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domingo, 8 de dezembro de 2019

Cientistas provam que ponte revolucionária projetada por Da Vinci há 500 anos seria viável

Cientistas provam que ponte revolucionária projetada por Da Vinci há 500 anos seria viável


Em 1502, o sultão Bayezid II lançou um concurso para encontrar uma maneira de ligar Constantinopla (atual Istambul) à cidade vizinha de Gálata. 

domingo, 23 de dezembro de 2018

Obra do artista plástico Banksy se autodestrói após venda milionária

Obra do artista plástico Banksy se autodestrói após venda milionária



O artista plástico Banksy armou uma "pegadinha" durante o leilão de uma de suas obras. 

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Divulgados vídeos inéditos de Bruce Lee em ação


Divulgados vídeos inéditos de Bruce Lee em ação


Uma série de vídeos inéditos de Bruce Lee, restaurados digitalmente, vazaram na internet e estão fazendo sucesso no mundo todo. Tratam-se de imagens capturadas durante uma apresentação ao ar livre, na Califórnia, em 1967.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Quem foram os trovadores ? O Spotify da Idade Média


Quem foram os trovadores ? O Spotify da Idade Média


Atualmente, o acesso à música é algo fácil e natural. Por isso, é difícil imaginar um mundo em que as músicas estejam distantes de seus ouvintes e seu encontro seja limitado.

quarta-feira, 13 de março de 2013

10 artistas que mais venderam discos na história da música


10 artistas que mais venderam discos na história da música


Com a nova geração da música atual fazendo sucesso no mundo todo, muitas vezes, nos perguntamos: quem foram os maiores, os mais-mais da história? Em tempos de globalização, redes sociais e Youtube, é mais fácil (ou menos difícil) tornar um artista de fama mundial. Mas, em outrora, não havia nada disso. Essas estrelas reinavam (reinam) arrastando multidões aos seus shows e vendendo milhares de cópias de seus discos pelo mundo. Discos, que não foram poucos. O Elton John produziu sozinho, entre trilhas e compilações, 42 álbuns em sua carreira. E ainda figurou entre os músicos mais bem pagos de 2012 pela Forbes. Segue abaixo a lista dos artistas e seus albuns lançados.
A lista foi compilada pelo pessoal da Bcharts e usou como base as informações da Mediatraffic e ChartInFrance/UKMix.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Artista alemão vende mesa em formato de disquete



Artista alemão vende mesa em formato de disquete por R$ 1.860

'Floppy Table' é de metal e feita à mão pelo artista (Foto: Divulgação)

Móvel de metal é feito à mão e possui 'compartimento secreto'.
Peça conta também com gravação a laser e número de série.

O artista alemão Neulant van Exel criou uma mesa de centro em formato de disquete. O móvel é de metal e feito à mão, tem 70 cm de largura, 64 cm de altura e 45 cm de profundidade. A mesa ainda possui uma gravação a laser com um número de série e um compartimento secreto, que é revelado ao arrastar a cobertura móvel.

Disponível por encomenda online, a “Floppy Table” custa R$ 1860, fora os gastos com envio. No site do artista (Veja aqui: http://floppytable.com/floppytable-images-1.html) , há mais informações sobre o produto.

Móvel possui 'compartimento secreto', revelado ao arrastar cobertura móvel (Foto: Divulgação)


Artista impressiona com tatuagens hiper-realistas




Artista impressiona com tatuagens hiper-realistas no Reino Unido


Cliente exibe retrato de Einstein tatuado do braço (Foto: Reprodução)

Chris Jones trabalha em estúdio no País de Gales.
Tatuador passou 12 anos aperfeiçoando técnicas de 'realismo colorido'.

O tatuador Chris Jones se tornou famoso mundialmente por causa de seu trabalho hiper-realista, que é definido pelo artista como “realismo colorido”. Natural do País de Gales, o Jones trabalha em um estúdio em Cardiff, capital do país.

