Clique no PLAY para leitura automática do texto:

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Cadela prodígio reconhece mais de 340 palavras

07/01/10 - 14h40 - Atualizado em 07/01/10 - 15h19

Cadela prodígio reconhece mais de 340 palavras
Border Collie austríaca desafia noções dos limites da inteligência canina.

Uma cadela que vive na Áustria pode ser o cachorro mais inteligente do mundo, segundo o programa da BBC Horizon.

Conhecida apenas pelo codinome Betsy, a cadela da raça Border Collie tem sete anos e mora nos arredores de Viena. Sua verdadeira identidade é um segredo bem guardado.




A cadela Betsy. (Foto: BBC)

A psicóloga Juliane Kaminski, que realizou testes com Betsy, disse que a cadela consegue reconhecer objetos pelo nome, o que é surpreendente.

Com um vocabulário de mais de 340 palavras, Betsy está mudando as noções dos limites da inteligência canina

A dona de Betsy contou que a cadela começou espontaneamente a conectar palavras humanas com objetos quando tinha 4 ou 5 meses.

"Nós estávamos discutindo se devíamos brincar com a corda ou a bola, e Betsy foi buscar os objetos mencionados", disse.

A partir daí, eles começaram a treiná-la em palavras diferentes, um brinquedo por semana.

Criança
A compreensão de vocabulário de Betsy é equivalente a de uma criança de dois anos de idade. Por isso, a cadela foi testada em outros marcos de desenvolvimento humano.

Aos dois anos, crianças começam a entender o uso de símbolos físicos, como maquetes de objetos maiores.

Parece fácil, mas essa tarefa requer pensamento abstrato que vai além da capacidade de quase todos os animais.

Surpreendentemente, Betsy conseguiu cumprir a mesma tarefa, que nunca havia treinado antes com seus donos.

A cadela também conseguiu ir buscar um objeto que foi mostrado a ela em uma foto.

'Batman', com George Clooney, é eleito o pior filme

03/02/10 - 18h01 - Atualizado em 03/02/10 - 18h01

'Batman', com George Clooney, é eleito o pior filme de todos os tempos
Pesquisa foi feita com leitores da revista britânica Empire.
'A reconquista', com John Travolta, ficou em segundo lugar.




Foto: Divulgação George Clooney (Batman), Arnold Schwarzenegger (Mr. Freeze), Chris O'Donnell (Robin), Alicia Silverstone (Batgirl) e Uma Thurman (Hera Venenosa), no pôter do filme. (Foto: Divulgação)O mais recente filme do astro hollywoodiano George Clooney, "Amor sem escalas", recebeu na terça-feira (2) cinco indicações ao Oscar, mas há um trabalho do que ele não deve se orgulhar tanto - "Batman & Robin".

O filme de 1997, em que Clooney interpreta o Homem-Morcego, ao lado de Chris O'Donnell (Robin) e Alicia Silverstone (Batgirl), "venceu" uma pesquisa feita pela Internet pela revista Empire para escolher a obra mais desastrosa da história do cinema.

A revista disse que a "bomba" não só venceu a votação como obteve quase o triplo de votos do segundo colocado - "A reconquista", com John Travolta, uma adaptação de um romance de L. Ron Hubbard, fundador da religião chamada Cientologia.

A lista dos 50 filmes considerados os piores da história está no site da Empire (http://www.empireonline.com).

Confira os "top 10" da pesquisa:

1 - "Batman & Robin" (1997), com George Clooney, Alicia Silverstone, Arnold Schwarzenegger e Uma Thurman.



2 - "A reconquista" (2000), com John Travolta e Forest Whitaker



3 - "Guru do amor" (2008), com Mike Myers



4 - "O resgate do Titanic" (1980), com Jason Robards e David Selby



5 - "Deu a louca em Hollywood" (2007)



6 - "Portal do paraíso" (1980)



7 - "Sex lives of the potato men" (sem título em português) (2004)



8 - "Fim dos tempos" (2008), com Mark Wahlberg e Zooey Deschanel



9 - "Highlander 2: a ressurreição" (1991)



10 - "The room" (sem título em português) (2003).

Arqueólogos egípcios encontram duas tumbas de 2,5 mil anos

04/01/10 - 15h05 - Atualizado em 04/01/10 - 15h09

Arqueólogos egípcios encontram duas tumbas de 2,5 mil anos no Egito
Esqueletos e águias mumificadas foram encontradas no local.
As duas tumbas descobertas pertencem à 26ª dinastia dos faraós.




Arqueólogos encontraram tumba de 2,5 mil anos em Saqqara, distante 20 quilômentros do Cairo, capital do Egito (Foto: SUPREME COUNCIL OF ANTIQUITIES/AFP)

Arqueólogos egípcios encontraram duas tumbas de 2,5 mil anos em Saqqara, distante 20 quilômetros do Cairo, capital do Egito. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (4) pelo Conselho Superior de Antiguidade (CSA) do país.

As tumbas pertencem à 26ª dinastia dos faraós e foram descobertas em Ras el Guesr, cavadas nas rochas, afirmou o diretor da CSA, Zahi Hawass. A primeira delas "é a maior tumba descoberta em Saqqara", disse.

No local, uma imensa sala de onde partem várias passagebs e câmaras, foram encontradas vários esqueletos e águias mumificadas.

Na segunda tumba, de tamanho menor, foram encontrados recepientes de barro cozido. Essa descoberta demonstra que "Saqqara segue guardando segredos", disse Hawass.

A região de Saqqara é uma grande necrópole na região da antiga Memfis, onde se encontram numerosas tumbas e as primeiras pirâmides faraônicas.

Arqueólogos egípcios descobrem tumbas

10/01/10 - 12h32 - Atualizado em 10/01/10 - 13h30

Arqueólogos egípcios descobrem tumbas de construtores das pirâmides
Achado ajuda a entender como vivia e comia o povo há mais de 4.000 anos.
Segundo pesquisador, trabalhadores não eram escravos como se pensava.

Arqueólogos egípcios descobriram um grupo de novas tumbas de trabalhadores que construíram as pirâmides, abrindo espaço para entender a forma como eles viviam e comiam há mais de 4.000 anos. A revelação foi feita neste domingo (10) pelo departamento de antiguidades do país.




Imagem divulgada pelo Conselho Supremo de Antiguidades do Egito mostra as tumbas dos trabalhadores e as pirâmides (Foto: AP)

As tumbas são pertencentes à 4ª dinastia, entre os anos 2.575 a.C. e 2.467 a.C., quando as Grandes Pirâmides foram construídas, segundo o diretor do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, Zahi Hawass.

As primeiras tumbas de trabalhadores que construíram as pirâmides foram encontradas nos anos 1990 e, junto com as novas descobertas, indicam que os trabalhadores não eram escravos, como se pensava anteriormente.

"Essas tumbas foram construídas ao lado da pirâmide do rei, o que indica que essas pessoas não eram escravas, pois não poderiam ter construído suas tumbas dessa forma", disse Hawass. As tumbas eram usadas para trabalhadores mortos durante a construção.

