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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Escolha o seu presente: drone, câmera para realidade virtual ou conversor elétrico para bicicletas?


Escolha o seu presente: drone, câmera para realidade virtual ou conversor elétrico para bicicletas?


Terminar o ano com um presentinho para lá de inovador não seria nada mal. 
Selecionamos para você algumas novidades que estão saindo do forno e que prometem mudar nossa relação de entretenimento: no caso, os objetos de desejo são os drones, uma câmera revolucionária de realidade virtual e também um impressionante projetor de imagens. Se a opção é encontrar um novo estilo de vida, quem sabe não está na hora de converter sua bicicleta em uma bike elétrica? Veja abaixo!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Cinco especialistas dão dicas de ouro contra mau hálito


Cinco especialistas dão dicas de ouro contra mau hálito


E para dar algumas dicas de ouro que podem salvar seu hálito, nos juntamos cinco profissionais da odontologia especialistas no diagnóstico e no tratamento da halitose.

Drogas, dormir de boca aberta e remédios para acne: saiba, segundo especialistas, como é possível evitar o mau hálito com dicas que você nem imaginava

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Vitaminas - você tem que tomar - Saúde


VITAMINAS VOCÊ TEM QUE TOMAR - Saúde


Quem não toma pode estar perdendo - pela falta de alimentos vitaminados no mercado brasileiro, 
pela prática de esportes, pela poluição das cidades, pelo fumo, pelo álcool. Trinta 
por cento dos brasileiros de classes média e alta têm algum tipo de carência vitamínica

sábado, 18 de janeiro de 2014

Corte & Costura na sala de cirurgia - Medicina


CORTE & COSTURA NA SALA DE CIRURGIA


Não é fácil fazer emendas nos rasgos do corpo humano. Os pontos não podem ficar frouxos ou apertados. É preciso escolher  a linha certa para cada tipo de tecido. E, no final, o arremate tem de ser feito na maior rapidez.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Desafio à Morte - Longevidade


DESAFIO À MORTE - Longevidade


As descobertas sobre esse enigma da natureza indicam que o homem pode viver bem mais de um século.

sábado, 26 de outubro de 2013

Amargo Regresso - Medicina


AMARGO REGRESSO - Medicina


Os povos mais saudáveis e bem cuidados do planeta estão sob o assédio de doenças que pareciam controladas há décadas, e eram vistas quase como exclusivas das regiões pobres.

sábado, 19 de outubro de 2013

Engenharia das Veias - Saúde


ENGENHARIA NAS VEIAS - Saúde


As primeiras injeções de sangue artificial em seres humanos prometem, afinal, dotar a Medicina de um recurso tão importante quanto os antibióticos.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Quando o Cérebro cai na fossa - Saúde


QUANDO O CÉREBRO CAI NA FOSSA - Saúde


Cerca de 250 milhões de pessoas, ao redor do mundo, se encontram na mais profunda depressão. Razões emocionais podem tê-las empurrado ao fundo do poço, mas os médicos sabem que isso não basta: os deprimidos são doentes crônicos, cujas células nervosas não trabalham direito.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

É possível substituir o cigarro por sexo ?


É possível substituir o cigarro por sexo ?


Antiga caixa de cigarros Peggy O'Neal (foto: Wikimedia Commons)

A campanha publicitária “Alegria gera Saúde”, de um hospital da cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul, tenta chamar a atenção da população para problemas de alguma maneira relacionados à saúde como stress ou limpeza pública (há uma com bancos de balanço em pontos de ônibus e outra que transforma lixos em cestas de basquete). 

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Beber bastante água é bom para a pele-Mito ou realidade ?


Beber bastante água é bom para a pele-Mito ou realidade?


Estudos tentam comprovar se beber bastante água realmente faz bem à saúde (Foto: Getty Images)

Colunista da BBC Future tenta confirmar a tese de que ingerir muito líquido ajuda a manter a pele fresca e saudável.

domingo, 14 de abril de 2013

Crise em Cuba pode ter diminuído diabetes e doenças do coração


Crise em Cuba pode ter diminuído diabetes e doenças do coração


Ingerir menos calorias e andar mais a pé podem ter ajudado a melhorar a saúde dos cubanos no período de crise.


População perdeu peso ao comer menos e andar mais a pé.
Dados cubanos corroboram necessidade de hábitos mais saudáveis.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Controles remotos são fontes de contaminação


Controles remotos são fontes de contaminação, aponta pesquisa

Pesquisa da UFSCar encontrou fungos e bactérias (Foto: Wilson Aiello/EPTV)

Bactérias encontradas nos objetos podem causar infecção alimentar. 
Centro de pesquisas da UFSCar analisou equipamentos em São Carlos.

O controle remoto de aparelhos de televisão, rádio e DVD, equipamento muito comum nas residências, pode ser uma grande fonte de contaminação, alertam os pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Vários fungos e bactérias foram encontrados em objetos analisados no centro de pesquisa, o que pode oferecer riscos à saúde.

Um dos motivos para essa contaminação é a facilidade de deixar o equipamento em qualquer parte da casa, além do hábito de comer em frente à televisão. A estudante Raphaela Barini, de 10 anos, já encontrou o controle remoto atrás do sofá e até debaixo do tapete. Isso quando não está no seu colo enquanto come ou brinca com a cachorrinha.

“Minha cachorra já pegou uma vez e ela escondeu embaixo da cama, depois pegou de novo e escondeu atrás do sofá”, disse a garota. “Normalmente a gente deixa onde fica mais fácil e prático para pegar, às vezes nem é um lugar adequado”, comentou a médica Rita de Cássia Barini, mãe da Raphaela

O controle remoto utilizado pela família e outros dois, de outras casas, foram levados para um centro de pesquisa da universidade, onde passou por análises. Durante a análise dos controles foi detectada a presença de micro-organismos que são atraídos por restos de comida, seja de biscoito ou uma migalha de pão. Por menores que sejam, podem cair no controle e fazer com que ele vire um criadouro de fungos e bactérias.

Resultado
O resultado mostrou uma alta concentração da bactéria Estafilococos Aureus, que pode causar intoxicação de origem alimentar. “Esses são micro-organismos que, dependendo da situação de saúde de quem está manuseando o controle, pode produzir alguma doença; a Estafilococos Aureus pode produzir mal-estar, diarreia ou náuseas”, explicou Cristina Paiva de Souza, professora da UFSCar.

Rita ficou surpresa. “A gente acaba tendo vários controles e cada um fica espalhado em um cantinho da casa, então a gente vai passar a ter um pouquinho mais de cuidado e manter a higienização e a limpeza mais adequadas”, garantiu Rita. 

Pesquisa da UFSCar encontrou fungos e bactérias (Foto: Wilson Aiello/EPTV)


terça-feira, 23 de outubro de 2012

O Poder das Fibras - Saude


O PODER DAS FIBRAS - Saude



Elas formam o esqueleto dos vegetais. Como alimento, não servem rigorosamente para nada. Mas previnem doenças graves e ajudam até a manter a linha. Trinta gramas por dia é tudo que se precisa.

