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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

O Rei da Montanha - Arqueologia


O Rei da Montanha - Arqueologia


A encruzilhada da Grécia com a Pérsia
Sabe-se muito pouco sobre Comagena. Em suas montanhas desoladas e escarpadas, outrora cheias de florestas, moram, hoje, os curdos, um povo islâmico que luta por um Estado próprio, o Curdistão, reivindicando territórios da Turquia, Síria, Iraque e Irã. A guerrilha curda mantém as ruínas de Nemrud Dag inacessíveis. Toda a região está sob lei marcial turca. Além disso, não há estradas, nem vegetação, nem água, a subida é difícil e a neve chega a ter 4,5 metros de espessura. 

quarta-feira, 15 de julho de 2015

O corsário que viveu sozinho por quatro anos numa ilha e inspirou Robinson Crusoé


O corsário que viveu sozinho por quatro anos numa ilha e inspirou Robinson Crusoé


Você conseguiria se imaginar quatro anos sozinho numa ilha, apenas ao lado de ratos, gatos e bodes? A experiência pode não ter sido agradável, mas eternizou o homem que sobreviveu a essa situação e que serviu de inspiração ao clássico personagem Robinson Crusoé, de Daniel Defoe.

A ficção foi inspirada na vida de Alexander Selkirk, o sétimo filho de um sapateiro, nascido em 1676, em Fife, na Escócia. Quando tinha 19 anos, Selkirk decidiu fazer sua vida no mar, como corsário, um tipo de pirata “legalizado” pelo rei para atacar navios espanhóis na América do Sul.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Antártida - Região Selvagem

ANTÁRTIDA - Região Selvagem



Muito pouco além do branco e azul infinitos enchem os olhos de quem tem coragem de ir à Antártida. Destino inóspito até para os mais aventureiros, é o único continente na Terra que o homem não conseguiu conquistar. Um lugar em que 98% da superfície estão cobertos por uma enorme capa de gelo de milhares de metros de espessura. Um lugar com temperaturas abaixo de 0° C no verão e abaixo de -25° C no inverno. Fácil entender por que lá os seres humanos são espécie rara.

Antes do caçador de focas americano John Davis pisar lá, em 1821, não se tem notícia de povo algum habitando a Antártida, nem mesmo indígenas. Desde Davis, o que se acumulou de gente vivendo no continente gelado é basicamente uma população internacional: pesquisadores de diversas áreas do mundo, inclusive do Brasil, concentrados na costa e nos arquipélagos próximos ao continente. No verão, o número de habitantes chega a apenas 10 mil e, no inverno, não passa de mil. Só nas últimas décadas a locomoção foi facilitada, com botes infláveis movidos a motor.

O prazer de ver paredes de gelo gigantescas com formatos inusitados vem inevitavelmente acompanhado de um frio seco e muito vento gelado batendo no rosto (com a possibilidade de, do nada, sofrer o impacto de um vendaval de 100km/h e força de furacão!). Pode-se considerar a Antártida um deserto, já que é o continente mais árido do planeta. No verão, a luz do sol perdura por até 20 horas seguidas. No inverno, ao contrário, se vê escuridão a maior parte do tempo.

A paisagem não depende das horas para se modificar, mas do humor do clima, por isso o perigo é iminente em todos os cantos. Esqueça do relógio e conte com alguém que saiba se orientar pelos satélites. Uma tempestade de névoa pode anular a visibilidade do lugar em minutos e transformar uma simples saída de barco num passeio sem volta. Geleiras formam-se rapidamente entre os caminhos e, se o aventureiro não prestar atenção, fica perdido mesmo a alguns poucos metros de seu destino.

As condições extremas de permanência na Antártida mais o silêncio, o excesso ou falta de luz e uma beleza de poucas cores podem perturbar o equilíbrio psicológico de seus visitantes em poucos meses. Pesquisadores estão sujeitos a crises de estresse. Mas, apesar de remota e hostil, a Antártida é rica em vida selvagem, paisagens de tirar o fôlego e reservas naturais únicas.