As evidências encontradas apontam que aproximadamente 10 mil trabalhadores atuaram na construção da pirâmides e eles comiam 21 bois e 23 ovelhas que eram enviados diariamente para eles por fazendas do norte e do sul do Egito.




Tumba de trabalhadores egípcios de 4.000 anos atrás foi descoberta por arqueólogos (Foto: AP)

domingo, 22 de agosto de 2010

Arqueólogos chineses anunciam a descoberta de tumba

29/12/09 - 11h41 - Atualizado em 29/12/09 - 11h55

Arqueólogos chineses anunciam a descoberta de tumba de antigo general
Local foi achado em Xigaoxu, na província de Henan.
Cao Cao é lembrado por suas táticas de guerra.




Tumba do século III tem inscrições que falam sobe Cao Cao, lendário generak chinês conhecido por suas táticas 'maquiavélicas' (Foto: REUTERS)
Arqueologistas chineses descobriram uma tumba do século III que eles acreditam que pode ser de Cao Cao, o lendário político e famoso general em toda o leste da Ásia por suas táticas maquiavélicas.

A tumba, descoberta no vilareijo de Xigaoxue tem um epitáfio e inscrições que parecem se referir a Cao Cao, afirmou a televisão chinesa no domingo (27).

Venda de computadores em todo o mundo sofrerá queda

25/06/09 - 17h34 - Atualizado em 25/06/09 - 17h37

Venda de computadores em todo o mundo sofrerá queda de 6% em 2009
Serão 274 milhões de unidades vendidas este ano, segundo Gartner.
Estudo aponta ainda alta de 4,1% no mercado de computadores móveis.




Foto: Renato Bueno/G1 Netbooks devem vender 21 milhões de unidades este ano. (Foto: Renato Bueno/G1) A venda de computadores em todo o mundo sofrerá uma queda de 6%, de acordo com a mais recente previsão publicada pela consultoria Gartner, nesta quinta-feira (25). Isso significa que a comercialização mundial de PCs deve chegar a 274 milhões de unidades em 2009, contra as 292 milhões de 2008.

A nova estimativa é um pouco mais otimista do que a queda de 6,6% da última previsão feita pelo mesmo instituto, em maio, e do que os 9,2% previstos em março deste ano.

"O dinamismo do setor é mais forte do que o esperado em todos os mercados, mas especialmente no leste europeu. No entanto, o setor profissional segue em crise. Acreditamos que a melhora se deve às ofertas das empresas para eliminar estoque", considerou George Shiffler, um dos diretores da Gartner, ao jornal "El País".

Já a previsão de vendas de computadores móveis é de um total de 149 milhões de unidades em 2009, registrando alta de 4,1% em relação ao ano passado.

Apesar disso, o gasto médio com a compra de um laptop continua caindo, com a previsão de uma redução de 12,8%. Essa queda em grande parte reflete os preços mais baixos praticados no mercado de computadores móveis, impulsionados principalmente com a chegada dos netbooks.

E, de acordo com o Gartner, a previsão é de que sejam vendidas 21 milhões de unidades de netbooks este ano e 30 milhões para 2010. Apesar disso, neste último trimestre, pela primeira vez houve queda na venda deste tipo de hardware.

Sobre o Window 7, o novo sistema operacional da Microsoft, a Gartner prevê que não será um sucesso instantâneo quando do lançamento, previsto para outubro.

"O consumidor simplesmente adotará o novo sistema quando comprar um novo computador. Entre os profissionais, não acreditamos que adotem antes de um ano, quando se tenha comprovado a sua eficácia", avaliou Shiffler.

Tornozelo torcido sara mais rápido com gelo

24/06/09 - 16h08 - Atualizado em 24/06/09 - 16h08

Tornozelo torcido sara mais rápido com gelo do que com calor, diz especialista
Testes comparativos foram realizados com acidentados americanos.
Uso do frio fez com que recuperação fosse duas vezes mais rápida.




Foto: Leif Parsons/NYT Torceu o tornozelo? Prefira gelo (Foto: Leif Parsons/NYT)É bom aplicar calor a um tornozelo torcido?

Torções no tornozelo são uma das lesões mais comuns no esporte. Elas levam cerca de um milhão de americanos às clinicas todos os anos e causam problemas crônicos para muitas pessoas. O problema está claro, mas o tratamento de primeiros socorros, não: frio ou calor?

Muitas pessoas depositam total confiança no calor, afirmando que ele alivia a dor e promove a cura ao estimular o fluxo sanguíneo. Outros defendem o frio, precisamente pelo fato de que ele faz o inverso, diminuindo o fluxo sanguíneo e minimizando a inflamação.

Segundo pesquisas, o gelo é o grande vencedor. Em diversos estudos, cientistas compararam o calor e o frio ao designar aleatoriamente pessoas que apareciam em clínicas esportivas com torções para receber um tratamento ou outro, além de um analgésico, como o ibupofreno. Um relevante estudo descobriu que a imediata terapia com gelo "resultou em um retorno mais rápido às atividades, quer dizer, a capacidade de andar, subir escadas, correr e pular, sem dor".

Em pessoas com as lesões mais graves – incluindo ruptura de ligamentos –, o tratamento com gelo resultou em uma recuperação de 13 dias, em comparação aos trinta dias para os indivíduos tratados com aplicação de calor. Para melhores resultados, especialistas recomendam proteção, descanso, gelo, compressão e elevação. Eles alertam que o gelo só deve ser aplicado 20 minutos de cada vez.

Desta forma, conclui-se que o gelo é muito melhor que a aplicação de calor nos casos de torção do tornozelo.

Técnica induz mosquitos da dengue a espalhar veneno

25/06/09 - 17h12 - Atualizado em 25/06/09 - 17h12

Técnica induz mosquitos da dengue a espalhar veneno contra sua espécie
Teste foi feito por pesquisadores em Iquitos, no Peru.
Mortalidade das larvas chega a 98%, diz estudo.

Controlar o mosquito amplamente responsável por infectar pessoas com o vírus da dengue não é fácil. Isso porque o inseto, o famoso Aedes aegypti, evoluiu em paralelo com os humanos, vivendo nas proximidades e se reproduzindo até mesmo nas menores concentrações de água – água da chuva numa lata jogada, por exemplo, ou o pires embaixo de um vaso de flores.




O mosquito da dengue em ação (Foto: Reprodução)
Com tantos locais possíveis para reprodução, espalhar pesticida pode ser uma atividade meticulosa e cansativa. Porém, Gregor J. Devine, da Rothamsted Research, um instituto especializado em agricultura na Inglaterra, teve uma ideia diferente: por que não deixarmos que os próprios mosquitos façam o trabalho?

Ampliando estudos de laboratório que mostravam a capacidade de os mosquitos adultos apanharem um inseticida e transferi-lo, Gregor e seus colegas conduziram experimentos de campo em Iquitos, no Peru, usando piriproxifeno, um composto capaz de matar larvas sem causar danos a mosquitos adultos (ou a humanos, nas quantidades utilizadas).

