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terça-feira, 27 de maio de 2025

Conheça os benefícios de fazer contato visual com desconhecidos

Conheça os benefícios de fazer contato visual com desconhecidos

Um psicólogo social recomenda maneiras de se conectar com outras pessoas ao circular por espaços públicos --com benefícios para seu próprio bem-estar e para o tecido social de sua comunidade.

sexta-feira, 28 de março de 2025

'Caça-Asteroides' - Grupo mineiro formado por estudantes, psicólogos e comunidade descobre 11 asteroides junto da Nasa

'Caça-Asteroides' - Grupo mineiro formado por estudantes, psicólogos e comunidade descobre 11 asteroides junto da Nasa

O projeto criado pela Colaboração Internacional de Pesquisa Astronômica (IASC/Nasa) e como uma iniciativa do MCTI, tem o objetivo de popularizar a ciência através de voluntários cidadãos.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

PRECONCEITO - ‘Minha família pensava que meu câncer era contagioso’

PRECONCEITO - ‘Minha família pensava que meu câncer era contagioso’

A britânica-paquistanesa Saj Dar diz que seus parentes mais íntimos começaram a evitá-la por causa do câncer — Foto: Saj Dar/Arquivo pessoal

A britânica-paquistanesa Saj Dar recebeu um prato descartável de sua família, que temia que sua doença fosse infecciosa.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Cientistas afirmam terem realizado a primeira transferência de memória entre seres vivos


Cientistas afirmam terem realizado a primeira transferência de memória entre seres vivos


Uma equipe de cientistas, liderada pelo neurobiólogo David Glanman afirma que conseguiu transferir a memória de um ser vivo para o outro para outro, após injetar ácido ribonucleico em ambos. 

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Google encerrou arquivo de comunidades do Orkut para sempre


Google encerrou arquivo de comunidades do Orkut para sempre

Arquivo de comunidades do Orkut já saiu do ar  (Foto: Reprodução/Orkut) 


A decepção para os fãs do Orkut parece não ter fim. Na sexta-feira (28/04/2017), o Google anunciou que vai descontinuar o arquivo público com comunidades da rede social para sempre, e foi o que fez... :( 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

A Longa Viagem do Atum - Costumes


A LONGA VIAGEM DO ATUM - Costumes



Um peixe de sangue quente, raridade nos oceanos, capaz de nadar a 70 quilômetros por hora, fornece um superlativo alimento que o homem descobriu há milênios.

