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terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Pesquisadores criam câmera capaz de ver através de quase qualquer coisa

Pesquisadores criam câmera capaz de ver através de quase qualquer coisa

Dispositivo pode enxergar por dentro de superfícies sólidas, como pele e ossos, e criar imagens holográficas.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Doença semelhante à leishmaniose e imune a tratamentos é descoberta em Sergipe

Doença semelhante à leishmaniose e imune a tratamentos é descoberta em Sergipe


Uma nova espécie de parasita capaz de causar uma doença semelhante à leishmaniose visceral foi descoberta por pesquisadores brasileiros em Sergipe. 

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Polêmico livro de anatomia criado por nazistas ainda é referência na medicina

Polêmico livro de anatomia criado por nazistas ainda é referência na medicina


"A Anatomia Topográfica do Homem", de Eduard Pernkopf, é considerada a melhor obra de desenho anatômico do mundo. 

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Um simples fungo pode acabar com o sonho de colonizar Marte


Um simples fungo pode acabar com o sonho de colonizar Marte


Organismo é nocivo aos seres humanos e se reproduz mesmo em ambientes hostis. 

sexta-feira, 3 de junho de 2016

A Operação Tapa-buraco - Ambiente


A Operação Tapa-buraco - Ambiente


Quando os gases clorofluorcarbonos, os CFCs, foram inventados, em 1928, era impossível prever que eles causariam danos ecológicos. 

quinta-feira, 17 de março de 2016

Sentimento Animal - Natureza


Sentimento Animal - Natureza


Uma espécie muito emotiva
Os elefantes são considerados excelentes modelos para o estudo dos sentimentos animais, pois parecem estar sempre com a emoção à flor da pele. Quando um deles morre, os outros fazem  verdadeiros rituais fúnebres, formando um círculo em torno do cádaver, sobre o qual depositam folhas e galhos, enquanto choram copiosamente. Em qualquer situação, o sentimento paternal impera e, como se nota nesta foto, os pequenos andam entre dois adultos, ficando mais protegidos de possíveis ataques no caminho.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Não me toque !!! Taturana - Biologia


Não me toque !!!  Taturana - Biologia


Queima como óleo fervendo e faz sangrar
Ao encostar na massa de pêlos, meio escondida no tronco de uma árvore qualquer, vem a queimadura lancinante. O efeito é imediato. A sensação é de óleo fervendo sobre a pele. No mesmo dia surgem as dores por todo o corpo, especialmente na cabeça. Entre 8 e 72 horas, começará a hemorragia. Forma-se hematomas por toda parte, dos poros às gengivas. O mais perigoso é o que menos se vê: quando há sangramento dentro do cérebro, pode ser fatal. 

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

QUESTÃO DE PELE - BIOLOGIA


QUESTÃO DE PELE - BIOLOGIA


Ela é a embalagem ideal. As mil e uma utilidades da pele incluem ar-condicionado, proteção anti-radiação, defesa contra inimigos, sedução, alarme e detector de calor. Mas não há loja, nem entre as melhores do ramo, que tenha em estoque pacote tão funcional e completo quanto o revestimento do corpo dos animais, entre eles, o homem. Uma cobertura que se amolda às necessidades de cada freguês. Veja nesta reportagem como a pele muda de aspecto e de função de animal para animal. No homem, a malha com espessura entre 0,4 e 2 milímetros é o principal órgão do tato e proteção contra agentes externos, de microorganismos a radiação nociva. Em alguns pássaros, ela é acessório de sedução. Nos tatus, couraça de defesa. Nos sapos, instrumento de sopro. Em alguns peixes, meio de comunicação. Até pernas ela dá a quem não as tem, como as cobras e as lagartixas.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Eterna, Enquanto dura - Tatuagem - Dermatologia


ETERNA, ENQUANTO DURA - Tatuagem - Dermatologia


Do osso para a máquina de costura 
Dificilmente um ancestral humano sentaria à beira do caminho, triste, arrependido por ter feito um monte de desenhos no próprio corpo. Quando as técnicas de tatuagem foram criadas, há pelo menos 5 300 anos (a idade de uma múmia tatuada encontrada na Suíça em 1991), ninguém se ligava em moda. A idéia era identificar a tribo, ganhar status ou proteger-se contra maus espíritos. E era uma idéia fixa. O desenho tinha que durar uma eternidade. Assim pensavam desde os nativos do Taiti até os índios tapirapés do Brasil Central, dos antigos egípicios aos marinheiros do século XIX.

terça-feira, 11 de março de 2014

Por que elas estão sumindo - Lontras


POR QUE ELAS ESTÃO SUMINDO - Lontras


Pescadores, poluição, mercado de peles - estes são os pdas Pescadores, poluição, mercado de peles - estes são os principais acusados pelo desaparecimento das lontras. Espertas, elas pareciam ter tudo para ser invulneráveis.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Beber bastante água é bom para a pele-Mito ou realidade ?


