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quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Por que a teoria da relatividade não rendeu o Prêmio Nobel a Albert Einstein

Por que a teoria da relatividade não rendeu o Prêmio Nobel a Albert Einstein

Ao longo da história, o Prêmio Nobel foi um dos reconhecimentos de maior destaque para disciplinas como física, química, medicina, literatura e economia. 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

VIDA - O economista que ajudou milhares de pessoas a conseguirem um rim

VIDA - O economista que ajudou milhares de pessoas a conseguirem um rim

Alvin Roth revolucionou a doação de rins no mundo ao utilizar a teoria econômica para aumentar a disponibilidade de órgãos — Foto: Medicina Sistematizada/Reprodução

O 'mercado de rins' de Alvin Roth mudou a doação do órgão ao redor do mundo e rendeu a ele um prêmio Nobel.

terça-feira, 29 de outubro de 2019

OMS alerta para risco de pandemia que poderia matar 80 milhões de pessoas em 36 horas

OMS alerta para risco de pandemia que poderia matar 80 milhões de pessoas em 36 horas


Especialistas da Organização Mundial de Saúde (OMS) fazem um alerta: o mundo está despreparado para os riscos crescentes de uma pandemia global.  

domingo, 13 de outubro de 2019

Estudo indica que imigrantes fazem bem para a economia de um país

Estudo indica que imigrantes fazem bem para a economia de um país


Um estudo feito a partir de dados de fluxos migratórios na Europa nos últimos 30 anos revelou que a imigração traz resultados positivos para a economia. 

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Conheça a importância dos imigrantes brasileiros na reconstrução da economia portuguesa

Conheça a importância dos imigrantes brasileiros na reconstrução da economia portuguesa


A maior comunidade estrangeira de Portugal é formada por brasileiros. 

sábado, 17 de agosto de 2019

Desvendando o mistério dos juros - Por que eles são tão altos no Brasil ?

Desvendando o mistério dos juros - Por que eles são tão altos no Brasil ?


O Brasil é frequentemente citado como um dos países com os maiores juros do planeta. 

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Pesquisa aponta que imigrantes fundaram quase metade das maiores empresas dos EUA

Pesquisa aponta que imigrantes fundaram quase metade das maiores empresas dos EUA


Uma nova pesquisa aponta que a imigração traz benefícios para a economia dos Estados Unidos. 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

10 COISAS QUE TALVEZ VOCÊ NÃO SAIBA SOBRE O IMPÉRIO BIZANTINO

10 COISAS QUE TALVEZ VOCÊ NÃO SAIBA SOBRE O IMPÉRIO BIZANTINO


O ano de 476 d.C. é normalmente citado como o ano em que o Império Romano ruiu, mas sua metade oriental viveu por mais mil anos na forma do Império Bizantino, um reino poderoso com base em Constantinopla (a atual Istambul). Esse Império Romano do Oriente possuía muitas características do seu correspondente ocidental – alta cultura, uma economia em expansão, arquitetura deslumbrante e líderes cruéis e sedentos por poder – e serviu como baluarte contra invasões na Europa até 1453, quando foi finalmente derrubado pelos turcos otomanos. Conheça abaixo 10 fatos fascinantes sobre o império medieval que fez a ponte entre o mundo clássico e o Renascimento.

domingo, 12 de agosto de 2018

O movimento das microcasas pode ajudar a resolver crise habitacional nos EUA


O movimento das microcasas pode ajudar a resolver crise habitacional nos EUA




As chamadas microcasas, popularizadas nos Estados Unidos a partir da 
crise econômica de 2008, continuam ganhando visibilidade em várias 
cidades americanas (Foto: TinyDwellingCo/Divulgação via BBC)


De empreendimentos de luxo a abrigos para sem-teto, as chamadas microcasas, popularizadas nos EUA a partir da crise econômica de 2008, continuam ganhando visibilidade em várias cidades americanas. 

sábado, 5 de agosto de 2017

A imensa e crescente zona morta do Golfo do México - Onde a vida marinha não sobrevive


A imensa e crescente zona morta do Golfo do México - Onde a vida marinha não sobrevive

Golfo do México é cercado pelas costas de Cuba, Estados Unidos e México. A 'zona morta' fica na foz do rio Mississipi, perto de Nova Orleans (Foto: Lumcon)

Cientistas alertam para as consequências desta expansão, que afeta espécies, ecossistemas marinhos e a economia local.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Descoberto asteroide que pode destruir a economia mundial


Descoberto asteroide que pode destruir a economia mundial


Asteroide composto inteiramente de metais nobres pode mudar nossa referência econômica!

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Chuveiro permite tomar “banho demorado” gastando 10 litros de água


Chuveiro permite tomar “banho demorado” gastando  10 litros de água


O princípio é o mesmo de outros chuveiros ecológicos: o reaproveitamento da água. Mas, com a diferença de que, em vez de reaproveitar a água para outros fins, como para acionar a descarga do vaso, o chuveiro Showerloop reaproveita a água para o próprio banho.

terça-feira, 22 de março de 2016

Dia Mundial da Água - 78% dos empregos no mundo dependem de recursos hídricos


Dia Mundial da Água - 78% dos empregos no mundo dependem de recursos hídricos


No Dia Mundial da Água, ONU alerta para a relação entre a falta de fornecimento adequado e o desempregoArquivo/Agência Brasil

A falta de fornecimento de água seguro, adequado e confiável para os setores altamente dependentes de recursos hídricos resulta na perda ou no desaparecimento de empregos e pode limitar o crescimento econômico mundial nos próximos anos, “a menos que exista infraestrutura suficiente para gerenciar e armazenar a água”. O alerta é feito hoje (22), Dia Mundial da Água, pela Organização das Nações Unidas (ONU).