Chris passou 12 anos para melhorar sua técnica, para criar um portfólio que pudesse reproduzir o realismo fotográfico na pele de seus clientes.

O espartano 'Leônidas", do Filme '300', feito por Chris Jones (Foto: Reprodução)

Entre os desenhos feitos pelo tatuador, estão desde figuras famosas como Albert Einstein, Marilyn Monroe, personagens de filmes como Leônidas (“300”), Darth Vader ("Star Wars") até estrelas de desenho animado como da série “Muppets”. "Tatuar alguém com seu filme ou desenho favorito é sensacional”, contou Chris em entrevista ao jornal “Daily Mail”.

O artista afirma que gosta desse tipo de técnica porque é difícil e bastante desafiadora, e revelou que muitas pessoas chegam a duvidar da veracidade em alguns de seus desenhos. “Muitos não acreditam que se trata de uma tatuagem”, contou.

O portfólio do artista, contendo as tatuagens feitas recentemente, está disponível na página de Chris Jones no Facebook (Veja aqui: https://www.facebook.com/tattoosbychrisjones).

Artista passou 12 anos aperfeiçoando sua técnica de realismo colorido (Foto: Reprodução)




quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Artista venezuelano faz sucesso com tatuagens hiper-realistas


Artista venezuelano faz sucesso com tatuagens hiper-realistas


Tatuagem que lembra braço mecânico é destaque.

Yomico Moreno mantém estúdio de tatuagens em Caracas.


O artista venezuelano Yomico Moreno, que mantém um estúdio de tatuagens em Caracas, ganhou



destaque por causa de suas tatuagens hiper-realistas.


Tatuagem feita pelo artista Yomico Moreno lembra um braço mecânico. (Foto: Reprodução)
Em seu site, Moreno traz inúmeros trabalhos. A tatuagem que lembra um braço mecânico é uma
das que chamam atenção.

Yomico Moreno ganhou destaque por causa de suas tatuagens hiper-realistas. (Foto: Reprodução)


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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Pixação é Arte - João Wainer

PICHAÇÃO É ARTE - João Wainer



Trabalho como repórter-fotográfico em São Paulo e passo o dia todo rodando pelas ruas dessa gigantesca cidade. O banco da frente do carro de reportagem é meu escritório. O barulho das buzinas dos motoboys, o cheiro de fumaça e os congestionamentos fazem parte da minha rotina.

Faz tempo que comecei a prestar atenção às pichações que dominam os muros da cidade. Conheci alguns pichadores e descobri que existe uma guerra silenciosa na noite paulistana. Milhares de jovens disputam os lugares mais altos para marcar seu nome ou o de seu grupo. Eles escrevem num alfabeto próprio, desenvolvido com linguagem e códigos específicos. Ganha a disputa quem pichar mais alto, no lugar com maior visibilidade.

A cada nova história que escutava eu me interessava mais pelo assunto. Passei a reparar nas letras, a tentar decifrar cada palavra e mensagem como se fosse um quebra-cabeça. Aos poucos, aquilo que parecia caótico começou a fazer sentido para mim. Percebi que aquilo não era tão feio como alardeavam. Na verdade, a suposta feiúra da pichação até combinava com a paisagem acinzentada de São Paulo. O estilo das letras, a forma, o jeito com que elas são escritas são lindos. Adoro ver no alto dos prédios aquelas pichações enormes, com letras enfumaçadas. Tento imaginar quem fez, como fez e o que passou pela cabeça dele enquanto fazia.

Pouca gente sabe, mas o estilo de letras criado pelos pichadores de São Paulo é cultuado na Europa. Existem livros na Alemanha que tratam exclusivamente da bela grafia das pichações paulistanas, com fotos e textos analíticos sobre o assunto. Creio que ao lado dos motoboys, os pichadores são o que há de mais representativo e genuinamente paulistano.