Após uma refeição de sangue humano, uma fêmea de A. aegypti gosta de encontrar um local escuro e úmido para descansar enquanto seus ovos se desenvolvem, saindo mais tarde para encontrar água para depositá-los. Devine disse que o trabalho da equipe, descrito na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences", se aproveitou dessa rotina.

Ele e sua equipe montaram “estações de disseminação”, compostas por panos úmidos e escuros impregnados com piriproxifeno, em cantos e fendas de túmulos num cemitério. Quando uma fêmea descansava no pano, suas pernas carregavam um pouco do pesticida. Esse, por sua vez, se soltava quando ela pousava numa poça de reprodução. Os pesquisadores descobriram que montar essas estações em 3% dos locais disponíveis no cemitério resultava numa cobertura de quase todos os habitats de reprodução da área imediata, numa mortalidade de até 98% das larvas de mosquito.

Tailandeses 'transformam' elefantes em pandas

26/06/09 - 13h44 - Atualizado em 26/06/09 - 13h44

Tailandeses 'transformam' elefantes em pandas para agradar público
Para receber pandas de verdade, país investiu cerca de R$ 1 milhão.
Governo tenta chamar a atenção para os paquidermes, símbolo do país.




Elefantes pintados como pandas se apresentam para crianças em Bangcoc, capital da Tailândia. (Foto: Reuters)




Animais receberam 'cara nova' para chamar atenção do público, que tem dado mais atenção à chegada dos pandas ao país. Bichos vindos da China vão receber casa de R$ 1 milhão no zoo de Bangcoc. (Foto: Reuters)




Governo tailandês quer agora chamar a atenção para os elefantes, símbolo nacional. (Foto: Reuters)

Semente de árvore usa táticas de aviação

25/06/09 - 16h13 - Atualizado em 25/06/09 - 16h13

Semente de árvore usa táticas de aviação para se propagar
Engenheiro aeroespacial estudou as sementes de bordo.
Simulações em túnel de vento desvenderam seu movimento.

Uma bolota pode não cair do carvalho, mas o mesmo não pode ser dito da semente de bordo, com seu distinto formato de asa. Conforme ela cai, a ponta mais pesada da asa faz com que ela dê voltas no ar, desacelerando sua descida e permitindo que o vento carregue a semente, algumas vezes a até dois quilômetros de distância.

Estudos mostraram que a rotação da semente, chamada de autorrotação, gera uma elevação adicional, mas o motivo disso nunca havia sido explicado. Foi necessário um engenheiro aeroespacial, David Lentink, da Universidade Wagenigen, na Holanda, para desvendar o mistério.

Lentink, em parceria com Michael H. Dickinson, do MIT (Instituto de Tecnologia da Califórnia), e colegas, relata na revista "Science" que as asas geram um vórtice de ponta de ataque – um túnel horizontal de ar ao longo da asa – durante a descida. Esse vórtice é estável, segundo Lentink, porque possui um núcleo de baixa pressão capaz de reduzir a pressão do ar sobre a asa, fazendo com que ela seja sugada para cima. “Isso realmente aumenta a elevação", disse.

Suspeita
Lentink suspeitava que a semente pudesse gerar esses vórtices; muitas asas funcionam dessa forma, dadas as condições corretas. Para provar a hipótese, ele e seus colegas criaram um modelo, uma asa giratória robótica em óleo mineral. O modelo era dinamicamente dimensionado, significando que ele representava a aerodinâmica de uma verdadeira semente no ar.

Entretanto, Lentink percebeu que um modelo não seria o suficiente. “Biólogos se preocupam com os pequenos detalhes”, disse. “Eu tinha de me certificar que as sementes de verdade produziam esses vórtices." Usando um túnel de vento vertical repleto de fumaça, e ajustando com precisão a velocidade do vento, ele conseguiu fotografar a formação de vórtices em sementes de bordo reais, girando no mesmo lugar. Foi um trabalho meticuloso.

Entender como as sementes de bordo criam elevação adicional pode ser útil em projetos de naves giratórias, motorizadas ou não, que poderiam carregar sensores, câmeras ou outros dispositivos pelo ar. “Se você quiser fazer helicópteros em miniatura”, disse Lentink, “seria perfeito utilizar esses vórtices."

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Por recorde, mestre de kung fu fura 4 cocos

25/06/09 - 08h00 - Atualizado em 25/06/09 - 08h00

Por recorde, mestre de kung fu fura 4 cocos usando apenas um dedo
'Isso não é uma ilusão ou magia negra', disse mestre de kung fu.
Ho Eng Hui precisou de apenas 30s81 para furar os quatro cocos.

Na tentativa de entrar para o Guinness, livro dos recordes, o mestre de kung fu Ho Eng Hui, de 55 anos, furou em pouco mais de 30 segundos quatro cocos utilizando apenas o dedo indicador durante evento realizado em Malacca, na Malásia.




Ho Eng Hui durante a tentativa de entrar para o Guinness. (Foto: Reuters)
Segundo o jornal "New Straits Times", Hui levou apenas 30s81 para furar os quatro cocos. Ele melhorou o próprio recorde pessoal --antes, ele tinha como principal marca o fato de ter furado três cocos em 70 segundos.

"Isso não é uma ilusão ou magia negra. Sou capaz de fazer isso após aprender a dominar a técnica da arte marcial chinesa, usando apenas a força do meu dedo", disse o mestre, que terminou com dores na mão.

Planta prospera 'comendo' fezes

25/06/09 - 15h51 - Atualizado em 25/06/09 - 15h51

Planta prospera 'comendo' fezes de mamífero, afirma nova pesquisa
Flor é parente das chamadas plantas carnívoras, que digerem insetos.
Estratégia ajuda vegetal a obter nitrogênio para seu organismo.




Foto: Reprodução Uma das formas da planta (Foto: Reprodução)As plantas Nepenthes estão entre as espécies mais estranhas do planeta. Sua flor possui um amplo “recipiente” pendurado, onde a planta digere formigas e outros insetos que escorregam para dentro.

Porém, a Nepenthes lowii, encontrada em Bornéu, é ainda mais estranha. Ela obtém sua alimentação não de insetos, mas de musaranhos, que usam a planta como privada.

Jonathan A. Moran, da Universidade Royal Roads na Columbia Britânica, Charles M. Clarke, da Universidade Monash na Malásia, e colegas, descrevem essa “original estratégia de sequestro de nitrogênio” num artigo na revista científica "Biology Letters". Usando uma análise isotópica, eles estimam que as fezes do musaranho, depositadas nos recipientes da N. lowii, sejam uma fonte significativa de nitrogênio para as plantas.

A N. lowii é encontrada em altitudes elevadas, onde formigas e outros insetos são menos frequentes, contou Moran, que estuda plantas Nepenthes há duas décadas. Em seu estado imaturo, a planta desenvolve seu “recipiente” próximo ao solo e aproveita as poucas formigas disponíveis. “Quando você começa pequeno, é preciso capturar algo”, disse Moran.

Todavia, a planta madura desenvolve os recipientes no ar. Os musaranhos visitam as plantas para comer o néctar que vaza da cobertura aberta no recipiente, posicionando-se diretamente por cima dele.