Beber bastante água é bom para a pele-Mito ou realidade?


Estudos tentam comprovar se beber bastante água realmente faz bem à saúde (Foto: Getty Images)

Colunista da BBC Future tenta confirmar a tese de que ingerir muito líquido ajuda a manter a pele fresca e saudável.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Salvos pelo Mimetismo - Insetos

SALVOS PELO MIMETISMO - Insetos



Certos animais fingem ser o que não são para escapar de seus perseguidores. Moscas parecem vespas, borboletas saborosas parecem venenosas, sapos parecem monstros pré-históricos. Eles são a melhor demonstração de que as espécies evoluem pela seleção natural, com a sobrevivência dos mais aptos, tal como Darwin descobriu há mais de um século.

Se a legendária figura de Sherlock Holmes houvesse um dia se aventurado pela Amazônia, caçando borboletas com uma redinha de filó, certamente estaria na pele de um naturalista inglês que viveu no século XIX, chamado Henry Walter Bates. Bates não era um detetive, mas, tal como Holmes, conseguiu enxergar através de sua lente de bolso as pistas de um grande mistério. Aliás, de um dos maiores enigmas biológicos ligados à história evolutiva das espécies. O fenômeno, parcialmente esclarecido por Bates, tem hoje o nome de mimetismo batesiano, em sua homenagem, mas na época do naturalista ficou conhecido como "o estranho caso das borboletas imitadoras".
Depois de haver passado onze anos embrenhado na selva amazônica, Bates embarcou de volta para a Inglaterra em 1860, levando uma espantosa coleção de animais e plantas. Mas foram os insetos e, muito em particular, as borboletas que acabaram se tornando o principal objeto de suas investigações. Maravilhado com a exuberância da fauna tropical, ele já havia escrito em seu livro O naturalista no rio Amazonas que capturara cerca de setecentas espécies de borboletas, depois de alguns passeios em volta da cidade de Belém. Bates tinha conhecimento de que em toda a Europa só haviam sido registradas 341 espécies e que ele retornara, portanto, com uma das maiores coleções de borboletas do mundo.
Porém, entre todas aquelas centenas de caixas repletas de exemplares belos e exóticos, havia uma que reservava algo de muito mais importante. Ela estava rotulada com a palavra Heliconii, indicando tecnicamente o conteúdo: um grupo bem característico de borboletas tropicais (hoje é a família das helicônidas). Quando o naturalista passou a examiná-las detidamente, com o auxílio de sua lente de bolso, verificou, surpreendido, que a caixa estava cheia de falsas helicônidas.
Sem dúvida, Bates tinha levado para casa "gato por lebre". Só que, naquele caso, os "gatos" é que eram de grande valor, pois evidenciavam um alto padrão de imitações entre animais sem nenhum parentesco entre si. Aquilo foi suficiente para despertar na cabeça do naturalista uma série de recordações adormecidas desde a época em que caçava insetos nas florestas da Amazônia. Ele recordou-se de como eram abundantes as helicônidas em algumas regiões que visitara e que, a despeito de seus coloridos chamativos, raras vezes eram atacadas pelos pássaros caçadores de insetos. Bates entregou-se, então, a uma série de suposições. Se aquelas borboletas não eram perseguidas por seus predadores naturais, possivelmente não deveriam servir de alimento e a causa mais provável daquilo seria, de certo, um gosto muito ruim. Talvez, se o colorido de certas borboletas "comestíveis" se aproximasse do padrão Heliconii, elas tivessem alguma vantagem na luta pela sobrevivência ao se passar por repulsivas frente aos predadores. Daí por diante, através de sucessivos cruzamentos entre si, elas produziriam raças cada vez mais parecidas com as verdadeiras helicônidas.
Essas brilhantes deduções teriam feito com que o naturalista retirasse o cachimbo da boca e exclamasse um "elementar, meu caro Bates", se ele não soubesse o quanto seria difícil comprová-las. E isso ele jamais chegou a fazer completamente. Entre tanto, todas as suas investigações sobre as borboletas "imitadoras" foram apresentadas em 1861, incluídas num trabalho de grande vulto sobre os insetos da Amazônia. Aí, pela primeira vez, os cientistas tomaram conhecimento da existência de um incrível fenômeno biológico batizado de mimetismo.
Uma experiência desagradável pode permanecer na memória de um animal por um certo tempo. Por exemplo: gosto ruim de uma presa. É quase certo que nas investidas seguintes o predador irá evitar qualquer presa que se assemelhe a um modelo reconhecido como repulsivo. Esse processo de aprendizado, tão comum entre os animais, foi profundamente observado em pássaros insetívoros, demonstrando que as formas, as cores e o comportamento de borboletas determinam a freqüência dos ataques das aves caçadoras.
Muitas espécies de borboletas são evitadas como alimento porque em seus organismos circulam substâncias repulsivas e venenosas. Essas substâncias são geralmente alcalóides de origem vegetal, absorvidos pelas lagartas que se alimentam de plantas tóxicas. Mesmo depois da metamorfose, os alcalóides continuam incorporados ao inseto adulto, tornando-o repulsivo para diversos predadores. Principalmente para aves .
Quanto mais abundante for uma espécie de borboleta repulsiva numa determinada área, tanto mais rápido será o "aprendizado" da população de pássaros insetívoros dali. Pequenas variações de colorido ou desvios na distribuição dos desenhos das asas podem condenar a borboleta ao ataque da ave. Assim, ficam geralmente poupados os indivíduos (machos e fêmeas) que menos se afastam do tipo padrão. Estes, ao se acasalar, perpetuarão o velho sinal de reconhecimento-inalterado- nas gerações seguintes. Da mesma forma como acontecem variações desastrosas entre as borboletas do grupo repulsivo, podem ocorrer desvios de padrão entre as de um grupo comestível que viva na mesma área. Uma pequena mutação genética pode produzir sobre as asas das "comestíveis" uma discreta mancha colorida ou desenho que se assemelhe vagamente com o sinal das "repulsivas". Isso já é suficiente para provocar, no mínimo, momentos de hesitação entre as aves durante as investidas sobre essas formas variantes. Como resultado, as variantes passam então a escapar das aves com mais freqüência do que as for mas menos desviadas do antigo colorido. Então, dos sucessivos acasalamentos dessas sobreviventes, resultam descendentes com o novo sinal de "imitação" cada vez mais aperfeiçoado.
Pode parecer incrível, porém, são os próprios predadores que indiretamente aperfeiçoam os padrões de imitação que irão enganá-los no futuro. Se tudo corresse só por conta dos disfarces, as "imitadoras" deixariam de ter problemas depois que as cores de suas asas atingissem um certo grau de perfeição como sinal de advertência. Não sendo mais perseguidas, elas poderiam se multiplicar à vontade, tornando-se mais abundantes do que as verdadeiras "repulsivas". Mas isso nunca acontece.
Um mecanismo de correção começa a funcionar sempre que as "imitadoras" começam a se tornar mais numerosas. Aves ainda sem aprendizado, que usam atacar as borboletas coloridas, acabam comendo mais "saborosas" do que "repulsivas", e assim não criam os mecanismos que as fariam evitar a espécie. Automaticamente, começa a diminuir o número das "imitadoras"-até que elas se tornam tão raras que os pássaros acertam cada vez mais nas "repulsivas". O mecanismo se refaz, as "saborosas" ficam outra vez defendidas e começam a proliferar. E assim o ciclo vai se repetindo indefinidamente, de forma que o equilíbrio, embora alterado momentaneamente, sempre se restabelece.

