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sábado, 16 de junho de 2018
FARÓIS - PARTE 2 DE 2 - CRUZ E SOUSA
FARÓIS - PARTE 2 DE 2 - CRUZ E SOUSA
Luxúrias de virgens mortas
Das tumbas rasgam as portas.
(SEGUE ABAIXO A PARTE FINAL DESTA OBRA)
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FARÓIS - PARTE 1 DE 2 - CRUZ E SOUSA
FARÓIS - PARTE 1 DE 2 - CRUZ E SOUSA
Obra póstuma Faróis de Cruz e Sousa, composta por poemas em verso e organizada pelo amigo Nestor Victor que nos comentários a esta edição diz: Cruz e Souza confiou-me antes de partir para a estação do Sitio, onde três dias depois faleceu, todos aqueles de seus manuscritos que ele destinava á publicação. Esta é uma obra póstuma publicada em 1900.
(SEGUE ABAIXO A OBRA COMPLETA DIVIDIDA EM 2 PARTES)
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quarta-feira, 13 de junho de 2018
O fim de uma era - Abril vai deixar de publicar HQs da Disney no Brasil
O fim de uma era - Abril vai deixar de publicar HQs da Disney no Brasil
É mesmo o fim de uma era. A partir deste mês as revistinhas Disney param de ser publicadas no Brasil. Pato Donald, Tio Patinhas, Mickey, Zé Carioca simplesmente sumirão do país. Essa notícia sim me parece apocalíptica, só nos resta agradecer os profissionais que fizeram gerações tão felizes, com o seu trabalho de ótima qualidade por tantos anos.
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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
Coleção Saiba Mais - Os mais Profundos Mistérios do Oceano
Coleção Saiba Mais - Os mais Profundos Mistérios do Oceano
Número 1:
A Vida Marinha
Número 2:
Tubarão Branco
Número 3:
Baleia Azul
Número 4:
Tartaruga Marinha
Número 5:
Nemo e sua Turma
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terça-feira, 23 de agosto de 2016
World Wide Web completa 25 anos - Internet
World Wide Web completa 25 anos - Internet
Artigo de Berners-Lee que deu origem à rede saiu em 12 de março de 1989.
Ideia era tão ousada que corria o risco de nunca sair do papel.
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quinta-feira, 11 de agosto de 2016
Manuscritos provam que Da Vinci esboçou leis do atrito 2 séculos antes de elas surgirem
Manuscritos provam que Da Vinci esboçou leis do atrito 2 séculos antes de elas surgirem
Professor voltou a analisar os rabiscos do gênio e descobriu que Da Vinci havia pensado no atrito em 1493, 200 anos antes da publicação das leis.
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quarta-feira, 23 de setembro de 2015
GIBI - VOCÊ CONHECE A ORIGEM DESSE NOME ?
GIBI - VOCÊ CONHECE A ORIGEM DESSE NOME ?
Sabe porque HISTÓRIAS EM QUADRINHOS são chamadas assim?
Roberto Marinho, dono e fundador da Rede Globo! O que teria ele a ver com GIBIS?
Vamos a alguns fatos e curiosidades sobre a palavra GIBI e o pq das hqs serem assim chamadas!
Após o lançamento da revista O Tico Tico de 1905 ,que foi a primeira revista em quadrinhos brasileira e reinou por três décadas ,o que fazia sucesso eram os suplementos infantis em quadrinhos, encartados nos jornais A Nação e O Globo,este último de Roberto Marinho, em 1934.
O sucesso foi imenso, com altíssimas vendas dos jornais nos dias em que os suplementos estavam presentes.
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sexta-feira, 4 de setembro de 2015
Maior Lua de Saturno pode abrigar forma de vida que não envelhece
Maior Lua de Saturno pode abrigar forma de vida que não envelhece
Passamos tanto tempo procurando vida em outros planetas e, no final das contas, poderemos encontrá-la no satélite natural de um de nossos “vizinhos” de Sistema Solar. Isso porque, para especialistas, a lula Titã, a maior de Saturno, pode abrigar vida.
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
15 Sites para baixar livros
15 Sites para baixar livros
Estamos pensando em ampliar a sua experiência de leitura, então fizemos uma lista com 15 sites nacionais e internacionais em que é possível baixar livros e ler online de maneira legal, sem complicações e, o melhor, de graça.
Ler para aprender, ler para expandir a mente, ler para estimular a memória. Não importa o porquê você dedica tempo para essa atividade, o que vale é aproveitar todos os seus benefícios, seja no papel ou nos modernos leitores digitais (Munição para o meu TABLET).
Confira as opções de leitura gratuita.
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
Fim de ano: um texto para reflexão.
Fim de ano: um texto para reflexão.
Fim das comemorações da natividade do mestre dos mestres. Atenuado o euforismo das mensagens de felicitações recebidas e enviadas, dos cartões, da troca de presentes, e com a ressaca da festa natalina indo embora, começa a cair a ficha. Qual é mesmo o sentido mais profundo de tanta festa? É tempo de reflexão.
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quinta-feira, 8 de maio de 2014
Uma questão de inteligência - Idéias
UMA QUESTÃO DE INTELIGÊNCIA - Idéias
Um livro escandaloso usa argumentos pretensamente científicos para defender o preconceito racial.
Os negros são menos inteligentes do que os brancos? Sim, dizem Charles Murray e Richard Herrnstein no livro A Curva Normal. Para os dois, a inteligência, além de ser mais generosa com os brancos, é maior entre os mais ricos e não muda de lado de jeito nenhum, nem se o Estado descarregar montanhas de dinheiro em educação. Claro, tão logo apareceu, o livro foi chamado de racista e nazista por todos os lados. Talvez ele não seja tão maligno, mas uma leitura mais atenta mostra que está longe de ser científico. Escondidas atrás de pilhas de números e estatísticas, estão as posições políticas, contra a assistência social aos mais necessitados. E se há uma grande ameaça para a ciência, é a tentativa de usá-la para encobrir fins políticos.
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terça-feira, 4 de setembro de 2012
Gutenberg: As Primeiras Impressões
GUTENBERG: AS PRIMEIRAS IMPRESSÕES
Um ourives curioso e intelectual inventa na Idade Média a prensa tipográfica, porta para o moderno mundo da difusão do conhecimento .
O ano do nascimento é incerto. De sua vida pouco se sabe, pois são raros os documentos que contam sua história. Nem poderia mesmo haver um extenso registro escrito sobre um homem que viveu na Idade Média, quando ler e escrever era privilégio de minorias, ainda que ele fosse o responsável por uma invenção que tornou a palavra escrita acessível a todos e assim ditou os caminhos por onde passaria a cultura humana. Afinal, somente depois que Johannes Gutenberg inventou a prensa tipográfica, as informações e o conhecimento começaram a ser divulgados de forma sistemática. Seu invento permaneceu o mesmo praticamente por quatro séculos. Hoje, ainda que ultrapassado tecnologicamente, sobrevive enquanto idéia, sempre onde houver palavras impressas sobre papel.
Johannes Gensfleisch nasceu entre 1395 e 1400 em Mainz, às margens do Reno, no coração da Alemanha. Conhecido por Gutenberg, o sobrenome de sua mãe, era filho de uma família de burgueses, uma classe que despertava na estrutura social da época, prosperando no comércio e nas incipientes indústrias. Na Alemanha daqueles tempos de ocaso medieval, a burguesia já ousava contestar o poder dos nobres - e a contestação se dava por disputas armadas. Mas a infância e a adolescência de Gutenberg transcorreram em tempos de trégua e paz. Por volta de seus 20 anos, porém, novas disputas entre nobres e burgueses o forçaram a deixar a já não tão pacata cidade natal e o jovem culto e bem-educado foi parar em Estrasburgo, cidade na fronteira franco-alemã, que viria a fazer parte da França.
Interessado pelas ciências e pelas artes, Gutenberg gostava também de pedras preciosas e delas fez seu ofício, tornando-se joalheiro e ourives. Em 1437, em plena atividade, em Estrasburgo, foi chamado à Justiça por uma senhorita de nome Ana Isernen Thur. Motivo: Gutenberg lhe havia prometido casamento e a moça resolveu cobrar a promessa. O ourives não fugiu ao compromisso e casou-se com Ana. Empobrecido, Gutenberg se ocupava da feitura de finas jóias, mas não podia fazer o que adorava - ler e estudar. Os livros confeccionados a mão eram caros demais e Gutenberg não tinha condições de pagar por eles.
Naquela época, copiar um livro era um trabalho fenomenal. Levava tanto tempo que só os monges nos conventos podiam passar dias executando essa tarefa - em latim, é claro. Por isso, os assuntos das obras eram quase sempre religiosos. O gênio inventivo, mas carente de recursos, de Gutenberg não se conformava e imaginava um meio de produzir grandes quantidades de livros de forma muito mais rápida, para que qualquer pessoa alfabetizada pudesse ler sobre qualquer assunto. A impressão propriamente dita já existia; ele só teve de usar a cabeça para juntar várias técnicas e criar a imprensa - algo tão simples quanto o ovo em pé, de Colombo.
A história da impressão sobre papel começara na China, no final do século II da era cristã. Os chineses sabiam fabricar papel, tinta e usar placas de mármore com o texto entalhado como matriz. Quatro séculos depois, o mármore foi trocado por um material mais fácil de ser trabalhado, o bloco de madeira. Os mais antigos textos impressos que se conhecem são orações budistas. Foram feitos no Japão entre os anos 764 e 770; o primeiro livro propriamente dito de que se tem notícia apareceu na China em 868. O desenvolvimento da escrita deu novo salto no século XI graças a um alquimista chinês, Pi Cheng, que inventou algo parecido com tipos móveis - letras reutilizáveis, agrupadas para formar textos.
Mas por alguma razão ignorada o invento não prosperou e desapareceu junto com seu inventor. Até essa época, a Europa só conhecia da tipografia o papel. No século VIII, os chineses começaram a distribuí-lo como mercadoria no mundo árabe. A técnica de fabricação foi revelada aos árabes por prisioneiros chineses. Daí até o século XIII as usinas de papel proliferaram de Bagdá, no atual Iraque, à Espanha, então sob domínio mouro. Mas o manual de instruções não veio junto - ou seja, o processo tipográfico permaneceu firmemente guardado em mãos chinesas. Somente no fim do século XIV se desenvolveram por ali a xilografia, impressão com matriz de madeira, e a metalografia, com matriz de metal. Um rudimento de impressão de textos por xilografia apareceu com um holandês de nome Laurens Coster, mas a qualidade final era tão ruim que a inovação virou letra morta.
Tal qual os chineses, a Europa já conhecia no princípio do século XV o papel, a tinta e a matriz. Faltava apenas uma idéia por assim dizer luminosa que juntasse isso tudo num só equipamento. É quando entra em cena Johannes Gutenberg, o ourives culto e curioso. Ao que consta, as primeiras idéias sobre imprensa lhe ocorreram quando observava um anel com o qual os nobres selavam documentos, neles imprimindo o brasão da família. Esse anel tinha o brasão escavado em metal ou pedra preciosa e deixava uma impressão em alto-relevo sobre o lacre quente. Gutenberg achou que o mesmo princípio serviria para imprimir letras, mas logo viu que o método deveria ser posto de cabeça para baixo: em vez de escavada num bloco de madeira, a parte que serviria para imprimir deveria ficar em alto-relevo.
Foi assim que ele imprimiu várias imagens de São Cristóvão e, como bom católico, as levou ao bispo de Estrasburgo. O bispo não podia imaginar como o ourives conseguira tantas imagens iguais, já que seus monges levavam muito tempo para desenhar apenas uma. Gutenberg, fazendo segredo de seu invento, saiu da conversa carregado de encomendas de imagens religiosas, solicitadas por sua excelência reverendíssima. Mas seu alvo continuava sendo imprimir uma página inteira. Para tanto, obteve do bispo um livro emprestado e entalhou uma página na madeira. Obviamente, as palavras saíram ao contrário, um contratempo que naturalmente não acontecia com as imagens dos santos.
Como era apenas uma questão de inverter os termos do problema, esculpiu as letras ao contrário na madeira - e deu certo. Gutenberg logo percebeu, porém, que esculpir página por página um livro em placas de madeira era um trabalho descomunal. Pensou então em cunhar as letras separadamente, primeiro em madeira depois em chumbo fundido. Inventou uma forma que pudesse segurar os tipos juntos para compor uma página. Fabricou ainda tintas e escovas próprias para espalhá-las sobre os tipos. Até aí seu trabalho se equiparava ao dos chineses de séculos atrás. Faltava o pulo-do-gato - tornar o processo mecânico, para imprimir mais rápido e com melhor qualidade do que a mão.
Gutenberg desatou o nó: adaptou uma prensa que servia para produzir vinhos. O mecanismo consistia em um suporte fixo e uma parte superior móvel em forma de parafuso. A fôrma com os tipos unidos era colocada sobre o suporte, recebia uma camada de tinta e por cima a folha de papel. A parte superior era depois movida para baixo, pressionando o papel contra os tipos. Estava inventada a impressão tipográfica, uma tecnologia que sobreviveria com poucas modificações até o século XIX. Mas, então, havia muito que deixara de ser apenas um aparato para produzir cópias com rapidez. O invento de Gutenberg fizera desabar sobre uma Europa em mutação social, econômica e religiosa a idéia da difusão do conhecimento. Foi mais lenha na fogueira da efervescência cultural que acabaria por consumir a Idade Média.
A invenção da imprensa na aurora dessa época também de grandes descobertas foi metade causa, metade efeito do movimento de transformações pelas quais passava o mundo europeu. O continente assistia ao nascimento da burguesia mercantil como ator político, buscando desalojar a aristocracia rural do centro das decisões. No campo das idéias religiosas, eclodia a crise que levaria à Reforma protestante. A disseminação dos protestos de Lutero, na escala que ocorreu, só foi possível graças ao invento daquele outro alemão dado à ourivesaría. A curiosidade intelectual já tinha levado à criação das primeiras universidades, no século XII, e apontava agora na direção de se recuperar o conhecimento humano proveniente de qualquer fonte, como as obras dos antigos gregos e romanos, familiares apenas aos doutores da Igreja.
A sociedade em que vivia Gutenberg passava por um crescimento populacional comparável ao aumento da produtividade na indústria e no comércio. Na Idade Média descobriu-se a pólvora, o relógio mecânico, aperfeiçoou-se a navegação a vela, que levaria os europeus a novos mundos. A Itália florescia em pleno Renascimento, irradiando a Europa com um desejo de enriquecimento cultural e civilização mais dinâmica. Só faltava colocar todas essas idéias no papel.
Foi o que fez Gutenberg. Os livros impressos com sua invenção disseminaram o hábito de ler e escrever e deixaram a cultura ao alcance das novas classes sociais, cujo poderio deitava raízes nas cidades. Como a vida de Johannes Gutenberg passou quase sem registro, a data da invenção da prensa tipográfica é igualmente incerta. Tudo o que se sabe do inventor é o que consta de documentos comerciais ou judiciários. Mas esses poucos papéis permitiram deduzir que, durante suas pesquisas sobre tipografia em Estrasburgo, ele gastou todo o dinheiro antes que chegasse a produzir qualquer coisa que lhe proporcionasse uma renda. Por volta de 1438, formou uma sociedade com três burgueses da cidade, Andreas Dritzehn, Hans Riffe e Andreas Heilmann. Gutenberg já tinha então construído sua prensa, um segredo que guardava a sete chaves. Começou publicando folhetos e livretos religiosos, mas a morte de Dritzehn naquele mesmo ano lhe trouxe problemas com a Justiça.
Os irmãos de Dritzehn processaram Gutenberg porque queriam herdar o direito de entrar na sociedade. Perderam a causa. Foi nos documentos desse processo que apareceram os primeiros registros do invento. A publicação dos livretos religiosos, que Gutenberg vendia como se fossem manuscritos, continuou por algum tempo, até que a bancarrota total o levou de volta à cidade natal de Mainz. Provavelmente já estava ali quando imprimiu o Weltgeritch (Juízo do mundo), um poema alemão anônimo, considerado o mais antigo testemunho da tipografia européia, do qual sobrou apenas uma página. Em 1448, portanto com cerca de 50 anos, Gutenberg conseguiu o patrocínio de um financiador chamado Johann Fust, a quem confiou o segredo da invenção, para imprimir seu primeiro livro. Fust investiu no trabalho de Gutenberg 800 florins, soma considerável na época. Dois anos depois, mais 800 florins saíram do bolso de Fust para a mão de Gutenberg, mas a conta cobrada foi amarga.
Gutenberg trabalhava com auxílio de Peter Schöffer, um artesão de tipos tão bom quanto ele próprio. Em 1455, como o livro não estivesse pronto, Fust cobrou judicialmente a devolução do financiamento. Gutenberg tentou imprimir às pressas as Cartas de indulgência do papa Nicolau V, de venda rápida, mas não escapou à falência. A oficina de impressão caiu nas mãos de Fust e Schöffer, que por volta de 1456 publicaram o primeiro livro impresso: a chamada Bíblia de 42 linhas, obra de 642 páginas, com tiragem de duzentos exemplares. Tinha esse nome porque cada uma das duas colunas em suas páginas tinha 42 linhas. Saiu sem data nem local ou nome dos impressores. Era, oficialmente, a Bíblia de Fust. Mas, fazendo justiça ao seu verdadeiro autor, foi apelidada de "Bíblia de Gutenberg".
Johann Fust e Peter Schöffer, que viria a se tornar seu genro, publicaram um ano depois o primeiro livro com indicação de data, local de edição e impressores, o Saltério latino, uma versão dos salmos do Antigo Testamento. Fust parecia ter a noção de que o invento em seu poder era fantástico - ele fazia seus empregados jurar sobre a Bíblia que não revelariam a ninguém os segredos da impressão e mantinha-os sob algo próximo a um cárcere privado. O pobre e desonrado Gutenberg, por sua vez só escapou da ruína total graças à proteção de um generoso funcionário municipal de Mainz, Konrad Humery que lhe proporcionou os meios de montar outra oficina de impressão.
Não se sabe ao certo se Gutenberg deu continuidade ao seu trabalho. Acredita-se que tenha imprimido ainda o Catholicon, do frade Johannes Balbus, e uma Bíblia de 36 linhas. Mas a autoria da impressão dessas duas obras, principalmente a da Bíblia, é duvidosa, pois são de qualidade inferior à que Gutenberg já alcançara. Em 1462, Gutenberg voltou a Estrasburgo para fugir de novas guerras em Mainz. Três anos depois, ele regressaria à terra natal sob a proteção do arcebispo Adolfo II, que ainda por cima lhe proporcionou uma pensão, garantindo roupas, comida e vinho. Em fevereiro de 1468, com aproximadamente 70 anos,o inventor da prensa tipográfica morreu.
A desavença com Johann Fust quase custara a Gutenberg a paternidade de seu invento. A Bíblia de 42 linhas saiu sem créditos e o Saltério,que usava a mesma técnica, levava apenas o crédito de Fust e Schöffer. A escassa documentação poderia deixar obscuro também esse ponto em sua vida, não fosse o esforço de alguns contemporâneos, como o padre Adam Gelthus, que fez inscrever no túmulo de Gutenberg: "O inventor da arte de imprimir". O próprio neto de Fust e filho de Schöffer, Johannes, eliminou as dúvidas ao escrever na dedicatória de um livro ao imperador Maximiliano, em 1505, ter sido a arte da tipografia inventada em Mainz "pelo engenhoso Johannes Gutenberg".
terça-feira, 26 de julho de 2011
As grandes invenções - Dois mil anos
AS GRANDES INVENÇÕES