Além de bonito, o ato de pichar é um efeito colateral do sistema. É a devolução, com ódio, de tudo de ruim que foi imposto ao jovem da periferia. Muitos garotos tratados como marginais nas delegacias, mesmo quando são vítimas, ridicularizados em escolas públicas ruins e obrigados a viajar num sistema de transporte de péssima qualidade devolvem essa raiva na forma de assaltos, seqüestros e crimes. O pichador faz isso de uma maneira pacífica. É o jeito que ele encontrou de mostrar ao mundo que existe. Os jovens da periferia das grandes cidades precisam aprender a canalizar esse ódio para atividades não violentas, como o rap, o grafite e até mesmo as pichações - que também podem ser consideradas um esporte de ação, tamanha a descarga de adrenalina que libera em seus praticantes. Ser pichador requer ótimo preparo físico para escalar muros e prédios, andar por parapeitos com latas de spray e correndo o risco de ser pego pela polícia ou por algum morador furioso.

Não é só por isso que considero artísticas as pichações de São Paulo. A definição do que é arte tem algo de relativo e abstrato. O que é arte para uns, pode não ser para outros. Tudo depende das informações que cada um tem, onde e como vive, como cresceu e que tipo de formação educacional teve. É verdade que a ação dos pichadores desagrada e é condenada pela maioria das pessoas que vivem em São Paulo. Mas grandes artistas do último século usaram a arte para reverter conceitos estabelecidos e provocar mudanças de comportamento. Para isso, precisaram incomodar o establishment. Toda arte que se preze tem de incomodar, causar no espectador algum tipo de reação à qual ele não está acostumado. A pichação é um bom exemplo de como cumprir bem este papel.

Não defendo que cada leitor compre uma lata de spray e saia pichando seu nome por aí. Apenas tento entender, livre de preconceitos, um fenômeno que é visível nos pontos mais movimentados da cidade e que faz parte da vida de todos que andam por São Paulo. A pichação é o pano de fundo da cidade, um detalhe do cenário que combina com a cor do asfalto, o cinza dos prédios, o cheiro da fumaça que sai do escapamento dos ônibus, o barulho do motor, da buzina dos motoboys, da correria...


* Tem 28 anos e é repórter-fotográfico do jornal Folha de S. Paulo desde 1996

domingo, 10 de julho de 2011

As portas da percepção - Drogas

AS PORTAS DA PERCEPÇÃO - Drogas



Veneza. 3 de agosto, 1956: "Caro Doutor, gostaria de agradecer sua carta. Anexo segue o artigo sobre os efeitos das várias drogas que usei. Não sei se é apropriado para o seu jornal. Não faço objeção quanto a meu nome ser usado. Nenhuma dificuldade com a bebida. Nem desejo de consumir qualquer droga. Saúde geral excelente. Por favor, transmita minhas saudações a Mr. - (nome omitido). Utilizo seu sistema de exercícios diariamente, com excelentes resultados. Estive pensando em escrever um livro sobre narcóticos, se encontrar um colaborador que saiba lidar com a parte técnica."

O texto, intitulado "Carta de um empedernido viciado em drogas perigosas", é do escritor americano William Burroughs e foi endereçado a John Dent, médico britânico pesquisador do vício em drogas, que a publicou no British Journal of Addiction. Na carta, Burroughs, que passava por um período de desintoxicação, descreve de maneira minuciosa suas experiências com dezenas de drogas de diferentes classes: opiáceos (morfina, ópio, heroína), estimulantes (anfetamina, cocaína, bezedrina), cannabis (maconha, haxixe), alucinógenos (mescalina, ayuahuasca) e álcool, entre outras. As descrições foram incluídas como um apêndice ao tal livro sobre narcóticos que ele acabou escrevendo. Naked Lunch ou Almoço Nu, traduzido para o português, foi publicado em 1959. Delirante, caótica e autobiográfica, a obra, conseqüência de mais uma das recaídas do autor, foi repudiada pela crítica. Seu valor só foi reconhecido anos depois, e até hoje é tida como um dos marcos da história das letras. Mais: Almoço Nu, ao lado de On the Road (1957), de Jack Kerouac, e Uivo (1956), de Allen Ginsberg, converteu-se num clássico da literatura beatnik - e da literatura sobre (ou sob o efeito de) drogas também.