“A forma acompanha a função”, disse Moran. Os recipientes da N. lowii “até mesmo se parecem com privadas”, acrescentou, “embora fôssemos educados demais para dizer isso no artigo”.

Novos estudos fecham o cerco sobre a explicação da origem da vida

17/06/09 - 18h56 - Atualizado em 17/06/09 - 18h56

Novos estudos fecham o cerco sobre a explicação da origem da vida
Pesquisas recentes ajudam a explicar surgimento das primeiras células.
Resultados paralelos mostram como podem ter surgido primeiros 'genes'.

Algo em torno de 3,9 bilhões de anos atrás, uma mudança na órbita dos planetas em volta do Sol enviou uma tempestade de grandes cometas e asteróides para o sistema solar interno. Seus violentos impactos cavaram enormes crateras ainda visíveis no solo da Lua, aqueceram a superfície da Terra em rochas fundidas e ferveram seus oceanos numa fumaça incandescente.

Mesmo assim, rochas que se formaram na Terra há 3,8 bilhões de anos, quase imediatamente após o fim do bombardeio, contêm possíveis evidências de processos biológicos. Se a vida consegue surgir de matéria inorgânica com tanta rapidez e facilidade, por que ela não é abundante no Sistema Solar e além? Se a biologia é uma propriedade inerente da matéria, por que os químicos, até então, foram incapazes de reconstruir a vida, ou qualquer coisa parecida, em laboratório?

A origem da vida na Terra é repleta de dúvidas e paradoxos. O que veio primeiro, a proteína de células vivas ou a informação genética que a produz? Como pode o metabolismo de seres vivos ser iniciado sem uma membrana confinadora para manter todos os compostos químicos juntos? Mas, se a vida começou dentro de uma membrana celular, como entraram os nutrientes necessários?

As questões podem parecer controversas, já que a vida começou de alguma maneira. Porém, para o pequeno grupo de pesquisadores que insiste em aprender exatamente como, houve frustração de sobra. Muitas pistas antes promissoras levaram somente a anos de esforços desperdiçados. Cientistas renomados, como Francis Crick, o principal teorista da biologia molecular, sugeriram silenciosamente que a vida pode ter sido formada em outro lugar e semeada no planeta – de tão difícil que parece ser encontrar uma explicação plausível para seu surgimento na Terra.

Uma nova esperança
Nos últimos anos, entretanto, quatro avanços surpreendentes renovaram a confiança de que uma explicação terrestre para a origem da vida eventualmente aparecerão.

Um dos avanços é uma série de descobertas a respeito das estruturas, parecidas com células, que poderiam ter se formado naturalmente de compostos químicos graxos provavelmente presentes na Terra primitiva. Essa pista surgiu de uma longa discussão entre três colegas sobre quem veio primeiro no desenvolvimento da vida, um sistema genético ou uma membrana celular. Eles finalmente concordaram que a genética e as membranas tinham de evoluir juntas.

Os três pesquisadores, Jack W. Szostak, David P. Bartel e P. Luigi Luisi, publicaram um manifesto bastante aventureiro na revista "Nature", em 2001, declarando que o jeito de se fazer uma célula sintética era fazer uma protocélula e uma molécula genética crescerem e se dividirem em paralelo, com as moléculas sendo encapsuladas na célula. Se as moléculas dessem à célula uma vantagem competitiva sobre outras células, o resultado seria “um sistema de replicação autônomo e sustentável, capaz para a evolução darwiniana”, escreveram eles.

“Ele estaria verdadeiramente vivo”, acrescentaram.

Um dos autores, Szostak, do Hospital Geral de Massachusetts, conseguiu desde então atingir uma quantidade surpreendente deste programa.

Simples ácidos graxos, do tipo que provavelmente já estava por aí na Terra primitiva, formará espontaneamente esferas de camada dupla, algo muito parecido com as membranas de camada dupla das células vivas de hoje. Essas protocélulas vão incorporar novos ácidos graxos alimentados na água, e eventualmente se dividirão.

Células vivas são geneticamente impermeáveis e possuem elaborados mecanismos para admitir apenas os nutrientes de que precisam. Porém, Szostak e seus colegas mostraram que moléculas pequenas conseguem entrar facilmente nas protocélulas. Se elas se combinam em moléculas maiores, porém, não conseguem sair – exatamente o acordo de que uma célula primitiva precisaria. Se uma protocélula é feita para encapsular um pequeno pedaço de DNA, e é então alimentada com nucleotídeos, os blocos construtores de DNA, estes vão espontaneamente entrar na célula e se ligar a outra molécula de DNA.

Num simpósio sobre evolução no Laboratório Cold Spring Harbor em Long Island, no mês passado, Szostak disse estar “otimista sobre colocar um sistema de replicação química em funcionamento” dentro de uma protocélula. Em seguida, ele espera integrar um sistema replicador de ácido nucléico com protocélulas divididas.

Os experimentos de Szostak chegaram perto de criar uma célula que se dividisse espontaneamente de compostos químicos supostamente existentes na Terra primitiva. Entretanto, alguns de seus ingredientes, como os nucleotídeos de ácidos nucléicos, são bastante complexos. Químicos da abiogênese, que estudam a química da pré-vida na Terra primitiva, há muito estão à beira do desespero sobre como os nucleotídeos poderiam ter surgido espontaneamente.

Complexidade
Nucleotídeos consistem em uma molécula de açúcar, como ribose ou desoxirribose, unida a uma base de um lado e um grupo de fosfato do outro. Químicos da abiogênese descobriram, com alegria, que bases como adenina podem se formar facilmente de compostos químicos simples, como cianeto de hidrogênio. Entretanto, anos de desapontamento se seguiram, quando a adenina provou não ser capaz de se unir naturalmente à ribose.

No mês passado, John Sutherland, químico da Universidade de Manchester, na Inglaterra, relatou na "Nature" sua descoberta de uma rota bastante inesperada para sintetizar nucleotídeos a partir de químicos prebióticos.

Ao invés de fazer a base e o açúcar separadamente de compostos químicos supostamente existentes na Terra primitiva, Sutherland mostrou como, sob as condições corretas, a base e o açúcar podiam ser construídos como uma única unidade, e dessa forma não precisariam ser unidos.

“Acho que o artigo de Sutherland foi o maior avanço dos últimos cinco anos em termos de química prebiótica”, disse Gerald F. Joyce, especialista em origem da vida do Instituto de Pesquisa Scripps, em La Jolla, Califórnia.

Assim que um sistema de auto-replicação se desenvolve a partir dos compostos químicos, esse é o início da história genética, pois cada molécula carrega o carimbo de seu ancestral. Crick, que estava interessado na química que precedeu a replicação, certa vez observou: “Depois deste ponto, o restante é apenas história”.

Joyce estudou o possível início da história ao desenvolver moléculas de RNA com a capacidade de replicação. O RNA, um primo próximo do DNA, quase com certeza o precedeu como a molécula genética de células vivas. Além de carregar informação, o RNA também pode agir como uma enzima para promover reações químicas. Joyce relatou na "Science", no início deste ano, que havia desenvolvido duas moléculas de RNA que podiam estimular a síntese uma da outra, partindo dos quatro tipos de nucleotídeos de RNA.