"Uma velha piada diz mais ou menos o seguinte: um cara está fazendo uma pesquisa nacional sobre a mais extraordinária invenção de todos os tempos. Durante suas viagens, vê-se no extremo sul dos Estados Unidos e encontra um cavalheiro distinto, balançando-se na cadeira na varanda da frente de sua casa. O pesquisador aproxima-se dele e pergunta:
- Senhor, se não se importa, eu gostaria de fazer-lhe uma pergunta para a pesquisa que estou realizando. Estou interessado em descobrir o que as pessoas consideram a maior invenção de todos os tempos. O senhor tem alguma opinião a respeito?
O velho cavalheiro coça a cabeça e então responde:
- Bem, eu diria a garrafa térmica.
Isso deixa o pesquisador perplexo.
- Senhor, das milhões de respostas que recolhi, ninguém falou da garrafa térmica. Pode ter a bondade de dizer por que ela é sua escolha?
- É fácil - diz o velho. - Veja, a garrafa térmica mantém o que é frio, frio. E o que é quente, quente. Mas como é que ela sabe?"
Contada pelo neurocientista cognitivo Marc Hauser, professor de Harvard, essa piada pode parecer não estar à altura de uma lista séria com as maiores invenções de todos os tempos. Mas tudo bem: a lista não é lá muito séria mesmo. Afinal, imagine uma centena de cientistas, pesquisadores, artistas e intelectuais tentando impressionar uns aos outros ao responder à pergunta: "Qual é a maior invenção dos últimos 2 mil anos?". Foi exatamente o que aconteceu e é também o que faz ser tão interessante a lista coordenada pelo editor e ensaísta americano John Brockman em seu site Edge (www.edge.org).
A pesquisa, que deu origem ao livro As Maiores Invenções dos Últimos 2 Mil Anos, publicado no Brasil, traz a colaboração de gente como o grande especialista em inteligência artificial Rodney Brooks (que escolheu como a maior invenção o motor elétrico), o editor da revista Nature John Maddox (o cálculo) ou o maior evolucionista da atualidade, o inglês Richard Dawkins (o espectroscópio, aparelho que analisa a luz das estrelas e mostra do que são feitas).
Não se trata de uma ação isolada. A exemplo do que já acontece há alguns anos na indústria de música, cinema e entretenimento, listas parecem ser a nova coqueluche da ciência. Também acaba de sair por aqui o volume Idéias que Mudaram o Mundo, em que o historiador Felipe Fernández-Armesto lista 178 idéias que, adivinhe, mudaram o mundo.
As maiores invenções
No caso da maior invenção dos últimos 2 mil anos, Brockman aproveitou a chegada do novo milênio e lançou a pergunta numa lista de discussão, de modo que cada um dos convidados podia ler o que os outros escreveram. Assim, quando o primeiro deles, o biólogo Brian Goodwin, tascou a imprensa como a maior invenção, poucos se dignaram a segui-lo - apesar de, mesmo assim, a imprensa ter sido a campeã em citações, com seis votos (leia o comentário de Goodwin no quadro da página ao lado).
Logo começaram a pipocar algumas idéias diferentes, como o estribo, a música clássica ou a borracha de apagar. Um dos convidados, o jornalista Stephen Budianski, matou a charada: "Há uma distorção inerente em tudo isso, porque todos se esforçam por ser originais e surpreendentes, e assim evitam as respostas óbvias, mas provavelmente mais corretas, como o aço, o tipo móvel de Gutenberg ou o antibiótico, para citar apenas três das mais óbvias invenções que transformaram extremamente não apenas o modo como as pessoas vivem, mas como sentem a vida".
É aí que a lista dos cientistas de Brockman fica realmente boa: as justificativas de algumas das maiores mentes do mundo para que invenções aparentemente estapafúrdias possam ser consideradas grandes descobertas.
"Minha preferidas são as de Freeman Dyson e Nicholas Humphrey", afirmou Brockman à Super. "Por quê? Chame-as de atletismo intelectual. Ambas vão além do mesmo de sempre e dão saltos imaginativos em novos territórios, produzindo idéias deliciosas e inesperadas", diz Brockman.
O físico Dyson escolheu o feno, enquanto o psicólogo Humphrey preferiu os óculos (confira na página 66 a justificativa desses dois e de outros oito intelectuais e cientistas que escolheram invenções curiosas).
Apesar da boa vontade do coordenador da lista, alguns convidados talvez tenham dado saltos imaginativos demais, como o pesquisador de asteróides, cometas e meteoros Duncan Steel. Para ele, a maior invenção é o calendário protestante inglês de 33 anos que nunca foi implementado. É que, afirma Steel, os ingleses não teriam colonizado a América do Norte no momento em que o fizeram se não fosse a necessidade provocada por esse calendário de estudarem a longitude além-mar. "E os Estados Unidos como são hoje não existiriam, e todos os acontecimentos científicos, tecnológicos e culturais do mundo nos últimos dois séculos seriam bastante diferentes", finaliza, retumbante.
Além de tentarem ser cada um mais original que os outros, os cientistas mostraram outra faceta: não gostam de seguir ordens. O documentarista Karl Sabbagh, por exemplo, quebra as poucas regras da lista na maior cara-de-pau: "Como cheguei tarde, meu amigo Nicholas Humphrey faturou minha primeira idéia e, por isso, vou quebrar as regras escolhendo uma coisa inventada há mais de 2 mil anos. Na verdade também quebrarei as regras escolhendo duas invenções". E lá vão a cadeira e a escada para o topo.
John Brockman não se importou com a rebeldia. "O charme deles é que nunca fazem o que eu peço. Quando se lida com gente assim, você cria parâmetros para garantir alguma disciplina, mas limitar algumas das maiores mentes de hoje não é algo que eu esteja tentando fazer."
As maiores idéias
Brockman ficou tão satisfeito com o resultado de sua questão que não parou mais. A última pergunta que fez, que pode ser acompanhada em inglês no www.edge.org/q2005/q05_print.html, é a resposta de 120 colaboradores a "O que você acredita que seja verdade mesmo que não possa provar?". Nesse caso, as respostas têm ficado bem mais próximas do mundo das idéias - e bem mais complexas também, versando sobre temas como a infinitude do Universo, a consciência humana ou linguagens secretas do cérebro.
Já o historiador inglês (filho de espanhol) Felipe Fernández-Armesto listou o que considera as 178 idéias mais importantes da humanidade no belo livro Idéias que Mudaram o Mundo. Segundo Fernández-Armesto, uma grande parte desses conceitos nasceu muito antes do que estamos acostumados a imaginar.
"De acordo com a tradição histórica, as idéias começam em geral com os gregos ou, na melhor das hipóteses, no Antigo Egito e Mesopotâmia. Na verdade, as idéias são pelo menos tão antigas quanto a humanidade. Algumas se originaram com nossos ancestrais hominídeos, algumas das melhores são da Idade da Pedra. O leitor terá lido mais ou menos um terço do meu livro antes de deparar com os gregos", diz Fernández-Armesto, professor de história na Universidade de Londres.
Seu livro traz uma idéia a cada duas páginas e, além de centenas de fotos e ilustrações, dá dicas de leitura (quase sempre em inglês) sobre cada um dos temas. Outra facilidade são as conexões que o autor faz. Ao lermos, por exemplo, sobre a agricultura, há remissão para os conceitos de remodelação da natureza e de seleção natural.
Para a Super, Fernández-Armesto ranqueou as três melhores idéias de todos os tempos. "Se por melhores entendermos as mais influentes - aquelas que significaram mais para mais pessoas por mais tempo -, elas devem estar entre as mais antigas. Quanto mais tempo elas estiverem por aqui, mais mudaram o mundo. Uma é a idéia de símbolos, de que uma coisa pode ser representada por outra. Ela está na origem da complexidade da linguagem humana, da arte e da escrita. A idéia da ilusão, de que há mais no mundo do que é visível, está na origem da ciência e também na da religião. E a idéia de Deus, que tem sido talvez a mais poderosa força para o bem e para o mal em todo o mundo.
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"Uma velha piada diz mais ou menos o seguinte: um cara está fazendo uma pesquisa nacional sobre a mais extraordinária invenção de todos os tempos. Durante suas viagens, vê-se no extremo sul dos Estados Unidos e encontra um cavalheiro distinto, balançando-se na cadeira na varanda da frente de sua casa. O pesquisador aproxima-se dele e pergunta:
- Senhor, se não se importa, eu gostaria de fazer-lhe uma pergunta para a pesquisa que estou realizando. Estou interessado em descobrir o que as pessoas consideram a maior invenção de todos os tempos. O senhor tem alguma opinião a respeito?
O velho cavalheiro coça a cabeça e então responde:
- Bem, eu diria a garrafa térmica.
Isso deixa o pesquisador perplexo.
- Senhor, das milhões de respostas que recolhi, ninguém falou da garrafa térmica. Pode ter a bondade de dizer por que ela é sua escolha?
- É fácil - diz o velho. - Veja, a garrafa térmica mantém o que é frio, frio. E o que é quente, quente. Mas como é que ela sabe?"
Contada pelo neurocientista cognitivo Marc Hauser, professor de Harvard, essa piada pode parecer não estar à altura de uma lista séria com as maiores invenções de todos os tempos. Mas tudo bem: a lista não é lá muito séria mesmo. Afinal, imagine uma centena de cientistas, pesquisadores, artistas e intelectuais tentando impressionar uns aos outros ao responder à pergunta: "Qual é a maior invenção dos últimos 2 mil anos?". Foi exatamente o que aconteceu e é também o que faz ser tão interessante a lista coordenada pelo editor e ensaísta americano John Brockman em seu site Edge (www.edge.org).
A pesquisa, que deu origem ao livro As Maiores Invenções dos Últimos 2 Mil Anos, publicado no Brasil, traz a colaboração de gente como o grande especialista em inteligência artificial Rodney Brooks (que escolheu como a maior invenção o motor elétrico), o editor da revista Nature John Maddox (o cálculo) ou o maior evolucionista da atualidade, o inglês Richard Dawkins (o espectroscópio, aparelho que analisa a luz das estrelas e mostra do que são feitas).
Não se trata de uma ação isolada. A exemplo do que já acontece há alguns anos na indústria de música, cinema e entretenimento, listas parecem ser a nova coqueluche da ciência. Também acaba de sair por aqui o volume Idéias que Mudaram o Mundo, em que o historiador Felipe Fernández-Armesto lista 178 idéias que, adivinhe, mudaram o mundo.
As maiores invenções
No caso da maior invenção dos últimos 2 mil anos, Brockman aproveitou a chegada do novo milênio e lançou a pergunta numa lista de discussão, de modo que cada um dos convidados podia ler o que os outros escreveram. Assim, quando o primeiro deles, o biólogo Brian Goodwin, tascou a imprensa como a maior invenção, poucos se dignaram a segui-lo - apesar de, mesmo assim, a imprensa ter sido a campeã em citações, com seis votos (leia o comentário de Goodwin no quadro da página ao lado).
Logo começaram a pipocar algumas idéias diferentes, como o estribo, a música clássica ou a borracha de apagar. Um dos convidados, o jornalista Stephen Budianski, matou a charada: "Há uma distorção inerente em tudo isso, porque todos se esforçam por ser originais e surpreendentes, e assim evitam as respostas óbvias, mas provavelmente mais corretas, como o aço, o tipo móvel de Gutenberg ou o antibiótico, para citar apenas três das mais óbvias invenções que transformaram extremamente não apenas o modo como as pessoas vivem, mas como sentem a vida".
É aí que a lista dos cientistas de Brockman fica realmente boa: as justificativas de algumas das maiores mentes do mundo para que invenções aparentemente estapafúrdias possam ser consideradas grandes descobertas.
"Minha preferidas são as de Freeman Dyson e Nicholas Humphrey", afirmou Brockman à Super. "Por quê? Chame-as de atletismo intelectual. Ambas vão além do mesmo de sempre e dão saltos imaginativos em novos territórios, produzindo idéias deliciosas e inesperadas", diz Brockman.
O físico Dyson escolheu o feno, enquanto o psicólogo Humphrey preferiu os óculos (confira na página 66 a justificativa desses dois e de outros oito intelectuais e cientistas que escolheram invenções curiosas).
Apesar da boa vontade do coordenador da lista, alguns convidados talvez tenham dado saltos imaginativos demais, como o pesquisador de asteróides, cometas e meteoros Duncan Steel. Para ele, a maior invenção é o calendário protestante inglês de 33 anos que nunca foi implementado. É que, afirma Steel, os ingleses não teriam colonizado a América do Norte no momento em que o fizeram se não fosse a necessidade provocada por esse calendário de estudarem a longitude além-mar. "E os Estados Unidos como são hoje não existiriam, e todos os acontecimentos científicos, tecnológicos e culturais do mundo nos últimos dois séculos seriam bastante diferentes", finaliza, retumbante.
Além de tentarem ser cada um mais original que os outros, os cientistas mostraram outra faceta: não gostam de seguir ordens. O documentarista Karl Sabbagh, por exemplo, quebra as poucas regras da lista na maior cara-de-pau: "Como cheguei tarde, meu amigo Nicholas Humphrey faturou minha primeira idéia e, por isso, vou quebrar as regras escolhendo uma coisa inventada há mais de 2 mil anos. Na verdade também quebrarei as regras escolhendo duas invenções". E lá vão a cadeira e a escada para o topo.
John Brockman não se importou com a rebeldia. "O charme deles é que nunca fazem o que eu peço. Quando se lida com gente assim, você cria parâmetros para garantir alguma disciplina, mas limitar algumas das maiores mentes de hoje não é algo que eu esteja tentando fazer."
As maiores idéias
Brockman ficou tão satisfeito com o resultado de sua questão que não parou mais. A última pergunta que fez, que pode ser acompanhada em inglês no www.edge.org/q2005/q05_print.html, é a resposta de 120 colaboradores a "O que você acredita que seja verdade mesmo que não possa provar?". Nesse caso, as respostas têm ficado bem mais próximas do mundo das idéias - e bem mais complexas também, versando sobre temas como a infinitude do Universo, a consciência humana ou linguagens secretas do cérebro.
Já o historiador inglês (filho de espanhol) Felipe Fernández-Armesto listou o que considera as 178 idéias mais importantes da humanidade no belo livro Idéias que Mudaram o Mundo. Segundo Fernández-Armesto, uma grande parte desses conceitos nasceu muito antes do que estamos acostumados a imaginar.
"De acordo com a tradição histórica, as idéias começam em geral com os gregos ou, na melhor das hipóteses, no Antigo Egito e Mesopotâmia. Na verdade, as idéias são pelo menos tão antigas quanto a humanidade. Algumas se originaram com nossos ancestrais hominídeos, algumas das melhores são da Idade da Pedra. O leitor terá lido mais ou menos um terço do meu livro antes de deparar com os gregos", diz Fernández-Armesto, professor de história na Universidade de Londres.
Seu livro traz uma idéia a cada duas páginas e, além de centenas de fotos e ilustrações, dá dicas de leitura (quase sempre em inglês) sobre cada um dos temas. Outra facilidade são as conexões que o autor faz. Ao lermos, por exemplo, sobre a agricultura, há remissão para os conceitos de remodelação da natureza e de seleção natural.
Para a Super, Fernández-Armesto ranqueou as três melhores idéias de todos os tempos. "Se por melhores entendermos as mais influentes - aquelas que significaram mais para mais pessoas por mais tempo -, elas devem estar entre as mais antigas. Quanto mais tempo elas estiverem por aqui, mais mudaram o mundo. Uma é a idéia de símbolos, de que uma coisa pode ser representada por outra. Ela está na origem da complexidade da linguagem humana, da arte e da escrita. A idéia da ilusão, de que há mais no mundo do que é visível, está na origem da ciência e também na da religião. E a idéia de Deus, que tem sido talvez a mais poderosa força para o bem e para o mal em todo o mundo.
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Estudo sobre abelhas feito por crianças é publicado em revista
23/12/2010 08h04 - Atualizado em 23/12/2010 09h26
Estudo sobre abelhas feito por crianças é publicado em revista
Alunos de uma escola primária britânica descobriram que abelhas podem ser treinadas para reconhecerem cores.