Essa relação entre drogas, criação e escritores e outros artistas, como pintores, músicos e atores, não foi inaugurada por Burroughs e sua turma. Registros de 50 mil anos atrás indicam que os neandertais já usavam uma erva estimulante com propriedades semelhantes às da efedrina e desenhos feitos em cavernas no período Paleolítico sugerem que os artistas conheciam alguns alucinógenos. Na Odisséia (cerca de 8 a.C.), Homero faz referências a uma bebida, oferecida por Helena a Telêmaco, capaz de aliviar a dor, e a uma planta (lótus) que seduz alguns marinheiros de Odisseu. O primeiro livro realmente dedicado ao tema é de 1821: Confissões de um Comedor de Ópio, escrito pelo inglês Thomas De Quincey.

Assim, por um lado, os beats (o termo foi usado pela primeira vez em 1948 por Kerouac e pretendia transmitir a idéia de "beatitude") não foram os primeiros a usar drogas e a escrever sobre elas. Por outro, não foram também os últimos. Álcool, maconha, heroína, ácido lisérgico (LSD) e substâncias afins sempre embalaram intimamente a criação artística (não toda, obviamente) e negar essa relação é tão ingênuo quanto ainda acreditar que o Sol gira ao redor da Terra - e não o contrário.

A lista de artistas e intelectuais que produziram ou produzem de mãos dadas com as drogas é gigante. Na música, os exemplos vão de Charlie Parker a Kurt Cobain; nas letras, do alcoólatra Lima Barreto e o "maldito" Leminski ao jornalista doidão Hunter Thompson; no teatro, de Antonin Artaud (viciado em ópio) a Fauzi Arap; no cinema, de Easy Rider a Zé do Caixão (sim, ele fez um filme chamado O Despertar da Besta, em que um psiquiatra injeta LSD em viciados para estudar os efeitos do tóxico diante de imagens do próprio Zé do Caixão); e, finalmente, nas artes plásticas, de Van Gogh (viciado em absinto) a Hélio Oiticica.

O importante - longe da apologia ou da condenação - é mostrar como essa união se relaciona com o desenvolvimento das artes e como ela operou transformações, boas ou ruins. Há bad trips e overdoses nesse casamento de risco? Sem dúvida. Há obras e histórias geniais decorrentes dele? Sem dúvida também.

"Para determinados artistas, as drogas serviram para aguçar a sensibilidade", diz Jorge Coli, professor de história da arte da Unicamp. "Mas elas não desencadeiam a criação se não houver o espírito criador." Jean-Arthur Rimbaud, poeta francês do século 19 e autor dos clássicos Uma Temporada no Inferno e Iluminações, acreditava no "desregramento dos sentidos" como meio de criação. "O poeta se faz vidente por um longo, imenso e racional desregramento de todos os sentidos", afirmava ele. O objetivo do desregramento era "reter a quintessência" das coisas. E, de acordo com Rimbaud, o haxixe, o ópio e o absinto eram bons elementos para atingi-lo.

Os beatniks - incluindo Gregory Corso, Gary Snider, Lawrence Ferlinghetti, entre outros da geração -, por sua vez, queriam ser um estilo de vida. "Antes da aparição dos beats não havia, nos jovens da época, qualquer relação entre seus mundos e suas mentes", afirma o jornalista Bruce Cook em seu livro The Beat Generation ("A Geração Beat", sem tradução para o português). A época, vale lembrar, era a década de 1950. "Em 1954, os Estados Unidos viviam o apogeu da Guerra Fria, acabando de sair da Guerra da Coréia e em pleno período do macarthismo, de perseguições a intelectuais militantes ou suspeitos de pertencerem a organizações de esquerda", afirmou Cláudio Willer na introdução da versão brasileira de Uivo, Kaddish e Outros Poemas, de Allen Ginsberg.

