26/06/09 - 08h20 - Atualizado em 26/06/09 - 09h08
Notícia da morte de Michael Jackson derruba Google e Twitter
Sites sofreram sobrecarga de usuários horas depois da morte do cantor.
Golpistas aproveitaram notícia para criar novos golpes por e-mail.
serviço apresentou falhas devido a sobrecarga de usuários (Foto: Reprodução) Horas depois de a morte do cantor Michael Jackson ser anunciada, nesta quinta-feira (25), a sobrecarga de usuários buscando e criando conteúdo na internet chegou a derrubar serviços como as buscas do Google e a rede de microblogs Twitter.
As buscas no Google cresceram tanto, e em espaço de tempo tão curto, que a empresa achou que estava sendo vítima de um ataque, disse Gabriel Stricker, porta-voz da empresa, em entrevista à BBC.
Por aproximadamente 30 minutos, usuários que buscavam por "Michael Jackson" recebiam uma mensagem de erro alertando que o termo era "muito semelhante a requisições automatizadas" realizadas por vírus e softwares espiões.
No Twitter, serviço em que o internauta compartilha mensagens de até 140 caracteres com uma lista de seguidores, o número de publicações duplicou no momento em que a notícia da morte de Jackson foi divulgada.
Biz Stone, cofundador do Twitter, disse ao "Los Angeles Times" que esse pico de atividade foi o maior da história do serviço desde as eleições norte-americanas, em 2008. Foi registrada uma média de 5 mil mensagens (ou "tweets") por minuto. A sobrecarga resultou em alguns erros no sistema de busca e causou lentidão no serviço.
Ainda segundo o "Los Angeles Times", a frequência de atualizações no Facebook triplicou, mas a rede social não teve problemas técnicos.
Golpistas em ação
Os primeiros golpes virtuais baseados na notícia da morte de Michael Jackson começaram a circular cerca de 8 horas depois da divulgação das informações, segundo reportagem do "The Register".
A empresa de segurança Sophos identificou um spam que prometia mais detalhes sobre a morte do astro, mas, na verdade, era projetado para atacar os endereços de e-mail da vítima.
Segundo a Sophos, o e-mail não tem anexos, nem links. Se o usuário responder à mensagem, porém, o golpista consegue ter acesso ao catálogo de endereços da vítima. A recomendação dos especialistas é que e-mails suspeitos sejam deletados.
PUBLICADOS BRASIL - DOCUMENTARIOS E FILMES... Todo conteúdo divulgado aqui é baseado em compilações de assuntos discutidos em listas de e-mail, fóruns profissionais, relatórios, periódicos e notícias. Caso tenha algo a acrescentar ou a retirar entre em contato. QSL?
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Líder habilidoso, Perón deixou 'legado eterno'
27/06/09 - 07h00 - Atualizado em 27/06/09 - 07h00
Líder habilidoso, Perón deixou 'legado eterno' na política argentina
Partido Justicialista foi criado em 1947, em seu primeiro mandato.
Evita Perón virou símbolo do 'Estado benevolente'.

Foto: AFP Perón faz o juramento após sua primeira vitória como presidente, em junho de 1946 (Foto: AFP)É impossível falar sobre a política argentina contemporânea sem mencionar o termo peronismo. Até porque a atual presidente do país, Cristina Kirchner, é do Partido Justicialista - criado quando Juan Domingos Perón estava no poder, em 1947. Nas eleições deste domingo (28), por exemplo, partidos dissidentes e favoráveis à doutrina criada por ele brigarão por cadeiras no Senado e na Câmara.
Perón foi um habilidoso militar e líder político que, além de implantar diversas conquistas sociais no país na década de 1940 e 1950, criou uma forma de governar que se tornou uma doutrina política na Argentina. Seu trunfo foi conseguir agradar a muitos de uma só vez.
"Perón consegue que os setores mais pobres da população, uma parte da classe média mais tradicional e alguns setores das classes altas se identificassem com seu programa de justiça social, soberania economica e fortalecimento do Estado, criando um movimento político do tipo policlassista que dava a cada setor possibilidade de progresso sem que entrasse em choque com os outros", afirmou em entrevista ao G1 Ricardo Sindicaro, autor do livro "Los tres peronismos" e professor da Universidade de Buenos Aires.
Acompanhe a história de um dos mais importantes políticos da Argentina:
Ascensão e primeiro mandato
Em 1943, um governo militar assumiu o poder no país. Com tendências diversas dentro do regime e com alguns setores assumindo apoio ao bloco alemão na Segunda Guerra, o governo estava encurralado e sendo chamado de nazista. era preciso achar outro foco dentro do governo. A saída foi um nome que despontava na Secretaria do Trabalho, o de Juan Domingos Perón.
Como secretário, ele convocou todos os dirigentes sindicais (menos os comunistas, que eram perseguidos) a se apresentar com as devidas queixas. Aos poucos, todos foram atendidos. Ele revigorou as aposentadorias, ajustou os salários de acordo com as categorias e estendeu os benefícios ao meio rural, criando o Estatuto do Peão.
“Perspicácia e preocupação o levaram a se dedicar a um ator social que, até então, era pouco levado em conta: o movimento operário”, escreveu Luis Alberto Romero, em seu livro “História contemporânea da Argentina” (Ed. Jorge Zahar).