As crianças pesquisaram o uso das cores para
orientar abelhas (Foto: Cortesia Beau Lotto )A pesquisa sobre abelhas feita por um grupo de crianças de uma escola primária em Devon, na Inglaterra, se tornou a primeira do tipo a ser publicada por uma revista acadêmica.
Os alunos da Escola Primária Blackawton, que têm entre 8 e 10 anos, descobriram que as abelhas podem ser treinadas para reconhecer cores em busca de alimento.
Eles tiveram a consultoria do neurocientista Beau Lotto, da University College London, que garantiu que o trabalho foi 'inteiramente concebido e escrito' pelas crianças.
O estudo foi publicado na revista especializada Biology Letters, da Royal Society, uma das associações científicas mais tradicionais do mundo.
`Legal e divertido'
Os alunos testaram abelhas para descobrir se elas poderiam aprender a usar padrões de cores para encontrar o caminho até as flores mais doces e nutritivas.
Eles descreveram a conclusão das experiências no trabalho: 'Descobrimos que as abelhas podem usar as combinações de cores para orientar-se no espaço ao decidir qual é a cor da flor para onde irão'.
'Também descobrimos que ciência é legal e divertido, porque você pode fazer coisas que ninguém fez antes', disseram.
A Royal Society disse que faltava compreensão sobre o objeto de estudo das crianças, e que as descobertas eram um 'verdadeiro avanço' no campo.