Quase 100% do local ainda estão intactos e há muito mais biodiversidade dentro da água do que fora dela. A vida animal em terra é dominada por invertebrados, a maioria deles parasita de animas de sangue quente. Todas as 18 espécies de mamífero são total ou parcialmente marítimas, como as baleias e as focas, respectivamente. Os pássaros dominam a cena. São cerca de 100 milhões de indivíduos competindo pelos melhores lugares para arrumarem seus ninhos durante a procriação. Há sete espécies e oito categorias do cativante pingüim, um dos animais-símbolo do continente. O pingüim-imperador é o maior de toda a espécie no mundo - chega a pesar 30 quilos e a medir 1,15 metro de altura -, e o pingüim-rei, o segundo maior. Suas colônias estão entre os grandes fenômenos da vida selvagem na Terra, chegando às vezes aos milhões de indivíduos.

O ecossistema marinho é extremamente produtivo, o mais rico do universo e mostra seu potencial principalmente no verão, a estação de crescimento na Antártida. Com quase 24 horas diárias de sol (a propósito, enlouquecedor até para os mais acostumados), o fitoplâncton floresce e se afirma como base da cadeia alimentar. Alimenta o krill, um pequeno crustáceo que, por sua vez, serve de alimento para pássaros e mamíferos.

Apesar de seis meses de luminosidade por ano, o continente ainda esconde muitas áreas completamente inacessíveis, como um lago que fica embaixo de uma camada de gelo de 3 quilômetros de espessura, na Estação Vostok, base científica russa a 2 mil quilômetros do Pólo Sul. Não se tem idéia do que realmente pode ser encontrado em suas profundezas - 14 mil quilômetros quadrados de puro mistério (quem sabe animais pré-históricos congelados há milhares de anos?).

Por um lado, a inacessibilidade pode parecer um obstáculo ao conhecimento. Por outro, sorte do meio ambiente. Enquanto outros santuários ecológicos correm riscos imediatos de degradação, a Antártida deverá ser por muitas décadas a última fronteira do planeta para os homens.



Área total - 13 900 000 km²

Área intacta - 99%
Área protegida - 0.025%


Conservação e ameaça
As mesmas condições selvagens que nos encantam são responsáveis por boa parte da conservação ao criar um ambiente inóspito para a instalação de grandes populações. Os tratados assinados pelos países que lá mantêm suas bases também têm contribuído decisivamente para sua preservação. Dois grandes acordos regulam as atividades humanas no continente: o Tratado da Antártida, de 1961, e o conhecido Protocolo de Madri, estabelecido em 1991. O primeiro, assinado originalmente por 12 países, determinou principalmente o uso pacífico da região, proibindo os testes nucleares, e reafirmou sua condição de território livre - a Antártida não pertence a nenhum país. A exploração mineral foi terminantemente proibida como também qualquer atividade que venha a colocar em risco as espécies ameaçadas. Há ainda vários anexos referentes à avaliação de impacto ambiental, conservação da fauna e da flora, coleta e tratamento de lixo, prevenção de poluição marinha e criação e gerenciamento de áreas protegidas. Mesmo assim, a Antártida ainda sofre ameaças. As principais são: introdução de espécies não nativas, a pesca do krill e a exploração de minérios e óleo. A mais severa, no entanto, parece ser o impacto do aquecimento global. Se as temperaturas continuarem a subir, uma parte do gelo pode derreter, com conseqüências drásticas para áreas mais baixas em todo o planeta.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Desertos Norte-americanos - Região Selvagem

DESERTOS NORTE-AMERICANOS



Vales escaldantes e secos com temperaturas que podem chegar aos 50° C no verão ao lado de montanhas que têm seus picos cobertos de neve no inverno. Campos de flores selvagens que colorem desertos costeiros de paisagens desoladas cheios de imponentes cactos em suas mais variadas formas. Os desertos norte-americanos escondem um universo de contrastes e cenários improváveis.        

