Mostrando postagens com marcador padre. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador padre. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Bento XVI quebra silêncio e critica proposta de flexibilização do celibato na Amazônia em livro

Bento XVI quebra silêncio e critica proposta de flexibilização do celibato na Amazônia em livro


Documento, de outubro, sugeriu ordenação de homens casados para fortalecer a presença da Igreja em áreas remotas da floresta

sábado, 9 de novembro de 2019

Você sabia que a teoria do Big Bang foi proposta por um padre e teve até aprovação do Vaticano

Você sabia que a teoria do Big Bang foi proposta por um padre e teve até aprovação do Vaticano


Apesar do longo histórico de atritos entre a ciência e a religião, a moderna teoria do Big Bang foi elaborada por ninguém menos do que um padre. 

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Crônica de uma Obra-prima

CRÔNICA DE UMA OBRA-PRIMA



Michelangelo não pintou a Capela Sistina deitado, tampouco sozinho - na verdade, tinha uma dezena de ajudantes e trabalhava sobre andaimes a dois metros do teto. Detalhes como esses são o melhor de Michelangelo e o Teto do Papa, do canadense Ross King, que retrata os quatro anos em que o florentino produziu uma das mais fabulosas expressões artísticas da história. Durante o trabalho, o mestre sofria com a concorrência do jovem Rafael, tinha problemas com a família e temia as guerras promovidas pelo papa Julio II, seu patrocinador. O livro mostra como grandes obras são feitas em meio a turbulências - internas e externas.



A técnica ...

- Os afrescos eram pintados sobre uma fina camada de revestimento de cal, água e areia chamado intonaco, que só absorve tinta enquanto molhado - período que varia entre doze e vinte e quatro horas, dependendo do clima

- Para pintar os 1 100 m2 de teto, Michelangelo dividiu o espaço em várias giornatas (jornadas), que correspondiam aos trechos que ele e a equipe davam conta de pintar em um único dia

- Antes das pinceladas, Michelangelo produzia até sete rascunhos para definir expressão e posição da figura. Depois, passava os esboços para cartões que eram fixados no teto e delineavam o intonaco

...E os segredos do teto mais famoso do mundo

1. Há quem diga que Michelangelo fez um auto-elogio ao pintar o profeta Jonas com a cabeça curvada para cima, como se estivesse olhando para as cenas do teto. Verdade ou não, a expressão embasbacada da figura é a mesma dos que visitam a Capela Sistina

2. A Criação de Adão é considerada a obra-prima dentro da obra-prima. Neste painel, Michelangelo superou-se no propósito de dar vida e movimento às figuras. Eva também aparece na cena. É a jovem de cabelos claros protegida pelo braço direito de Deus

3. Ao lado de uma das figuras femininas, Michelangelo pintou duas crianças nuas. Uma delas faz uma figa com as mãos. Para os contemporâneos do pintor florentino, o gesto significava o mesmo que erguer o dedo médio nos dias de hoje

4. Apesar dos desentendimentos com o patrocinador, o pintor fez um agrado a Júlio II. Desenhou o profeta Zacarias com as feições do papa. Zacarias previu a reconstrução do Templo de Salomão, cujas proporções inspiraram a construção da Capela Sistina



MICHELANGELO E O TETO DO PAPA

Ross King
Record, 391 páginas, R$ 55

Pela hora da morte - Eutanásia

PELA HORA DA MORTE - Eutanásia



Durante três anos, o marinheiro espanhol Ramón Sampedro lutou nos tribunais pelo direito de morrer. Quando jovem, ele mergulhou no mar e bateu a cabeça. A queda o deixou paralisado sobre a cama, podendo mover apenas os músculos do rosto. Após 26 anos prostrado, Ramón concluiu que era melhor morrer. Mas, como tetraplégico, não conseguia se matar. É aí que entra Aurora Bau, espanhola de 67 anos que dirige a Associação Direito a Morrer Dignamente (ADMD), uma das mais ativas ONGs mundiais pela legalização da eutanásia.

A história de Ramón ganhou fama com Mar Adentro, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro neste ano. Aurora foi consultora do roteiro e serviu de inspiração para uma das personagens, a ativista Gené. Em 1995, ela ofereceu amparo jurídico ao pedido de eutanásia do marinheiro. Com a recusa dos tribunais, passou a lhe prestar assistência psicológica enquanto ele planejava o intrincado esquema de sua morte: 14 amigos realizaram pequenos atos que não eram considerados crimes, mas levaram Ramón à morte (Aurora diz não ter participado da operação). Também se incumbiu de divulgar sua causa: a vida é um direito, e não um dever. Para ela, a eutanásia é uma questão de livre arbítrio igual a doar órgãos, ter filhos ou dirigir um carro. Na Espanha, a ativista foi uma das principais líderes do movimento que conseguiu a legalização da eutanásia passiva, que permite ao doente optar por não continuar o tratamento sem que o médico seja judicialmente acusado de negligência.