Foto: AFP Perón e Evita em uma cerimônia em Buenos Aires no fim da década de 1940 (Foto: AFP) Para os militares, ele falava sobre a importância do Estado forte. Para os empresários, discursava sobre políticas de segurança social e sobre a ameaça das massas desorganizadas. No fim, dizia-se a pessoa certa para resolver tudo se tivesse poder para isso. Sua tática deu certo: ele se tornou candidato das eleições seguintes e venceu.
Como presidente, Perón lidou com crises econômias, optando por criar um mercado interno, estimulando a participação do estado e regulamentando a economia.
A partir de 1947, sua esposa, Eva Perón, assumiu a Secretaria do Trabalho e começou a fazer oficialmente a mediação entre os dirigentes sindicais e o governo, de maneira habilidosa. Logo depois, foi criada uma fundação com seu nome, para realizar obras de grande magnitude: fez escolas, hospitais, lares para idosos, estimulou o turismo e o esporte. “Eva Perón tornava-se assim a encarnação do Estado benfeitor e previdente”, escreveu Romero.
Segundo Elena Castiñeira de Dios, pesquisadora do Instituto Nacional Juan Domingo Perón, "Evita foi muito amada pelo povo humilde e igualmente odiada pelas classes altas, que não perdoavam seu passado de atriz".
O governo de Perón tinha uma ambiguidade intrínseca: ao mesmo tempo que libertava e dava benefícios às diversas classes, era autoritário. Os opositores do Legislativo eram cassados, e os jornais independentes, pressionados. Em meio ao centralismo do poder, uma emenda possibilitou a reeleição. E foi o que aconteceu em 1951, quando Perón foi reeleito com uma vitória esmagadora, conseguindo 64% dos votos - nas primeiras eleições com voto feminino na história da Argentina.
Segundo mandato e queda
Crises econômicas afetaram o país em 1949 e novamente em 1952, quando faltou carne e os cortes de energia assustaram a população. No inverno daquele ano, o povo também sofreu com a morte de Evita. Milhares de pessoas foram às ruas para homenagear a primeira-dama.
Radicalizando o autoritarismo, a oposição teve espaços ainda mais limitados, na imprensa e no próprio Parlamento, e o governo procurou “peronizar” todas as instâncias da sociedade. Nas Forças Armadas, havia cursos de preparação justicialista. Os nomes do casal Perón foram impressos em hospitais, praças, cidades, ferrovias. Para participar da administração pública, eram exigidos a exigência da filiação partidária e o uso do símbolo do luto pela morte de Evita.

Foto: AFP Mais de um milhão de pessoas foram ao funeral de Evita Perón (Foto: AFP)Mas a Igreja não se deixou peronizar. E foi exatamente nesse espaço que se concentrou a oposição mais ferrenha, crucial para a queda de Perón.
Em 1954, foi fundado o Partido Democrata Cristão, dando início oficial ao conflito do presidente com os católicos.
A Igreja não gostava do discurso laico do presidente e de sua interferência na Organização dos Estudantes Secundaristas. Por sua vez, o governo se incomodava com a intromissão da Igreja na política.
"Este foi um epifenômeno e bandeira da oposição. A relação com a Igreja foi fluida até 1954, quando começou o conflito. Porém, este foi mais uma desculpa da oposição. O fator principal de irritação foi o fato de que Perón era visto como um tirano pelos grupos políticos que estavam fora do poder e que não tinham como disputar com ele eleitoralmente, devido ao apoio continuado da massa da população", explica Norberto Ferreras, historiador e professor da Universidade Federal Fluminense.
Também o setore rural via ao peronismo como um inimigo, devido a sua política de transferência de recursos do setor rural para o industrial.
Em novembro de 1954, o presidente lançou um ataque aberto: reprimiu procissões, extinguiu o ensino religioso nas escolas, permitiu os prostíbulos, mandou prender sacerdotes e introduziu uma cláusula que autorizava o divórcio.
Em contrapartida, a Igreja espalhou folhetos pelas ruas e fez uma gigantesca procissão em Corpus Christi. Opositores da Marinha se aproveitaram da situação e também fizeram um levante.
Como era comum na atitude política de Perón, após o enrijecimento vieram atitudes conciliatórias: ele parou com os ataques e chamou a oposição para negociar.
Mas era tarde. Pressionado de todos os lados, ele renunciou em 1955, e seu governo deu lugar à “Revolução Libertadora” comandada pelo general Eduardo Lonardi e pelo almirante Isaac Rojas. Na maioria dos governos seguintes, o peronismo foi banido, e seus seguidores, perseguidos.
Perón se refugiou na Embaixada do Paraguai. De lá, foi para Venezuela, Panamá, República Dominicana e, finalmente, Espanha.
A volta
Com o governo repressor, foram criados grupos armados clandestinos que matavam e pressionavam pela volta das eleições democráticas - com a possibilidade da candidatura de Perón. A pressão fez com que o governo permitisse a volta do ex-presidente no final de 1972 e chamasse novas eleições.
A vitória de Perón no pleito de 1973 levou sua nova esposa, Isabela (de verdadeiro nome María Estela Martínez e que ele conheceu no exílio), ao cargo de vice-presidente.

Foto: AFP Operários se reuniram na Praça de Maio para manifestar apoio ao presidente que renunciou, em 1955 (Foto: AFP)Com a sua volta, criou-se a expectativa de que ele conseguiria, como antes, acalmar os ânimos e abrandar os extremismos, costurando um pacto social baseado em alianças. Mas o cenário que ele encontrou foi diferente do que estava acostumado.