Esses preferem a camuflagem

A mímica é a arte da imitação, mas, quando se trata de um animal que exibe a aparência de outro, o problema não tem nada a ver com imitação e, muito menos, com arte. O nome usado para esse fenômeno é mimetismo e, embora sendo uma palavra derivada de mímica ela indica um curioso mecanismo genético colocado em funcionamento por um processo de seleção natural. Em outras palavras: nenhum animal chega a se parecer com outro movido por uma intenção, ainda que essa semelhança Ihe confira vantagem na luta pela sobrevivência.
A natureza está cheia de exemplos de animais miméticos. Existem moscas inofensivas que se parecem com vespas, serpentes não peçonhentas com o colorido das perigosas corais, e borboletas com desenhos de assustadores olhos de coruja sobre as asas. Estes exemplos já mostram que tanto o mecanismo genético quanto a seleção natural envolvidos no mimetismo têm como produto final uma espécie de sinal. Eles elaboram geralmente "mensagens" do tipo "Cuidado comigo" ou "Não sirvo para comida". Mas outras podem funcionar, ao contrário, como atrativos. Além disso, no jogo fantasioso de mimetismo, os sinais fluem ora como imagens, ora como sons e, em alguns casos, como odores. Entretanto, há uma outra variação da mímica natural que se caracteriza por não chamar a atenção. Isto significa que o resultado final deste tipo de mimetismo passa a ser a ausência de sinais, e podemos chamá-lo então de camuflagem. A prova mais evidente de que a camuflagem é o tipo mais comum de mimetismo é a freqüente frustração dos "naturalistas" novatos que retornam de suas excursões pelas matas sem ter visto bicho nenhum.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Pele para toda Obra- Biologia

PELE PARA TODA OBRA - Biologia



O mais versátil órgão do corpo humano não tem sequer 2 milímetros de espessura.

