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quinta-feira, 4 de julho de 2024

Detectado um misterioso sinal de rádio que chega a cada 54 minutos do espaço

Detectado um misterioso sinal de rádio que chega a cada 54 minutos do espaço

Mais pesquisas serão necessárias para desvendar a origem do fenômeno que deixou os astrônomos intrigados.

terça-feira, 23 de maio de 2023

Cientistas afirmam que a Terra poderá receber mensagens extraterrestres em 2029

Cientistas afirmam que a Terra poderá receber mensagens extraterrestres em 2029

Os sinais de rádio enviados pela NASA já alcançaram sistemas estelares vizinhos e uma resposta pode estar a caminho.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

Tesla inventou o primeiro drone 16 anos antes da Primeira Guerra Mundial

Tesla inventou o primeiro drone 16 anos antes da Primeira Guerra Mundial

Cientista criou o dispositivo no século XIX com o objetivo de acabar com todas as guerras.

domingo, 21 de março de 2021

Crianças tiveram aula pelo rádio durante epidemia de poliomielite em 1937

Crianças tiveram aula pelo rádio durante epidemia de poliomielite em 1937

Durante a pandemia de COVID-19 muitos pais tiveram que se acostumar com seus filhos em casa tendo aulas de forma remota. 

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Como a busca por um 'raio da morte' militar levou à descoberta do radar


Como a busca por um 'raio da morte' militar levou à descoberta do radar

Radares aeronáuticos são essenciais para a aviação moderna (Foto: Getty Images)

Cientistas britânicos dos tempos da Segunda Guerra tiveram um papel vital no desenvolvimento do radar, essencial para a aviação segura.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Inventor do celular apresenta solução revolucionária para bateria dos aparelhos


Inventor do celular apresenta solução revolucionária para bateria dos aparelhos


Um dos maiores problemas que enfrentamos com os dispositivos móveis é, sem dúvidas, a duração da bateria.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Cientistas afirmam que a descoberta de vida extraterrestre está muito próxima


Cientistas afirmam que a descoberta de vida extraterrestre está muito próxima


ET, telefone, Terra! Nós podemos estar à beira de responder uma das perguntas essenciais da humanidade: há vida extraterrestre? Mais do que isso: há vida extraterrestre inteligente?

Segundo alguns cientistas do projeto The Search for Extraterrestrial Intelligence – SETI (A busca por inteligência extraterrestre, em português), os próximos anos prometem ser aqueles em que vamos finalmente resolver a questão. 

segunda-feira, 12 de maio de 2014

A revolução das pizzas - Tecnologia


A REVOLUÇÃO DAS PIZZAS - Tecnologia


Uma miniantena parabólica, pouco maior que uma pizza tamanho família, está chacoalhando o mercado de TV por assinatura nos Estados Unidos. Ela oferece até 175 canais diferentes, com imagem e som de altíssima qualidade. A novidade deve aterrissar no Brasil ainda este ano. A parabólica deu em pizza. E melhorou.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Baderna Eletromagnética - Tecnologia


BADERNA ELETROMAGNÉTICA - Tecnologia 


Robôs enlouquecidos, computadores com amnésia e aviões fora de controle: a interferência eletromagnética que estraga a imagem da TV também provoca.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

À procura da Inteligência Extraterrestre - Astronomia


À PROCURA DA INTELIGÊNCIA EXTRATERRESTRE - Astronomia


Desta vez é para valer: em outubro do ano passado, depois de três décadas de ensaios e pequenas tentativas, os astrônomos começaram a busca sistemática de Ets pelo Universo.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

De Antenas Ligadas - Rádio Frequência

DE ANTENAS LIGADAS - Radio Frequência



As parabólicas estão provocando uma revolução nas comunicações. Permitindo captar emissões de TV do mundo inteiro, abrem espaço a mudanças culturais capazes de influir profundamente no perfil das sociedades do futuro.