As tabelas feitas pelas crianças também foram
publicadas na revista (Foto: Cortesia Beau Lotto)O editor da revista Biology Letters, Brian Charlesworth, disse que o estudo é o primeiro caso do tipo no mundo.
'Espero que isso inspire outros grupos a perceber que a ciência não é um clube fechado, mas algo que está disponível para todos.'
Cientistas
O projeto nasceu de uma palestra do neurocientista Beau Lotto na escola Blackawton, onde seu filho estuda, sobre o ensino de ciência.
A partir daí, Lotto e o diretor Dave Strudwick ajudaram as crianças a desenvolver as experiências.
Segundo o neurocientista, a pesquisa começou com 'um dia de abelha', em que os alunos tentavam se comportar como os animais.
'O verdadeiro trabalho científico é cheio de incertezas - e é por isso que é tão excitante - mas acho que é isso o que falta na educação, onde os assuntos são apresentados como uma série de certezas chatas', disse Lotto.
O trabalho editado pelo cientista, que manteve os textos das crianças sobre o tema. As tabelas foram pintadas com lápis de cor.
Para ser publicado, ele teve que ser comentado por dois pesquisadores especialistas no tema, já que o texto não tinha referências bibliográficas.
Laurence Mahoney, da Universidade de Nova York e Natalie Hempel de Ibarra, da Universidade de Exeter, disseram que as experiências foram 'modestas, mas inteligentemente e corretamente organizadas, além de conduzidas de maneira controlada'.
Estudo sobre abelhas feito por crianças é publicado em revista
Alunos de uma escola primária britânica descobriram que abelhas podem ser treinadas para reconhecerem cores.