O desgaste provocado pelo centralismo da ditadura não possibilitou um afunilamento do poder. A crise do petróleo também dificultou as coisas para Perón. Embora com resultados primários positivos, os signatários do pacto demonstraram pouca vontade de cumpri-lo e, em junho de 1974 Perón convocou uma concentração para pedir às partes mais disciplina.
"Nos dois primeiros mandatos, Perón tinha como objetivo a transformação da sociedade e, no terceiro, a sua pacificação política. Os inconformados foram muitos, e o principal apoio neste caso veio da direita peronista, que entendia que que a figura de Perón era suficiente para garantir o funcionamento das instituições e a integridade nacional. Eles viam a esquerda do peronismo como infiltrada e internacionalista", explicou o historiador Ferreras.
Mas o ex-presidente teve pouco tempo para governar. Em 1º de julho de 1974, ele morreu, deixando Isabela (conhecida como "Isabelita") em seu lugar.
"Na segunda fase do governo peronista, os atores mudaram de estratégia, e o conflito recuperou suas formas clássicas", escreveu Romero. Segundo ele, até os peronistas se convenceram de que a queda de Isabelita era inevitável. Em março de 1976, ela foi deposta pelos militares.
O legado de Perón, no entanto, permanece até hoje embutido na política argentina. Segundo Ferreras, com a morte de Perón ficou mais evidente a existência de correntes conflitantes no interior do peronismo, mas alguns de seus valores continuam vigentes.
"A sociedade tem mudado, e o peronismo conseguiu a façanha de mudar junto. Em grande medida, e simplificando, existe um setor redistribucionista e outro que encarna o legado de pragmatismo. Isto às vezes se confunde, e ambos setores são capazes de manter o pragmatismo e o redistribucionismo, com doses diferenciadas", conclui o historiador.
Líder habilidoso, Perón deixou 'legado eterno' na política argentina
Partido Justicialista foi criado em 1947, em seu primeiro mandato.
Evita Perón virou símbolo do 'Estado benevolente'.

Foto: AFP Perón faz o juramento após sua primeira vitória como presidente, em junho de 1946 (Foto: AFP)É impossível falar sobre a política argentina contemporânea sem mencionar o termo peronismo. Até porque a atual presidente do país, Cristina Kirchner, é do Partido Justicialista - criado quando Juan Domingos Perón estava no poder, em 1947. Nas eleições deste domingo (28), por exemplo, partidos dissidentes e favoráveis à doutrina criada por ele brigarão por cadeiras no Senado e na Câmara.
Perón foi um habilidoso militar e líder político que, além de implantar diversas conquistas sociais no país na década de 1940 e 1950, criou uma forma de governar que se tornou uma doutrina política na Argentina. Seu trunfo foi conseguir agradar a muitos de uma só vez.
"Perón consegue que os setores mais pobres da população, uma parte da classe média mais tradicional e alguns setores das classes altas se identificassem com seu programa de justiça social, soberania economica e fortalecimento do Estado, criando um movimento político do tipo policlassista que dava a cada setor possibilidade de progresso sem que entrasse em choque com os outros", afirmou em entrevista ao G1 Ricardo Sindicaro, autor do livro "Los tres peronismos" e professor da Universidade de Buenos Aires.
Acompanhe a história de um dos mais importantes políticos da Argentina:
Ascensão e primeiro mandato
Em 1943, um governo militar assumiu o poder no país. Com tendências diversas dentro do regime e com alguns setores assumindo apoio ao bloco alemão na Segunda Guerra, o governo estava encurralado e sendo chamado de nazista. era preciso achar outro foco dentro do governo. A saída foi um nome que despontava na Secretaria do Trabalho, o de Juan Domingos Perón.
Como secretário, ele convocou todos os dirigentes sindicais (menos os comunistas, que eram perseguidos) a se apresentar com as devidas queixas. Aos poucos, todos foram atendidos. Ele revigorou as aposentadorias, ajustou os salários de acordo com as categorias e estendeu os benefícios ao meio rural, criando o Estatuto do Peão.
“Perspicácia e preocupação o levaram a se dedicar a um ator social que, até então, era pouco levado em conta: o movimento operário”, escreveu Luis Alberto Romero, em seu livro “História contemporânea da Argentina” (Ed. Jorge Zahar).

Foto: AFP Perón e Evita em uma cerimônia em Buenos Aires no fim da década de 1940 (Foto: AFP) Para os militares, ele falava sobre a importância do Estado forte. Para os empresários, discursava sobre políticas de segurança social e sobre a ameaça das massas desorganizadas. No fim, dizia-se a pessoa certa para resolver tudo se tivesse poder para isso. Sua tática deu certo: ele se tornou candidato das eleições seguintes e venceu.
Como presidente, Perón lidou com crises econômias, optando por criar um mercado interno, estimulando a participação do estado e regulamentando a economia.
A partir de 1947, sua esposa, Eva Perón, assumiu a Secretaria do Trabalho e começou a fazer oficialmente a mediação entre os dirigentes sindicais e o governo, de maneira habilidosa. Logo depois, foi criada uma fundação com seu nome, para realizar obras de grande magnitude: fez escolas, hospitais, lares para idosos, estimulou o turismo e o esporte. “Eva Perón tornava-se assim a encarnação do Estado benfeitor e previdente”, escreveu Romero.
Segundo Elena Castiñeira de Dios, pesquisadora do Instituto Nacional Juan Domingo Perón, "Evita foi muito amada pelo povo humilde e igualmente odiada pelas classes altas, que não perdoavam seu passado de atriz".