No início da década de 60, quando nascia o programa espacial americano, rastrear satélites em órbita da Terra era uma atividade especializada, restrita a um seleto grupo de funcionários da NASA. Dificilmente alguém poderia imaginar na época que, menos de vinte anos mais tarde, milhões de pessoas espalhadas pelo mundo iriam transformar essa atividade numa rotina doméstica. Eis ai um dos efeitos mais notáveis da revolução nas comunicações, que imprimiu sua marca portentosa na vida do planeta neste fim de século. De fato, a disseminação das antenas parabólicas, que permitem captar em casa uma variedade estonteante de emissões de televisão de muitas partes do globo, representa um salto de proporções grandiosas na relação do homem comum com um dos mais glamourosos produtos da tecnologia contemporânea. O potencial de mudanças sociais e de comportamento que disso deverá resultar mal pode ser imaginado a esta altura, mas alguns indícios não deixam margem a dúvidas -sem falar na transformação por que já começam a passar os próprios televisores.
As primeiras antenas parabólicas domésticas começaram a chegar aos lares americanos em 1975. Hoje, nos Estados Unidos, são mais de 10 milhões de unidades instaladas nos tetos de prédios e casas, proporcionando a seus usuários o privilégio de acompanhar o que vai pelo mundo das imagens no mesmo instante em que entram no ar. A febre contagiou Europa e Ásia e, guardadas as proporções tende a se reproduzir no Brasil.
Aqui, á parabólica começou a ser comercializada há menos de cinco anos. Os primeiros clientes foram hotéis e grandes empresas. Hoje, calcula-se em cerca de 20 mil o número de antenas em funcionamento no país. Como resultado, já existe um respeitável público que se mantém informado vendo todas as noites, além (ou em vez) do Jornal Nacional da TV Globo, o noticiário das grandes redes dos Estados Unidos. "Nossa expectativa é que até o final de 1989 estejam em operação 100 mil antenas", diz Roberto Pedroso, dono de uma loja do ramo em São Paulo.
Quando você liga o aparelho de TV e tecla o canal de determinada emissora, a imagem que chega ao receptor foi gerada nos estúdios daquela estação e transportada por cabos para uma torre de transmissão que emite ondas eletromagnéticas. Tais ondas viajam pelo ar à velocidade da luz em linha reta e alcançam outra torre. Esta, por sua vez, retransmite as ondas para a antena de TV comum que está ligada ao aparelho de televisão. Ao percorrer essa trajetória, as ondas de televisão ficam sujeitas a todo tipo de interferência, desde a montanha no meio do caminho até a vibração do motor de um carro passando na rua.
Quando um aparelho de TV está ligado a uma antena parabólica e ela está voltada para a órbita de determinado satélite, é como se uma verdadeira avenida se abrisse para as ondas. Elas partem da estação rumo ao espaço, atingindo o satélite que as reflete para a Terra, onde são colhidas pelo prato da antena parabólica. Essa trajetória, naturalmente, está livre de interferências. Obtém-se, dessa forma, mais nitidez na imagem e no som. Tal vantagem, porém, nem sempre é o principal motivo que leva alguém a adquirir uma parabólica. A televisão a cabo, que trafega pelos fios, como um telefonema, por exemplo, propicia ganhos muito maiores em qualidade de imagem, pois o sinal segue diretamente do estúdio ao aparelho de TV, sem intermediações de qualquer espécie. Se assim é, o que teria levado milhões de telespectadores a instalar uma parabólica em casa? Ao que tudo indica, a resposta está mais perto da cultura do que da técnica.
Para o escritor americano Alvin Toffler, autor de O choque do futuro e A terceira onda, o homem do final do século XX está criando o que ele denomina infosfera, isto é, independente de fronteiras, nacionalidades ou correntes políticas, número crescente de habitantes do planeta Terra está se aproximando via informação. Saber o que está acontecendo a todo o momento pelo mundo afora passou a fazer parte do ato de viver nas sociedades modernas. Para os setores mais dinâmicos das populações dos países avançados, já não basta ler nos jornais o que aconteceu no dia anterior- nem tampouco acompanhar pela TV à noite os fatos ocorridos horas antes. No mundo cada vez mais integrado pela informática e pelas telecomunicações, se as cotações da Bolsa de Valores de Nova York caem drasticamente às 11h30 da manhã, os investidores em Londres ou Tóquio precisam saber disso na hora para reagir imediatamente à novidade.