Em 1984, enquanto fazia os preparativos para a travessia do Atlântico, o navegador Amyr Klink tinha uma preocupação muito particular: sua constipação intestinal crônica. Se o problema do intestino preso já lhe causava tanto desconforto em terra, que aborrecimento não seria tê-lo a bordo do diminuto barco no qual passaria três meses entre o céu e o mar? O êxito de tal aventura dependia, acima de tudo, de saúde e de boa disposição física, dia após dia. "A solução foi uma dieta equilibrada, rica igualmente em todos os tipos de alimentos, incluindo fibras", conta a nutricionista Flora Spolidoro, atual secretária de Ação Social do governo federal, principal responsável pela alimentação de Klink tanto na travessia a remo do Atlântico como agora na invernagem polar na Antártida.
O que é bom para os retiros marítimos de Klink tem sido igualmente bom para a rotina de milhões de pessoas nos quatro cantos do mundo. Depois de praticamente eliminadas da dieta ocidental a partir da segunda metade do século, as fibras agora vêm sendo reconhecidas como santo remédio para muitos males de não pouca gravidade e ainda como agentes de prevenção para tantos outros. Aliás, foi justamente a virtual expulsão das fibras da mesa de refeições dos países industrializados, em conseqüência da produção em massa de alimentos refinados associada ao consumo crescente de carne vermelha, afirma um coro de pesquisadores, médicos e nutricionistas, a principal causa de disseminação de algumas das chamadas "doenças da civilização", como a constipação intestinal, a diverticulose e a diverticulite, as hemorróidas, os problemas cardiovasculares e o câncer de cólon.
O interesse pelas fibras alimentares ressurgiu na década de 70, graças principalmente às pesquisas do médico britânico Dennis Burkitt. Ele passou vinte anos na África, trabalhando como cirurgião no interior de países como Uganda e o Quênia. Foi a observação dos hábitos alimentares dos africanos e do fato de não ocorrerem entre eles várias doenças do trato digestivo, muito comuns nos países ocidentais, que o levou a formular sua hipótese sobre o papel das fibras. De fato, a dieta dos africanos das zonas rurais é excepcionalmente rica em fibras comidas em cereais integrais, farelos, frutas, legumes e verduras - um cardápio muito diferente da alimentação típica do mundo desenvolvido, carregada de produtos refinados e gorduras. Assim pensou Burkitt, era muito provável que na África negra houvesse uma relação entre a ingestão de fibras e a ausência daquelas doenças. Realmente havia.
As primeiras observações de Burkitt levaram em consideração a quantidade e a consistência das fezes produzidas por africanos e europeus. Afinal, segundo sua hipótese, tais características dos excrementos eliminados diariamente por uma pessoa poderiam estar diretamente relacionadas à freqüência de doenças como a diverticulose e o câncer de cólon. Para testar essa teoria, o cirurgião teve naturalmente de se submeter a uma nada atraente pesquisa de campo. Nisto, por sinal, o dedicado Burkitt já tinha sido precedido há mais de 200 anos por um ilustre habitante das llhas Britânicas, que embora não fosse médico também se interessou pelo assunto - o escritor satírico irlandês Jonathan Swift (1667-1745), conhecido autor das Viagens de Gulliver.
Em 1733, Swift publicou anonimamente um livro chamado Human Ordure (Excremento humano). Nele, Swift faz uma detalhada classificação das fezes eliminadas por seus compatriotas da época. O escritor chegou a sugerir nomes em latim para os vários tipos de fezes, como merdae spherulatae, segundo ele a variedade mais nociva de dejetos: redondos e duros. Burkitt concorda. Observando o resultado da atividade intestinal de africanos e europeus, o pesquisador notou, em relação à quantidade, que um africano adulto produzia de 400 a 500 gramas de fezes por dia, enquanto um europeu eliminava somente um máximo de 120 gramas. Quanto à consistência, as fezes dos africanos se caracterizavam por serem moles, enquanto as dos europeus tendiam a ser mais rígidas.
Mas que isso teria a ver com as fibras alimentares? Simplesmente que a dieta carente de fibras dificulta os movimentos do intestino grosso e resulta em fezes mais duras. Hoje é convicção virtualmente unânime de nutricionistas e médicos que estaria aí a origem de todo um rol de males. Mas há fibras e fibras. Elas existem em tecidos e em carnes.
Estas últimas são formadas por uma substância chamada colágeno e são digeridas. O que as distinguem das fibras alimentares? "Estas constituem o material que forma as paredes ou membranas celulares das plantas", esclarece a nutricionista Maria Lúcia Ferrari Cavalcanti, professora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. "São a parte dos vegetais não digerida nem aproveitada de forma alguma pelo organismo humano." Em outras palavras, as fibras formam o esqueleto das plantas. Sem elas, um talo de grama ou uma árvore não parariam em pé.
Apesar de serem identificadas pelo mesmo nome genérico, as fibras constituem uma mistura de três tipos de substâncias: a celulose, as pentoses e a lignina. As duas primeiras são carboidratos, isto é, açúcares: a celulose é um polissacarídio - açúcares com cadeias moleculares mais longas - formado por uma seqüência de moléculas de glicose; já as pentoses são um grupo de monossacarídios, que inclui ainda a pectina e as gomas, substâncias usadas em geléias e gelatinas. A lignina, enfim, é um polímero, composto formado por aglomerações de grande número de moléculas.
Toda essa mistura pode ser comparada às estruturas de ferro e concreto usadas na construção civil. A celulose corresponderia às barras de ferro verticais, as pentoses seriam as barras transversais, as pectinas e gomas representariam o cimento e a lignina seria o maciço revestimento externo. Essas substâncias podem ser solúveis e insolúveis. Solúveis são as que se dissolvem num meio aquoso, formando um gel ou uma massa viscosa. São as pectinas e as gomas, o cimento das células vegetais. As insolúveis, ao contrário têm a capacidade de absorver a água e aumentar o próprio volume, como esponjas. São a celulose, algumas pentoses e a lignina. "Essas duas propriedades das fibras é que as tornam alimentos indispensáveis para o homem", indica a nutricionista Maria Lúcia. No sistema digestivo, uma parte delas vai absorver água e aumentar de volume enquanto a outra vai provocar a formação do gel. Não sendo digeridas nem absorvidas pelo organismo, sua presença faz aumentar a quantidade de resíduo alimentar no intestino, proporcionando massa para as fezes e estimulando a movimentação intestinal. Esse é o grande paradoxo das fibras: não alimentam nada mas são essenciais à saúde.
A capacidade de as fibras absorverem água faz também com que os excrementos fiquem mais macios, ajudando a reduzir o esforço na hora de ir ao banheiro. Ou seja, as fibras são laxantes naturais. "A propriedade laxativa de alimentos como o farelo de trigo, rico em fibras, é conhecido desde os tempos de Hipócrates", lembra Maria Lúcia, referindo-se ao célebre médico grego que viveu entre os séculos IV e V a.C. "Mas o estímulo oferecido pelas fibras ao intestino também pode prevenir o aparecimento de problemas, como a diverticulose." Esta consiste na formação de pequenas bolsas (divertículos) na parede do intestino grosso, devido ao endurecimento dos músculos intestinais e a pressões irregulares a que são submetidos. Intestino lento e fezes pequenas e duras são associadas à formação dos divertículos. Tais bolsas podem reter resíduos de fezes e assim desencadear um processo inflamatório, a diverticulite, a mesma que há cinco anos obrigou o presidente eleito Tancredo Neves a se internar no Hospital de Base de Brasília, na véspera da posse, iniciando o processo que o levaria à morte. Diverticulose e diverticulite são problemas praticamente desconhecidos entre as populações que consomem grandes quantidades de fibras. Nos países de estilo de vida ocidental, comumente atingem os mais idosos; previsivelmente, sua freqüência é bem menor entre os vegetarianos.
As evidências indicam que as fibras podem também prevenir e ajudar no tratamento de hemorróidas - varizes nas veias do anus, cuja origem parece relacionada à constipação intestinal e à eliminação de fezes muito duras. A cirurgiã Angelita Habr-Gama, especialista em aparelho digestivo do Hospital das Clínicas de São Paulo e professora da Faculdade de Medicina da USP, inclui as fibras alimentares no tratamento de seus pacientes portadores de hemorróidas e diverticulose. "Elas são de grande ajuda", diagnostica.
Pesquisas recentes mostram igualmente uma relação entre as fibras e a prevenção do câncer de cólon (parte do intestino grosso). Uma dieta rica em fibras cortaria em 40% o risco de se contrair esse câncer, cujas causas são desconhecidas. Acredita-se que a doença resulte do contato da parede intestinal com substâncias cancerígenas produzidas por bactérias existentes no cólon. O meio intestinal oferece condições de sobrevivência a uma variada flora bacteriana, que vive da fermentação dos resíduos alimentares e cuja presença faz bem ao organismo. As vezes, porém, a fermentação produz substâncias nocivas, que eventualmente podem provocar a mutação e o crescimento desenfreado de células. Se uma pessoa come fibras em quantidade suficiente, seu funcionamento intestinal fica mais rápido; logo, menos tempo aquelas substâncias permanecerão em contato com a parede intestinal, diminuindo assim os riscos do câncer - raro, não por acaso, entre os vegetarianos.
As fibras também podem ser utilizadas no controle da obesidade e em regimes alimentares. "Como elas não são digeridas pelo organismo, não fornecem calorias", diz o endocrinologista paulista Alfredo Halpern. Uma gigantesca pesquisa na China sobre os hábitos alimentares de 6 500 pessoas, que acaba de ser divulgada, revela que os chineses consomem 20% mais calorias do que os americanos, porém estes são 25% mais gordos. Ocorre que os chineses ingerem apenas 1/3 da quantidade de gordura consumida pelos americanos - e o dobro da quantidade de fibras. Sua capacidade de reter a água e inchar também favorece as dietas, pois provoca a sensação de saciedade mesmo quando se come pouco.
Fibras e diabete também têm sido objeto de pesquisas. O diabete, doença muito comum nos países industrializados, se caracteriza por uma quantidade excessiva de glicose (açúcar) no sangue, por causa de uma deficiência do hormônio insulina. Um trabalho realizado já em 1948 por médicos franceses indicou que as fibras talvez pudessem ser usadas no tratamento de diabéticos. A hipótese é que a dissolução das pectinas e das gomas e a conseqüente formação do gel retardariam a digestão dos alimentos e sua absorção pelo organismo. O gel formaria uma barreira entre os alimentos e as enzimas digestivas ou entre as moléculas simples de glicose e as paredes do intestino, responsáveis pela absorção. A digestão e a absorção retardadas fariam com que a glicose entrasse aos poucos na circulação sangüínea, sem o risco de uma elevação brusca de seu nível.
As doenças cardiovasculares, de seu lado, são consideradas um dos principais males da civilização. Se é verdade que "um homem é tão velho quanto suas artérias", como se diz, existem povos mais jovens do que outros. Entre os africanos, os japoneses e os mediterrâneos, por exemplo, a aterosclerose (endurecimento das artérias causado por depósitos gordurosos em seu interior) ocorre muito menos e mais tarde do que entre os americanos e os habitantes do norte da Europa. Do mesmo modo, os casos de infarto do miocárdio são menos freqüentes entre os primeiros. Mais uma vez as fibras? A questão alimenta discussões sem fim entre os especialistas, muitos dos quais se recusam a isolar uma única explicação. Mas algumas pesquisas cuidadosas indicam que a resposta é sim.
Um estudo realizado na Universidade de Leiden, na Holanda, em 1982, mostrou que o índice de mortalidade por doenças cardiovasculares é quatro vezes menor entre homens cuja dieta é rica em fibras. Outro trabalho, realizado em 1987 na Universidade da Califórnia, em San Diego, concluiu que o risco de infarto é significativamente menor entre as pessoas que consomem pelo menos 16 gramas de fibras diariamente. Além disso, 6 gramas a mais nessa dieta representa uma diminuição do fator de risco da ordem de 25%. As doenças cardiovasculares, como se sabe, estão associadas a altas taxas de colesterol no sangue. Imagina-se que neste caso as fibras teriam um papel semelhante ao que parecem desempenhar em relação ao diabete. O gel formado pelas fibras solúveis dificultaria a absorção do colesterol no intestino. Outros pesquisadores afirmam que as fibras insolúveis também fariam a sua parte, de modo a eliminar rapidamente o colesterol nas fezes.
Por mais polêmica que possa ser qualquer coisa que se diga sobre o que faz e o que não faz baixar o nível de colesterol no organismo, a importância das fibras na alimentação está definitivamente consagrada. O essencial, de todo modo, é manter uma dieta rica em todos os tipos de alimentos "Não adianta incluir as fibras em detrimento de outras coisas" adverte a secretária de Ação Social Flora Spolidoro. "O segredo da boa saúde é uma dieta equilibrada." O Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos recomenda a ingestão diária de 30 gramas de fibras. O brasileiro das grandes cidades, ao que tudo indica, ainda precisa chegar lá. Segundo dados do Estudo Nacional de Despesa Familiar (Endef), do IBGE, o consumo médio de fibras por pessoa em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre é de aproximadamente 20 gramas.  Fibras são o prato do dia em nutrição e as pesquisas estão apenas no início. "Em 1912, foi descoberta a primeira substância a ser chamada vitamina", compara a nutricionista Maria Lúcia Cavalcanti. "Hoje, oitenta anos depois conhecemos um número surpreendente delas, assim como suas funções, não menos surpreendentes. Com as fibras será a mesma coisa."