"Eu acho que a marijuana é um instrumento político. É um estimulante catalítico para toda consciência ligeiramente ampliada", afirmou Allen numa entrevista de 1960. Na mesma época, num depoimento para Gregory Corso, concluiu que "o negócio seria fornecer mescalina (alucinógeno extraído de um cacto) ao Kremlin e à Casa Branca, trancar os mandatários pelados num estúdio de televisão durante um mês e obrigá-los a ficarem falando em público até descobrirem o significado dos seus atos". "É assim que a televisão poderia ser adaptada ao uso humano."

Allen e companhia estavam, obviamente, contra a ordem do dia. E, contra eles, estava o establishment - de políticos a críticos. Uivo, quando publicado, em 1956, levou à cadeia seu editor, Lawrence Ferlinghetti, por venda de material obsceno. Liberado mais tarde, o livro se converteu num dos mais influentes da poesia americana do século 20. Além disso, abriu caminho para que On the Road (1957), escrito em três semanas e com 186 mil palavras num rolo de papel de telex, ficasse cinco semanas na lista dos livros mais vendidos. Só para lembrar: Kerouac precisou de muita benzedrina (estimulante), cigarro e café para pôr no papel suas frenéticas viagens pelos Estados Unidos e México embaladas pelo jazz.

À época, o bebop, uma variação "acelerada" do jazz, estava em voga. E Charlie Parker era um de seus representantes supremos. Bird, como o chamavam, tocava seu saxofone movido a vinho barato e muita heroína, a droga da moda e socialmente aceitável entre as pessoas ligadas à música. "Achava-se que usando heroína era possível tocar como Charlie Parker", disse Frank Morgan, um dos companheiros de Charlie, num documentário sobre o saxofonista. O uso da droga ajudou-o a gravar discos sensacionais como Jazz at Massey Holl, mas também levou-o a uma morte prematura, aos 34 anos. Para se ter uma idéia do estrago que a droga lhe fez, o médico responsável pela autópsia - sem saber a idade real do músico - estimou que o corpo era de alguém entre 55 e 60 anos de idade. "Música é a sua própria experiência. Pensamentos, sabedoria. Se você não vive isso, não transmitirá com o seu instrumento", afirmou Charlie certa vez.

No jazz, a heroína correu solta nas veias de muitos outros artistas. Entre eles, Billie Holiday, Chet Baker e Miles Davis, três nomes sagrados do gênero. Miles, dizem, teria criado o cool jazz ouvindo bebop e sendo auxiliado por algumas seringas. Mas nem sempre foi assim. No início do século 20, em Nova Orleans, o jazz era associado à maconha. Na década de 30, diversas músicas sobre o tema já haviam sido compostas e até Louis Armstrong falara bem a respeito da erva. Milton Mezzrow, um jazzista judeu de Nova York, fez o mesmo na década de 40 e afirmou em sua autobiografia, Really the Blues (algo como "O Verdadeiro Blues", sem tradução para o português), que fumar maconha o ajudava a tocar melhor.