Cultural no sentido estrito da palavra é o interesse por programas especiais, que só podem ser apreciados enquanto acontecem por meio de uma parabólica, como a apresentação do Balé Bolshoi em Mascou ou a cobertura ao vivo dos Jogos Olímpicos de Inverno em Calgary, no Canadá. As redes nacionais de televisão, cujos programas são vistos por dezenas de milhões de pessoas, procuram definir sua programação diária de modo a satisfazer a grande massa do público. Como é sabido, isso muitas vezes limita o alcance e a qualidade dos programas, sobretudo na área da informação. Assim, os eventos internacionais passam por vários filtros, ou edições, como se diz, para que o produto final seja assimilável pelo maior número de telespectadores. Para quem esse padrão é insuficiente, nada melhor do que poder buscar a versão original, graças à transmissão via satélite captada por uma parabólico.
A utilização de antenas parabólicas em nível doméstico no Brasil só ganhou impulso após o lançamento do satélite Brasilsat 1, em 1983. Hoje, os usuários brasileiros têm condições de captar programas de oito países -Argentina, Chile, Colômbia, Cuba, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e URSS. O campeão de audiência , é o canal das Forças Armadas dos Estados Unidos, que retransmite 24 horas por dia o melhor da programação das redes americanas. As imagens chegam de onze satélites geoestacionários, que estão em órbita da Terra a aproximadamente 36 mil quilômetros de altura, no chamado cinturão de Clarke. O nome é uma homenagem ao escritor inglês de ficção científica Arthur Clarke. Ele foi o primeiro a calcular, em 1945, a altura certa em que um satélite acompanharia o movimento de rotação do planeta e por isso pareceria estacionado sobre uma região.
Para captar com a parabólica os sinais transmitidos por um satélite, o usuário rastreia o espaço acionando o motor que movimenta a antena, ligado a um controle remoto. As imagens captadas pela antena são transmitidas para o aparelho de TV através de um receiver-aparelho que transcodifica o sinal das televisões estrangeiras para a nossa televisão. O meio de transporte das imagens via satélite são as microondas-ondas eletromagnéticas, que se fossem visíveis se pareceriam com os círculos concêntricos que se formam quando atiramos uma pedra num lago. A freqüência com a qual as microondas são emitidas determina a sua potência de alcance. A modulação da onda forma o código de informações que ela transmite.
Dessa forma, a imagem captada pela lente de uma câmara de TV é transformada em modulações de ondas eletromagnéticas, que se propagam pelo ar .O trabalho do receptor de são é converter essas ondas em sinais de imagem que serão projetados na pequena tela. Para que uma parabólica possa captar os sinais retransmitidos por um satélite, ela precisa estar localizada dentro da faixa de alcance desse mesmo satélite. Assim se explica por que apenas onze, entre as dezenas de satélites de telecomunicações que estão em órbita, alcançam as antenas no Brasil. Uma trasmissão do Japão só chega até aqui se dois satélites estiverem envolvidos na operação. As imagens do Grande Prêmio do Japão de Fórmula 1, por exemplo, são enviadas para um satélite que está acima do arquipélago japonês. Este, por sua vez, retransmite os sinais para outro, localizado no espaço próximo ao território brasileiro.
As antenas parabólicas são feitas de alumínio ou fibra de vidro, com diâmetros que variam dos 4 aos 6 metros. As menores só conseguem captar sinais gerados no território nacional; já as maiores alcançam as transmissões internacionais. Parecem pratos gigantes ou guarda-chuvas abertos de cabeça para baixo. A forma tem uma função: as microondas que atingem os pratos são refletidas para seu centro por efeito da curvatura geométrica da antena. Na ponta da haste presa no centro do prato há um componente eletrônico chamado alimentador, que como o próprio nome diz, alimenta aparelho de TV das microondas vindas do satélite.
Um sistema de captação de satélite brasileiro-que se compõe da ante na propriamente dita, de receptor cabos, conectores e instalação-ter um custo aproximado de 280 OTN (Cz$ 229 600 em março). Já um sistema para captação de televisões estrangeiras está em torno de 750 OTNs (Cz$ 615 000).
Na França e no Japão testa-se atualmente uma antena plana no lugar da forma parabólico. Nesse modelo, toda a antena é formada por microcircuito impressos, que transformam automaticamente as microondas em sinais a serem enviados ao aparelho de TV. A concorrência entre as grandes indústrias do Japão, Europa e Estados Unidos está produzindo também outros avanços tecnológicos. E o caso da microantena, de apenas meio metro de diâmetro, mas tão potente quanto uma oito vezes maior. Antenas parabólicas desse tipo, já em experiência, fixadas na janela de casa, podem captar sinais emitidos por satélites com poder de retransmissão cada vez maior. Parabólicas ou planas, grandes ou pequenas, tais antenas vão povoar cada vez mais a paisagem da civilização.