Como se fosse uma carapaça blindada, deixa de fora os raios solares e todo provável inimigo. Mantém a temperatura ideal: guarda o calor nos dias frios e o frio nos dias quentes. Reserva água para ser usada sempre que necessário e controla a pressão sangüínea. Produz vitamina e elimina substâncias tóxicas. Capta uma diversidade de informações do ambiente e transmite outras. E dá ainda ao corpo todo o seu contorno e relevo. Por baixo de sua aparente simplicidade, a pele é o mais versátil órgão humano, além de tão vital quanto o coração. Com toda essa importância, seria de esperar que as pessoas tivessem a seu respeito um conhecimento, digamos, menos epidérmico. Mas, na verdade, poucos sabem o que é estar na própria pele.
Embora seja uma engrenagem literalmente finíssima - sua espessura vai de 0,4 a 2 milímetros abriga uma série de estruturas, como nervos, glândulas e músculos, cada qual com funções bastante especializadas. Esticada da cabeça aos pés, a pele humana cobriria uma área de até 2 metros quadrados. Mas, certamente, ela não se estenderia por igual, feito um balão de gás que se enche: ora seria mais fina, ora mais áspera. Isso porque, para cobrir os olhos, por exemplo, a pele forma o fino parabrisa das pálpebras, enquanto para evitar o desgaste dos pés ela cria a proteção das calosidades. Sobre as juntas, como joelhos e cotovelos, fica pregueado para permitir flexibilidade e, nos dedos, para agarrar melhor, como um pneu agarra o chão, possui sulcos. Enfim, a pele não se pauta pela rigidez - ao contrário, se adapta à parte do corpo que reveste.
Um adulto perde diariamente cerca de 15 gramas de células epiteliais, como são chamadas as células da pele; é, em todos os sentidos, uma perda imperceptível: desde que se formam, na primeira semana de vida do feto, essas células se renovam sem parar. Toda essa atividade, que só termina com a morte, é para produzir a queratina, uma proteína impermeável que não permite a saída da água, que compõe 70 por cento do organismo humano.
Por isso, na verdade, por mais que uma pele rosada aparente estar cheia de vida, tudo o que se pode ver dela é uma camada de células mortas. As células vivas e arredondadas da epiderme, como é chamada a camada exterior da pele, nascem cerca de meio milímetro abaixo da superfície. Começam a subir gradativamente, empurradas por novas células param de nascer.
A epiderme, por sua vez, tem quatro camadas; as células saem da mais interior delas, a camada germinativa, rumo à camada de Malpighi, onde assumem uma aparência espinhosa; depois, sobem em direção à camada granulosa da epiderme, onde se inicia a formação da queratina, a partir da transformação de certas proteínas; a queratina, vai matando as células aos poucos, tomando o espaço dos seus núcleos. As células chegam mortas à última camada, a córnea, e, de tanto ser empurradas, ficam achatadas como escamas. Onde a pele é mais grossa, como na sola dos pés e na palma das mãos, podem existir camadas extras. De qualquer forma, todo o ciclo de vida da célula epitelial não dura mais de 21 dias.
Para formar as unhas, o organismo recorre ao mesmo processo. Afinal, as unhas nada mais são do que células epiteliais modificadas, cuja queratina atinge o máximo de rigidez. Há alguns milhares de anos sem uma função especial, as unhas são apenas resquício dos duros tempos primitivos em que o homem precisava lutar com garras e dentes pela sobrevivência. Também na epiderme, mais precisamente na camada germinativa, é que ficam os melanócitos, células especializadas em produzir um pigmento preto, a melanina, que se distribui pela pele, dando - lhe cor. Ao contrário do que se poderia pensar, não é o maior ou menor número dessas células que torna as pessoas negras ou brancas; o que conta é a quantidade de melanina que a célula consegue produzir.
A melanina não se limita a colorir: é o melhor dos filtros solares, impedindo a entrada dos raios ultravioleta. Por isso é que se pode ficar bronzeado numa praia, por exemplo: para proteger-se do sol, a pele aumenta a produção da melanina e escurece. Às vezes, a produção é maior em certos melanócitos do que em outros e assim surgem as sardas, pequenas pintinhas escuras. "Essa hiperatividade pode ser causada por hereditariedade", explica o dermatologista Mário Grinblat, do Hospital Albert Einstein de São Paulo, "mas também se sus peita que tenha a ver com certos hormônios femininos, já que as sarda aparecem com maior freqüência em mulheres."
Os poucos raios ultravioleta que conseguem atravessar a barreira de melanina reagem com determinada proteínas das células epiteliais, produzindo a vitamina D, essencial ao fortalecimento dos ossos. Porém, se essa produção for excessiva, causar problemas, como depósitos de cálcio nas juntas. É em cima da produção de vitamina D que muitos cientista tentam explicar as diferenças de cor na espécie humana. Ao longo da evolução, pessoas que viviam sob o sol forte e constante dos trópicos, com os africanos, teriam a pele mais escura porque a carência de vitamina D seria menor; já os habitantes de climas temperados ou frios teriam a pele clara para deixar entrar os poucos raios luminosos e assim manter a sua quota da vitamina. A única exceção, segundo essa teoria, seriam os esquimós, que têm a pele morena, mesmo vivendo no gelo.