As crianças pesquisaram o uso das cores para
orientar abelhas (Foto: Cortesia Beau Lotto )A pesquisa sobre abelhas feita por um grupo de crianças de uma escola primária em Devon, na Inglaterra, se tornou a primeira do tipo a ser publicada por uma revista acadêmica.
Os alunos da Escola Primária Blackawton, que têm entre 8 e 10 anos, descobriram que as abelhas podem ser treinadas para reconhecer cores em busca de alimento.
Eles tiveram a consultoria do neurocientista Beau Lotto, da University College London, que garantiu que o trabalho foi 'inteiramente concebido e escrito' pelas crianças.
O estudo foi publicado na revista especializada Biology Letters, da Royal Society, uma das associações científicas mais tradicionais do mundo.
`Legal e divertido'
Os alunos testaram abelhas para descobrir se elas poderiam aprender a usar padrões de cores para encontrar o caminho até as flores mais doces e nutritivas.
Eles descreveram a conclusão das experiências no trabalho: 'Descobrimos que as abelhas podem usar as combinações de cores para orientar-se no espaço ao decidir qual é a cor da flor para onde irão'.
'Também descobrimos que ciência é legal e divertido, porque você pode fazer coisas que ninguém fez antes', disseram.
A Royal Society disse que faltava compreensão sobre o objeto de estudo das crianças, e que as descobertas eram um 'verdadeiro avanço' no campo.

As tabelas feitas pelas crianças também foram
publicadas na revista (Foto: Cortesia Beau Lotto)O editor da revista Biology Letters, Brian Charlesworth, disse que o estudo é o primeiro caso do tipo no mundo.
'Espero que isso inspire outros grupos a perceber que a ciência não é um clube fechado, mas algo que está disponível para todos.'
Cientistas
O projeto nasceu de uma palestra do neurocientista Beau Lotto na escola Blackawton, onde seu filho estuda, sobre o ensino de ciência.
A partir daí, Lotto e o diretor Dave Strudwick ajudaram as crianças a desenvolver as experiências.
Segundo o neurocientista, a pesquisa começou com 'um dia de abelha', em que os alunos tentavam se comportar como os animais.
'O verdadeiro trabalho científico é cheio de incertezas - e é por isso que é tão excitante - mas acho que é isso o que falta na educação, onde os assuntos são apresentados como uma série de certezas chatas', disse Lotto.
O trabalho editado pelo cientista, que manteve os textos das crianças sobre o tema. As tabelas foram pintadas com lápis de cor.
Para ser publicado, ele teve que ser comentado por dois pesquisadores especialistas no tema, já que o texto não tinha referências bibliográficas.
Laurence Mahoney, da Universidade de Nova York e Natalie Hempel de Ibarra, da Universidade de Exeter, disseram que as experiências foram 'modestas, mas inteligentemente e corretamente organizadas, além de conduzidas de maneira controlada'.
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terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Livro acadêmico estuda efeitos de ataque de zumbis no mundo
11/12/2010 07h00 - Atualizado em 11/12/2010 07h28
Livro acadêmico estuda efeitos de ataque de zumbis no mundo
Daniel Drezner tentou dar ar sério a hipótese de ataque de mortos-vivos.
'Jovens sabem mais sobre zumbis de que sobre relações internacionais', diz.
Daniel Buarque

O livro de Daniel Drezner, que vai ser lançado em
2011 nos EUA (Foto: Divulgação)Depois de atacar a cultura pop, os cinemas e a literatura, os zumbis agora estão se tornando um assunto sério. A prova disso é que um respeitado professor de política internacional passou meses analisando de forma profunda o impacto que o aparecimento de mortos-vivos teria nas relações exteriores. Depois de misturar o que chama de “cânone” desse tipo de ficção com as principais teorias de relações internacionais, Daniel Drezner, da universidade Tufts, diz que apenas parte do mundo estaria pronta para lidar com os efeitos de um hipotético ataque zumbi.
“Olhando de forma séria, os mortos-vivos são como qualquer outro choque sistêmico global, como uma pandemia ou o próprio aquecimento global. Os países mais ricos e avançados, as maiores potências, provavelmente estariam prontos para lidar bem com este problema”, disse Drezner, em entrevista ao G1. A tese dele é parte do livro "Principles of international politcs and zombies" (Princípios de política internacional e zumbis), que vai ser publicado em 2011 pela editora da Universidade Princeton, nos Estados Unidos. “É um livro que tenta ser ao mesmo tempo sério e engraçado”, explica.
Cientista defende verdades por trás do mito dos zumbis
Religião dominante no Haiti, vodu mistura elementos cristãos e crenças africanas
Vítimas do tremor no Haiti agora temem 'lobisomens' devoradores de crianças
Seu trabalho teve início depois de ele ler um estudo de matemáticos do Canadá, avaliando pandemias, analisando os zumbis como um agente patógeno e mostrando que, a menos que destruíssemos os zumbis muito rapidamente, a civilização como conhecemos iria acabar. “Percebi que no trabalho não se falava em política, e achei que era preciso analisar as questões de política internacional.” Ele então fez esta análise em um texto no site da revista "Foreign Policy". “Estava sendo ao mesmo tempo sério e bobo. Mas houve uma reação imensa, com vários colegas que ensinam relações internacionais achando uma ótima forma de atrair a atenção dos estudantes. A verdade é que os jovens de 18 anos sabem mais sobre zumbis do que sobre relações internacionais. Esta é uma forma de prender a atenção deles.”
A pesquisa dele usou como base os trabalhos existentes sobre "política de desastre", que é como os estados respondem a problemas parecidos com zumbis, como pandemias, furacões, terremotos, bioterrorismo. “Tive que pensar em uma atualização disso para um problema global no século XXI. O livro é obviamente escrito para fazer as pessoas rirem, mas foi escrito de uma forma completamente séria. Eu defendo publicamente tudo o que escrevi, pois fiz uma pesquisa séria.”