A fibra de cada um

Teor em gramas em cada 100 g de alimento

CEREAIS

Farelo de trigo    44,0
Farelo de aveia    26,4
Milho de pipoca 
estourado    16,5
Aveia, grão 
integral, cru     14,0
Farinha de trigo 
integral    9,6
Pão integral     8,5
Arroz integral, cru    7,2
Pão preto    5,1
Milho verde cozido    4,7
Farinha de trigo 
refinada    3,0
Pão branco    2,7
Arroz integral cozido    2,4
Arroz polido cozido    0,8

OLEAGINOSAS

Amêndoa    14,3
Coco    13,6
Castanha-do-pará      9,0
Amendoim      8,1

LEGUMES, VERDURAS

Feijão cozido    7,4
Espinafre cozido    6,3
Ervilhas cozidas    5,2
Lentilhas cozidas    3,7
Cenoura cozida    3,0
Cenoura crua    2,9
Brócolis cozidos     2,9
Batata assada com 
casca    2,5
Batata cozida    2,0
Repolho cozido    1,8
Couve-flor cozida    1,8
Alface     1,5

FRUTAS

Amora    7,3
Uva passa    6,8
Banana    3,4
Pêra    3,3
Morango    2,2
Ameixa    2,1
Maçã    2,0
Laranja    2,0
Tomate    1,5
Abacaxi    1,2



Roteiro de um bom bocado

Do garfo ao intestino, o alimento faz uma viagem com muitas escalas. A primeira, naturalmente, é a boca, onde a digestão já começa: produzida por glândulas, a saliva não serve apenas para amolecer a comida; ela contém componentes chamados enzimas, capazes de digerir substâncias como o amido, encontrado na batata e no arroz. Digerir quer dizer transformar substâncias complexas em simples, de modo que o organismo possa aproveitá-las. O amido, por exemplo, não pode ser aproveitado como tal. No entanto, transformado em glicose, seu composto mais simples, é absorvido sem problemas.
Da boca, o alimento passa ao esôfago, o tubo longo e fino que vai da garganta até o abdômen. É o túnel pelo qual a comida mastigada alcança o estômago. Ali, graças à profusão de sucos gástricos e à grande quantidade de enzimas, se dá a digestão propriamente dita. O bolo alimentar assim formado toma o rumo do intestino delgado onde vai sofrer a ação de outros sucos digestivos, estes enviados pelo fígado e pelo pâncreas. As secreções produzidas por esses órgãos contêm enzimas especiais capazes de digerir proteínas e gorduras. O intestino delgado é também a estação onde os alimentos já digeridos são absorvidos pelo organismo, sendo embarcados na circulação sangüínea. Os resíduos não aproveitados nesse processo todo - que incluem as fibras vegetais - passam então ao intestino grosso ou cólon, onde ficarão até ser expelidos.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Lembre-se: Recordar é viver

LEMBRE-SE: RECORDAR É VIVER



A massa de informações que a memória humana grava equivale a 20 bilhões de livros. Mas é preciso que um fato mexa com as emoções para ser encontrado depois com facilidade nesse fantástico arquivo do cérebro.

Já pensou se, cada vez que fosse assinar o nome, você tivesse de recordar as primeiras letras, aprendidas na infância? Pois é exatamente isso que acontece, embora não se perceba: escrever é como pressionar no cérebro a mesma tecla da cartilha do curso primário, desenhar novamente as palavras do jeito que a professora ensinou. A rigor, fazer qualquer coisa-qualquer coisa mesmo-é voltar inconscientemente à primeira experiência de aprendizado. A memória está presente em tudo. Graças a ela somos capazes não só de fazer algo como também de relacionar as coisas entre si, de estabelecer toda sorte de associações, sem as quais a própria sobrevivência seria impossível. Todos nós, enfim, vivemos de recordações.
O dia de sol evoca a praia, o céu cinzento adverte que pode chover, a música reanima um antigo sentimento. Dito desse modo, é como se os responsáveis pelas lembranças-ou pelas memorizações - sempre estivessem fora da pessoa, no sol, no céu, no som, por exemplo. Faz sentido: a memória é uma interação entre o ambiente e o organismo. Essa interação altera o sistema nervoso de tal modo que lhe permite reviver uma experiência. Naturalmente, todos os sentidos-tato, paladar, olfato, audição e visão-são instrumentos da memória. Mas a sede das lembranças é uma massa gelatinosa, com cerca de 1 quilo e meio que mal se acomodaria na palma da mão. Ou seja, o cérebro.
Comparáveis ao número de estreIas na Via Láctea, existem no cérebro 100 bilhões de neurônios, acinzentadas células nervosas com centésimos de milímetro de diâmetro, que possuem prolongamentos, chamados axônios.
Aparentemente, o cérebro é revestido por uma camada cinza, o córtex, que deve sua cor ao fato de ser formado quase só por corpos de neurônios. Dentro está a chamada substância branca. Trata-se de uma rede de axônios, feito fios encapados. O revestimento é a mielina, componente químico que lhe confere a cor clara.

