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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Como a busca por um 'raio da morte' militar levou à descoberta do radar


Como a busca por um 'raio da morte' militar levou à descoberta do radar

Radares aeronáuticos são essenciais para a aviação moderna (Foto: Getty Images)

Cientistas britânicos dos tempos da Segunda Guerra tiveram um papel vital no desenvolvimento do radar, essencial para a aviação segura.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Conheça cinco partes do corpo que não servem para nada


Conheça cinco partes do corpo que não servem para nada


O corpo humano é um sistema complexo, com partes como membros, órgãos, tecidos, etc. que interagem de modo a nos permitir não apenas existir, mas também funcionar e se relacionar com o mundo. E elas são todas fundamentais, já que, se alguma falhar, todo o corpo é afetado.

Em busca do super-humano neuroprótese testada em ratos cegos poderá criar senso extra de localização nas pessoas


Em busca do super-humano neuroprótese testada em ratos cegos poderá criar senso extra de localização nas pessoas


Um experimento realizado na Universidade de Tóquio poderá ajudar no tratamento da cegueira ou até mesmo dar um poder extra às pessoas no que diz respeito à noção de localização. 

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Intimidade Escancarada - Monitoramento digital

INTIMIDADE ESCANCARADA - Monitoramento digital



Se você acha que sua privacidade já tem sido suficientemente desrespeitada pelas câmeras espalhadas por todos os cantos, pelos programas-espiões de computador, pelos telefonemas invasivos de telemarketing e por tantas outras pragas do mundo moderno, prepare-se: o futuro promete ser bem pior. O barateamento e a conseqüente difusão de determinadas tecnologias fará com que nenhum de nós consiga dar dois passos sem que alguém, em algum lugar, seja capaz de dizer por onde andamos.

Uma idéia do que vem por aí foi dada recentemente pela revista americana Reason. Em sua edição de junho de 2004, ela apresentou o que considera alguns aspectos positivos de uma sociedade com "privacidade zero". A capa da revista foi personalizada para cada um dos assinantes - são mais de 40 000 -, com o nome da pessoa, a foto aérea da casa de cada uma e a manchete: "Eles sabem onde você está!". O anúncio na contracapa foi também personalizado para cada assinante e sua vizinhança. A intenção da revista foi mostrar que, no futuro, será possível fazer uma publicação hiperindividualizada para cada leitor - com notícias, análises, comentários e anúncios preparados sob medida. E isso só será possível graças à "databasificação" da sociedade, ou seja, ao enorme e crescente volume de informações pessoais disponíveis nos mais diversos bancos de dados, ao alcance de quem quiser.

De acordo com o artigo da Reason, a perda da privacidade pode tirar o sono de muita gente, mas também tem suas vantagens: impulsiona a economia e torna a vida mais conveniente. Por exemplo, com informações que coletam sobre seus potenciais clientes, as empresas financeiras conseguem identificar quem são bons ou maus pagadores. Assim, podem barrar os caloteiros e conceder crédito mais barato aos que têm boa reputação na praça.



CAMINHO SEM VOLTA

No livro The Transparent Society (A Sociedade Transparente), de 1998, o físico americano David Brin defende a idéia de que já não adianta lutar contra a perda da privacidade. Agora, o jeito é brigar pela democratização e padronização das informações obtidas pelos métodos de controle da sociedade. Brin alerta para o fato de que, se as regras nesse sentido não forem estabelecidas desde já, a privacidade poderá se transformar em um privilégio reservado à elite.

Sob muitos aspectos, a perda da privacidade deve contribuir para realçar as diferenças sociais. Se hoje os vendedores de uma loja avaliam o potencial de um cliente com base apenas na aparência, no futuro eles terão embasamento instantâneo para definir quem deve receber um tratamento vip. A previsão é que, por volta de 2050, um grande banco de dados com informações sobre toda a população deve transformar a vida de cada um em um verdadeiro "livro aberto". Quem entrar em qualquer loja será imediatamente identificado não apenas pelo nome, mas também por outras informações pessoais, como a idade, o estado civil e os hábitos de compra.