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Alô, Alô, Câmbio - Economês Traduzido

ALÔ, ALÔ, CÂMBIO - Economês Traduzido



Antes um assunto obscuro de especialistas, o câmbio virou centro das atenções desde que governos inventaram de estabilizar suas economias com base nele. Agora, você tem que saber como funciona o câmbio para dormir tranqüilo. Ou para entender por que muita gente anda perdendo o sono.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Todo o Dinheiro do Mundo - História



TODO O DINHEIRO DO MUNDO - Historia



O dinheiro parece tão indispensável que não há quem ache ter demais. Na sua milenar trajetória, vale também como medida das mudanças nas sociedades humanas.

Ao morrer, em 1715, o rei francês Luís XIV deixou o Tesouro Nacional em petição de miséria. Era uma situação sob medida para um astuto economista escocês chamado John Law, cujas propostas de reforma bancária não haviam porém entusiasmado seus compatriotas e cujo currículo incluía o assassínio de um desafeto em duelo e a autoria de um tratado sobre moedas e comércio. Law desembarcou em Paris em 1716 ansioso por oferecer ao regente da Coroa, o duque de Orléans, um remédio infalível para a falência do governo. O esquema era um ovo de Colombo: o regente lhe daria a permissão para abrir um banco e, em troca, o banco assumiria não só a dívida pública mas também os débitos pessoais de Sua Alteza, emitindo títulos pelos quais se comprometia com os credores a pagar o seu valor em ouro e prata.
Os metais preciosos viriam do Novo Mundo, mais precisamente dos vastos territórios franceses na América do Norte, no que hoje são os Estados de Louisiana e Mississípi, onde haveria incalculáveis reservas minerais a serem exploradas por um companhia criada por Law - em regime de monopólio, naturalmente. Mais do que depressa, o duque aceitou. E, enquanto os franceses acreditaram no projeto, tudo correu às mil maravilhas. As ações da companhia do escocês dispararam na Bolsa parisiense, a Coroa livrou-se de suas dívidas e os credores sonharam com fortunas em ouro e prata.
Mas não demorou até que se descobrisse que não havia metal nobre capaz de servir de lastro aos papagaios emitidos pela Banque Royale de Mister Law. O banco quebrou, o banqueiro fugiu da França (para morrer na miséria em Veneza) e os franceses mais desbocados recomendaram que aqueles papéis fossem usados para outro fim. O episódio entrou para a história como uma parábola sobre a confiança dos homens no valor do dinheiro e das promessas que não valem o papel em que são impressas. Tudo começou há bem mais de 2 mil anos, provavelmente no século VII a.C., quando os comerciantes da rica cidade de Lídia, Ásia Menor, começaram a trocar as mercadorias que adquiriam, não por outras mercadorias, como era o costume, mas por pequenos discos feitos de uma rara liga de ouro e prata existente na região, de nome electrum, em latim.
Em pouco tempo, essas plaquetas, cuja marca registrada era a estampa com o símbolo do rei, como um leão ou um escaravelho, espalharam-se pelas cidades gregas do Mediterrâneo e por suas colônias na Sicília e na Itália. Não tardou muito para que a idéia de usar discos semelhantes, feitos de ouro ou prata, se espalhasse pelo mundo. Os romanos chamaram essas placas monetae, tabletes de metal, e delas se originou algo que, mesmo não trazendo felicidade, como costumam dizer os que não o tem tanto quanto gostariam, é com certeza um dos supremos motivos de alegria e de aflição do homem: o dinheiro.
Na realidade, a idéia de trocar bens como alimentos, vestimentas, cabeças de gado, utensílios e mesmo escravos por peças de metal antecede à fundação da cidade de Lídia. De fato, desde que o homem do Período Neolítico, há cerca de 10 mil anos, deixou de perambular atrás de casa e comida, passando a viver em grupos com endereço certo e sabido, e a trabalhar a terra, começou a produzir mais do que era capaz de consumir. Surgiu assim aquilo que os economistas tanto apreciam - o excedente. E a partir daí a vida humana não seria mais a mesma.
Alguns produtos excedentes, mas nem por isso menos valorizados, transformaram-se em mercadoria de troca, inaugurando o toma-lá-dá-cá que se tornaria atividade central das sociedades humanas e assumiria o nome de comércio. Gêneros bem votados nesse primitivo sistema de trocas era o sal, que deu origem à palavra salário, e o gado, do qual derivou o termo pecúnia. Os metais foram uma preferência natural daqueles protocomerciantes, porque não se estragavam, podiam ser partidos em pedacinhos e carregados com facilidade, ao contrário, por exemplo, de uma vaca. Ao que se sabe, os chineses tiveram a primazia de usar peças de bronze de diferentes formatos, para efeito de negócios, cerca de 3 mil anos atrás.
No entanto, a criação de sistemas comerciais à base de moedas de ouro, prata ou cobre, cada qual com a indicação do seu peso, foi mesmo uma idéia dos espertos lídios. Durante o reinado de Alexandre, o Grande da Macedônia, no século IV a.C., adotou-se a praxe, repetida até hoje nas cédulas de papel, de estampar nas moedas a cabeça do soberano. O objetivo era menos usar a real efígie como aval do peso e da qualidade atribuídos ao metal do que promover o culto da personalidade de Suas Majestades - naturalmente, por iniciativa deles próprios. Às vezes, porém, podia se dar o reverso da medalha. Após a morte do imperador romano Calígula, no primeiro século da era cristã, por exemplo, todo o dinheiro por ele patrocinado foi recolhido e fundido para que nem o nome nem as feições do tirano entrassem para a história.
"Que ninguém tenha dúvidas", ensinou o festejado economista americano John Kenneth Galbraith, no magnífico seriado que escreveu para a televisão, A era da incerteza: "Poucas invenções humanas se prestaram tanto aos abusos como o dinheiro". De fato, séculos a fio após o seu aparecimento, ninguém em parte alguma tinha como saber de antemão se as moedas valiam o que diziam. Os mais desconfiados adquiriram o hábito de morder o metal antes de aceitá-lo, para perceber pela consistência se era realmente ouro, prata ou bronze - isso, além de exigir bons dentes, o que não era lá muito comum naqueles tempos, supunha um refinado conhecimento, também algo incomum, para a felicidade geral dos falsários.
Estes, ao longo da História, freqüentemente residiam nos melhores palácios e não precisavam se esconder da polícia: os governantes mais esbanjadores ou premidos pelas necessidades, ou ambas as coisas - e que parecem ter sido a maioria -, descobriram que a quantidade de metal precioso nas moedas podia ser discretamente reduzida e substituída. Os gregos, sobretudo os atenienses, parecem ter resistido à tentação de aguar sua moeda, por entender que essa política, a longo prazo seria desastrosa para os negócios da cidade-estado, algo merecedor dos aplausos mais entusiásticos dos modernos economistas da escola apropriadamente chamada monetarista.
Assim, após a divisão do Império Romano em 395, com a reafirmação de influência grega na fatia oriental, em Constantinopla, o besante, a moeda local, foi reconhecido como símbolo de dinheiro forte. Mas do lado de cá do Mar Egeu, o exemplo grego não pegou bem, sobretudo em Roma, cujos governantes pareciam querer levar vantagem em tudo, sempre. No século II, o denário - moeda de prata que deu origem à palavra dinheiro - de prata possuía, se tanto, uns 5 por cento; os outros 95 eram puro cobre. Seguindo a lição que vinha de cima, os comerciantes ainda raspavam o pouco de prata que restava nas bordas das moedas para aumentar os seus lucros.