O homem primitivo descobriu o mar e o atum ao mesmo tempo. Aconteceu na Pré-história, cerca de 25 mil anos atrás. E aconteceu em praticamente todo o planeta, das regiões geladas às zonas mais equatoriais. "Nenhum outro peixe se mostrou tão importante através das eras", determina o especialista Waverley Root, a maior autoridade mundial na investigação da evolução da gastronomia. "Em termos de volume, de utilização, de competência e de versatilidade". Competência, disse Root? Precisamente. Uma palavra que se encaixa às mil maravilhas ao atum, um bicho que antologicamente batalha com o arenque e com o bacalhau na relação dos prediletos dos estômagos universais. Um bicho que, todavia, ganha sempre a briga que interessa - a da sobrevivência essencial.
Da família dos escombrídeos, subfamília dos tunídeos, o atum se subdivide em treze espécies de características assemelhadas, mas só uma de qualidades superpreciosas de sabor e capacidade nutritiva. Atum-verdadeiro, só três: na ciência, o Thunnus.thynnus,o T. alalunga e o Euthynnus pelamis, peixes com peculiaridades que apenas recentemente a Biologia marinha conseguiu descobrir: as razões da sua competência, da cor e do paladar diferenciados da sua carne estão no fato de o atum-verdadeiro - ao contrário de quase todos os seus parceiros subaquáticos, possuir muito sangue - e sangue quente.
Os pescados em geral têm a carne branca precisamente por falta de hemoglobina. E quase todos desperdiçam calor, através das suas guelras, no processo de respiração. O atum-verdadeiro, todavia, consegue manter o ardor interno graças a uma admirável circunstância metabólica que lhe permite usar também os músculos do corpo na coleta e na filtragem do oxigênio à sua disposição nos oceanos. Um processo exatamente igual, embora de resultado invertido, àquele que move os aparelhos de ar-condicionado ou mesmo os refrigeradores domésticos.
Ocorre que as suas células musculares contêm fartos reservatórios de carboidratos, os reguladores da energização dos organismos vivos. Por meio de um sistema de trocas, que a Física explica bem, a energização dos músculos do corpo do atum-verdadeiro eleva e mantém alta a sua temperatura circulatória. O sangue venoso, devidamente aquecido, abana os músculos e faz o seu caminho de volta rumo ao coração e às guelras do bicho. No trajeto, passa por entre os vasos que trazem, das guelras e do coração, o sangue novo, arterial, ainda frio, enriquecido com o oxigênio extraído do oceano. Nesse jogo de corrente e contracorrente, o sangue novo vai atingindo a mesma temperatura do venoso. Em determinados pontos, inclusive, fica até mais vibrante. O que faz do atum-verdadeiro uma raridade impressionante: a sua temperatura interna é maior do que a das águas que habita.
Isso lhe permite viajar mais depressa e para muito mais longe do que qualquer outro peixe. E isso então lhe permite defender-se melhor das intempéries, das bactérias e dos fungos. Um único animal além do atum-verdadeiro, o caribu das neves canadenses carrega esse donativo da natureza: retirar o seu calor inclusive do frio. Escavações paleolíticas no norte da Europa encontraram ossos e outros restos de atum-verdadeiro, arenque e bacalhau. Escavações paleolíticas no sul da Europa só acharam ossos de atum-verdadeiro - o que prova a sua competência, a sua mobilidade, ou seja, a sua potencialidade de globetrotter, um morador do mundo todo, milênios e milênios atrás, como nenhum outro concorrente.
Pena que, na gastronomia, tantA gente confunda os Thunnus e o Euthynnus pelamis com seus primos mais pobres e muito menos eficientes. Para entender as razões, é necessário descrever os peixes e as suas características primordiais. O T. thynnus, que os americanos chamam de bluefin e os brasileiros de albacora azul, se assemelha muito ao T. alalunga, à albacora-branca ou yellowfin. Os seus formatos são quase idênticos. O T. thynnus.apenas ostenta uma nadadeira dorsal em tom de anil-brilhante, contra o quase dourado do T. alalunga, que, por sua vez, exibe uma nadadeira lateral muito comprida, daí a razão do seu apelido latino. A albacora-branca alcança facilmente os 130 centímetros de comprimento. Da albacora-azul já se capturaram exemplares de 5 metros.
O E. pelamis, também batizado de Katsuwonus pelamis, em inglês skip-jack, se destaca pelo ventre marcado por sete listras longitudinais e alcança habitualmente os 70 centímetros. Trata-se do tunídeo mais abundante nas costas brasileiras. A albacora-branca participa em 5 por cento do mercado do atum-verdadeiro. O Thunnus thynnus, porém, só no Mediterrâneo italiano. A confusão principia quando se chama de atum aos bonitos, às cavalas e, pior ainda, às serrinhas. Os bonitos ainda são aparentados dos tunídeos, da espécie dos Euthynnus aletteratus.
As cavalas (Scomberomorus cavalla) e as serras (Sarda sarda), sim, pertencem ao ramo dos escombrídeos, mas possuem carnes brancas, sem o paladar dos tunídeos. No Brasil, é comuníssimo vender-se serra e cavala por bonito. E é comuníssimo vender-se bonito por atum. Muito maiores em tamanho e peso, os tunídeos apresentam-se com músculos mais sólidos e mais compactos, de postas enormemente generosas, cuja abundância de veias e artérias se transforma em lascas precisas no instante do cozimento e, enfim, do deleite da mastigação. É evidentemente muito maior o aproveitamento econômico, na indústria e em casa, do atum-verdadeiro. Antigamente, e ainda hoje em muitas plagas do Mediterrâneo, capturava-se o atum-verdadeiro com redes em forma de labirintos - da última etapa, nenhum peixe podia escapar. O método era, contudo, predatório em demasia. Não selecionava tamanhos, idades, sexos ou subespécies. Criou-se, assim, um método diferente de pegá-lo, aparentemente mais elementar, porém definitivamente produtivo. Para praticá-lo, basta ver onde se localizam as plataformas petroleiras e os cardumes dos peixes-voadores, os pitéus prediletos dos Thunnus e do Euthynnus pelamis. Vários barcos, de bom tamanho, circundam a região determinada. 
Então, dezenas de pescadores lançam ao mar sardinhas vivas e as suas varas poderosas em cujos anzóis apenas se dependuram pequenos tubos flexíveis e vazados, caninhos de plástico branco. Com o movimento das embarcações e com a ajuda de um esguicho de água, o atum-verdadeiro confunde o brilho com a correria dos peixes-voadores e abocanha os anzóis. Curiosamente, o bicho não reage como um marlim ou um espadarte, espetaculares no esporte da pesca oceânica.
Paira um certo conformismo no comportamento do atum-verdadeiro, que percebe o seu aprisionamento. E isso as características singulares do belo peixe também explicam com facilidade. Trata-se de uma animal que preza os grandes espaços livres. Um tunídeo, quaisquer que sejam as suas dimensões, costuma se locomover à fantástica velocidade de vinte comprimentos por segundo - num exemplar de 1 metro, a loucura de 20 metros por segundo, o dobro do que conseguem os Carl Lewis e os Ben Johnson, quase um terço de um carro de Fórmula 1 em plena reta. Em média, um atum-verdadeiro percorre em torno de 70 quilômetros por hora, o peixe mais rápido do mundo depois do sailfish, o agulhão. O atum-verdadeiro é mais veloz dentro da água, apesar da fricção, do que o peixe-voador quando salta na atmosfera, acima da superfície.
Muito bem. Tal bicho não aceita qualquer tipo de restrição ao seu caminho. Se encontra uma rede ou um anzol que tolham a sua liberdade, assume pragmaticamente a derrota. Saltita e se contorce fora da água, exclusivamente porque nenhum atum-verdadeiro deixa de sofrer o momento da morte. Aliás, o tunídeo nem chega a sofrer o momento da morte como muitos outros peixes, capazes de resistir infindáveis minutos à falta do seu meio aquático. Por causa do sangue quente e da necessidade praticamente imediata de renovação de oxigênio, o atum-verdadeiro se asfixia bem depressa. Coisa triste, mas providencial com relação à qualidade da sua carne. Na sua agonia, acontece uma liberação insignificante de adrenalina, que normalmente enrijece as fibras.
Depois de capturado, o peixe é eviscerado, com a retirada dos órgãos e das glândulas, que estimulam a putrefação. O bicho entra, então, em equipamentos grandiosos de cozimento por vapor e na etapa final de sua limpeza, com o cone da cabeça e da cauda, a retirada da pele e das espinhas e a sua divisão em postas para o envasamento. Cerca de 80 por cento do atum se mantém sólido, compacto, superlativo. O atum que se devora com pão, numa salada, numa massa, ou cru, nos delicados shashimi. Os outros 20 por cento, igualmente de categoria em sua essência, são, todavia, desfiados; é o chamado grated tuna, o atum moído para as pizzas, por exemplo. Devidamente enlatado com um pingo de sal, o produto atravessa, finalmente, o indispensável processo de esterilização em poderosas autoclaves. O Brasil pode se orgulhar da sua pesca e da sua industrialização de atum-verdadeiro sob parâmetros internacionais, exportando para toda a América Latina, Inglaterra, França, Alemanha Ocidental e Japão - este um dos países que mais consomem o atum-verdadeiro.