"Nós finalmente temos uma molécula imortal”, disse, referindo-se a uma cujas informações podem ser transmitidas indefinidamente. O sistema não está vivo, ele completou, mas realiza funções centrais da vida, como replicação e adaptação a novas condições.

"Gerry Joyce está cada vez mais próximo de mostrar que você pode ter auto-replicação de espécies de RNA”, disse Sutherland. “Assim, apenas um pessimista não lhe concederia o sucesso em alguns anos”.

Canhotos ou destros?
Outro avanço impressionante veio de novos estudos sobre as “mãos” das moléculas. Alguns compostos químicos, como os aminoácidos que formam as proteínas, existem em duas formas espelhadas, algo como as mãos direita e esquerda. Na maioria das condições que ocorrem naturalmente, eles são encontrados em misturas praticamente iguais dos dois formatos. Porém, numa célula viva, todos os aminoácidos são canhotos, e todos os açúcares e nucleotídeos são destros.

Químicos prebióticos há tempos devem uma explicação sobre como os primeiros sistemas vivos poderiam ter extraído apenas um tipo de mão dos compostos químicos, partindo das misturas da Terra primitiva. Nucleotídeos canhotos são um veneno, pois evitam que os nucleotídeos destros se unam numa corrente e formem ácidos nucléicos como RNA ou DNA. Joyce se refere ao problema como o “pecado original”, um trocadilho em inglês com a palavra “sin” (pecado) e “syn” (termo utilizado na química para algumas estruturas com mãos).

Os cientistas agora foram presenteados com um inesperado perdão para seus problemas com o pecado original. Pesquisadores como Donna Blackmond, do Imperial College London, descobriram que uma mistura de moléculas canhotas e destras pode ser convertida a apenas uma forma com ciclos de congelamento e derretimento.

Com esses quatro recentes avanços – as protecélulas de Szostak, o RNA de auto-replicação, a síntese natural de nucleotídeos e uma explicação para as “mãos” –, aqueles que estudam a origem da vida têm muito para estarem contentes, apesar da distância ainda a ser percorrida. “Em algum ponto, esses fios começaram a se juntar”, disse Sutherland. “Acho que todos nós estamos muito mais otimistas hoje do que cinco ou dez anos atrás”.

O que ainda falta
Uma medida das dificuldades à frente, entretanto, é que até agora existe pouco entendimento sobre o tipo de ambiente no qual a vida se originou. Alguns químicos, como Guenther Waechtershaeuser, argumentam que a vida começou em condições vulcânicas, como as de passagens do fundo do mar. Elas possuem os gases e catalisadores metálicos nos quais, ele argumenta, os primeiros processos metabólicos provavelmente surgiram.

No entanto, muitos biólogos acreditam que, nos oceanos, os criadores necessários da vida estariam sempre diluídos demais. Eles favorecem um ameno lago de água doce para a origem da vida, assim como Darwin, onde os ciclos de umedecimento e evaporação das margens poderiam produzir úteis concentrações e processos químicos.

Ninguém sabe ao certo quando a vida teve início. As evidências mais antigas geralmente aceitas para células vivas são fósseis de bactérias de 1,9 bilhões de anos atrás, encontrados em Ontário. Porém, rochas de dois locais da Groenlândia, contendo uma mistura incomum de isótopos de carbono que poderiam ser provas de processos biológicos, têm 3,83 bilhões de anos.

Como a vida poderia conseguir um início tão rápido, dado que a superfície da Terra estava provavelmente esterilizada pelo Poderoso Bombardeio Tardio, a chuva de gigantescos cometas e asteróides que desabou sobre a Terra e a lua cerca de 3,9 bilhões de anos atrás? Stephen Mojzsis, geólogo da Universidade do Colorado que analisou um dos locais da Groenlândia, disse na Nature, no mês passado, que o Poderoso Bombardeio Tardio não teria matado tudo, como geralmente se acredita. Em sua visão, a vida poderia ter começado muito mais cedo e sobrevivido ao bombardeio em ambientes do fundo do oceano.

Recentes evidências de rochas muito antigas, conhecidas como zircônios, sugerem que oceanos estáveis e placas continentais tenham surgido há até 4,04 bilhões de anos, meros 150 milhões de anos após a formação da Terra. Assim, a vida teria tido meio bilhão de anos para começar, antes do bombardeio cataclísmico.

Porém, geólogos discutem se as rochas da Groenlândia realmente oferecem sinais de processos biológicos, e geoquímicos frequentemente revisam suas estimativas para a composição da atmosfera primitiva. Leslie Orgel, pioneiro em química prebiótica, costumava dizer, “Apenas espere alguns anos, e as condições da Terra primitiva mudarão novamente”,contou Joyce, ex-aluno dele.

Portanto, químicos e biólogos estão sozinhos para descobrir como a vida começou. Na falta de evidências fósseis, eles não possuem indicações em relação a quando, onde ou como surgiram as primeiras formas de vida. Assim, eles só podem desvendar a vida reinventando-a em laboratório.

Notícia da morte de Michael Jackson derruba Google e Twitter

26/06/09 - 08h20 - Atualizado em 26/06/09 - 09h08

Notícia da morte de Michael Jackson derruba Google e Twitter
Sites sofreram sobrecarga de usuários horas depois da morte do cantor.
Golpistas aproveitaram notícia para criar novos golpes por e-mail.

serviço apresentou falhas devido a sobrecarga de usuários (Foto: Reprodução) Horas depois de a morte do cantor Michael Jackson ser anunciada, nesta quinta-feira (25), a sobrecarga de usuários buscando e criando conteúdo na internet chegou a derrubar serviços como as buscas do Google e a rede de microblogs Twitter.

As buscas no Google cresceram tanto, e em espaço de tempo tão curto, que a empresa achou que estava sendo vítima de um ataque, disse Gabriel Stricker, porta-voz da empresa, em entrevista à BBC.

Por aproximadamente 30 minutos, usuários que buscavam por "Michael Jackson" recebiam uma mensagem de erro alertando que o termo era "muito semelhante a requisições automatizadas" realizadas por vírus e softwares espiões.

No Twitter, serviço em que o internauta compartilha mensagens de até 140 caracteres com uma lista de seguidores, o número de publicações duplicou no momento em que a notícia da morte de Jackson foi divulgada.

Biz Stone, cofundador do Twitter, disse ao "Los Angeles Times" que esse pico de atividade foi o maior da história do serviço desde as eleições norte-americanas, em 2008. Foi registrada uma média de 5 mil mensagens (ou "tweets") por minuto. A sobrecarga resultou em alguns erros no sistema de busca e causou lentidão no serviço.

Ainda segundo o "Los Angeles Times", a frequência de atualizações no Facebook triplicou, mas a rede social não teve problemas técnicos.