Neurônios e axônios formam conexões: não chegam propriamente a se tocar, mas se aproximam tanto, que basta um neurônio liberar a substância química chamada neurotransmissor para que outro neurônio a capte e se estabeleça a comunicação entre eles. Calcula-se que no cérebro humano existam 100 trilhões dessas conexões. Chamadas sinapses. Um pensamento, por mais simples que seja, ativa centenas de sinapses. A capacidade de memorizar que todas as sinapses dão ao homem é incrível: aproximadamente 1014 bits (unidades de informação), ou o número 1 seguido de catorze zeros. Esse oceano de bits daria para escrever 20 bilhões de livros. Difícil é imaginar que cada um de nós carrega essa megabiblioteca na cabeça.
Já se nasce sabendo. É o que os cientistas chamam de memória biológica do cérebro, herdada geneticamente, que tem a ver com o instinto de sobrevivência de cada indivíduo de uma espécie. Assim, não se precisa ensinar o recém-nascido a mamar. O bebê também já nasce com todo o potencial para arquivar o que for aprendendo pela vida afora e formar, dessa maneira, a memória cerebral- que é, aliás, 10 mil vezes mais ampla que a memória dos genes das células do organismo.
Recentemente, cientistas italianos levantaram a hipótese de que a potencialidade da memória cerebral é hereditária. Eles fizeram uma experiência muito sugestiva: cruzaram ratos de laboratório dotados de boa capacidade de memorização; verificaram depois que a geração seguinte de ratinhos se distinguia pela facilidade com que aprendia a buscar comida num labirinto, em comparação com filhotes de outros ratos. Mas nada prova por enquanto que filhos de pais com boa memória também nasçam com boa memória.
Mas onde será que a memória se localiza? Todas as partes do cérebro são capazes de armazenar memórias; mas isso não impede que existam vagas demarcadas especialmente para certos tipos de memória. O grande desacordo entre os cientistas diz respeito a outra questão: os mecanismos que o cérebro usa para gravar os eventos. São duas correntes: de um lado a dos que acham que são as sinapses (conexões entre os neurônios) as responsáveis pela memorização, de outro, a dos que acreditam que a chave da memória está na síntese de proteínas feita pelo cérebro. "A explicação mais lógica é que a cada evento o cérebro ou forma novas sinapses ou amplia a área de contato nas sinapses já existentes", raciocina o neurologista Paulo Bertolucci, da Escola Paulista de Medicina.
Ele dá um exemplo: "Quando me lembro de que fui a um baile, ativo várias sinapses, uma para cada detalhe: o lugar, a cor do vestido da moça com quem dancei, as pessoas presentes etc. Com o passar do tempo, a não ser que esteja sempre me recordando da festa e mantendo as sinapses em atividade, como correntes elétricas, elas irão se desfazendo. Eis por que a gente se lembra minuciosamente do que aconteceu no dia anterior e depois os detalhes vão fugindo. Na verdade, são as sinapses que estão se desativando aos poucos".
"A idéia de novas sinapses é absurda", contesta o neurologista João Radvany, do Hospital Albert Einstein de São Paulo, ferrenho partidário da síntese de proteínas. "As pessoas não formam sinapses após a adolescência." A teoria da síntese de proteínas sugere que a memória é transmissível. Na década de 60, cientistas americanos ensinaram um rato a ter medo do escuro: quando ele entrava num quarto sem luz, onde sabia estar a comida, levava um choque elétrico. Depois de um certo número de descargas, o animal associou a dor à ausência de luz.
Os cientistas - por incrível que pareça-liquefizeram então o cérebro do ratinho condicionado a temer a treva e injetaram o líquido obtido em outro rato. Resultado: este passou a manifestar sintomas de pânico do escuro. O problema é que nunca se conseguiu repetir essa experiência. "Todos sabem que se inibirmos a produção de proteínas pelo cérebro, um animal de laboratório perderá a capacidade de aprender", observa Radvany. Os neurologistas - seja qual for sua opinião sobre o papel de sinapses e proteínas-dividem a memória em três tipos.
A imediata é aquela que entra em ação quando se acha um número na lista telefônica: ela é eterna enquanto dura; o problema é que dura pouquíssimo. Se, por exemplo, a pessoa que acabou de localizar o número desejado no catálogo ouvir um ruído intenso antes de começar a discar, é bem possível que o número Ihe fuja, porque a memória imediata, de tão frágil, não resiste a interferências. Elas interrompem a sinapse ou a síntese (conforme a teoria).
O segundo tipo, a memória evocativa, menos sujeita a esses percalços, dura de algumas horas a alguns dias. Frustrada pelo primeiro esquecimento, a pessoa volta à lista, dessa vez com a firme intenção de decorar o número. A concentração necessária - mesmo quando inconsciente - transporta a informação da memória imediata para a evocativa. Enfim existe a memória de longo prazo, que pode durar a vida inteira. Se houver um motivo muito forte, o número daquele telefone não sumirá jamais.
Normalmente, o esquecimento é um recurso do cérebro para não ficar entulhado de informações inúteis. Trata- se, portanto, de uma limpeza de arquivos. Ocorre que nem sempre -alguns diriam, raramente-os critérios dessa seleção do que deve ser guardado passam pelo racional. Se já não bastassem as teorias de Freud e a prática da psicanálise, a experiência pessoal de cada um demonstra que aquilo que mexe com as emoções fica guardado no cérebro por mais tempo e com uma riqueza maior de detalhes. Ficar guardado não quer dizer necessariamente que se consiga evocar certas memórias com facilidade. Ao contrário: lembranças associadas a emoções básicas ou poderosas demais tendem a permanecer bloqueadas.
A terapia analítica busca desbloquear tais fatos, que seriam a causa oculta de neuroses e outros distúrbios de personalidade. Os neurologistas, de seu lado, já descobriram que os sentimentos influem na formação de neurotransmissores. "Parece que nada melhor do que uma novidade para ajudar a memorizar algo", revela Esper Cavalheiro, do Laboratório de Neurologia Experimental da Escola Paulista de Medicina. Trabalhos com animais têm demonstrado que o cérebro reage à novidade liberando a substância endorfina, um eficiente fixador de memórias.
"Algo semelhante deve acontecer aos seres humanos", imagina Cavalheiro. Se isso é verdade, após estudar para uma prova, um aluno bem que poderia fazer em seguida algo novo, como andar de roda- gigante, caso nunca tenha feito isso. Provavelmente, Ihe será mais fácil recordar a matéria na hora do exame. Com animais, pelo menos, essas coisas funcionam.
Emoções demais, porém, podem ser prejudiciais. Quem será que nunca sentiu um "branco" num momento de nervoso? A razão é conhecida: o estresse libera grandes quantidades de hormônios, principalmente adrenalina, que atingem o cérebro e interferem na capacidade de evocar informações.
Várias pesquisas têm demonstrado que as substâncias do estresse desempenham papel importante na memorização: animais em que se injetaram aquelas substâncias em pouquíssima quantidade tinham dificuldade em memorizar; com doses maiores; alcançavam- o auge da capacidade de memorização; com grandes quantidades, porém, os animais esqueciam tudo o que haviam aprendido-exatamente como uma pessoa estressada. Tudo indica que, quando alguém se concentra para memorizar algo, está produzindo substâncias do estresse nas quantidades intermediárias, como as cobaias de boa memória.
Um dos trabalhos mais interessantes sobre a produção dos neurotransmissores que influenciam a memória foi realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, pelo neurologista Ivan Izquierdo, que estuda há vinte anos os processos da memória. Izquierdo provou que existe o que chama de "dependência de estado":aquilo que um animal aprende sob estresse só será recordado em outra situação semelhante. "Talvez seja um mecanismo instintivo". supõe o professor, "pois a comparação de situações parecidas pode ajudar o animal a se sair-melhor."
Segundo especialistas, os maiores inimigos da memória são os acidentes automobilísticos-a principal causa de amnésia. "mais do que qualquer doença do sistema nervoso", garante o neurocirurgião Reynaldo Brandt, do Hospital Albert Eisntein Mas ele faz questão de deixar claro: "Aquela amnésia do cinema e de novelas de televisão, na qual a pessoa pergunta "quem sou eu?" é pura ficção. De fato, como a memória se espalha por todo o cérebro, não existe acidente que possa apagar todo o arquivo sem ser fatal. A pessoa pode se esquecer do momento do acidente, pode perder a capacidade de recordar determinadas coisas. Mas jamais se esquecerá de tudo, vagando pelas ruas.
A idade está deixando de ser associada à perda de memória, embora essa seja uma idéia tão recente que muitos especialistas ainda argumentem que, com o passar dos anos, diminui o número de neurônios. "Talvez os idosos apenas sejam mais lentos para formar sinapses"; especula o neurologista Paulo Bertolucci, de São Paulo. "A mocinha, por exemplo, precisa repetir o nome do novo namorado à avó, até que ela o guarde." O fato de pessoas idosas se lembrarem mais do passado do que de episódios recentes também tem sido explicado como uma questão de prática: a vida inteira elas ficaram com aquelas lembranças, que por isso acabam vindo à tona com mais facilidade. "Manter a memória acesa depende de usá-la sempre, o que significa atividade- mental e interesse pelo mundo", diz: Bertolucci. Nesse sentido, recordar não é só viver-é viver bem.