A prática era sedutora demais para não se propagar durante a Idade Média, uma época em que qualquer um - reis, sacerdotes, senhores feudais e nobres em geral - podia fazer dinheiro, literalmente, sem controle algum. A tal ponto chegou esse festival de falsidades na Europa que no ocaso dos tempos medievais nem sequer o camponês mais inocente ainda acreditava no valor da face do dinheiro que recebia. Criou-se o hábito de pesá-lo, antes de consumar qualquer transação. E, no final do século XVI, com a Revolução Comercial, quando os mercadores de Amsterdam, nos Países Baixos, se tornaram os maiores negociantes europeus, foi preciso publicar um manual listando toda a parafernália de moedas em curso. Conseguiu-se enumerar 846 dinheiros diferentes, cada qual com variadas porcentagens de ouro e prata.
Adulteradas, cortadas, limadas, as moedas medievais acabaram por se tornar algo que horrorizaria os velhos lídios - um senhor complicador para a boa marcha da economia. E muita gente começou a pensar seriamente em cambiar o sistema. Nicolau Copérnico (1473-1543), o astrônomo polonês que formulou a teoria de que a Terra gira em torno do Sol, e não o contrário, muitas vezes mandou para o espaço os assuntos cósmicos em troca de algo mais palpável, como a idéia da criação de uma moeda unificada em cada país. Atribui-se a ele a ajuizada afirmação de que "entre as desgraças que habitualmente levam à decadência dos reinos, principados e repúblicas, as quatros principais são as lutas, as pestes, a terra estéril e a deterioração do dinheiro".
Copérnico não foi o único homem de gênio interessado em tornar o metal menos vil. Além de projetar helicópteros, submarinos, espingardas e teares, e de pintar sorrisos enigmáticos, o italiano Leonardo da Vinci (1452-1519) projetou máquinas mais modernas para a fabricação de moedas. Até aquela época, elas eram feitas uma a uma, ensanduichando-se um metal entre duas matrizes. A partir do século XV, graças a Leonardo e outros, elas passaram a ser produzidas em série, com cilindros de lâminas de metal onde se cortavam muitas moedas ao mesmo tempo. Depois disso, ganharam bordas requintadas, que serviam também de proteção contra os raspadores de ouro e prata.
Qualidade e quantidade, no entanto, não dependiam apenas do método de fabricação, mas dos rumos da economia. Durante a interminável Guerra dos Cem Anos na Europa (1339-1453), as despesas públicas dos reinos chegaram a ser quatro vezes maiores que os recursos de que os monarcas dispunham. O remédio foi apelar para a velha prática romana. Cada governante passou a cunhar o dobro de moedas do que recebia de impostos. O dinheiro resultante continuava a se chamar coroa, libra ou franco, conforme o país, mas o valor era obviamente menor. "Era como andar de bicicleta", compara o professor Hilário Franco Júnior, da Universidade de São Paulo, autor de uma história econômica. "Uma vez iniciado o processo, os reis não podiam parar."
No século XVI, quando o ouro do Novo Mundo inundou a Europa, trazido pelos galeões espanhóis e portugueses, aconteceu o processo inverso. Já não havia necessidade de adulterar as moedas, pois circulava metal nobre suficiente para dar, vender e emprestar. Em 1580, por exemplo, a Casa da Moeda da Espanha fabricou oito vezes mais dinheiro do que em 1520. Como sempre as pessoas comuns pagavam a conta: se antes o dinheiro perdia valor por falta de lastro, agora perdia poder de compra por excesso de reservas. Ou seja, com tanto metal em circulação, o resultado foi um aumento explosivo nos preços.
O caminho estava aberto para a grande mudança que iria ocorrer com o advento do papel-moeda. A rigor, isso não era novidade na Europa, desde que os primeiros mercadores e prestamistas - os banquerii de Veneza e Gênova - usaram papéis manuscritos como promessas de pagamento aos seus portadores, os ancestrais das promissórias de hoje. Mas à medida que nasciam os bancos estatais, o sistema de títulos entrou em alta por ser mais seguro e fácil de transportar. "Essas notas ainda não podiam ser chamadas de dinheiro, pois apenas em operações determinadas substituíam as moedas", explica Hilário Franco, da USP.
Como no caso das moedas, a teoria de Galbraith de que "poucas invenções humanas se prestaram tanto aos abusos como o dinheiro" se repetiu na história do papel, haja vista, entre tantos outros, o pouco edificante episódio protagonizado por John Law e pelo duque de Orléans na França do século XVIII. "O papel-moeda só funciona quando existe confiança em que haja uma reserva por trás que lhe assegure o valor", explica o economista Flávio Saes, professor de História Econômica, também da USP. Foi o que aconteceu em 1689 nas colônias inglesas da América. Naquele ano, Inglaterra e França iniciaram uma guerra pela posse do Canadá. A colônia de Massachusetts, no nordeste dos atuais Estados Unidos, foi convocada a criar uma milícia para combater do lado dos ingleses. Na falta de moeda para pagar os soldados e comprar suprimentos, o governo autorizou a impressão de papel com valor equivalente. Terminada a guerra, as notas seriam honradas pelos ingleses. Como os cidadãos confiavam que teriam o dinheiro na troca, esses antepassados do dólar entraram rapidamente em circulação. Resultado: por volta da metade do século XVIII, todas as treze colônias americanas usavam papel como dinheiro.
As notas inventadas nas colônias inglesas pagaram a Guerra da Independência americana. Da mesma forma, na França, os assignats - que tinham como garantia as terras pertencentes à Igreja e aos nobres - sustentaram o início da Revolução de 1789. O dinheiro impresso também sustentou a rebelião dos Estados Confederados na Guerra de Secessão americana de 1861 a 1865, lastreado na produção de algodão dos Estados do Sul, e a Revolução Russa em 1917. Em todos esses casos, porém, como foram emitidas em grande quantidade e sem lastro suficiente, as cédulas acabaram provocando um fenômeno com o qual todo brasileiro está hiperfamiliarizado: uma grande inflação. Seja como for, o papel-moeda virou sinônimo de dinheiro.
"As moedas não se tornaram obsoletas", observa Ítalo Gasparini Filho, chefe do Departamento do Meio Circulante do Banco Central, ouvido por Marta San Juan França. "Mas com o tempo passaram a ser utilizadas apenas para fazer o troco ou em pequenas poupanças." O fim das moedas de ouro e prata marcou também o fim da utilização dos metais nobres como lastro da economia. "Atualmente o que fixa o valor das moedas nos mercados internacionais são as relações comerciais entre os países", explica o professor Flávio Saes. As notas se expandiram, ganharam novas cores, vinhetas e desenhos. Os motivos são estéticos, mas também ideológicos. O dólar, assim chamado por causa do táler, moeda alemã do século XV, homenageia heróis americanos. 
Em outros lugares, as notas apresentam o brasão do país, monumentos, lugares, espécimes da fauna e flora, e símbolos dos principais recursos econômicos. "A tendência atual no mundo inteiro é homenagear as figuras das artes, das ciências e da literatura", informa Ítalo Gasparini, do Banco Central. Ele lembra por exemplo o caso do ex-presidente Juscelino Kubitschek, cuja imagem foi vetada em 1984 pelo general-presidente João Batista Figueiredo para a cédula de 10 mil cruzeiros. Gasparini acredita que as cédulas ainda vão durar muito tempo, tanto quanto as moedas. Mas economistas como Flávio Saes acreditam que a tendência é o virtual desaparecimento do dinheiro vivo nas transações cotidianas, substituído pelos cheques e cartões de crédito. "No futuro, em vez de papel, teremos terminais de compra", prevê Saes. "Além das transferências normais entre bancos, os computadores vão se encarregar também dos negócios menores."
O fundamento do processo, porém, continuará a ser o mesmo, ou seja, o contrato social implícito em todo e qualquer ato envolvendo dinheiro. Esse pacto é o que faz com que uma pessoa aceite dinheiro (ou seus equivalentes, como cheque, cartão etc.) de outra; ela sabe que quando chegar a sua vez de fazer um pagamento o recebedor também o aceitará. O dinheiro vale, portanto, porque as pessoas confiam no seu valor. De todas as convenções que tornam possível a vida em sociedade, poucas certamente hão de ser tão fortes de duradouras.