Cinema em casa

O aparelho de televisão mudou. Sua forma está diferente, seus recursos são mais variados. O próximo passo é exibir uma imagem impecável -- um desafio que pode significar mudanças em todo o sistema de transmissão.
Aos poucos, sem que os telespectadores se dêem conta, a televisão está passando por uma verdadeira cirurgia plástica. O velho tubo de imagem dos aparelhos convencionais caminha rápido para a aposentadoria. Será substituído pela tela plana de cristal liquido, colocada sobre a parede como um quadro. Além disso, o som está se tornando estereofônico- já é possível diferenciar na TV graves e agudos e distinguir os diversos instrumentos de uma orquestra. Mas o melhor de tudo é outra novidade: a qualidade da imagem também está para mudar.
Quando o chamado sistema de alta definição (HDTV, na sigla em inglês), inventado pelos japoneses em 1980, se espalhar pelo planeta, a televisão só perderá para o cinema no quesito tamanho. Então, os telespectadores poderão se deliciar com exibições de alta qualidade de superproduções cinematográficas que perdem muitos de seus encantos nos receptores de hoje. Mas a cirurgia plástica do velho aparelho esbarra num desafio: como melhorar a imagem que o telespectador recebe em casa sem mudar os próprios equipamentos das emissoras?
Na teoria parece simples. A imagem da televisão no sistema alemão PAL-M, como o usado pelos brasileiros, é formada por 525 linhas horizontais paralelas. Bastaria então que os engenheiros descobrissem uma forma de aumentar o número dessas linhas, diminuindo o espaço entre elas, para que a imagem ganhasse mais nitidez. Mas não é bem assim: para que o aparelho receba esses sinais adicionais, sem outras alterações, as emissoras teriam de ampliar sua banda de transmissão-algo como a Globo ocupar também o espaço por onde trafegam os sinais emitidos pela Manchete, TVS, Record e Bandeirantes.
Para evitar tamanhas colisões, recorreu-se aos satélites, que transmitem em freqüências mais altas. Em 1986, a estação Nippon Hoshio Kiokai (NHK), de Tóquio, começou a transmitir, via satélite, imagens pelo sistema Japan Hi Vision, de 1 125 linhas, para receptores especiais desenvolvidos pela indústria eletrônica japonesa. O resultado são imagens tão nítidas e cores tão fiéis como as de um filme de 35 milímetros. Além disso, como a tela dos aparelhos experimentais é retangular a proporção é de três de altura por cinco de largura, em vez dos atuais 3 x 4-, as imagens de alta definição são proporcionais às do cinema. Nada daqueles cortes nos cantos que muitas vezes comem o melhor de uma cena na telinha.
Aliás, a imagem produzida pela nova TV é tão boa que até o cinema já se curva diante dela: os efeitos especiais dos filmes Guerra nas estrelas, de George Lucas, e Caçadores da arca perdida, de Steven Spielberg, foram gravados em HDTV e depois editados junto com as cenas registradas em película normal.
Japoneses, americanos e europeus concordaram em trabalhar juntos para conseguir um padrão técnico de TV de alta definição que, de um lado, seja compatível com a maioria dos receptores existentes no mercado e, de outro, livre as emissoras dos formidáveis investimentos necessários à substituição de seus equipamentos.