Não esqueça de conhecer a sua memória

O cérebro está sempre gravando tudo o que a pessoa vê, ouve, sente ou toca. Mas o que dá o foco àquilo que se grava, tornando as lembranças mais nítidas ou menos, é a concentração-cuja falta é a principal responsável pelos problemas de memória. Por isso, o primeiro passo para se avaliar a memória de alguém é testar a sua atenção: pedir, por exemplo, que conte até cem de três em três números-1, 4, 7, 10, etc. "Quem não consegue cumprir a meta não tem atenção suficiente para fixar informações', interpreta a neuropsicóloga Cândida Pires de Camargo, do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Se está tudo bem com a atenção, testa-se a capacidade de reter eventos mais remotos, com perguntas sobre fatos históricos conhecidos, enredos de filmes antigos e ainda mostrando fofos de personalidades para serem identificadas. "Finalmente. peço ao paciente que me conte fatos importantes de sua vida em ordem cronológica; depois, confiro essa ordem com seus familiares", diz Cândida. Já os testes de memória imediata ou recente, são mais específicos, conforme a modalidade- memória para números, rostos, nomes etc. "O importante é dar o estímulo uma única vez; por exemplo, mostrar um desenho e logo escondê-lo, para a pessoa reproduzir o que se lembrar dali a 5 minutos, meia hora, um dia, uma semana", descreve a neuropsicóloga.
Ela aplica um método semelhante para testar a memória verbal, pedindo que o paciente repita uma história breve, de quatro ou cinco linhas, também em prazos diferentes. É natural esquecer um ou outro detalhe. Mas se após uma semana a pessoa só se recorda de 60 por cento da história, então é preciso diagnosticar se a dificuldade é de evocação - o equivalente a buscar a ficha correta nos arquivos do cérebro-ou de fixação. Problemas de evocação costumam estar relacionados a estados de ansiedade e de depressão, que comprovadamente atrapalham o processo de trazer as lembranças à tona. Esse tipo de problema pode ser tratado com auxilio de um psicoterapeuta. "Casos em que a dificuldade é realmente de memória, quando o cérebro perde a capacidade de gravar, são raríssimos", informa Cândida. "Isso é seguramente sinal de que alguma doença orgânica está em andamento.'

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Pele para toda Obra- Biologia

PELE PARA TODA OBRA - Biologia



O mais versátil órgão do corpo humano não tem sequer 2 milímetros de espessura.