Nesse caso, os cientistas observam que a alimentação dos esquimós. baseada em óleo de fígado e pescados crus, já é tão rica em vitamina D que a pele não precisa fabricá-la - daí a produção da melanina, para evitar excessos.
Mas é na derme, camada abaixo da epiderme, que se localiza o centro de operações da pele. Em meio a um líquido gelatinoso, chamado gel coloidal - que reserva água para outras partes do corpo, em caso de emergência - , estão mergulhados músculos, foliculos, glândulas, nervos e vasos.
As terminacões nervosas, especializadas em cinco sensações diferentes - tato, calor, frio, pressão e dor - fazem da pele o mais completo entre os órgãos dos sentidos. Nas regiões mais sensíveis, como nas pontas dos dedos e lábios, chegam a existir duas mil terminações nervosas por centímetro quadrado; já nos ombros, onde a pele é comparativamente menos sensível, não há mais do que quarenta terminações nervosas por centímetro quadrado. A imensa quantidade de vasos sangüíneos existente na derme, capaz até de trazer muito mais sangue do que a pele em si necessita, mostra que ela está a serviço também do sistema circulatório. De fato, quando a pressão arterial sobe muito, com risco de derrame no cérebro ou no coração, até um quarto do sangue que circula pelo corpo pode escapar para a pele, aliviando assim as artérias dos órgãos em perigo. Dai por que pessoas com pressão alta ficam com o rosto corado. A recíproca, no caso, é verdadeira, pois fica-se pálido quando se está com a pressão baixa, porque os vasos da pele se fecham, mandando mais sangue para o resto do corpo, a fim de aumentar a pressão nas artérias.
A circulação na derme, também aumenta ou diminui conforme a temperatura pois a pele está intimamente ligada à região cerebral chamada hipotálamo, que possui duas espécies de termostato. Um deles registra a elevação excessiva da temperatura corporal ou porque o dia está quente ou porque o corpo está em atividade e manda que o sangue circule com maior intensidade pela pele, a fim de dissipar o calor por radiação.
Ao mesmo tempo, certas glândulas da pele começam a produzir um líquido à base de sais, que se evapora em contato com o exterior da pele, provocando um ligeiro resfriamento do corpo: trata-se do popular suor. Calcula-se que um adulto pode produzir diariamente de meio litro a 2 litros de suor.
Quando a temperatura do corpo cai, o outro termostato do hipotálamo entra em ação e cuida para que o suor e a circulação do sangue diminuam. Mas, em dias frios. a terceira e última camada da pele, a hipoderme, abaixo da derme, também tem um papel fundamental, pois é formada por glóbulos de gordura, que servem de isolante térmico. É claro que a espessura dessa camada, além de definir as curvas do corpo, faz a diferença do gorda para o magro. No passado remoto da espécie, a função principal dos pêlos era aquecer. À medida que o homem foi evoluindo, porém, os pêlos foram se atrofiando. Mesmo assim, o corpo humano só não possui pêlos nas palmas das mãos e solas dos pés, ainda que em certas regiões sejam invisíveis a olho nu, como nos rostos femininos.
Um pêlo nada mais é do que um fio de proteína queratina, como a da pele, envolvido por uma capa de queratina dura; a cor do pêlo é dada pelos melanócitos de seu interior. Com o passar dos anos, essas células deixam de produzir a melanina e o pêlo embranquece. Da mesma forma como nos animais, o pêlo humano tem vida curta: os do corpo caem todo ano; os do couro cabeludo duram de dois a seis anos. Apenas não se nota a muda dos pêlos como nos outros animais, porque ela não acontece de forma organizada: cai um ou outro pêlo diariamente, e não todos de uma vez. Para se ter uma idéia, uma pes-soa normal perde em média todo santo dia trinta dos cerca de 300 mil fios que lhe cobrem a cabeça.
Cada pêlo está ligado a uma ou mais glândulas sebáceas. Estas se aproveitam do canal por onde sai o fio para liberar uma substância gordurosa que, junto com o suor, forma a emulsão protetora natural da pele. Existem cerca de dezessete glândulas sebáceas por centímetro quadrado de pele. Nesse mesmo espaço comprimem-se até duzentas glândulas sudoríparas.
"Pele normal é aquela em que as secreções dessas glândulas se equilibram", explica o doutor Mário Grinblat. "O equilíbrio pode dificultar o aparecimento de certas doenças, como pé-de-atleta".
Milhões de microorganismos, na maioria bactérias, habitam a pele humana. Só nas axilas, por exemplo, existem de 2 a 4 milhões de bactérias por centímetro quadrado: são responsáveis, aliás, pelo odor acre do suar, que na origem não tem cheiro algum. Num encontro de dermatologistas americanos, em fevereiro último, em Nova York, revelou-se algo que talvez explique como a pele mantém sob controle aqueles microorganismos: as células epiteliais produzem certas substância anteriormente consideradas exclusivas dos glóbulos brancos do sangue - que ajudam a desenvolver as células T de defesa do organismo.