Ator fantasiado de zumbi faz promoção de seriado de TV em rua da capital dos Estados Unidos (Foto: AFP)Brasil
Segundo Drezner, o Brasil provavelmente não estaria entre os países mais afetados por um possível ataque de mortos-vivos. “Os países mais pobres, os estados falidos, provavelmente sofreriam mais. Mas o Brasil é uma potência ascendente, e provavelmente conseguiria evitar um problema maior com os zumbis.”
Ele alega, entretanto, que isso depende do local em que este problema surgisse. “Se tudo começasse no hemisfério oriental, o Brasil e o continente americano como um todo teriam mais tempo para se preparar e reagir. Se começasse, entretanto, numa favela do Rio de Janeiro, então o problema para o Brasil seria bem maior”, diz.
Em “Guerra Mundial Z”, ficção escrita por Max Brooks que Drezner diz ser “a descrição mais realista de como seria um ataque zumbi na terra”, os primeiros zumbis aparecem na China, mas não demora para que sejam registrados casos no Rio de Janeiro. No livro, que se propõe uma história oral da guerra contra os mortos-vivos, o primeiro zumbi no Brasil surge depois que uma clínica clandestina faz um transplante de coração usando um órgão contrabandeado (e infectado) da China em um austríaco.

Mexicanos se vestem de mortos-vivos para participar da 'caminhada zumbi', festa à fantasia temática que acontece em vários países (Foto: AFP)'Risco real'
Por conta da “moda” dos zumbis na ficção pop, já houve trabalhos científicos analisando as possibilidades reais de um ataque de zumbis. Segundo Drezner, que estudou quase tudo o que já se escreveu sobre os mortos-vivos, “as conclusões mais aprofundadas mostram que a existência de zumbis é um pouco mais provável de que a de vampiros. Por isso defendo que devemos dar mais atenção a zumbis de que a vampiros”.
Ele diz, entretanto, que em um debate sobre política internacional no caso de um ataque de zumbis, as causas e o tamanho real do risco são menos relevantes. “Há teorias muito heterogêneas sobre o que poderia causar este tipo de coisa e, independentemente da origem do problema, ações de prevenção não funcionariam, e seria preciso remediar, lutar contra ele. A questão que é mais importante é que, se isso acontecer em qualquer lugar, vai se tornar imediatamente um sério problema de segurança de fronteiras.”
Segundo o professor, zumbis são um exemplo clássico do que os departamentos de inteligência dos Estados Unidos chamam de “desconhecidos desconhecidos”, que são ameaças não-antecipadas para as quais o governo quer está preparado. “Depois do 11 de Setembro, houve um contato do governo americano com Hollywood. Por causa da surpresa do ataque, a inteligência americana começou a procurar meios de criação, buscando formas de se preparar para lidar com ameaças não-antecipadas. Zumbis são um exemplo clássico de "desconhecido desconhecido" em segurança e política internacional.”

Nova-iorquinos se fantasiam durante edição local da 'zombie walk' (Foto: AFP)Ele diz que, por conta desse estado de alerta permanente, o mundo reagiria melhor a qualquer ataque zumbi de que a ficção costuma mostrar. “O cânone zumbi é muito pessimista a respeito da reação do mundo. Eles costumam mostrar que em pouquíssimo tempo os zumbis já destruíram o planeta. Acho que isso não aconteceria dessa forma, e as pessoas saberiam reagir melhor de que na ficção”, defende.
Drezner disse ter tido esperança que as informações de despachos diplomáticos vazados pelo site WikiLeaks trouxessem alguma informação sobre zumbis. Sem que nada assim tenha aparecido, ele diz, entretanto, que a transparência desse tipo de vazamento ajudaria a acelerar a reação contra o ataque dos mortos-vivos.
LINK PARA ESTA PUBLICAÇÃO: http://bit.ly/hMINih
Livro acadêmico estuda efeitos de ataque de zumbis no mundo
Daniel Drezner tentou dar ar sério a hipótese de ataque de mortos-vivos.
'Jovens sabem mais sobre zumbis de que sobre relações internacionais', diz.
Daniel Buarque

O livro de Daniel Drezner, que vai ser lançado em
2011 nos EUA (Foto: Divulgação)Depois de atacar a cultura pop, os cinemas e a literatura, os zumbis agora estão se tornando um assunto sério. A prova disso é que um respeitado professor de política internacional passou meses analisando de forma profunda o impacto que o aparecimento de mortos-vivos teria nas relações exteriores. Depois de misturar o que chama de “cânone” desse tipo de ficção com as principais teorias de relações internacionais, Daniel Drezner, da universidade Tufts, diz que apenas parte do mundo estaria pronta para lidar com os efeitos de um hipotético ataque zumbi.
“Olhando de forma séria, os mortos-vivos são como qualquer outro choque sistêmico global, como uma pandemia ou o próprio aquecimento global. Os países mais ricos e avançados, as maiores potências, provavelmente estariam prontos para lidar bem com este problema”, disse Drezner, em entrevista ao G1. A tese dele é parte do livro "Principles of international politcs and zombies" (Princípios de política internacional e zumbis), que vai ser publicado em 2011 pela editora da Universidade Princeton, nos Estados Unidos. “É um livro que tenta ser ao mesmo tempo sério e engraçado”, explica.
Cientista defende verdades por trás do mito dos zumbis
Religião dominante no Haiti, vodu mistura elementos cristãos e crenças africanas
Vítimas do tremor no Haiti agora temem 'lobisomens' devoradores de crianças
Seu trabalho teve início depois de ele ler um estudo de matemáticos do Canadá, avaliando pandemias, analisando os zumbis como um agente patógeno e mostrando que, a menos que destruíssemos os zumbis muito rapidamente, a civilização como conhecemos iria acabar. “Percebi que no trabalho não se falava em política, e achei que era preciso analisar as questões de política internacional.” Ele então fez esta análise em um texto no site da revista "Foreign Policy". “Estava sendo ao mesmo tempo sério e bobo. Mas houve uma reação imensa, com vários colegas que ensinam relações internacionais achando uma ótima forma de atrair a atenção dos estudantes. A verdade é que os jovens de 18 anos sabem mais sobre zumbis do que sobre relações internacionais. Esta é uma forma de prender a atenção deles.”
A pesquisa dele usou como base os trabalhos existentes sobre "política de desastre", que é como os estados respondem a problemas parecidos com zumbis, como pandemias, furacões, terremotos, bioterrorismo. “Tive que pensar em uma atualização disso para um problema global no século XXI. O livro é obviamente escrito para fazer as pessoas rirem, mas foi escrito de uma forma completamente séria. Eu defendo publicamente tudo o que escrevi, pois fiz uma pesquisa séria.”

Ator fantasiado de zumbi faz promoção de seriado de TV em rua da capital dos Estados Unidos (Foto: AFP)Brasil
Segundo Drezner, o Brasil provavelmente não estaria entre os países mais afetados por um possível ataque de mortos-vivos. “Os países mais pobres, os estados falidos, provavelmente sofreriam mais. Mas o Brasil é uma potência ascendente, e provavelmente conseguiria evitar um problema maior com os zumbis.”
Ele alega, entretanto, que isso depende do local em que este problema surgisse. “Se tudo começasse no hemisfério oriental, o Brasil e o continente americano como um todo teriam mais tempo para se preparar e reagir. Se começasse, entretanto, numa favela do Rio de Janeiro, então o problema para o Brasil seria bem maior”, diz.
Em “Guerra Mundial Z”, ficção escrita por Max Brooks que Drezner diz ser “a descrição mais realista de como seria um ataque zumbi na terra”, os primeiros zumbis aparecem na China, mas não demora para que sejam registrados casos no Rio de Janeiro. No livro, que se propõe uma história oral da guerra contra os mortos-vivos, o primeiro zumbi no Brasil surge depois que uma clínica clandestina faz um transplante de coração usando um órgão contrabandeado (e infectado) da China em um austríaco.