Anos depois, porém, a heroína é que passaria a dominar a cena. E seu uso se disseminou até o rock‘n’roll dos tempos atuais (Pete Doherty, vocalista da banda inglesa Libertines, já foi internado e preso por causa de sua dependência da droga). Nesse gênero musical, pouquíssimos chegaram ao nível de Keith Richards, guitarrista dos Rolling Stones. Na década de 70, por exemplo, por conta do vício em heroína, ele chegou até a ter de "trocar de sangue" numa clínica suíça. "Trocar" é exagero. Na verdade, seu sangue foi filtrado numa máquina para que substâncias tóxicas fossem retiradas. Apesar da dependência de Keith (Jagger também não escapou), os Stones produziram alguns de seus melhores álbuns entre 1969 e 1971. Let It Bleed, de 69, pode ser considerado o primeiro "disco de heroína" do grupo. De acordo com a crítica inglesa, "Gimme Shelter", uma das faixas, teria sido composta por Keith numa "temporada" de algumas horas no banheiro de casa com a guitarra e um saquinho de heroína. Exile on Main Street, gravado em 1971 ( lançado em 72) e considerado a obra-prima dos Rolling Stones, é pico do começo ao fim. "Eu estava pegando pesado com heroína", afirmou Keith Richards no ano seguinte.

"A heroína alimenta o simbolismo de se viver no limite, do tipo ‘até onde eu consigo ir?’", afirmou numa entrevista à revista britânica Q Harry Shapiro, autor de Waiting For the Man: The Story of Drugs and Popular Music (algo como "Esperando pelo Homem: A História das Drogas e a Música Popular", sem tradução para o português). Eric Clapton, Steven Tyler, Lou Reed e Iggy Pop chafurdaram nela, mas sobreviveram. Kurt Cobain e Janis Joplin, entre outros, foram além do limite.

Paul McCartney admitiu ter experimentado heroína também, mas sem saber do que se tratava. "Não me dei conta do que havia usado. Me deram algo para fumar e eu fumei", afirmou em 2004 à revista britânica Uncut. Na publicação, Paul relembrou quando ficou preso por dez dias no Japão, em 1980, por estar com 225 gramas de maconha na bagagem. "Estava prestes a ir para o Japão e não sabia se conseguiria fumar alguma coisa por lá", disse. "O negócio era bom demais para jogar na privada, então eu resolvi levar comigo."

Quanto aos Beatles, é inegável que a maconha e o ácido lisérgico (LSD) foram fundamentais na criação de determinados trabalhos, especialmente em Revolver, Rubber Soul e Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band. Ringo Starr conta na série de documentário Beatles Anthology que no período de Rubber Soul a atitude do grupo mudou. "Acho que a maconha teve muita influência nas nossas mudanças", afirmou. Na mesma série, Paul disse: "Mudamos de ‘She Loves You’ para canções mais surrealistas". Já a influência do LSD foi escancarada em "Lucy in the Sky with Diamonds" e "Day Tripper", além da história de que o produtor George Martin teve de levar Lennon para tomar um ar no telhado da gravadora por causa de uma viagem de ácido. Os Beatles, porém, como afirmou Ringo, não conseguiam fazer músicas se estivessem alterados demais. "Sempre que abusávamos a música que fazíamos era uma bosta total", disse ele.

O LSD foi o combustível fundamental para os anos 60, época do amor livre, da Guerra do Vietnã e dos festivais. Na terceira edição do festival da ilha de Wight, em 1970, na Inglaterra, drogas e música proporcionaram algo inusitado: um show de Gilberto Gil, Gal e Caetano para cerca de 200 mil pessoas. Os três e mais umas 20 pessoas tocaram no mesmo palco onde dias depois (foram cinco dias no total) estiveram Jimi Hendrix, The Doors e The Who.