Os cientistas descobriram que as células epiteliais ativam hormônios, como os sexuais, produzem substâncias equivalentes aos hormônios da tireóide e ainda fabricam uma proteína típica do fígado, que elimina o colesterol. Não se sabe ainda a função dessas substâncias para as células epiteliais. Mas é certo que, quando se danifica a pele em acidentes, está se perdendo parte daquela produção, o que de alguma maneira deve afetar o restante do organismo. Naturalmente, quando acontece um corte superficial na pele, o cérebro manda que se acelere o ritmo de produção de novas células. Mas em acidentes mais graves, como queimaduras, que destroem um pedaço da pele. não existem tantos recursos. Por desempenhar tantas funções ao mesmo tempo, a perda de uma determinada quantidade de pele pode ser fatal. Calcula se que uma pessoa com menos de 30 anos só sobrevive a queimaduras se tiver menos de 75 por cento da pele atingidos; uma pessoa de 45 anos não pode ter mais de 48 por cento da pele afetados; já em pessoas com mais de 75 anos, queimar 20 por cento da área total da pele do corpo é altíssimo risco de vida.
Essa realidade pode mudar com o uso de uma pele artificial, capaz de substituir temporariamente a pele distruída. Há alguns anos, os cientistas têm pesquisado materiais derivados de petróleo, como o silicone, para a fabricação de pele artificial. Mas o produto mais moderno, candidato a substituto à altura do órgão original, por ser biológico, foi desenvolvido pelo pesquisador brasileiro Luis Fernando Farah, 33 anos, de Curitiba, que há um ano e meio patenteou em dezenove países uma celulose para substituir a pele, chamada Bio Fill. A descoberta foi quase um acaso. No réveillon de 1985, Farah se contorcia de dor por ter derramado uma panela de água fervente sobre o corpo. Na ilha do litoral paranaense onde passava o ano novo. não havia recursos. Ele mesmo acabou cuidando da queimadura, rasgando bolhas e tentando colar os pedaços de pele para não deixar o ferimento em carne viva.
Um ano depois, já recuperado, Farah começou a pesquisar algo como uma celulose capaz de substituir a cera de abelha na produção de mel. "Quando cheguei à celulose, lembrei-me do acidente e achei que o material tinha características ideais para substituir a pele. Tratei então de testá-lo e funcionou." Hoje a pele de celulose é usada em hospitais do país inteiro. Além de acelerar a cicatrização e proteger contra infecções, o produto, ao cobrir as terminações nervosas, elimina qualquer sensação de dor. "Os nervos se deixam enganar, enviando ao cérebro a mensagern de que ali existe pele", explica Farah. E de fato a celulose se comporta como uma pele. A pessoa pode levar uma vida normal, e até tomar banho, que a pele irá descascando como se fosse natural, à medida que ocorrer a cicatrização dos tecidos naturais que estão por baixo.
Segundo os especialistas, quase a metade das pessoas que procuram um dermatologista têm um problema estético. Geralmente, segundo Mário Grinblat, elas acreditam que esse problema foi causado por algo que comeram, 0 que não costuma ser verdade. "Raramente um problema de pele está relacionado à alimentação, como a maioria pensa", diz Grinblat. E dá uma grande notícia: "Chocolate nunca causou espinha". Ele acredita, porém, que a pele é um dos órgãos mais facilmente influenciáveis pela mente: "Quando se acha que algo vai causar manchas ou irritações cutâneas, pode apostar que vai mesmo".
As pesquisas na área de estética se concentram mais no combate ao envelhecimento, a maior causa de rugas de preocupação. Na derme, as fibras de proteínas chamadas colágeno e elastina sustentam todo o tecido cutâneo, organizando-se como uma verdadeira rede. Tais fibras parecem molas: esticam ou se contraem quando a pele é puxada num beliscão. Com o passar dos anos, essa rede perde a elasticidade e o tecido a que dá sustentação - ou seja, a pele - fica flácido. A polêmica surge quando se discute o que fazer para manter elástica a rede de sustentação.
Alguns pesquisadores acreditam que o processo é irreversível e apontam o sol como um dos grandes culpados, por desidratar as fibras de proteína, que precisam sempre de absorver água. Cientistas americanos constataram recentemente que a vitamina A, usada em casos de acne, parece provocar a reidratação das fibras elásticas, mas isso ainda está sendo testado. E os cremes, será que funcionam? Depende. As pesquisas mostram que a pele é um dos órgãos com maior capacidade de regeneração, ou seja, ao menos em teoria uma ruga pode desaparecer. Mas, ao mesmo tempo, a pele é extremamente influenciada pelos estados emocionais e pelo modo de vida. "Está provado que, para se recuperar de uma desidratação ou, no caso, do envelhecimento, as fibras elásticas dependem diretamente de uma vida saudável além de tratamentos cosméticos", diz Roberto Papov, da empresa O Boticário. "Não há creme que evite problemas em quem dorme pouco, bebe e fuma muito."