Mexicanos se vestem de mortos-vivos para participar da 'caminhada zumbi', festa à fantasia temática que acontece em vários países (Foto: AFP)'Risco real'
Por conta da “moda” dos zumbis na ficção pop, já houve trabalhos científicos analisando as possibilidades reais de um ataque de zumbis. Segundo Drezner, que estudou quase tudo o que já se escreveu sobre os mortos-vivos, “as conclusões mais aprofundadas mostram que a existência de zumbis é um pouco mais provável de que a de vampiros. Por isso defendo que devemos dar mais atenção a zumbis de que a vampiros”.
Ele diz, entretanto, que em um debate sobre política internacional no caso de um ataque de zumbis, as causas e o tamanho real do risco são menos relevantes. “Há teorias muito heterogêneas sobre o que poderia causar este tipo de coisa e, independentemente da origem do problema, ações de prevenção não funcionariam, e seria preciso remediar, lutar contra ele. A questão que é mais importante é que, se isso acontecer em qualquer lugar, vai se tornar imediatamente um sério problema de segurança de fronteiras.”
Segundo o professor, zumbis são um exemplo clássico do que os departamentos de inteligência dos Estados Unidos chamam de “desconhecidos desconhecidos”, que são ameaças não-antecipadas para as quais o governo quer está preparado. “Depois do 11 de Setembro, houve um contato do governo americano com Hollywood. Por causa da surpresa do ataque, a inteligência americana começou a procurar meios de criação, buscando formas de se preparar para lidar com ameaças não-antecipadas. Zumbis são um exemplo clássico de "desconhecido desconhecido" em segurança e política internacional.”

Nova-iorquinos se fantasiam durante edição local da 'zombie walk' (Foto: AFP)Ele diz que, por conta desse estado de alerta permanente, o mundo reagiria melhor a qualquer ataque zumbi de que a ficção costuma mostrar. “O cânone zumbi é muito pessimista a respeito da reação do mundo. Eles costumam mostrar que em pouquíssimo tempo os zumbis já destruíram o planeta. Acho que isso não aconteceria dessa forma, e as pessoas saberiam reagir melhor de que na ficção”, defende.
Drezner disse ter tido esperança que as informações de despachos diplomáticos vazados pelo site WikiLeaks trouxessem alguma informação sobre zumbis. Sem que nada assim tenha aparecido, ele diz, entretanto, que a transparência desse tipo de vazamento ajudaria a acelerar a reação contra o ataque dos mortos-vivos.
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domingo, 5 de setembro de 2010
Cientistas utilizam ondas de celular para reverter doença
06/01/10 - 21h05 - Atualizado em 06/01/10 - 21h45
Cientistas utilizam ondas de celular para reverter doença de Alzheimer
Pesquisa utilizou ratos expostos 1 a 2 horas por dia durante 7 a 9 meses.
Exposição reduziu acúmulo de proteína beta-amilóide, indicador da doença.
As pessoas que gastam horas todos os dias no telefone celular podem ter uma nova desculpa para tagarelar. Um novo estudo feito com ratos dá a primeira evidência de que a exposição às ondas eletromagnéticas associadas ao uso do aparelho podem proteger da doença de Alzheimer e até mesmo reverter seu desenvolvimento.
O estudo, conduzido por pesquisadores do Florida Alzheimer's Disease Research Center (ADRC), da Universidade do Sul da Flórida, foi publicado nesta quarta-feira (6) no “Journal of Alzheimer's Disease”.
Foi ainda mais surpreendente verificar que as ondas eletromagnéticas geradas pelos aparelhos celulares reverteram as debilidades na memória de ratos mais velhos com a doença"
“Ficamos surpresos ao concluir que a exposição ao telefone celular, iniciada cedo na idade adulta, protege a memória de ratos destinados a desenvolver o mal de Alzheimer”, afirmou Gary Arendash, autor da pesquisa. “Foi ainda mais surpreendente verificar que as ondas eletromagnéticas geradas pelos aparelhos celulares reverteram as debilidades na memória de ratos mais velhos com a doença.”
Os pesquisadores mostraram que a exposição de ratos mais velhos às ondas eletromagnéticas reduziu o acúmulo danoso da proteína beta-amilóide em áreas do cérebro, além de prevenir o acúmulo em ratos jovens.
As placas formadas pelo acúmulo anormal da proteína são as marcas da doença. Muitos dos tratamentos contra Alzheimer são focados nessa proteína.
No estudo, os cientistas conseguiram isolar os efeitos para o cérebro da exposição ao telefone celular de outros fatores, como a dieta e exercícios. Foram analisados 96 ratos, muitos deles geneticamente modificados para desenvolver o acúmulo de placas de beta-amilóide.
Alguns dos ratos não tinham nenhum tipo de demência e não passaram por alterações genéticas para o desenvolvimento da doença. Dessa forma, os pesquisadores puderam analisar os efeitos das ondas eletromagnéticas em cérebros normais.
Exposição
Cada animal dos dois grupos de cobaias foram expostos a um campo eletromagnético equivalente ao gerado por um telefone celular padrão durante uma a duas horas por dia, por um período de sete a nove meses.

Ratos foram colocados em volta de antena de celular (Foto: University of South Florida)
Se conseguirmos determinar os melhores parâmetros de exposição para efetivamente prevenir o depósito e remover as placas de beta-amilóide, essa tecnologia pode se transformar rapidamente em benefício contra o mal de Alzheimer"
As gaiolas em que os ratos estavam foram dispostas ao redor de uma antena que emitia ondas eletromagnéticas de intensidade semelhante a gerada por um aparelho colado à cabeça de um usuário durante uma ligação. Cada um deles permaneceu a mesma distância da antena.
A partir dos resultados, os pesquisadores concluíram que a exposição ao campo magnético pode ser uma forma não invasiva e livre de medicamentos de prevenção e tratamento do Alzheimer.
“Se conseguirmos determinar os melhores parâmetros de exposição para efetivamente prevenir o depósito e remover as placas de beta-amilóide, essa tecnologia pode se transformar rapidamente em benefício contra o mal de Alzheimer”, disse Chuanhai Cao, pesquisador da Universidade do Sul da Flórida e também um dos autores do estudo.
O teste de memória aplicado para avaliar os efeitos da exposição ao telefone celular em ratos foi desenvolvido de forma semelhante ao usado para determinar a presença da doença e seus primeiros sinais em humanos.
“Acreditamos que nossas conclusões podem ter considerável relevância para o organismo humano”, disse Arendash.
Cientistas utilizam ondas de celular para reverter doença de Alzheimer
Pesquisa utilizou ratos expostos 1 a 2 horas por dia durante 7 a 9 meses.
Exposição reduziu acúmulo de proteína beta-amilóide, indicador da doença.
As pessoas que gastam horas todos os dias no telefone celular podem ter uma nova desculpa para tagarelar. Um novo estudo feito com ratos dá a primeira evidência de que a exposição às ondas eletromagnéticas associadas ao uso do aparelho podem proteger da doença de Alzheimer e até mesmo reverter seu desenvolvimento.
O estudo, conduzido por pesquisadores do Florida Alzheimer's Disease Research Center (ADRC), da Universidade do Sul da Flórida, foi publicado nesta quarta-feira (6) no “Journal of Alzheimer's Disease”.
Foi ainda mais surpreendente verificar que as ondas eletromagnéticas geradas pelos aparelhos celulares reverteram as debilidades na memória de ratos mais velhos com a doença"
“Ficamos surpresos ao concluir que a exposição ao telefone celular, iniciada cedo na idade adulta, protege a memória de ratos destinados a desenvolver o mal de Alzheimer”, afirmou Gary Arendash, autor da pesquisa. “Foi ainda mais surpreendente verificar que as ondas eletromagnéticas geradas pelos aparelhos celulares reverteram as debilidades na memória de ratos mais velhos com a doença.”
Os pesquisadores mostraram que a exposição de ratos mais velhos às ondas eletromagnéticas reduziu o acúmulo danoso da proteína beta-amilóide em áreas do cérebro, além de prevenir o acúmulo em ratos jovens.
As placas formadas pelo acúmulo anormal da proteína são as marcas da doença. Muitos dos tratamentos contra Alzheimer são focados nessa proteína.
No estudo, os cientistas conseguiram isolar os efeitos para o cérebro da exposição ao telefone celular de outros fatores, como a dieta e exercícios. Foram analisados 96 ratos, muitos deles geneticamente modificados para desenvolver o acúmulo de placas de beta-amilóide.
Alguns dos ratos não tinham nenhum tipo de demência e não passaram por alterações genéticas para o desenvolvimento da doença. Dessa forma, os pesquisadores puderam analisar os efeitos das ondas eletromagnéticas em cérebros normais.
Exposição
Cada animal dos dois grupos de cobaias foram expostos a um campo eletromagnético equivalente ao gerado por um telefone celular padrão durante uma a duas horas por dia, por um período de sete a nove meses.