O governo de Perón tinha uma ambiguidade intrínseca: ao mesmo tempo que libertava e dava benefícios às diversas classes, era autoritário. Os opositores do Legislativo eram cassados, e os jornais independentes, pressionados. Em meio ao centralismo do poder, uma emenda possibilitou a reeleição. E foi o que aconteceu em 1951, quando Perón foi reeleito com uma vitória esmagadora, conseguindo 64% dos votos - nas primeiras eleições com voto feminino na história da Argentina.
Segundo mandato e queda
Crises econômicas afetaram o país em 1949 e novamente em 1952, quando faltou carne e os cortes de energia assustaram a população. No inverno daquele ano, o povo também sofreu com a morte de Evita. Milhares de pessoas foram às ruas para homenagear a primeira-dama.
Radicalizando o autoritarismo, a oposição teve espaços ainda mais limitados, na imprensa e no próprio Parlamento, e o governo procurou “peronizar” todas as instâncias da sociedade. Nas Forças Armadas, havia cursos de preparação justicialista. Os nomes do casal Perón foram impressos em hospitais, praças, cidades, ferrovias. Para participar da administração pública, eram exigidos a exigência da filiação partidária e o uso do símbolo do luto pela morte de Evita.

Foto: AFP Mais de um milhão de pessoas foram ao funeral de Evita Perón (Foto: AFP)Mas a Igreja não se deixou peronizar. E foi exatamente nesse espaço que se concentrou a oposição mais ferrenha, crucial para a queda de Perón.
Em 1954, foi fundado o Partido Democrata Cristão, dando início oficial ao conflito do presidente com os católicos.
A Igreja não gostava do discurso laico do presidente e de sua interferência na Organização dos Estudantes Secundaristas. Por sua vez, o governo se incomodava com a intromissão da Igreja na política.
"Este foi um epifenômeno e bandeira da oposição. A relação com a Igreja foi fluida até 1954, quando começou o conflito. Porém, este foi mais uma desculpa da oposição. O fator principal de irritação foi o fato de que Perón era visto como um tirano pelos grupos políticos que estavam fora do poder e que não tinham como disputar com ele eleitoralmente, devido ao apoio continuado da massa da população", explica Norberto Ferreras, historiador e professor da Universidade Federal Fluminense.
Também o setore rural via ao peronismo como um inimigo, devido a sua política de transferência de recursos do setor rural para o industrial.
Em novembro de 1954, o presidente lançou um ataque aberto: reprimiu procissões, extinguiu o ensino religioso nas escolas, permitiu os prostíbulos, mandou prender sacerdotes e introduziu uma cláusula que autorizava o divórcio.
Em contrapartida, a Igreja espalhou folhetos pelas ruas e fez uma gigantesca procissão em Corpus Christi. Opositores da Marinha se aproveitaram da situação e também fizeram um levante.
Como era comum na atitude política de Perón, após o enrijecimento vieram atitudes conciliatórias: ele parou com os ataques e chamou a oposição para negociar.
Mas era tarde. Pressionado de todos os lados, ele renunciou em 1955, e seu governo deu lugar à “Revolução Libertadora” comandada pelo general Eduardo Lonardi e pelo almirante Isaac Rojas. Na maioria dos governos seguintes, o peronismo foi banido, e seus seguidores, perseguidos.
Perón se refugiou na Embaixada do Paraguai. De lá, foi para Venezuela, Panamá, República Dominicana e, finalmente, Espanha.
A volta
Com o governo repressor, foram criados grupos armados clandestinos que matavam e pressionavam pela volta das eleições democráticas - com a possibilidade da candidatura de Perón. A pressão fez com que o governo permitisse a volta do ex-presidente no final de 1972 e chamasse novas eleições.
A vitória de Perón no pleito de 1973 levou sua nova esposa, Isabela (de verdadeiro nome María Estela Martínez e que ele conheceu no exílio), ao cargo de vice-presidente.

Foto: AFP Operários se reuniram na Praça de Maio para manifestar apoio ao presidente que renunciou, em 1955 (Foto: AFP)Com a sua volta, criou-se a expectativa de que ele conseguiria, como antes, acalmar os ânimos e abrandar os extremismos, costurando um pacto social baseado em alianças. Mas o cenário que ele encontrou foi diferente do que estava acostumado.
O desgaste provocado pelo centralismo da ditadura não possibilitou um afunilamento do poder. A crise do petróleo também dificultou as coisas para Perón. Embora com resultados primários positivos, os signatários do pacto demonstraram pouca vontade de cumpri-lo e, em junho de 1974 Perón convocou uma concentração para pedir às partes mais disciplina.
"Nos dois primeiros mandatos, Perón tinha como objetivo a transformação da sociedade e, no terceiro, a sua pacificação política. Os inconformados foram muitos, e o principal apoio neste caso veio da direita peronista, que entendia que que a figura de Perón era suficiente para garantir o funcionamento das instituições e a integridade nacional. Eles viam a esquerda do peronismo como infiltrada e internacionalista", explicou o historiador Ferreras.
Mas o ex-presidente teve pouco tempo para governar. Em 1º de julho de 1974, ele morreu, deixando Isabela (conhecida como "Isabelita") em seu lugar.
"Na segunda fase do governo peronista, os atores mudaram de estratégia, e o conflito recuperou suas formas clássicas", escreveu Romero. Segundo ele, até os peronistas se convenceram de que a queda de Isabelita era inevitável. Em março de 1976, ela foi deposta pelos militares.