São quatro os grandes desertos situados no largo corredor de ecossistemas áridos que vai (norte e sul) do sudeste de Washington, nos Estados Unidos, até o estado de Hidalgo, no platô do México Central, e (leste e oeste) do centro do Texas até a costa do Pacífico, na península da Baja Califórnia: o da Grande Bacia, o Mojave, o Sonoran e o Chihuahuan.

Três desses são considerados "quentes": o Chihuahuan, o Sonoran e o Mojave, com altas temperaturas por todo o verão. O da Grande Bacia é o único "deserto frio" entre eles. O deserto de Chihuahuan é o maior de todos e também uma boa amostra das disparidades da região. Ainda que quase 90% do Chihuahuan tenham uma altitude relativamente baixa, uma das mais interessantes paisagens da região são as cadeias de montanhas, usualmente com mais de 1 800 metros de altura, separadas por grandes vales.

A topografia bacia-cadeia de montanhas é uma das razões para a alta diversidade de espécies, nem sempre comum numa região tão árida: os locais mais altos viram ilhas que abrigam organismos de temperaturas mais frias, e os mais baixos contêm organismos que se adaptam melhor no calor. Nos topos das montanhas prevalece a floresta conífera, muito diferente da vegetação seca que as cerca. A variação de temperatura, como não poderia deixar de ser, é impressionante: vai de recordes positivos de 50° C e negativos de -15° C.

Na vegetação seca, os cactos sobressaem-se, não apenas pela beleza, mas por seu endemismo e sua raridade também. Chiahuahuan é considerado o epicentro da diversidade de cactos e a mais rica região da Terra nesse grupo de plantas: são 318 espécies (21,2% das espécies do mundo, 70% das quais endêmicas). Ao longo do solo árido, duas das 318 espécies de cacto do deserto de Chihuahuan destacam-se por estarem bem representadas em diversas áreas.

O tipo de cacto conhecido pelos mexicanos como bisnaga gigante tem os espinhos amarelos e é usado como alimento para gados. E outro, bastante comum, é popularmente chamado de "tubo de fogo" devido aos brilhantes espinhos vermelhos de forma tubular. Pode alcançar até 3 metros de altura e 50 centímetros de diâmetro - é um verdadeiro sobrevivente do deserto, pois necessita de pouca água e suporta de calores intensos a geadas.

O deserto de Sonoran é considerado o mais quente dos quatro, e o que mais recebe chuvas, principalmente nas épocas de ação do El Niño, fenômeno natural de correntes que aquecem o mar. Durante esses períodos, a área desértica renova-se e prepara-se mais uma vez para enfrentar décadas de chuvas fracas e esparsas. Por isso, os animais dessa região são tão fortes: lobos, pumas, cachorros da pradaria, águias e cascavéis.

Perto da fronteira entre os desertos de Mojave e da Grande Bacia está o ponto mais baixo do Hemisfério Norte, a 282 pés abaixo do nível do mar: o vale da Morte (no Mojave). É o lugar mais seco dos Estados Unidos, onde foi registrada a mais alta temperatura (57° C!) da história do país. Não é nada raro o calor ultrapassar a marca dos 40° C.

A causa do nome soturno é pela inacessibilidade do local porque a paisagem não é nada soturna: os arredores do vale abrigam dunas douradas e cânions avermelhados que dão o contraste ideal para um pôr-do-sol entre os mais belos do mundo - principalmente na primavera, quando a paisagem fica repleta de flores selvagens.

Um dos principais parques nacionais da Grande Bacia é o Platô do Colorado. Lá também concentram-se relevos complexos, de altos e baixos separando locais frios e quentes. O território é côncavo, repleto de precipícios e a sensação é de estar sempre escondido.