Ratos foram colocados em volta de antena de celular (Foto: University of South Florida)
Se conseguirmos determinar os melhores parâmetros de exposição para efetivamente prevenir o depósito e remover as placas de beta-amilóide, essa tecnologia pode se transformar rapidamente em benefício contra o mal de Alzheimer"
As gaiolas em que os ratos estavam foram dispostas ao redor de uma antena que emitia ondas eletromagnéticas de intensidade semelhante a gerada por um aparelho colado à cabeça de um usuário durante uma ligação. Cada um deles permaneceu a mesma distância da antena.
A partir dos resultados, os pesquisadores concluíram que a exposição ao campo magnético pode ser uma forma não invasiva e livre de medicamentos de prevenção e tratamento do Alzheimer.
“Se conseguirmos determinar os melhores parâmetros de exposição para efetivamente prevenir o depósito e remover as placas de beta-amilóide, essa tecnologia pode se transformar rapidamente em benefício contra o mal de Alzheimer”, disse Chuanhai Cao, pesquisador da Universidade do Sul da Flórida e também um dos autores do estudo.
O teste de memória aplicado para avaliar os efeitos da exposição ao telefone celular em ratos foi desenvolvido de forma semelhante ao usado para determinar a presença da doença e seus primeiros sinais em humanos.
“Acreditamos que nossas conclusões podem ter considerável relevância para o organismo humano”, disse Arendash.
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segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Governo de Chávez reedita jornal criado por Simón Bolívar
27/06/09 - 21h37 - Atualizado em 27/06/09 - 21h37
Governo de Chávez reedita jornal criado por Simón Bolívar
Edição foi distribuída como encarte de jornal governamental.
Exemplar fez parte de comemorações pelo dia do jornalista no país.
O "Correo del Orinoco", criado em 1818 por Simón Bolívar durante a guerra da independência da Venezuela, foi reeditado neste sábado (27) pelo governo do presidente do país, Hugo Chávez, nas comemorações pelo Dia do Jornalista no país.
A edição "zero" do novo "Correo del Orinoco" foi publicada pelo Ministério do Poder Popular para a Cultura venezuelano e distribuído como um encarte do jornal governamental "VEA", informou a estatal Agência Bolivariana de Notícias ("ABN").
Em seu editorial, escrito por Chávez, o governante lembra que o jornal, criado por Bolívar para promover a luta pela independência, "tem plena pertinência atualmente".
O jornal, publicado entre 1818 e 1822, foi lançado para "praticar um jornalismo radicalmente diferente do da enganosa e infame 'Gazeta de Caracas', que agia como instrumento propagandista da causa realista", argumentou o presidente.
No editorial, Chávez reiterou que a "revolução" bolivariana que lidera há uma década "enfrenta o poder do império", que através de "transnacionais da informação e veículos de imprensa nacionais desvirtuam e desestabilizam nosso caminho rumo ao socialismo graças a falsidades".
Chávez acusa diversos veículos de imprensa privados de atuar como partidos de oposição e de divulgar supostas falsidades em detrimento de sua administração.
A oposição, por sua vez, acusa o chefe de Estado de ser autoritário e "intolerante" diante das críticas da imprensa.
Governo de Chávez reedita jornal criado por Simón Bolívar
Edição foi distribuída como encarte de jornal governamental.
Exemplar fez parte de comemorações pelo dia do jornalista no país.
O "Correo del Orinoco", criado em 1818 por Simón Bolívar durante a guerra da independência da Venezuela, foi reeditado neste sábado (27) pelo governo do presidente do país, Hugo Chávez, nas comemorações pelo Dia do Jornalista no país.
A edição "zero" do novo "Correo del Orinoco" foi publicada pelo Ministério do Poder Popular para a Cultura venezuelano e distribuído como um encarte do jornal governamental "VEA", informou a estatal Agência Bolivariana de Notícias ("ABN").
Em seu editorial, escrito por Chávez, o governante lembra que o jornal, criado por Bolívar para promover a luta pela independência, "tem plena pertinência atualmente".
O jornal, publicado entre 1818 e 1822, foi lançado para "praticar um jornalismo radicalmente diferente do da enganosa e infame 'Gazeta de Caracas', que agia como instrumento propagandista da causa realista", argumentou o presidente.
No editorial, Chávez reiterou que a "revolução" bolivariana que lidera há uma década "enfrenta o poder do império", que através de "transnacionais da informação e veículos de imprensa nacionais desvirtuam e desestabilizam nosso caminho rumo ao socialismo graças a falsidades".
Chávez acusa diversos veículos de imprensa privados de atuar como partidos de oposição e de divulgar supostas falsidades em detrimento de sua administração.
A oposição, por sua vez, acusa o chefe de Estado de ser autoritário e "intolerante" diante das críticas da imprensa.
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
EUA analisam acordo do Google sobre livros na Web
08/05/09 - 16h32 - Atualizado em 08/05/09 - 16h35
EUA analisam acordo do Google sobre livros na Web
WASHINGTON (Reuters) - Procuradores estaduais dos Estados Unidos estão analisando uma proposta de acordo do Google Inc com grupos de representantes de autores e editoras que permite a digitalização de milhões de livros pela empresa, afirmou à Reuters, nesta sexta-feira, um participante das conversas.
Um grupo de procuradores discutiu o acordo durante uma teleconferência de uma hora na terça-feira, segundo Peter Brantley, diretor da Internet Archive.
O Departamento de Justiça dos EUA também instaurou inquéritos para investigar o acordo da Google para apaziguar disputas sobre seu projeto de publicar milhões de livros na Internet.
Mas o acordo vêm sendo acusado de não mencionar o que o Google iria eventualmente cobrar das bibliotecas, que temem que o serviço se tornará muito caro.
"Não havia nenhuma indicação de que teriam alguma atividade específica planejada" pelos procuradores, afirmou Brantley, dono da Internet Archive, que também digitaliza livros e ainda está criando uma biblioteca digital de sites de Internet.
A Google afirmou que o acordo deve expandir o acesso a muitos livros.
"O Departamento de Justiça e vários procuradores nos contataram para descobrir mais sobre o impacto do acordo, e estamos prontos para atendê-los", disse um representante da Google em uma declaração por email.
Críticos do acordo dizem que ele permite que o Google --e somente ele-- digitalize obras ditas órfãs, o que remete a questões de antitruste.
Obras órfãs são livros, e outros materiais, que ainda são contemplados na legislação de direitos autorais norte-americana, mas ao mesmo tempo, não se sabe ao certo quem possui os direitos sobre elas.
"Minha impressão é que as questões se focaram principalmente na arrecadação dos fatos", afirmou Brantley sobre as conversas de terça-feira. Ele disse que houve discussões sobre se os autores de obras órfãs seriam representados no acordo satisfatoriamente.
Sob a proposta do acordo, assinado em outubro último entre o Google, o sindicato Authors Guild, e o Association of American Publishers, a Google concordou em pagar 125 milhões de dólares para criar um registro de direitos literários, onde autores e editores poderão registrar suas obras e receber compensações por assinaturas institucionais e vendas de livros. Um tribunal ainda deve ratificar o acordo.
EUA analisam acordo do Google sobre livros na Web
WASHINGTON (Reuters) - Procuradores estaduais dos Estados Unidos estão analisando uma proposta de acordo do Google Inc com grupos de representantes de autores e editoras que permite a digitalização de milhões de livros pela empresa, afirmou à Reuters, nesta sexta-feira, um participante das conversas.
Um grupo de procuradores discutiu o acordo durante uma teleconferência de uma hora na terça-feira, segundo Peter Brantley, diretor da Internet Archive.
O Departamento de Justiça dos EUA também instaurou inquéritos para investigar o acordo da Google para apaziguar disputas sobre seu projeto de publicar milhões de livros na Internet.
Mas o acordo vêm sendo acusado de não mencionar o que o Google iria eventualmente cobrar das bibliotecas, que temem que o serviço se tornará muito caro.
"Não havia nenhuma indicação de que teriam alguma atividade específica planejada" pelos procuradores, afirmou Brantley, dono da Internet Archive, que também digitaliza livros e ainda está criando uma biblioteca digital de sites de Internet.
A Google afirmou que o acordo deve expandir o acesso a muitos livros.
"O Departamento de Justiça e vários procuradores nos contataram para descobrir mais sobre o impacto do acordo, e estamos prontos para atendê-los", disse um representante da Google em uma declaração por email.
Críticos do acordo dizem que ele permite que o Google --e somente ele-- digitalize obras ditas órfãs, o que remete a questões de antitruste.
Obras órfãs são livros, e outros materiais, que ainda são contemplados na legislação de direitos autorais norte-americana, mas ao mesmo tempo, não se sabe ao certo quem possui os direitos sobre elas.
"Minha impressão é que as questões se focaram principalmente na arrecadação dos fatos", afirmou Brantley sobre as conversas de terça-feira. Ele disse que houve discussões sobre se os autores de obras órfãs seriam representados no acordo satisfatoriamente.
Sob a proposta do acordo, assinado em outubro último entre o Google, o sindicato Authors Guild, e o Association of American Publishers, a Google concordou em pagar 125 milhões de dólares para criar um registro de direitos literários, onde autores e editores poderão registrar suas obras e receber compensações por assinaturas institucionais e vendas de livros. Um tribunal ainda deve ratificar o acordo.
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