Em 2030, o sistema atual de identificação com RG e CPF soará como pré-histórico graças aos avanços da biometria, a ciência que estuda características únicas dos indivíduos, capazes de diferenciá-los dos demais integrantes da população. O método de biometria mais cotado para se tornar o predominante daqui a alguns anos é o da identificação pela íris. Equipamentos ligados ao sistema de identificação estarão espalhados por todos os lugares, controlando o acesso a espaços públicos como empresas, lojas, estádios, condomínios, universidades e aeroportos. O sistema será acionado também nas movimentações financeiras. Assim, todos os passos de um cidadão ficarão registrados eletronicamente. Na verdade, nem precisamos ir tão longe no futuro. Hoje, ferramentas de busca como Google e Yahoo! conseguem manter um histórico de todas as pesquisas que você faz na internet.



OLHO NO CELULAR

Por volta de 2010, o telefone celular deverá ter-se consolidado como objeto não apenas de comunicação, mas de vigilância coletiva. Em 2004, foram vendidos em todo o mundo quase 200 milhões de celulares com câmeras embutidas. Já há casos nos Estados Unidos de assaltantes presos graças a fotos tiradas por aparelhos de celular e fornecidas à polícia. A possibilidade de que situações assim - para o bem ou para o mal - se tornem mais comuns aumenta à medida que a tecnologia gera produtos cada vez mais compactos e fáceis de ocultar. Em 2020, as indiscretas câmeras estarão nos óculos, nas canetas e nos anéis, exatamente como imaginado nos filmes de James Bond.

O potencial de vigilância dos celulares não se limitará às câmeras. Em mais alguns anos, os aparelhos terão incorporado a localização pela tecnologia GPS, recurso que, em função do alto custo causado pela utilização de satélites, esteve inicialmente reservado a situações como expedições a lugares inóspitos ou monitoramento de caminhões. O GPS será também aplicado a automóveis de passeio e até mesmo a roupas sofisticadas, tudo para facilitar a localização de pessoas em caso de seqüestro.

Com a mesma intenção de rastrear crianças desaparecidas ou seqüestradas, muitos pais decidirão implantar microchips de localização em seus filhos. As crianças, aliás, serão umas das maiores vítimas da invasão de privacidade nas próximas décadas. Muitas escolas já têm câmeras instaladas nas salas de aula e conectadas em tempo real à internet, tendência que tende a se tornar regra diante de pais cada vez mais ansiosos com o desempenho escolar dos filhos.

A presença dos "olhos artificiais" também tem sido cada vez mais percebida pelos funcionários das grandes corporações. Muita gente já se habituou a trabalhar o tempo todo sob a mira de uma câmera de vigilância. Nas próximas décadas, entretanto, a privacidade será ameaçada não apenas pelas ações do governo ou das empresas, mas também pelo cidadão comum. A democratização do acesso a recursos de vigilância deve despertar uma onda de voyeurismo. Quem garantirá que o simpático organizador daquele churrasco no salão de festas não terá instalado uma microcâmera nos banheiros?
Os legisladores já começam a se preocupar seriamente com essas possibilidades. Em setembro de 2004, o Congresso dos Estados Unidos aprovou uma lei que ficou conhecida como "antivoyeurismo". Ela prevê até um ano de prisão para quem fotografar genitais, nádegas e seios em lugares públicos sem consentimento. A lei foi criada a partir da proliferação de casos de câmeras escondidas em chuveiros, piscinas, quartos de hotel, banheiros e provadores de roupas em lojas.


Tendências




- RASTREAMENTO

Dentro de mais alguns anos, a popularização de tecnologias como o GPS vai permitir a localização de pessoas em qualquer parte do mundo.



- OLHOS ARTIFICIAIS

Em 2020, microcâmeras deverão ser instaladas nos lugares mais improváveis, como em óculos e anéis.



- IDENTIFICAÇÃO

Em 2030, equipamentos de identificação estarão espalhados por toda a parte, controlando o acesso a lugares como empresas, condomínios e universidades. Todos os passos de uma pessoa ficarão registrados.



- CRIANÇAS
As crianças serão umas das maiores vítimas da invasão de privacidade nas próximas décadas. Alguns pais vão implantar microchips nos filhos para poder monitorar seu paradeiro.