O deserto do Sonoran é o local onde as culturas nativas sobreviveram em maior escala. Ao menos sete grupos mantêm suas identidades e três deles - os pápago, os sand pápago e os seri - sobreviveram totalmente dentro das fronteiras do deserto de Sonoran e suas dificuldades. Traços selvagens que, se depender da geografia de isolamentos, continuarão protegidos, embora não necessariamente vivendo em boas condições.



Área total - 1 416 134 km²

Área intacta - 75%
Área protegida - 23%


Conservação e ameaça
Os desertos norte-americanos enfrentam atualmente uma série de crescentes ameaças ambientais como a industrialização, a extração de minérios, a expansão dos limites das terras agrícolas, a introdução de espécies forasteiras por visitantes e pesquisadores, o crescimento populacional e o incremento do turismo (especialmente na costa do México). Todas essas ações levam à degradação da área e à perda de hábitat para a vida selvagem dos desertos e suas delicadas conexões. Apesar da região estar bastante intacta, as mudanças para pior têm sido rápidas. Mas felizmente também tem aumentado o interesse das pessoas em conservar esses biomas. Um exemplo de grande área entre as mais protegidas é o Platô do Colorado. Lá, 53% das terras estão sob proteção. No deserto do Mojave, 34% do território está protegido. Em Mojave, contudo, há uma contradição que merece ser analisada: a presença de seis grandes bases militares que lá estão instaladas. Ao mesmo tempo em que afetam a vida selvagem local com suas atividades, têm importante papel na conservação, limitando o acesso ao local e ajudando em pesquisas e descobertas.  

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Nova Guiné - Lugares selvagens

NOVA GUINÉ - Lugares Selvagens



As vozes da colorida população de Nova Guiné falam mais de mil línguas e dialetos. São tribos que vivem a distância física e cultural que um relevo acidentado, cheio de vales, proporciona. Não bastam canoas para se encontrar no meio das serras que rasgam a paisagem: as línguas são tão diferentes umas das outras que é impossível determinar até se possuem a mesma origem. Uma verdadeira torre de Babel, em pleno século 21. Para entender esses idiomas, seriam necessários 850 dicionários em Papua Nova Guiné e 250 em Papua, a metade leste e a metade oeste da ilha, respectivamente. Uma em cada três línguas usadas atualmente pela raça humana é encontrada nessa ilha bizarra e magnífica. Isso porque há apenas 6 milhões de habitantes: 0,1% da população total do planeta!

A região mais densamente povoada que simboliza a diversidade cultural de Nova Guiné são as Highlands, que, curiosamente, foi a última a ser descoberta: só na década de 30. Nessa época, as tribos não se conheciam mesmo, tinham diferentes costumes e vestimentas. Hoje em dia, muitos povos, como os dani, mantêm suas tradições. Agressivos, robustos e ávidos por uma batalha, os homens da tribo vestem apenas um ornamento que cobre o pênis e as mulheres uma pequena saia feita de grama.

Em algumas vilas na região do rio Sepik - um lugar onde os humanos e crocodilos convivem tranqüilamente - tribos se encontram em total isolamento. Bom exemplo de local inóspito é a província da Sandaun, na Papua Nova Guiné, próxima à fronteira de Papua. Chegar lá é extremamente complicado: não há estradas, como em grande parte da ilha, mas os rios são tão estreitos que o transporte se resume a longas e estreitas canoas. Uma vez lá, o sacrifício vale a pena: a região é circundada por praias soberbas, lindos lagos, vilas pitorescas. Até meados do século passado, o canibalismo era praticado pelos clãs que povoavam a área como forma de proteção contra o espírito do inimigo morto na batalha, e também para incorporar seus poderes físicos e espirituais. Ainda hoje a bruxaria continua uma prática difundida e utilizada, especialmente entre as tribos mais isoladas, com os feiticeiros sendo muito respeitados e temidos.