O legado de Perón, no entanto, permanece até hoje embutido na política argentina. Segundo Ferreras, com a morte de Perón ficou mais evidente a existência de correntes conflitantes no interior do peronismo, mas alguns de seus valores continuam vigentes.
"A sociedade tem mudado, e o peronismo conseguiu a façanha de mudar junto. Em grande medida, e simplificando, existe um setor redistribucionista e outro que encarna o legado de pragmatismo. Isto às vezes se confunde, e ambos setores são capazes de manter o pragmatismo e o redistribucionismo, com doses diferenciadas", conclui o historiador.
Inglaterra quer universalizar conexão banda larga até 2010
16/06/09 - 17h14 - Atualizado em 16/06/09 - 17h22
Inglaterra quer universalizar conexão banda larga até 2010
Cerca de 15% dos lares britânicos ainda não têm acesso à internet rápida.
Governo quer usar imposto de 3,6 bilhões de libras hoje destinado à BBC.
O governo da Inglaterra informou que pretende universalizar o acesso à banda larga até 2010 e planeja usar um imposto para financiar as conexões rápidas à internet, ao revelar planos que devem exigir uma parte dos recursos que hoje são destinados à empresa de mídia BBC.
A BBC recebe 3,6 bilhões de libras (quase R$ 11,5 bilhões) de um imposto pago por todos os domicílios na Grã-Bretanha com aparelhos televisores. Esse dinheiro nunca antes teve de ser repartido, e a rede indicou que manifestará sua oposição a quaisquer planos para realocação dos recursos.
O ministro britânico das Comunicações, Stephen Carter, afirmou que cerca de 200 milhões de libras (ou R$ 634 milhões) terão que ser gastos com a ampliação da cobertura para os 15% de domicílios que atualmente não têm acesso a conexões de banda larga de 2 megabits por segundo.
A maior parte desses 200 milhões de libras viria do dinheiro que atualmente é concedido à BBC. Os fundos estavam anteriormente ligados a um programa para ajudar idosos a trocarem suas televisões analógicas por digitais, mas o dinheiro não foi usado.
A empresa de telecomunicações BT deve ter um papel importante na ampliação da banda larga por meio de uma série de tecnologias já existentes.
Inglaterra quer universalizar conexão banda larga até 2010
Cerca de 15% dos lares britânicos ainda não têm acesso à internet rápida.
Governo quer usar imposto de 3,6 bilhões de libras hoje destinado à BBC.
O governo da Inglaterra informou que pretende universalizar o acesso à banda larga até 2010 e planeja usar um imposto para financiar as conexões rápidas à internet, ao revelar planos que devem exigir uma parte dos recursos que hoje são destinados à empresa de mídia BBC.
A BBC recebe 3,6 bilhões de libras (quase R$ 11,5 bilhões) de um imposto pago por todos os domicílios na Grã-Bretanha com aparelhos televisores. Esse dinheiro nunca antes teve de ser repartido, e a rede indicou que manifestará sua oposição a quaisquer planos para realocação dos recursos.
O ministro britânico das Comunicações, Stephen Carter, afirmou que cerca de 200 milhões de libras (ou R$ 634 milhões) terão que ser gastos com a ampliação da cobertura para os 15% de domicílios que atualmente não têm acesso a conexões de banda larga de 2 megabits por segundo.
A maior parte desses 200 milhões de libras viria do dinheiro que atualmente é concedido à BBC. Os fundos estavam anteriormente ligados a um programa para ajudar idosos a trocarem suas televisões analógicas por digitais, mas o dinheiro não foi usado.
A empresa de telecomunicações BT deve ter um papel importante na ampliação da banda larga por meio de uma série de tecnologias já existentes.
Marcadores:
Banda larga,
Computador,
comunicações,
Inglaterra,
Internet,
PC,
popular
Governo de Chávez reedita jornal criado por Simón Bolívar
27/06/09 - 21h37 - Atualizado em 27/06/09 - 21h37
Governo de Chávez reedita jornal criado por Simón Bolívar
Edição foi distribuída como encarte de jornal governamental.
Exemplar fez parte de comemorações pelo dia do jornalista no país.
O "Correo del Orinoco", criado em 1818 por Simón Bolívar durante a guerra da independência da Venezuela, foi reeditado neste sábado (27) pelo governo do presidente do país, Hugo Chávez, nas comemorações pelo Dia do Jornalista no país.
A edição "zero" do novo "Correo del Orinoco" foi publicada pelo Ministério do Poder Popular para a Cultura venezuelano e distribuído como um encarte do jornal governamental "VEA", informou a estatal Agência Bolivariana de Notícias ("ABN").
Em seu editorial, escrito por Chávez, o governante lembra que o jornal, criado por Bolívar para promover a luta pela independência, "tem plena pertinência atualmente".
O jornal, publicado entre 1818 e 1822, foi lançado para "praticar um jornalismo radicalmente diferente do da enganosa e infame 'Gazeta de Caracas', que agia como instrumento propagandista da causa realista", argumentou o presidente.
No editorial, Chávez reiterou que a "revolução" bolivariana que lidera há uma década "enfrenta o poder do império", que através de "transnacionais da informação e veículos de imprensa nacionais desvirtuam e desestabilizam nosso caminho rumo ao socialismo graças a falsidades".
Chávez acusa diversos veículos de imprensa privados de atuar como partidos de oposição e de divulgar supostas falsidades em detrimento de sua administração.
A oposição, por sua vez, acusa o chefe de Estado de ser autoritário e "intolerante" diante das críticas da imprensa.