Tonno alla trapanese.

A mais antológica receita gastronômica de atum-verdadeiro vem da ilha italiana da Sicília, de onde procede no mínimo metade das 100 mil toneladas do peixe produzidas anualmente pela Velha Bota. Trata-se dos spaghetti con il tonno alla trapanese, da região de onde proveio, sete séculos atrás, o clã normando dos Lancellotti.
Ingredientes, para quatro pessoas: 500 gramas de spaghetti, 5 litros de água fresca e declorada, 2 colheres (de sopa) de sal, 1 colher (de mesa) de azeite de oliva, 4 xícaras (de chá) de polpas de tomates bem vermelhos, picadinhas, 2 xícaras (de chá) de atum-verdadeiro, sólido, desmanchado com a ponta de um garfo, 1 xícara (de  chá) de lascas de azeitonas-verdes, preferivelmente as do tipo Gordal, 1 colher (de sopa) de alecrim picadinho, 1 colher (de café) de orégano, 1/2 colher (de café) de pimenta-vermelha, em pó,  1 colher (de mesa) de alcaparras.
Modo de fazer: na água fervente e já salgada, colocar o macarrão para cozinhar. Paralelamente, aquecer o azeite e nele refogar os tomates, mexendo em fogo brando, por cerca de 5 minutos. Incorporar o atum, 1 minuto antes do ponto al dente da massa. Retirar, escorrer e banhar com mais azeite. Despejar a massa na panela do molho.Agregar o alecrim, o orégano, a pimenta-vermelha e as alcaparras. Misturar, delicadamente. Terminar o cozimento da massa e servir imediatamente.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Em 20 anos no país, celular se torna amigo inseparável do brasileiro