Como começou sua luta pela eutanásia?

Pode parecer esquisito, mas não sei como abracei a causa. Ainda não passei pela situação de ter um doente terminal na família. Sei que desde jovem já procurava não temer a morte. Achava que viveria com mais liberdade se não tivesse medo de partir. Também lembro de um episódio que me marcou muito: eu era criança quando um vizinho se suicidou e as pessoas do bairro ficaram em dúvida se ele deveria ter um enterro cristão ou não. Aquilo me revoltou. Imagine negar um enterro digno a alguém!

O que fazer para envolver as pessoas num debate tão delicado como este?

Em primeiro lugar, é preciso deixar a sociedade madura para tomar decisões. Quando for a hora, ela saberá o que fazer. Aqui na ADMD concordamos em quatro pontos: o primeiro é que o doente tenha manifestado reiteradamente o desejo de interromper a vida. O segundo é que a doença seja crônica ou grave. O terceiro, que a eutanásia seja feita por um médico. E o quarto, que a doença provoque sofrimento físico ou psíquico. Foi o caso de Ramón Sampedro que nos fez incluir este último ponto. Ramón não era um doente terminal, mas tampouco queria viver preso numa cama. Ele nos deixou a reflexão de que a vida não é apenas respirar.

Ativistas costumam tratar a eutanásia como a "boa morte". O que é isso?

Há 20 anos conseguimos que a Espanha aprovasse uma lei que autoriza a chamada eutanásia passiva, que permite ao doente em fase terminal receber apenas remédios contra a dor. Até aquele momento, imperava o conceito de que os médicos deveriam lutar pela vida a qualquer custo e levar adiante tratamentos penosos mesmo contra a vontade dos doentes. A grandeza dessa lei é que ela poupa o doente de procedimentos invasivos e deixa que a morte o encontre num momento de paz e tranqüilidade. Morrer bem é morrer com dignidade, cercado pelas pessoas que são importantes para você. Como se a vida fosse uma barca e você a deixasse seguir seu curso natural.

A eutanásia é uma decisão tomada em momentos de angústia. Como evitar que doentes decidam morrer motivados, por exemplo, por uma crise de dor?

Liberdade pressupõe responsabilidade. Durante a vida, tomamos decisões das quais não podemos voltar atrás. Ter filhos é uma delas. Mesmo nos casos em que se pode voltar atrás, sempre será preciso arcar com as responsabilidades. Para mim, o direito de morrer funciona com as mesmas premissas. Não existe nada mais sério do que a vida, então é preciso pensar bastante sobre como dispor dela. Se você tomar a decisão errada, arcará com as conseqüências. Este é o preço de ser livre.

Doentes terminais muitas vezes não gozam de faculdades mentais para optar pela interrupção da vida. Nesses casos, a família pode decidir pela morte?

Só quem pode decidir é o proprietário da vida. Porém, existem mecanismos para garantir que essa opção seja feita antes do estado crítico. Aqui na Espanha, há o que chamamos de "testamento vital". É um documento, endereçado ao médico, em que o doente determina o que quer e o que não quer que seja feito em caso de enfermidade grave. O testamento vital formaliza os limites que cada um julga adequados ao seu tratamento e protege igualmente o doente e o médico. Temos de lembrar que o avanço da medicina produziu o paradoxo de as pessoas serem mantidas vivas artificialmente. Todos temos o direito de decidir se queremos isso ou não. Na Espanha, o testamento vital é a pauta que norteia o tratamento e o médico é obrigado a cumpri-lo.

O que você acha das punições recebidas por médicos que aplicam substâncias letais em seus pacientes?

A lei entende que na eutanásia uma pessoa tira a vida de outra. Como ninguém tem esse direito, o ordenamento jurídico associa eutanásia com homicídio. Mas pedir para morrer é muito diferente de ser assassinado. Se cada um é dono da própria vida, então a mesma regra vale para a morte. Nossa causa defende que, uma vez incapacitado de tirar a própria vida, você possa pedir ajuda de alguém. Se quero morrer, o suicídio é uma solução. Mas se estou preso a uma cama e não tenho como me matar, posso pedir a ajuda de alguém.

A eutanásia, então, é o mesmo que suicídio?

Não. Se alguém quer acabar com a própria vida, comete o suicídio e esta decisão precisa ser respeitada. Mas a eutanásia não é um suicídio, não é simplesmente um jeito de encurtar a vida. Em alguns casos, a eutanásia poderia até servir para prolongar a vida. Imagine uma pessoa que descobre hoje que tem uma doença degenerativa, uma doença que vai levá-la a um estado vegetativo. Esta pessoa pode querer se matar agora, enquanto tem forças para fazê-lo. Se a eutanásia fosse legalizada, ela poderia escolher até que ponto da doença quer viver, poderia decidir a hora de se despedir da vida.