Governo de Chávez reedita jornal criado por Simón Bolívar
Edição foi distribuída como encarte de jornal governamental.
Exemplar fez parte de comemorações pelo dia do jornalista no país.
O "Correo del Orinoco", criado em 1818 por Simón Bolívar durante a guerra da independência da Venezuela, foi reeditado neste sábado (27) pelo governo do presidente do país, Hugo Chávez, nas comemorações pelo Dia do Jornalista no país.
A edição "zero" do novo "Correo del Orinoco" foi publicada pelo Ministério do Poder Popular para a Cultura venezuelano e distribuído como um encarte do jornal governamental "VEA", informou a estatal Agência Bolivariana de Notícias ("ABN").
Em seu editorial, escrito por Chávez, o governante lembra que o jornal, criado por Bolívar para promover a luta pela independência, "tem plena pertinência atualmente".
O jornal, publicado entre 1818 e 1822, foi lançado para "praticar um jornalismo radicalmente diferente do da enganosa e infame 'Gazeta de Caracas', que agia como instrumento propagandista da causa realista", argumentou o presidente.
No editorial, Chávez reiterou que a "revolução" bolivariana que lidera há uma década "enfrenta o poder do império", que através de "transnacionais da informação e veículos de imprensa nacionais desvirtuam e desestabilizam nosso caminho rumo ao socialismo graças a falsidades".
Chávez acusa diversos veículos de imprensa privados de atuar como partidos de oposição e de divulgar supostas falsidades em detrimento de sua administração.
A oposição, por sua vez, acusa o chefe de Estado de ser autoritário e "intolerante" diante das críticas da imprensa.
Marcadores:
America Latina,
chavez,
Historia,
jornal,
publicação,
simon bolivar,
unificação
Flauta de 35 mil anos é mais antigo instrumento musical
25/06/09 - 05h00 - Atualizado em 25/06/09 - 05h00
Flauta de 35 mil anos é mais antigo instrumento musical do mundo
Primeiros humanos modernos da Alemanha produziram instrumentos.
Matéria-prima foi osso e marfim; para pesquisadores, é a origem da música.
A asa de um abutre e presas de mamute serviram de matéria-prima para produzir os mais antigos instrumentos musicais do mundo, afirma um estudo na edição desta semana da revista científica "Nature". São flautas encontradas em cavernas do sudoeste da Alemanha, testemunhas de uma aparente explosão de criatividade que tomou conta dos primeiros seres humanos a colonizarem a Europa.
A foto após a escavação, com detalhe para os furos dos dedos (Foto: H. Jensen/Universidade de Tübingen)
As flautas de osso (a mais completa e bem preservada) e de marfim foram encontradas e analisadas pela equipe de Nicholas J. Conard, arqueólogo da Universidade de Tübingen (Alemanha) que é um dos maiores especialistas nessa aparente Semana de Arte Moderna que aconteceu há cerca de 35 mil anos, na Europa da Idade do Gelo.

A escavação; no detalhe da flecha, os fragmentos das flautas de marfim (Foto: M. Malina/Universidade de Tübingen)
Depois de remontada, a flauta de osso de abutre revelou ter quase 22 cm de comprimento (embora ela não esteja inteira, até onde os pesquisadores podem estimar; pode ser que ela fosse ainda mais comprida). Com cinco buracos para os dedos, os arqueólogos estimam que ele pudesse produzir uma variedade de notas tão grande quanto a da maioria das flautas modernas.
Antes da descoberta, alguns pesquisadores tinham proposto que os neandertais, nossos parentes extintos mais próximos, também tinham tradições musicais. No entanto, os instrumentos alemães apresentam a primeira prova inequívoca da existência de música entre seres humanos modernos ou seus parentes. Na mesma época, artes como a pintura e a escultura também estavam emergindo na Europa.
Flauta de 35 mil anos é mais antigo instrumento musical do mundo
Primeiros humanos modernos da Alemanha produziram instrumentos.
Matéria-prima foi osso e marfim; para pesquisadores, é a origem da música.
A asa de um abutre e presas de mamute serviram de matéria-prima para produzir os mais antigos instrumentos musicais do mundo, afirma um estudo na edição desta semana da revista científica "Nature". São flautas encontradas em cavernas do sudoeste da Alemanha, testemunhas de uma aparente explosão de criatividade que tomou conta dos primeiros seres humanos a colonizarem a Europa.
A foto após a escavação, com detalhe para os furos dos dedos (Foto: H. Jensen/Universidade de Tübingen)
As flautas de osso (a mais completa e bem preservada) e de marfim foram encontradas e analisadas pela equipe de Nicholas J. Conard, arqueólogo da Universidade de Tübingen (Alemanha) que é um dos maiores especialistas nessa aparente Semana de Arte Moderna que aconteceu há cerca de 35 mil anos, na Europa da Idade do Gelo.

A escavação; no detalhe da flecha, os fragmentos das flautas de marfim (Foto: M. Malina/Universidade de Tübingen)
Depois de remontada, a flauta de osso de abutre revelou ter quase 22 cm de comprimento (embora ela não esteja inteira, até onde os pesquisadores podem estimar; pode ser que ela fosse ainda mais comprida). Com cinco buracos para os dedos, os arqueólogos estimam que ele pudesse produzir uma variedade de notas tão grande quanto a da maioria das flautas modernas.
Antes da descoberta, alguns pesquisadores tinham proposto que os neandertais, nossos parentes extintos mais próximos, também tinham tradições musicais. No entanto, os instrumentos alemães apresentam a primeira prova inequívoca da existência de música entre seres humanos modernos ou seus parentes. Na mesma época, artes como a pintura e a escultura também estavam emergindo na Europa.