Ao mesmo tempo, a indústria eletrônica dedica-se a oferecer aos telespectadores inovações que dispensem mudanças drásticas na ponta da emissão. O receptor digital, por exemplo, consegue o máximo de eficiência no velho limite das 525 linhas. Ao contrário dos modelos analógicos tradicionais-em que cada sinal corresponde a uma voltagem -, os digitais podem exibir imagens em câmara lenta, permitem sintonizar até cinco canais ao mesmo tempo (naturalmente, com quatro imagens mudas) em partes diferentes da tela e até congelar imagens durante a transmissão.
Ao pressionar uma tecla do televisor digital, o telespectador vê uma pequena janela aparecer no canto da tela-do tamanho de 1/4 ou 1/16 do vídeo. Embora não emita som, essa janela pode ser congelada, ou exibir imagens transmitidas por um aparelho de videocassete ou ainda por uma câmara de segurança instalada na entrada da casa. Ao receber os sinais eletromagnéticos das emissoras e transformá-los em dígitos de computador, o aparelho corrige automaticamente eventuais defeitos da emissão. Assim, ao receber uma imagem dupla-o chamado fantasma-, o circuito eletrônico envia à tela apenas os sinais originais que fazem a imagem mais forte-e cancela os mais fracos.
Da mesma forma, se uma interferência na transmissão afetar o colorido da TV, um circuito compara duas linhas de cores diferentes, uma ao lado da outra, e tira a média. Essa linha média intercalada entre as duas originais atenua as diferenças. Os televisores digitais ainda não estão a venda no Brasil. "As peças teriam de ser importadas, o que encareceria demais o aparelho", explica Flávio Pena, subgerente de produtos da National-Panasonic.
Durante o 1º Vídeo Trade Show. realizado no início de março em São Paulo, os visitantes puderam ver- com o auxílio de óculos especiais- um modelo de videodisco em três dimensões, desenvolvido pela Sharp.
Nos antigos filmes em 3-D, cada olho vê apenas uma imagem. O cérebro percebe o relevo pela convergência de duas imagens. De seu lado, a National-Panasonic desenvolveu um aparelho com imagens de alta definição-produzidas pela superposição dos sinais de cinco câmaras que podem ser vistas em três dimensões, sem que se tenha de usar óculos especiais. Contudo, essa nova maravilha ainda está muito longe das lojas de eletrodomésticos.
Minúsculos como relógios ou gigantescos como o Jumbotron, exibido em I985 na Feira de Ciências de Tsukuba. no Japão, os modelos de aparelhos de TV não deixam de inovar. Mas até a próxima década, prevê o engenheiro paulista Herbe Zambrone Júnior, que há onze anos trabalha com telecomunicações, "as grandes mudanças estarão nascendo nos departamentos de pesquisas das indústrias". Sentado em sua poltrona favorita, em frente à telinha de TV, o telespectador não se beneficiará a curto prazo da revolução em marcha nos aparelhos. Mas, quando menos perceber, a telinha terá mudado e ele estará assistindo a cinema em casa.