Como se fosse uma carapaça blindada, deixa de fora os raios solares e todo provável inimigo. Mantém a temperatura ideal: guarda o calor nos dias frios e o frio nos dias quentes. Reserva água para ser usada sempre que necessário e controla a pressão sangüínea. Produz vitamina e elimina substâncias tóxicas. Capta uma diversidade de informações do ambiente e transmite outras. E dá ainda ao corpo todo o seu contorno e relevo. Por baixo de sua aparente simplicidade, a pele é o mais versátil órgão humano, além de tão vital quanto o coração. Com toda essa importância, seria de esperar que as pessoas tivessem a seu respeito um conhecimento, digamos, menos epidérmico. Mas, na verdade, poucos sabem o que é estar na própria pele.
Embora seja uma engrenagem literalmente finíssima - sua espessura vai de 0,4 a 2 milímetros abriga uma série de estruturas, como nervos, glândulas e músculos, cada qual com funções bastante especializadas. Esticada da cabeça aos pés, a pele humana cobriria uma área de até 2 metros quadrados. Mas, certamente, ela não se estenderia por igual, feito um balão de gás que se enche: ora seria mais fina, ora mais áspera. Isso porque, para cobrir os olhos, por exemplo, a pele forma o fino parabrisa das pálpebras, enquanto para evitar o desgaste dos pés ela cria a proteção das calosidades. Sobre as juntas, como joelhos e cotovelos, fica pregueado para permitir flexibilidade e, nos dedos, para agarrar melhor, como um pneu agarra o chão, possui sulcos. Enfim, a pele não se pauta pela rigidez - ao contrário, se adapta à parte do corpo que reveste.
Um adulto perde diariamente cerca de 15 gramas de células epiteliais, como são chamadas as células da pele; é, em todos os sentidos, uma perda imperceptível: desde que se formam, na primeira semana de vida do feto, essas células se renovam sem parar. Toda essa atividade, que só termina com a morte, é para produzir a queratina, uma proteína impermeável que não permite a saída da água, que compõe 70 por cento do organismo humano.
Por isso, na verdade, por mais que uma pele rosada aparente estar cheia de vida, tudo o que se pode ver dela é uma camada de células mortas. As células vivas e arredondadas da epiderme, como é chamada a camada exterior da pele, nascem cerca de meio milímetro abaixo da superfície. Começam a subir gradativamente, empurradas por novas células param de nascer.
A epiderme, por sua vez, tem quatro camadas; as células saem da mais interior delas, a camada germinativa, rumo à camada de Malpighi, onde assumem uma aparência espinhosa; depois, sobem em direção à camada granulosa da epiderme, onde se inicia a formação da queratina, a partir da transformação de certas proteínas; a queratina, vai matando as células aos poucos, tomando o espaço dos seus núcleos. As células chegam mortas à última camada, a córnea, e, de tanto ser empurradas, ficam achatadas como escamas. Onde a pele é mais grossa, como na sola dos pés e na palma das mãos, podem existir camadas extras. De qualquer forma, todo o ciclo de vida da célula epitelial não dura mais de 21 dias.
Para formar as unhas, o organismo recorre ao mesmo processo. Afinal, as unhas nada mais são do que células epiteliais modificadas, cuja queratina atinge o máximo de rigidez. Há alguns milhares de anos sem uma função especial, as unhas são apenas resquício dos duros tempos primitivos em que o homem precisava lutar com garras e dentes pela sobrevivência. Também na epiderme, mais precisamente na camada germinativa, é que ficam os melanócitos, células especializadas em produzir um pigmento preto, a melanina, que se distribui pela pele, dando - lhe cor. Ao contrário do que se poderia pensar, não é o maior ou menor número dessas células que torna as pessoas negras ou brancas; o que conta é a quantidade de melanina que a célula consegue produzir.
A melanina não se limita a colorir: é o melhor dos filtros solares, impedindo a entrada dos raios ultravioleta. Por isso é que se pode ficar bronzeado numa praia, por exemplo: para proteger-se do sol, a pele aumenta a produção da melanina e escurece. Às vezes, a produção é maior em certos melanócitos do que em outros e assim surgem as sardas, pequenas pintinhas escuras. "Essa hiperatividade pode ser causada por hereditariedade", explica o dermatologista Mário Grinblat, do Hospital Albert Einstein de São Paulo, "mas também se sus peita que tenha a ver com certos hormônios femininos, já que as sarda aparecem com maior freqüência em mulheres."
Os poucos raios ultravioleta que conseguem atravessar a barreira de melanina reagem com determinada proteínas das células epiteliais, produzindo a vitamina D, essencial ao fortalecimento dos ossos. Porém, se essa produção for excessiva, causar problemas, como depósitos de cálcio nas juntas. É em cima da produção de vitamina D que muitos cientista tentam explicar as diferenças de cor na espécie humana. Ao longo da evolução, pessoas que viviam sob o sol forte e constante dos trópicos, com os africanos, teriam a pele mais escura porque a carência de vitamina D seria menor; já os habitantes de climas temperados ou frios teriam a pele clara para deixar entrar os poucos raios luminosos e assim manter a sua quota da vitamina. A única exceção, segundo essa teoria, seriam os esquimós, que têm a pele morena, mesmo vivendo no gelo.
Nesse caso, os cientistas observam que a alimentação dos esquimós. baseada em óleo de fígado e pescados crus, já é tão rica em vitamina D que a pele não precisa fabricá-la - daí a produção da melanina, para evitar excessos.
Mas é na derme, camada abaixo da epiderme, que se localiza o centro de operações da pele. Em meio a um líquido gelatinoso, chamado gel coloidal - que reserva água para outras partes do corpo, em caso de emergência - , estão mergulhados músculos, foliculos, glândulas, nervos e vasos.
As terminacões nervosas, especializadas em cinco sensações diferentes - tato, calor, frio, pressão e dor - fazem da pele o mais completo entre os órgãos dos sentidos. Nas regiões mais sensíveis, como nas pontas dos dedos e lábios, chegam a existir duas mil terminações nervosas por centímetro quadrado; já nos ombros, onde a pele é comparativamente menos sensível, não há mais do que quarenta terminações nervosas por centímetro quadrado. A imensa quantidade de vasos sangüíneos existente na derme, capaz até de trazer muito mais sangue do que a pele em si necessita, mostra que ela está a serviço também do sistema circulatório. De fato, quando a pressão arterial sobe muito, com risco de derrame no cérebro ou no coração, até um quarto do sangue que circula pelo corpo pode escapar para a pele, aliviando assim as artérias dos órgãos em perigo. Dai por que pessoas com pressão alta ficam com o rosto corado. A recíproca, no caso, é verdadeira, pois fica-se pálido quando se está com a pressão baixa, porque os vasos da pele se fecham, mandando mais sangue para o resto do corpo, a fim de aumentar a pressão nas artérias.
A circulação na derme, também aumenta ou diminui conforme a temperatura pois a pele está intimamente ligada à região cerebral chamada hipotálamo, que possui duas espécies de termostato. Um deles registra a elevação excessiva da temperatura corporal ou porque o dia está quente ou porque o corpo está em atividade e manda que o sangue circule com maior intensidade pela pele, a fim de dissipar o calor por radiação.
Ao mesmo tempo, certas glândulas da pele começam a produzir um líquido à base de sais, que se evapora em contato com o exterior da pele, provocando um ligeiro resfriamento do corpo: trata-se do popular suor. Calcula-se que um adulto pode produzir diariamente de meio litro a 2 litros de suor.
Quando a temperatura do corpo cai, o outro termostato do hipotálamo entra em ação e cuida para que o suor e a circulação do sangue diminuam. Mas, em dias frios. a terceira e última camada da pele, a hipoderme, abaixo da derme, também tem um papel fundamental, pois é formada por glóbulos de gordura, que servem de isolante térmico. É claro que a espessura dessa camada, além de definir as curvas do corpo, faz a diferença do gorda para o magro. No passado remoto da espécie, a função principal dos pêlos era aquecer. À medida que o homem foi evoluindo, porém, os pêlos foram se atrofiando. Mesmo assim, o corpo humano só não possui pêlos nas palmas das mãos e solas dos pés, ainda que em certas regiões sejam invisíveis a olho nu, como nos rostos femininos.
Um pêlo nada mais é do que um fio de proteína queratina, como a da pele, envolvido por uma capa de queratina dura; a cor do pêlo é dada pelos melanócitos de seu interior. Com o passar dos anos, essas células deixam de produzir a melanina e o pêlo embranquece. Da mesma forma como nos animais, o pêlo humano tem vida curta: os do corpo caem todo ano; os do couro cabeludo duram de dois a seis anos. Apenas não se nota a muda dos pêlos como nos outros animais, porque ela não acontece de forma organizada: cai um ou outro pêlo diariamente, e não todos de uma vez. Para se ter uma idéia, uma pes-soa normal perde em média todo santo dia trinta dos cerca de 300 mil fios que lhe cobrem a cabeça.
Cada pêlo está ligado a uma ou mais glândulas sebáceas. Estas se aproveitam do canal por onde sai o fio para liberar uma substância gordurosa que, junto com o suor, forma a emulsão protetora natural da pele. Existem cerca de dezessete glândulas sebáceas por centímetro quadrado de pele. Nesse mesmo espaço comprimem-se até duzentas glândulas sudoríparas.
"Pele normal é aquela em que as secreções dessas glândulas se equilibram", explica o doutor Mário Grinblat. "O equilíbrio pode dificultar o aparecimento de certas doenças, como pé-de-atleta".
Milhões de microorganismos, na maioria bactérias, habitam a pele humana. Só nas axilas, por exemplo, existem de 2 a 4 milhões de bactérias por centímetro quadrado: são responsáveis, aliás, pelo odor acre do suar, que na origem não tem cheiro algum. Num encontro de dermatologistas americanos, em fevereiro último, em Nova York, revelou-se algo que talvez explique como a pele mantém sob controle aqueles microorganismos: as células epiteliais produzem certas substância anteriormente consideradas exclusivas dos glóbulos brancos do sangue - que ajudam a desenvolver as células T de defesa do organismo.
Os cientistas descobriram que as células epiteliais ativam hormônios, como os sexuais, produzem substâncias equivalentes aos hormônios da tireóide e ainda fabricam uma proteína típica do fígado, que elimina o colesterol. Não se sabe ainda a função dessas substâncias para as células epiteliais. Mas é certo que, quando se danifica a pele em acidentes, está se perdendo parte daquela produção, o que de alguma maneira deve afetar o restante do organismo. Naturalmente, quando acontece um corte superficial na pele, o cérebro manda que se acelere o ritmo de produção de novas células. Mas em acidentes mais graves, como queimaduras, que destroem um pedaço da pele. não existem tantos recursos. Por desempenhar tantas funções ao mesmo tempo, a perda de uma determinada quantidade de pele pode ser fatal. Calcula se que uma pessoa com menos de 30 anos só sobrevive a queimaduras se tiver menos de 75 por cento da pele atingidos; uma pessoa de 45 anos não pode ter mais de 48 por cento da pele afetados; já em pessoas com mais de 75 anos, queimar 20 por cento da área total da pele do corpo é altíssimo risco de vida.
Essa realidade pode mudar com o uso de uma pele artificial, capaz de substituir temporariamente a pele distruída. Há alguns anos, os cientistas têm pesquisado materiais derivados de petróleo, como o silicone, para a fabricação de pele artificial. Mas o produto mais moderno, candidato a substituto à altura do órgão original, por ser biológico, foi desenvolvido pelo pesquisador brasileiro Luis Fernando Farah, 33 anos, de Curitiba, que há um ano e meio patenteou em dezenove países uma celulose para substituir a pele, chamada Bio Fill. A descoberta foi quase um acaso. No réveillon de 1985, Farah se contorcia de dor por ter derramado uma panela de água fervente sobre o corpo. Na ilha do litoral paranaense onde passava o ano novo. não havia recursos. Ele mesmo acabou cuidando da queimadura, rasgando bolhas e tentando colar os pedaços de pele para não deixar o ferimento em carne viva.
Um ano depois, já recuperado, Farah começou a pesquisar algo como uma celulose capaz de substituir a cera de abelha na produção de mel. "Quando cheguei à celulose, lembrei-me do acidente e achei que o material tinha características ideais para substituir a pele. Tratei então de testá-lo e funcionou." Hoje a pele de celulose é usada em hospitais do país inteiro. Além de acelerar a cicatrização e proteger contra infecções, o produto, ao cobrir as terminações nervosas, elimina qualquer sensação de dor. "Os nervos se deixam enganar, enviando ao cérebro a mensagern de que ali existe pele", explica Farah. E de fato a celulose se comporta como uma pele. A pessoa pode levar uma vida normal, e até tomar banho, que a pele irá descascando como se fosse natural, à medida que ocorrer a cicatrização dos tecidos naturais que estão por baixo.
Segundo os especialistas, quase a metade das pessoas que procuram um dermatologista têm um problema estético. Geralmente, segundo Mário Grinblat, elas acreditam que esse problema foi causado por algo que comeram, 0 que não costuma ser verdade. "Raramente um problema de pele está relacionado à alimentação, como a maioria pensa", diz Grinblat. E dá uma grande notícia: "Chocolate nunca causou espinha". Ele acredita, porém, que a pele é um dos órgãos mais facilmente influenciáveis pela mente: "Quando se acha que algo vai causar manchas ou irritações cutâneas, pode apostar que vai mesmo".
As pesquisas na área de estética se concentram mais no combate ao envelhecimento, a maior causa de rugas de preocupação. Na derme, as fibras de proteínas chamadas colágeno e elastina sustentam todo o tecido cutâneo, organizando-se como uma verdadeira rede. Tais fibras parecem molas: esticam ou se contraem quando a pele é puxada num beliscão. Com o passar dos anos, essa rede perde a elasticidade e o tecido a que dá sustentação - ou seja, a pele - fica flácido. A polêmica surge quando se discute o que fazer para manter elástica a rede de sustentação.
Alguns pesquisadores acreditam que o processo é irreversível e apontam o sol como um dos grandes culpados, por desidratar as fibras de proteína, que precisam sempre de absorver água. Cientistas americanos constataram recentemente que a vitamina A, usada em casos de acne, parece provocar a reidratação das fibras elásticas, mas isso ainda está sendo testado. E os cremes, será que funcionam? Depende. As pesquisas mostram que a pele é um dos órgãos com maior capacidade de regeneração, ou seja, ao menos em teoria uma ruga pode desaparecer. Mas, ao mesmo tempo, a pele é extremamente influenciada pelos estados emocionais e pelo modo de vida. "Está provado que, para se recuperar de uma desidratação ou, no caso, do envelhecimento, as fibras elásticas dependem diretamente de uma vida saudável além de tratamentos cosméticos", diz Roberto Papov, da empresa O Boticário. "Não há creme que evite problemas em quem dorme pouco, bebe e fuma muito."