28/12/2010 08h14 - Atualizado em 28/12/2010 08h36

Em 20 anos no país, celular se torna amigo inseparável do brasileiro
Hoje o Brasil tem mais celular que gente. São 190 milhões de brasileiros e 197,5 milhões de celulares.


O telefone celular está fazendo 20 anos de idade no Brasil. Já foi artigo de luxo para pouquíssima gente. Mas, duas décadas depois, já são 197,5 milhões de aparelhos no país. E pensar que muitas gerações já viveram sem ele. Como?

No Brasil de 1990, quando os primeiros celulares chegaram no país, 700 brasileiros se tornaram os primeiros assinantes da telefonia móvel. Eram proprietários de um aparelho que de portátil só tinha mesmo o nome, com uma bateria enorme e uma antena que não pegava na maioria dos lugares. Mas eram os pioneiros de uma nova forma de comunicação que ia revolucionar o jeito de falar ao telefone.

Em 1997, começaram as privatizações da telefonia. Surgiram várias operadoras no mercado, mais concorrência e tecnologia. A revolução nas comunicações já não tinha mais como parar. “Agora eu dependo do celular, estou com ele na mão porque eu estou trabalhando”, comentou uma senhora.

Hoje o Brasil tem mais celular que gente. São 190 milhões de brasileiros e 197,5 milhões de celulares. “Brasileiro virou dependente de celular, infelizmente”, diz uma carioca.

Na Região Sul, são 105 celulares por cem habitantes; no Sudeste, 111; e no Centro-Oeste, 121 aparelhos por cem habitantes . A maioria (82%) são pré-pagos e funcionam com créditos.

Até bem pouco tempo atrás, entrava-se em uma casa e via logo aquela mesinha com o telefone fixo. Hoje isso está caindo em desuso. A família da administradora imobiliária Ana Lúcia Araújo Victor há dois anos aboliu o telefone fixo e hoje tem cinco aparelhos celulares.

“As pessoas me encontram em qualquer lugar do mundo. Falo dentro do banco, falo na rua, tenho uma irmã que mora na Alemanha”, conta Ana Lúcia. “Eu falo no dia a dia com minha mãe e minhas amigas”, diz a filha.

Dos primeiros “tijolões” aos mais modernos que mandam mensagens, recebem e-mails e estão sempre conectados à internet e às redes sociais, 20 anos se passaram. Uma geração inteira se criou convivendo com essa forma de se comunicar.

“O celular acabou virando indispensável. Eu uso tem uns sete ou oito anos, ou seja, cresci com o aparelho. Então, fica mais fácil de pai e mãe encontrar”, comenta uma estudante.

“Não consigo sair de casa e deixar o celular. Eu volto para pegar, não tem como. Nem passear com cachorro eu vou sem celular”, confessa uma jovem.

“É uma joia, eu acho uma verdadeira joia”, compara um carioca. “Isso aqui é o meu amigo inseparável, amigo de bolso”, brinca um senhor.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Estudo associa estrutura do cérebro a sociabilidade

27/12/2010 17h31 - Atualizado em 27/12/2010 17h32

Estudo associa estrutura do cérebro a sociabilidade
Cientistas verificaram que pessoas com amígdalas
maiores têm vida social mais rica.


Imagem computadorizada de um cérebro mostra
amígdalas em cor azul. (Foto: Reprodução/BBC)Cientistas americanos dizem ter encontrado uma associação entre a sociabilidade de um indivíduo e o tamanho de sua amígdala – pequena estrutura de forma amendoada encontrada no cérebro, e não o órgão na garganta.

O estudo, feito por pesquisadores do Hospital Geral Massachusetts e da Universidade Northeastern, em Boston, Massachusetts, foi publicado na revista científica Nature Neuroscience.