A tecnologia muda a imagem da aldeia global

Quando o astronauta americano Neil Armstrong pisou pela primeira vez o solo lunar, em julho de 1969, milhões de pessoas em todo o mundo acompanharam a proeza ao vivo em seus televisores. Isso parecia coroar as conhecidas teorias do canadense Marshall McLuhan (1911-1980), segundo as quais o planeta caminhava rápido para se tornar uma aldeia global, em que, de um pólo a outro, gostos, hábitos e idéias seriam cada vez mais parecidos-e todos induzidos pela onipresente TV.
Passados quase vinte anos, as tecnologias das telecomunicações que se desenvolveram ao longo desse período, como a TV por cabo e as antenas parabólicas de uso doméstico, tendem a desenhar um cenário que ao mesmo tempo reforça e desmente as previsões de McLuhan. Reforça na medida em que as novas técnicas ampliam o lugar da tela de TV na vida de cada um e, com isso, a dependência das pessoas em face dela. Desmente, porém, na medida em que tais avanços tecnológicos aumentam o leque de emissões à disposição do espectador. Com isso, pode diminuir a dependência do público em relação às grandes redes.
"No futuro, as redes irão buscar seu público nas classes C e D, abrindo espaço para o surgimento de sistemas de TV para platéias mais sofisticadas, com maior liberdade de criação", afirma o professor Ciro Marcondes, da Escola de Comunicações da USP. Mas a "segmentação da sociedade informatizada", como dizem os especialistas, coexistirá por muito tempo ainda como modelo tradicional, em que poucos (as redes) falam para muitos (a massa do público). Mesmo assim, no entanto, o acesso de um número crescente de pessoas às parabólicas multiplica o repertório de escolhas e acaba afetando a própria atitude do espectador diante da TV.
Três experiências já permitem espiar o futuro. Numa cidade-satélite de Quioto, no Japão, em Biarritz, na França, e em Columbus, nos Estados Unidos, domicílios estão interligados por cabos de fibras Óticas, conectadas simultaneamente a canais de TV. Esses canais oferecem programas bem distintos, pelos quais o espectador paga uma taxa mensal. "Dois vizinhos poderão passar anos sem assistir ao mesmo programa, a não ser as noticias dos telejornais", imagina Walter Clark, ex-diretor da TV Globo e um dos papas da televisão brasileira.
Nesse tipo de sociedade, a tela de televisão será um meio pelo qual as pessoas vão se comunicar entre si, receber informações de bancos de dados, fazer compras, movimentar suas finanças particulares e assistir a seus espetáculos preferidos. Diz Ethevaldo Siqueira, jornalista especializado em telecomunicações: "A tela de TV se transformará numa ferramenta sem a qual será muito difícil viver em sociedade".

domingo, 5 de setembro de 2010

Cientistas utilizam ondas de celular para reverter doença

06/01/10 - 21h05 - Atualizado em 06/01/10 - 21h45

Cientistas utilizam ondas de celular para reverter doença de Alzheimer
Pesquisa utilizou ratos expostos 1 a 2 horas por dia durante 7 a 9 meses.
Exposição reduziu acúmulo de proteína beta-amilóide, indicador da doença.

As pessoas que gastam horas todos os dias no telefone celular podem ter uma nova desculpa para tagarelar. Um novo estudo feito com ratos dá a primeira evidência de que a exposição às ondas eletromagnéticas associadas ao uso do aparelho podem proteger da doença de Alzheimer e até mesmo reverter seu desenvolvimento.

O estudo, conduzido por pesquisadores do Florida Alzheimer's Disease Research Center (ADRC), da Universidade do Sul da Flórida, foi publicado nesta quarta-feira (6) no “Journal of Alzheimer's Disease”.

Foi ainda mais surpreendente verificar que as ondas eletromagnéticas geradas pelos aparelhos celulares reverteram as debilidades na memória de ratos mais velhos com a doença"
“Ficamos surpresos ao concluir que a exposição ao telefone celular, iniciada cedo na idade adulta, protege a memória de ratos destinados a desenvolver o mal de Alzheimer”, afirmou Gary Arendash, autor da pesquisa. “Foi ainda mais surpreendente verificar que as ondas eletromagnéticas geradas pelos aparelhos celulares reverteram as debilidades na memória de ratos mais velhos com a doença.”

Os pesquisadores mostraram que a exposição de ratos mais velhos às ondas eletromagnéticas reduziu o acúmulo danoso da proteína beta-amilóide em áreas do cérebro, além de prevenir o acúmulo em ratos jovens.

As placas formadas pelo acúmulo anormal da proteína são as marcas da doença. Muitos dos tratamentos contra Alzheimer são focados nessa proteína.

No estudo, os cientistas conseguiram isolar os efeitos para o cérebro da exposição ao telefone celular de outros fatores, como a dieta e exercícios. Foram analisados 96 ratos, muitos deles geneticamente modificados para desenvolver o acúmulo de placas de beta-amilóide.

Alguns dos ratos não tinham nenhum tipo de demência e não passaram por alterações genéticas para o desenvolvimento da doença. Dessa forma, os pesquisadores puderam analisar os efeitos das ondas eletromagnéticas em cérebros normais.

Exposição
Cada animal dos dois grupos de cobaias foram expostos a um campo eletromagnético equivalente ao gerado por um telefone celular padrão durante uma a duas horas por dia, por um período de sete a nove meses.