Muitos nomes, pouco valor

São 2,3 bilhões de cédulas e 1,2 bilhão de moedas. Essa foi a produção apenas deste ano da Casa da Moeda do Brasil, a maior fábrica de dinheiro da América Latina, responsável não apenas pelos desvalorizados cruzados novos como também por uma parte das notas em circulação no Equador. Toda a dinheirama brasileira tem um padrão comum: as moedas são muito simples, finas, de aço inoxidável. As notas, que exibem brasileiros ilustres como Machado de Assis, Portinari, Carlos Chagas, Carlos Drummond de Andrade e Cecília Meireles, têm cinco valores diferentes. O valor, naturalmente, vai depender da economia do país - e essa é outra história.
Desde o período colonial, com efeito, o Brasil teve 37 tipos diferentes de dinheiro, sempre em função da inflação. As oficinas monetárias, que funcionaram em Salvador, Recife, Rio de Janeiro e Vila Rica, criaram o real, que ficou conhecido no início do século XX como mil-réis. Dobrões, patacas, vinténs, cruzados e tostões são algumas das variações dessa moeda que sempre perdeu a corrida para a alta dos preços. No passado, a emissão sem controle de dinheiro por bancos diferentes muitas vezes inundou o país de moedas sem lastro, causando sérias crises.
Centralizar a emissão de dinheiro foi algo que só ocorreu um 1964, com a criação do Banco Central. Mas, com a economia desorganizada, o cruzeiro, instituído em 1942, deu lugar em 1967 ao cruzeiro novo. Um milhão passou a valer mil e mil passou a valer um. A história se repetiria: com o tempo o cruzeiro deixou de ser novo  e foi adquirindo um número cada vez maior de zeros, até que em fevereiro de 1986 tornou-se cruzado (três zeros a menos) e cruzado novo (menos três) no início deste ano. No andar da carruagem, o Brasil chegará à década de 90 já com outro dinheiro.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Emprego que não acaba mais - Futuro

EMPREGO QUE NÃO ACABA MAIS - Futuro



Em meados dos anos 90, o economista americano Jeremy Rifkin causou polêmica com seu livro O Fim do Emprego (Makron Books), no qual previa que a era do emprego estava com os dias contados. Segundo Rifkin, o aumento da produtividade resultante da adoção de novas tecnologias - como a informática, a robótica e as telecomunicações - iria provocar efeitos devastadores no nível de emprego mundial. Milhões de pessoas perderiam seu ganha-pão no campo, na indústria e no setor de serviços. Somente uma pequena elite de trabalhadores especializados conseguiria prosperar numa economia global dominada pela tecnologia.