Marcadores:
alemanha,
Antigo,
Arqueologia,
descoberta,
europa,
flauta,
Historia,
instrumento musical,
Musica,
Natureza,
neandertal,
Pesquisa
Evolução dos mamíferos é mais rápida em regiões quentes
25/06/09 - 15h01 - Atualizado em 25/06/09 - 15h35
Evolução dos mamíferos é mais rápida em regiões quentes, diz estudo
Pesquisa poderia explicar a riqueza da biodiversidade nos trópicos.
Um estudo realizado na Nova Zelândia sugere que a evolução molecular dos mamíferos é mais acelerada em regiões de climas mais quentes.
Os pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Auckland analisaram pares de mamíferos da mesma espécie e descobriram que o DNA dos que vivem em climas quentes muda com mais rapidez.
Essas mudanças â?? em que uma parte do código genético é substituída por outra - são conhecidas como "microevoluções" e representam o primeiro passo em direção à evolução.
Segundo os pesquisadores, o estudo ajudaria a explicar a riqueza da biodiversidade dos trópicos, já que a taxa de evolução seria maior nessas regiões mais quentes.
Diferenças
A pesquisa, publicada na revista científica Proceedings of the Royal Academy B, comparou o DNA de 130 pares de mamíferos -- um de cada par morava em altitude e latitude diferentes - de "espécies irmãs", que possuem similaridades genéticas.
Os pesquisadores observaram então as mudanças de um gene que codifica uma proteína conhecida como citocromo b, comparando o mesmo gene a um outro de "referência" em um ancestral em comum entre cada par de mamíferos.
Observando mutações desse gene no código de DNA - quando cada ponto de uma tabela do código genético era substituída por outra â?? os pesquisadores foram capazes de ver qual dos dois mamíferos tinha desenvolvido as "microevoluções" com maior rapidez.
Os resultados indicam que animais que habitam locais onde o clima é mais quente faziam uma vez e meia mais essas substituições genéticas do que aqueles que vivem em regiões mais frias.
Len Gillman, que coordenou o estudo, afirma que em latitudes mais altas, onde os ambientes são mais frios e menos produtivos, animais frequentemente conservam suas energias â?? hibernando ou descansando, para reduzir suas atividades metabólicas.
"Em climas mais quentes, a atividade metabólica anual é geralmente maior, o que os condicionará a um total maior de divisão de células por ano na linha germinativa", disse o pesquisador.
"Inesperado"
A ideia de que microevoluções ocorram com maior rapidez em ambientes mais quentes não é nova. Mas essa é a primeira vez que o efeito dessas mudanças pôde ser mostrado em mamíferos, animais que regulam a temperatura do próprio corpo.
"Nós já tínhamos encontrado um resultado parecido em espécies de plantas e, outros pesquisadores, em animais marinhos. Mas já que esses animais são ectotérmicos - ou seja, a temperatura de seus corpos é controlada diretamente pelo ambiente - todos assumiram que o efeito era causado pela condição climática, alterando, assim, a taxa de metabolismo desses animais."
Cientistas acreditam que essa ligação entre a temperatura e a taxa de metabolismo faz com que, em climas mais quentes, as células germinativas - que eventualmente desenvolvem-se em esperma e óvulos - se dividam com mais frequência.
"Ao passar do tempo, o aumento da divisão de células proporciona mais oportunidades para mutações ocorrerem em populações da mesma espécie. Isso aumenta a probabilidade de mutações favoráveis serem selecionadas de dentro de populações da mesma espécie", afirmou o pesquisador. .
"Nós suspeitamos que o mesmo efeito pudesse estar acontecendo em mamíferos, já que mudanças sazonais afetam as atividades dos animais", disse Gillman à BBC. "O resultado foi inesperado."
Evolução dos mamíferos é mais rápida em regiões quentes, diz estudo
Pesquisa poderia explicar a riqueza da biodiversidade nos trópicos.
Um estudo realizado na Nova Zelândia sugere que a evolução molecular dos mamíferos é mais acelerada em regiões de climas mais quentes.
Os pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Auckland analisaram pares de mamíferos da mesma espécie e descobriram que o DNA dos que vivem em climas quentes muda com mais rapidez.
Essas mudanças â?? em que uma parte do código genético é substituída por outra - são conhecidas como "microevoluções" e representam o primeiro passo em direção à evolução.
Segundo os pesquisadores, o estudo ajudaria a explicar a riqueza da biodiversidade dos trópicos, já que a taxa de evolução seria maior nessas regiões mais quentes.
Diferenças
A pesquisa, publicada na revista científica Proceedings of the Royal Academy B, comparou o DNA de 130 pares de mamíferos -- um de cada par morava em altitude e latitude diferentes - de "espécies irmãs", que possuem similaridades genéticas.
Os pesquisadores observaram então as mudanças de um gene que codifica uma proteína conhecida como citocromo b, comparando o mesmo gene a um outro de "referência" em um ancestral em comum entre cada par de mamíferos.
Observando mutações desse gene no código de DNA - quando cada ponto de uma tabela do código genético era substituída por outra â?? os pesquisadores foram capazes de ver qual dos dois mamíferos tinha desenvolvido as "microevoluções" com maior rapidez.
Os resultados indicam que animais que habitam locais onde o clima é mais quente faziam uma vez e meia mais essas substituições genéticas do que aqueles que vivem em regiões mais frias.