Golpistas em ação
Os primeiros golpes virtuais baseados na notícia da morte de Michael Jackson começaram a circular cerca de 8 horas depois da divulgação das informações, segundo reportagem do "The Register".

A empresa de segurança Sophos identificou um spam que prometia mais detalhes sobre a morte do astro, mas, na verdade, era projetado para atacar os endereços de e-mail da vítima.

Segundo a Sophos, o e-mail não tem anexos, nem links. Se o usuário responder à mensagem, porém, o golpista consegue ter acesso ao catálogo de endereços da vítima. A recomendação dos especialistas é que e-mails suspeitos sejam deletados.

Líder habilidoso, Perón deixou 'legado eterno'

27/06/09 - 07h00 - Atualizado em 27/06/09 - 07h00

Líder habilidoso, Perón deixou 'legado eterno' na política argentina
Partido Justicialista foi criado em 1947, em seu primeiro mandato.
Evita Perón virou símbolo do 'Estado benevolente'.




Foto: AFP Perón faz o juramento após sua primeira vitória como presidente, em junho de 1946 (Foto: AFP)É impossível falar sobre a política argentina contemporânea sem mencionar o termo peronismo. Até porque a atual presidente do país, Cristina Kirchner, é do Partido Justicialista - criado quando Juan Domingos Perón estava no poder, em 1947. Nas eleições deste domingo (28), por exemplo, partidos dissidentes e favoráveis à doutrina criada por ele brigarão por cadeiras no Senado e na Câmara.

Perón foi um habilidoso militar e líder político que, além de implantar diversas conquistas sociais no país na década de 1940 e 1950, criou uma forma de governar que se tornou uma doutrina política na Argentina. Seu trunfo foi conseguir agradar a muitos de uma só vez.

"Perón consegue que os setores mais pobres da população, uma parte da classe média mais tradicional e alguns setores das classes altas se identificassem com seu programa de justiça social, soberania economica e fortalecimento do Estado, criando um movimento político do tipo policlassista que dava a cada setor possibilidade de progresso sem que entrasse em choque com os outros", afirmou em entrevista ao G1 Ricardo Sindicaro, autor do livro "Los tres peronismos" e professor da Universidade de Buenos Aires.

Acompanhe a história de um dos mais importantes políticos da Argentina:

Ascensão e primeiro mandato
Em 1943, um governo militar assumiu o poder no país. Com tendências diversas dentro do regime e com alguns setores assumindo apoio ao bloco alemão na Segunda Guerra, o governo estava encurralado e sendo chamado de nazista. era preciso achar outro foco dentro do governo. A saída foi um nome que despontava na Secretaria do Trabalho, o de Juan Domingos Perón.

Como secretário, ele convocou todos os dirigentes sindicais (menos os comunistas, que eram perseguidos) a se apresentar com as devidas queixas. Aos poucos, todos foram atendidos. Ele revigorou as aposentadorias, ajustou os salários de acordo com as categorias e estendeu os benefícios ao meio rural, criando o Estatuto do Peão.

“Perspicácia e preocupação o levaram a se dedicar a um ator social que, até então, era pouco levado em conta: o movimento operário”, escreveu Luis Alberto Romero, em seu livro “História contemporânea da Argentina” (Ed. Jorge Zahar).




Foto: AFP Perón e Evita em uma cerimônia em Buenos Aires no fim da década de 1940 (Foto: AFP) Para os militares, ele falava sobre a importância do Estado forte. Para os empresários, discursava sobre políticas de segurança social e sobre a ameaça das massas desorganizadas. No fim, dizia-se a pessoa certa para resolver tudo se tivesse poder para isso. Sua tática deu certo: ele se tornou candidato das eleições seguintes e venceu.

Como presidente, Perón lidou com crises econômias, optando por criar um mercado interno, estimulando a participação do estado e regulamentando a economia.

A partir de 1947, sua esposa, Eva Perón, assumiu a Secretaria do Trabalho e começou a fazer oficialmente a mediação entre os dirigentes sindicais e o governo, de maneira habilidosa. Logo depois, foi criada uma fundação com seu nome, para realizar obras de grande magnitude: fez escolas, hospitais, lares para idosos, estimulou o turismo e o esporte. “Eva Perón tornava-se assim a encarnação do Estado benfeitor e previdente”, escreveu Romero.

Segundo Elena Castiñeira de Dios, pesquisadora do Instituto Nacional Juan Domingo Perón, "Evita foi muito amada pelo povo humilde e igualmente odiada pelas classes altas, que não perdoavam seu passado de atriz".

O governo de Perón tinha uma ambiguidade intrínseca: ao mesmo tempo que libertava e dava benefícios às diversas classes, era autoritário. Os opositores do Legislativo eram cassados, e os jornais independentes, pressionados. Em meio ao centralismo do poder, uma emenda possibilitou a reeleição. E foi o que aconteceu em 1951, quando Perón foi reeleito com uma vitória esmagadora, conseguindo 64% dos votos - nas primeiras eleições com voto feminino na história da Argentina.

Segundo mandato e queda
Crises econômicas afetaram o país em 1949 e novamente em 1952, quando faltou carne e os cortes de energia assustaram a população. No inverno daquele ano, o povo também sofreu com a morte de Evita. Milhares de pessoas foram às ruas para homenagear a primeira-dama.

Radicalizando o autoritarismo, a oposição teve espaços ainda mais limitados, na imprensa e no próprio Parlamento, e o governo procurou “peronizar” todas as instâncias da sociedade. Nas Forças Armadas, havia cursos de preparação justicialista. Os nomes do casal Perón foram impressos em hospitais, praças, cidades, ferrovias. Para participar da administração pública, eram exigidos a exigência da filiação partidária e o uso do símbolo do luto pela morte de Evita.




Foto: AFP Mais de um milhão de pessoas foram ao funeral de Evita Perón (Foto: AFP)Mas a Igreja não se deixou peronizar. E foi exatamente nesse espaço que se concentrou a oposição mais ferrenha, crucial para a queda de Perón.

Em 1954, foi fundado o Partido Democrata Cristão, dando início oficial ao conflito do presidente com os católicos.

A Igreja não gostava do discurso laico do presidente e de sua interferência na Organização dos Estudantes Secundaristas. Por sua vez, o governo se incomodava com a intromissão da Igreja na política.

"Este foi um epifenômeno e bandeira da oposição. A relação com a Igreja foi fluida até 1954, quando começou o conflito. Porém, este foi mais uma desculpa da oposição. O fator principal de irritação foi o fato de que Perón era visto como um tirano pelos grupos políticos que estavam fora do poder e que não tinham como disputar com ele eleitoralmente, devido ao apoio continuado da massa da população", explica Norberto Ferreras, historiador e professor da Universidade Federal Fluminense.

Também o setore rural via ao peronismo como um inimigo, devido a sua política de transferência de recursos do setor rural para o industrial.

Em novembro de 1954, o presidente lançou um ataque aberto: reprimiu procissões, extinguiu o ensino religioso nas escolas, permitiu os prostíbulos, mandou prender sacerdotes e introduziu uma cláusula que autorizava o divórcio.