Rifkin estava certo? As estatísticas sobre o mercado de trabalho mundial parecem lhe dar razão. As taxas de desemprego, aqui no Brasil e lá fora, não param de bater recordes. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), há pelo menos 550 milhões de pessoas no planeta - 20% do total de trabalhadores - que sobrevivem com remuneração inferior a 1 dólar por dia. Além de ganhar mal, muitos enfrentam longas jornadas e péssimas condições de trabalho. E mais: das 186 milhões de pessoas consideradas oficialmente desempregadas no mundo no final de 2003, quase a metade (47%) tinha entre 15 e 24 anos, desenhando um futuro especialmente nebuloso para os mais jovens.

Mas nem todos concordam com os prognósticos pessimistas de Rifkin. "Embora a tecnologia possa tanto criar trabalhos como extingui-los, o efeito líquido é geralmente o aumento do emprego", diz um relatório do Future of Work, um programa do governo neozelandês que discute as grandes tendências no mercado de trabalho. "Ao aumentar a produtividade, a tecnologia aumenta a renda e, portanto, a demanda na economia como um todo", afirma o estudo. Que, no entanto, reconhece que o problema não é tão simples: "Motivo de maior preocupação é que trabalhadores que perderam seus empregos devido a mudanças na tecnologia podem não ter as habilidades ou os meios para adquirir as habilidades que serão exigidas no mercado de trabalho do futuro".

Se a tecnologia pode decretar o fim do emprego para alguns, ela pode, paradoxalmente, representar um aumento do trabalho para muitos. Nos últimos anos, o advento de inovações como a internet e o telefone celular acabou com as limitações de tempo e espaço. Qualquer pessoa pode hoje ser encontrada a qualquer momento, em qualquer lugar, ampliando seu ambiente virtual de trabalho. "Se não houver uma mudança no perfil cultural da sociedade como um todo, as tecnologias só trarão mais e mais trabalho para a vida das pessoas", diz o consultor Simon Franco.



FLEXIBILIZAÇÃO

Franco é um dos que não acreditam na extinção pura e simples do emprego, mas está convencido de que mudanças importantes deverão ocorrer nos próximos anos. Segundo ele, há no mundo uma tendência de flexibilização das leis trabalhistas, o que vai permitir a geração de novas vagas no mercado de trabalho formal. "Na França só é permitido dispensar um colaborador após seis meses da sua contratação. No Brasil, as leis trabalhistas foram criadas por Getúlio Vargas, um ditador populista que precisava do apoio das massas para se manter no poder. Normas criadas para superproteger o cidadão trabalhador tornam a geração de novos postos insustentável", diz Franco.

Outra tendência apontada pelo consultor - e que deverá propiciar novas oportunidades de trabalho - é o aumento da mobilidade internacional de mão-de-obra graças ao relaxamento das leis de migração em alguns países. Nos Estados Unidos, por exemplo, o número de vistos concedidos a profissionais de outras nações dobrou na última década. Outros países desenvolvidos deverão enfrentar uma escassez na oferta de mão-de-obra, em conseqüência da contínua queda nas taxas de natalidade. Nos 30 países ricos que formam a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a previsão é que, nos próximos 25 anos, cerca de 70 milhões de pessoas deverão se aposentar, enquanto apenas 5 milhões de jovens ingressarão no mercado de trabalho - gerando um déficit de 65 milhões de trabalhadores somente nesse bloco de países. "O que se observa é o esforço de governos para tornar possível a entrada de profissionais estrangeiros competentes", diz Franco. O profissional do futuro, segundo ele, não terá fronteiras: vai encontrar trabalho aqui, na Europa ou no Japão com o mesmo esforço.



SALÁRIOS VARIÁVEIS

Uma mudança significativa deverá ocorrer também na forma de remuneração dos trabalhadores. Cada vez mais, eles serão pagos de acordo com seu desempenho, indica uma pesquisa realizada pela consultoria Hewitt Associates em 36 países. "Vinte e nove por cento das 55 empresas de grande porte entrevistadas disseram que estão substituindo a política de aumentos do salário-base por programas de remuneração variável, como ganhos com participação sobre os lucros e bônus para funcionários de alto desempenho", diz Patrícia Hanai, consultora de remuneração da Hewitt.

Em função dessa mudança no sistema de remuneração, os funcionários deverão participar mais ativamente dos planos estratégicos das corporações no futuro, acredita o consultor Simon Franco. "A administração participativa, ou seja, aquela em que todos os funcionários se reúnem para tomar decisões no ambiente de trabalho, ganhará força", prevê Franco. "Isso porque a globalização vai aumentar a competitividade entre as empresas e seus colaboradores terão de encarar esse desafio como se fosse deles, o que de fato é, já que seus empregos irão depender do sucesso das corporações em que trabalham."



DUAS CARREIRAS

Em muitos países, o declínio das taxas de natalidade deve fazer com que os mais velhos adiem sua aposentadoria. "Vantagens especiais serão oferecidas aos profissionais acima de 45 anos para que permaneçam em seus cargos", prevê o programa Future of Work.
Esse fenômeno, aliado ao aumento da expectativa de vida, deve fazer com que muitas pessoas repensem suas carreiras profissionais. Gilberto Guimarães, diretor da consultoria francesa BPI no Brasil, aponta a tendência de se planejar duas carreiras: uma antes da aposentadoria, outra depois dela. Isso porque, após 30 ou 35 anos de trabalho, ainda restam ao menos 25 de vida pela frente. Se não pela necessidade financeira, essa segunda carreira poderá cumprir o papel de manter ocupadas pessoas ainda saudáveis. "A busca de um novo meio de trabalho após a aposentadoria já é uma realidade e vai ganhar impulso no futuro", afirma Guimarães.