Coisa de pele

Quando alguém se sente atraído por alguém e diz que o motivo é "coisa de pele" sabe exatamente o que está falando. De fato, sexo e pele têm muito em comum. Para começar, através das terminações nervosas cutâneas, pode-se experimentar a sensação das carícias que levam à excitação. Aliás, pele e carinho se associam desde os primeiros dias de vida, pois é pelos afagos e pelo calor transmitido pela pele dos pais que a criança experimenta segurança e conforto.
A pele tem, ainda, alguns recursos próprios para seduzir o próximo (ou a próxima). Na área dos órgãos sexuais, ela se torna mais escura, como se fosse para chamar a atenção; é por esse mesmo motivo que os mamilos têm uma pigmentação mais acentuada.
Os pêlos também entram nesse jogo de assinalar determinadas partes do corpo e diferenciar pele de homem e de mulher. Quando uma pessoa se sente atraída por outra, a pele envia sinais que muitas vezes passam despercebidos, mas nos quais sedutor e seduzida (ou vice-versa) deveriam prestar mais atenção. As palmas das mãos tendem a ficar úmidas porque ali aumenta a produção de suor; o mesmo ocorre na região genital. Enfim, o rosto de quem está apaixonado tende a ficar mais corado, graças a um aumento da circulação sangüínea na superfície cutânea - talvez seja essa coloração rosada o que se costuma chamar "ar de felicidade".

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Grupo desmente dicas de saúde dadas por celebridades

29/12/2010 13h20 - Atualizado em 29/12/2010 13h20

Grupo desmente dicas de saúde dadas por celebridades
Sugestões incluem técnica de reabsorção de esperma, criada por lutador.
Sarah Harding, ex-Girls Aloud, disse que polvilha carvão na comida.


O jogador David Beckham é um dos palpiteiros
(Foto: Darren Staples/Reuters)Um grupo de campanha revelou nesta quarta-feira (29) a verdade sobre algumas das mais duvidosas dicas de saúde e boa forma feitas por artistas, pondo fim a ideias como a reabsorção de esperma e o uso de braceletes de plástico para aumentar a energia do organismo.

Em lista anual de abusos contra a ciência, o Sense About Science (SAS) desmentiu sugestões feitas por atores e estrelas do pop sobre dieta e exercícios, um esforço "para ajudar as celebridades a perceber onde estão errando e para ajudar o público a entender as alegações".

Na seção de saúde e fitness, o SAS notou que o jogador de futebol David Beckham e a noiva do príncipe William, Kate Middleton, foram vistos usando braceletes com hologramas que, segundo os fabricantes, podem melhorar a energia da pessoa.

O grupo também mencionou uma dieta usada pela top model Naomi Campbell e os atores Ashton Kutcher e Demi Moore. Na rotina da dieta, os seguidores sobrevivem apenas com maple syrup, limão e pimenta por duas semanas. Em entrevista concedida à apresentadora norte-americana Oprah Winfrey, em maio, Campbell disse: "É bom limpar seu corpo de vez em quando."

"Muitas dessas alegações promovem teorias, terapias e campanhas que não fazem sentido científico", disse o SAS.

A pop star Sarah Harding, ex-Girls Aloud, disse à revista "Now" que ela polvilha carvão vegetal na comida, declarando: "Não tem gosto de nada e aparentemente absorve todas as coisas ruins e prejudiciais do corpo."


O ator Ashton Kutcher já seguiu dieta em que se alimentava apenas de maple syrup, limão e pimenta por duas semanas (Foto: AFP)
John Elmsley, cientista da área de química e escritor, disse que o carvão vegetal absorve moléculas tóxicas quando usado em máscaras de gás e tratamento de esgoto, mas que é "desnecessário quando se trata de uma dieta, porque o corpo já é bem capaz de remover qualquer 'coisa ruim e prejudicial'".

Uma colher de sopa de sêmen tem o equivalente de bife, ovos, limões e laranjas. Eu estou reabsorvendo isso no meu corpo, isso me faz gritar 'raaaaaah'"Alex Reid, lutadorUm dos destaques do SAS foi a dica do lutador de vale-tudo Alex Reid, que disse ao tabloide "The Sun" que costuma "reabsorver" seu esperma para se preparar para uma luta importante.

"É muito bom para um homem fazer sexo sem proteção desde que não ejacule. Porque eu acredito que todo aquele sêmen tem muita nutrição. Uma colher de sopa de sêmen tem o equivalente de bife, ovos, limões e laranjas. Eu estou reabsorvendo isso no meu corpo, isso me faz gritar 'raaaaah'", disse Reid.

John Aplin, cientista que pesquisa reprodução da Universidade de Manchester, disse que o esperma não pode ser reabsorvido quando já se formou nos testículos.

"Na verdade, o esperma morre após alguns dias, e o conteúdo nutricional da ejaculação é realmente pequeno", disse Aplin ao grupo SAS.

Para tentar combater os efeitos de algumas das mais ousadas dicas de saúde, o grupo de campanha SAS publicou suas próprias sugestões, "fáceis de lembrar para comentários de celebridades":

1) Nada está livre de componentes químicos. Tudo é feito de substâncias químicas, é só uma questão de elementos.

2) Desintoxicação é um mito de marketing. Nosso corpo se basta sem poções caras e dietas desintoxicantes.

3) As funções do organismo ocorrem sem estímulos externos.

4) Energia e boa forma vem de alimentos e exercícios. Não há atalhos.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Tatuagem não aumenta risco de câncer de pele

13/05/09 - 07h00 - Atualizado em 13/05/09 - 07h00

Tatuagem não aumenta risco de câncer de pele, diz médico americano
Casos documentados teriam a ver com local escolhido para tattoo.
Em várias ocasiões, pessoas fazem desenhos sobre marcas de nascença.

Tatuagens aumentam o risco de câncer de pele?

À medida que mais pessoas tatuam seus corpos, algumas se perguntam se pode haver ali um risco escondido (além do risco de arrependimento, anos mais tarde).