Coisa de pele

Quando alguém se sente atraído por alguém e diz que o motivo é "coisa de pele" sabe exatamente o que está falando. De fato, sexo e pele têm muito em comum. Para começar, através das terminações nervosas cutâneas, pode-se experimentar a sensação das carícias que levam à excitação. Aliás, pele e carinho se associam desde os primeiros dias de vida, pois é pelos afagos e pelo calor transmitido pela pele dos pais que a criança experimenta segurança e conforto.
A pele tem, ainda, alguns recursos próprios para seduzir o próximo (ou a próxima). Na área dos órgãos sexuais, ela se torna mais escura, como se fosse para chamar a atenção; é por esse mesmo motivo que os mamilos têm uma pigmentação mais acentuada.
Os pêlos também entram nesse jogo de assinalar determinadas partes do corpo e diferenciar pele de homem e de mulher. Quando uma pessoa se sente atraída por outra, a pele envia sinais que muitas vezes passam despercebidos, mas nos quais sedutor e seduzida (ou vice-versa) deveriam prestar mais atenção. As palmas das mãos tendem a ficar úmidas porque ali aumenta a produção de suor; o mesmo ocorre na região genital. Enfim, o rosto de quem está apaixonado tende a ficar mais corado, graças a um aumento da circulação sangüínea na superfície cutânea - talvez seja essa coloração rosada o que se costuma chamar "ar de felicidade".

domingo, 26 de dezembro de 2010

Doença rara faz pele de jovem chinês parecer ter 'escamas de peixe'

16/12/2010 11h17 - Atualizado em 16/12/2010 11h17

Doença rara faz pele de jovem chinês parecer ter 'escamas de peixe'
Sun Cheng, de 22 anos, já perdeu dois irmãos com o mesmo distúrbio.
Documentário sobre vida do rapaz com ictiose lamelar foi ao ar nos EUA.