Tendências




- LEGISLAÇÃO

Para poder gerar mais empregos, os governos terão de flexibilizar as leis trabalhistas. Alguns países vão mudar as leis de migração para atrair profissionais estrangeiros qualificados.



- REMUNERAÇÃO

Os salários tendem a tornar-se variáveis, baseados na produtividade. E os funcionários terão maior participação nas decisões das empresas.



- APOSENTADORIA
Muitas pessoas vão estender sua permanência no mercado de trabalho. E terão duas carreiras: uma antes da aposentadoria, outra depois dela.


Profissões do futuro




O físico britânico Stephen Hawking afirma que a única atividade que as máquinas não podem executar é o pensamento, a criação - para todo o resto, existem os computadores. Não à toa, o consultor Simon Franco diz que a capacidade de pensar é o aspecto mais procurado em um profissional e tende a ser cada vez mais valorizada. "Os indivíduos mais requisitados pelas empresas são aqueles capazes de se comunicar em várias línguas e questionar as informações que recebem", diz.

No livro As Profissões do Futuro (Publifolha, 2001), o economista e sociólogo Gilson Schwartz diz que, após a explosão de crescimento da internet, permaneceram as profissões criadas para atuar em redes de conhecimento. Coordenadores de projetos na rede mundial de computadores, gerentes de terceirização, administradores de comunidades virtuais são algumas oportunidades que estão em alta em diversas partes do mundo.

A biotecnologia é outra área promissora. Deverá demandar profissionais qualificados em atividades como agricultura e pecuária, engenharia de alimentos, saúde e meio ambiente. Parasitologia, bioquímica e genética são algumas especializações que vão despertar o interesse de grandes indústrias e institutos de pesquisa, graças, em especial, ao avanço do uso de células-tronco no tratamento de doenças.
A crescente preocupação com a qualidade de vida deve abrir um leque de oportunidades para profissionais com formação na área de humanas. "Com o aumento da longevidade do homem, haverá oportunidades crescentes para arquitetos, engenheiros e profissionais de turismo, entre outros, capazes de criar produtos e serviços para atender esse público dos mais idosos", diz Simon Franco.


segunda-feira, 2 de maio de 2011

Google Ventures investe em tecnologia para poupar eletricidade

23/02/2011 17h46 - Atualizado em 23/02/2011 17h46

Google Ventures investe em tecnologia para poupar eletricidade

MOUNTAIN VIEW, Califórnia (Reuters) - A Google Ventures, unidade de capital de risco do Google, anunciou que investirá em uma tecnologia de conversão de energia que pode poupar eletricidade usada por uma série de produtos, de aparelhos eletrônicos a carros híbridos.

A Google Ventures, a Kleiner Perkins e outros investidores de capital de risco anunciaram uma rodada de aportes de 20 milhões de dólares de seus fundos para a Transphorm. A empresa evita perdas de energia que resultam da conversão da corrente alternada, fornecida nas tomadas, para corrente contínua, usada por computadores e aparelhos elétricos.

Cerca de 10 por cento da energia perdida nos Estados Unidos ocorre em conversões --em adaptadores ineficientes de laptops que causam aquecimento, por exemplo.

A tecnologia, que reduz as perdas em conversões em 90 por cento, conseguiria poupar toda a energia necessária para abastecer a Costa Oeste dos EUA se o país inteiro a adotar, segundo os executivos.

A Transphorm começará a lançar produtos ainda este ano, direcionados para o mercado de dados de computadores.

Ainda não há detalhes sobre qual foi a parcela aplicada por cada um dos investidores.


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C=43603
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terça-feira, 19 de abril de 2011

Dinheirama - A História do dinheiro

DINHEIRAMA - A História do Dinheiro



Troca - Até 2500 a.C.

Para conseguir leite, um artesão que só faz sapatos precisa encontrar um produtor disposto a trocar leite por sapatos. Numa sociedade sem moeda, a saída é a troca de bens, que limita muito o comércio

Primeiras moedas - Até 650 a.C.

Soldados romanos precisam receber algo que valha para trocas. O pagamento é feito com sal (origem do nosso "salário"), conchas, pregos e manteiga

Especialização - A partir de 640 a.C.

Já que é possível trocar produtos por uma moeda, os artesãos não precisam se preocupar em diversificar a produção. Quanto melhores forem seus sapatos, mais moedas você vai ganhar por eles. Assim, vale a pena se especializar em um só serviço

Moeda moderna - 575 a.C.

Ouro, sal e prata valem seu peso, mas nem toda moeda tem valor tão literal. Os gregos fazem a primeira desvalorização: em vez de converter 6 mil dracmas em 1 talento, que seria natural, a cotação passa a ser de 6 300. A diferença vai para os cofres públicos

Inflação - A partir do século 1 a.C.

O excesso de moeda faz com que ela valha menos (é a lei da oferta e da procura). É necessária mais moeda para comprar algo, os preços sobem e surge a inflação

Voltando ao passado - Século 5

A ruína do Império Romano faz nascer pequenos e fracos reinos feudais. Sem um Estado forte, o comércio internacional quase desaparece e deixa de haver interesse na cunhagem de moedas em alta escala. Volta o escambo

Renasce a moeda - Século 12

Para financiar as cruzadas, nobres vendem seus bens. A Igreja, através da Ordem dos Templários, cumpre o papel dos banqueiros e também passa a financiar as expedições

Contra a usura - Século 12

A Igreja proíbe que a dívida do nobre que parte para a Cruzada seja cobrada com juros - alegava que tirar proveito do esforço da evangelização é pecado. No Concílio de Viena, um século e meio depois, manda excomungar governantes que admitirem a usura

Casas bancárias - Século 15

Em Veneza, Florença e Gênova, casas bancárias assumem o papel de financiadoras. Para driblar a Igreja, desenvolvem letras cambiais: o comprador acerta com o banco para que ele emita um papel com determinado valor. A comissão que cabia aos banqueiros era descontada