Seqüestro de e-mail




Imagine receber o seguinte e-mail: "Interceptamos a mensagem enviada por você no último dia 12, às 10h47, e a julgamos sigilosa o suficiente para que você não queira torná-la pública. Para evitar que isso aconteça, esteja às 14 h de amanhã na floricultura da praça em frente ao seu escritório, com 5 mil reais em dinheiro dentro de uma pasta. Qualquer tentativa de inviabilizar o negócio trará péssimas conseqüências para você e sua família".

Pode parecer ficção científica, mas o seqüestro de e-mails ou de qualquer outra informação importante que esteja na memória de um computador é mais uma modalidade criminosa que deve se espalhar em breve. Especialistas prevêem que todo tipo de crime praticado na "vida real" acabará, de alguma forma, transferido para o universo virtual.
O correio eletrônico é um sistema vulnerável, especialmente no período em que a mensagem fica armazenada no servidor, antes de ser distribuída. Fazendo uma analogia com o correio convencional, os especialistas em informática dizem que os e-mails são como aqueles cartões-postais sem envelope: qualquer um pode ler antes da entrega ao destinatário.


São Paulo, 15 de janeiro de 2035




Colocou o dedão no identificador. Aí veio o desastre previsível: além de borrar o esmalte, o bicho fez o favor de avisar que ela deveria remarcar seu papanicolau. O porteiro não precisava saber disso, mas ela confiou que ele também não soubesse o que era um papanicolau. Subiu no elevador tentando esconder a falha de esmalte com cuspe. Não conseguiu, mas pelo menos os vigilantes do prédio tiveram um momento de diversão com o vídeo. Quando se sentou em frente ao computador, desistiu de se lamentar pela unha da mão e resolveu apreciar seu pé, pela primeira vez esmaltado de vermelho. Tirou uma foto das unhas e subiu no fotolog. Aproveitou o momento, apontou a webcam para os pés e mostrou aos amigos do Messenger seu ato de ousadia. Isso rendeu uma hora de conversa, dez posts em blogs e um saudável adiamento do trabalho. Às 16h30, foi chamada para uma videoconferência com Miami.

Lá soube que sua meta de vendas deveria aumentar e que o gerente de Miami não usava fio dental. Saiu da reunião, voltou ao computador e enviou seu currículo para a concorrência, onde ela não seria tão exigida nem precisaria ver brócolis entre os dentes de seu chefe. Fim do expediente: apagou a pasta com 4 178 spams. No carro, a balança do automóvel avisou que ela havia engordado um quilo. Chegou em casa e ouviu a mãe na secretária eletrônica pedindo notícias. Não retornou. A última coisa que precisava era de alguém se metendo em sua vida.


Daniela Abade é escritora, criadora do site www.mundoperfeito.com.br e autora de Depois que Acabou (Gênese, 2003) e Crônicos (Agir, 2004)



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sábado, 19 de setembro de 2009

Localizador de pessoas do Google - Latitude

16/02/09 - 08h00 - Atualizado em 16/02/09 - 08h23

Localizador de pessoas do Google põe privacidade em xeque; saiba usar
trazemos perguntas e respostas sobre a nova ferramenta Google Latitude.
Especialistas explicam como fazer bom uso do serviço que localiza amigos.

Você buscou palavras no Google, pessoas no Orkut e possivelmente agora vai começar a caçar amigos no Latitude, um serviço gratuito do gigante da internet que promete apontar em mapas -- exibidos na tela do computador ou do telefone celular -- a exata localização de seus conhecidos. E também mostrará a essas pessoas onde você está. Apesar de esse serviço de localização não ser uma completa novidade, a entrada do Google no setor acelera sua popularização, reforçando também as polêmicas relacionadas a esse tipo de ferramenta.

Assim como aconteceu com o surgimento do telefone celular e das redes sociais, ainda não se sabe exatamente como a novidade será integrada à vida de seus usuários, e quais os efeitos ela terá sobre atividades cotidianas.




Google Latitude mostra localização de contatos na tela do celular ou do computador. Para seguir pessoas, é necessário ter autorização delas. (Foto: Reprodução )
Se o celular de certa forma acabou com o seu direito de se isolar e ficar incomunicável – a não ser, é claro, que você o desligue ou invente desculpas como “estou em uma área sem sinal” ou “vou entrar no túnel agora, deve cair a linha”, o Latitude vai limitar, inclusive, seu direito de ir para lugares onde você não gostaria de ser descoberto. Sim, você pode ligar e desligar o radar, e até mesmo “mentir” para a máquina, alterando sua localização. Mas até isso gera novos problemas e questões morais.