O chinês Sun Cheng, de 22 anos, convive com um distúrbio genético que faz sua pele parecer ter escamas, como um peixe. Dois irmãos do rapaz já morreram pela doença, conhecida como ictiose lamelar. É uma manifestação grave na qual o corpo forma camadas espessas na pele, além de provocar ressecamento e descamação. A história e busca por tratamento do morador da província de Yunnan foram temas de um documentário veiculado nos Estados Unidos nesta semana. As informações são do site do jornal britânico "Daily Telegraph". (Foto: Reprodução / Daily Telegraph)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Peneira de Ozônio - Atmosfera

PENEIRA DE OZÔNIO - Atmosfera



As medições de ozônio na atmosfera começaram nos anos 50, com o objetivo de conhecer melhor a dinâmica do planeta. No início da década de 80, percebeu-se que a camada desse gás sobre a Antártida estava diminuindo a níveis que exigiam atenção. Em 1985, uma equipe de cientistas britânicos, liderada pelo físico Joseph Farman, anunciou a descoberta de um buraco na camada de ozônio. E a situação não demorou a se agravar: dos 20% de perda inicialmente verificada, havia locais em que, no verão de 1987, até 50% do ozônio sobre a Antártida tenha se dissipado.

Tudo indicava que essa alteração no comportamento da camada de ozônio fora provocada pela ação do homem. A emissão contínua na atmosfera de um conjunto de compostos químicos chamados clorofluorcarbonetos, ou CFCs, destruía as moléculas de ozônio. Descobertos na década de 30, os CFCs vinham sendo usados em embalagens aerossóis, em motores de geladeiras e no processo de fabricação de tintas e solventes, entre outras aplicações industriais. Naquele mesmo ano, foi redigido um documento internacional, o Protocolo de Montreal, em que os países se comprometiam a reduzir gradativamente a emissão de CFCs na atmosfera e buscar tecnologias alternativas para a indústria. Ainda não se tinha noção da real gravidade do problema, e o documento foi firmado por menos de 40 países.

No início da década de 90, uma descoberta foi fundamental para que se tivesse um quadro mais abrangente do que estava acontecendo: cientistas constataram que havia um outro buraco, dessa vez cobrindo toda a superfície do Ártico e se espalhando por áreas de concentração populacional. E logo descobriram mais buracos, menores, principalmente no Hemisfério Sul.
Com o avanço das pesquisas, os países que se negavam a ratificar o Protocolo de Montreal perderam seus argumentos. Hoje são 180 países signatários do documento, que prevê a proibição total do uso de CFCs e outros gases até 2015. Mesmo assim, a situação é preocupante. Os CFCs têm vida longa e podem levar muitos anos para atingir a camada de ozônio. Se o Protocolo de Montreal for seguido à risca, calcula-se que a camada comece a se recuperar em meados deste século.

O escudo
A camada de ozônio é uma espécie de capa protetora da Terra encontrada na atmosfera. Ela filtra os raios ultravioleta, que podem causar doenças nos seres humanos, como o câncer de pele,além de prejudicar toda a biodiversidade do planeta. Se ela não existisse, dificilmente alguma espécie conseguiria sobreviver diretamente exposta à tamanha quantidade de radiação solar. A presença de ozônio se dá a partir de 10 quilômetros da superfície terrestre, mas a maior concentração do gás ocorre entre 20 e 34 quilômetros de distância da crosta, segundo relatório do programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Estável durante milhões de anos, a camada vem diminuindo vertiginosamente e de forma heterogênea nas últimas décadas. Nos locais mais vulneráveis, em que ela tem maior contato com elementos químicos destruidores, são formados os chamados "buracos na camada de ozônio". Esse fenômeno é dinâmico, varia conforme a temperatura, a emissão de poluentes, as correntes de vento e a localização geográfica. A primavera é a época em que os buracos crescem mais, podendo se retrair nas outras estações. Os pólos são as regiões em que a situação é mais grave.

O impacto da descoberta
Descoberto um imenso buraco na camada de ozônio sobre a Antártida, em 1985, chamou a atenção da comunidade internacional e levou à assinatura do Protocolo de Montreal, que prevê o banimento dos gases que destroem as moléculas de ozônio

quinta-feira, 11 de março de 2010

Idosa mais tatuada do mundo participa de feira na Espanha

15/05/09 - 17h06 - Atualizado em 15/05/09 - 17h06

Idosa mais tatuada do mundo participa de feira na Espanha
Isobel Varley nasceu em 1937 em Yorkshire, na Inglaterra.
Ela participou da 'II Expotatoo', feira de tatuagem em Gijón.




A septuagenária Isobel Varley é a idosa com maior número de tatuagens do mundo, segundo o Guinness (livro dos recordes). (Foto: Eloy Alonso/Reuters)




Isobel Varley nasceu em 1937 em Yorkshire, na Inglaterra. (Foto: Eloy Alonso/Reuters)




Isobel Varley participou nesta sexta-feira da 'II Expotatoo', feira de tatuagem em Gijón, na Espanha. (Foto: Eloy Alonso/Reuters)