Tulipas na holanda - Século 17

Primórdio das ondas especulativas: a flor é usada como dote e trocada por empresas. Logo surge o mercado futuro de tulipas: leva-se um vale para ser trocado na época da colheita

Sistema de law - Século 17

Em Paris, em troca de assumir as dívidas da Coroa, John Law obtém permissão de Luís XIV para fundar um banco. Os depósitos são garantidos não pelas reservas de ouro ou prata, mas pela posse de terras

Papel-moeda - Século 17

Na colônia americana, há um erro de cálculo no soldo dos soldados. Como faltava ouro e prata, eles recebem uma promessa de dinheiro na forma de notas promissórias. Essas notas passam a circular de mão em mão exatamente como o nosso papel-moeda

Prisão - O caso Barings

Em 1995, Nicholas Leeson, um simples operador, quebrou o banco de investimentos onde trabalhava, o ING Barings. Leeson comprou contratos futuros apostando na recuperação da Bolsa japonesa, o que não aconteceu

Bancos centrais - A partir do século 17

A Inglaterra funda o primeiro banco central: o Banco da Inglaterra. Os financiadores obtêm o direito de fazer empréstimos. Com o passar do tempo, o banco assume o monopólio de emissão da moeda. Bancos Centrais passam a ser fundados em todos os países

Muita moeda - Século 18

Revolucionários da América do Norte começam a imprimir um papel-moeda chamado continental. Essa emissão indiscriminada provoca desvalorização e estimula a inflação

Padrão-ouro - Século 19

Na Inglaterra, surge o primeiro padrão monetário internacional. A quantidade de moeda dos países passa a ser determinada por suas reservas em ouro

Abalo de ouro - Século 20

Instituído no Brasil a partir de 1870, e na França e EUA na segunda metade do século 20, o padrão ouro sofre seu primeiro grande abalo em 1914, com a 1ª Guerra. Os países envolvidos têm que emitir papel-moeda sem lastro para arcar com os gastos militares

O fim do ouro - Século 20

Em 1971, o então presidente dos EUA, Richard Nixon, desvincula o dólar do ouro, motivado pela necessidade de emitir papéis para financiar a Guerra do Vietnã. O dinheiro passa a ter como único lastro a confiança que a sociedade deposita nele

Bolsas de valores - Século 20

Em Amsterdã, as primeiras bolsas - locais onde se negociam papéis e ações - surgem no século 17. A ascensão do mercado nos EUA só ocorre a partir da década de 1920

A crash da bolsa - 1929

Wall Street é o centro do mundo. A festa acaba em 1929, quando uma corrida inexplicável para vender papéis quebra a Bolsa de Nova York e o mercado entra em colapso. A queda da renda e dos níveis de consumo nos Estados Unidos afeta o mundo todo

Sob controle - 1933

Para impedir um colapso do capitalismo, o presidente americano Franklin Roosevelt implanta o New Deal, um programa de investimentos públicos para estimular a economia

Moeda de plástico - A partir da década de 20

Cartões de crédito surgem nos EUA para que usuários do automóvel, que começa a se popularizar, não tenham que transportar grandes quantias em viagens. Nos anos 80, surgem cartões inteligentes, com valores predeterminados, e, mais tarde, cartões de débito

Internet - Anos 90

Disponibilidade de dinheiro + mercado ávido por novidades = investimentos em novas tecnologias. A falta de lucros faz empresas e investidores perderem muito dinheiro

Só na confiança - Anos 90

A hiperinflação, mal das economias latino-americanas, era combatida com a paridade fixa entre a moeda local e o dólar. A medida cria déficit comercial, que é compensado por investimentos estrangeiros. Hoje, o câmbio é flutuante: a confiança externa determina o valor da moeda

O dragão acorda - Hoje

A China é a economia que mais cresce no mundo (10% ao ano). Para manter o ritmo, precisa resolver a escassez de energia elétrica e os problemas do sistema bancário

Adam Smith - *1723 +1790

O escocês era filósofo social e defendia o liberalismo. Para ele, o próprio mercado deveria se auto-regular, sem intervenção do governo

Quebra-quebra

A paridade fixa derrubou muitas economias

1994 - México

1997 - Tailândia

1998 - Rússia

2001 - Argentina

Vivendo de juros

Perseguidos durante a Idade Média, os judeus convertiam riquezas em bens transportáveis: metais preciosos e jóias. A eles era vetada uma série de profissões e a posse de terra. Emprestar a juros era uma das formas de obter dinheiro

A crise brasileira

Em 1994, a paridade fixa permitiu o controle da inflação. O problema é que havia uma percepção geral de que o real não valia tanto quanto o dólar. A inevitável desvalorização, em 1999, forçou o país a adotar o câmbio flutuante

John M. Keynes - *1883 +1946

O mais influente economista do século 20 defendia uma política de intervenção do Estado que, além de garantir a oferta da moeda, também deveria assegurar gastos

Dois lastros

Até a metade do século 20, uma moeda só tinha valor se tivesse um equivalente em ouro. Mas o mundo já conviveu com o sistema bimetálico: ouro e prata eram usados como lastro. O ouro só se tornou padrão no século 19

George Soros

Em 1992, o investidor apostou US$ 10 bilhões na desvalorização da libra. O Banco da Inglaterra tentou proteger a moeda, mas perdeu a batalha. Soros embolsou US$ 1 bilhão

Ninharia

A Bíblia diz que Judas recebeu 30 moedas de prata pela traição a Jesus. A quantia em denários romanos, a moeda da época, não comprava nada além de um escravo, artigo muito barato naquele tempo

Do barulho

Os suprimentos do governo francês sempre chegavam com atraso às colônias. Assim, os soldados recebiam "promessas" de pagamento. A matéria-prima mais à mão eram cartas de baralho, que passaram a ser usadas oficialmente

O truque de Law

Mapas de terras com minas convenciam os interessados em comprar seus papéis. A expectativa de ganhos fez a procura subir, transformando-se em violenta especulação. Nem terras nem ouro apareceram para restituir os papéis

FMI
Em 1944, representantes de 44 nações (entre elas o Brasil) decidiram criar o Fundo Monetário Internacional. Seu papel era auxiliar países na regulamentação do padrão ouro, evitando inflação e desequilíbrios - a qualquer custo

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

CNDL diz que Natal de 2010 será o melhor desde o início do Plano Real

16/12/2010 16h03 - Atualizado em 16/12/2010 16h17

CNDL diz que Natal de 2010 será o melhor desde o início do Plano Real
Presidente da entidade também disse que esse será o Natal dos importados.
Gasto médio com presente deve crescer 15% este ano, informou entidade.