O trabalho confirma resultados de estudos anteriores, envolvendo outras espécies de primatas, mostrando que animais que vivem em grupos sociais maiores têm amígdalas maiores.

"Sabemos que primatas que vivem em grupos sociais maiores têm uma amígdala maior, mesmo quando se leva em conta o tamanho total do cérebro e do corpo", disse Lisa Feldman Barrett, que chefiou o estudo.

"Consideramos uma única espécie de primata – a humana – e descobrimos que o volume da amígdala se correlacionou positivamente com o tamanho e complexidade de redes sociais em humanos adultos".

Os pesquisadores também analisaram outras estruturas subcorticais dentro do cérebro e não encontraram evidências de um relacionamento similar entre essas estruturas e a vida social de humanos.

Também não foram encontradas associações entre o volume da amígdala e outras variáves sociais na vida de humanos – como índices de satisfação social, por exemplo.

"A associação entre o tamanho da amígdala e o tamanho e complexidade da rede social foi observada tanto em indivíduos mais velhos como mais novos, homens e mulheres", disse Bradford Dickerson, da Escola Médica Harvard, em Cambridge, Massachusetts, outro cientista que participou do estudo.

"E a associação é específica à amígdala, porque o tamanho e complexidade da rede social não foram associados ao tamanho de outras estruturas do cérebro", acrescentou.

Questionários
Os pesquisadores pediram aos 58 participantes do estudo que respondessem perguntas sobre o tamanho e a complexidade de suas redes sociais.

As perguntas se referiam ao número total de contatos sociais regulares que cada participante mantinha, assim como o número de grupos diferentes a que esses contatos pertenciam.

Os participantes, com idades entre 19 e 83 anos, também foram submetidos a exames de ressonância magnética para que os cientistas pudessem obter informações sobre uma série de estruturas presentes no cérebro, incluindo o volume da amígdala.

Barrett disse que os resultados do estudo são consistentes com a "hipótese do cérebro social", uma teoria segundo a qual a amígdala humana teria evoluído em parte para permitir que o homem lidasse com uma vida social cada vez mais complexa.

"Mais pesquisas estão sendo feitas para tentar estabelecer de que forma a amígdala e outras regiões do cérebro estão envolvidas no comportamento social de humanos", ela disse.

"Nós e outros pesquisadores estamos tentando entender também como anormalidades nessas regiões do cérebro podem prejudicar o comportamento social em distúrbios neurológicos e psiquiátricos".

domingo, 9 de maio de 2010

Nerds vaidosos dão origem à tribo dos tecnossexuais

16/03/09 - 06h30 - Atualizado em 16/03/09 - 08h25

Nerds vaidosos dão origem à tribo dos tecnossexuais
Eles gostam de eletrônicos, redes sociais e de cuidar da aparência.
Fizemos raio-x do tecnossexual e propõe teste, para você saber se é um.

Ele não sairá de casa -- onde tem um computador com disco rígido de 1 terabyte -- sem vestir boas roupas, passar perfume, arrumar o cabelo e pegar seu iPhone. O telefone da Apple, inclusive, está abarrotado de aplicativos que facilitam sua vida em situações como na hora de escolher um restaurante japonês. Esse mesmo aparelho, ou algum multimídia similar, também serve para ele se relacionar com amigos via redes sociais e twittar suas impressões daquela balada recém-inaugurada -- que cobra na entrada o equivalente a um plano de dados ilimitado para celulares 3G. Conheça o tecnossexual, um fã de tecnologia que se preocupa tanto com a aparência no mundo off-line quanto com a atualização constante de sua página no Facebook.

A palavra para designar essa tribo tornou-se “oficial” depois de ser divulgada há alguns anos, no Urban Dictionary, pelo consultor de mídia digital norte-americano Ricky Montalvo. No entanto, a popularização de gadgets (equipamentos eletrônicos) como o iPhone e outros aparelhos multimídia faz com que a definição se mantenha atual e ganhe ainda mais força.

Mesmo que você não conheça (ou seja) um tecnossexual “extremo”, como o descrito no início desta reportagem, é possível que já tenha deparado com pessoas que se encaixam em maior ou menor grau na descrição de Montalvo: “um narcisista que não ama apenas ele mesmo, mas também seu estilo de vida urbano e gadgets; um homem que está em contato com seu lado feminino e também aprecia eletrônicos como celulares, PDAs, computadores, software e a internet”. Faça o teste abaixo e descubra se você tem características tecnossexuais.