Até hoje, a Holanda é o único país que legalizou a eutanásia ativa. Por que esta é uma questão tão espinhosa para a maioria das sociedades?
A morte é um tabu cercado de amarras religiosas, morais e jurídicas - todas muito fortes. Para nossa sociedade judaico-cristã, impera a visão de que foi Deus que nos deu a vida e que, portanto, só Ele pode tirá-la. Mesmo aqui na ADMD, temos entre nossos membros sacerdotes e padres. Para eles, Deus não gostaria de nos ver submetidos a sofrimentos. Enfim, esta é uma questão de crenças. Mas crenças devem ser respeitadas, jamais impostas.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Certidão de casamento virtual 'oficializa' união de casais

12/06/09 - 14h00 - Atualizado em 12/06/09 - 14h02

Certidão de casamento virtual 'oficializa' união de casais na internet
Sites usam até cerimônias de matrimônio on-line para atrair apaixonados.
Certificado diferente é opção de presente gratuito no Dia dos Namorados.




Foto: Arquivo Pessoal Lara e Miguel estão casados virtualmente há sete meses. (Foto: Arquivo Pessoal)Assim como a internet tem atuado como cupido para muitos casais, ela também ajuda na hora de reforçar o compromisso entre os enamorados. Não basta apenas se declarar “casado” nos perfis de redes sociais. O que muitos buscam é o casamento, nem que seja virtual. E como nesta sexta-feira (12) é Dia dos Namorados, os apaixonados podem surpreender os parceiros, dando um “upgrade” na relação, com um casório cibernético com direito a certidão e tudo.

Com um visual mais sóbrio do que outros sites do gênero, o VirtualVow.com se apresenta como um dos endereços mais democráticos da rede. Nele é possível casar com tudo que tenha valor sentimental para o internauta, ou seja, não só com outras pessoas, como também com animais e objetos - provando que não há barreiras para o amor.

"Não há regras oficiais, você pode casar com seus animais de estimação se assim desejar. Ou até mesmo casar seus bichinhos, ou casar com o seu carro. O amor é universal!", defende o site, que não discrimina nada nem ninguém e pode ser a opção ideal para os mais excêntricos.

A brasileira Lara Maggione, de 22 anos, e o português Miguel Sottomayor, 23, completaram sete meses de casamento virtual no último sábado (6). Para realizar a cerimônia, o casal optou pelo site russo Virtual Wedding Chapel. "Resolvemos trocar os votos porque moramos longe e queremos ficar juntos", explica Lara. "Pretendemos casar no futuro".

Foi Miguel quem apresentou a Lara esse tipo de serviço. "Eu conheci o site através do meu namorado. Como moramos longe, ele sempre procura sites do tipo para nos sentirmos próximos", conta Lara, natural de Barretos, no interior de São Paulo, que se prepara para ir morar de verdade com seu marido virtual no mês que vem.

No Virtual Wedding Chapel é possível enviar o pedido de casamento por e-mail, preencher uma petição de casamento informando os nomes dos noivos, bem como cidade e país onde moram, e se é o primeiro casamento dos dois, assim como a data e o horário escolhidos para a cerimônia. Além disso, os usuários podem escolher uma testemunha e até permitir o acesso de convidados para o casório virtual. Outra opção é o The Internet Registry of Marriage (iROM.org).

Os internautas encontram uma versão nacional do serviço no site de namoro CyberLove. Na seção "CyberCasamento" é possível conseguir uma certidão virtual. Basta digitar o nome dos noivos e clicar no botão "Cerimônia" para que a figura de um padre apareça, dando início ao que ele chama de "Sagrado Matrimônio Virtual". Após a troca de votos, os noivos são declarados "marido virtual e mulher virtual", ao som da Marcha Nupcial, podendo imprimir sua certidão de casamento cibernética. Mas o site faz questão de ressaltar que o "certificado é apenas uma brincadeira virtual".




Foto: Reprodução Cerimônia na web tem padre virtual e até Marcha Nupcial. (Foto: Reprodução) E como a união não é oficial, muita gente encontra nesses sites a oportunidade ideal para se casar com ídolos da TV, do cinema, do esporte ou da música, ou qualquer pessoa - ou coisa - que a imaginação do internauta permitir.

Porém, como nem sempre o final feliz dura para sempre - inclusive no mundo virtual -, os sites também oferecem uma seção destinada ao divórcio, em que o marido ou a mulher podem optar pela separação, informando o motivo da dissolução da união cibernética.

Alguns sites até se especializam em contar essas histórias de rompimentos amorosos, como o Relashionship Obituaries, que coleciona obituários de relacionamentos desde 2003 e terá seus "melhores" textos transformados em livro que será lançado esse mês no Reino Unido.