A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL)informou nesta quinta-feira (16) que as vendas do comércio varejista devem subir 12% neste ano, na comparação com o ano de 2009. “Em termos de crescimento real, descontando a inflação, será o melhor Natal desde o Plano Real”, disse Roque Pellizzaro Junior, presidente da CNDL. O Plano Real foi editado em 1994.

Natal será o melhor da década para o varejo, prevê associação de SPA expectativa da entidade é que as vendas neste fim de ano superem, também, os resultados de outras datas comemorativas importantes para o varejo, como Dia das Mães, Dia dos Pais e Dia das Crianças, que também registraram altas expressivas no volume de negócios.

O período de festas também será marcado, segundo a CNDL, pela maior concentração de produtos importados, em função do real forte e do aumento de renda da população. “Será o Natal dos importados”, avalia Pellizzaro. Eletroeletrônicos e eletrodomésticos de maior valor agregado deverão ter o maior crescimento proporcional em vendas este ano, avaliou a entidade. Em volume, os campeões em preferência do consumidor devem permanecer sendo os itens de perfumaria e vestuário.

Já o gasto médio com presente deve crescer 15% este ano, em função do bom desempenho do mercado de trabalho e do maior nível de renda do brasileiro, avaliou a entidade. De acordo com o presidente do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), Roberto Alfeu Pena, a injeção de recursos com o 13º salário vai dar importante contribuição às compras. “São R$ 102 bilhões que estão indo para o pagamento de dívidas e novas compras no comércio. Vai ser o Natal da década, e a falta de vendedores nas lojas já mostra isso”, afirmou ele.

Em relação às contratações de temporários, Pellizzaro, da CNDL, avalia que o comércio deve investir pesado neste ano para evitar que o consumidor enfrente filas na hora de presentear. Segundo estimativas do movimento lojista, o comércio deve contratar 20% mais para o Natal, sendo que 15% desses novos empregados devem permanecer no emprego em 2011. “As perspectivas apontam para um bom 2011, e ninguém quer perder vendas. O empresário sabe que precisa segurar o bom vendedor, para lucrar mais à frente”, disse Pellizzaro.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Lixo precioso - Reciclagem de PET

LIXO PRECIOSO - Reciclagem de PET



Você não percebe, mas a saboneteira que está no seu banheiro, a tinta que cobre as paredes do seu quarto ou o cano que leva o esgoto da sua casa até a rede pública pode já ter passado por suas mãos algum tempo antes. A evolução tecnológica da reciclagem de plásticos permite que a embalagem de refrigerante de ontem tenha, hoje, essas entre tantas outras formas.

Quando as garrafas de vidro começaram a ser substituídas pela resina polietileno tereftalato (PET), no final dos anos 80, havia iniciativas tímidas para sua reciclagem. As embalagens de refrigerante descartadas davam origem a alguns modelos de cordas e tecidos de poliéster. Na década de 90, com a saída quase total do vidro do mercado de refrigerantes e a adoção do PET em outros segmentos da indústria de embalagens, os processos de reciclagem avançaram rapidamente. Além dos aspectos ambientais, reciclar plástico vem se transformando em um promissor negócio para muita gente. "A tecnologia se desenvolveu com muita velocidade nos últimos anos. Já conseguimos, a partir dos processos de reciclagem, uma matéria-prima com características muito próximas às da resina virgem", diz o engenheiro químico Antonio Cláudio dos Santos, integrante da Comissão de Meio Abiente da Associação Brasileira das Indústrias de PET (Abipet). Isso significa que muita coisa que antes precisava de resina vinda da natureza hoje pode ser feita a partir do processamento de produtos jogados no lixo.
As pesquisas se direcionam também para aprimorar a transformação de PET reciclado em embalagens de alimentos. É o chamado bottle to bottle (de garrafa para garrafa). A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no Brasil, e órgãos semelhantes no exterior ainda proíbem o uso de PET reciclado em embalagens que tenham contato direto com os alimentos. É uma precaução contra algum tipo de contaminação que o material possa ter sofrido em sua vida anterior. "Há experiências de grande sucesso em bottle to bottle na França, na Austrália e em outros países, usando reatores no processo de produção", diz Santos. No Brasil, há três empresas que utilizam essa tecnologia. Elas transformam garrafas PET recicladas em embalagens novas para produtos de limpeza.

Desperdício
Em 2003, o Brasil reciclou 140 000 toneladas de garrafas PET, segundo a Abipet. Em relação ao ano anterior, o avanço foi de 35%. Acredita-se que o Brasil recicle cerca de 40% do PET que produz. "Poderia ser mais", avalia o engenheiro Antonio Cláudio dos Santos. "As iniciativas de conscientização da população ainda são muito tímidas, bem como o investimento governamental em sistemas de coleta seletiva próprios ou de incentivo à organização dos catadores". Ele mostra que o crescimento dessa indústria, tanto no aspecto econômico quanto no ambiental, pode ser prejudicado caso não haja uma conscientização maior, principalmente do consumidor final. "A indústria de reciclagem brasileira carece de matéria-prima. Ainda se enterra muita garrafa PET", lamenta.

O impacto da descoberta
Os avanços tecnológicos no processo de fabricação de embalagens a partir de Pet reciclado levaram a uma economia de até 96% nos gastos com energia, em comparação com os meios tradicionais que dependem da resina originada diretamente do petróleo