Muitas tintas são feitas com metais; o azul, por exemplo, contém cobalto e alumínio. Já o vermelho pode conter sulfeto de mercúrio. Isso, somado ao fato de que a tatuagem pode ser traumatizante para a pele, levantou suspeitas de que os desenhos podem levar ao câncer de pele. Estudos realizados nos últimos anos documentaram alguns casos desse tipo de câncer em locais do corpo tatuados.

No entanto, Ariel Ostad, professor assistente clínico de dermatologia do NYU Langone Medical Center, em Manhattan, afirma que isso não significa que a tatuagem causou o câncer. De fato, diz ele, a tinta provavelmente não causa nenhum dano, pois fica confinada às células epiteliais chamadas de macrófagos, cujo trabalho é justamente absorver material externo.

O mais provável, sustentou Ostad, é que a tatuagem tenha sido realizada em algum tipo de sinal de nascença, tornando-o mais difícil de ser detectado. Vários estudos de caso observaram melanomas negligenciados por terem surgido de marcas escondidas por tatuagens. O médico afirma que muitas pessoas o questionam sobre a relação entre tatuagem e câncer de pele. A resposta, diz ele, é "não há relação, sem sobra de dúvida".

"Porém, as pessoas devem saber que é necessário preservar uma área de pele saudável ao redor de uma marca de nascença."

Assim, não existem evidências de que tatuagens causem câncer de pele.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Stents medicamentosos podem trazer mais benefícios

08/05/09 - 12h16 - Atualizado em 08/05/09 - 12h16

Stents medicamentosos podem trazer mais benefícios que os comuns
Pesquisas desfazem má impressão deixada por dados anteriores.
Uso de estratégia diminui necessidade de novas intervenções.

Os stents medicamentosos, mais modernos e mais caros, sofreram críticas intensas após uma pesquisa, em 2006, apontar aumento da mortalidade nos pacientes tratados com eles. Na edição de 7 de maio da revista "The New England Journal of Medicine", duas pesquisas demonstram a superioridade dos stents medicamentosos sobre os comuns.

No primeiro estudo, pacientes com infartos agudos do coração receberam stents comuns ou medicamentosos. O grupo dos stents medicamentosos necessitou menos de novos procedimentos por fechamento da artérias tratadas no primeiro ano pós-tratamento. Na outra pesquisa, todos os pacientes que receberam stents na Suécia entre 2003 e 2006 foram acompanhados. Os que foram tratados com stents medicamentosos também mostraram que seu risco de reobstrução era menor. A mortalidade, que foi o motivo principal da crítica em 2006, não foi alterada entre os dois grupos nos dois estudos.

Alem dessas evidências, um grande estudo sobre o tema foi apresentado no Congresso da Associação Americana do Coração. Mais de 260 mil casos de tratamento com stents dos dois tipos foram avaliados. Nesse estudo, os stents medicamentosos foram associados a uma diminuição das mortes e infartos não fatais. Os especialistas avaliam que as diferenças entre os achados anteriores e os atuais podem se dever a uma melhor seleção do pacientes candidatos ao tratamento.

A angioplastia é um tratamento que desobstrui as artérias através de um cateterismo. Nesse procedimento, um cateter com um pequeno balão é guiado até a região fechada da artéria.

Quando atinge a obstrução, o balão é inflado e reabre a artéria, comprimindo a placa de gordura contra a parede arterial. Como existia a possibilidade do fechamento da artéria logo após sua reabertura, foram desenvolvidos os stents. Essas pequenas estruturas metálicas têm o formato de molas, que se expandem e mantêm a artéria aberta após a angioplastia.

O desenvolvimento posterior foi a adição de medicamentos aos stents com o intuito de
prevenir a formação de trombos nas regiões tratadas das artérias. O futuro parece ser dos stents biodegradáveis, que se dissolvem após algum tempo. Resta aguardar a evolução tecnológica e os resultados clínicos de sua aplicação.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Nova técnica aumenta chances de transplante dos rins

08/05/09 - 05h00 - Atualizado em 08/05/09 - 05h00

Nova técnica aumenta chances de transplante dos rins nos Estados Unidos
Substância ajuda organismo a tolerar órgão que não era compatível.
Dados iniciais indicam que estratégia é relativamente segura.

Quando Soraya Kohanzadeh sofreu falência renal, devido a uma cirurgia para corrigir um defeito congênito no coração, sua mãe se ofereceu doar o seu próprio órgão. No entanto, após exames, Kohanzadeh, professora do ensino fundamental em Marin County, Califórnia, foi informada de que um transplante de rim estava fora de cogitação naquele momento. Assim como três em cada dez candidatos a transplante de rim, ela teve resultado positivo num exame de sangue chamado PRA, para anticorpos reativos – proteínas preparadas para atacar tecido estranho, inclusive o da mãe.

Kohanzadeh conseguiu receber um rim de sua mãe graças a um protocolo que evita a rejeição




(Foto: Sandy Huffaker/NYT)

domingo, 20 de dezembro de 2009

Maternidade protege o organismo contra o câncer

08/05/09 - 13h55 - Atualizado em 08/05/09 - 14h01

Maternidade protege o organismo contra o câncer de mama, explica médico
Riscos de várias doenças são reduzidos em quem teve filho.
Conheça os benefícios para o corpo de quem é mãe.




Foto: Reprodução Ser mãe pode proteger a sua saúde (Foto: Reprodução)Na semana do Dia das Mães o que não faltam são depoimentos e declarações sobre as maravilhas da maternidade. Mas além das alegrias, a gravidez também pode proteger seu corpo contra o câncer de mama e outras doenças ligadas ao ciclo hormonal e à menstruação. O ginecologista Júlio Bernardi explica: “A mulher não foi feita para menstruar tanto. Ela foi feita para estar grávida e amamentar.”

Hoje em dia as mulheres menstruam até dez vezes mais que suas avós e bisavós, por dois fatores. O primeiro é que antigamente elas tinham a menarca (a primeira menstruação) mais tarde, por volta dos 17 anos -- hoje há muitos casos de meninas menstruando antes mesmo dos 11 anos. O segundo é que as mulheres modernas demoram mais para engravidar e têm menos filhos. A mulher não menstrua nem durante a gravidez nem durante o aleitamento. No passado, era comum elas emendarem os períodos de nove meses de gravidez e de até dois anos de aleitamento com uma nova gestação.

Apesar das mudanças de comportamento, o organismo feminino ainda funciona à moda antiga. Com isso, doenças ligadas à menstruação, que antes eram raras, agora são mais frequentes. É o caso da endometriose, uma doença que surge pela presença do tecido que reveste o interior do útero em outras partes do sistema reprodutor feminino. Sem tratamento, a endometriose causa dores e pode até levar à infertilidade.

Quando a mulher está grávida e amamentando, ela deixa de menstruar por vários meses. Isso, é claro, reduz as chances de se ter uma endometriose. E também diminui o risco de desenvolvimento de miomas, pequenos tumores benignos que surgem no útero e que causam dor intensa e aumento do fluxo menstrual.

O câncer de mama também é ligado à menstruação, mas por outros motivos. Durante o ciclo menstrual, os níveis dos hormônios femininos progesterona e estrogênio variam. Essa variação está ligada a um risco maior de câncer de mama. Durante a gravidez e a amamentação, o organismo da mulher fica “imerso” em uma quantidade constante de hormônios, o que, segundos os médicos, oferece um fator de proteção.

“Isso não quer dizer que mães não têm câncer de mama. Elas podem ter sim. Mas elas tem uma chance menor em comparação com as mulheres que nunca foram mães”, explica Júlio Bernardi.

Lado mental
Além dos benefícios físicos, há também os psicológicos, de acordo com o médico. “Uma mulher na quinta década de vida, entre os 40 e 50 anos, que não tenha tido filhos por qualquer que seja o motivo tem mais chances de desenvolver alterações de humor e transtornos de ansiedade”, diz Bernardi.

De fato, segundo ele, a maior parte dos benefícios da maternidade está no lado mental. “As mães geralmente tem muitas coisas para resolver e se preocupar com seus filhos e isso acaba tendo um efeito positivo na cabeça”, afirma.

Por isso, o ginecologista acredita: “Como observador eu posso afirmar com certeza: tenha filhos, por que vale a pena”. Mas, sempre, com acompanhamento de seu médico.



PUBLICADOS BRASIL NO ORKUT

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