Ouvimos especialistas na área de tecnologia para entender o quanto o Latitude ameaça os direitos dos usuários, e qual é o uso adequado desse localizador. Confira abaixo perguntas e resposta sobre o novo serviço do Google.

- A ferramenta invade a privacidade dos usuários?

Foto: Divulgação Usuário pode escolher se quer exibir sua localização para os contatos, se quer ficar invisível ou escolher manualmente uma área no mapa. (Foto: Divulgação )Depende de como ele usar o Google Latitude e de quanta informação estiver disposto a compartilhar com seus contatos. Enquanto alguns acham absurda a possibilidade de serem localizados na tela dos celulares, outros podem não se importar em exibir sua localização em tempo real. É possível ainda usar a ferramenta de maneira parcial: ela pode ser desabilitada temporariamente e apontar uma localização falsa, onde o usuário não está naquele momento.

André Lemos, professor da faculdade de comunicação e pesquisador de cibercultura, acredita que os usuários de tecnologia já estão acostumadas a abrir mão de parte de sua privacidade. “O celular já é usado dessa forma, a primeira pergunta é ‘onde você está?’. Em geral, as pessoas estão se mostrando mais e vendo mais informações do outro também”, diz.

“O Latitude foi criado para pessoas que queiram dizer onde estão e para que elas encontrem amigos em seus movimentos pelas cidades. Usa quem quer: a pessoa diz quem poderá saber onde ela está e o nível de detalhe da sua localização”, continua Lemos, reforçando que todos têm direito à privacidade e ao anonimato. “Quem tem algo a esconder vai esconder [mesmo com o Latitude], pois já faz isso de uma forma ou outra.”

O professor e pesquisador Silvio Meira acredita que todos deveriam se preocupar com a privacidade antes de perdê-la e ter de lutar para recuperá-la.

“Quem pensa que não tem algo a esconder que se imagine fotografado nu, na privada, e a foto publicada”, provoca o professor de engenharia de software do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco, em Recife, e cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R). “A assimetria de informação [nenhuma pessoa saber tudo sobre outra] é parte essencial da infraestrutura de relacionamento da humanidade.”

- Para que o Google Latitude pode ser útil?
Desde que o usuário controle quanta informação quer compartilhar, a ferramenta pode ser útil para monitorar crianças e adolescentes em trânsito, acompanhar a rota de veículos (táxis e caminhões, por exemplo) e facilitar o encontro com pessoas conhecidas -- quando aquele amigo passar perto do seu trabalho, o Google Latitude vai avisar e você pode convidá-lo para tomar um café.




Foto: Divulgação Na tela do celular, usuário vê lista de amigos que podem ser localizados no mapa. (Foto: Divulgação )“Um serviço desses é ótimo para acompanhar amigos e parentes que estão viajando. Ou para empresas saberem a localização de funcionários que trabalham em campo. Também pode ser útil para os pais controlarem por onde andam os filhos, já que hoje a violência é uma preocupação constante no meio familiar”, afirma Bia Kunze, responsável pelo blog de tecnologia móvel Garota sem fio.



- Quais os riscos apresentados pelo Google Latitude?
O usuário que acessa esse serviço tem em mente que apenas as pessoas por ele autorizadas poderão visualizar sua localização, nos momentos em que ele permitir. O problema surge quando aqueles sem autorização se apoderam dos dados - caso de hackers, ladrões ou até mesmo empresas interessadas nos hábitos de consumidores.

“Dados pessoais e identidade podem ser furtadas. Os próprios cônjuges, hoje aos beijos, amanhã podem estar no pior dos mundos e recorrer à bisbilhotagem eletrônica. Se as informações caírem nas mãos de delinquentes, corremos o risco de sermos vigiados, seguidos, perseguidos e chantageados, onde quer que estivermos. É pouco?”, questiona Ethevaldo Siqueira, escritor especializado em novas tecnologias.

Já Lemos diz que o maior perigo dessa ferramenta não está na possibilidade de ver a localização de um usuário, mas na geração de perfis que podem ser usadas por empresas de marketing, publicidade, seguradoras e governos. Ele exemplifica, dizendo que uma seguradora de saúde pode cobrar mais de um cliente depois de traçar seu perfil e descobrir que ele gosta de feijoada, compra muitos alimentos gordurosos e vai sempre a churrascarias.

