner, que vai ser lançado em
2011 nos EUA (Foto: Divulgação)Depois de atacar a cultura pop, os cinemas e a literatura, os zumbis agora estão se tornando um assunto sério. A prova disso é que um respeitado professor de política internacional passou meses analisando de forma profunda o impacto que o aparecimento de mortos-vivos teria nas relações exteriores. Depois de misturar o que chama de “cânone” desse tipo de ficção com as principais teorias de relações internacionais, Daniel Drezner, da universidade Tufts, diz que apenas parte do mundo estaria pronta para lidar com os efeitos de um hipotético ataque zumbi.

“Olhando de forma séria, os mortos-vivos são como qualquer outro choque sistêmico global, como uma pandemia ou o próprio aquecimento global. Os países mais ricos e avançados, as maiores potências, provavelmente estariam prontos para lidar bem com este problema”, disse Drezner, em entrevista ao G1. A tese dele é parte do livro "Principles of international politcs and zombies" (Princípios de política internacional e zumbis), que vai ser publicado em 2011 pela editora da Universidade Princeton, nos Estados Unidos. “É um livro que tenta ser ao mesmo tempo sério e engraçado”, explica.

Cientista defende verdades por trás do mito dos zumbis
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Seu trabalho teve início depois de ele ler um estudo de matemáticos do Canadá, avaliando pandemias, analisando os zumbis como um agente patógeno e mostrando que, a menos que destruíssemos os zumbis muito rapidamente, a civilização como conhecemos iria acabar. “Percebi que no trabalho não se falava em política, e achei que era preciso analisar as questões de política internacional.” Ele então fez esta análise em um texto no site da revista "Foreign Policy". “Estava sendo ao mesmo tempo sério e bobo. Mas houve uma reação imensa, com vários colegas que ensinam relações internacionais achando uma ótima forma de atrair a atenção dos estudantes. A verdade é que os jovens de 18 anos sabem mais sobre zumbis do que sobre relações internacionais. Esta é uma forma de prender a atenção deles.”

A pesquisa dele usou como base os trabalhos existentes sobre "política de desastre", que é como os estados respondem a problemas parecidos com zumbis, como pandemias, furacões, terremotos, bioterrorismo. “Tive que pensar em uma atualização disso para um problema global no século XXI. O livro é obviamente escrito para fazer as pessoas rirem, mas foi escrito de uma forma completamente séria. Eu defendo publicamente tudo o que escrevi, pois fiz uma pesquisa séria.”


Ator fantasiado de zumbi faz promoção de seriado de TV em rua da capital dos Estados Unidos (Foto: AFP)Brasil
Segundo Drezner, o Brasil provavelmente não estaria entre os países mais afetados por um possível ataque de mortos-vivos. “Os países mais pobres, os estados falidos, provavelmente sofreriam mais. Mas o Brasil é uma potência ascendente, e provavelmente conseguiria evitar um problema maior com os zumbis.”

Ele alega, entretanto, que isso depende do local em que este problema surgisse. “Se tudo começasse no hemisfério oriental, o Brasil e o continente americano como um todo teriam mais tempo para se preparar e reagir. Se começasse, entretanto, numa favela do Rio de Janeiro, então o problema para o Brasil seria bem maior”, diz.

Em “Guerra Mundial Z”, ficção escrita por Max Brooks que Drezner diz ser “a descrição mais realista de como seria um ataque zumbi na terra”, os primeiros zumbis aparecem na China, mas não demora para que sejam registrados casos no Rio de Janeiro. No livro, que se propõe uma história oral da guerra contra os mortos-vivos, o primeiro zumbi no Brasil surge depois que uma clínica clandestina faz um transplante de coração usando um órgão contrabandeado (e infectado) da China em um austríaco.