Em contrapartida, a Igreja espalhou folhetos pelas ruas e fez uma gigantesca procissão em Corpus Christi. Opositores da Marinha se aproveitaram da situação e também fizeram um levante.

Como era comum na atitude política de Perón, após o enrijecimento vieram atitudes conciliatórias: ele parou com os ataques e chamou a oposição para negociar.

Mas era tarde. Pressionado de todos os lados, ele renunciou em 1955, e seu governo deu lugar à “Revolução Libertadora” comandada pelo general Eduardo Lonardi e pelo almirante Isaac Rojas. Na maioria dos governos seguintes, o peronismo foi banido, e seus seguidores, perseguidos.

Perón se refugiou na Embaixada do Paraguai. De lá, foi para Venezuela, Panamá, República Dominicana e, finalmente, Espanha.

A volta
Com o governo repressor, foram criados grupos armados clandestinos que matavam e pressionavam pela volta das eleições democráticas - com a possibilidade da candidatura de Perón. A pressão fez com que o governo permitisse a volta do ex-presidente no final de 1972 e chamasse novas eleições.

A vitória de Perón no pleito de 1973 levou sua nova esposa, Isabela (de verdadeiro nome María Estela Martínez e que ele conheceu no exílio), ao cargo de vice-presidente.




Foto: AFP Operários se reuniram na Praça de Maio para manifestar apoio ao presidente que renunciou, em 1955 (Foto: AFP)Com a sua volta, criou-se a expectativa de que ele conseguiria, como antes, acalmar os ânimos e abrandar os extremismos, costurando um pacto social baseado em alianças. Mas o cenário que ele encontrou foi diferente do que estava acostumado.

O desgaste provocado pelo centralismo da ditadura não possibilitou um afunilamento do poder. A crise do petróleo também dificultou as coisas para Perón. Embora com resultados primários positivos, os signatários do pacto demonstraram pouca vontade de cumpri-lo e, em junho de 1974 Perón convocou uma concentração para pedir às partes mais disciplina.

"Nos dois primeiros mandatos, Perón tinha como objetivo a transformação da sociedade e, no terceiro, a sua pacificação política. Os inconformados foram muitos, e o principal apoio neste caso veio da direita peronista, que entendia que que a figura de Perón era suficiente para garantir o funcionamento das instituições e a integridade nacional. Eles viam a esquerda do peronismo como infiltrada e internacionalista", explicou o historiador Ferreras.

Mas o ex-presidente teve pouco tempo para governar. Em 1º de julho de 1974, ele morreu, deixando Isabela (conhecida como "Isabelita") em seu lugar.

"Na segunda fase do governo peronista, os atores mudaram de estratégia, e o conflito recuperou suas formas clássicas", escreveu Romero. Segundo ele, até os peronistas se convenceram de que a queda de Isabelita era inevitável. Em março de 1976, ela foi deposta pelos militares.

O legado de Perón, no entanto, permanece até hoje embutido na política argentina. Segundo Ferreras, com a morte de Perón ficou mais evidente a existência de correntes conflitantes no interior do peronismo, mas alguns de seus valores continuam vigentes.

"A sociedade tem mudado, e o peronismo conseguiu a façanha de mudar junto. Em grande medida, e simplificando, existe um setor redistribucionista e outro que encarna o legado de pragmatismo. Isto às vezes se confunde, e ambos setores são capazes de manter o pragmatismo e o redistribucionismo, com doses diferenciadas", conclui o historiador.

Inglaterra quer universalizar conexão banda larga até 2010

16/06/09 - 17h14 - Atualizado em 16/06/09 - 17h22

Inglaterra quer universalizar conexão banda larga até 2010
Cerca de 15% dos lares britânicos ainda não têm acesso à internet rápida.
Governo quer usar imposto de 3,6 bilhões de libras hoje destinado à BBC.

O governo da Inglaterra informou que pretende universalizar o acesso à banda larga até 2010 e planeja usar um imposto para financiar as conexões rápidas à internet, ao revelar planos que devem exigir uma parte dos recursos que hoje são destinados à empresa de mídia BBC.

A BBC recebe 3,6 bilhões de libras (quase R$ 11,5 bilhões) de um imposto pago por todos os domicílios na Grã-Bretanha com aparelhos televisores. Esse dinheiro nunca antes teve de ser repartido, e a rede indicou que manifestará sua oposição a quaisquer planos para realocação dos recursos.

O ministro britânico das Comunicações, Stephen Carter, afirmou que cerca de 200 milhões de libras (ou R$ 634 milhões) terão que ser gastos com a ampliação da cobertura para os 15% de domicílios que atualmente não têm acesso a conexões de banda larga de 2 megabits por segundo.

A maior parte desses 200 milhões de libras viria do dinheiro que atualmente é concedido à BBC. Os fundos estavam anteriormente ligados a um programa para ajudar idosos a trocarem suas televisões analógicas por digitais, mas o dinheiro não foi usado.

A empresa de telecomunicações BT deve ter um papel importante na ampliação da banda larga por meio de uma série de tecnologias já existentes.

Governo de Chávez reedita jornal criado por Simón Bolívar

27/06/09 - 21h37 - Atualizado em 27/06/09 - 21h37

Governo de Chávez reedita jornal criado por Simón Bolívar
Edição foi distribuída como encarte de jornal governamental.
Exemplar fez parte de comemorações pelo dia do jornalista no país.

O "Correo del Orinoco", criado em 1818 por Simón Bolívar durante a guerra da independência da Venezuela, foi reeditado neste sábado (27) pelo governo do presidente do país, Hugo Chávez, nas comemorações pelo Dia do Jornalista no país.

A edição "zero" do novo "Correo del Orinoco" foi publicada pelo Ministério do Poder Popular para a Cultura venezuelano e distribuído como um encarte do jornal governamental "VEA", informou a estatal Agência Bolivariana de Notícias ("ABN").

Em seu editorial, escrito por Chávez, o governante lembra que o jornal, criado por Bolívar para promover a luta pela independência, "tem plena pertinência atualmente".

O jornal, publicado entre 1818 e 1822, foi lançado para "praticar um jornalismo radicalmente diferente do da enganosa e infame 'Gazeta de Caracas', que agia como instrumento propagandista da causa realista", argumentou o presidente.

No editorial, Chávez reiterou que a "revolução" bolivariana que lidera há uma década "enfrenta o poder do império", que através de "transnacionais da informação e veículos de imprensa nacionais desvirtuam e desestabilizam nosso caminho rumo ao socialismo graças a falsidades".

Chávez acusa diversos veículos de imprensa privados de atuar como partidos de oposição e de divulgar supostas falsidades em detrimento de sua administração.
A oposição, por sua vez, acusa o chefe de Estado de ser autoritário e "intolerante" diante das críticas da imprensa.

Flauta de 35 mil anos é mais antigo instrumento musical

25/06/09 - 05h00 - Atualizado em 25/06/09 - 05h00

Flauta de 35 mil anos é mais antigo instrumento musical do mundo
Primeiros humanos modernos da Alemanha produziram instrumentos.
Matéria-prima foi osso e marfim; para pesquisadores, é a origem da música.