Len Gillman, que coordenou o estudo, afirma que em latitudes mais altas, onde os ambientes são mais frios e menos produtivos, animais frequentemente conservam suas energias â?? hibernando ou descansando, para reduzir suas atividades metabólicas.
"Em climas mais quentes, a atividade metabólica anual é geralmente maior, o que os condicionará a um total maior de divisão de células por ano na linha germinativa", disse o pesquisador.
"Inesperado"
A ideia de que microevoluções ocorram com maior rapidez em ambientes mais quentes não é nova. Mas essa é a primeira vez que o efeito dessas mudanças pôde ser mostrado em mamíferos, animais que regulam a temperatura do próprio corpo.
"Nós já tínhamos encontrado um resultado parecido em espécies de plantas e, outros pesquisadores, em animais marinhos. Mas já que esses animais são ectotérmicos - ou seja, a temperatura de seus corpos é controlada diretamente pelo ambiente - todos assumiram que o efeito era causado pela condição climática, alterando, assim, a taxa de metabolismo desses animais."
Cientistas acreditam que essa ligação entre a temperatura e a taxa de metabolismo faz com que, em climas mais quentes, as células germinativas - que eventualmente desenvolvem-se em esperma e óvulos - se dividam com mais frequência.
"Ao passar do tempo, o aumento da divisão de células proporciona mais oportunidades para mutações ocorrerem em populações da mesma espécie. Isso aumenta a probabilidade de mutações favoráveis serem selecionadas de dentro de populações da mesma espécie", afirmou o pesquisador. .
"Nós suspeitamos que o mesmo efeito pudesse estar acontecendo em mamíferos, já que mudanças sazonais afetam as atividades dos animais", disse Gillman à BBC. "O resultado foi inesperado."
Marcadores:
biodiversidade,
ciencia,
estudo,
evolução,
Geografia,
Nova zelandia,
Pesquisa,
tropicos,
Verão
EUA elegem o cão mais feio do mundo de 2009
27/06/09 - 07h20 - Atualizado em 27/06/09 - 07h22
EUA elegem o cão mais feio do mundo de 2009
Vencedor foi conhecido durante a feira de Sonoma-Marin, na Califórnia.
Ultimo campeão não pôde defender título, pois morreu no ano passado.

Foto: Noah Berger/AP Pabst foi o eleito o cão mais feio de 2009. (Foto: Noah Berger/AP)O cachorro mais feito do mundo foi conhecido nesta sexta-feira (26) durante a feira de Sonoma-Marin, que é realizada em Petaluma, no estado da Califórnia (EUA). O ganhador da edição deste ano foi o cão Pabst, de quatro anos.
O campeão faturou um prêmio de US$ 1,6 mil, além de troféu.
Entre os concorrentes deste ano, estava o cão Rascal, que venceu a disputa em 2002. Na votação on-line, a cadela da raça cristado chinês Miss Ellie tinha a preferência do público, seguido por Opie (outro cristado chinês) e Arf, mas, na eleição nesta sexta-feira, Pabst superou os favoritos e levou o título.

Foto: Associated Press O cão crestado chinês Gus, que foi o vencedor do cão mais feio do mundo em 2008. (Foto: Associated Press)O último campeão não pôde defender seu título. Gus morreu em novembro do ano passado por complicações causadas por um câncer de pele. Gus, que tinha 9 anos de idade, vivia na cidade de Tampa, no estado da Flórida.
Em 2007, o campeão foi Elwood, uma mistura das raças cristado chinês e chihuahua. No ano anterior, em 2006, o título foi conquistado por Archie --o cão morreu em julho de 2008. Em 2003, 2004 e 2005, o cristado chinês Sam foi tricampeão. --maior vencedor da história da competição, Sam morreu em 2005.
EUA elegem o cão mais feio do mundo de 2009
Vencedor foi conhecido durante a feira de Sonoma-Marin, na Califórnia.
Ultimo campeão não pôde defender título, pois morreu no ano passado.

Foto: Noah Berger/AP Pabst foi o eleito o cão mais feio de 2009. (Foto: Noah Berger/AP)O cachorro mais feito do mundo foi conhecido nesta sexta-feira (26) durante a feira de Sonoma-Marin, que é realizada em Petaluma, no estado da Califórnia (EUA). O ganhador da edição deste ano foi o cão Pabst, de quatro anos.
O campeão faturou um prêmio de US$ 1,6 mil, além de troféu.
Entre os concorrentes deste ano, estava o cão Rascal, que venceu a disputa em 2002. Na votação on-line, a cadela da raça cristado chinês Miss Ellie tinha a preferência do público, seguido por Opie (outro cristado chinês) e Arf, mas, na eleição nesta sexta-feira, Pabst superou os favoritos e levou o título.

Foto: Associated Press O cão crestado chinês Gus, que foi o vencedor do cão mais feio do mundo em 2008. (Foto: Associated Press)O último campeão não pôde defender seu título. Gus morreu em novembro do ano passado por complicações causadas por um câncer de pele. Gus, que tinha 9 anos de idade, vivia na cidade de Tampa, no estado da Flórida.
Em 2007, o campeão foi Elwood, uma mistura das raças cristado chinês e chihuahua. No ano anterior, em 2006, o título foi conquistado por Archie --o cão morreu em julho de 2008. Em 2003, 2004 e 2005, o cristado chinês Sam foi tricampeão. --maior vencedor da história da competição, Sam morreu em 2005.
Assinar:
Postagens (Atom)