Mexicanos se vestem de mortos-vivos para participar da 'caminhada zumbi', festa à fantasia temática que acontece em vários países (Foto: AFP)'Risco real'
Por conta da “moda” dos zumbis na ficção pop, já houve trabalhos científicos analisando as possibilidades reais de um ataque de zumbis. Segundo Drezner, que estudou quase tudo o que já se escreveu sobre os mortos-vivos, “as conclusões mais aprofundadas mostram que a existência de zumbis é um pouco mais provável de que a de vampiros. Por isso defendo que devemos dar mais atenção a zumbis de que a vampiros”.

Ele diz, entretanto, que em um debate sobre política internacional no caso de um ataque de zumbis, as causas e o tamanho real do risco são menos relevantes. “Há teorias muito heterogêneas sobre o que poderia causar este tipo de coisa e, independentemente da origem do problema, ações de prevenção não funcionariam, e seria preciso remediar, lutar contra ele. A questão que é mais importante é que, se isso acontecer em qualquer lugar, vai se tornar imediatamente um sério problema de segurança de fronteiras.”

Segundo o professor, zumbis são um exemplo clássico do que os departamentos de inteligência dos Estados Unidos chamam de “desconhecidos desconhecidos”, que são ameaças não-antecipadas para as quais o governo quer está preparado. “Depois do 11 de Setembro, houve um contato do governo americano com Hollywood. Por causa da surpresa do ataque, a inteligência americana começou a procurar meios de criação, buscando formas de se preparar para lidar com ameaças não-antecipadas. Zumbis são um exemplo clássico de "desconhecido desconhecido" em segurança e política internacional.”


Nova-iorquinos se fantasiam durante edição local da 'zombie walk' (Foto: AFP)Ele diz que, por conta desse estado de alerta permanente, o mundo reagiria melhor a qualquer ataque zumbi de que a ficção costuma mostrar. “O cânone zumbi é muito pessimista a respeito da reação do mundo. Eles costumam mostrar que em pouquíssimo tempo os zumbis já destruíram o planeta. Acho que isso não aconteceria dessa forma, e as pessoas saberiam reagir melhor de que na ficção”, defende.

Drezner disse ter tido esperança que as informações de despachos diplomáticos vazados pelo site WikiLeaks trouxessem alguma informação sobre zumbis. Sem que nada assim tenha aparecido, ele diz, entretanto, que a transparência desse tipo de vazamento ajudaria a acelerar a reação contra o ataque dos mortos-vivos.


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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Mulheres disputam corrida de salto alto

23/05/09 - 16h17 - Atualizado em 23/05/09 - 16h17

Mulheres disputam corrida de salto alto na Hungria
100 corredoras lutam pelo prêmio de cerca de R$ 10 mil.
Regulamento proíbe sapatos com saltos menores de 8 centímetros.




Cerca de 100 competidoras foram às ruas de Budapeste, Hungria, neste sábado (23), para participar da corrida de salto alto (Foto: Karoly Arvai/Reuters)




Regulamento proíbe sapatos com saltos menores de 8 cm, e a mulher vencedora leva 3.500 euros (equivalente a cerca de R$ 10 mil) (Foto: Karoly Arvai/Reuters)

terça-feira, 2 de março de 2010

Cansada do Facebook, 'vovó' de 103 anos chega ao Twitter

15/05/09 - 13h32 - Atualizado em 15/05/09 - 13h32

Cansada do Facebook, 'vovó' de 103 anos chega ao Twitter
Inglesa Ivy Bean tem quase 2 mil seguidores na rede de microblogs.
No Facebook ela acumulou mais de 5 mil fãs em comunidades.




Foto: Reprodução/Guardian Ivy Bean e o computador que usa para acesar Twitter e outras redes sociais (Foto: Reprodução/Guardian) A inglesa Ivy Bean já ficou conhecida como a "pessoa mais velha do mundo no Facebook", onde é homenageada em diversos grupos, somando mais de 5 mil fãs e 4.800 amigos virtuais.

Mas, segundo o jornal "The Sun", a senhora de 103 anos não vê mais graça na rede social fundada por Mark Zuckerberg, e por isso está buscando novidades, como o Twitter.

A primeira mensagem registrada pela "vovó" no serviço de microblogs foi nesta quinta-feira (14), e ela já acumula mais de 1.800 seguidores.