A apresentação aconteceu graças a Cláudio Prado, membro do grupo que gravou uma jam session ocorrida à base de LSD e maconha na barraca do hoje ministro Gilberto Gil. Ele levou a fita até a organização do festival, que autorizou os brasileiros a tocarem no segundo dia - dedicado a artistas pouco conhecidos. O show durou cerca de 40 minutos. No repertório, "London, London", "Aquele Abraço" e muito improviso. "O ácido nos deixou entusiasmados", diz o escritor Antonio Bivar, que foi ao palco tocar reco-reco. Co-tradutor da edição brasileira de On the Road, ele contou a experiência da ilha de Wight em seu livro Verdes Vales do Fim do Mundo. "Caetano e Gal não haviam tomado LSD."
Nesse caso, o alucinógeno ajudou a catalisar um momento da expressão artística. Mas nem sempre nem com todo mundo é assim, do tipo experimente alguma droga e saia escrevendo poemas de qualidade, pintando belos quadros e fazendo boa música por aí. Veja o que o escritor Aldous Huxley, autor de As Portas da Percepção (em que relata seu uso da mescalina), de 1954, e protagonista de experiências com LSD, disse numa entrevista à Paris Review em 1960. Perguntaram se ele via relação entre o processo criativo e o uso de drogas como o ácido lisérgico. Trecho da resposta: "Para a maioria das pessoas é uma experiência significativa e eu suponho que de um modo indireto pode ajudar no processo criativo. Mas não acredito que alguém possa se sentar e dizer ‘Eu quero escrever um poema brilhante e por isso vou tomar ácido lisérgico’. Não acho, de maneira alguma, que você vai atingir o resultado esperado."


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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Eminem supera Lady Gaga como artista preferido no Facebook

25/02/2011 13h36 - Atualizado em 25/02/2011 13h41

Eminem supera Lady Gaga como artista preferido no Facebook
No momento, há 28.980.568 pessoas que 'curtiram' ele na rede social.
Rapper deve superar Michael Jackson, que conta com 29 milhões de 'curtiu'.

É oficial: Eminem é o artista vivo de quem mais pessoas no Facebook dizem "curtir". O rapper de Detroit superou Lady Gaga esta semana nesse quesito. No momento, há 28.980.568 pessoas que afirmam "curtir" ele na rede social, contra 28.929.906 que dizem curtir Lady Gaga.

Eminem, 38 anos, vem recebendo ultimamente, em média, meio milhão de adeptos por dia, segundo a Famecount. Se continuar nesse ritmo, em breve ele deve ultrapassar Michael Jackson como o artista "preferido" no Facebook, já que o Rei do Pop conta atualmente com 29,1 milhões de indicações.


Eminem é o artista vivo que os usuários do Facebook mais 'curtiram' (Foto: Reprodução)Mas, no quadro mais amplo de influência nas redes sociais, Lady Gaga está muito à frente de Eminem em matéria de seguidores no Twitter, com 5 milhões a mais que o rapper.

Esta semana Eminem alcançou a marca de 1 bilhão de vezes em que suas músicas foram tocadas no YouTube, tornando-se, com isso, o terceiro artista a conseguir esse feito. Ele perde para Lady Gaga e Justin Bieber, estando atrás dos dois por uma diferença de 190 milhões e 340 milhões de vezes, respectivamente, em que suas músicas foram tocadas.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Artista russa inova e usa os seios para pintar quadros

23/11/2010 10h08 - Atualizado em 23/11/2010 10h11

Artista russa inova e usa os seios para pintar quadros
'Eu tive um sonho que estava fazendo isso e resolvi experimentar', disse.
Victoria Romanova criou a técnica há mais de 1 ano e tem mais de 25 telas.

A artista russa Victoria Romanova encontrou uma forma inusitada de pintar seus quadros. Ela usa os seios para dar vida às suas telas, segundo reportagem do jornal inglês "The Sun".


Victoria Romanova pintar seus quadros com os seios. (Foto: Reprodução/The Sun)"Eu tive um sonho que estava fazendo isso e resolvi experimentar de verdade. Eu não deixei ninguém me ver, mas fiquei orgulhosa dos resultados", afirmou ela, destacando que exibiu sua arte a uma galeria e conseguiu vender três telas.

Victoria, que trabalha no Museu Hermitage em São Petersburgo, disse que pinta com as mamas há mais de um ano. "Eu tenho mais de 25 pinturas", afirmou a artista, acrescentando que recebeu ofertas de várias partes do mundo.