Ratos foram colocados em volta de antena de celular (Foto: University of South Florida)

Se conseguirmos determinar os melhores parâmetros de exposição para efetivamente prevenir o depósito e remover as placas de beta-amilóide, essa tecnologia pode se transformar rapidamente em benefício contra o mal de Alzheimer"
As gaiolas em que os ratos estavam foram dispostas ao redor de uma antena que emitia ondas eletromagnéticas de intensidade semelhante a gerada por um aparelho colado à cabeça de um usuário durante uma ligação. Cada um deles permaneceu a mesma distância da antena.

A partir dos resultados, os pesquisadores concluíram que a exposição ao campo magnético pode ser uma forma não invasiva e livre de medicamentos de prevenção e tratamento do Alzheimer.

“Se conseguirmos determinar os melhores parâmetros de exposição para efetivamente prevenir o depósito e remover as placas de beta-amilóide, essa tecnologia pode se transformar rapidamente em benefício contra o mal de Alzheimer”, disse Chuanhai Cao, pesquisador da Universidade do Sul da Flórida e também um dos autores do estudo.

O teste de memória aplicado para avaliar os efeitos da exposição ao telefone celular em ratos foi desenvolvido de forma semelhante ao usado para determinar a presença da doença e seus primeiros sinais em humanos.

“Acreditamos que nossas conclusões podem ter considerável relevância para o organismo humano”, disse Arendash.

domingo, 26 de julho de 2009

Como funciona a internet rápida via rede elétrica

30/04/09 - 09h29 - Atualizado em 30/04/09 - 10h31

Entenda como funciona a internet rápida via rede elétrica
Anatel regulamentou alternativa, que pode ser oferecida ainda em 2009.
Principal vantagem é levar acesso rápido a regiões sem esta tecnologia.

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) regulamentou recentemente a internet banda larga via rede elétrica, que já está sendo testada em cidades brasileiras. A principal vantagem dessa tecnologia, que fornecerá acesso à web pela tomada, é o fato de ela aproveitar uma estrutura já existente para chegar a regiões onde outras alternativas de acesso rápido ainda não estão disponíveis.

Para ser oferecida comercialmente, a internet via rede elétrica (também chamada de BPL, sigla em inglês para broadband over power lines) ainda depende de um acordo entre as empresas de telecomunicações e as concessionárias de energia elétrica. Marcos de Souza Oliveira, gerente de engenharia do espectro da Anatel, acredita que essa tecnologia pode chegar oficialmente ao mercado no segundo semestre de 2009.

Os preços e velocidade desse serviço ainda não estão definidos. Testes já realizados no país mostram que a conexão pode chegar a 21 megabits por segundo (Mbps), mas essa velocidade não será, necessariamente, repassada em sua totalidade para os consumidores.

Para adotar essa alternativa, os futuros usuários de BPL não precisarão fazer substituições no sistema elétrico -- a não ser que ele já esteja bastante deteriorado. O único investimento extra necessário para esse internauta é o modem BPL (com visual parecido ao de uma fonte para carregar bateria de notebooks), que leva a conexão da tomada até o PC.

Estrutura
Oliveira explica que a tecnologia é particularmente vantajosa por dispensar a criação de uma estrutura considerada cara -- como, por exemplo, a de cabeamento -- em regiões do país onde a internet rápida ainda não chega. Isso porque no caso da BPL a transmissão de dados é feita através da estrutura já existente de distribuição de energia elétrica.

Os dados podem ser enviados diretamente do provedor de acesso para a rede elétrica até chegar aos usuários. Também é possível mesclar a forma de transmissão onde já existem outras estruturas: a conexão pode ser feita via cabo a partir do provedor até a região de um prédio. Se o edifício não tiver cabeamento, por exemplo, a conexão pode continuar sendo feita via rede elétrica até os apartamentos.

Para os usuários dessa alternativa, a conta de luz continuará separada daquela referente à web. “Trata-se da mesma estrutura, mas usada para fins diferentes. Em vez de transmitir somente luz, a fiação elétrica também passará a fornecer acesso à internet”, explicou o engenheiro da Anatel. Segundo ele, cada tipo transmissão será feita através de frequências diferentes e, por isso, um serviço não vai interferir no outro.