Situada ao norte da Austrália, Nova Guiné é a maior ilha tropical do mundo em tamanho e em riqueza de espécies. Suas florestas tropicais constituem a maior área selvagem e mais despovoada na região da Ásia e do Pacífico, e perdem em tamanho só para as florestas do Congo e a Amazônia. O ambiente natural é tão variado como a população: inclui matas tropicais em baixadas e serras, florestas de monções, pantanais, savanas e pastos inundados sazonalmente, florestas subalpinas e imensos matagais alpinos. O clima é quente, úmido e chuvoso durante quase todo o ano e, mesmo assim, precipitações de neve podem ocorrer nas alturas mais elevadas.

O principal motivo de o ambiente ser selvagem é a dificuldade de chegar lá. O relevo jovem é marcado por picos que, em muitos lugares, excedem os 3 mil metros de altura e alcançam 4 884 metros no Pucak Jay (antigo Mt Carstensz), ao oeste. Isso significa mais uma penca de praias paradisíacas, fantásticas cachoeiras e vulcões ativos - o último caso de erupção foi em 1851.

Como se não bastasse ter relevo peculiar e a diversidade de tribos, Nova Guiné ainda coleciona pássaros esquisitos. Há o venenoso pitohui (Pitoshui spp) que se defende quimicamente por meio das penas que levam um potente veneno, idêntico ao dos sapos mais tóxicos da América do Sul!

A relação dos pássaros com a cultura local também é singular. Muitos clãs tradicionais da Nova Guiné têm um pássaro como totem e cantam e dançam em devoção a ele. Outro bicho bastante intrigante da ilha é o marsupial de árvore. Bonitinho e vegetariano, ele sobe nos galhos para descansar e fugir dos predadores. É tão desconhecido que, desde 1990, duas novas espécies e duas novas subespécies foram descobertas por pesquisadores australianos. Infelizmente, esse mamífero está entre os mais ameaçados da ilha por ser caçado tanto para servir de comida quanto por sua valiosa pele.

De aparência nada fofa, o crocodilo de água salgada é considerado animal-símbolo. Esse bicho assustador pode atingir 6 metros de comprimento e tem a reputação de ser um devorador de humanos, com diversos casos já registrados. Mesmo assim, são cultuados por muitas tribos, como os pássaros. Em alguns grupos, os homens tatuam marcas circulares nas costas para imitar as escamas de um crocodilo. Incrível pensar que o interesse dos pesquisadores em relação a essa ilha é recente. Mas incrível mesmo é acreditar que Nova Guiné viva no mesmo tempo cronológico do resto do nosso planeta.



Área total - 828 818 km²

Área intacta - 70%
Área protegida - 11%


Conservação e ameaça


As ameaças à biodiversidade da Nova Guiné são similares às que afetam outras partes dos ambientes tropicais do mundo. Isso inclui, em curto prazo, a caça, a instalação de indústrias, a construção de estradas, o desenvolvimento desordenado e a mineração. A grande preocupação dos ambientalistas a longo prazo é o crescimento da população e a conversão de áreas da floresta em terras para a monocultura (especialmente o óleo de palmeira), que pode se tornar inimigo da vida selvagem. As alterações climáticas e a introdução de espécies não-nativas também podem causar impacto nos ecossistemas da ilha. Não é de se estranhar que, numa terra de tão complicada comunicação, Papua Nova Guiné e Papua precisem de uma legislação clara - e atualizada - para a conservação do hábitat e de suas espécies. Mesmo com essa defasagem, a ilha foi beneficiada, na última década, com alguns projetos. Mais recentemente, a Conservação Internacional tomou a iniciativa do desenvolvimento de dois grandes programas: um deles visa a conservação e o gerenciamento sustentável dos recursos marítimos e do hábitat em uma zona marinha de 10 milhões de hectares na Província de Milne Bay; o outro é focado nas florestas e bacias hidrográficas do rio Mamberamo, no norte de Papua, em uma área de também 10 milhões de hectares, que vai do nível do mar a regiões com mais de 4 mil metros de altitude.