A asa de um abutre e presas de mamute serviram de matéria-prima para produzir os mais antigos instrumentos musicais do mundo, afirma um estudo na edição desta semana da revista científica "Nature". São flautas encontradas em cavernas do sudoeste da Alemanha, testemunhas de uma aparente explosão de criatividade que tomou conta dos primeiros seres humanos a colonizarem a Europa.




A foto após a escavação, com detalhe para os furos dos dedos (Foto: H. Jensen/Universidade de Tübingen)
As flautas de osso (a mais completa e bem preservada) e de marfim foram encontradas e analisadas pela equipe de Nicholas J. Conard, arqueólogo da Universidade de Tübingen (Alemanha) que é um dos maiores especialistas nessa aparente Semana de Arte Moderna que aconteceu há cerca de 35 mil anos, na Europa da Idade do Gelo.




A escavação; no detalhe da flecha, os fragmentos das flautas de marfim (Foto: M. Malina/Universidade de Tübingen)
Depois de remontada, a flauta de osso de abutre revelou ter quase 22 cm de comprimento (embora ela não esteja inteira, até onde os pesquisadores podem estimar; pode ser que ela fosse ainda mais comprida). Com cinco buracos para os dedos, os arqueólogos estimam que ele pudesse produzir uma variedade de notas tão grande quanto a da maioria das flautas modernas.

Antes da descoberta, alguns pesquisadores tinham proposto que os neandertais, nossos parentes extintos mais próximos, também tinham tradições musicais. No entanto, os instrumentos alemães apresentam a primeira prova inequívoca da existência de música entre seres humanos modernos ou seus parentes. Na mesma época, artes como a pintura e a escultura também estavam emergindo na Europa.

Evolução dos mamíferos é mais rápida em regiões quentes

25/06/09 - 15h01 - Atualizado em 25/06/09 - 15h35

Evolução dos mamíferos é mais rápida em regiões quentes, diz estudo
Pesquisa poderia explicar a riqueza da biodiversidade nos trópicos.

Um estudo realizado na Nova Zelândia sugere que a evolução molecular dos mamíferos é mais acelerada em regiões de climas mais quentes.

Os pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Auckland analisaram pares de mamíferos da mesma espécie e descobriram que o DNA dos que vivem em climas quentes muda com mais rapidez.

Essas mudanças â?? em que uma parte do código genético é substituída por outra - são conhecidas como "microevoluções" e representam o primeiro passo em direção à evolução.

Segundo os pesquisadores, o estudo ajudaria a explicar a riqueza da biodiversidade dos trópicos, já que a taxa de evolução seria maior nessas regiões mais quentes.

Diferenças
A pesquisa, publicada na revista científica Proceedings of the Royal Academy B, comparou o DNA de 130 pares de mamíferos -- um de cada par morava em altitude e latitude diferentes - de "espécies irmãs", que possuem similaridades genéticas.

Os pesquisadores observaram então as mudanças de um gene que codifica uma proteína conhecida como citocromo b, comparando o mesmo gene a um outro de "referência" em um ancestral em comum entre cada par de mamíferos.

Observando mutações desse gene no código de DNA - quando cada ponto de uma tabela do código genético era substituída por outra â?? os pesquisadores foram capazes de ver qual dos dois mamíferos tinha desenvolvido as "microevoluções" com maior rapidez.

Os resultados indicam que animais que habitam locais onde o clima é mais quente faziam uma vez e meia mais essas substituições genéticas do que aqueles que vivem em regiões mais frias.

Len Gillman, que coordenou o estudo, afirma que em latitudes mais altas, onde os ambientes são mais frios e menos produtivos, animais frequentemente conservam suas energias â?? hibernando ou descansando, para reduzir suas atividades metabólicas.

"Em climas mais quentes, a atividade metabólica anual é geralmente maior, o que os condicionará a um total maior de divisão de células por ano na linha germinativa", disse o pesquisador.

"Inesperado"
A ideia de que microevoluções ocorram com maior rapidez em ambientes mais quentes não é nova. Mas essa é a primeira vez que o efeito dessas mudanças pôde ser mostrado em mamíferos, animais que regulam a temperatura do próprio corpo.

"Nós já tínhamos encontrado um resultado parecido em espécies de plantas e, outros pesquisadores, em animais marinhos. Mas já que esses animais são ectotérmicos - ou seja, a temperatura de seus corpos é controlada diretamente pelo ambiente - todos assumiram que o efeito era causado pela condição climática, alterando, assim, a taxa de metabolismo desses animais."

Cientistas acreditam que essa ligação entre a temperatura e a taxa de metabolismo faz com que, em climas mais quentes, as células germinativas - que eventualmente desenvolvem-se em esperma e óvulos - se dividam com mais frequência.

"Ao passar do tempo, o aumento da divisão de células proporciona mais oportunidades para mutações ocorrerem em populações da mesma espécie. Isso aumenta a probabilidade de mutações favoráveis serem selecionadas de dentro de populações da mesma espécie", afirmou o pesquisador. .

"Nós suspeitamos que o mesmo efeito pudesse estar acontecendo em mamíferos, já que mudanças sazonais afetam as atividades dos animais", disse Gillman à BBC. "O resultado foi inesperado."

EUA elegem o cão mais feio do mundo de 2009

27/06/09 - 07h20 - Atualizado em 27/06/09 - 07h22

EUA elegem o cão mais feio do mundo de 2009
Vencedor foi conhecido durante a feira de Sonoma-Marin, na Califórnia.
Ultimo campeão não pôde defender título, pois morreu no ano passado.




Foto: Noah Berger/AP Pabst foi o eleito o cão mais feio de 2009. (Foto: Noah Berger/AP)O cachorro mais feito do mundo foi conhecido nesta sexta-feira (26) durante a feira de Sonoma-Marin, que é realizada em Petaluma, no estado da Califórnia (EUA). O ganhador da edição deste ano foi o cão Pabst, de quatro anos.



O campeão faturou um prêmio de US$ 1,6 mil, além de troféu.



Entre os concorrentes deste ano, estava o cão Rascal, que venceu a disputa em 2002. Na votação on-line, a cadela da raça cristado chinês Miss Ellie tinha a preferência do público, seguido por Opie (outro cristado chinês) e Arf, mas, na eleição nesta sexta-feira, Pabst superou os favoritos e levou o título.



Foto: Associated Press O cão crestado chinês Gus, que foi o vencedor do cão mais feio do mundo em 2008. (Foto: Associated Press)O último campeão não pôde defender seu título. Gus morreu em novembro do ano passado por complicações causadas por um câncer de pele. Gus, que tinha 9 anos de idade, vivia na cidade de Tampa, no estado da Flórida.

Em 2007, o campeão foi Elwood, uma mistura das raças cristado chinês e chihuahua. No ano anterior, em 2006, o título foi conquistado por Archie --o cão morreu em julho de 2008. Em 2003, 2004 e 2005, o cristado chinês Sam foi tricampeão. --maior vencedor da história da competição, Sam morreu em 2005.