As mensagens de Ivy refletem sua rotina, incluindo a relação com a tecnologia. "Estou descansando, depois de uma manhã agitada" e "Tentei mandar uma mensagem de boa sorte para Adam Lambert, mas não sei como isso funciona" são algumas das mensagens da "vovó".

Ivy mora em um asilo de Bradford (West Yorks, Inglaterra) e teve ajuda de especialistas em tecnologia para criar sua conta e incluir sua foto.

"Ela mostra aos outros que você não deve ter medo da tecnologia", disse um dos responsáveis pelo suporte técnico à Ivy, segundo o "The Sun".

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Modelo se nega a amamentar o filho e diz que peitos são só para sexo

11/05/09 - 20h00 - Atualizado em 11/05/09 - 20h13

Modelo se nega a amamentar o filho e diz que peitos são só para sexo
'Eles são uma coisa sexual para mim', disse a britânica Nicola McLean.
Ela afirmou que não se sentiria sexy se tivesse amamentado seu filho.




Foto: Reprodução/Site oficial Nicola McLean disse que seus peitos são apenas para sexo. (Foto: Reprodução/Site oficial)A modelo britânica Nicola McLean disse que não amamentou seu filho Rocky, de três anos, porque seus peitos são apenas para sexo com seu marido, segundo reportagem do tabloide inglês "The Sun".

"Eles são uma coisa sexual para mim, e não quero Rocky mamando neles", afirmou ela.

Ela destacou que, se amamentasse Rocky, não seria capaz de fazer sexo com seu marido, o jogador de futebol Tom Williams, e de se sentir sexy.

Nicola McLean afirmou ainda que não gostava da ideia de ver seu filho se alimentando em seus seios.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Extensões para pernas transformam humanos em cavalos

09/05/09 - 14h00 - Atualizado em 09/05/09 - 14h00

Extensões para pernas transformam humanos em cavalos
Equipamento criado por artista norte-americana é feito de aço.
Novidade já está à venda e custa entre US$ 750 e US$ 1 mil.

A escultora norte-americana Kim Graham desenvolveu um equipamento que dá patas de cavalo aos seres humanos, criando uma espécie de minotauro contemporâneo. Ou, como conta a criadora em seu site oficial, "dá à pessoa uma aparência graciosa, esquisita e fantástica de um animal". Kim contabiliza vários trabalhos na área de efeitos especiais e fantasias.




A escultora Kim Graham apresenta sua criação, o Digigrade Leg Extensions. (Foto:
Reprodução)

O chamado "Digigrade Leg Extensions" é fabricado artesanalmente e sob medida, com aço (incluindo cabos), espuma e um rígido plástico ABS, suportando um peso de até 130 quilos.

Os preços das extensões variam de US$ 750 a US$ 1 mil.

As patas mecânicas pesam cerca de 3 quilos cada, adicionando 36 centímetros ao usuário. "Eu consigo usar [as Digigrade Leg Extensions] por cinco horas. Estamos trabalhando para permitir oito horas de uso confortavelmente", escreve a escultora no site oficial do produto, acrescentando que o tempo de adaptação às extensões leva em média dez minutos.

Depois do test-drive, é possível realizar movimentos naturais, como mostra este vídeo.

http://www.youtube.com/watch?v=Tx6ej0Vh7HE


Para quem quer aumentar ainda mais a semelhança com o animal, Kim oferece uma cobertura de pelos confeccionada por um alfaiate especializado. Só que em vez dos 60 segundos habituais, o usuário levará mais três minutos para colocar o equipamento completo.

Atualmente, a clientela de Kim é formada por atores e pessoas que realizam todo o tipo de performances. Mas nada impede que o equipamento comece a atrair a atenção de outro tipo de público, como os fãs de cosplay e jogadores de RPG, por exemplo. Só que terão que esperar um pouco para começar a trotar por aí. "Os pedidos estão com cerca de dois meses de espera, mas estamos tentando acelerar ao máximo esse processo", avisa Kim.



PUBLICADOS BRASIL NO ORKUT

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