Atenta à tendência, a Calvin Klein chegou a registrar em 2006 a patente do termo “technosexual”, prevendo que essa seria uma palavra forte na publicidade voltada a americanos nascidos entre 1982 e 1995. Em 2007, a companhia manteve sua ligação com um termo anunciando o perfume CK in2u como a “primeira fragrância para a geração tecnossexual”.

Declarados

Foto: Arquivo pessoal Alvino diz que, ao contrário dos nerds, os tecnossexuais não se interessam só por tecnologia. (Foto: Arquivo pessoal) Alvino Aparecido Moreira Netto acredita se encaixar na definição de tecnossexual. “Me interesso por tecnologia e, entre passar janeiro na praia e na Campus Party, escolheria a segunda opção. Apesar de gostar de comprar roupas, não deixo de ter celular, laptop, iPod e afins: sempre as alternativas mais modernas e completas”, contou ao G1 o estudante de direito e de letras estrangeiras, que vive em Londrina (PR) e trabalha em um escritório de advocacia.

Aos 20 anos, ele também diz praticar triatlon todos os dias da semana e sair sempre com os amigos. Para ele, o tecnossexual é diferente dos geeks e nerds justamente porque o grupo dos vaidosos não se interessa apenas por tecnologia. Alvino não se incomoda com o rótulo e conta que já fez loucuras para se manter antenado: “quando morava fora do país, gastava horrores com aparelhos que levariam anos para chegar ao Brasil. E já pedi a um amigo que estava no Japão para trazer um celular moderníssimo”.



Roberto Vinicius Aghazarian, de 28 anos, também considera se encaixar parcialmente na tribo. Profissional da área de marketing, ele sempre gostou muito de eletrônicos, acompanha lançamentos de produtos e está sempre conectado à internet. “Só não me encaixo totalmente na definição, pois hoje já aprendi a ter discernimento para minhas prioridades”, afirmou ao G1. Para ele, o tecnossexual tem um apelo melhor que os nerds e geeks: a tribo “é mais social, atraente e nem por isso menos inteligente”.


Os dois não estão sozinhos. No site de relacionamentos Orkut, por exemplo, é possível encontrar grupos com dezenas de brasileiros (e também brasileiras, o que foge da descrição original do termo) que se declaram tecnossexuais. A descrição da maior dessas comunidades, encaixada na categoria “moda e beleza”, diz: “se você gosta de tecnologia e é bonito, cuida do corpo e da aparência, gosta de academia, MP3, internet, MSN, cuidado! Você é um tecnossexual. Essa coisa de metrossexual já era, é coisa do passado. Bem-vindo ao futuro”.




Comunidades no Orkut reúnem internautas que se consideram tecnossexuais. (Foto: Reprodução )

Casamento tecnossexual
Uma comunidade do Facebook aborda o assunto sob a ótica das mulheres casadas com esses fãs vaidosos de tecnologia. Joanna Wiebe, a norte-americana dona do grupo “I married a technosexual”, contou ao G1 que seu marido se encaixa nessa definição por estar sempre atualizado sobre as novidades tecnológicas.



“A melhor parte dessa história é que ele pode arrumar qualquer laptop, gravador digital de vídeos ou aparelho de som. A parte ruim é que ele não entende como outras pessoas não gostam tanto de tecnologia quanto ele. Além disso, na maioria das noites algum eletrônico, como laptop ou iPhone, vai para a cama com a gente”, afirmou Joanna, de 30 anos. Apesar do fanatismo, ela diz que consegue convencê-lo a largar o controle do Xbox quando quer sua companhia para fazer caminhadas.

Joanna admite que, às vezes, é difícil engolir a quantia gasta pelo cônjuge com novidades tecnológicas. E quando perguntada sobre a maior loucura que ele já fez em nome do amor pelos gadgets, ela lembra: “foi no lançamento do iPhone. Durante uma semana ele enfrentou filas em diversas lojas, mas quando chegava sua vez o produto já tinha acabado. Ele pegou fila até em Las Vegas, onde fomos passar as férias. Para mim foi engraçado, mas para ele foi frustrante”, diverte-se.




Comunidade no Facebook reúne mulheres casadas com tecnossexuais. (Foto: Reprodução )