A Garota sem fio faz coro. “Não é apenas o fato de pessoas saberem sua localização que está em discussão. A dúvida maior é: o que o Google faz com essas informações? As políticas de privacidade do Google não detalham quem e como acessa esses dados. É a mesma discussão que acontece com o Gmail. Pelos anúncios mostrados nas páginas das mensagens, sabemos que a empresa acessa seus dados, ainda que de forma não-humana.”



- Em que situações o usuário deve deixar o localizador ativado?
Os critérios são muito pessoais. Siqueira defende que a ferramenta só deve funcionar quando alguém de confiança precisa saber da localização do usuário -- no resto do tempo, o Google Latitude deve ser mantido desligado.

“Para muitas pessoas e seus grupos, pode funcionar sempre. Para outras, nunca. A localização deveria ser um botão de emergência, para ser usada em situações bem particulares”, opina Meira. Lemos exemplifica um caso de necessidade: “o sistema pode ficar ligado quando o usuário estiver se dirigindo a lugares mais perigosos. Assim, terá alguém que possa, à distância, monitorar seus movimentos e ajudar caso haja algum problema”.



- Em que situações o Google Latitude deve ser desativado?
Quem responde é Silvio Meira. “Sempre que a informação sobre sua localização, disseminada para o conjunto de pessoas que pode ter acesso a ela, comprometer sua privacidade ou a assimetria de informação que lhe protege e às suas histórias. Imagine que você está atrasado para um compromisso e diz pra alguém, X, que está num engarrafamento. X conhece Y, que tem acesso à sua localização. X liga pra Y e, por acaso, descobre que você, na verdade, dormiu demais. Você vai precisar desligar a informação sobre sua localização em muitas situações”, conclui.




Ouvimos especialistas na área de tecnologia para saber o quanto o Latitude ameaça a privacidade dos usuários e também qual o uso adequado do localizador. (Foto: Divulgação)


- Em que casos alguém (como familiar, amigo, chefe) pode cobrar que um usuário do Google Latitude deixe o serviço habilitado?


Os especialistas ouvidos são unânimes em afirmar que essa cobrança raramente pode ser feita. Algumas das ocasiões em que ela pode acontecer são: pais querendo saber a localização de seus filhos menores de idade ou empresas que desejam saber onde estão os funcionários, mas só durante o horário de expediente.



- Um amigo que permite que você veja a localização dele, mas você não quer que ele saiba a sua (o equivalente a não aceitar um pedido de “amizade” no Orkut). O que fazer nessa situação?

Beatriz não acha que seja necessário dar explicações, principalmente para pessoas que o usuário mal conhece ou convive pouco. “Convite de estranhos, então, nem pensar. Ele permitir que você veja a localização dele não quer dizer nada. Quem disse que você está interessado? E por que um estranho estaria interessado na sua localização?”, pergunta a garota sem fio.

Para Meira, a regra é a mesma das redes sociais: nelas, você escolhe com quem vai se relacionar e, se não quiser fazer contato com alguém, simplesmente fica quieto. “O silêncio, na maior parte dos casos, é uma ótima explicação.”

- Se o usuário mente sobre sua localização, deve desativar o serviço ou fazer com que o localizador mostre o lugar onde ele disse que estaria (em outras palavras: o Latitude deve “compactuar” com a mentira)?

Na opinião de Lemos, o usuário deve usar o serviço como bem entender. “Se quiser mentir, use o aparelho para mentir. Se não quer que saibam onde você está, simplesmente desligue. No fundo, devemos nos conectar, trocar informações com outros, mas deve sempre haver um limite.”

O uso da “tecnologia a serviço da mentira”, como descreve Meira, só deve ser feito por pessoas que realmente precisam esconder sua localização, têm memória boa e também muita sorte. Isso porque, segundo ele, é difícil mentir consistentemente por muito tempo, para muita gente.

“Mudar de um ponto para outro, muito longe, às vistas de quem está lhe observando de longe vai parecer teletransporte. Por outro lado, chegar em casa e o Latitude mostrá-lo no trabalho vai dar uma bandeira monumental”, alerta.


PUBLICADOS BRASIL NO ORKUT

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